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Teste para Filhos de Zeus

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Teste para Filhos de Zeus

Mensagem por Zeus em Qua 30 Mar 2016 - 20:50

Teste para Filhos de Zeus

Para ser reclamado pelo Senhor dos Raios, poste a ficha abaixo e o Respectivo Deus atualizará conforme a coesão e coerência disposta na narração que seus futuros filhos farão. No máximo três filhos a cada mês, sem mais.



Nome: nome completo do personagem, sem abreviações.
Idade: idade do personagem.
Porque quer ser reclamado por esse Deus: minimo de cinco linhas completas.
História: minimo de quinze linhas completas
Lute contra um monstro: Neste caso, o semideus deverá lutar com um monstro de nível mediano, atentem que a palavra é LUTAR e não MATAR. Um bestiário será disponibilizado no decorrer do mês de abril.
Habilidades:Você encontra aqui.
Presentes de reclamação: Presentes de reclamação que escolheu de acordo com o tópico aqui.

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Re: Teste para Filhos de Zeus

Mensagem por Giulia L. Matarazzo em Seg 4 Abr 2016 - 15:59


Teste para filhos de Zeus

Nome: Giulia Luna Matarazzo
Idade: 18.
Porque quer ser reclamado por esse Deus: O que falar de Zeus? Ele é o Rei dos Deuses, um líder nato. Giulia é exatamente desta forma, sempre gosta de estar no centro das atenções e sempre foi muito popular na escola. Giulia é uma garota decidida e alto confiante, digamos que até arrogante e mandona, mas mesmo assim as pessoas ao seu redor dizem que ela é uma boa amiga, nunca mediu esforços para ajudar os mais próximos. É teimosa como uma mula, jamais irá admitir está errada sobre alguma coisa.

História & Lute contra um monstro:  

O medico tocou o corpo inerte de Octavia, seus dedos não detectaram nenhum sinal de vida. A mulher, de 22 anos de idade havia acabado de morrer ao dar a luz a um bebê menina de cabelos muito negros que enchiam a cabeça dela. A criança chorava sem parar:

-Hora da morte... Meia noite e dez minutos!- Anunciou o medico olhando para o relógio- Dio mio! Onde estão os parentes?

-Não veio ninguém, Dr. Antonio!- Respondeu uma assistente- Temo que a criança vai acabar indo para um orfanato...

O medico observou a garotinha nos braços dela chorando. Ele não podia deixar ela ali, desamparada, e alem do mais, ele e a esposa há tempos estavam conversando sobre adotar uma menina. A garotinha ainda ficou no hospital por alguns dias para ganhar peso e, como ninguém havia chegado para se dizer parente, depois de cinco dias o Dr. Antonio Matarazzo levou a pequena para casa. Ele a chamou de Giulia.

...

Giulia cresceu forte, e já aos cinco anos começou a mostrar a sua personalidade difícil.

Ela cresceu com seus “irmãos”: Augusto e Donatello, e mesmo eles sendo mais velhos que ela três anos, ela sempre mandou neles. Gostava de ditar novas regras para as brincadeiras de uma forma que ela sempre era a vencedora, mas nem sempre essas regras eram aceitas pelos irmãos. Seu “pai” via grande potencial na garota, sabia que ela um dia iria ser uma política ou alguém importante dentro do governo... Pelo menos ele e a esposa, Dafne, ficavam falando isso.

Já aos treze anos, Giulia começou a se tornar a garota popular da escola, vencendo até de garotas mais velhas como Chiara e Flora, duas garotas muito bonitas e desejadas no colégio. Sempre que se viam elas brigavam, e nem sempre era por causa das meninas, pois muita vezes bastava alguma delas olhar na direção de Giulia para ela se sentir ameaçada e partir para briga.

Quando fez quinze anos começou a namorar Francesco, o garoto mais bonito, segundo ela, do colégio, no entanto o namoro não deu certo. Somente neste ano ela teve cinco namorados, mas rapidamente se cansava deles. Foi ai que ela percebeu que na verdade não gostava de garotos e sim de garotas. Aquilo deixou ela um pouco confusa.

Começou a namorar sua melhor amiga, Bruna, no ano seguinte e se descobriu verdadeiramente apaixonada. Passaram dois anos juntas e já estavam planejando o futuro e tudo. Os pais de ambas tinham mentes abertas e nunca tiveram problemas com a escolha sexual das filhas. Porém algo aconteceu, algo sempre acontece.

O “pai” de Giulia ganhou uma ótima oferta de trabalho nos EUA, onde iria receber o dobro ou o triplo do salário que ele recebia na Itália. A família inteira ficou feliz, menos Giulia, que pensou imediatamente em sua amada. Depois de um mês de birra e gritos, ela foi forçada a embarcar no avião, em uma viagem muito turbulenta.

...

A nova casa nos EUA ficava em Nova Iorque e era muito bonita e grande. Um mês depois da mudança, Giulia fica sabendo que Bruna vai lhe fazer uma visita dentro de alguns meses, provavelmente nas férias de verão. Ela ficou tão contente que esqueceu que depois que as férias acabassem elas não iam se ver por um bom tempo...

Meses depois Bruna chegou. As duas passaram algumas semanas descobrindo Nova Iorque e fazendo compras. Porém algo de estranho aconteceu no fim de tarde de uma terça-feira, algo realmente estranho...

Giulia e Bruna estavam no central park, à noite, quando viram uma mulher elegante se aproximar delas. Ela vestia um vestido elegante, como se fosse para uma festa de gala, e tinha seus cabelos negros soltos. Seu olhar era esnobe.

-Podemos ajudar?- Perguntou Giulia com seu sotaque italiano pesado.

-Então é você a vadia!- Giulia se surpreendeu, não esperava ser ofendida assim tão de repente- Mas você é bonita, devo admitir. Pena que não vai ser mais quando eu estraçalhar sua cara!

-Olha aqui, eu não sei quem você pensa que é, mas é melhor ir andando...!- Giulia havia se levantado e estava indo de encontro à mulher, que permanecia imóvel e sem expressar medo.

A mão da mulher encontrou o rosto da garota quando esta se colocou a uma distância razoável.

-Quem eu penso que sou?! Que petulância!- Ela fez um gesto e uma coisa saiu do meio dos matos.

A coisa parecia uma mulher, uma mulher muito branca e com dentes muito grandes. Uma de suas pernas era de bronze e a outra era de caba, o que dava a ela uma aparência ainda mais grotesca. Giulia ficou imóvel, não sabia nem o que fazer. Bruna levou a mão à boca para abafar um grito.

-Corre!-Gritou Giulia para Bruna puxando ela.

A coisa era rápida, rápida até demais. As duas corriam sem rumo pelo parque na esperança de encontrar algum policial no lugar, porém não havia nem uma alma por ali. De repente, Bruna escapa das mãos de Giulia, que para abruptamente para olhar para trás. Sua namorada estava nos braços do monstro, da coisa.

-Solte ela, se não...

-Se não o que?- Sibilou o monstro- Vai me matar?- A mulher começou a rir enquanto se aproximava.

-Mate-a!- Ordenou.

Num piscar de olhos Bruna foi dividida ao meio, seu sangue jorrou na grama do parque. Giulia levou as mãos à cabeça, não acreditava que aquilo estava realmente acontecendo. A mulher e a criatura riam.

-Agora mate a bastarda!

Mas Giulia não pretendia ficar ali parada, partiu para o monstro e começou a bater na criatura com um galho grosso que havia achado no chão. A criatura nem se mexia, os ataques dela nem pareciam surtir efeito. Giulia tentou estrangular a mulher com penas estranha e por um momento pareceu realmente conseguir, porém a criatura jogou-a longe, fazendo-a bater as costas em uma arvore próxima.

Nesse momento ouviu-se o som de uma águia gritando e então uma espada caiu do lado da garota. A italiana não parou para entender, apenas brandiu a espada e começou a lutar contra o monstro, que estava tendo dificuldades para se defender agora que a luta estava mais justa.

Giulia não era boa com a arma, mas conseguia executar alguns ataques contra a besta. A mulher ficava de longe olhando as duas se gradeando. O monstro deu um murro no rosto de Giulia fazendo-a ficar tonta, mas mesmo assim ela teve agilidade o suficiente para acertar um corte na pata de bode da criatura.

Ambas caíram no chão, Giulia mais ferida que o monstro, que segundos depois se levantou como se nada tivesse acontecido. Ela ainda ficou no chão, seu nariz sangrando e sua cabeça girando e girando.

-Levanta!- Rosnou o monstro a agarrando pelo pescoço.

A garota se debateu tentando inutilmente se libertar, sua espada havia caído no chão. Ela sabia que ia morrer, mas mesmo assim não parava de tentar se soltar, ela não queria morrer sem nem mesmo tentar.

-Vá rápido, ele está chegando!- Falou a mulher com urgência.

Giulia foi atirada novamente contra uma árvore, mas ficou de pé mesmo assim e correu até a besta... Mas não era o suficiente, ela não era tão rápida e forte. O monstro parecia nem estar usando toda a sua força para bater nela, mas mesmo assim seus golpes faziam sangue sair pela boca da garota. Ela ainda certou dois golpes no rosto da criatura, mas por fim se viu vencida aos pés da mulher com o olhar esnobe.

