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Mensagem por Isabelle Duchanne em Sab 30 Mar 2019 - 20:49


Impractical Applications





Na noite de sexta-feira Isabelle passou por todos os sete chalés que comandava, levando consigo os semideuses que fariam o treino daquele mês. A frente de todos ela mantinha um sorrisinho de pura satisfação, havia planejado aquele treino faziam meses, finalmente poderia vê-lo concretizado.

Seguiram o caminho até a floresta, portavam apenas suas adagas iniciais do acampamento. Cada chalé receberia um item especial para completar suas tarefas, a ideia seria sobreviver até a outra noite, ou seja, 24hrs na floresta.

Sem armas, sem barracas, sem colchões, sem poderes, apenas marshmellows e itens especiais.

- Boa noite semideuses, é com prazer que apresento a vocês o treino mensal. Antes de tudo, peço que coloquem essas pulseiras – indicou uma caixa ao seu lado, cheia de braceletes – Essas pulseiras impedirão vocês de usarem seus poderes, se retirarem-nas elas terão o lacre violado e vocês estarão automaticamente desclassificados, sem recompensas, voltarão para o chalé com punição.
"Como podem ver, nós estamos no meio da floresta, são 21hrs e como já é de praxe, as Harpias serão liberadas as 22hrs, prontas para pegar qualquer semideus fora da cama. Se eu avisei do treino? Sim, mas elas continuam tendo total jurisdição para atacar, assim como vocês tem para lutar contra. A ideia é que vocês sobrevivam até as 21hrs de amanhã. Comida? Deem um jeito, o máximo que irei fornecer são dois pacotes de marshmellow para cada chalé. Há armadilhas espalhadas por toda a floresta, se forem pegos por uma arranjem um jeito de sair. Eu estarei aqui fora, se algum de vocês sair eu saberei, se violarem a pulseira, eu saberei, se se matarem, eu também saberei. Agora vamos as divisões. "


Isabelle continuou a explicação e ao final entregou os itens, conferiu se todos estavam usando as pulseiras e por fim deixou os marshmellows, retirando-se.

Detalhes:

Boa noite a todos, ou dia, talvez tarde.

Gostaria de esclarecer umas coisas primeiro:


Não é permitido o uso de poderes.

Não é permitido o uso de qualquer arma que não seja a Adaga inicial do acampamento. A mesma NÃO poderá ser usada para pegar o que foi solicitado.

Não é permitido retirar as pulseiras.

Não é permitido sair da floresta até o fim das 24hrs, quando eu voltarei e direi que estão livres.

É extremamente proibido brigar/matar qualquer outro semideus.

A quebra de qualquer uma dessas regras acarretará em punição, não haverá recompensas e a última delas gera expulsão.

Agora vamos aos detalhes menos importantes:

Vocês ficaram em grupos divididos por chalés, podem se ajudar, ou podem deixar o resto ir pro Hades.

Quero que vocês façam o básico para sobreviver, tem um lago, pesquem, caiam em armadilhas, assem o peixe nosso de cada dia. Se mantenham quentinhos, não se matem, revezem turnos, lutem com o número de Harpias de acordo com o seu máximo do sistema de monstros. Além disso cada um terá de me trazer uma coisa que estará especificada por chalé. Não é um por chalé, é um por campista.

Não é pra lutar com 70 Harpias, mas se seu limite é 2, não é pra lutar contra 3.

Façam seu melhor para sobreviver com o que tem. Vocês terão de combinar as coisas em off, visto que é OnePost.

Boa sorte a todos.

Prazo: 25/04

Divisão:

Chalé de Ares – 3 redes (daquelas que o Bob usa pra caçar água viva) – Peguem um pássaro grande, vivo

Chalé de Deimos – 3 Cordas – Derrubem uma árvore

Chaé de Íris – 3 Lanças – Tragam uma planta venenosa, chamada Comigo-Ninguém-Pode

Chalé de Lissa – 3 Machados – Peguem um cavalo branco, vivo

Chalé de Nêmesis – 3 pares de luvas – Água do lago

Chalé de Phobos – 3 cumbucas – 30 minhocas, vivas

Chalé de Zeus – 3 Arcos com 1 flecha para cada arco – Peguem peixes

Lembrando que cada semideus deverá trazer aquilo solicitado conforme a divisão acima.
Isenções:

Players em missões NARRADAS

Players com pedido de ausência

Players que possuem mais de 5 contas ativas, são isentos de postar com duas delas.





