Últimos assuntos
» Flood 4.0
Hoje à(s) 10:25 por Hylla K. Werstonem

» Salão de Festas
Seg 26 Nov 2018 - 21:47 por Hylla K. Werstonem

» O que faria se acordasse ao lado da pessoa acima?
Seg 26 Nov 2018 - 20:54 por Brianna W. Dellannoy

» Pego - Namoro - Passo - Caso - Morre Diablo!
Seg 26 Nov 2018 - 20:04 por Damian Dër-Blanchard

» Reclamação Divina
Dom 25 Nov 2018 - 21:59 por Zeus

» Templates, Sign e whatever
Dom 25 Nov 2018 - 17:44 por Hylla K. Werstonem

» Enfermaria Central
Qua 21 Nov 2018 - 10:19 por Hera

» [QUARTO] — Sebastian;
Sex 16 Nov 2018 - 12:43 por Sebastian V. Woljöden

» Pedidos de Missões
Qua 26 Set 2018 - 20:40 por Atena

» Salada Mista
Qui 16 Ago 2018 - 15:06 por Brianna W. Dellannoy

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat. Duis aute irure dolor in reprehenderit in voluptate velit esse cillum dolore eu fugiat nulla pariatur. Excepteur sint occaecat cupidatat non proident, sunt in culpa qui officia deserunt mollit anim id est laborum.

------- Deuses -------
Lissa
Dona da poha toda
Fundadora
Enviar MPVer perfil
Afrodite
Espelho, espelho meu
Adm Master
Enviar MPVer perfil
Zeus
Zeusa, com S
Adm Master
Enviar MPVer perfil
Nyx
Rainha da Noite
Adm Master
Enviar MPVer perfil
Hécate
Mãe de todos
Adm
Enviar MPVer perfil
Poseidon
Rei do Sushi
Adm
Enviar MPVer perfil
Hera
Corna
Adm
Enviar MPVer perfil
Hades
Suco de caixinha
Adm
Enviar MPVer perfil
------- DHB Awards -------
Deus Mais Sexy
Nyx
Semideus Mais Sexy
Sebastian V. Woljöden
Deus Mais Influente
Zeus
Semideus Mais Influente
Isabelle Duchanne
Melhor Casal
Poseylla
Melhor Postador
Hylla K. Werstonem
Mais Rodado
Anko Utakata
Melhor Líder/Conselheiro
Zoey Montgomery
Personalidade Feminina
Hylla K. Werstonem
Personalidade Masculina
Brandon H. Smith
Melhor Anarquista de Éris
Pandora Aërsterien
Melhor Astrólogo de Asteris
Urania Lesauvage
Melhor Caçadora de Ártemis
Brooke Vegah
Melhor Curandeiro de Asclépio
Maxine C. Blink
Melhor Espectro de Érebo
Astrid Raimann Lehner
Melhor Feiticeiro de Circe
Zoey Montgomery
Melhor Mênade
Isabelle Duchanne
Melhor Sacerdotisa de Nyx
Alicia Watts Schratter
------- Parceiros -------

Parceiros
---------- CRÉDITOS ----------

Reclamação Divina

Página 2 de 2 Anterior  1, 2

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Reclamação Divina

Mensagem por Zeus em Sab 14 Jul 2018 - 19:11

Relembrando a primeira mensagem :


Reclamação Divina





Assim que chega ao Acampamento, a reclamação de um indefinido é feita em volta da fogueira, todas as noites. Quando o mesmo é reclamado, aparece-lhe sobre a cabeça um holograma - muitas vezes caracterizado com o símbolo divino de seu pai ou mãe-. Daí, ele é levado até o chalé respectivo e pode conhecer seus irmãos e irmãs, iniciando assim a sua vida de meio-sangue. Entretanto, nem todos são agraciados com um chalé só para si após à fogueira, podendo ficar indeterminado durante semanas, meses ou anos. Os Deuses possuem responsabilidades, afinal, e dependendo do tempo que demoram para cumpri-las, acabam esquecendo-se de certos indivíduos em sua numerosa prole.

O semideus que deseja ser, finalmente, reclamado por seu progenitor divino tem duas opções: A primeira é a ficha de reclamação, a qual pertence a este mesmo tópico, ou então, uma missão.