-Porque?- Perguntou ela caída no chão. Seu corpo doía mais que tudo.

-Porque?!- Ela riu- Você não precisaria sofrer tanto se não fosse filha de quem é, queria. Isso é puro azar! Talvez você sirva de exemplo para Zeus não voltar a me fazer de idiota...- O céu estremeceu e a figura de um homem pode ser vista saindo por entre as árvores.

-Chega, Hera. Eu disse que não queria que você voltasse a perseguir meus filhos- Ele era alto e vestia um terno.

-Você disse que não ia voltar a se deitar com as mortais!

-Eu não disse isso... Você que me interpretou errado!- Ele andou até a garota no chão, se abaixou e acariciou sua cabeça- Durma criança, quando acordar estará em um lugar seguro...- Foi a última coisa que ela ouviu.

Sonhou novamente aquele sonho de estar voando. Era tudo muito real: O voo, o monstro, o a mulher esnobe... Mas ela tinha certeza de que quando abrisse os olhos estaria de volta em casa, então ela os abriu.

Se deparou com um lugar que parecia uma enfermaria. Haviam algumas pessoas pelo local, algumas deitadas, outras sentada e outros cuidando dos anteriores. Giulia se sentou na cama levando a mão à cabeça, porém um rapaz a deitou novamente dizendo que ela não devia se mexer e que ia chamar um tal de Quíron.

...

Faziam duas semanas que ela havia chegado no local e ainda se sentia uma estranha. As pessoas tinham começado a sussurrar quando ela passava desde quando Zeus tinha reclamado ela como sua filha, a três dias atrás.

Nesse meio tempo ela havia começado a aprender a lutar e a escalar, ainda não estava muito boa, mas tinha um futuro grandioso... Bom, era o que todos falavam. Seus “pais” não entendiam muito bem a situação, Quíron disse que por hora era para eles pensarem que ela fugiu de casa, seria menos perigoso se eles não soubessem a verdade.

Então lá estava ela, em uma acampamento cheio de semideuses. Bom, ela sempre soube que era especial mesmo!


Habilidades: Força e Agilidade

Presentes de reclamação:

♦ Escudo – Suporta ataques e feitiços fracos, podendo absorver energia de raios e usando-o junto da espada. Feito de titânio com as bordas de ouro, quando usado por um filho (a) de Zeus não pesa, mas com outros meio-sangues pode pesar muito. Transmuta-se em um bracelete.

♦ Espada – Feita de titânio, assim como o escudo, sua lâmina pode ferir tanto semideuses quanto mortais. Tem 90cm de lâmina e 15cm na base que é azul escuro com pequenas pedras lunares, o manuseio é perfeito para filhos de Zeus, quando absorvida a energia de raios a espada fica mais forte. Transmuta-se em um colar em forma de raio.
♦ Mini Raio Mestre - Tem ¼ do poder do Raio de Zeus, a corrente elétrica que há nele pode gerar mais alguns raios pequenos que causam graves queimaduras.



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Re: Teste para Filhos de Zeus

Mensagem por Zeus em Seg 4 Abr 2016 - 21:52

Avaliações
Aprovada
Você escreve razoavelmente, encontrei vários errinhos, nada muito gritante e sua história foi satisfatória. Tens muito a melhorar, mas vai ir aprendendo aos poucos.

~ATT
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Re: Teste para Filhos de Zeus

Mensagem por Brian O. Johnson em Seg 6 Jun 2016 - 23:08








Being different is normal


Nome:

Brian Ollie Johnson

Idade:

18

Porque quer ser reclamado por esse Deus:

Por que devo ser reclamado por Zeus? Bom, o que me leva a ter a certeza de ser reclamado é o fato de que eu o orgulharei como pai, isso, ele terá orgulho e ter-me como sua prole, pois através de mim ele ouvirá várias canções de como um filho de Zeus fez coisas magnífica, que só descendentes do deus dos deuses poderia fazer. Outro motivo que ele deveria me aceitar é pelo fato de que não serei um campista comum, terei a personalidade do filho de Zeus, a liderança, a coragem. Possui outras características de Zeus, como a arrogância, a impaciência, mas também possui o coração de pai, é preocupado com aqueles que estão sob sua responsabilidade, sobre todos que estão protegido por ele.

História e luta:

Eram 23:00, o silêncio era notório naquele lugar, percebia que, embora tivesse completado 18 anos e chegasse no período tão desejado e esperado pelos adolescentes, a "maioridade". Suspirei lentamente e fechei os olhos, não era o que eu esperava, nem o que eu imaginava. Apenas mais um ano normal, com a diferença de que a partir de agora sou eu quem me responsabilizo pelos meus próprios atos, eu me responsabilizo pelas minhas falas e etc. Levantei da cama e fui até a janela, a noite gélida estava diferente das noites anteriores, algo não me cheirava bem, algo não estava certo, eu sentia que, dentro de mim, havia um incômodo persuadindo-me a correr daquele lugar, a fugir, a me esconder, entretanto, outro lado de meu corpo me falava para permanecer e lutar com o que aparecesse. Eu sou um tanto estranho. Bocejei um pouco e voltei a dormir.

...

O despertador tocara, era a hora de ir para meu último ano no colegial, o quarto colégio que vou entre 2015 e 2016 por motivos que não é compreensível por qualquer pessoa que ouve as histórias, dou uma risada, acontece que geralmente destruo as coisas do colégio sem intenção. Após o banho e o café, chego no colégio, mas dessa vez é diferente. Richard, meu amigo estranho, estava pálido e olhava ao redor com medo, ele estava preocupado com algo e veio até mim correndo de uma forma que jamais vi antes. - Brian, vamos correr, depois te explico! - Ele falou e já me puxou com uma força que fiquei impotente, sem poder reagir, apenas deixei-me levar pelo meu amigo.

...

Aconteceu o inesperado: O meu amigo é um sátiro e me disse que é meu protetor, que eu sou um semi-deus, filho de um deus que desceu para cá, iludiu a minha mãe, usou dela e depois desapareceu, foi embora, e a deixou grávida com um bebê de nariz sujo. Isso é desumano, não consigo perdoar este deus, mas algo dentro de mim, sem que eu consiga controlar, me faz ter uma sensação de respeito para com meu pai que até agora eu desconheço e, de acordo com o sátiro, devo fazer algo para que ele me reconheça como seu filho. Estávamos agora de carro, eu, o sátiro, minha mãe e minha melhor amigapara um tal de acampamento Meio Sangue, o único lugar que todos que são como eu estão seguros, pois lá é proibida a entrada de monstros.
Chegamos à uma colina em que começamos a andar em direção da entrada deste Acampamento e antes de chegarmos, algo nos impede: Duas criaturas, dois cães gigantes, possuem pelo negro e olhos vermelhos, além de aparentarem possuir grande força e velocidade. Ambos correm em direção a nós, o sátiro começa a berrar feito uma cabra amedrontada sem saber o que fazer, mas depois pega um enorme bastão de suas costas e consegue acertar um dos cães, repelindo o cão para longe. Nunca fui de fugir de uma batalha, tenho personalidade forte e um orgulho um tanto grande, avistei um galho que aparenta ser resistente, corri e o peguei, respirei fundo e voltei correndo até o outro cão, tentei desferir um golpe de cima para baixo, mas foi em vão, o cão se desviara e me ataca com um tipo de cabeçada que faz com que minhas costelas quase quebrem e me faça cair impotente no chão sem poder me mover.

...

O sátiro utiliza um tipo de trompa alarmando todos no Acampamento, antes de desmaiar tudo o que consigo ver são semblantes surgindo, vultos, e aí desmaio. Acordo em um tipo de enfermaria todo dolorido e buscando explicações.
Cheguei neste tal de acampamento Meio-Sangue a qual Richard falara, era um Acampamento incrível e gigante, protegido magicamente, segundo Richard, apenas meios-sangues podem adentrar aqui, monstros, como os cães, não entram, por isso que sobrevivemos!
Sentia cada vez mais algo forte dentro de mim, uma vontade de lutar, de treinar, eu sempre fui assim, mas estava se ampliando. Era mais um dia tranquilo no Acampamento Meio-Sangue, me levantei do Chalé de Hermes, peguei uma espada de madeira, preferia de ferro mas não era liberado para os indefinidos, e parti para um lugar isolado, sozinho, na floresta. Cheguei lá e comecei a desferir golpes nos troncos das árvores, tirando lascas e lascas de madeira aos poucos, até que a árvore parecesse desfalecida. Treinei durante horas até não haver energia alguma, estava totalmente ofegante, desgastado, mas ainda com uma vontade imensa de treinar, de lutar, de matar!

...