Can I stop the flow of time?
Can I swim in your divine?

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 TREINO MENSAL / Abril 2018 [Ares, Deimos, Íris,  Lissa,  Nêmesis,  Phobos  e Zeus] Empty Re: TREINO MENSAL / Abril 2018 [Ares, Deimos, Íris, Lissa, Nêmesis, Phobos e Zeus]

Mensagem por Rakan Lhothlan em Dom 31 Mar 2019 - 11:46



Treino mensal


A noite já havia caído sobre o acampamento, bem enroladinho em suas cobertas e sentindo o friozinho da noite invadir o seu chalé, Rakan descansava a cabeça sob o travesseiro e pensava na garota que compartilhava do mesmo passado que o seu: Xayah. Eram do mesmo clã, partes distintas, certo, mas do mesmo clã. Ele ainda imaginava o motivo dela ter tanto interesse nisso, visto que já era passado, mas, de alguma forma, se sentia apegado a ela. Quando enfim o sono parecia chegar, ele bocejou e sentiu os olhos pesados e… E uma bela de uma filha da puta bateu na porta, fazendo-o se levantar  de imediato.

Ainda com os cabelos bagunçados e olhos baixos, ele, Elijah, Jake, Merlin e Kassandra, se entreolharam e deram de ombros. Elijah, como mais velho ali, foi até a porta e abriu, só para ver a filha de Ares de braços cruzados os observando. Sem dizer nada, ela fez uma menção para que ambos a seguissem. Como já estava bem acostumado a vida de merda que um semideus tinha, ele pegou a primeira arma que viu pela frente. Ponto positivo, Rakan. O problema é que era a porra da adaga que o acampamento dá. Que merda, Rakan, seu lixo.

Isabelle caminhou para as proximidades da floresta, o semideus logo se lembrou da floresta do Harry Potter, no primeiro livro, quando disseram que estava proibida para alunos mais novos. Será que ele se encaixaria nessa lista? Pelo visto Isabelle não daria importância alguma. Seguindo a prodígio de Ares estavam outros chalés, que, certamente, dificultariam todo o rolê. Esperava, do fundo de seu ser, que aquela menina não fizesse uma espécie de jogos vorazes, ele certamente não estava nem um pouco afim de uma guerra.

E, como se estivesse lendo seus pensamentos, ela começou a falar.

— Boa noite semideuses! É com prazer que apresento a vocês o treino mensal. Antes de tudo, peço que coloquem essas pulseiras.

E, quando falou, começou a distribuir uma série de pulseirinhas, tipo aquelas pulseiras do equilíbrio, bem 2010. Rakan colocou a sua e logo sentiu toda sua carga de energia se esvair, por algum motivo aquela porra havia o deixado sem poderes.

— Essas pulseiras impedirão que vocês usem seus poderes. — Ah, nossa, não me diga!. —  Se retirarem-nas elas terão o lacre violado e vocês estão automaticamente desclassificados, sem recompensas, voltaram para o chalé com punição.

"Como podem ver, nós estamos no meio da floresta, são 21hrs e como já é de praxe, as Harpias serão liberadas as 22hrs, prontas para pegar qualquer semideus fora da cama. Se eu avisei do treino? Sim, mas elas continuam tendo total jurisdição para atacar, assim como vocês tem para lutar contra. A ideia é que vocês sobrevivam até as 21hrs de amanhã. Comida? Deem um jeito, o máximo que irei fornecer são dois pacotes de marshmellow para cada chalé. Há armadilhas espalhadas por toda a floresta, se forem pegos por uma arranjem um jeito de sair. Eu estarei aqui fora, se algum de vocês sair eu saberei, se violarem a pulseira, eu saberei, se se matarem, eu também saberei. Agora vamos as divisões.

Rakan suspirou profundamente enquanto os chalés começavam a se agrupar, Isabelle já não estava mais a vista, provavelmente estaria os observando de algum lugar, ou, estaria em seu chalé dormindo. Inveja? Isso nem passou pela cabeça dele.

Virando-se para onde Elijah estava ele se deparou com absolutamente nada. Puta que pariu, esqueceram de mim. Nesse momento, como de praxe, uma pequena formigação começou a se formar no estômago dele, certamente Rakan era a porra de um novato, tão novato que ninguém lembrava que ele era filho de Zeus. Certamente seria uma estratégia se juntar a outro chalé, mas, todo mundo já havia se embrenhado na floresta enquanto ele ficava pensando no que fazer ao estilo meme da Nazaré.

