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Reclamação Divina

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Reclamação Divina - Página 2 Empty Reclamação Divina

Mensagem por Zeus em Sab 14 Jul 2018 - 19:11

Relembrando a primeira mensagem :


Reclamação Divina





Assim que chega ao Acampamento, a reclamação de um indefinido é feita em volta da fogueira, todas as noites. Quando o mesmo é reclamado, aparece-lhe sobre a cabeça um holograma - muitas vezes caracterizado com o símbolo divino de seu pai ou mãe-. Daí, ele é levado até o chalé respectivo e pode conhecer seus irmãos e irmãs, iniciando assim a sua vida de meio-sangue. Entretanto, nem todos são agraciados com um chalé só para si após à fogueira, podendo ficar indeterminado durante semanas, meses ou anos. Os Deuses possuem responsabilidades, afinal, e dependendo do tempo que demoram para cumpri-las, acabam esquecendo-se de certos indivíduos em sua numerosa prole.

O semideus que deseja ser, finalmente, reclamado por seu progenitor divino tem duas opções: A primeira é a ficha de reclamação, a qual pertence a este mesmo tópico, ou então, uma missão.

Mas Zeus, como é que eu vou fazer uma missão sem armas, poderes e blá blá blá?
Não sei, te vira.
Brincadeira.
Você poderá utilizar os poderes respectivos ao seu nível, ou seja, poderes de nível 1. Todo semideus recebe uma Adaga de Bronze Celestial, ela é sua arma, vai na fé. Pode usar uma frigideira também
Além disso, você será "resgatado" por outro semideus, então não vai ser tão difícil assim, de repente ele te leva uma espadinha e tal.


Para você que escolheu a 1ª Opção:

Você pode fazer a ficha para qualquer um dos deuses listados aqui (lembrando que os três grandes tem tópicos separados, assim como os grupos extras e os legados):

Afrodite;

Apolo;

Ares;

Athena;

Deimos;

Deméter;

Dionísio;

Éolo;

Eros.

Hebe;

Hécate;

Hefesto;

Hermes;

Íris;

Lissa;

Macária;

Melinoe;

Nêmesis;

Phobos;

Quione;

Selene;

Thanatos;



Para saber quem é o seu pai ou mãe basta preencher a ficha abaixo e esperar que um Deus atualize. Lembrando que para reclamação dos Três Grandes e Grupos Extras, há tópicos específicos!

Spoiler:

Nome: Nome completo do personagem, sem abreviações.
Idade: Idade do personagem.
Deus(a) Escolhido(a): Especifique.
Porque quer ser reclamado por esse Deus:
História: mínimo de quinze linhas completas
Habilidades: (Conforme a lista daqui)
Presentes de reclamação: poste aqui os presentes que deseja ganhar de seu pai/mãe, juntamente com as descrições dos mesmos. Lembre-se de consultar o tópico aqui.



Para você, pobre coitado que escolheu a 2ª Opção:

O player poderá realizar uma missão específica, ao final dela ele poderá ser reclamado pelo deus que escolheu. As regras são:

- A missão deve ser NARRADA e HEROICA.

- O player precisa ser “resgatado/encontrado” por alguém, esse alguém NÃO poderá ser um NPC.

- Dentre as recompensas por missões narradas heroicas NÃO haverá PRESENTE/BENÇÃO/MASCOTE para o player que solicitou a reclamação. O mesmo irá receber seus níveis e sua reclamação. Quanto ao semideus que irá resgatar, as recompensas seguem o padrão normal de missão.

- Aquele que deseja ser reclamado desta forma deverá solicitar uma missão, neste tópico linkado aqui, é só clicar nessa frase em negrito, especificar que o objetivo dela é ser reclamado, informar qual semideus irá resgata-lo e especificar qual deus quer que seja seu progenitor divino.

- Futuras proles de Zeus, Hades, ou Poseidon devem pedir a sua missão da mesma forma, porém devem especificar, na preferência de deus, um dos três grandes, preferencialmente seu progenitor (se houver ativo). A missão só poderá ser passada por um desses três.

- Ao narrador, lembre-se que o objetivo da missão é, única e exclusivamente, resgatar o player que ainda não é reclamado. No final da missão pode ter aquela cena do Percy com um tridente flutuando. Sejam coerentes, não esqueçam do sistema de missões e não matem os players... Ainda.


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Reclamação Divina - Página 2 Empty Re: Reclamação Divina

Mensagem por Orochi Von Crimson em Seg 1 Out 2018 - 21:27

bad boy down
I’ll show you who’s in control Cuz I I know how to make the devil cry
Nome: Orochi Von Crimson

Idade: Dezesseis anos

Deus Escolhido: Eros

Porque quer ser reclamado por esse Deus: Porque ele é um safado e eu também. q Apesar de suas esferas serem parecidas com a de Afrodite, as coisas em relação a Eros parecem se desenrolar de um modo diferente. De um modo mais ardente, mais passional. Além de gostar de quebrar o estigma que filhos de Afrodite ou Eros só servem para sexo, é tão bom ser femme fatale no campo de luta q

História: Já se sentiram como se algo estivesse faltando em você? Bem, Orochi nunca se sentiu assim, então o azarado é você. Mentira, o filho de Eros já se sentiu assim várias vezes, e não estamos falando de falta de envolvimento com alheios. Mas é como se faltasse algo em sua essência, algo que realmente dissesse o que ele é.

De nacionalidade dupla - descendente de japonês e nascido na Rússia - por parte de sua mãe. Mas antes de falarmos mais do Orochi, vamos discutir sobre Fukumura.

Fukumura fugiu de casa aos vinte e dois anos, pois seu pai queria forçá-la a se casar com o filho de um empresário para conseguir expandir a sua pequena empresa, porém ela estava longe de ser uma mulher que abaixaria a cabeça e faria qualquer coisa que um homem pedisse, mesmo que este fosse seu pai.

Quando chegou na Rússia, encontrou dificuldade para conseguir desenvolver-se no país, uma vez que sequer era fluente na língua nativa do local. Sua situação a forçou viver nas ruas até um episódio desagradável, onde ela tentou ser abusada por dois bêbados, próximo a um bairro nobre. No entanto, a garota já sabia como se defender - uma lutadora nata nas artes marciais japonesas. O resultado após a luta foram dois caras quebrados e uma mendiga com uma garrafa de álcool na mão, cena qual chamou um senhor da elite que assistiu toda a cena. Ele tinha planos para ela.

Ele era um bandido, usava pessoas para brigas ilegais e mortais como sua fonte de renda através de apostas onde o objetivo era adivinhar quem seria o vencedor de cada luta. Para Fukumura, naquele ponto, qualquer coisa seria melhor do que continuar vivendo nas ruas, então ela aceitou.

....

Sua ascensão fora rápida. Todos apostava nela e os bestas que não o fazia, apenas perdiam o seu dinheiro. Mas uma coisa ditou um pequeno hiatus da lutadora: Ela estava grávida.

A notícia revoltou o seu “dono”, pois eram assim que a elite era chamada pelos lutadores. Donos. Essa uma das coisas que ele não aceitava, gravidez das lutadoras, normalmente ele forçava todas a um aborto, já que sua única preocupação era o lucro, porém a mãe de Orochi estava longe de aceitar isto, pois um dos seus sonhos era ter um filho. Um casal, para ser mais exato.

A discussão resultou no banimento de Fukumura da casa, e ela voltaria a ser uma moradora de rua se não fosse por um rival do senhor Adams que a contratou para lutar sob o nome dele após a gravidez. Ele ofereceu toda a assistência que uma mulher grávida poderia precisar naquela época.

...

Anos se passaram e Christopher cumpriu o que tinha prometido. Orochi desfrutava do maior e melhor enquanto sua mãe continuava lutando. Porém acredite, isto não fez com que o filho de Eros fosse um esnobe. Bem, não no total. Sua mãe sempre lhe contava sobre toda sua vida para ele saber como conseguia aproveitar de todas aquelas coisas, e, logo também foi treinado por sua mãe, em segredo, para que também soubesse defender-se quando fosse conveniente já que ela tinha um grande dilema consigo mesma: “Caso chegue apanhado em casa, vai apanhar duas vezes mais”. Ele nunca experimentou chegar apanhado em casa quando haviam brigas em sua escola.

Mas como sempre, nem tudo era um mar de rosas. Ou melhor. Até poderia ser, mas rosas possuem espinhos.

O avô do Crimson havia os achado. Mais furioso do que nunca.

Com isto, Chris os mandou para outro país, um qual ele tinha ligação e com outras pessoas no mesmo ramo: Brasil. Mas sabendo que seria mais uma questão de tempo até serem localizados novamente. E quando este tempo se aproximou foram mandados para o Canadá, onde permaneceram por mais dois anos, e tendo o destino final os Estados Unidos, em Mahattan.

Foi lá onde a vida de Orochi mudou, em seus plenos quatorze anos.
...

Foi nos Estados Unidos que sua mãe sofreu um ataque covarde dos outros donos de lutadores, eles estavam revoltados pela mulher sempre ganhar.

Durante uma das suas lutas, fora adicionado mais um lutador surpresa. Este qual conseguiu pegar Fukumura desprevenida e então os dois a mataram, justamente no dia em que Orochi estava assistindo.

O garoto então foi possesso por uma raiva descomunal, gravando em sua mente e coração o nome de todos eles. Dos dois lutadores e do dono deles, prometendo a si mesmo que não morreria até o dia em que matasse os três depois de fazê-los sofrer. E naquele exato momento, sem nem perceber completamente, foi reclamado por seu pai.

Sua vida não fora mais fácil depois da morte da sua mãe. O pequeno Von Crimson passou a morar na rua, sobrevivendo através de seus dotes físicos e intelectuais. Noites era um prostituto, outras seduzia pessoas e abatia a carteira delas.

Esse seu ciclo repercutiu durante alguns meses, até seu cheiro ficar forte suficiente para atrair monstros, e, consequentemente sátiros que participavam das equipes de resgate de semideuses. E, felizmente, achado tempo suficiente antes de ser atacado, porém o que mais espantou o sátiro e o outro semideus foi a coragem do garoto em enfrentar a criatura. Uma empousai.

Habilidades: +1 Mira/Precisão
+1 Persuasão

Presentes de reclamação: Je t'aime/Arco & Aljava [Estrutura modelada a partir do ouro, condecorado com diminutas safiras celestiais. Seu tamanho e peso adequam-se ao seu portador. A corda encantada evita o desgaste mesmo após o uso prolongado, além de atribuir força aos ataques — acompanha uma aljava de couro resistente, decorada com estigmas angelicais. Esta comporta determinado número de finas, porém mortíferas, flechas douradas, cujas pontas triangulares são modeladas derivando do bronze celestial. Os projéteis são repostos sempre que esgotados, além de dar a opção de ferir os alvos ou criar neles o sentimento do amor. Ademais, em uma forma comum, o conjunto pode transformar-se em um colar ou bracelete feitos do mesmo material do arco, a fim de proporcionar discrição e portabilidade ao seu usuário]

Le corps de l'ange/Armadura [Composta de um conjunto de peças de bronze, revestidas de um ouro levemente avermelhado. Recobre o corpo de seu detentor sem apresentar peso extra, aderindo-se o seu físico no intuito de acarretar maior conforto em sua vestimenta. Quando utilizada em conjunto com o arco, amplia a precisão dos tiros efetuados pelo mesmo em 20%, além de aumentar a possibilidade de acerto. A armadura aguenta altas ou baixas temperaturas, porém atentai, golpes deveras poderosos são capazes de fornecer danos. Diz-se que cada armadura, quando forjada, recebe uma gota do sangue do próprio deus do amor. Quando desativada, em situações de desuso, transmuta-se em uma jaqueta personalizada à escolha de seu dono: seja de um time, de determinado modelo ou marca e afins]

Pothos/Chicote [Cabo pequeno, apropriado em uma pedra de ametista como adorno, revestido com couro. Conduz um fio comprido, cuja extensão pode aumentar quando em situações de combate — forjado com magia, o filamento de ataque acaba em uma cruel ponta de ouro vermelho. Entretanto, abençoado com o nome de Pothos, a paixão, como essa o chicote pode ser revestido com fogo verdadeiro durante uma batalha, sendo essas chamas inofensivas para o filho de Eros. Todavia, é capaz de propiciar ataques dolorosos quando em contato com o inimigo, causando queimaduras severas na epiderme; pode até mesmo sobreaquecer equipamentos alheios como escudos ou armaduras. Quando em desuso, pode ser transfigurado em um bracelete ou mesmo em um cinto, dependendo da vontade de seu portador]

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Reclamação Divina - Página 2 Empty Re: Reclamação Divina

Mensagem por Eros em Sab 6 Out 2018 - 9:24


bitches die hard


A priori, devo dizer que sua ficha fora salva pela história apresentada. Agradou-me significativamente, em conjunto à criatividade de construí-la em elementos coesos. Devo denotar falhas gramaticais, as quais considerei bobas, facilmente resolvidas com uma releitura do texto e uma revisão rápida. Entretanto, pouco isso afetou no entendimento do que fora proposto, levando-me a aprová-lo sem quaisquer objeções mais graves.