Pouco tempo depois, um barulho veio das árvores e havia uma espécie de ave, de acordo com o que Richard havia falado, era uma harpia. Ela partiu pra cima de mim sem hesitar, eu estranhei, não queria matá-la, pois acabei de chegar, mas ela estava vindo com olhar de morte, fiz uma base que me ajude a atacar e defender, pus o braço que estava com a espada a frente do outro, ergui o braço e desferi um golpe de cima pra baixo acertando em cheio a cabeça da ave, que cambaleia um pouco e cai pra trás. Sorri confiante, mas pouco tempo depois ela se ergue e me ataca em uma velocidade imensurável, desvia dos meus dois ataques e me acerta em cheio me ferindo.
Sentia uma dor estranha, foi um simples ataque, como poderia ter me ferido de tal maneira? Mas então senti algo queimar dentro de mim, uma força surgiu repentinamente, me ergui renovado e corri em direção da ave, desferi golpes velozes e potentes fazendo a ave se assustar, alguns dos golpes desferidos atingiram a ave, a mesma berra de dor, mas me ataca novamente com várias bicadas que ferem meu braço direito, este erguido como uma forma de defesa, com o escudo.
Respirei fundo, sentia-me forte, a luta me deixava forte, o ar me deixava forte, sons de trovão, aparição de relâmpagos e raios me deixavam mais forte, pode parecer loucura mas senti até meus músculos crescerem, corri em direção da harpia e desferi golpes vindo da esquerda para a direita e da direita para a esquerda, acertei incontáveis vezes na harpia que não pôde fazer nada a não ser fugir. Apareceu um raio acima de minha cabeça, todos chegaram por conta do barulho e Richard sorriu pra mim: -Parabéns, filho de Zeus. -

Habilidades:

Força (1-10) 0100
Mira/Precisão (0-10) 0000
Agilidade (1-10) 0100
Defesa (0-10) 0000
Resistência (0-10) 0000
Instinto de Sobrevivência (0-10) 0000
Persuasão (0-10) 0000

Presentes de reclamação:

♦ Escudo – Suporta ataques e feitiços fracos, podendo absorver energia de raios e usando-o junto da espada. Feito de titânio com as bordas de ouro, quando usado por um filho (a) de Zeus não pesa, mas com outros meio-sangues pode pesar muito. Transmuta-se em um bracelete.
♦ Espada – Feita de titânio, assim como o escudo, sua lâmina pode ferir tanto semideuses quanto mortais. Tem 90cm de lâmina e 15cm na base que é azul escuro com pequenas pedras lunares, o manuseio é perfeito para filhos de Zeus, quando absorvida a energia de raios a espada fica mais forte. Transmuta-se em um colar em forma de raio.
♦ Mini Raio Mestre - Tem ¼ do poder do Raio de Zeus, a corrente elétrica que há nele pode gerar mais alguns raios pequenos que causam graves queimaduras.
We don't need your money, money, money We just wanna make the world dance Forget about the price tag Ain't about the (ha) ch-ching ch-ing Aint about the (yeah) ba-bling ba-bling Wanna make the world dance forget about the price tag



Última edição por Pabuloso S. Barros em Seg 6 Jun 2016 - 23:11, editado 1 vez(es)

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Re: Teste para Filhos de Zeus

Mensagem por Zeus em Ter 7 Jun 2016 - 21:24

Avaliações

Reprovado
Então.
Seu teste foi razoável, em cima do muro. Faltaram detalhes, muitos detalhes, tudo foi extremamente rápido o que deixou a história bem vaga, se fosse uma prole qualquer não vejo problema, mas o teste para prole dos Três Grandes consiste em uma maior elaboração da história. Também gostaria de salientar que uma harpia, jamais, atacaria de dia dentro do acampamento, você fez sua história parecer simples, como se nem ao menos fosse um semideus, como se tivesse vivido 18 anos completamente normais, sem nenhum sinal de seu odor divino. Pelos 11 anos o cheiro se torna mais forte para qualquer um, imagina então para uma prole de Zeus?
Corrija suas incoerências, detalhe mais, cuidado com sua narração, têm horas que está no passado, outras no futuro. Revise bem e cuide com o plural e o singular.

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Re: Teste para Filhos de Zeus

Mensagem por Anne Elizabeth Banks em Qui 17 Nov 2016 - 19:22

Teste para filha de Zeus

Nome completo: Anne Elizabeth Banks
Idade: Seis anos
Por que quer ser reclamada por esse deus? Gostaria de ser reclamada por Zeus, pois acredito que combina com o psicológico da personagem que possui um temperamento mais calado, com um humor um tanto quanto estranho por assim dizer e explosivo. Contudo, ao mesmo tempo, é espontânea como sua mãe mortal. Também acho que a liderança nata da personagem faria com que ela se tornasse uma filha de Zeus excepcional já que, por mais que ela fique zangada com alguém, seu senso de justiça é grande o suficiente para que, mesmo debaixo de alguns palavrões e vários xingamentos, ela “pulasse de volta na bola de neve” para salvar a pessoa. Enfim, combina com a trama e a personalidade dela.
História e cena de luta: (consta abaixo)

O começo de tudo...

Era uma madrugada chuvosa em Londres, mas isso não era motivo para que na mansão dos Banks, em uma região mais afastada do centro da cidade, a vida não continuasse movimentada. Sentada no sofá, uma mulher alta de corpo esguio e cabelos loiros presos em um coque no alto da cabeça, continuava a passar as mãos sobre o próprio colo, alisando o vestido de seda perfeitamente passado. Nos olhos extremamente azuis, uma maquiagem leve havia sido feita, assim como o batom vermelho que ressaltava os lábios voluptuosos. Foi então que o mordomo adentrou na sala de estar. — Tens visita, madame. Ele falou com a voz entediada de sempre, com um sotaque inglês que qualquer um tinha certeza de suas origens no instante em que ele pronunciava a primeira palavra. — Oh céus, Joffrey! A essa hora? Não sabe de quem se trata? Ela perguntou em uma falsa surpresa. Mas, na verdade, até mesmo ela já sabia quem era seu visitante oculto já que o aguardava fazia três dias. Seu último encontro com ele havia sido na saída do teatro quando, após uma breve conversa, um encontro entre os dois fora marcado. Estalando os dedos como se quisesse se lembrar do nome, o mordomo apenas elevou as sobrancelhas antes de responder com um tom de voz confuso. — Não, madame. Mas ele parece determinado a vê-la. Respondeu o homem cuja calvície começava a revelar os primeiros sinais da idade, indo do topo de sua cabeça até quase sua nuca. — Faça-o entrar. Respondeu a mulher e, após uma breve reverência, ele se retirou.

Levantando-se, a mulher de vinte e dois anos ajeitou o vestido, verificando qualquer amassado, enquanto os passos firmes de Zeus se aproximavam do Hall. Ele não escolheria qualquer uma, especialmente, porque sabia o quão raras eram suas escapadas do Olimpo para ter relacionamentos com mortais. Mas se tinha algo que conseguia atrair a sua atenção era a beleza física e isso Ashley possuía em uma intensidade chamativa. Abrindo um largo sorriso para o homem vestido com um terno riscado e uma gravata que ressaltava ainda mais seus olhos, ela esperou que ele se aproximasse e, após pegar a mão da mulher, beijou as costas dessa com suavidade. Durante o contato dos lábios do imortal com a pele de Ashley Banks, Zeus não resistiu em elevar os olhos na direção à face dela, abrindo um sorriso ao perceber que a mesma começava a ficar ofegante apenas pela sua presença.

Voltando a ficar ereto, o deus manteve a mão da loira entre seus dedos antes de abrir um sorriso caloroso ao perguntar. — Está pronta para irmos, querida? Questionou, recebendo um sorriso aéreo da mulher que respondia imediatamente. — Sim, sim. Vamos. Logo em seguida, os dois partiram em direção à porta de saída da mansão. Contudo, Ashley não fazia ideia de quem olhava aquela cena do Olimpo. Hera, sentada em seu trono, soltou um berro de ira ao perceber que mais uma vez estaria sendo traída. Então, em um rápido movimento com a mão, a imortal desfez a névoa por onde espiava seu marido em um novo relacionamento com mortais. Um momento de silêncio se fez no salão dos tronos, até que o olhar maldoso se formou no rosto da deusa da fidelidade que vociferava para si mesma. — Ah… Dessa vez, quero ver me impedirem. A criaturinha bastarda não me escapa. Sim, ela já estava fadada dos relacionamentos de seu marido fora do casamento e, decidida a ter sua vingança, só precisaria esperar que o fruto de mais uma traição nascesse.

Seis anos depois e a descoberta sobre Brigite...