— Vamos lá, garotão, você consegue. Só uma noite, molezinha, delícia! — E quando uma coruja piou ele deu um pulo tão alto que o próprio Hermes teria inveja.

***

Ficar parado no mesmo lugar certamente não era algo muito inteligente, mas, andar por aí como se não houvesse amanhã (e talvez não houvesse mesmo) também fosse uma coisa burra de se fazer. Veja bem, a filha de Ares havia falado sobre armadilhas. Com a sorte que ele tinha, iria cair em uma, sem a menor dúvida. Mas era melhor prevenir do que remediar. O jovem engoliu em seco e lembrou-se do lago. Se tinha alguma chance de sobreviver, seria no lago. Mas, certamente haveria alguma armadilha ali. Para evitar ser pego de surpresa, Rakan começou a andar colado às árvores. Por algum motivo, em sua cabeça de poucos neurônios, ele imaginava que não encontraria nenhuma.

E sua teoria estava absolutamente certa, ao menos nos dez primeiros minutos de caminhada. Descuidadamente pisou no que seria um amontoado de folhas, e, uma corda apertou-se ao redor de seu tornozelo, puxando-o para cima como uma boneca de pano sem vida. Agora, pendurado e de cabeça para baixo, o garoto sentia seu sangue lhe subir a cabeça, não de nervosismo e tal, só questão de gravidade mesmo.

— Que delícia. Agora sou um cabeça de fogo. — Revirou os olhos e olhou para a corda que o prendia. Aparentemente era isto: uma corda. Tratou de tatear os bolsos em busca de algo até que sentiu algo duro, felizmente não era seu pinto. Fechou os dedos ao redor do metal e libertou a adaga que havia levado, se achando absurdamente esperto por estar preparado para isso. Agora tinha de curvar seu corpo e cortar a corda. Só isso. Mas na vida de um semideus nada é simples ou prático e um rufar de asas começou a ser ouvido ao longe. — Mas você tá de brincadeira, né? — Engoliu em seco e tentou curvar o corpo, porém, seu abdômen estava absurdamente tenso, o que dificultava bastante. O rufar de asas ficou ainda mais próximo. — Minha santa Madalena, agora fodeu. — Dando um impulso para cima, Rakan conseguiu dobrar o corpo e se segurar na perna pendurada. Em outras circunstâncias ele poderia ser comparado a uma dançarina de circo, mas, naquele momento, tudo o que conseguia sentir era uma queimação terrível no saco. Tentando ignorar a dor e sabendo que corria o risco de nunca mais ter filhos, ele conseguiu cortar a corda. Agora a gente comemora, certo? Bem, não. Imagine que nosso querido personagem caiu da porra de uma árvore, de costas para o chão, ficando, portanto, sem um pingo de ar. Além de que, estava com uma puta dor no saco.

Obviamente que a harpia não esperaria calmamente que ele simplesmente se levantasse e seguisse por uma trilha de tijolos amarelos, afinal, ela estava com tanta fome como ele mesmo. Em um momento Rakan estava pleno sofrendo no chão, no momento seguinte uma mulher galinha fincava suas garras nos ombros dele e começava a voar em direção a, muito provavelmente, seu ninho. Abrindo os olhos e tentando clarear as ideias ele só conseguia pensar que era a pessoa mais azarada da porra daquele lugar. E ficou pensando que talvez, bem talvez, Isabelle tivesse dito que se separarem era uma ideia ruim por que coisas como aquela poderiam acontecer. Odiava admitir, mas, ela tinha razão.

Precisava pensar em alguma coisa e rápido, obviamente. Mas foi aí que a sorte, pela primeira vez naquela noite, bateu em sua porta. Ele ouviu o correr da água se aproximando. Que delícia! A margarina certamente deveria pagar ele, era uma propaganda atrás da outra.