• Atualizado por Poseidon.




u can call me daddy

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Reclamação Divina - Página 2 Empty Re: Reclamação Divina

Mensagem por Damian Dër-Blanchard em Dom 25 Nov 2018 - 10:13

dolora efficitur dui

Nome: Damian Dër-Blanchard.

Idade: Vinte (20) anos.

Deus escolhido: Ares.

Por que quer ser reclamado por esse deus? A esfera de poder propiciada pelo qual abre inúmeras possibilidades de tramas alternativas e interações, além da construção sólida de um personagem cujas nuances de sua história se baseiam em metodologias ortodoxas de lidar com as faces da guerra. Explorar o coração e a mente de um guerreiro, a desconstrução desse, são esses uns dos inúmeros fatores que levaram-me à criação de Damian. Acima disso, há também a empolgação em ter um novo enredo que começa há décadas e perdura até hoje, trabalhando a crise masculina frente ao tempo e suas mudanças, o que se passa verdadeiramente na psiquê de alguém criado para matar.

História:
“Toma-me nos braços e diz-me a jura do teu amor eterno, que trespassará a ira dos homens tal qual minha espada mata vossa carne; transmite, somente então, tua canção ao meu peito que soluça em dor e lava-me no teu sangue sacro — oh, amada, tenho de ir. Rumo aos teus braços abertos que me querem sufocar, minha bela guerra”.



PRINCÍPIO



Não esperava que o visse adentrar pelas portas uma vez mais, contudo, ao fazê-lo, abriu um sorriso que lhe confortou o corpo escultural. Deixou o prontuário médico sobre o balcão e correu entre os homens e as damas, lançando-se nos braços que esperavam-na para dar seu alento mais sublime; parecia impossível ser mantida nas mãos de coisa tão grande, aparentemente rude e disposta ao morticínio, contudo o comandante a envolvia com coragem entre os dedos de força férrea, comprimindo o avental alheio ao peitoral largo e rígido como uma rocha. Ela, trêmula, ainda conseguiu olhar para o artefato trazido na corrente dourada pendendo em seu pescoço: com sutileza ímpar, tomou-a na palma avaliando o ouro intacto do medalhão que lhe dera no dia de sua partida. Ele o guardara, protegera.

Somente então pudera distanciar a face apenas o suficiente para mirar-lhe a fronte ferida — do ápice da testa, entre os cabelos tão pretos feito petróleo, escorria o sangue rubro que estava secando naquela zona, manchando a lateral do rosto duro. Os capilares sujos de poeira, um ferimento no lábio inferior, as roupas ásperas rasgadas em inúmeros pontos. Somente então notara ela que seus outros companheiros de batalha eram atendidos pelas demais enfermeiras, ali mesmo no corredor, pois os leitos já estavam lotados em todas as alas de St. Pierre. O suspiro dele a fazia estremecer, jamais estivera tão próxima do abismo de perder um alguém que lhe era querido como agora.

Puxara-o para um canto, onde o algodão esbranquiçado entre seus dedos limpava o ferimento e estancava, somente agora, o sangramento bruto. Era observada ao fazê-lo da forma mais graciosa o possível, deixando-o espantado: como dama tão bela como aquela se prestava àquele serviço? Não, lá estava com algumas amigas, trajando branco da cabeça aos pés, ajoelhada no chão sujo do corredor principal do hospital de guerra, ajudando o homem que amava. E ele, sortudo como um lorde, observava sua moça limpar o sangue como se quisesse vê-lo renovado e pronto para o conflito novamente. Finalizou-o, passando as bandagens sobre um dos lados de sua cabeça, enfaixando-o antes de depositar sobre seus lábios um beijo sôfrego e necessitado.

— Damian.

Ela sussurrou, pois ficara incumbida da tarefa de escolher um nome ao ser que era gerado em seu ventre. Ele assentiu, tocando-lhe o rosto sublime, imaginando se tal criança teria as feições daquela mulher. Se tivesse metade de tal beleza, seria o mais belo de todos. Assentiu com a escolha proposta, num riso lúgubre que espalhou-se dele para ela, rompendo a atmosfera mórbida daquele corredor de incontáveis dores. Foi a única vez que sentiu-se verdadeiramente feliz naquele período.



FUGA



Os dedos somente soltaram os lençóis brancos quando o choro da criança foi ouvido pela primeira vez. A melhor amiga, que até então segurava sua outra mão, sorriu maravilhada com o que acabara de acontecer. As outras enfermeiras comemoravam o sucesso do parto e somente então entregaram-no, enrolado num manto quentinho e branco, nos braços da mãe. Esta sorriu, os olhos azuis cheios de lágrimas, antes de beijá-lo repetidas vezes no rostinho corado e macio como algodão. Silenciou o berreiro com o primeiro alimento, olhando esperançosa os traços do primogênito tomarem a calmaria. Pensou no amado — e agora, no fruto consumado de seu amor.

A família – barões industriais que compunham uma das famílias mais ricas de Paris – sequer aprovou o nascimento do herdeiro, bastardo como diziam, pois era fruto de uma relação que nem ao menos era oficial perante os votos da Igreja. Tampouco os familiares tinham conhecimento do pai, sabendo unicamente que era um homem voltado aos campos de batalha e, por conseguinte, capitão do exército francês. Ainda assim, mantiveram a criança em sigilo alheia à sociedade, esperando que o pequeno Damian Dër-Blanchard aflorasse naquele meio com a graça de um nobre. Graças àquela pouca exposição mediante a alta cúpula da sociedade da época, a aproximação da criança com seus iguais fora pouca e restrita.

Sabendo sua mãe, entretanto, que era mais seguro assim.

Dalla sabia da natureza do progenitor de seu bebê. Ele mesmo a explicara das consequências da vida que gerou no ventre e, tendo ciência dos riscos assumidos, teria ela que um dia se desfazer da guarda do filho pelo próprio bem. O deus conhecia um lugar — era distante, na América, onde o filho poderia esperar em segurança seu amadurecimento. Ela não poderia ir, contudo. A dor lancinante de saber daquilo não cegou-a, ainda assim, quando depois de muitos anos a guerra finalmente estourou. O caos na Europa implodiu como um tornado. Dalla não deixaria seu dever como enfermeira em St. Louis, mas não poderia garantir a total segurança de seu único filho, uma vez que agora o crescido Damian tinha idade – e sede – para estar nos campos sanguinários do que ficou conhecido na história da humanidade como a Segunda Guerra Mundial.

A personalidade do filho, com o passar dos anos, deixou-o tão semelhante quanto seu pai. Um valentão, ainda que ensinado desde cedo a brigar pelos ideais corretos. Forte, determinado e ansioso pela luta, foi um choque ao ser proibido pela mãe de ingressar nas forças francesas que partiam para as cidades fronteiriças do país para conter o avanço nazista, o mais forte naquela época. Gritou, chorou e praguejou como uma criança mimada, mas Dalla sabia que não poderia permitir que isso acontecesse. Trancou-o no quarto de sua casa no centro de Paris, ainda que soubesse que nem aquilo conteria a vontade do primogênito de ir à guerra.

Foi quando recebeu, como de praxe, uma visita de seu amado. Novamente, a explicação quanto ao que deveria ser feito: uma coisa era fato, a segurança de Damian era prioridade. Ainda assim, a divindade insistiu para que a humana também deixasse o país rumo à América — ela estava decidida, contudo, que não deixaria seu dever. Precisava, unicamente, salvar seu filho. Que assim fosse. O deus grego tratou de levar o altivo Damian Dër-Blanchard em segurança aos Estados Unidos, mas para um lugar onde sua mente ficasse tão alheia à guerra que estaria seguro até que tudo se resolvesse. Seu destino não foi Long Island...

Enquanto isso, o dia 14 de junho de 1940 selou o destino da França naquele cenário de conflito. Com horror, Dalla assistia de uma das janelas dos andares superiores de St. Pierre os civis correndo nas ruas, os sons dos tiros, os motores dos aviões metálicos que estampavam os símbolos da supremacia germânica. O hospital sucumbiu também, uma das inúmeras construções que foram arrasadas pelas invasões alemãs, uma vez que era execrada qualquer resistência, até mesmo de soldados feridos. Paris sucumbiu naquele dia aos nazifascistas, tal qual Dalla, mas a mulher morreu sabendo que seu menino – um homem, diga-se de passagem – estava protegido em seu exílio. Agora e para sempre, enquanto o “sempre” durasse.


RETORNO



As luzes multicolores, vermelhas, roxas e rosadas, pareciam mágica. Surtiam um efeito dormente em seus olhos, lançando sua mente em uma névoa hipnótica que deixava-o preso como um escravo às tantas delícias daquele lugar impensável. Não saberia dizer a data exata, tampouco o porquê de estar enclausurado ali, mas a sensação de perdição era boa. Encontrava prazer nos jogos eletrônicos que, de tanto conviver com os quais, já os tomava como parte sólida de seu cotidiano. Todo dia, uma novidade. Só não esperava que uma data especial marcasse sua eternidade: a noite de sua libertação. Não veio por meio de um anjo vingador, tampouco um tanque de guerra francês, ou bombas dos aviões de sua pátria.

— Damian Dër-Blanchard? — a voz fê-lo virar cuidadosamente, desviando os olhos do console para fitar a pessoa que estava parada ali consigo, fitando-o com suas profundas íris azuladas. Ele reconheceu seu nome, assentindo, fazendo-a sorrir. — Vamos, está na hora.

Antes de tudo, pegou um frasco e despejou em sua mão um pó rosado e cristalino. Soprou-o contra seu rosto, esperando alguns segundos após isso. De forma natural, as informações voltaram e os sentidos despertaram após muito tempo naquele estupor eterno no qual fora submetido: as lembranças, os sons e o universo ao redor, tudo voltou a se encaixar. Ela segurou-o com força pela mão, puxando-o dali enquanto ele se reestruturava.

— Quem é você? Onde está a minha família? Quero ir pra casa... — ele dizia, dolorido, após saírem daquele luxuoso cassino, dando de frente a uma metrópole brilhante como um fragmento do paraíso idealizado. Tudo era tão confuso, mas ele não estava assustado ou agitado. Talvez fosse aquele pó que lhe fora jogado, deixando-o aturdido e de mente aberta, que facilitaria o trabalho de sua salvadora.