— Menina, vamos! Não é tão ruim! Forcejava a babá, tentando puxar uma garotinha de seis anos pelo pulso em direção ao closet. — Não! Não quero! Odeio esses vestidos! Pinicam! Retrucava Elizabeth com os dentes cerrados, puxando o braço de volta. A menina era uma teimosa nata, isso não se podia negar. Correndo no mesmo lugar sobre o chão de mármore, tentava se desvencilhar para fugir. — Senhorita Elizabeth, é só um vestido. Retrucava a empregada que observava a cena dos corredores, enquanto tinha em mãos uma pilha de toalhas dobradas. Imediatamente, os olhos azuis elétricos estreitos por uma grossa camada de cílios negros se voltaram para a última a falar. — Não é não. É uma opressão dos meus direitos. A resposta, mesmo que não tivesse esse intuito, acabou causando uma gargalhada em conjunto entre as duas. — Mas que direitos, mada… Começou a perguntar a babá antes da menina pisar com força sobre os dedos do seu pé e sair correndo em direção aos jardins. Em seu corpo, trajava apenas uma blusa regata branca e um short jeans, enquanto seus cabelos pareciam ter servido de ringue de luta livre para um bando de ratos cegos. Sedosos fios negros como o breu se voltavam cada um para a direção que desejassem, tão rebeldes quanto a menina que os possuía.

Já no gramado que contornava a casa, Elizabeth corria para o meio das árvores sempre olhando para trás de tempos em tempos para verificar se estava sendo seguida. Logo, ao perceber que já se encontrava sozinha entre as árvores de copas fechadas, um sorriso brotou em seus lábios, deixando os dentes alvos e perfeitamente alinhados à mostra. — Isso… A menina murmurou em comemoração, antes de cessar as passadas e, distraidamente, olhar para frente avistando um par de olhos brilhantes, flutuando na escuridão. Eles a encaravam de forma fixa, sedentos por sangue. Qualquer menina da sua idade teria fugido, gritado ou até mesmo ficado assustada. Mas, naquele instante, a curiosidade começou a tomar conta de sua mente e seus pés já se encontravam fixos no chão como troncos de árvores milenares. — Quem está aí? Elizabeth perguntou, deixando que sua voz infantil ecoasse pelo local e o único som emitido como resposta fora um grunhido feroz e faminto. — Prole dos raios… O dono dos olhos murmurou em seguida, causando um olhar confuso no rosto infantil da menina. — O que disse? Repita! Ela falou com a voz rouca característica, findando com um erguer do queixo, como se tentasse intimidar a criatura de voz feminina e sedutora. Essa, contudo, apenas deixou que uma risada ecoasse pelo local, acompanhando o som de galhos sendo esmagados sobre o chão e de alguma coisa pesada que rastejava sobre as folhas secas do Outono.

— Vejo que tens coragem, garotinha. E como se parece com ele… A voz parecia saborear cada palavra dita, enquanto Elizabeth permanecia encarando-a, imóvel, com os punhos cerrados ao lado do corpo. — Deixe que eu veja seu rosto! A pequena ordenou, erguendo o queixo novamente, enquanto faíscas pareciam sair de seus olhos. — Que seu desejo seja uma ordem… Alteza. Essas foram as últimas coisas ouvidas antes de uma mulher surgir da escuridão, armada com um escudo em um antebraço esquerdo e, na mão livre, um arco que tinha como mira a testa da criança. Tombando dois passos para trás, por um momento, o olhar de Elizabeth se arregalou com a visão da criatura. Entretanto, quando a flecha foi levada para trás, prestes a ser disparada, uma faca cortou o ar, acertando em cheio a mão da Dracanae que soltou um urro de dor. Imediatamente, Elizabeth sentiu seu corpo ser puxado, arrastando-a para perto de um tronco onde foi colocada com as costas escoradas na madeira. — Onde você está?! Vociferava a criatura bestial, enquanto a mente da criança ainda procurava alguma explicação lógica no olhar de Brigite para aquilo tudo. — Você está bem? Perguntava ela e a menina apenas assentiu em resposta para a babá. — Fique aqui. E me obedeça, ao menos dessa vez. Ela falou e, pela primeira vez, no tom de voz de Brigite havia um fundo de admiração aos ouvidos da pequena Elizabeth, como se aquela teimosia e impetuosidade fossem um motivo de orgulho e não chateação.

Sem pensar duas vezes, a mais velha arrancou o pingente do colar em seu pescoço, transformando-o em uma espada e correu em direção ao monstro que advertia enraivecido. — Não se meta nos assuntos da rainha, Brigite. Sabe muito bem que não é algo que se possa evitar. Ao ouvir aquelas palavras, uma expressão confusa se formou na face infantil de Elizabeth que, deixando-se levar pela sua impulsividade e curiosidade, girou sobre os calcanhares ficando de frente para o tronco da árvore e espiando pelas frestas dos galhos o que acontecia. — Dessa vez não. Brigite deixou que as palavras saíssem como latidos, trincando o maxilar e correu até a mulher, começando uma batalha. Realizando um corte diagonal vindo da esquerda para a direita, a Dracanae se defendeu da prole de Apolo ao colocar o escudo na frente de seu corpo, deixando que o objeto amortecesse o golpe. O som da lâmina contra a superfície do metal ecoou por todo ambiente, fazendo com que Elizabeth encolhesse os ombros sutilmente, mas a luta continuava de forma intensa. Deferindo mais um golpe, a lâmina de Brigite girou da direita para a esquerda, mirando a região do pescoço do monstro que usou de um movimento da cauda, acertando a região do estômago da semideusa. Essa, por sua vez, tombou para trás, caindo de costas contra o gramado.

Percebendo que a garota estava em uma situação ainda mais complicada, Elizabeth franziu as sobrancelhas, olhando em volta até que encontrou uma pedra que tinha o tamanho da palma de sua mão. Colocando-a no bolso, a menina não parou sequer para pensar nos riscos que estava assumindo. Brigite poderia ser extremamente irritante, mas Anne estava decidida a interferir naquela situação. Segurando-se nos galhos, a menina começou a subir na árvore de forma silenciosa e rápida, encaminhando-se para uma das ramificações da árvore que se estendia até acima de onde a Dracanae estava. A fera já segurava o arco novamente, armando-o com uma flecha e se preparando para atirar. — Veja só a ironia, garota. Dessa vez, quem vai morrer vai ser você, não seu protegido. Agora grite, isso só deixa tudo mais divertido. O monstro se deleitava com a frase, parecendo querer aproveitar cada segundo antes de saborear a carne da filha de Apolo. Do alto, Elizabeth mordeu o canto da boca e assim que se viu sentada sobre o lugar onde estava o monstro, a menina tirou a única arma que havia encontrado para se defender de uma possível ofensiva: a pedra. Felizmente, o corpo da criança era miúdo e o galho grosso o suficiente para que a ramificação não fizesse barulhos consideráveis para alertar a Dracanae. Então, Elizabeth não hesitou. Pulando em cima da criatura que tombou contra o chão ao sentir o baque, a pequena passou a golpear com o máximo de força que conseguia antes de sentir algo envolver em sua cintura, arremessando-a para longe. O monstro havia usado de uma de suas caudas para uma defesa estratégica e fora graças a Brigite que a menina conseguiu evitar uma pancada com a cabeça em uma pedra. A babá havia aproveitado aquela distração para tentar uma aproximação por trás das duas e conseguiu interferir. — Vem, vamos dar o fora daqui. Ela falou em um tom alarmado, puxando a menina pelo braço para frente de seu corpo. Subitamente, sua pulseira se tornou um escudo reluzente, protegendo ambas das flechas que eram lançadas pela sua adversária. — A rainha virá atrás de vocês duas por isso! Ela ficará sabendo quem interferiu nos planos divinos mais uma vez! Urrava a fera, furiosa. — Avise a ela que é o que eu faço de melhor. Debochava Brigite em meio à corrida.

Ao passar pela frente da casa, Brigite fez uma pausa na corrida e, de trás dos arbustos, retirou duas mochilas atirando uma na direção da mais nova antes de voltar a puxá-la pelo braço. Ao menos, era a ideia se Elizabeth não se recusasse a sair dali. Com as sobrancelhas unidas e uma expressão teimosa, a criança soltou o braço e falou pausadamente. — O que era aquela coisa? E eu quero a verdade. Ordenava, sem demonstrar qualquer sinal de que cederia conforme encarava a babá. — Não temos tempo para isso. Ela já descobriu onde você está. Mais deles virão. A mais velha retrucou, tentando puxar a menina pela mão mais uma vez. E, mais uma vez, Elizabeth se soltou, cruzando os braços com os olhos fixos nos dela. Suspirando em rendição, Brigite se abaixou diante da menina e segurou em seus ombros, tentando manter a calma. — Seu pai me contratou, digamos assim, para lhe proteger. Ele sabia o que aconteceria mais cedo ou mais tarde e quer que eu leve você para um local seguro, para manter você e sua mãe vivas. Mas, para isso acontecer, eu preciso que você colabore. Acha que pode confiar em mim? Perguntou a garota e, por alguns instantes, Anne ponderou antes de assentir em resposta. Então, ambas saíram correndo do local em direção ao aeroporto onde um avião estava esperando pelas duas por ordens do deus.

O sonho...

