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• Treinos de Trevor Mills•

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• Treinos de Trevor Mills•

Mensagem por Trevor Mills em Qua 22 Out 2014 - 17:53

Treinos - Trevor Mills


Trevor Mills, filho de Hécate, a deusa da magia. Pronto para utilizar, praticar e aprimorar todos os misteriosos poderes que herdou de sua mãe. Todo o aspecto sombrio da magia esconde o mistério nebuloso onde existe uma infinidade de possibilidades que todo feiticeiro procura dominar e por isso, Trevor busca constante e incansavelmente pela perfeição mística que carrega em seu sangue. A evolução da magia vem com concentração, disciplina, auto-controle, determinação, paixão e principalmente treinamento.


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Re: • Treinos de Trevor Mills•

Mensagem por Trevor Mills em Qui 23 Out 2014 - 19:29

Nocturnal training
A arena estava completamente vazia, silenciosa, iluminada apenas pela lua e as estrelas da madrugada. Discreta e silenciosamente, um leve nevoeiro surgia pelas frestas e fechaduras da entrada em porta dupla de madeira. Com um rangido e o ruído de engrenagens se movendo, a porta se abriu sozinha e a névoa se dissipou num sopro suave, aos poucos revelando duas figuras que entravam em passos lentos. Uma delas, ao se livrar da neblina, mostrou-se como um jovem semideus de cabelos negros, olhos azul-cinza e tatuagens negras por toda a pele pálida. Ao seu lado estava um animal totalmente preto com olhos dourados, uma pantera.
- Vamos Shadow, não quero perder tempo - Dirigiu-se ele ao animal, que levantou as orelhas como sinal de consentimento. Em sua mão havia um livro grosso com capa de couro negro e partes de puro ouro. Assim como em sua cintura havia uma adaga de bronze que reluzia ao luar.Seu nome era Trevor Mills, filho da deusa da magia e sua pantera Shadow, presente de sua mãe.
Presente no Acampamento Meio-Sangue a uma semana, Trevor não tinha mais planos de esperar que seus poderes melhorassem sozinhos. Sabia que se quisesse algo melhorando, teria de se esforçar por isso. Mas sociabilidade não era algo que pretendia praticar por enquanto, por isso viu treinos noturnos como mais vantajosos... Até aquela noite.
Estava cercado por cinco bonecos de treino empalhados, vestidos com camisas do acampamento. Jogou a adaga num canto, pois treinamentos físicos não eram sua prioridade. Então se sentou entre seus adversários empalhados, e colocou seu grande grimório no colo. Acenou sobre o livro, que se abriu sozinho e lhe mostrou o que queria ver. Primeiramente o feitiço de levitação.
Fechou os olhos e concentrou-se como um de seus irmãos lhe dissera. Criou toda a superfície do objeto em sua mente, imaginando o peso que teria e qual seria o seu peso. Nisso, esforçou-se para imaginar com perfeição aquele boneco se levantando do chão e levitando. Mas não se tratava apenas de imaginar, precisava acreditar. A fé é a base da magia. E por mais de cinco minutos tentou e manipulou seu cérebro para acreditar com fervor, forçando a magia a obedecê-lo. Quando se deu conta, só o que conseguira foi dor de cabeça, uma arena transbordando com nevoeiro mágico e alguns fios de palha giravam ao seu redor como moscas no lixo. Suspirou com incômodo, o treinamento não estava começando bem.  Mexeu sua mão sobre o livro mais uma vez, encontrando algo não tão interessante porém mais simples. Alcançar alguma coisa era melhor que quebrar as regras por nada.
Olhou para o livro e para o espantalho à esquerda, focando em sua camisa. Focou bem seu olhar, manteve sua mente cheia da cor laranja. De repente, transformou todo o laranja de sua mente em azul e, acompanhando o pensamento, a névoa passou suavemente pelo espantalho e ao desaparecer, deixou uma camisa de acampamento azul como recordação. O feitiço de coloração havia sido dominado com sucesso. Trevor suspirou aliviado, enquanto Shadow lambia seu braço tatuado como forma de parabenizá-lo. Pelo menos não havia ido até lá por nada, mesmo que se sentisse um tanto quanto cansado.