— Sou Hylla. — ela disse ao entrar com ele no carro que dirigia, que os esperava na entrada do Hotel e Cassino Lótus. — E todas as suas respostas estão em outro lugar. A substância que te dei vai ajudá-lo a limpar a mente, mas não se preocupe, explicarei o que eu puder no caminho. A viagem é longa.

— Caminho para onde?

Ela sorriu. — Nova York, Long Island. Mais precisamente, o Acampamento Meio-Sangue.


Habilidades: Força e Agilidade.

Presentes de reclamação:

Caos / Lança[Essa é uma replica da arma do deus da guerra, seu cabo é vermelho sangue e sua ponta é negra, quando o semideus a usa, seu poder intimida qualquer adversário e fortalece os filhos de Ares sua ponta foi banhada com sangue envenenado que quando penetrado transmite o veneno para o oponente perdendo 5 HP por turno, na parte inferior do cabo tem um pequeno contador que indica o número de adversários derrotados pelo semideus, quanto mais vitórias mais forte a arma se torna. Ela pode ser compactada em um bastão de vinte centímetros.]

Guerra / Elmo [Elmo de guerra feito de bronze, foi forjado no estilo espartano, com um penacho vermelho sangue. Quando usado em batalhas, espanta todo o medo e faz com que o filho de Ares fique com os olhos vermelhos, cheios de raiva. Quando o filho de Ares usa o elmo e alguém o fita nos olhos, esse alguém fica com uma sensação de temor e receio, tornando-se assim um alvo mais fácil.]

Mars / Espada [Um pedaço de pedra vindo do planeta Marte (cujo nome é uma homenagem ao deus Marte, equivalente romano de Ares) foi moldado nas forjas dos ciclopes, tornando-se assim um metal escuro, extremamente afiado e resistente. Desse metal, é feita uma espada de 90 centímetros, tendo 75 centímetros de lâmina e 15 centímetros de cabo. No sulco da lâmina, uma listra em forma de chamas feita de ouro vai do cabo até a ponta. Seu cabo é feito de magnésio, um material resistente e extremamente leve. Tem tiras de couro de javali enroladas no cabo para um melhor manuseio.]


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Mensagem por Zeus em Dom 25 Nov 2018 - 21:59


DamiAna q

Estava muito agradável aos meus olhos. Gostei, já quero BMO.
Beijos de trevas  pfvzin

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Reclamação Divina - Página 2 Empty Re: Reclamação Divina

Mensagem por Aron Tinuviel em Ter 26 Mar 2019 - 12:37








AronTinuviel

A soldier on my own, I don't know the way I'm riding up the heights of shame I'm waiting for the call, the hand on the chest I'm ready for the fight, and fate




Nome: Aron Tinuviel.

Idade: 18 anos.

Deus Escolhido: Apolo.

Porque quer ser reclamado por esse Deus: Gosto de ser arqueiro, em jogos de RPG geralmente os escolho;  Tenho preferência por personagens de suporte; Curar e bufar amigos é bem cool para mim; Gosto de como a música, acrescentada ao personagem, deixa a narrativa mais lírica.

Habilidades:
+1 Mira/Precisão
+1 Resistência

Presentes de reclamação:
☀️ Sing / Headphone [Um headphone que possui um microfone, que amplifica a voz do semideus, podendo ser escutada por qualquer um que esteja até quinze metros do ponto. Além disso, o filho de Apolo consegue acessar sistemas de som e passar sua voz pelo mesmo, como caixas de som ou auto-falantes. O acessório acompanha um emulador de voz, capaz de alterar a voz do usuário para aquela que desejar – pode engrossar ou afinar a voz, ou até mesmo mudá-la completamente. Sempre manterá a aparência de headphone, e não pode ser alterado.

☀️ Opheus / Lira [Uma lira feita em ouro branco, com cordas de aço semi-indestrutíveis. Há duas formas de ser tocada: agudos, que rasgam o ar e causam ferimentos nos adversários, como se o filho de Apolo conseguisse usar o som para atacar; e graves, que causam sonolência naqueles que escutam essas notas. Pode transformar-se em um pingente.]

Prólogo: Gêmeos do Sol

Não me lembro quantas vezes respirei antes da primeira nota. Mamãe sempre dizia que eu costumava apressar-me para começar a tocar e, como minha respiração não estava de acordo com a música, geralmente isso fazia com que eu perdesse o tempo durante a execução. Ainda que quase imperceptivelmente para leigos, especialistas podiam notar com muita facilidade esse erro fatal para um músico.

"Yerushalaym Shel Zahav", uma canção que guardava uma tristeza profunda. A história da canção fora o que sempre fascinara minha mãe. Ela fora criada diante de uma cidade devastada, numa reconstrução melancólica e nostálgica, com a dor das lembranças de sua glória, mas com uma pequena faísca de esperança. E era essa faísca que fazia minha mãe chorar, ela me fazia tocá-la com frequência e sempre terminava chorando quando a música entrava em seu ápice. Eu sentia falta de acompanhamento de uma orquestra completa e um coral. Ah! Um coral tornaria o arranjo divino, mas não podia me dar esse luxo, não no exame bimestral.

Prossegui com a apresentação, tive de adicionar alguma notas no arranjo para não ficar um vago onde outros instrumentos complementariam. O piano me obedecia sem qualquer problema, o som do instrumento era incrível, um lindo Bosendörfer negro de cauda, tínhamos um desse em casa, mamãe gostava particularmente dessa marca.

Sabe o que é melhor no piano? É um instrumento que te permite extravasar toda a emoção de seu peito através de seus dedos. Quer chocar alguém? Adicione acordes dissonantes! Quer emocionar? Use acordes menores com leves toque nas teclas! Quer fazer o coração da pessoa pular? Use as oitavas mais baixas e veja as pessoas assustando-se aos poucos. Mamãe sempre dizia que a música era a mais poderosa das armas, eu sempre concordei.

Antes da última nota da música quase podia sentir os braços dela envolvendo-me com carinho. Como sentia falta desse toque. Sua cabeleira negra caindo como uma cascata pelos meus ombros depositando um beijo em minha bochecha, enquanto eu sentia suas salgadas lágrimas caindo em minhas mãos.

Ao final da apresentação levantei-me sendo aplaudido pelos quatro avaliadores, embora pudesse notar a expressão rabugenta de meu fã número 1: Heliot Underwood.

Não vou mentir, Heliot me irritava. Era o professor mais rigoroso que eu já vira. Possuía uma barba esquisita, cerrada e mal feita, terminando em uma barbicha ridícula que só completava sua cara de bode. Bochechas rechonchudas e coradas eternamente, como se maquiadas por blush permanente, que em nada ajudavam em seu tom de pele cobreado. Os cabelos encaracolados estavam meio cobertos por uma touca com as cores do Bob Marley. Sua barriga protuberante o obrigava a ficar um pouco afastado da mesa, mas ele me olhava como se dissesse: "Eu poderia contar pelo menos 3 arpejos que saíram muito errados ali, garoto!". Eu talvez estivesse disposto a concordar com ele, só talvez...

— Que performance magnífica, Sr, Tinuviel... — Comemorava a reitora, com os olhos lacrimejantes, emocionada, retirando-me de minha batalha mental com meu professor de interpretação. — ...Acácia teria ficado orgulhosa. — Disse entre umas palmilha e outras.

Acho que devo ter feito uma expressão não muito amigável, já que até Heliot lançou-me um olhar solidário. Agradeci, sabendo que havia passado no exame do terceiro bimestre. Mesmo que Heliot tentasse acabar com minha média, eu tinha executado uma boa apresentação.

O prédio das audições ficava em um pavilhão separado dos demais edifícios do Conservatório Saint Agnes, em que minha mãe tinha estudado quando tinha a mesma idade que a minha. O campus era gigante, com prédios que mesmo eu ainda não tinha conhecimento, com muitos filhos de intérpretes famosos espalhadas pelas centenas de cursos diferentes, com especialidades que envolviam instrumentos do mundo inteiro.. Os nomes que passaram por aqueles salões iam desde gênios da música clássica, até cantores muito populares. Um ótimo lugar para me internar, pensara Suzaku, o agente de minha falecida mãe.

Estava fazendo um ano desde o grande acidente. Um ano que o avião de Acácia Tinuviel caíra no meio do Atlântico enquanto ela rumava para uma apresentação. Mal funcionamento de algum dos aparelhos, engraçado já nem me lembrar qual era o nome da maquina responsável pela morte dela. Tão mais fácil esquecer quando ele estava no fundo do mar, provavelmente sendo morada para os peixes. Não conseguiram resgatar o corpo, comido por tubarões. Um triste fim para pianista tão famosa e tão jovem, disseram os jornais. Eu não sentia falta da pianista, sentia falta da minha mãe.

Para meu azar eu não tinha parentes que pudessem me criar, portanto fiquei sob a tutela do agente de minha mãe. Foram meses difíceis, até que ele veio com a ideia de me colocar em um internato para que eu estudasse música, dois problemas resolvidos. Não teria que cuidar de um marmanjo de 17 anos e poderia usufruir dos dólares que minha mãe havia deixado para meu tutor legal cuidar de mim até que eu fizesse 21 anos. Perfeito!

Andei muito até chegar no refeitório, já era hora de por alguma coisa no estômago antes que eu desmaiasse e isso seria indigno demais. Quando entrei, vi os rostos virando-se para acompanhar meus movimentos, isso muito me irritava. Eu sou bonito, sei disso, mas não precisam babar por mim toda vez que eu passo. Não importava o sexo, idade ou nicho social, minha presença parecia atrair a todos como se eu tivesse um campo de gravidade próprio. Não bastasse isso, eu parecia ter uma influência incomum na fala, se eu abrisse a boca para dar algum argumento, não importa quanto a pessoa pensasse, ele sempre parecia irrefutável, mas...pensando bem...não era com todos, o maldito Heliot nunca aceitava meus argumentos. Nunca!

— Como foi a audição? — Perguntou-me Cristie ao se sentar, com sua bandeja cheia de guloseimas não muito saudáveis.

Conheci Cristie Hunter no ano passado, quando ingressei no internato. Éramos da turma de calouros daquele ano e o trote da turma de música era uma audição semi-nu com todos os veteranos assistindo. Cristie participava de um time de handball antes de entrar para o internato, então seu corpo era naturalmente atlético, causando verdadeira comoção entre os mais velhos.

Veja bem...músicos e musicistas não tem muito tempo para dedicar-se a treinamentos, então pense qual seria a reação de um bando de nerds gordos demais ou magros demais, que pouco conseguiam um relacionamento de média duração, quando viram uma mulher de um metro e sessenta e cinco centímetros, com curvas de dar inveja em muitas modelos, entrar de lingerie vinho com sua pele bronzeada. Exatamente! Ninguém prestou atenção em como seu violino soava, mas eu notei o talento dela. A emoção com que tocava era surreal, minha mãe adoraria ouví-la. Quando acabaram as audições eu a procurei para dar minha opinião a respeito de sua performance, nunca mais desgrudamos.

Na verdade Cristie era muito parecida comigo, como se fosse uma versão feminina de mim mesmo, e isso assustava os demais! Muito! Por vezes perguntaram se éramos parentes, é claro que negávamos no início, mas depois começamos a achar engraçado e passamos a fingir ser gêmeos. Era hilário a cara das pessoas quando completávamos as frases um do outro.

Estávamos na mesa mais afastada do refeitório olhando os populares no centro fazendo uma algazarra desnecessária. Algumas pessoas do time de basquete me olhavam vez ou outra, mas só me juntaria a eles no final de semana. Confesso que evitava o máximo de contato possível com a maior parte do campus, mas fazia parte de um clube aqui e ali, apenas para manter-me distraído quando as partituras começavam a por-me louco.