Sentada na poltrona do avião, Elizabeth não abriu a boca um instante sequer. Permanecia encarando a janela, abraçada em sua mochila, até que o cansaço de toda aquela confusão começava a tomar conta do corpo da menina, fazendo com que suas pálpebras pesassem cada vez mais. Então, ela adormeceu. Da escuridão de seus olhos fechados, tudo começou a tomar forma e uma clareira começou a se tornar mais nítida, com uma imensa fogueira em seu centro. Das chamas dessa se desprendiam nuvens de fumaça negra, adornadas por filetes vermelhos como o sangue. O cheiro no local era de carne já em decomposição. Todavia, a curiosidade de Elizabeth não era algo controlável e novamente tomava conta dos movimentos de Elizabeth que, de forma cautelosa, se aproximava das línguas de fogo. Formando uma expressão confusa na face, a menina tentava ignorar o odor conforme percebia que o aglomerado de fumaça não se dissipava, assumindo o formato de um rosto feminino. Essa possuía uma coroa pontuda sobre os cachos que contornavam os traços de uma mulher furiosa que, de forma imprevisível, soltou um berro irritado e passou a se deslocar em alta velocidade na direção da menina que permanecia no lugar, em estado de choque. Elizabeth, contudo, só não foi atingida por uma força invisível que a puxou para longe com uma velocidade ainda maior.

Sendo levada para trás, as formas ao seu redor passaram a se tornar apenas vultos coloridos, mas, peculiarmente, a menina não resistiu. Ela deixava-se levar com uma calma impressionante. Ao pousar os pés novamente no chão, fitou em volta, percebendo um cenário exatamente o oposto do primeiro. Do chão claro, nuvens se desprendiam, flutuando pelo cômodo. Quando elevou os olhos azuis, percebeu um céu cujos raios cruzavam de um canto ao outro, chovendo, mas sem molhar a menina que deixava o sorriso se alastrar em seu rosto, fascinada. — Também gosto de olhar para eles, acalmam. Não concorda? Perguntou uma voz masculina que surgiu do nada ao seu lado. Subitamente, Elizabeth encarou de onde vinham as palavras e se deparou com um homem de cabelos negros e lisos. Seus olhos eram azuis e penetrantes, com uma tonalidade da cor jamais vista antes. Depois de tudo que ela havia presenciado até aquele momento, ela não se assustava mais tão fácil. A menina sorriu ao homem com uma espontaneidade genuína, concordando com a cabeça sobre a pergunta feita. — Como cresceu… Já está quase uma moça, linda como sua mãe. Sabe quem sou eu? Perguntou o homem antes de receber uma resposta negativa de Elizabeth. Então, ajeitando uma mecha da criança atrás de sua orelha, o deus deu uma risada entre dentes sustentando o olhar no dela. — Sou seu pai, Lizzie e, mesmo que o tempo que temos juntos seja pouco, tenho que lhe dizer algumas coisas, filha. Por mais que eu quisesse dizer que tudo vai ficar bem, antes de melhorar, preciso que saiba que as coisas vão piorar eu quero que você seja a menina forte que sei que você é. Acha que pode fazer isso? Perguntou o deus. Elizabeth apenas concordou com um assentir da cabeça, tendo um olhar atento e focado (talvez, pela primeira vez na sua vida). — Obrigada. Zeus respondeu, antes de continuar. — Você precisa obedecer Brigite até chegar no acampamento. Ela pode pegar no seu pé, mas é uma boa garota e sabe o que faz. Jamais colocaria alguém para lhe proteger se não tivesse certeza que fosse capaz da tarefa. Por fim, o homem parecia tentar escolher as palavras com mais cuidado, pois sabia que a hora da despedida estava próxima. — Mais uma coisa, em sua mochila eu coloquei algo que vai ser de muita utilidade para sua vida a partir de hoje. E, quando chegar ao seu destino, não se assuste com o que vai ver. Agora eu preciso ir…

Conforme via a figura masculina se levantando, uma expressão teimosa se formou no rosto da menina, arrancando um sorriso do deus. — Não vai, papai. Elizabeth, protestou antes dele afagar os cabelos da filha. — Eu preciso. Porém antes, vou deixar que me faça uma pergunta. Qualquer uma. Comunicou o deus. Anne pensou por alguns instantes antes de voltar o olhar para o progenitor. — Qual o seu nome? A pergunta foi pronunciada. Diante de todas as possibilidades sobre o que poderia saber, por mais que fosse uma pergunta um tanto quanto tola aos olhos da maioria, era algo de extrema importância para Elizabeth. Agachando, o imortal ficou da altura próxima a da menina antes de sussurrar próximo ao seu ouvido. — Zeus. Imediatamente, a forma física do deus foi substituída por algo fluído, semelhante a uma imagem feita de nuvens, desfazendo-se pelo ar. Então, assim que se tornou invisível aos olhos da criança, um forte trovão cruzou o céu fazendo com que Elizabeth acordasse subitamente. Ela olhava em volta, percebendo que ainda estava no avião e que tudo estava calmo. Logo, novamente levada pela sua curiosidade, a menina abriu a mochila em seu colo, levando a mão ao seu interior, tentando reconhecer através do tato algo de diferente. Porém, sem perceber que Brigite estava acordada, assim que Anne sentiu os dedos no cabo do mini raio, a menina acabou por dar um pulo da cadeira ao ouvir a voz da mais velha. — Está tudo bem? Perguntou a semideusa, franzindo a testa ao perceber que Anne fechava a mochila rapidamente e colocava o seu sorriso mais convincente no rosto. — Sim, sim. Falta muito para chegar? A mais nova questionou. Então a filha de Apolo apenas negou com o rosto de forma desconfiada e desviou o olhar. Em pensamento, Elizabeth suspirou aliviada, espiando sorrateiramente para dentro da mochila e abrindo um sorriso fascinado ao vislumbrar a arma. Todavia, voltou a largá-la no interior da bolsa, fechando-a rapidamente.



O lanche que quase matou...

— Fica perto de mim e, se perguntarem, é minha irmã caçula, está bem? Já no aeroporto, a filha de Apolo dava as primeiras instruções para que conseguissem passar sem chamar muita atenção. Sua expressão já revelava que alguma coisa estava errada, mas nenhuma das duas sabia o que aconteceria a seguir. Saindo da zona de desembarque, a mais velha sentiu o estômago roncar e fitou a menina. — Está com fome? Questionou para Elizabeth que abriu um sorriso de orelha a orelha, assentindo freneticamente. — Vem, acho que um lanchinho não vai nos matar. Falou, levando a menina pela mão até a praça de alimentação e colocando ela sentada em uma cadeira antes de advertir. — Não fale com estranhos e, qualquer coisa, pelos deuses, berra. Está combinando? Perguntou a mais velha. — Sim! Elizabeth respondeu imediatamente, passando então a observar Brigite caminhar até uma das lanchonetes. Após alguns instantes girando no assento, uma voz conhecida chegou aos ouvidos da menina. — Que olhos lindos, mocinha. Falou uma mulher, atraindo a atenção e o olhar de Anne que virou o rosto na sua direção, em silêncio. Afinal, havia feito uma promessa ao seu recém-conhecido pai sobre se esforçar para obedecer Brigite. A expressão no rosto da pequena era neutra, contudo, porém os olhos varriam cada detalhe do físico da mulher, como se procurasse rastros de serpentes no lugar de suas pernas.

— Qual o seu nome? A desconhecida tornou a se pronunciar, sem obter nenhum sinal de resposta. Então, determinada a se aproximar da menina, a mulher se levantou e sentou na cadeira ao lado dela. Observando tal atitude, desconfiada, Elizabeth saiu de seu lugar e dando a volta na mesa, puxando sua mochila junto de si e mantendo o olhar fixo na moça à sua frente. — Olha, você parece faminta. Eu tenho um doce, você quer, Elizabeth? Questionou a mulher e, no mesmo instante, um olhar confuso se formou no rosto da garotinha que, estreitando os olhos, perguntou. — Como sabe o meu nome? Porém, antes que tivesse qualquer resposta, algo desviou a atenção das duas da conversa. Brigite, que voltava com o lanche e percebeu a cena, gritou para a criança. — Lizzie, cuidado! A mulher, então, transformou-se em uma ave com o rosto humano e, imediatamente, usou a garra para envolver o pulso da mais nova com força. — Se você soubesse o preço que Hera colocou em sua cabeça, não colocaria o nariz para fora do acampamento, garota. Conforme ouvia o monstro vociferar, Elizabeth puxava seu braço de volta, batia e mordia a mão da fera, tudo para se soltar. Enquanto isso, Brigite transformava seu anel em um arco dourado pronta para disparar a primeira flecha. — Abaixa, Lizzie! Berrou a semideusa para a mais nova que, sem hesitar, abaixou o tronco e o projétil passou raspando pela fera, abrindo um corte superficial na Fúria que soltou um urro de dor. — Maldita! O monstro gritou com o maxilar trincado. Mas essa fora a deixa que Elizabeth precisava para aproveitar esses milésimos de segundo de distração para se soltar. Então, pegando sua mochila, começou a correr para longe da galinha endemoniada. Porém, após se distanciar a batalha que acontecia entre a Fúria e Brigite, algo cessou sua fuga. A sensação do chão retumbando no ritmo de passadas fez com que a menina assumisse em seu rosto uma expressão de terror ao ver um ciclope armado de uma clava, parando diante dela e levando a mão gigante em sua direção. Elizabeth tentou escapar, mas suas pernas miúdas não conseguiram vencer o tamanho do braço da fera que envolveu seu corpo entre os dedos, começando a levar até a boca. — Me solta, seu esquisitão! A menina falava com a voz abafada, já sentindo indícios do ar faltando em seus pulmões, quando a lembrança do presente de seu pai lhe veio em mente. De forma desesperada, então, Anne espremeu os braços no espaço restrito, procurando em sua mochila o mini raio e, já sentindo a visão começar a escurecer, segurou no cabo da arma, cravando contra a pele do ciclope. Esse, por sua vez, soltou um berro de agonia, deixando que a menina caísse no chão.