Encorajado pelo sucesso em sua magia, mexeu alguns dedos e permitiu que o livro decidisse por ele. Viu então um feitiço realmente simples, ao menos aparentemente. Para acender velas (Mesmo sem ter velas em volta), Trevor se concentrou e sentiu a névoa se agitando à sua volta. Teve em mente dessa vez a mais densa das escuridões que então foi totalmente tomada por chamas. O método não saiu bem como o esperado quando uma pequena explosão de labaredas quase queimou suas sobrancelhas. Shadow miou como um gato escaldado e escondeu-se ao lado de seu dono. Só o que impediu o jovem filho de Hécate de praguejar em grego antigo foi a possibilidade de suas palavras se realizarem. Pensou bem e tentou mais uma vez, descobrindo que seu erro foi imaginar fogo demais quando o que queria era acender uma simples e delicada chama de vela. Dessa vez, teve as sombras de sua mente iluminadas por um único pequeno ponto de fogo. Porém logo veio outro e depois mais um, até que estava cercado por cinco chamas que, ao abrir os olhos, percebeu como sendo as cabeças dos bonecos empalhados. Sorriu e resolveu levantar-se para ir embora depois de apagar todas as velas improvisadas ao mesmo tempo com um estalo de dedos. Virou-se para partir mas foi impedido por sua própria perplexidade ao ouvir uma risada esganiçada acima de sua cabeça.
Olhou para cima e, por pouco, conseguiu desviar de um enorme objeto cinzento de mau-odor que se aproximava rapidamente. Quando a grande almofada de penas fedorenta caiu no chão da arena, outras duas semelhantes caíram atrás dela. Quando a poeira baixou, grandes e gordos pombos gigantes com cabeça de barangas solteironas na casa dos cinquenta usando redes de cabelo estavam entre Trevor e sua desejada saída.
– Indo a algum lugar? – Perguntou a pomba de penas marrons e cabelo ruivo como ketchup.
– Não, ele veio dormir no chão de uma arena suja. – Retrucou a outra, de penas negras e rosto de feição afrodescendente. Tinha voz e olhar repletos de arrogância.
– Vão dar mais atenção à raiva que à fome? Suas frangas aposentadas! – Gritou a última, de penas cinzentas e cabelo branco preso em um coque malfeito.
– Meio mulheres, meio pássaros... São as harpias. – Concluiu Trevor em voz alta.
– Você é novo aqui, não é? – Supôs a ruiva.
– Aelo, todos esses milênios e o seu projeto de cérebro continua percebendo apenas o óbvio. – Reclamou novamente a Harpia de penas negras.
– Cale a boca Celeno! – Aelo defendeu-se.
– Silêncio, ou vou depená-las com minhas próprias garras! – Ordenou a Harpia cinzenta, fazendo as outras duas se calarem.
– Desculpe, Ocípete! – Falaram as outras duas em conjunto. Trevor olhou em volta e encontrou Shadow, que encarava os pássaros gigantes como a predadora sombria que era.
Ele tentou pensar rápido, precisava de tempo. Sentiu-se um idiota por deixar sua adaga tão longe e apenas na tensão da batalha aprendeu o quão valiosa qualquer arma pode vir a ser. Provavelmente eram elas qNaue o motivo pelo qual fora alertado para não deixar seu chalé durante a noite. Criou um memorando interno para manter-se bem informado daquele momento em diante. Sem escolha, tentou concentrar-se no feitiço de levitação (que não conseguira anteriormente) enquanto as mantinha distraído.
– Por que estão aqui? – Perguntou a elas.
– Antes éramos as lendárias irmãs harpias, muito melhores que aquelas górgonas nojentas. – Contava Ocípete, sem olhar para a face tensa do semideus encrencado. – Agora, em troca de clemência, fomos reduzidas ao título de “harpias de limpeza”. – As outras duas concordavam com desdém, secando lágrimas com as próprias asas.
– Isso deve ser horrível. – Trevor tentava fingir se importar enquanto mantinha-se focado na magia que realizava. A dor de cabeça já havia virado uma enxaqueca, afinal apenas a magia já era difícil, mas se concentrar em uma conversa ao mesmo tempo era simplesmente doloroso. Porém, já conseguia ver as faixas de névoa se aproximando por trás de suas costas.
– Não apenas é como foi. Afinal, nos aliamos aos gigantes por vingança àqueles malditos argonautas. – Cileno praguejou, sem perceber a enorme pantera negra preparando o bote às suas costas. Ela estreitou os olhos. – Você não é filho de Bóreas, é? –