— Toquei "Jerusalém de Ouro".— Disse e preparei-me para mais um olhar solidário, mas não veio. Cristie apenas começou a comer despreocupadamente.

— Não acho que foi sua melhor escolha... — Ela respondeu entre uma colherada e outra, e eu sabia que referia-se ao nível de dificuldade.

Conversamos sobre animosidades enquanto ela me atualizava de tudo que acontecera no campus desde nosso último encontro, que fora umas duas horas antes. Fiquei impressionado com a quantidade de acontecimentos, embora eu pudesse viver sem saber de nenhum deles.

Eram coisas banais, Cristie se interessava por elas, mas eu poderia morrer sem saber que Suzan havia dado um fora em Castro ou que Maggie e Sam haviam sido flagrados fazendo sexo atrás das arquibancadas — Essa particularmente era uma imagem da qual eu não necessitava, imagine dois mastodontes peludos brigando por hegemonia e terá algo bem parecido com a situação.

Embora não me interessasse, Cristie foi despejando as informações uma em cima da outra como sempre fazia, eu meio que ouvia, mas não prestava tanta atenção, hora ou outra fazia um comentário só para não deixá-la falando sozinha, mesmo que fosse desnecessário, Cristie era tagarela por natureza quando estava nervosa.

— Agora vamos ao assunto que realmente interessa... — Interrompi no meio de um relato muito interessante sobre os flautistas da orquestra realizando uma orgia, o que já era informação demais para mim. — ...O que houve? — Perguntei e ela fez cara de que não estava entendo, mas eu apertei meu olhos e ela cedeu.

— Minha tia quer me transferir, acha que não estou me saindo bem... — Disse e a comida pareceu menos interessante para ela, o que nunca acontecia.

Queria oferecer ajuda, mas música não é algo que possa ser ensinado em sua totalidade. Claro que teoria podia ser decorada, partituras podiam ser lidas e interpretadas literalmente, mas o que realmente torna um músico bom é seu ouvido, sua musicalidade. Não é algo que pode ser ensinado, trata-se da identidade do artista, nada mais. Eu sabia que as notas de Cristie vinham caindo com o tempo, mas o problema estava em tentar encaixá-la no estilo conservador de alguns professores que queriam uma execução perfeita e pouco individual.

— Não desista! Se puder ajudar, pode contar comigo. — E abri o melhor sorriso que pude.

Cristie pousou seu olhar em mim por um tempo maior, como se estivesse em transe olhando para uma lembrança perdida. Às vezes eu causava esse impacto nas pessoas, elas ficavam encantadas com esse sorriso, mesmo que eu não o desse sempre, quase todos ficavam reservados para ocasiões especiais.

O resto da conversa foi mais animado e eu permiti que ela continuasse com suas fofocas habituais, desviando a atenção de seu próprio problema, para concentrar-se nos das milhares de pessoas do campus, era uma observadora muito atenta.

Após o almoço, começavam as aulas complementares e eu passaria a tarde inteira esperando pelas seis horas, quando iniciavam-se as atividades extra-curriculares. Cristie ia para o clube de jornalismo, era uma das redatoras mais famosas do campus, sua coluna era a mais lida e comentada nos grupinhos de Saint Agnes e seu blog era um record de acessos. Se Cristie não desse certo como musicista, eu mesmo investiria em sua carreira como apresentadora de programas de fofoca.

Eu era membro do clube de arco e flecha, algo que fazia nenhum sentido, mas eu era bom com um arco. Não me peça uma explicação coesas de como cheguei a esse hobby, como as outras coisas estranhas da minha vida, era puro extinto.

O prédio do clube era enorme, a maior parte de seu território era da área de alvos que possuía 170 metros de comprimento. Os fundadores do clube não eram pessoas normais. Durante seus primeiros anos o clube trouxe troféus para o internato, mas atualmente não tínhamos nem uma estrela capaz de vencer se quer as regionais. Pelo menos não até eu entrar no clube.

Eu sou bom com o arco. Bom mesmo! Até fui indicado pelo clube para participar das competições, mas recusei. Eu precisava me concentrar na minha carreira como músico, gosto da arquearia, mas musica exige comprometimento total. Recentemente os veteranos estavam preocupados que o clube fosse fechado pelo internato e estavam muito perto de me convencer a entrar na próxima competição, eu gostava de ficar ali, principalmente porque podia alvejar minhas preocupações com muitas, muitas flechas!

Em pouco tempo já me encontrava na área de alvos. Era um lugar cercado por um muro com 6 metros de altura, bonecos de palha estavam dispostos de maneiras diferentes, com distâncias que iam de 10 até 120 metros, esses últimos eu tinha que subir numa plataforma para acertar. Também tinham os alvos móveis, um disparador de frisbies que fora programado pelo clube de desenvolvimento de software do campus com padrões irregulares. Eu tinha acesso livre a área de treinamento então ficava ali quanto tempo eu podia. Naquela noite era só eu e os bonecos, para a infelicidades dele.

Enquanto eu disparava as flechas eu me permiti pensar no sonho estranho que tivera.

Eu estava em uma colina ao lado de um grande pinheiro com uma espécie de tecido reluzente de ouro pendendo de um dos galhos, suas raízes de cobre entrelaçavam-se pela base do tronco não dando para discernir sua origem. Quando ouvi os sibilos imediatamente saltei para traz, percebendo que não eram raízes, mas serpentes.

Inúmeras serpentes de cobre se enroscavam-se no tronco do pinheiro, sibilando baixo, todas dormindo um pesado sono. Ainda tinha um corpo que eu não quis identificar, mas as escamas do que parecia ser um réptil gigante era de cobre, no mesmo tom das serpentes e eu não queria saber se pertenciam ao mesmo corpo, isso queimaria meus neurônios.

À minha frente, eu podia ver uma espécie de parede translúcida que subia até onde minhas vistas se perdiam. Fui impelido a atravessar a barreira, eu sabia que podia. O que encontrei ao atravessar o véu foi um vale primaveral com campos de morango, o oceano cinzento ao norte e, em seu meio, um agrupamento de chalés que formavam a letra ômega grega. Uma voz ecoou pelo vale dizendo que eu estava enfim em casa. Acordei em seguida.

Eu não conhecia aquele lugar, mas certamente a sensação que eu tinha toda vez que me lembrava dele era de lar. Nele eu me sentia protegido, acolhido, como se toda minha existência pudesse ser explicada naquele lugar. Eu tinha sonhos estranhos, alguns eram pesadelos terríveis em que eu fugia de monstros, outros eram de lugares da qual nem tinha ouvido falar, alguns desses eram tão fantásticos que sempre tive dificuldade de, se quer entender, mas todos esses sonhos pareciam reais, como se a realidade que vivo fosse uma mentira em que eu estivesse preso a vida toda e só em meus sonhos eu vivesse em plenitude. Eu não contaria isso para ninguém, nem mesmo para Cristie, na minha concepção eu já era estranho o suficiente.

Minha mente vagava sem rumo pelos meus problemas, hora ou outra eu me pegava imaginando que um dos bonecos, que eu acertava com tanto afinco, eram um desses monstros que me perseguiam. Eu não precisava me preocupar com a quantidade de flechas, haviam muitas aljavas dispostas na área de tiro. Em dado momento, como sempre acontecia, minha mente chegou a uma questão delicada para mim: Meu pai.

Minha mãe morrera há um ano, mas meu pai desaparecera há bem mais tempo. Sempre que minha mãe falava dele, era como se fosse um episódio louco e divertido de sua vida, uma aventura intensa e prazeirosa, mas totalmente efêmera. Por algum motivo ela sempre me comparava a ele, dizendo que éramos muito parecidos. Eu não gostava disso.

Apolo era um guitarrista que entrara de penetra numa das festas promocionais organizadas por Suzaku, dançou uma valsa com a dama da noite e apareceu no dia seguinte com uma Kawasaki na frente da casa da minha mãe. Meus avós tiveram um piripaque, mas bastou um sorriso de Apolo para convencê-los de que era um bom rapaz, mesmo vestindo uma jaqueta e calça de couro, coturnos e uma orelha adornada de piercings. Mamãe o descrevia sempre como um espírito livre e foi por isso que quando eu nasci, ele teve de partir. Ficar preso a uma família? Não era algo que combinava com meu pai, portanto num belo dia ele desapareceu, deixando Suzaku com um dor de cabeça tremenda controlando os tabloides o máximo que pôde, acho que a aversão por mim começou por aí.

Quando minha mãe morreu eu achei que ele me procuraria, tentaria reparar 15 anos de irresponsabilidade. Eu me negaria e nós brigaríamos! Eu enfim saberia seus verdadeiros motivos de ir embora, algo sobre me proteger de uma organização musical secreta. Eu descobriria que ele sempre esteve me protegendo das sombras, nós faríamos as pazes e teríamos um final feliz. Só que não! Acho que foi mais ou menos nessa idade que comecei a ficar amargo sobre sonhos e contos de fada.

Eu fiquei tempo demais no clube, incrivelmente eu havia feito um estrago nos alvos. Frisbies em pedaços se espalhavam pelos bonecos de palha alvejados de muitas maneiras diferentes, admito que em todos os alvos que abati minha mente projetava a imagem que eu tinha do meu pai, tenho a impressão que se Apolo aparecesse na minha frente ele iria virar um ouriço do mar de tantas flechas que eu empalaria nele.

A lua já estava alta nos céu e as lâmpadas noturnas estavam acesas, iluminando o campo  e lançando sombras agourentas por toda a parte. Eu nem havia percebido o cair da noite até aquele momento. Permiti-me pegar uma última flecha, estava na plataforma para tiros longos, quando notei algo sobre o muro.

Há uns 160 metros de minha posição uma figura negra se erguia, os olhos vermelhos fitando-me. A coisa uivou para a noite como um lobo e saltou, um salto de um muro de 6 metros e ele não se quebrou todo, o que me apavorou e me fez descer as escadas imediatamente, minha mente gritando para que eu corresse.

A figura caminhou sobre quatro patas por entre os bonecos e quando estava a 50 metros eu pude discernir seus traços. Era um lobo negro do tamanho de um cavalo, de sua boca escorria uma saliva tipicamente canina, os olhos perturbadoramente inteligentes, os pelos enriçados fizeram minha alma gelar imediatamente. A essa altura minhas pernas tremiam e eu tinha meu arco tencionado, a flecha apontando para a cabeça da criatura. Ele uivou e eu disparei a flecha que cravou-se no crânio do lobo, eu esperei que morresse, nenhum ser vivo sobreviveria a uma flechada na cabeça, mas aparentemente as leis da natureza não se aplicavam a ele.

Fiz a coisa mais inteligente que pude: Corri. Disparei pelo prédio do clube sabendo que ninguém estaria lá, ninguém me ajudaria. O lobo era rápido e eu jamais poderia com sua velocidade canina, mas eu felizmente conhecia melhor o prédio. Então disparei pelos corredores agilmente agradecendo mentalmente por ter dedicado todos os meus finais de semana às partidas amistosas de basquete, do contrário eu teria morrida umas cinco vezes.

Desci as escadas do prédio e estava com tanta pressa que demorei a notar a figura aos pés da escada. Um capuz cobria sua face, mas parecia humana. Estava com um arco prata apontando na minha direção, eu quis gritar, mas estava concentrado demais em fugir para fazer qualquer outra coisa, mas houve uma impressão, um pressentimento, um instinto, chame do que quiser, alguma coisa me dizia que a figura encapuzada não estava mirando em mim.

Quando ouvi as portas do clube se arrebentando eu apenas me abaixei e ouvi o zumbido da flecha prateada que cortou a noite fria e cravou-se no crânio do lobo. Eu ia iniciar uma nova fulga, mas fui coberto por pó de ouro, o lobo se fora.