Assim que seu corpo tocou o cimento, um gemido de dor escapou pelos seus lábios, enquanto o rosto infantil se retorceu. — Comida machucou Paul! Agora Paul machuca comida. O monstro falava de forma pausada, como se tivesse pouco domínio da língua, antes de elevar o pé. Sem tempo para pensar na dor aguda que sentia em suas costelas, a menina segurou a alça da mochila, correndo de quatro para debaixo de uma das mesas. Então, ao sentir o peso da pisada da criatura contra o cimento, acabou por quicar no chão. De relance, percebeu que Brigite estava dando conta da Fúria, então, quando espiou por debaixo do tampo de metal da mesa, viu a clava do ciclope vindo com força contra o lugar onde estava. Engatinhando para a mesa seguinte, a menina conseguiu escapar a tempo da pancada que, mais uma vez, fez com que ela quicasse. Porém, antes que pudesse escapar de mais um golpe da arma de seu monstro, essa acertou em cheio a fileira de mesas onde estava, fazendo-as voar para longe.

Desesperada, ela não pensou duas vezes antes de se levantar e sair correndo em um zigue zague por entre as mesas e cadeiras da praça de alimentação, conforme as poucas pessoas que estavam presentes soltavam gritos de susto pela confusão. Foi nesse momento que a lembrança de uma das vezes que conseguia escapar dos empregados tomou conta de sua mente. A menina sempre fazia com que os contratados de sua mãe acabassem se chocando uns contra os outros quando, enquanto era perseguida, corria na direção contrária dos desavisados e passava por debaixo das pernas dos mesmos no último segundo. Logo, formando um bico nos lábios, a garotinha começou a fazer uma curva, indo em direção à luta da Fúria e de Brigite que logo entendeu o plano de Elizabeth. A mais velha usou um golpe da espada para fazer com que a fera alada levantasse voo e, então, a filha do Sol pulou para o lado. Essa atitude acabou dando espaço para a parte seguinte do plano da criança que se aproximava em alta velocidade. Assim que passou pela Fúria, a Benevolente teve o corpo arremessado longe pelo choque com a cabeça do Ciclope que ficou atordoado por alguns instantes. Nesse meio tempo, Brigite já estava segurando a porta do aeroporto aberta, chamando a menina e Elizabeth não discutiu, correu para fora do local.



A chegada no acampamento...

Felizmente, o trajeto do aeroporto de Nova York até a colina meio sangue não teve nenhum outro importuno, mas a expressão de dor aguda na face da mais nova já estava se tornando preocupante para Brigite. — Tem certeza de que está bem? Perguntou a semideusa para a menina que apenas assentia em resposta, mantendo a mão sobre as costelas do lado direito. Elizabeth sempre fora durona desde pequena, jamais admitiria alguma fraqueza, ainda mais para alguém que estava tão ferida quanto ela. Não queria ser vista como uma criança indefesa e tola por ninguém. Quando o ônibus estacionou e a porta se abriu, a menina fez questão de carregar sua própria mochila mesmo que sentisse já as pernas fraquejando, enquanto ambas começaram a subir em direção ao portal do acampamento. Na mão, Brigite carregava seu arco, enquanto a mais nova estava permanentemente armada com o mini raio. Afinal, por mais que ainda não soubesse o que era, havia aprendido a dura realidade sobre aquele mundo: semideus despreparado é um semideus morto.

Quando as duas se aproximaram o suficiente do portal, a primeira visão que a menina tivera fora de um centauro conversando com um menino de cabelos escuros e olhos orientais. Assim que Quíron percebeu a aproximação das duas, no entanto, dispensou o garoto para suas atividades e troteou até ambas que passavam pelo que a filha de Zeus, em pensamento, definiu como “porta mágica”. — Vejo que conseguiu cumprir mais uma missão de recrutamento, Brigite, parabéns. Algum relatório? Ele falava com a mais velha e, de tempos em tempos, voltava o olhar para a pequena. Conforme a filha de Apolo contava sobre os acontecimentos, Elizabeth caminhou de maneira sorrateira para as patas traseiras do centauro, encarando o seu rabo de cavalo. Então, com uma curiosidade infantil, a menina acabou por dar um puxão, arrancando um grito de surpresa de Quíron. — É de verdade. Comentou a menina ao perceber o olhar dos dois na sua direção. Então o centauro se virou para Brigite, falando em um tom divertido. — Por que não leva ela para enfermaria ver os machucados? Aproveite e vá também. Eu encontrarei vocês lá em alguns instantes, tenho que falar antes com o conselheiro do chalé de Zeus. Informou ele antes de sair em um galope do local.

Habilidades: Força e Agilidade

Presentes de Reclamação:

♦ Mini Raio Mestre - Tem ¼ do poder do Raio de Zeus, a corrente elétrica que há nele pode gerar mais alguns raios pequenos que causam graves queimaduras.

♦ Escudo – Suporta ataques e feitiços fracos, podendo absorver energia de raios e usando-o junto da espada. Feito de titânio com as bordas de ouro, quando usado por um filho (a) de Zeus não pesa, mas com outros meio-sangues pode pesar muito. Transmuta-se em um bracelete.

♦ Espada – Feita de titânio, assim como o escudo, sua lâmina pode ferir tanto semideuses quanto mortais. Tem 90cm de lâmina e 15cm na base que é azul escuro com pequenas pedras lunares, o manuseio é perfeito para filhos de Zeus, quando absorvida a energia de raios a espada fica mais forte. Transmuta-se em um colar em forma de raio.

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Re: Teste para Filhos de Zeus

Mensagem por Zeus em Qui 17 Nov 2016 - 21:25

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Anne

Só o que tenho pra dizer é: Maravilhoso.
Tente especificar melhor as falas, tirando isso foi tudo magnífico.
BEM VINDA MINHA CRIA <3
Atenciosamente a Administração
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Re: Teste para Filhos de Zeus

Mensagem por Hella L. Dreavous em Seg 5 Dez 2016 - 16:35

She's strong, but
tag: Shut up my walkie talkie man


Nome: Liesel Lietchsteiner

Idade: 19 anos.

Porque quer ser reclamado por esse Deus: Sendo bem franca, Zeus é a minha divindade favorita. Dentre todos os Olimpianos, o Rei dos Deuses, o Soberano do Olimpo sempre me agradou. Seus feitos, sua fama, a sua luta bem realizada na Titanomaquia. Tudo isso me agrada e me faz sempre escolher a Zeus para minha prole. Além da personalidade líder e soberana, que vai combinar muito com a personagem, os poderes proporcionados aos seus filhos são tão poderosos e perfeitos, que eu estaria mentindo se eu não disesse que é um dos motivos pelo qual quero ser filha dele.

História:

Prólogo


6 de Junho de 1996, Portland, Óregon

– Caramba, isso dói. – resmungou a jovem de vinte e dois anos sentada no banco de carona da caminhonete velha de seu melhor amigo. O homem ao seu lado riu, enquanto Jean ria também, não adiantava negar, o riso de Laurent era contagiante, tal como teu sorriso. Por que não ficara com ele oito meses antes? Perguntava-se. Fora o homem de pele olivácea ao seu lado, que dirigia com maestria a velha caminhonete de seu pai, que cuidou da moça até aquele momento, não a deixando desistir de ter as filhas no meio do caminho.

Jean se pegou olhando para seu jovem amigo de infância com gratidão, seu olhar transformado em uma careta em poucos segundos graças a uma contração. – Ai. – resmungou, colocando a mão na barriga contraída. As contrações agora se tornaram mais fortes, a medida que o tempo entre elas se tornara mais curto. Então abriu a boca, sentindo algo molhar a parte interna de suas coxas. – Laurent, acho que a bolsa estourou. – falou a moça, olhando para sua calça jeans molhada.

O riso do jovem se esvaiu quando ele olhou para a mulher ao seu lado, uma expressão de desespero perpassando seu rosto e, então, acelerou o carro, costurando entre os carros. A mulher arregalou os olhos com a velocidade do carro, mas logo os fechou, a contração forte atingindo-a em cheio.

Com a velocidade do carro, chegaram ao hospital quase sem quaisquer transtornos. Enquanto Jean se sentava na cadeira de rodas que lhe era oferecida – assim que foi vista em sua situação – Laurent preencheu todas as suas fichas médicas, de forma a agilizar o processo. A jovem foi levada até a sala de cirurgia e, após toda uma preparação necessária para o parto cesariano, o obstetra chegou e fez o parto.