Rakan segurou a adaga com mais força, precisava concentrar se concentrar no momento certo, e, obviamente, esperar que seu plano desse certo. Então, pela visão periférica, quando viu o lago se aproximando, começou a esfaquear as garras da mulher galinha, que, começou a gritar e bicar sua cabeça. O sangue manchava seus olhos, ele nunca havia sido bicado por uma harpia, não era algo que saísse recomendando no google maps, mas, o plano funcionou. Ao menos em partes. Uma das garras o soltou e ele ficou pendurado, a carne do ombro sendo rasgada. Trincou os dentes e esfaqueou mais uma vez o tornozelo da outra, que, finalmente, o soltara. Agora tínhamos um filho de Zeus caindo em queda livre na direção da água, sem estar em posição de nado ou mergulho, o que se esperar disso? Exatamente! A água não amorteceu a queda, o semideus caiu “de barriga” na água e a dor foi como a de mil mães irritadas lhe esbofeteando. O ar automaticamente foi arrancado de seus pulmões e se ele estava com sede, depois dessa, certamente nunca mais beberia água. Lutando para ficar consciente, o semideus deu um impulso para a superfície e começou a procurar desesperadamente pelo ar, até se lembrar como era respirar novamente. Olhou ao redor e viu restos de um acampamento, nadou até ali para ver se encontrava algo que pudesse usar.

Com a sorte que tinha só encontrou uma fogueira com pequenas brasas. Sentou-se ao lado dela tremendo de frio e incrivelmente chateado. Seus ombros, machucados pela harpia, doíam, mas, o direito era, sem dúvidas, o mais prejudicado. Os cortes eram profundos e muito feios. Ele precisava criar algo para isolar o local. Tirou a camisa, e, com ajuda da adaga, rasgou um pedaço generoso de tecido, amarrando no local em seguida. Como curandeiro de Asclépio, sabia que o procedimento não estava cem por cento correto, mas, precisava estancar o sangue. Olhou ao redor e começou a procurar frutinhas que pudesse usar para a dor, e, margeando o lago, conseguiu encontrar algumas papoulas. Pequenas como eram não o isentaria totalmente, mas, ajudariam a aliviar. Pegou algumas e jogou na boca.

Voltou para perto das brasas e pegou sua adaga novamente. Seu estômago começou a roncar. Olhou para o céu em busca de tentar adivinhar a hora mas tudo o que viu foi um céu estrelado. Suspirou e sentiu-se levemente tonto. Deveria ter perdido muito sangue. Estava com medo da harpia voltar, afinal, ela só voara para longe, poderia muito bem estar a espreita. Com um esforço indesejado, caminhou até a árvore mais próxima, e, com ajuda da adaga, começou a arrancar o galho mais baixo. Precisava fazer uma lança. Quando o galho enfim pendeu, ele voltou para próximo das brasas, quase extintas. Tudo o que podia ver estava banhado apenas pelo brilho da lua. Se alguém estivesse por perto, poderia muito bem pegá-lo desprevenido. Tentou não pensar no assunto, se concentrou apenas em arrancar as folhas e começar a afiar uma das pontas. Torcendo para que o galho fosse forte o suficiente e não se quebrasse na primeira estocada.

Quando já estava satisfeito com o seu trabalho, Rakan se levantou e caminhou até a margem do lago. A parte que parecia ser mais fácil estava se mostrando uma merda. A água que, durante o dia, era límpida e transparente, à noite, parecia um poço negro e sem fim. Trincou os dentes devido o frio e jogou a lança pela primeira vez na água, a ponta afiada em direção ao fundo. Se aproximou e a retirou da água, porém, vazia. Se xingou e voltou a margem. Jogou novamente a lança, nada. Terceira vez: nada. Quarta, quinta, sexta… Nada, nada, nada. Irritado, Rakan quebrou a lança no meio e voltou se arrastando para próximo de onde jazia a brasa, agora, apagada. Se encolheu com frio, os dentes tremendo e a dor de seu braço o irritando profundamente.

Não sabia ao certo quanto tempo passara ali, mas, quando abriu os olhos o sol já começava a se levantar. Tentou se mexer mas a dor de seu braço era tamanha que suspirou profundamente e se sentiu tonto. Tentando pela segunda vez, conseguiu se sentar, pontos pretos dançavam em seus olhos. Olhou para a camisa em seu braço: empapada de sangue. Se arrastou em direção ao lago e desamarrou o tecido, mostrando que a pele no local estava pálida demais, as proximidades dos cortes estavam avermelhadas e quentes: o ferimento estava inflamado. Ótimo.

Levou o tecido até a água do lago e o lavou, usando-o para limpar o ferimento no momento seguinte, e, logo em seguida, para amarrar novamente e proteger ainda mais das bactérias ao redor dali. O sol ainda estava frio, poderiam ser cinco ou seis da manhã, ele não sabia, mas, naquele mesmo momento, ouviu passos indo em sua direção. Com medo de ser a harpia que voltara para terminar o serviço, ele se abaixou e pegou sua adaga, sentindo-se aliviado quando percebeu que era Elijah.