Uma BMW conversível parou atrás da figura, dirigida por Heliot Underwood, mandando-me entrar tão desesperadamente que pensei haver mais daquelas coisas perseguindo-nos, foi incentivo suficiente. Pulei no banco de trás do carro, a figura entrou logo após e o carro arrancou pelas avenidas do campus em direção a saída.

— Que coisa era aquela? — Foi a primeira coisa que consegui dizer depois de recuperar o fôlego.

— Um lobo! — Respondeu simplesmente. A garota abaixou o capuz, revelando sua identidade.

Era Cristie, minha melhor amiga. Cristie estava com um sorriso travesso nos lábios, como se tivesse a maior das fofocas do campus para me contar, e eu sinceramente não fiquei nenhum pouco empolgado em saber do que se tratava.

— Oi pra você também, garoto! — Disse um Heliot sem gorro ao volante. Seja lá o que tivesse batido em sua cabeça, fora bem forte. Havia dois galos muito inchados, pareciam chifres. Ai Meu Deus! Eram chifres!

— Ah! — Gritei tão indgnamente que Cristie caiu na gargalhada. — Tem chifres na sua cabeça! - Heliot pareceu ofendido. - Porque tem chifres na cabeça dele? E porque você sabe usar um arco?

O mundo parecia ter virado de cabeça para baixo, mas Cristie me pediu calma. Demorou, mas eu deixei que ela falasse. Segundo ela, e eu não acreditava, os deuses gregos existiam, e continuavam com suas manias de procriar com os humanos. Eu e ela éramos filhos de deuses e Heliot era um bode — sátiro — que protegia esses filhos de deuses. O trabalho dele era procurar por esses filhos, protegê-los e guiá-los para um tal de Acampamento Meio-Sangue, onde as proles dos deuses eram treinados e preparados para se proteger contra monstros, como o lobo que ela acabara de matar.

- Eu sou filho de... - O nome de meu pai pesava em sua mente. Não podiam ser as mesmas pessoas. Não podia ser o mesmo Apolo.

- Nós somos... - Cristie fez aquela cara de tenho o maior babado do mundo para você - ...Apolo! - Ela disse e como se para confirmar uma luz brilhou em pleno ar iluminando o carro. Pelo retrovisor eu vi o holograma de uma harpa dourada brilhando acima de minha cabeça, mais tarde saberia que aquele era o símbolo de meu pai.

- Tem mais... - E dessa vez sua expressão misturava-se em ansiedade e preocupação. - Nós somos irmãos... - Ela disse, mas depois resolveu corrigir-se. - ...Não só por parte de pai, nós somos gêmeos!

Mais um pouco e eu voaria pelo parabrisa. Heliot havia freado o carro tão abruptamente que mesmo ele bateu a cabeça no volante, adicionando mais um galo a seus chifres. Ele virou para trás esfregando o novo adereço olhando de mim para Cristie indignado. Minha expressão era de choque total. Aquilo só podia ser uma brincadeira de muito mal gosto. Eu juro que fiquei olhando ao redor imaginando onde estavam as câmeras.

- Gêmeos? De Apolo? - Heliot parecia assombrado pelas possibilidades do futuro. - Isso explica aquela quantidade grotesca de monstros... - Virou-se para a estrada e acelerou o carro em altíssima velocidade. Aparentemente a informação fizera com que sua pressa aumentasse.

- Isso é impossível! - Eu consegui dizer.

- Impossível? É bem perto disso na verdade, mas não chega a ser. - Heliot disse antes de fazer uma curva fechada demais para velocidade que estávamos. Eu fui jogado no colo de minha irmã.

— Mamãe não sabia. — Talvez realmente fossemos gêmeos, pois essa fora a primeira questão que pairou em minha mente. — ...Gêmeos semideuses são raros... — E o tom que ela usou me fez pensar que ser raro não era algo bom. — Era perigoso nos mantermos juntos, então, quando nascemos, Apolo embaralhou a mente da equipe médica e levou-me para a nossa tia, Ártemis. — Ótimo, mais uma para a conta de meu pai divino idiota, nem a própria filha criou. — Cresci entre as caçadoras enquanto você crescia com a mamãe. — Pela primeira vez pensei nas perguntas que Cristie fazia a respeito da minha mãe. Eu sempre achei ser curiosidade pela grande musicista. Me arrependi por não ter descrito melhor a nossa mãe.

Eu fiquei olhando para os olhos castanhos de minha irmã. Não era difícil notar a semelhança entre nós dois, mas só agora eu pensei em todas elas.

— Você sabia desde o... — Um bolor se formou em minha garganta e eu estava com dificuldades de terminar minhas frases.

— ...Início? — Completou ela. — Não desde o início, quer dizer eu era um bebê. Mas sim, eu cresci ciente de nós. Tia Ártemis não gosta de mentiras então ela me contou tudo quando estava na idade para compreender. — Algo em sua expressão me deu a impressão que não tinha idade para compreender. — Fui criada pelas Caçadoras. — E me explicou o que significava ser criada por um monte de meninas de doze anos que eram duronas o suficiente para arrebentar um bar inteiro de motoqueiros selvagens. — Quando a mamãe morreu eu sabia que você estava sozinho, então pedi para Tia Ártemis me liberar da caçada. Ela me deu três anos. — E eu vi em sua face o quanto foi difícil para ela todo esse tempo manter segredo.

Abracei minha irmã com força e intensidade o suficiente para recuperar todos os anos de abraços perdidos. Acho que choramos de felicidade, mas jamais admitiria isso.

O carro prosseguiu pela estrada em direção a Long Island. Segundo Heliot o Acampamento Meio-Sangue, que seria meu novo internato a partir de agora, ficava na costa de Long Island onde semi-deuses poderiam ficar seguros.

Enquanto a paisagem avançava Cristie e eu acabamos caindo no sono, abraçados. Sabe aqueles sonhos que eu disse que tinha? Dessa vez foi bem grotesco.

Estava de volta à sala de audição, tocando a música da minha avaliação, o piano dessa vez parecia em maior harmonia comigo, dessa vez eu me lembrava de ter respirado direito e o resto foram meus dedos martelando as teclas sem pensar muito no que fazia. Quando terminei a apresentação ouvi os aplausos, mas não eram dos avaliadores, havia apenas uma pessoa na bancada. Um homem com seus 22 anos, loiro, de pele bronzeada, cabelo perfeito, olhos azuis, vestido como um badboy e um sorriso tão sacana que eu não tive dúvidas de quem se tratava.

— Você! — Gritei e se eu tivesse forças eu teria arremessado aquele lindo piano bem nos dentes de Apolo.

— Vamos com calma criança... — Pediu, com seu sorriso debochado.

— Seu irresponsável! — E avancei em sua direção com tanta raiva que por pouco eu não subi em cima da mesa. Eu queria vomitar tudo na cara dele, mais precisamente naqueles dentes brancos

— Dezesseis anos sem nenhuma notícia, você sequestrou a minha irmã de mim, da minha mãe e ainda por cima nem para proteger minha mãe serviu! — Eu comecei a dizer e meus olhos lacrimejavam de tanta raiva.

Comecei a enumerar tantas coisas que da maior parte eu nem me lembro. Ele ouviu, simplesmente permaneceu sentado ouvindo tudo que eu tinha pra dizer, sem se quer me interromper. E eu despejei todas as minhas mais profundas tristezas, minhas preocupações, minhas frustrações e tudo o mais que eu pudesse jogar em cima de meu pai divino. No final eu estava tremendo, com os olhos ardendo de tanto chorar. Me senti vazio e sem peso, dramaticamente me ajoelhei no chão, já sem vontade de dizer mais nada. Como se tudo o que eu queria esse tempo todo era extravasar aquela represa de palavras que nunca encontravam seu ouvinte.

Apolo levantou-se com calma e se dirigiu ao piano, tocando a mesma música que toquei com tal beleza, que pela primeira vez toda ela fez sentido, nenhuma nota era desperdiçada, como se ele mesmo a tivesse escrito e só ele pudesse executa-lá direito.

— Sua mãe amava essa música, toquei para ela no nosso primeiro encontro. — O que vi em seus olhos azuis foi uma lembrança doce, como se ao tocar ele revivesse todo o relacionamento com minha mãe de novo. Isso doeu o peito. Todo esse tempo eu achei que Apolo só havia se aventurado com minha mãe, mas naquele olhar eu pude perceber o quanto ele a amava.

— Ela me fez tocar um milhão de vezes, dizia que eu era parecido com você. — Eu disse levantando-me e me apoiando na mesa. Eu era parecido com ele.

— Sabe...Você e sua irmã são um caso especial, não podem ficar juntos. — Ele disse com tal firmeza que meus argumentos se desfizeram de imediato. — Esses anos que ela pediu foram especialmente difíceis para ela. Seus sonhos? Todos reais. — Ele parecia ver minha alma — Ela enfrentou todos os seus pesadelos noite após noite enquanto você dormia tranquilo em seus lençóis de seda. Zeus não permite que interfiramos tanto no destino de nossos filhos, mas mesmo ele sabe que o caso de vocês é especial. — Ele começou a folhear as partituras e de repente eu comecei a ver meus boletins com minhas excelentes notas. — A paciência dele tem fim, na verdade, ela é especialmente curta. Eu e minha irmã temos resistido, mas agora acabou. — E eu vi em seus olhos o quanto ele tentou, senti-me culpado por tudo que havia dito.

— Obrigado... — Eu disse e ele pareceu surpreso. Depois abriu o mais brilhante sorriso do mundo inteiro.

— Não me agradeça ainda, tenho a impressão que em pouco tempo você vai querer acertar uma flecha na minha genitália. — E gargalhou com a ideia, eu pensei em alguns dos bonecos que haviam recebido uma flecha nessa região.

Um trovão estremeceu o sonho e ele perdeu o foco, mas ainda consegui ouvir as últimas palavras do meu pai: "Eu amo vocês dois".

Acordei com o veículo girando vertiginosamente, derrapando na pista, perigosamente próximo de um abismo, estávamos quase capotando.

— Ainda bem que acordou, toma! — Disse, me passando uma pequena faca prateada. Aquilo parecia pesado em minhas mãos.

Heliot corria feito um piloto de formula 1 pela pista, os vinhedos de Long Island passando por mim feito um raio, enquanto alguns vultos negros acompanhavam-nos. Eram quadrúpedes e latiam feito cães. Um deles conseguiu abocanhar o retrovisor esquerdo do conversível antes de uma faca prateada fincar no crânio do lobo, tornando-o nada mais que um monte de poeira dourada.

A alcateia estava no nosso encalço, uivando e latindo na nossa direção. Eu tinha contado cinco, até aquele momento. Os dentes brancos e a baba escorrendo pela boca da criatura, os olhos vermelhos pareciam sedentos de sangue. O meu sangue.

Minha irmã se ergueu como uma verdadeira arqueira e logo os lobatos tinham se reduzido a pó dourado. Eu achei que acabaria ali, que estaríamos todos bem, mas o que aconteceu a seguir nem me deu tempo de ter reação.

Meu corpo foi impulsionado com violência pra fora do carro, jogando-me contra um arbusto denso, que amortecera a queda, que poderia ter sido fatal. Minha cabeça doía e eu sentia algo quente escorrer atrás da minha cabeça. Meu corpo estava todo lanhado, escoriações se espalhavam por ele todo e o meu braço esquerdo doía.

Me ergui parecendo mais um saco de pancadas que havia apanhado até não ter mais forças para reagir. Eu estava meio ciente do que tinha acontecido. Um dos lobos havia conseguido dar a volta e aparecerá na frente do carro, Heliot não teve tempo de frear e o atropelamos. O resto dominação da inércia.

Eu ainda estava com minha mão bem fechada no punho da faca, agradecido por ela não ter me ferido na confusão da batida.