Jean permanecia acordada quando as garotas nasceram, mas, cansada e grogue por causa da anestesia que tomara, adormecera pouco tempo depois. Quando acordou, perguntando por suas filhas, recebeu somente uma em seus braços. O calor da filha nos braços não a fez esquecer de que tivera gêmeas no parto. No cobertor em que a recém-nascida estava enrolada estava escrito, em uma letra bem elaborada, Aimée Susan. – E onde está Arabella, Laurent? – perguntou ao amigo, que abaixou a cabeça, sua expressão tornando-se desolada. A expressão da jovem arquiteta se tornou inquisitiva em poucos instantes. – Laurent, cadê a minha outra filha?

Enquanto seu amigo lhe contava toda a história que os médicos lhe contaram. Uma mulher loira com roupa de enfermeira segurava um bebê conforto com uma criança, recém-nascida, que dormia enrolada entre seus cobertores. A mulher estava vestida com um sobretudo negro que a cobria até seus joelhos. A fina chuva caía sobre sua sombrinha transparente que protegia a ambas – adulta e criança. Fez seu caminho até o carro, colocando a criança no banco de trás e saindo do hospital naturalmente.

Nos cobertores cor-de-rosa da criança que dormia num sono tranquilo no banco de trás do carro estava escrito, numa caligrafia elaborada e pequena, Arabella Louise.

chapter one


7 de abril de 2003, Atlanta, Geórgia

Eles novamente brigavam no quarto ao lado, a garota podia ouvir os sons dos tapas na pele de sua mãe e seus gritos. Aprendera desde cedo que não podia entrar na frente de seu pai quando este se encontrava cambaleante e com uma garrafa de bebida na mão. Aprendera que quando ele estivesse com cheiro de álcool era para se trancar em seu quarto e não abrir a porta até que a casa estivesse em silêncio.

Tinha noites que o homem não bebia. Tinha noites que ele chegava a casa sem o cheiro ruim da bebida em suas roupas sujas de graxa. Sim, tinham noites tranquilas naquela casa. E naquelas noites, Arabella podia sentar-se a mesa e fingir que eram uma família feliz, apesar dos problemas, apesar das inúmeras marcas e hematomas no rosto da mãe, que já fora bonita um dia. Mas essas noites se tornaram tão raras que não mais pareciam reais.

Naquela noite a menina se espreitou pela casa, sentia sede e queria somente um copo d’água, mas, atraída por um som alto vindo da sala, foi para lá com as piores expectativas. O que viu a aterrorizou.

Arabella viu a poça de sangue se espalhando pelo carpete, pontilhado com pequenos cacos da mesa de centro que ficava a frente da poltrona de couro, de frente para a tv. Sua mãe estava com os olhos fechados e os cabelos loiros e quebradiços empapados com seu próprio sangue. As marcas roxas se evidenciavam em seu rosto pálido e em seus braços. A garota sentiu-se nauseada com a imagem, mas estava paralisada, encarando a mãe morta. – Que que foi garota? – seu torpor foi interrompido pela voz de Herrick, brutal e fria. O homem tremia em suas bases, ainda embriagado pela bebida. – Limpa essa merda no chão. – disse, com mais calma, o homem, mas ainda violento, voltando a si.

A garota olhou da mãe para o homem que a matou aterrorizada, com os olhos marejados. – Vai logo antes que tenha o mesmo destino que a sua mãe, garota! – gritou o homem, tirando-a de seu torpor, fazendo-a deixar as lágrimas contidas em seus olhos derramarem. Ela correu para buscar um pano enquanto o homem, no outro lado da casa, dava-se conta do que acabara de fazer e se abaixava, tremendo e chorando. Abraçou a mulher ensanguentada e chorou em seu corpo. Quando levantou a cabeça novamente, Arabella estava na porta da sala, com o pano e um produto de limpeza qualquer na mão.

– Sai daqui! – gritou o homem, apontando para a porta. A garota pulou, assustada, e correu em direção ao seu quarto, encolhendo-se na cama. Sua mãe estava morta e seu pai a havia matado, tinha certeza desse fato. Agora ouvia a voz de Herrick falando no telefone, ouviu coisas que ela não queria ouvir. Durante a noite, o homem era todo amores, quando a polícia chegou. Acordou-a com carinho, dando-lhe beijinhos na testa e sussurrou, entredentes, quando achou que os oficiais da perícia não podiam ouvir: – Vê se não faz nenhuma besteira. – então beijou sua cabeça.

Arabella engoliu o seco ao sentir o cheiro de álcool em seu hálito e ficou olhando para a retirada do corpo de sua mãe. Naquela noite a menina teve pesadelos horríveis com seu padrasto tentando mata-la enquanto dormia. No dia seguinte, não foi pra escola.


chapter two


8 de abril de 2010, Atlanta, Geórgia

Podia ter sido pior. Ele podia tê-la jogado contra a mesinha de centro, como fizera com sua mãe. Ela podia estar morta agora.

Era a terceira vez naquele ano que Arabella parara no hospital por causa de uma fratura em um osso qualquer. Supostamente, para a polícia e para todos os outros moradores de seu bairro, ela tinha caído da escada na noite anterior, mas a verdade era muito pior. A morena não podia contar, porém seu pai era um assassino, que a maltratava desde a morte da mãe, sete anos antes. Ela tinha medo de contar que ele quebrara seu pulso porque tinha feito algo que o homem não gostara. E tinha medo de contar, pois todos os dias Herrick a ameaçava de morte, pouco antes de deixa-la na escola.

Nos fins de semana, homens iam a sua casa jogar pôquer, o jogo que fazia o pai perder todo o seu dinheiro. Criara dívidas impagáveis as quais os homens queriam que ele pagasse oferecendo sua filha a eles. Mais de uma vez Arabella fora assediada por mais de um desses homens. Nesses dias, se trancara no quarto e colocava os fones de ouvido, com a música no iPod no volume máximo e se encolhia deitada em sua cama.

Naquela noite Herrick espancara sua porta até a madeira sair das dobradiças e a puxara pelos cabelos até a cozinha, onde os homens mal encarados tomavam sua cerveja com cartas de baralho na mão. Eles não fizeram nada quando o homem, bêbado, chegara com a menina reclamando alto e ela soube que eles não se importavam com ela, a não ser para levar a cerveja em suas mãos.

A morena tinha medo, mas apesar de tudo, naquela noite, recusara-se a fazer o trabalho de garçonete para aquele bando de marmanjos. – Não. – disse, quando seu pai pedira mais uma cerveja para seus amigos. Herrick a encarou com um olhar assassino que fez seu sangue gelar, mas não recuou. Cruzou os braços e empinou o nariz. – O que disse, garota? – perguntou o homem, num tom mortalmente calmo. – Não. Tenho dever de casa pra fazer e não vou ficar aqui... – o riso do homem a interrompeu. Os outros somente observavam, calados.

– Agora ela quer fazer dever. – falou o homem, rindo ainda mais, com as mãos na barriga. Seu riso pareceu contagiante aos seus amigos, que o acompanharam na risada. Arabella continuou com os braços cruzados e sem recuar, mas o medo fazendo seu sangue gelar em suas veias. Então a risada de Herrick, que ecoava pela cozinha, parou subitamente e o homem se levantou, batendo suas cartas viradas para baixo na mesa coberta com a toalha de pôquer. Todas as fichas deram um surto salto e todos pararam de rir. – Deixe de brincadeira e pegue outra cerveja pra mim. Ou...

– Ou o quê? Vai quebrar meu braço de novo? A perna? Ou vai me jogar contra a mesinha de centro igual você fez a minha mãe? – a voz da morena tornou-se altiva e mais alta ao interromper o pai que a encarou, o olhar de ódio tornando-se mais brando. Herrick afastou a cadeira com um empurrão, se aproximando da garota. Essa recuou um passo, encostando-se à parede gelada. Sua expressão corajosa deu lugar ao medo e o ódio tornou a se intensificar no olhar do pai.

Um sorriso maquiavélico surgiu em seus lábios, e o homem tocou o rosto e Arabella, passando o indicador levemente em sua bochecha. – Cadê sua coragem, agora, hein, vadiazinha? – disse, e pegou-a pelos cabelos, aproximando seu rosto do dela. A morena sentiu o jantar subir-lhe a garganta e se encolheu. Seu pai riu. – Ficou covarde agora, é? – falou, entre a risada e meneou a cabeça. Empurrou a cabeça da garota para trás, fazendo-a bater a cabeça na parede com força. Ela fechou os olhos, sentindo o gosto de sangue na boca, então ele a soltou.

– Deixe de brincadeira e pegue outra cerveja pra mim. – disse Herrick, soltando a menina, que caiu no chão com a mão na cabeça e lágrimas enchendo seus olhos. Então se levantou e meneou a cabeça, com os olhos semicerrados. – Não. – disse, quase que num rosnado, toda a sua raiva e força de vontade colocadas naquela singela palavra. O grande homem que estava a meio caminho de sua cadeira se virou. Arabella deu mais um passo a frente, afastando-se da parede, encarando o pai.