Mas Zeus, como é que eu vou fazer uma missão sem armas, poderes e blá blá blá?
Não sei, te vira.
Brincadeira.
Você poderá utilizar os poderes respectivos ao seu nível, ou seja, poderes de nível 1. Todo semideus recebe uma Adaga de Bronze Celestial, ela é sua arma, vai na fé. Pode usar uma frigideira também
Além disso, você será "resgatado" por outro semideus, então não vai ser tão difícil assim, de repente ele te leva uma espadinha e tal.


Para você que escolheu a 1ª Opção:

Você pode fazer a ficha para qualquer um dos deuses listados aqui (lembrando que os três grandes tem tópicos separados, assim como os grupos extras e os legados):

Afrodite;

Apolo;

Ares;

Athena;

Deimos;

Deméter;

Dionísio;

Éolo;

Eros.

Hebe;

Hécate;

Hefesto;

Hermes;

Íris;

Lissa;

Macária;

Melinoe;

Nêmesis;

Phobos;

Quione;

Selene;

Thanatos;



Para saber quem é o seu pai ou mãe basta preencher a ficha abaixo e esperar que um Deus atualize. Lembrando que para reclamação dos Três Grandes e Grupos Extras, há tópicos específicos!

Spoiler:

Nome: Nome completo do personagem, sem abreviações.
Idade: Idade do personagem.
Deus(a) Escolhido(a): Especifique.
Porque quer ser reclamado por esse Deus:
História: mínimo de quinze linhas completas
Habilidades: (Conforme a lista daqui)
Presentes de reclamação: poste aqui os presentes que deseja ganhar de seu pai/mãe, juntamente com as descrições dos mesmos. Lembre-se de consultar o tópico aqui.



Para você, pobre coitado que escolheu a 2ª Opção:

O player poderá realizar uma missão específica, ao final dela ele poderá ser reclamado pelo deus que escolheu. As regras são:

- A missão deve ser NARRADA e HEROICA.

- O player precisa ser “resgatado/encontrado” por alguém, esse alguém NÃO poderá ser um NPC.

- Dentre as recompensas por missões narradas heroicas NÃO haverá PRESENTE/BENÇÃO/MASCOTE para o player que solicitou a reclamação. O mesmo irá receber seus níveis e sua reclamação. Quanto ao semideus que irá resgatar, as recompensas seguem o padrão normal de missão.

- Aquele que deseja ser reclamado desta forma deverá solicitar uma missão, neste tópico linkado aqui, é só clicar nessa frase em negrito, especificar que o objetivo dela é ser reclamado, informar qual semideus irá resgata-lo e especificar qual deus quer que seja seu progenitor divino.

- Futuras proles de Zeus, Hades, ou Poseidon devem pedir a sua missão da mesma forma, porém devem especificar, na preferência de deus, um dos três grandes, preferencialmente seu progenitor (se houver ativo). A missão só poderá ser passada por um desses três.

- Ao narrador, lembre-se que o objetivo da missão é, única e exclusivamente, resgatar o player que ainda não é reclamado. No final da missão pode ter aquela cena do Percy com um tridente flutuando. Sejam coerentes, não esqueçam do sistema de missões e não matem os players... Ainda.


avatar

Deuses
Deuses


Ficha Olimpiana
Vitalidade (HP):
1000000000/1000000000  (1000000000/1000000000)
Energia (EP):
1000000000/1000000000  (1000000000/1000000000)

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo


Re: Reclamação Divina

Mensagem por Orochi Von Crimson em Seg 1 Out 2018 - 21:27

bad boy down
I’ll show you who’s in control Cuz I I know how to make the devil cry
Nome: Orochi Von Crimson

Idade: Dezesseis anos

Deus Escolhido: Eros

Porque quer ser reclamado por esse Deus: Porque ele é um safado e eu também. q Apesar de suas esferas serem parecidas com a de Afrodite, as coisas em relação a Eros parecem se desenrolar de um modo diferente. De um modo mais ardente, mais passional. Além de gostar de quebrar o estigma que filhos de Afrodite ou Eros só servem para sexo, é tão bom ser femme fatale no campo de luta q

História: Já se sentiram como se algo estivesse faltando em você? Bem, Orochi nunca se sentiu assim, então o azarado é você. Mentira, o filho de Eros já se sentiu assim várias vezes, e não estamos falando de falta de envolvimento com alheios. Mas é como se faltasse algo em sua essência, algo que realmente dissesse o que ele é.