– Não... Sou filho de Hécate. – Disse em tom sombrio, usando a magia de coloração para que a névoa tornasse seus olhos inteiramente negros.
– A senhora das trevas teve você como cria? – Perguntou Aelo com perplexidade, demonstrando o medo que a resposta pronta do semideus lhe causara. Mas aquilo já não importava, a magia de levitação funcionara e ele tinha o que queria em mãos.
A conversa foi interrompida por Ocípete, que abriu as asas guinchou loucamente, saltando sobre Trevor e cravando suas garras sujas em seu peito, derrubando-o no chão com um segundo golpe.
– Ele está nos distraindo, suas imbecis! Deve ter algum plano, eles sempre têm! – Ela exclamou furiosa. Fazendo com que as três o cercassem, rondando lentamente como se analisassem o prato principal, pensando nas partes mais saborosas. Trevor se acalmou e fechou os olhos, concentrando-se primeiramente na magia das velas.
– Está recebendo a morta como uma velha amiga? – Perguntou Aelo com inocência.
– Ele não é o Harry Potter, Santa Íris! – Indignou-se Celeno, cuja distração permitiu o sucesso do primeiro feitiço, uma chama pequena demais para ser percebida... por enquanto.
– E por isso eu lavo pratos de semideuses com lava quente. Um dia desses eu ainda... – Ocípete foi interrompida. Quando Trevor concentrou-se em uma breve, porém poderosa luz surgindo na escuridão, um rápido flash luminoso chamou a atenção das frangas canibais.
– Shadow! – Ele gritou, iniciando uma frenética e rápida cena de luta. Naquele momento, Celeno percebeu que a magia da chama de vela que Trevor fizera em seu rabo havia sido o bastante para incendiar as penas em volta, incendiando o traseiro da harpia negra que saltava descontrolada para todos os lados. A cabeça de Aelo estava oculta entre os dentes afiados de Shadow, que a mantinha imobilizada no chão. Por fim, a líder Ocípete foi rendida por Trevor que tentava ignorar a dor em seu peito que sangrava descontroladamente. O filho de Hécate mantinha a adaga que recuperara com a magia de levitação bem pressionada em seu pescoço.
– Não! Não ouse matar minha irmã! – Gritou Celeno com agressividade, ameaçando avançar mesmo com seu rabo tostado mas recuou assim que Trevor a encarou com seu olhar magicamente enegrecido.
– Só temos umas às outras, aqui não seríamos mortas e enviadas para o tártaro se servíssemos aos deuses, era o trato. Se formos derrotadas, o acordo acaba e somos condenadas ao abismo eterno. Os outros monstros nos desprezam por mudar de lado, não temos vida fora daqui. – Explicou com seriedade, não mais demonstrando raiva. Ocípete desviou os olhos, orgulhosa demais para demonstrar sua tristeza ou desespero.
– Shadow... – Disse Trevor, fazendo com que a pantera libertasse Aelo prontamente. Com todas as três ouvindo, disse – Jurem pelo rio estige que me deixarão em paz por essa noite e que ninguém jamais saberá sobre isso. – Falou com firmeza, fazendo com que seus olhos ficassem totalmente pretos uma última vez, como garantia. E como resposta, ouviu as mulheres-pombo dizerem:
– Juramos pelo rio estige! – E com isso, saiu de cima de Ocípete e permitiu que fossem embora. Quase sentiu culpa ao ver Celeno voando com dificuldade sem as penas de trás para ajudá-la.
Saiu pela mesma porta que entrou, sua magia fez a porta se fechar e trancar quando saiu com sua pantera ao seu lado, cobrindo-se com a névoa que fez a última aparição da noite. Teria achado aquele um bom treinamento para um principiante, até desmaiar com a exaustão por abusar de seus poderes e não estancar um ferimento profundo como aquele. Aquele treino seria visto, como diria sua mãe, por diversos meios.



Trevor Mills

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Re: • Treinos de Trevor Mills•

Mensagem por Convidado em Qui 23 Out 2014 - 20:12


Avaliação.
Seu texto é rico em detalhes, ações e ainda com um toque de mistério. Para um primeiro treino, foi muito bem elaborado e com pouquissimos erros. Continue assim.

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