E então tudo aconteceu rápido demais. O homem se aproximou e lhe puxou pelos cabelos até a sala de estar, enchendo-a de tapas até ela desmaiar.

Na manhã seguinte ela não se lembrava do que havia acontecido. Estava em sua cama com o som irritante de seu despertador tocando ao seu lado, mas, ao desliga-lo, sentiu toda a extensão de seu corpo doer. Sua boca latejava e seu braço, recém-curado de uma fratura, estava novamente doído quando o mexia. Quase não conseguia abrir o olho direito que estava roxo e inchado e então o viu parado sob a batente da porta que quebrara na noite anterior.

O homem já não estava mais ali. O imóvel estava vazio, e os móveis estavam cobertos do mesmo modo que fazem com as casas aonde o dono ou a dona morre. Com um desconforto no corpo ela se levantou e andou pelo espaço que tinha, até se deparar com batidas fortes na porta de entrada. Seria alguém cobrando algo para o seu padrasto? Os dedos finos envolveram uma garrafa de tequila vazia que estava em cima da mesinha de centro suja de restos de comida e cartas manchadas de sangue. Sangue?

Ao abrir a porta, deparou-se com um amigo da escola, Kyle. Ele estava visivelmente transtornado, e entrou sem nem pedir por licença. Arabella fechou a porta em seguida e seguiu ele, questionando: – O que está fazendo aqui? E o que aconteceu? – Coçou os cabelos, sentindo a dor lacinante em sua cabeça. O seu amigo não comentou nada, apenas pegou algumas roupas dela, enfiou em uma sacola e segurou ela pela mão: - Venha comigo. Tem um local esperando a gente, e eu te explico tudo no caminho.-

"Caminho?" Questionando-se sobre isso, a garota fechou a porta atrás de si ao sair de casa. No mesmo minuto, ouviu a janela de seu quarto estourar.


Lute contra um monstro:

Ela estava cansada. Os seus olhos fitaram a cena da criatura alada invadir a janela do seu quarto, e aparecer no buraco da mesma gritando enfurecida. De sua garganta apenas saiu um grito e ela correu junto com Kyle. A menina, assustada, virou pro amigo e gritou: – O que é aquilo? O que é aquilo? – O desespero tomou conta da morena, que só fazia correr e olhar para trás algumas vezes. O rapaz quebrou a janela de uma picape que estava estacionada na rua, e não se importou com o alarme tocando: - É uma fúria. Vamos, entre logo! - Ordenou o rapaz, enfiando a garota dentro do carro. Kyle procurava as chaves, e Arabella focava na fúria que se aproximava aos poucos. O barulho metálico de algo caindo em seu colo era a salvação. Kyle pegou a chave e ligou o carro, acelerando dali sem se importar com o choque que deu na lanterna do carro a sua frente.

A morena manteve seu olhar fixo na parte de trás da picape, com medo do monstro aparecer. Sua respiração ficou descompassada de novo, e ela se virou para frente, buscando relaxar.
- Por pouco escapamos. Você está bem? - Kyle perguntava, e Bella só fez assentir com a cabeça: - As fúrias são monstros violentos. Deve ter vindo pelo seu cheiro. -

– Que cheiro? E o que está acontecendo? – - Perguntou completamente assustada. Se fosse necessário, usaria a violência contra ele: – Quem é você? E para aonde está me levando? –

Kyle sorriu e olhou de canto para ela enquanto cortava entre os carros e olhava pelo retrovisor se ainda estavam sendo seguidos:   - Meu nome é Kyle. Eu recebi uma missão do Acampamento Meio Sangue de te levar para lá em segurança. - Atravessou um sinal, e as buzinas assustaram Arabella, que olhou para ele de novo:   - Eu sou um sátiro, o seu protetor, e se quiser um amigo. Minha função é proteger semideuses, como você. -

– Semi-o que? – Questinou a menina, levando a mão direita até a sua cabeça, que voltava a doer: – Quem te disse que sou uma semideusa? –

- Isso eu não posso te falar. A propósito, na bolsa que está com você, eu coloquei uma adaga. Use-a caso apareça alguma coisa.  - Concluiu o rapaz, voltando a dirigir. Arabella respirou fundo. Era um turbilhão de informações em sua mente, e ela só queria saber de dormir.

Passou-se horas até chegarem em uma estrada nos arredores de Long Island. Cheia de árvores, Kyle aproveitou para se desfazer de suas roupas de baixo, e revelou para a morena as suas pernas de bode. Arabella decidiu não questionar, já eram detalhes demais em sua vida que ela se sentia mal. Ela pegou a sacola e colocou nas costas. O meio bode pegou em sua mão e correu com ela para dentro da floresta. A floresta era úmida e mal iluminada pelo crepúsculo. - Olha lá, a entra... -

Tudo fora muito rápido. Enquanto eles estavam andando, uma cauda com um ferrão na ponta perfurou as costas do sátiro. A morena soltou a mão dele e gritou de susto. O dono daquela cauda era uma criatura com feições leoninas, porém a cauda era de escorpião. Arabella puxou a adaga que estava na mochila, e a criatura rosnou para ela. Kyle olhava para a menina e estendia a mão para ela.

- Man...Tí...  - Cospiu sangue, e as lágrimas desceram pelo rosto da morena assustada: - Corra... - O corpo do sátiro foi atirado em uma árvore, e Mantícora rosnou bem alto. Com a adaga na frente de seu corpo, Arabella recuava alguns passos, e o monstro lhe rondava. A cauda do monstro foi na sua direção, e ela se jogou para o lado, com um reflexo rápido. Arabella pegou um pedaço de madeira que estava do seu lado e jogou no monstro para que distraísse-o. Porém, foi sem sucesso. Mantícora viu a garota tentar correr e bateu com sua cauda nas pernas alheias, derrubando-a. A adaga escapou de sua mão e quando ela foi pegar com sua mão esquerda, o ferrão veio em sua direção, e por sorte atingiu ela de raspão. A dor era pior do que os abusos que sofreu de seu padrasto. Ela gritou por socorro, e se arrastou pela grama na direção da adaga e da entrada do Acampamento. A Mantícora andava na direção dela lentamente, como um predador anda na direção da sua presa agonizante. Arabella tentou se levantar, e os céus estavam trovejando. Ela sorriu. Iria chover, e ela estava ali ainda enfrentando aquele que ela imaginava ser seu algoz.

Com a sua mão destra intacta, ela segurava a adaga com toda a força que tinha, e quando o monstro avançou na sua direção, ela o golpeou com tudo que tinha, e lhe decepou dois dedos, fazendo-o gritar de dor. Tentou golpeá-lo de novo, mas foi arremessada para perto da entrada do Acampamento pelo rabo do monstro. Sua respiração estava lenta, e a dor em suas costelas era mais forte do que a dor em sua mão esquerda. Quando as primeiras gotas da chuva começou a cair, ela ouviu passos perto dela. Mantícora estava observando-a ainda, e uma silhueta com os cabelos loiros colocou a mão na sua testa: - Ela está ainda respirando. Eu levo ela para dentro e você cuida dessa criatura. - - A voz era feminina. A loira carregou a morena pelos ombros e o semideus a sua frente segurava uma lança grande:   - Qual seu nome, garota?
Arabella lembrou de sua vida inteira, e também lembrou de uma personagem de um livro que ela lia. Seus olhos fracos fitaram a loira, e sem nenhum pudor, ela disse: – Lie...Sel. Meu nome é Liesel. –

Ela renegou seu nome, por não querer lembrar de nada relacionado ao seu passado, sendo assim, inventara um nome falso. Ao passar pela barreira protetora, seu cansaço era tão grande que sua visão foi ficando turva. Ela observava o outro semideus lutar contra o monstro, até desaparecer por completo dos seus olhos com seu desmaio.

Habilidades: Força e Agilidade

Presentes de reclamação:

♦ Escudo – Suporta ataques e feitiços fracos, podendo absorver energia de raios e usando-o junto da espada. Feito de titânio com as bordas de ouro, quando usado por um filho (a) de Zeus não pesa, mas com outros meio-sangues pode pesar muito. Transmuta-se em um bracelete.

♦ Espada – Feita de titânio, assim como o escudo, sua lâmina pode ferir tanto semideuses quanto mortais. Tem 90cm de lâmina e 15cm na base que é azul escuro com pequenas pedras lunares, o manuseio é perfeito para filhos de Zeus, quando absorvida a energia de raios a espada fica mais forte. Transmuta-se em um colar em forma de raio.

♦ Mini Raio Mestre - Tem ¼ do poder do Raio de Zeus, a corrente elétrica que há nele pode gerar mais alguns raios pequenos que causam graves queimaduras.  
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Re: Teste para Filhos de Zeus

Mensagem por Zeus em Ter 6 Dez 2016 - 23:57

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Liesel

Gostei da sua história, há alguns errinhos na escrita das palavras, nada que um corretor não arrume. O jeito que escapou da Mantícora foi bom, sabedoria acima da força. Bem vinda minha filha <3

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Re: Teste para Filhos de Zeus

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