De nacionalidade dupla - descendente de japonês e nascido na Rússia - por parte de sua mãe. Mas antes de falarmos mais do Orochi, vamos discutir sobre Fukumura.

Fukumura fugiu de casa aos vinte e dois anos, pois seu pai queria forçá-la a se casar com o filho de um empresário para conseguir expandir a sua pequena empresa, porém ela estava longe de ser uma mulher que abaixaria a cabeça e faria qualquer coisa que um homem pedisse, mesmo que este fosse seu pai.

Quando chegou na Rússia, encontrou dificuldade para conseguir desenvolver-se no país, uma vez que sequer era fluente na língua nativa do local. Sua situação a forçou viver nas ruas até um episódio desagradável, onde ela tentou ser abusada por dois bêbados, próximo a um bairro nobre. No entanto, a garota já sabia como se defender - uma lutadora nata nas artes marciais japonesas. O resultado após a luta foram dois caras quebrados e uma mendiga com uma garrafa de álcool na mão, cena qual chamou um senhor da elite que assistiu toda a cena. Ele tinha planos para ela.

Ele era um bandido, usava pessoas para brigas ilegais e mortais como sua fonte de renda através de apostas onde o objetivo era adivinhar quem seria o vencedor de cada luta. Para Fukumura, naquele ponto, qualquer coisa seria melhor do que continuar vivendo nas ruas, então ela aceitou.

....

Sua ascensão fora rápida. Todos apostava nela e os bestas que não o fazia, apenas perdiam o seu dinheiro. Mas uma coisa ditou um pequeno hiatus da lutadora: Ela estava grávida.

A notícia revoltou o seu “dono”, pois eram assim que a elite era chamada pelos lutadores. Donos. Essa uma das coisas que ele não aceitava, gravidez das lutadoras, normalmente ele forçava todas a um aborto, já que sua única preocupação era o lucro, porém a mãe de Orochi estava longe de aceitar isto, pois um dos seus sonhos era ter um filho. Um casal, para ser mais exato.

A discussão resultou no banimento de Fukumura da casa, e ela voltaria a ser uma moradora de rua se não fosse por um rival do senhor Adams que a contratou para lutar sob o nome dele após a gravidez. Ele ofereceu toda a assistência que uma mulher grávida poderia precisar naquela época.

...

Anos se passaram e Christopher cumpriu o que tinha prometido. Orochi desfrutava do maior e melhor enquanto sua mãe continuava lutando. Porém acredite, isto não fez com que o filho de Eros fosse um esnobe. Bem, não no total. Sua mãe sempre lhe contava sobre toda sua vida para ele saber como conseguia aproveitar de todas aquelas coisas, e, logo também foi treinado por sua mãe, em segredo, para que também soubesse defender-se quando fosse conveniente já que ela tinha um grande dilema consigo mesma: “Caso chegue apanhado em casa, vai apanhar duas vezes mais”. Ele nunca experimentou chegar apanhado em casa quando haviam brigas em sua escola.

Mas como sempre, nem tudo era um mar de rosas. Ou melhor. Até poderia ser, mas rosas possuem espinhos.

O avô do Crimson havia os achado. Mais furioso do que nunca.

Com isto, Chris os mandou para outro país, um qual ele tinha ligação e com outras pessoas no mesmo ramo: Brasil. Mas sabendo que seria mais uma questão de tempo até serem localizados novamente. E quando este tempo se aproximou foram mandados para o Canadá, onde permaneceram por mais dois anos, e tendo o destino final os Estados Unidos, em Mahattan.

Foi lá onde a vida de Orochi mudou, em seus plenos quatorze anos.
...

Foi nos Estados Unidos que sua mãe sofreu um ataque covarde dos outros donos de lutadores, eles estavam revoltados pela mulher sempre ganhar.

Durante uma das suas lutas, fora adicionado mais um lutador surpresa. Este qual conseguiu pegar Fukumura desprevenida e então os dois a mataram, justamente no dia em que Orochi estava assistindo.

O garoto então foi possesso por uma raiva descomunal, gravando em sua mente e coração o nome de todos eles. Dos dois lutadores e do dono deles, prometendo a si mesmo que não morreria até o dia em que matasse os três depois de fazê-los sofrer. E naquele exato momento, sem nem perceber completamente, foi reclamado por seu pai.