— Rak…

— Filho da puta! Você saiu por aí sem nem olhar para trás! — Explodiu o garoto. — Tem noção pelo que eu passei, seu merda!?

— Não exatamente, mas, posso ter uma noção. — E apontou para o braço dele. — Já conseguiu pegar o peixe? — Perguntou.

Rakan não conseguia acreditar no que o irmão estava dizendo. Fitou-o com os olhos semicerrados e Fabray pareceu, enfim, compreender que fizera uma pergunta bem idiota.

— Tudo bem, certo! Entendi!

O semideus começou a assentir quando percebeu que haviam arcos nas costas dos meninos. Ele apontou para os arcos e depois para o lago.

— Podemos usar as flechas para pescar.

— Isso, gênio, podemos, porque somos a porra do chalé de Apolo!

Talvez, bem talvez, o outro tivesse razão. Não dava para simplesmente jogar uma flecha no lago e esperar que os peixes fossem atingidos.

— Podemos fazer uma lança com um pedaço de madeira. — Sugeriu um dos irmãos.

— Não rola, já tentei. — Rakan mencionou se sentando e pressionando o braço ferido.

— Sinto fome. — Merlin falou. — Talvez a gente devesse pegar algumas frutas. Não vai matar a fome, mas, vai pelo menos nos segurar um pouco mais.

Os demais semideuses, incluindo Rakan, pareceram concordar com a ideia. Elijah preferia que o irmão machucado ficasse ali e descansasse mas, de forma alguma ele ficaria para trás de novo. Suspirou e se levantou, ninguém o ajudou. Belo chalé.

Seguiu os irmãos que começavam a adentrar a floresta em busca de plantas frutíferas que pudessem comer. O semideus não sabia sobre os conhecimentos em relação a vegetação que os irmãos possuíam, mas, certamente, ficar com os curandeiros o ajudaria um pouco a pelo menos saber que fruta comer ou não.

***

Depois do que pareceram ser duas horas de caminhada, eles encontraram uma árvore com frutas grandes e avermelhadas: mangas. Ele sorriu ao reconhecer a fruta, seus irmãos também pareciam saber o que estavam fazendo. Elijah e Jake logo começaram a escalar, pareciam duas aranhas. Merlin ficou com Rakan embaixo, pegando as frutas que os irmãos jogavam. Pegaram três para cada. Sentaram-se na sombra da mangueira e logo começaram a devorar os frutos, o suco amarelo escorrendo por seus queixos.

O sabor doce da fruta logo começou a trazer novas energias ao corpo do semideus, mas, mesmo assim, não fazia nenhum milagre. Ele estava cansado, seu corpo dolorido, estava meio tonto e certamente um pouco desidratado. Ainda faltavam cerca de doze horas para tudo aquilo terminar.

— Acho que devemos voltar para o lago, conheço um atalho. Temos pouco tempo e muitos peixes para pegar. — Falou Fabray.

Relutante, Rakan assentiu e, com ajuda de Merlin, se levantou. Começaram a caminhar pelo atalho que Elijah havia mencionado. Mas apesar de mais perto não significava que fosse um caminho mais fácil. As árvores eram bem mais fechadas ali, os galhos e espinhos arranhando o peito nu de Rakan, agora ele praguejava consigo mesmo por ter rasgado a camisa e a deixado no lago. Merlin lhe deu um olhar encorajador, e, pela primeira vez naquele dia, sentiu que estava entre irmãos.

O atalho de Elijah era menor que o caminho original, mas, não significava que fosse mais rápido. Demoraram cerca de uma hora para alcançar a margem do lago, e, para sua surpresa, não estavam sozinhos. O chalé de Ares estava acampando ali, uma pilha de peixes entre as pedras, dois campistas cozinhando em uma fogueira improvisada. Rakan olhou para os peixes e as mangas já pareciam uma lembrança muito distante.

— As redes. — Merlin sussurrou para Elijah.

Sim! Claro! As redes os fariam pegar peixes, eles tinham de levar peixes para Isabelle. O que ela faria com eles? Só os deuses sabem. Rakan deu um passo para frente e apontou para uma rede que estava nas mãos de um dos campistas de Ares.

— O que acham de uma troca? — Ele falou, esperava que seu semblante não parecesse tão doente quanto realmente se sentia. — Nós temos arcos.

— O que vocês têm de levar para Isa? — Um garoto corpulento e de cabelos castanhos se pronunciou.