Minha primeira reação foi procurar minha irmã, que eu não fazia a menor ideia de onde tinha parado, nem se estava viva. O carro parecia acabado, a frente da BMW havia sido totalmente amassada e seja lá o que fosse, não poderia ter sobrevivido, junto com os passageiros.

Foi quando vi a figura. Era negro e estava ferido, arrastando seu corpo pesado com a pata dianteira, ikhor dourado saía de sua boca, junto com a baba natural dos caninos. Apesar da seu corpo parcialmente amassado e imobilizado, a fúria em seus olhos vermelhos.

No início, imaginei que ele estivesse fugindo do recinto, mas, há cerca de dez metros da vagarosa criatura, estava o corpo da minha irmã, inconsciente pelo acidente, Héliot estava mais à frente, mas eu sabia que a criatura queria o sangue daquela que tinha acabado com sua alcateia.

Eu não acho que pensei muito. Antes que percebesse, meus pés já se moviam de encontro ao lobo. Ele demorou a perceber minha presença, tão focado estava em sua vontade de matar a caçadora.

Quando ele me notou, a faca já havia sido cravada em seu pescoço. A arma não entrou muito, eu não tinha tanta força com minha irmã e a musculatura do animal era robusta. A coisa rugiu furiosa com o dano e virou sua cabeça na minha direção.

Eu não tive muita reação e ele consegui pegar minha perna, numa bocada que me fez gritar de dor. Eu estava apavorado, mas a outra opção seria deixar ele pegar minha irmã é isso não estava em questão.

Ele mastigou minha panturrilha como se fosse um osso para ele roer e as lágrimas de dor saiam dos meus olhos com fartura, mas eu não quis parar. Soquei o rosto da criatura, esperando que ela soltasse, mas suas presas só continuavam a fincar-se mais na minha carne.

Foi então, no meio de todo aquele desespero, que pensei em socar o cabo da faca. Soquei feito um louco, desesperado e achando que não estava adiantando, mas eu não podia fazer outra coisa, que não chorar e socar.

Em pouco tempo as mordidas pararam e a criatura não respirava mais eu me deixei desmaiar.

Acordei na enfermaria do acampamento, recebendo os devidos cuidados. Segundo Heliot, o acidente causara barulho o suficiente para os guardas nas fronteiras perceberem do que se tratava.

Foram eles que nos levaram para o acampamento, onde fomos tratados na enfermaria.

***

— E essa perna? — Ela me perguntou, com seu olhar conspiratório.

— Cicatrizes são legais! — Revidei com um sorriso, mas minha perna estava boa. Meus irmãos cuidaram bem de mim. Foram dois dias, mas os medicamentos do chalé de Apolo era, poderosos.

O sol nascia preguiçosamente por entre as montanhas, deixando minha irmã belíssima sobre seus raios. Como não notei antes que existia a possibilidade dela ser minha gêmea? Nós éramos muito idênticos!

— Daqui para frente é contigo, maninho. — Minha irmã tinha lágrimas nos olhos assim como nos meus.

Ouvi um grasnado alto o suficiente para fazer meus ossos tremerem. Antes que eu percebesse uma criatura que era um misto de leão com águia pousou ao nosso lado. Minha irmã o acariciou e montou nele.

— Eu ganho um desses? — Disse abrindo o maior sorriso que pude dar.

— Quem sabe? — Eu ouvi sua voz ao longe e eu não precisava saber que ela tinha aquele brilho travesso ao falar.

Virei-me imediatamente para meu destino, atravessando a barreira não sabendo em quantas aventuras eu me meteria.



wod



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Mensagem por Hera em Ter 26 Mar 2019 - 13:01


Aron

Achei sua história longa e cansativa. Cansativa mais pelo tamanho mesmo, ela podia ter sido um pouco mais curta com detalhes cruciais sobre você, inclusive de onde você veio, que você não citou em lugar nenhum. Mas ela está bem escrita, conta sobre o personagem embora o seu tamanho seja desnecessário para uma avaliação pois a qualidade é melhor que a quantidade. Enfim, não vi motivos para lhe reprovar e seus motivos me foram bem convincentes.

Seja bem vindo, filho de Apolo.



Your victory is our desire. Hera, Queen of the Gods! Curve Immortals. Bow, mortals. We love and revere. Forever protected in thy bosom. Ave, Hera!

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Mensagem por Ethan W. Turner em Qui 28 Mar 2019 - 17:06

Nome: Ethan Ward Turner
Idade: 18 anos
Deus(a) Escolhido(a): Eros
Porque quer ser reclamado por esse Deus: Porque gosto de ser útil, adoro usar armadura, arcos e flechas e sou normalmente um exímio combatente. Mas sei ser amistoso e educado quando preciso, mas firme e implacável em batalha. Sou capaz de liderar e também obedecer e busco sempre o bem das pessoas que mais importam para mim.
História:

Ethan Turner nasceu em Los Angeles, há exatos 18 anos. Filho de Amber Turner, nunca soube de fato sobre seu verdadeiro pai. Mas mesmo assim, o jovem cresceu feliz, bem educado e cheio de sonhos, como qualquer outro. Não teve nada de excepcional na vida de Ethan, foi um garoto como outro qualquer, que brincou, se sujou, foi pra escola e tudo mais, sem nem ao menos entender parte da sua real história. Mas isto pouco importava para o garoto. Cresceu sem questionar muito sua existência. Sua mãe sempre fez tudo que podia para fazer o garoto feliz, sem as dores da dúvida ou de não saber toda a verdade. Assim como todos os garotos normais, Ethan fez tudo que se imagina para uma criança fazer. Jamais realmente se importou em saber da verdade, pois achou que poderia ser pior saber e assim sofrer mais ainda por conta de tal coisa. Cresceu sim em Los Angeles, em meio ao agito e correria da Califórnia.  Enquanto realmente as coisas não ficavam claras e que sua vida seguia o rumo, Ethan buscou curtir ao máximo enquanto podia, mesmo com a dúvida sem solução. Aquele garoto de cabelo preto e olhos igualmente castanhos cresceu e deixou de ser um mero garotinho com cara de criança. Além de amadurecer, seu físico mudou drasticamente, de um garoto magro e sem graça, para um jovem com feições mais definidas, corpo muito definido também e um estilo mais adulto. Mas talvez aos 18 anos, foi que entendeu um pouco de sua vida. Soube qual realmente seria seu destino e o que o fazia ser diferente de fato. Sabia naquele momento que não seria um jovem como outro qualquer e que talvez seus antigos sonhos e planos seriam desfeitos, mas compreendeu a situação muito bem. Sua mãe havia feito questão de esperar o jovem atingir sua maturidade emocional e etária para poder entender o que de fato não sabia ainda claro. Mesmo assim, via que Amber tentava fazer o garoto sentir-se a vontade, ainda sim sabendo que jamais ele seria como os outros. Isso ajudava Ethan a não sentir tanto o fato de realmente ser diferente e não saber o porque exatamente daquela sensação. Via realmente de forma sincera que sua mãe fazia tudo que era possível para que o garoto Turner pudesse curtir a vida, ter seus amigos, seus gostos, que sentisse tudo que um garoto normal sente de costume. Enfim, o garoto fazia seu melhor para poder realmente provar que era inteligente, educado, amoroso e carinhoso, mesmo sem saber de sua real história.

Ethan fez questão de entender claramente tanto os motivos quanto a razão da demora em saber a real situação de sua vida. Buscou ser compreensivo e atencioso, sem brigar ou questionar de forma áspera. Ainda mais depois do abraço forte que recebeu de sua emocionada mãe, que fez o jovem sorrir e retribuir, entendendo que era um pouco mais que um jovem especial, mas sim que era um legítimo semi deus, e que com certeza suas capacidades e habilidades iam muito além do que esperava. Agora com tudo esclarecido, vai tentar se adaptar a sua nova vida, no acampamento meio sangue e espera ser realmente motivo de orgulho, não importando o que aconteça. Sabe que a saudade, a sensação de distância sempre estarão presentes, mas vai ter que aprender a lidar com isso se quer realmente ser forte e corajoso no que fizer. Mas tendo sempre a certeza que o que viveu sempre ficará eternizado em sua memória.

Habilidades: +1 Mira/Precisão e +1 Persuasão

Presentes de reclamação: poste aqui os presentes que deseja ganhar de seu pai/mãe, juntamente com as descrições dos mesmos. Lembre-se de consultar o tópico aqui.

Je t'aime/Arco & Aljava [estrutura modelada a partir do ouro, condecorado com diminutas safiras celestiais. Seu tamanho e peso adequam-se ao seu portador. A corda encantada evita o desgaste mesmo após o uso prolongado, além de atribuir força aos ataques — acompanha uma aljava de couro resistente, decorada com estigmas angelicais. Esta comporta determinado número de finas, porém mortíferas, flechas douradas, cujas pontas triangulares são modeladas derivando do bronze celestial. Os projéteis são repostos sempre que esgotados, além de dar a opção de ferir os alvos ou criar neles o sentimento do amor. Ademais, em uma forma comum, o conjunto pode transformar-se em um colar ou bracelete feitos do mesmo material do arco, a fim de proporcionar discrição e portabilidade ao seu usuário]

Le corps de l'ange/Armadura [composta de um conjunto de peças de bronze, revestidas de um ouro levemente avermelhado. Recobre o corpo de seu detentor sem apresentar peso extra, aderindo-se o seu físico no intuito de acarretar maior conforto em sua vestimenta. Quando utilizada em conjunto com o arco, amplia a precisão dos tiros efetuados pelo mesmo em 20%, além de aumentar a possibilidade de acerto. A armadura aguenta altas ou baixas temperaturas, porém atentai, golpes deveras poderosos são capazes de fornecer danos. Diz-se que cada armadura, quando forjada, recebe uma gota do sangue do próprio deus do amor. Quando desativada, em situações de desuso, transmuta-se em uma jaqueta personalizada à escolha de seu dono: seja de um time, de determinado modelo ou marca e afins]

Opcional:

Anteros/Espada [cabo de madeira de carvalho, revestido com couro de javali, possui a proteção de punho no formato de asas de anjo, findado com uma pedra de rubi-sangue. O principal, todavia, é a lâmina de 70 centímetros, feita unicamente da mais polida prata ornamentada com desenhos de penas em baixo relevo. Seu diferencial se dá quando a lâmina é tocada pelo sangue do adversário, tendo a força dos golpes aumentada em 10%. A cada ataque bem sucedido, tem a capacidade de drenar os sentimentos do inimigo, podendo oferecer vantagem ao filho do deus do amor, além de provocar letargia a cada corte. Para maior portabilidade, a lâmina é capaz de ser retraída magicamente para dentro do cabo, sendo acionada em momentos de necessidade pelo semideus]

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Mensagem por Hera em Qui 28 Mar 2019 - 17:39


Ethan

Olá Ethan, tudo bom contigo? Vamos para a sua avaliação.
Gostei bastante de seu texto, ele é curto, objetivo, todos os pontos de sua vida mais relevantes para conhecermos seu personagem é bem colocado e encaixado no texto. Porém, fique atento com algumas repetições de situações que você fez sobre sua paternidade, que era uma dúvida mas que tu procurou viver mesmo sabendo que tinha essa dúvida. Captou? Espero que sim.
Não vi motivos para lhe reprovar, seus motivos são honestos e convincentes embora curto para o mínimo de linhas solicitado.

Seja bem vindo, filho de Eros.



Your victory is our desire. Hera, Queen of the Gods! Curve Immortals. Bow, mortals. We love and revere. Forever protected in thy bosom. Ave, Hera!

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Mensagem por Cody Milano em Sab 30 Mar 2019 - 4:03


Nome: Cody Milano.

Idade: 17 anos.

Deus(a) Escolhido(a): Eros.