Sua vida não fora mais fácil depois da morte da sua mãe. O pequeno Von Crimson passou a morar na rua, sobrevivendo através de seus dotes físicos e intelectuais. Noites era um prostituto, outras seduzia pessoas e abatia a carteira delas.

Esse seu ciclo repercutiu durante alguns meses, até seu cheiro ficar forte suficiente para atrair monstros, e, consequentemente sátiros que participavam das equipes de resgate de semideuses. E, felizmente, achado tempo suficiente antes de ser atacado, porém o que mais espantou o sátiro e o outro semideus foi a coragem do garoto em enfrentar a criatura. Uma empousai.

Habilidades: +1 Mira/Precisão
+1 Persuasão

Presentes de reclamação: Je t'aime/Arco & Aljava [Estrutura modelada a partir do ouro, condecorado com diminutas safiras celestiais. Seu tamanho e peso adequam-se ao seu portador. A corda encantada evita o desgaste mesmo após o uso prolongado, além de atribuir força aos ataques — acompanha uma aljava de couro resistente, decorada com estigmas angelicais. Esta comporta determinado número de finas, porém mortíferas, flechas douradas, cujas pontas triangulares são modeladas derivando do bronze celestial. Os projéteis são repostos sempre que esgotados, além de dar a opção de ferir os alvos ou criar neles o sentimento do amor. Ademais, em uma forma comum, o conjunto pode transformar-se em um colar ou bracelete feitos do mesmo material do arco, a fim de proporcionar discrição e portabilidade ao seu usuário]

Le corps de l'ange/Armadura [Composta de um conjunto de peças de bronze, revestidas de um ouro levemente avermelhado. Recobre o corpo de seu detentor sem apresentar peso extra, aderindo-se o seu físico no intuito de acarretar maior conforto em sua vestimenta. Quando utilizada em conjunto com o arco, amplia a precisão dos tiros efetuados pelo mesmo em 20%, além de aumentar a possibilidade de acerto. A armadura aguenta altas ou baixas temperaturas, porém atentai, golpes deveras poderosos são capazes de fornecer danos. Diz-se que cada armadura, quando forjada, recebe uma gota do sangue do próprio deus do amor. Quando desativada, em situações de desuso, transmuta-se em uma jaqueta personalizada à escolha de seu dono: seja de um time, de determinado modelo ou marca e afins]

Pothos/Chicote [Cabo pequeno, apropriado em uma pedra de ametista como adorno, revestido com couro. Conduz um fio comprido, cuja extensão pode aumentar quando em situações de combate — forjado com magia, o filamento de ataque acaba em uma cruel ponta de ouro vermelho. Entretanto, abençoado com o nome de Pothos, a paixão, como essa o chicote pode ser revestido com fogo verdadeiro durante uma batalha, sendo essas chamas inofensivas para o filho de Eros. Todavia, é capaz de propiciar ataques dolorosos quando em contato com o inimigo, causando queimaduras severas na epiderme; pode até mesmo sobreaquecer equipamentos alheios como escudos ou armaduras. Quando em desuso, pode ser transfigurado em um bracelete ou mesmo em um cinto, dependendo da vontade de seu portador]
avatar

Filhos de Eros
Filhos de Eros


Ficha Olimpiana
Vitalidade (HP):
100/100  (100/100)
Energia (EP):
100/100  (100/100)

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Reclamação Divina

Mensagem por Eros em Sab 6 Out 2018 - 9:24


bitches die hard


A priori, devo dizer que sua ficha fora salva pela história apresentada. Agradou-me significativamente, em conjunto à criatividade de construí-la em elementos coesos. Devo denotar falhas gramaticais, as quais considerei bobas, facilmente resolvidas com uma releitura do texto e uma revisão rápida. Entretanto, pouco isso afetou no entendimento do que fora proposto, levando-me a aprová-lo sem quaisquer objeções mais graves.


• Atualizado por Poseidon.



the horny god of love
love is a game
and i always win


avatar

Deuses
Deuses


Ficha Olimpiana
Vitalidade (HP):
100/100  (100/100)
Energia (EP):
100/100  (100/100)

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Reclamação Divina

Mensagem por Damian Dër-Blanchard em Dom 25 Nov 2018 - 10:13

dolora efficitur dui

Nome: Damian Dër-Blanchard.

Idade: Vinte (20) anos.