— Acho que isso não importa muito. — Rakan retrucou.

Os garotos se encararam e pareceram avaliar que já tinham uma pilha muito grande de peixes. Aparentemente o desafio deles não era uma pescaria.

— Certo. Uma rede por um arco.

Elijah pareceu hesitar mas logo retirou o arco e uma flecha das costas, entregando para o outro semideus.

— Uma flecha? — Ele ergueu as sobrancelhas encarando o chalé de Zeus.

— Sim, nos deram só uma.

— Não me parece algo justo. — O filho de Ares questionou.

— Toda a droga desse treino não parece justa. — Rakan falou, cansado demais para joguinhos.

— Nós podemos fazer mais flechas. — Disse uma garota do outro chalé e o irmão pareceu concordar.

— Que seja. Peguem a rede.

O garoto entregou a rede a Elijah e fez sinal para que eles saíssem dali. Aparentemente os semideuses, quando em questão de sobrevivência, ficavam muito dominantes com seus territórios.

O chalé de Zeus, agora unido e com uma rede, caminhou pela margem até estarem longe o suficiente para poderem montar seu próprio acampamento.

— Certo. Vamos dividir as tarefas. Merlin, pegue lenha. Rakan, arrume as pedras. Kass, você me ajuda a pegar os peixes.

Dizendo isso, o chalé se dividiu. Rakan começou a pegar pedras das proximidades do lago e as arrumar de maneira circular. Merlin voltou com a lenha: pequenos galhos secos e alguns mais grossos. Começaram, juntos, a arrumá-los dentro do círculo de pedras. Jake pegou duas pedras e um pedaço de mato seco e começou a bater uma na outra, até que faíscas começaram a saltar, e, ao pegarem no mato seco, começaram a queimar. A fogueira estava tomando forma.

Kassandra voltou com alguns peixes e os colocou ao lado de Rakan. Ele pegou a adaga e começou a limpar as escamas, deixando-os limpos e lisos. Abriu-os e retiro os órgãos, deixando apenas a carne. Kassandra e Merlin arrumaram alguns galhos em cima da fogueira, de forma que parecia uma churrasqueira. A garota pegou um galho e espetou no peixe, deixando-o ali pendurado. Fez isso com os outros dois.

Elijah logo voltou e se sentou ao lado deles.

— Esses nós comemos. Mais tarde pegamos mais alguns e levamos para Isabelle.

— Acha que temos quanto tempo? — Perguntou Kassandra.

— Não sei ao certo. Talvez mais umas seis horas.

Logo eles ficaram em silêncio e começaram a comer o peixe. Não tinha muito gosto, era apenas o peixe o fogo, mas, a fome fazia com que todos comessem avidamente.

***

Depois de comer, se aqueceram na fogueira e esperaram a comida descer, afinal, não queriam uma indigestão. Pegaram a rede e voltaram para o lago, revezando-se para pegar os peixes. Rakan foi o último.

Teve um pouco de dificuldade em pegar sua parte do desafio devido o braço machucado mas logo conseguiu. O peixe se debateu um pouco no começo mas, depois de uns dois minutos fora da água pareceu estar morto. Ele suspirou e olhou para os irmãos. A lua já havia subido nos céus. Era hora de ir.

Caminharam em silêncio, seguindo Elijah. A floresta era escura mas o irmão mais velho havia improvisado uma tocha com a própria camisa e um galho seco. Não era lá uma boa iluminação, mas, certamente era melhor que nada. Foi aí que eles pararam de súbito ao ouvir um bater de asas. Outra harpia. Rakan engoliu em seco.

Elijah olhou para trás, encarando os irmãos e fitou Rakan.

— Consegue correr?

— A-acho que sim.

— Então agora a gente corre.

E, ouvindo o mais velho, os irmãos começaram a correr em direção ao descampado do acampamento. Rakan era o último da fila. Rezava ao seu pai para que não fosse pego novamente, e, quando achou que já estava perdido, encontrou Isabelle esperando-os.

INFORMAÇÕES:


— E ae galera! q

— Deixei a narração bem aberta para que cada um fizesse o que quisesse, só alguns pontos ficam em comum, seria legal se vocês seguissem. q

— Deixei Elijah no comando por que ele é o mais upado.

— Fiz interação com o chalé de Ares, e, seria bacana se eles colaborassem.

— Única arma usada foi a adaguinha e a rede.

— É isto <3





Sem luta não tem festa!


Cale-se e viva!

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