Porque quer ser reclamado por esse Deus:
Só imaginei que ele se encaixaria bem no plot do Cody.

História:


A caneta tamborilou sobre a mesa de carvalho, o som rápido da folha sendo rasgada da caderneta e amassada meticulosamente tomou o ar, antes de tensão, naquele amplo e silencioso escritório. Semicerrei os olhos e logo tracei meu alvo, seria fácil, fácil. Rapidamente a bolinha de papel tomou seu rumo, cortando a sala e caindo com precisão dentro da lixeira metálica, sem sequer tocar nas bordas.

- Cestaaa! E a torcida vai a loucuuuura! Uaaaah! – ergui os braços enaltecendo o meu lance, mesmo que sentado à cadeira, que por sua vez deslizou sobre o piso polido graças as suas rodinhas.

- Senhor Milano, queira se atentar ao trabalho, é sétima interrupção esta manhã e mal começamos a aula. – Advertiu Laura, em seu tom de voz apático e desmotivador, capaz de congelar até a alma mais espirituosa.

Bom... Laura, ou melhor dizendo, Senhorita Ernest, era a nova contratada do meu pai e sua função era bancar minha babá, obviamente para um garoto de dezessete anos o nome “tutor” lhe servia melhor. Com esta informação, você já consegue imaginar que nem de longe eu seria um garoto típico. Isto é, um dos meus pais se tratava de Arturo Milano, um magnata do império da moda nova-iorquina, que recentemente era concebido nas passarelas como o grandioso e visionário estilista das noivas, um gênio da moda para os excêntricos. Para mim, um workaholic, que se manteve ausente em minha vida, desde que eu me lembro, mas ao mesmo tempo extremamente preocupado com a minha segurança, de tal forma que nunca estudei em escolas convencionais, jamais saí desacompanhado para lugares públicos e provavelmente, se não fossem as necessidades da puberdade, eu seria vigiado até mesmo durante a noite em meu quarto.

Mas esse excesso de preocupação tem um motivo plausível, lembra que eu mencionei pais no plural? Pois é, para alguns não existe algo mais mágico que ser herdeiro do patrimônio acumulado da Betina, mas na minha realidade, bem... Tudo aconteceu em uma época primaveril, meu pai ainda adolescente pela primeira vez optava por um amor ao seu estágio de moda; Eros, não havia epítetos para a encarnação do amor, acreditem ou não, meu pai se apaixonou perdidamente pela versão grega do cupido. E para o deus que vivenciava reciprocamente tal relação, nunca houve segredos ou máscaras, apenas omissões para os céticos, cujo o qual meu pai não se enquadrava, graças a sua mirabolante mente fantasiosa.

Portanto, sou filho biológico de um homem e um deus, o que faz de mim um meio-sangue, ou um adolescente com elevado nível de desatenção graças ao TDAH, focar nas aulas de Laura ou qualquer outra atividade enfadonha que exija atenção sustentada, sempre me é um tormento, e cá estou eu desviando mais uma vez o foco. Enfim, meus pais se conheceram e viveram uma história de amor, para Eros, Arturo nunca seria visto mais do que um amante, embora o amor de um pelo outro fosse imenso, jamais chegaria aos pés do que ele sentia por minha madrasta Psyque, de qualquer forma foi nesta relação que fui concebido e embora nunca tenha visto o meu pai divino, de fato, sempre o senti comigo como uma sombra, seja nas aulas de grego antigo ou em uma enterrada de basquete, talvez a solidão deixada pelo senhor Milano não fosse tão abrasiva, graças a esse sentimento de afeto que sempre me cercou.

Quando completei nove anos, comecei a frequentar um acampamento com crianças e jovens semelhantes a mim, a diferença era que eles eram heróis, já eu nunca passei de um pirralho mimado que por ordens do pai mundano, nunca pôde participar das diversas aulas de combate. Contudo, mesmo que existisse essa diferença enorme, o acampamento fazia com que eu me sentisse em casa, a cada verão eu podia ter contato com pessoas de idade semelhante a minha, tinha a oportunidade de fazer amigos e o melhor, meu espaço pessoal não era invadido por seguranças, o acampamento sempre foi sinônimo de liberdade para mim, o que segundo alguns me tornava um privilegiado, já que para tantos o acampamento significava uma forma de sobrevivência e por fim era um sistema de confinamento, pois cada dia além do pinheiro de Thalia era um dia de risco.

Habilidades: +1 Mira/Precisão e +1 Persuasão

Presentes de reclamação:

Je t'aime/Arco & Aljava [estrutura modelada a partir do ouro, condecorado com diminutas safiras celestiais. Seu tamanho e peso adequam-se ao seu portador. A corda encantada evita o desgaste mesmo após o uso prolongado, além de atribuir força aos ataques — acompanha uma aljava de couro resistente, decorada com estigmas angelicais. Esta comporta determinado número de finas, porém mortíferas, flechas douradas, cujas pontas triangulares são modeladas derivando do bronze celestial. Os projéteis são repostos sempre que esgotados, além de dar a opção de ferir os alvos ou criar neles o sentimento do amor. Ademais, em uma forma comum, o conjunto pode transformar-se em um colar ou bracelete feitos do mesmo material do arco, a fim de proporcionar discrição e portabilidade ao seu usuário]

Le corps de l'ange/Armadura [composta de um conjunto de peças de bronze, revestidas de um ouro levemente avermelhado. Recobre o corpo de seu detentor sem apresentar peso extra, aderindo-se o seu físico no intuito de acarretar maior conforto em sua vestimenta. Quando utilizada em conjunto com o arco, amplia a precisão dos tiros efetuados pelo mesmo em 20%, além de aumentar a possibilidade de acerto. A armadura aguenta altas ou baixas temperaturas, porém atentai, golpes deveras poderosos são capazes de fornecer danos. Diz-se que cada armadura, quando forjada, recebe uma gota do sangue do próprio deus do amor. Quando desativada, em situações de desuso, transmuta-se em uma jaqueta personalizada à escolha de seu dono: seja de um time, de determinado modelo ou marca e afins]

Hemeros/Asas [colar de prata terminado com um único pingente, o qual exibe o formato de uma pena dourada. Quando ativado, liberta asas de até cinco metros de largura nas costas do meio-sangue. Esses novos membros são altamente resistentes, proporcionais ao peso e ao tamanho do usuário. As penas longevas, brancas e macias, não são unicamente um atrativo visual que possibilita o voo; podem ser disparadas contra os adversários como projéteis afiados, tão capazes de ferir em detrimento de seu formato contundente. A habilidade do voo não é prolongada, uma vez que o semideus pode se manter no ar por apenas dois turnos, seguidos ou intercalados, além de não capacitar voos de elevadas altitudes]
∆ LYL - FG

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Mensagem por Atena em Sab 30 Mar 2019 - 9:24


Cody
Olá jovem semideus, espero que esteja tendo um bom dia até o atual momento dessa avaliação. Pois bem, sem mais delongas vamos a sua avaliação de reclamação.

Sua ficha foi feita de forma correta, porém, sua história não me encantou e achei confusa em visto que Eros no forum é um homem e como bem sabemos, homens, deus ou não, não tem útero... Ache um forma plausível de explicar e reverei a situação.
No mais, esta reprovado.


A T E N A
deusa
estrategia
sabedoria

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Mensagem por Aspen Birdy Allër em Dom 31 Mar 2019 - 20:30

Wasted Young Blood
Nome:
Aspen Birdy Allër.

Idade:
Vinte anos.

Deus(a) Escolhido(a):
Hebe.

Porque quer ser reclamado por esse Deus:
A deusa juvenil, mesmo sendo filha de Zeus e Hera nunca teve um certo destaque, diferente do seu filho de infância. Porém ambos foram alvos de risada, ainda que os motivos tenham sido diferentes, porém não menos constrangedores. A resiliência da juventude permanece em si, assim como reside em sua mãe até ter seu primeiro brilho diante de Olimpo, a diferença é que o jovem ainda não reluziu. Entretanto a sua força de vontade de mostrar que alguém novo pode sim ser relevante em seu próprio caminho e jeito. Ainda que sua relação não venha ser a das melhores com sua mãe.

História:
Ser um garoto que nasceu aparentemente com a síndrome de Treacher Collins, pois apesar da deformidade facial, não fora detectada qualquer diferença entre seu crânio e de uma criança que não apresentasse tal síndrome, além do mais é suposto de ser uma patologia genética e não há indícios anteriores de que alguém em sua família que já tivesse apresentado o quadro, seu pai também jurava que na família materna também não havia ninguém que carregasse tal doença em seus genes, até porque ela era divina, literalmente.

Sua infância não fora fácil por causa da maldição de Hera sobre o garoto, por causa de um feito da deusa menor que incomodara sua mãe, esta resolveu então punir ao neto para que Hebe aprendesse a nunca desafiar a autoridade dos seus pais dentro do Olimpo.

Aspen sofreu bullying durante toda sua época infantil dentro da escola, forçando-o a desenvolver alguns transtornos psicológicos como ansiedade e diminuir em muita a sua segurança sobre si mesmo, não apenas quanto sua aparência, mas para fazer tudo. Criou em si então uma espécie de dependência. Todos estes fatores fizerem com que seu pai o retirasse da escola e suas aulas começaram a ser realizadas dentro de sua casa, assim como todas as outras coisas, inclusive o atendimento psicológico.

O início da sua adolescência não se tornou mais fácil por isso. Muito pelo contrário... Passar tantos anos apenas dentro de casa o fez desenvolver uma espécie de crise do pânico, aos poucos suas únicas interações se reduziram ao seu pai, o psicólogo, e, o professor de filosofia. Logo seus melhores amigos se tornaram os livros, fotografias e reportagens, projetava em sua mente a partir desses hobbies como seria o mundo lá fora, porém as informações sobre a violência no mundo lá fora só o deixava mais assustado e ainda menos confortável com a ideia de um dia poder sair de casa e que nada aconteceria com ele.

Do outro lado, seu pai estava farto de ver seu filho sob estas condições e por mais que tentasse entrar em contato com Hebe de alguma forma para tentar inverter a situação, nunca conseguiu uma resposta da deusa em todas as suas tentativas. Era um pai desesperado para tentar ajudar o filho, para ajuda-lo a viver como uma pessoa deveria viver. Então resolveu que levaria o filho para acampar durante uma noite. Seria apenas eles dois pelas florestas de Long Island, seria o seu presente para o décimo terceiro aniversário de seu querido filho.

E eles realmente partiram, claro que Aspen deu trabalho para sair de casa. Apenas para fazê-lo concordar levou cerca de uma semana, e tirá-lo de cara demorou três dias, sendo que o pré-adolescente só saiu depois que vestiu uma máscara como a de Darth Vader, um de seus personagens favoritos... Talvez por se identificar com ele, não que ele se considerasse um garoto ruim.

Kangriärd sentia seu filho ficando mais solto aos poucos, talvez estar entrando em contato com a natureza estivesse funcionando como uma terapia. Os animais silvestres não se afastavam do garoto ou o olhavam estranho por seu rosto não ser “comum” como o de outras pessoas, era diferente da sua vida na floresta cimentada.

Dois dias se passaram, finalmente era o aniversário do garoto e ele estava mais feliz do que nunca. Analisava de longe animais mais perigoso como serpentes ou cervos, mas acariciava e observava bem mais de perto animais mais inofensivos. E como ele e seus pais queriam que os tremores na terra que surgiram do nada fossem apenas terremotos. Enquanto Asp, apelido dado pelo pai, brincava com as borboletas, a terra sob seus pais começou a tremer e as pequenas pedras saltavam cinco centímetros acima do solo, até mesmo folhas de algumas árvores caíam em abundância. O moreno então ficou em choque, jamais esperou que pudesse ver algo que as pessoas abominariam além de si quando se tratava do físico.