Deus escolhido: Ares.

Por que quer ser reclamado por esse deus? A esfera de poder propiciada pelo qual abre inúmeras possibilidades de tramas alternativas e interações, além da construção sólida de um personagem cujas nuances de sua história se baseiam em metodologias ortodoxas de lidar com as faces da guerra. Explorar o coração e a mente de um guerreiro, a desconstrução desse, são esses uns dos inúmeros fatores que levaram-me à criação de Damian. Acima disso, há também a empolgação em ter um novo enredo que começa há décadas e perdura até hoje, trabalhando a crise masculina frente ao tempo e suas mudanças, o que se passa verdadeiramente na psiquê de alguém criado para matar.

História:
“Toma-me nos braços e diz-me a jura do teu amor eterno, que trespassará a ira dos homens tal qual minha espada mata vossa carne; transmite, somente então, tua canção ao meu peito que soluça em dor e lava-me no teu sangue sacro — oh, amada, tenho de ir. Rumo aos teus braços abertos que me querem sufocar, minha bela guerra”.



PRINCÍPIO



Não esperava que o visse adentrar pelas portas uma vez mais, contudo, ao fazê-lo, abriu um sorriso que lhe confortou o corpo escultural. Deixou o prontuário médico sobre o balcão e correu entre os homens e as damas, lançando-se nos braços que esperavam-na para dar seu alento mais sublime; parecia impossível ser mantida nas mãos de coisa tão grande, aparentemente rude e disposta ao morticínio, contudo o comandante a envolvia com coragem entre os dedos de força férrea, comprimindo o avental alheio ao peitoral largo e rígido como uma rocha. Ela, trêmula, ainda conseguiu olhar para o artefato trazido na corrente dourada pendendo em seu pescoço: com sutileza ímpar, tomou-a na palma avaliando o ouro intacto do medalhão que lhe dera no dia de sua partida. Ele o guardara, protegera.

Somente então pudera distanciar a face apenas o suficiente para mirar-lhe a fronte ferida — do ápice da testa, entre os cabelos tão pretos feito petróleo, escorria o sangue rubro que estava secando naquela zona, manchando a lateral do rosto duro. Os capilares sujos de poeira, um ferimento no lábio inferior, as roupas ásperas rasgadas em inúmeros pontos. Somente então notara ela que seus outros companheiros de batalha eram atendidos pelas demais enfermeiras, ali mesmo no corredor, pois os leitos já estavam lotados em todas as alas de St. Pierre. O suspiro dele a fazia estremecer, jamais estivera tão próxima do abismo de perder um alguém que lhe era querido como agora.

Puxara-o para um canto, onde o algodão esbranquiçado entre seus dedos limpava o ferimento e estancava, somente agora, o sangramento bruto. Era observada ao fazê-lo da forma mais graciosa o possível, deixando-o espantado: como dama tão bela como aquela se prestava àquele serviço? Não, lá estava com algumas amigas, trajando branco da cabeça aos pés, ajoelhada no chão sujo do corredor principal do hospital de guerra, ajudando o homem que amava. E ele, sortudo como um lorde, observava sua moça limpar o sangue como se quisesse vê-lo renovado e pronto para o conflito novamente. Finalizou-o, passando as bandagens sobre um dos lados de sua cabeça, enfaixando-o antes de depositar sobre seus lábios um beijo sôfrego e necessitado.

— Damian.

Ela sussurrou, pois ficara incumbida da tarefa de escolher um nome ao ser que era gerado em seu ventre. Ele assentiu, tocando-lhe o rosto sublime, imaginando se tal criança teria as feições daquela mulher. Se tivesse metade de tal beleza, seria o mais belo de todos. Assentiu com a escolha proposta, num riso lúgubre que espalhou-se dele para ela, rompendo a atmosfera mórbida daquele corredor de incontáveis dores. Foi a única vez que sentiu-se verdadeiramente feliz naquele período.



FUGA



Os dedos somente soltaram os lençóis brancos quando o choro da criança foi ouvido pela primeira vez. A melhor amiga, que até então segurava sua outra mão, sorriu maravilhada com o que acabara de acontecer. As outras enfermeiras comemoravam o sucesso do parto e somente então entregaram-no, enrolado num manto quentinho e branco, nos braços da mãe. Esta sorriu, os olhos azuis cheios de lágrimas, antes de beijá-lo repetidas vezes no rostinho corado e macio como algodão. Silenciou o berreiro com o primeiro alimento, olhando esperançosa os traços do primogênito tomarem a calmaria. Pensou no amado — e agora, no fruto consumado de seu amor.

A família – barões industriais que compunham uma das famílias mais ricas de Paris – sequer aprovou o nascimento do herdeiro, bastardo como diziam, pois era fruto de uma relação que nem ao menos era oficial perante os votos da Igreja. Tampouco os familiares tinham conhecimento do pai, sabendo unicamente que era um homem voltado aos campos de batalha e, por conseguinte, capitão do exército francês. Ainda assim, mantiveram a criança em sigilo alheia à sociedade, esperando que o pequeno Damian Dër-Blanchard aflorasse naquele meio com a graça de um nobre. Graças àquela pouca exposição mediante a alta cúpula da sociedade da época, a aproximação da criança com seus iguais fora pouca e restrita.

Sabendo sua mãe, entretanto, que era mais seguro assim.

Dalla sabia da natureza do progenitor de seu bebê. Ele mesmo a explicara das consequências da vida que gerou no ventre e, tendo ciência dos riscos assumidos, teria ela que um dia se desfazer da guarda do filho pelo próprio bem. O deus conhecia um lugar — era distante, na América, onde o filho poderia esperar em segurança seu amadurecimento. Ela não poderia ir, contudo. A dor lancinante de saber daquilo não cegou-a, ainda assim, quando depois de muitos anos a guerra finalmente estourou. O caos na Europa implodiu como um tornado. Dalla não deixaria seu dever como enfermeira em St. Louis, mas não poderia garantir a total segurança de seu único filho, uma vez que agora o crescido Damian tinha idade – e sede – para estar nos campos sanguinários do que ficou conhecido na história da humanidade como a Segunda Guerra Mundial.

A personalidade do filho, com o passar dos anos, deixou-o tão semelhante quanto seu pai. Um valentão, ainda que ensinado desde cedo a brigar pelos ideais corretos. Forte, determinado e ansioso pela luta, foi um choque ao ser proibido pela mãe de ingressar nas forças francesas que partiam para as cidades fronteiriças do país para conter o avanço nazista, o mais forte naquela época. Gritou, chorou e praguejou como uma criança mimada, mas Dalla sabia que não poderia permitir que isso acontecesse. Trancou-o no quarto de sua casa no centro de Paris, ainda que soubesse que nem aquilo conteria a vontade do primogênito de ir à guerra.

Foi quando recebeu, como de praxe, uma visita de seu amado. Novamente, a explicação quanto ao que deveria ser feito: uma coisa era fato, a segurança de Damian era prioridade. Ainda assim, a divindade insistiu para que a humana também deixasse o país rumo à América — ela estava decidida, contudo, que não deixaria seu dever. Precisava, unicamente, salvar seu filho. Que assim fosse. O deus grego tratou de levar o altivo Damian Dër-Blanchard em segurança aos Estados Unidos, mas para um lugar onde sua mente ficasse tão alheia à guerra que estaria seguro até que tudo se resolvesse. Seu destino não foi Long Island...

Enquanto isso, o dia 14 de junho de 1940 selou o destino da França naquele cenário de conflito. Com horror, Dalla assistia de uma das janelas dos andares superiores de St. Pierre os civis correndo nas ruas, os sons dos tiros, os motores dos aviões metálicos que estampavam os símbolos da supremacia germânica. O hospital sucumbiu também, uma das inúmeras construções que foram arrasadas pelas invasões alemãs, uma vez que era execrada qualquer resistência, até mesmo de soldados feridos. Paris sucumbiu naquele dia aos nazifascistas, tal qual Dalla, mas a mulher morreu sabendo que seu menino – um homem, diga-se de passagem – estava protegido em seu exílio. Agora e para sempre, enquanto o “sempre” durasse.


RETORNO



As luzes multicolores, vermelhas, roxas e rosadas, pareciam mágica. Surtiam um efeito dormente em seus olhos, lançando sua mente em uma névoa hipnótica que deixava-o preso como um escravo às tantas delícias daquele lugar impensável. Não saberia dizer a data exata, tampouco o porquê de estar enclausurado ali, mas a sensação de perdição era boa. Encontrava prazer nos jogos eletrônicos que, de tanto conviver com os quais, já os tomava como parte sólida de seu cotidiano. Todo dia, uma novidade. Só não esperava que uma data especial marcasse sua eternidade: a noite de sua libertação. Não veio por meio de um anjo vingador, tampouco um tanque de guerra francês, ou bombas dos aviões de sua pátria.