Uma pequena horda de cinco ciclopes surgiu das profundezas escuras da floresta murmurando que queria ser o primeiro a devorar os semideuses do Acampamento Meio-Sangue, seja lá o que aquilo fosse. Porém sua mente não conseguia processar todas aquelas informações ao mesmo tempo, o medo o fazia desejar que fosse uma paralisia do sono ou apenas cansaço, talvez efeito colateral de algum dos seus problemas psicológicos. Mas ver o seu pai ser pego pela cabeça e depois amassado como se fosse nada nas mãos de uma daquelas figuras humanoides e suas vísceras e sangue respingar sobre si, ele soube que era mais real do que os comentários maldosos que recebia na escola.

Imóvel e dominado pelo pânico, o garoto também fora pego, porém pelo tronco e teve metade de sua perna direita arrancada pelos dentes do ciclope, fazendo o garoto urrar de dor e chorar em desespero, sentindo toda adrenalina suprimida explodir por todo o seu corpo, adrenalina qual coincidiu com o momento de sua reclamação e o garoto ardeu entre os dedos do monstro e foi arremessado contra uma árvore. E no mesmo momento de sua reclamação seria a sua morte, se não fosse por um grupo de semideuses que o salvou e levou para o acampamento.

Lá dentro, Aspen levou por volta de cinco semanas desacordado. Quando acordou estava em uma espécie de bunker que também era uma enfermaria. Seu corpo estava enfaixado e doía em lugares que ele não tinha aprendido na aula de ciências. Em sua mente as últimas cenas vieram à tona e então seu coração disparou fazendo a máquina hospitalar customizada alarmar, alertando os dois curandeiros e três filhos de Hefestos que ali estavam e ele sequer havia notado a presença antes. Seu desespero então aumentou quando todos eles se reuniram ao redor de si e começaram a encarar fixamente sua perna metade robótica, algo que também estava despercebido até momentos atrás. O seu coração desacelerou quando percebeu que eles não representavam perigo, mas a forma que eles analisavam como a perna abiótica reagia aos toques dele e aos pulsos do córtex do garoto. Era incomum para ele ter algo que chamasse mais a atenção que o seu rosto, mal sabia ele que agora estava com a face “normal”. Mas aquilo também estava incomodando o garoto.

– Gente, eu “tô” aqui – Falou o filho de Hebe e então recebeu a devida atenção dos outros semideuses ali presentes.

Habilidades:
+1 Agilidade

+1 Resistência

Presentes de reclamação:
Young & Pretty / Escudo [Um escudo de bronze celestial, completamente trabalhado em desenhos de Hebe ajudando a deusa Afrodite a pentear seus cabelos. Quando inutilizado, vira um bracelete.]

Morieris / Arco e Aljava - [Um arco longo, feito inteiramente de Ouro Celestial. Este aparece de acordo com a vontade do semideus, ou quando este corre algum perigo, em forma de aviso para que ele tome cuidado. Assim como o chicote, as flechas ao acertarem o inimigo, deixam-o envelhecido e fraco. São flechas mágicas, portanto, a aljava está sempre repleta delas.]

Juventus / Chicote [Ao contrário de seu nome, este ao atingir o inimigo, o deixa envelhecido e fraco, com movimentos mais lentos.]

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Mensagem por Hera em Dom 31 Mar 2019 - 20:50


Aspen
Primeiramente, espero que esteja tendo uma boa noite. Bem, e eu espero que ela continue, vamos para a sua avaliação.

Sua história é cansativa. Não mal escrita e cheia de erros, mas muito... melodramática, com detalhes que podiam ser encurtados ou apenas não ditos, afinal nem tudo precisamos saber sobre seu personagem. Cinco ciclopes para apenas um semideus é de um exagero muito grande, seus motivos foram bons, mas o que matou bastante foi sua história. Podia ter sido um pouco mais empolgante de ler, mas enfim.

Enquanto não mudar esses pequenos detalhes, você está reprovado.



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Mensagem por Aspen Birdy Allër em Dom 31 Mar 2019 - 21:16

Wasted Young Blood
Nome:
Aspen Birdy Allër.

Idade:
Vinte anos.

Deus(a) Escolhido(a):
Hebe.

Porque quer ser reclamado por esse Deus:
A deusa juvenil, mesmo sendo filha de Zeus e Hera nunca teve um certo destaque, diferente do seu filho de infância. Porém ambos foram alvos de risada, ainda que os motivos tenham sido diferentes, porém não menos constrangedores. A resiliência da juventude permanece em si, assim como reside em sua mãe até ter seu primeiro brilho diante de Olimpo, a diferença é que o jovem ainda não reluziu. Entretanto a sua força de vontade de mostrar que alguém novo pode sim ser relevante em seu próprio caminho e jeito. Ainda que sua relação não venha ser a das melhores com sua mãe.

História:
Ser um garoto que nasceu aparentemente com a síndrome de Treacher Collins, pois apesar da deformidade facial, não fora detectada qualquer diferença entre seu crânio e de uma criança que não apresentasse tal síndrome, além do mais é suposto de ser uma patologia genética e não há indícios anteriores de que alguém em sua família que já tivesse apresentado o quadro, seu pai também jurava que na família materna também não havia ninguém que carregasse tal doença em seus genes, até porque ela era divina, literalmente.

Sua infância não fora fácil por causa da maldição de Hera sobre o garoto, por causa de um feito da deusa menor que incomodara sua mãe, esta resolveu então punir ao neto para que Hebe aprendesse a nunca desafiar a autoridade dos seus pais dentro do Olimpo.

Aspen sofreu bullying durante toda sua época infantil dentro da escola, forçando-o a desenvolver alguns transtornos psicológicos como ansiedade e diminuir em muita a sua segurança sobre si mesmo, não apenas quanto sua aparência, mas para fazer tudo. Criou em si então uma espécie de dependência. Todos estes fatores fizerem com que seu pai o retirasse da escola e suas aulas começaram a ser realizadas dentro de sua casa, assim como todas as outras coisas, inclusive o atendimento psicológico.

O início da sua adolescência não se tornou mais fácil por isso. Muito pelo contrário... Passar tantos anos apenas dentro de casa o fez desenvolver uma espécie de crise do pânico.

Do outro lado, seu pai estava farto de ver seu filho sob estas condições e por mais que tentasse entrar em contato com Hebe de alguma forma para tentar inverter a situação, nunca conseguiu uma resposta da deusa em todas as suas tentativas. Era um pai desesperado para tentar ajudar o filho, para ajuda-lo a viver como uma pessoa deveria viver. Então resolveu que levaria o filho para acampar durante uma noite. Seria apenas eles dois pelas florestas de Long Island, seria o seu presente para o décimo terceiro aniversário de seu querido filho.

E eles realmente partiram, claro que Aspen deu trabalho para sair de casa. Apenas para fazê-lo concordar levou cerca de uma semana, e tirá-lo de cara demorou três dias, sendo que o pré-adolescente só saiu depois que vestiu uma máscara como a de Darth Vader, um de seus personagens favoritos... Talvez por se identificar com ele, não que ele se considerasse um garoto ruim.

Kangriärd sentia seu filho ficando mais solto aos poucos, talvez estar entrando em contato com a natureza estivesse funcionando como uma terapia. Os animais silvestres não se afastavam do garoto ou o olhavam estranho por seu rosto não ser “comum” como o de outras pessoas, era diferente da sua vida na floresta cimentada.

Dois dias se passaram desde o início do acampamento, finalmente era o aniversário do garoto e ele estava mais feliz do que nunca. E como ele e seus pais queriam que os tremores na terra que surgiram do nada fossem apenas terremotos. Enquanto Asp, apelido dado pelo pai, brincava com as borboletas, a terra sob seus pais começou a tremer e as pequenas pedras saltavam cinco centímetros acima do solo, até mesmo folhas de algumas árvores caíam em abundância. O pequeno moreno então ficou em choque, jamais esperou que pudesse ver algo que as pessoas abominariam além de si quando se tratava do físico.

Uma dupla ciclopes surgiu das profundezas escuras da floresta, no intuito de invadir o acampamento, murmurando que queria devorar os semideuses do Acampamento Meio-Sangue, seja lá o que aquilo fosse. Porém sua mente não conseguia processar todas aquelas informações ao mesmo tempo, o medo o fazia desejar que fosse uma paralisia do sono ou apenas cansaço, talvez efeito colateral de algum dos seus problemas psicológicos. Mas ver o seu pai ser pego pela cabeça e depois amassado como se fosse nada nas mãos de uma daquelas figuras humanoides e suas vísceras e sangue respingar sobre si, ele soube que era mais real do que a sua calça molhada naquele momento.

Imóvel, dominado pelo pânico e molhado, o garoto também fora pego, porém pelo tronco e teve metade de sua perna direita arrancada pelos dentes do ciclope, fazendo o garoto urrar de dor e chorar em desespero, sentindo toda adrenalina suprimida explodir por todo o seu corpo, adrenalina qual coincidiu com o momento de sua reclamação e o garoto ardeu entre os dedos do monstro e foi arremessado contra uma árvore. E no mesmo momento de sua reclamação seria a sua morte, se não fosse por um grupo de semideuses que o salvou e levou para o acampamento.

Lá dentro, Aspen levou por volta de cinco semanas desacordado. Quando acordou estava em uma espécie de bunker que também era uma enfermaria. Seu corpo estava enfaixado e doía em lugares que ele não tinha aprendido na aula de ciências. Em sua mente as últimas cenas vieram à tona e então seu coração disparou fazendo a máquina hospitalar customizada alarmar, alertando os dois curandeiros e três filhos de Hefesto que ali estavam e ele sequer havia notado a presença antes. Seu desespero então aumentou quando todos eles se reuniram ao redor de si e começaram a encarar fixamente sua perna metade robótica, algo que também estava despercebido até momentos atrás. O seu coração desacelerou quando percebeu que eles não representavam perigo, mas a forma que eles analisavam como a perna abiótica reagia aos toques dele e aos pulsos do córtex do garoto. Era incomum para ele ter algo que chamasse mais a atenção que o seu rosto, mal sabia ele que agora estava com a face “normal”. Mas aquilo também estava incomodando o garoto.

– Gente, eu “tô” aqui – Falou o filho de Hebe e então recebeu a devida atenção dos outros semideuses ali presentes.

Adendos:
Pretendo explicar a maldição e o envolvimento de Hera por uma BMO


Habilidades:
+1 Agilidade

+1 Resistência

Presentes de reclamação:
Young & Pretty / Escudo [Um escudo de bronze celestial, completamente trabalhado em desenhos de Hebe ajudando a deusa Afrodite a pentear seus cabelos. Quando inutilizado, vira um bracelete.]

Morieris / Arco e Aljava - [Um arco longo, feito inteiramente de Ouro Celestial. Este aparece de acordo com a vontade do semideus, ou quando este corre algum perigo, em forma de aviso para que ele tome cuidado. Assim como o chicote, as flechas ao acertarem o inimigo, deixam-o envelhecido e fraco. São flechas mágicas, portanto, a aljava está sempre repleta delas.]

Juventus / Chicote [Ao contrário de seu nome, este ao atingir o inimigo, o deixa envelhecido e fraco, com movimentos mais lentos.]

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Mensagem por Hera em Dom 31 Mar 2019 - 21:26


Aspen
Vamos lá de novo. q

Sua história continuou basicamente a mesma. Melodramática, entediante, mas pelo menos a incoerência de cinco ciclopes você retirou, embora tenha mantido dois.

Seja bem vindo, filho de Hebe.



Your victory is our desire. Hera, Queen of the Gods! Curve Immortals. Bow, mortals. We love and revere. Forever protected in thy bosom. Ave, Hera!

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Reclamação Divina - Página 2 Empty Re: Reclamação Divina

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