— Damian Dër-Blanchard? — a voz fê-lo virar cuidadosamente, desviando os olhos do console para fitar a pessoa que estava parada ali consigo, fitando-o com suas profundas íris azuladas. Ele reconheceu seu nome, assentindo, fazendo-a sorrir. — Vamos, está na hora.

Antes de tudo, pegou um frasco e despejou em sua mão um pó rosado e cristalino. Soprou-o contra seu rosto, esperando alguns segundos após isso. De forma natural, as informações voltaram e os sentidos despertaram após muito tempo naquele estupor eterno no qual fora submetido: as lembranças, os sons e o universo ao redor, tudo voltou a se encaixar. Ela segurou-o com força pela mão, puxando-o dali enquanto ele se reestruturava.

— Quem é você? Onde está a minha família? Quero ir pra casa... — ele dizia, dolorido, após saírem daquele luxuoso cassino, dando de frente a uma metrópole brilhante como um fragmento do paraíso idealizado. Tudo era tão confuso, mas ele não estava assustado ou agitado. Talvez fosse aquele pó que lhe fora jogado, deixando-o aturdido e de mente aberta, que facilitaria o trabalho de sua salvadora.

— Sou Hylla. — ela disse ao entrar com ele no carro que dirigia, que os esperava na entrada do Hotel e Cassino Lótus. — E todas as suas respostas estão em outro lugar. A substância que te dei vai ajudá-lo a limpar a mente, mas não se preocupe, explicarei o que eu puder no caminho. A viagem é longa.

— Caminho para onde?

Ela sorriu. — Nova York, Long Island. Mais precisamente, o Acampamento Meio-Sangue.


Habilidades: Força e Agilidade.

Presentes de reclamação:

Caos / Lança[Essa é uma replica da arma do deus da guerra, seu cabo é vermelho sangue e sua ponta é negra, quando o semideus a usa, seu poder intimida qualquer adversário e fortalece os filhos de Ares sua ponta foi banhada com sangue envenenado que quando penetrado transmite o veneno para o oponente perdendo 5 HP por turno, na parte inferior do cabo tem um pequeno contador que indica o número de adversários derrotados pelo semideus, quanto mais vitórias mais forte a arma se torna. Ela pode ser compactada em um bastão de vinte centímetros.]

Guerra / Elmo [Elmo de guerra feito de bronze, foi forjado no estilo espartano, com um penacho vermelho sangue. Quando usado em batalhas, espanta todo o medo e faz com que o filho de Ares fique com os olhos vermelhos, cheios de raiva. Quando o filho de Ares usa o elmo e alguém o fita nos olhos, esse alguém fica com uma sensação de temor e receio, tornando-se assim um alvo mais fácil.]

Mars / Espada [Um pedaço de pedra vindo do planeta Marte (cujo nome é uma homenagem ao deus Marte, equivalente romano de Ares) foi moldado nas forjas dos ciclopes, tornando-se assim um metal escuro, extremamente afiado e resistente. Desse metal, é feita uma espada de 90 centímetros, tendo 75 centímetros de lâmina e 15 centímetros de cabo. No sulco da lâmina, uma listra em forma de chamas feita de ouro vai do cabo até a ponta. Seu cabo é feito de magnésio, um material resistente e extremamente leve. Tem tiras de couro de javali enroladas no cabo para um melhor manuseio.]


avatar

Filhos de Ares
Filhos de Ares


Ficha Olimpiana
Vitalidade (HP):
100/105  (100/105)
Energia (EP):
90/105  (90/105)

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Reclamação Divina

Mensagem por Zeus em Dom 25 Nov 2018 - 21:59


DamiAna q

Estava muito agradável aos meus olhos. Gostei, já quero BMO.
Beijos de trevas  pfvzin
avatar

Deuses
Deuses


Ficha Olimpiana
Vitalidade (HP):
1000000000/1000000000  (1000000000/1000000000)
Energia (EP):
1000000000/1000000000  (1000000000/1000000000)

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Reclamação Divina

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 2 de 2 Anterior  1, 2

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum