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Teste para Filhos de Poseidon

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Teste para Filhos de Poseidon

Mensagem por Zeus em Qua 30 Mar 2016 - 20:55

Teste para Filhos de Poseidon

Para ser reclamado pelo Senhor dos Mares, poste a ficha abaixo e o Respectivo Deus atualizará conforme a coesão e coerência disposta na narração que seus futuros filhos farão. No máximo três filhos a cada mês, sem mais.



Nome: nome completo do personagem, sem abreviações.
Idade: idade do personagem.
Porque quer ser reclamado por esse Deus: minimo de cinco linhas completas.
História: minimo de quinze linhas completas
Lute contra um monstro: Neste caso, o semideus deverá lutar com um monstro de nível mediano, atentem que a palavra é LUTAR e não MATAR. Um bestiário será disponibilizado no decorrer do mês de abril.
Habilidades:Você encontra aqui.
Presentes de reclamação: Presentes de reclamação que escolheu de acordo com o tópico aqui.

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Re: Teste para Filhos de Poseidon

Mensagem por Maven S. Young em Qui 8 Dez 2016 - 23:25

oceans ♆
It feels like there's oceans between me and you once again. We hide our emotions, under the surface and tryin' to pretend. You know I'd rather drown than to go on without you, but you're pulling me down.


Nome: Maven Scott Young.

Idade: 16 anos.

Porque quer ser reclamado por esse Deus?: A bipolaridade do mar é algo que me atrai muito a atenção. O poder de ser completamente gentil e paciente em um momento e completamente brutal em outro, é algo muito precioso para a personalidade de Maven. Além disso, Poseidon é a personificação do lugar que mais amo do mundo e sempre foi meu sonho ser seu filho.

História & Luta

11 de dezembro de 2007, Newport Beach, Califórnia.


A manhã já dava sinais de sua chegada e apenas o Sol havia se esquecido de aparecer. O relógio na cômoda marcava a falta 3 minutos para completar 5 horas da manhã e a cidade já começava a se levantar. A mulher no quarto do lado saía do banho com o cabelo ainda pingando. As costas arqueadas denunciavam o cansaço do turno de 36 horas no Newport Bay Hospital. Com um suspiro, passou a mão pelos fios molhados em seu cabelo e resolveu que seriam apenas 10 minutos a mais, ela conseguiria.

Não dava para acreditar que todo aquele alvoroço era do simples e pequeno alarme ao lado da cama do mais novo. Os poucos dois toques que deu antes de ser desligado por Maven, foram o suficiente para dar a certeza a qualquer pessoa a dois quilômetros de distância que algum animal estava sendo maltratado. Maven mal abriu os olhos e já estava embaixo da água gelada do chuveiro. Seu pequeno corpo vibrava de animação pelo que estava para acontecer mais tarde. No andar debaixo, Hannah preparava o café da manhã do filho ao som de louça sendo lavada.

A cada dos Young não era nada demais. Pertencia à família a três gerações e Hannah havia herdado-a depois do falecimento de sua mãe, já que seu irmão William não tinha nenhum interesse em ficar preso em um só lugar. A casa era pequena, feita completamente de bambu com apenas pouquíssimos cômodos. No andar debaixo, a cozinha e a sala ocupavam um mesmo local, divididos apenas por um balcão de bambu utilizado como mesa de jantar. Um pequeno banheiro para hospedes ficava num corredor que a escada criava. Já no andar de cima, duas suítes pequenas finalizavam a casa. Tudo ali não deixava esquecer por nenhum momento a praia logo a frente, tão perto que a própria porta da casa tinha que lidar com os montes de areia que podia se acumular ali.

O barulho seco e rápido de pés, indicaram à mais velha que o garoto descia correndo as escadas. Maven mal se continha com tamanha ansiedade e nervosismo, estava explicito no pequeno sorriso e em suas palavras de bom dia ao se sentar no banco alto do balcão. Hannah terminou a panqueca, colocando-a no prato e deixando em frente ao seu filho.

— Nervoso para hoje? — sorriu ao se apoiar no balcão observando-o comer. Ele já havia crescido tanto para um garoto de apenas 7 anos. Ela conseguia ver os traços firmes de seu pai no garoto e aquilo a trazia lembranças boas. Não gostava de pensar no pior, quando pensava no homem que havia se apaixonado, ela só pensava em todos os carinhos, todo o amor compartilhados pelo jovem casal.

— Já venci muitos campeonatos, mamãe, sei o que estou fazendo. — seu balançar de ombros tentava passar uma confiança que claramente não existia ali. Hannah sorriu. Maven era uma criança muito amável, mas ainda não sabia lidar com suas emoções, muito menos controlá-las.

— Maven, é normal ficar nervoso, na verdade isso é até saudável. — afagou o rosto do garoto que tinha a boca cheia. — Significa que algo é importante para você. — ele assentiu com um suspiro, talvez aliviado por poder demonstrar seu nervosismo. — Só não deixe isso lhe dominar, use o seu nervosismo ao seu favor... Abrace-o sabendo que existe, mas use dele para lhe dar forças de lutar pelo seu desejo. — ela sorriu passando tranquilidade para o menor.

— Você estará lá hoje, mamãe? — perguntou o garoto, servindo-se de suco de morango. Era seu suco favorito da vida e nunca faltava naquela casa.

— Não perderia por nada! — depositou um beijo no alto da cabeça do garoto enquanto o observava voltar sorrindo para o andar de cima. Um último suspiro, só mais alguns minutos e poderia se deitar. O garoto voltou, descendo com a prancha embaixo do braço e com um beijo se despediu de Hannah, indo para seu reconhecimento.


O dia fora da casa já estava um pouco mais claro, o Sol finalmente havia começado a dar suas caras, embora o amanhecer ainda não tivesse realmente aparecido. O mar ainda estava calmo, parecia estar acordando aos poucos junto com o dia. Maven sentiu o corpo começar a relaxar ao sentir a água gelada do The Wedge molhar seu corpo. A correnteza ali estava constante, não muito forte, mas ao mergulhar o garoto sentiu sua força reprimida, sabia que na hora do pico, quando chegasse a hora do campeonato, aquele lugar estaria completamente irreconhecível comparado àquele momento.

*****

— Vamos vamos, finalistas por favor me acompanhem, vamos!

"Estamos nos preparando para mais uma final e as coisas estão bem quentes com esses finalistas, não acha Felton?"

— Maven Young, Kyle James, Logan Ferg, George Ylton, por aqui! Vamos rapazes! — escutei alguém chamar o meu nome e fui em direção a moça que falava. Meu corpo voltou a tremer sabendo que estava tão próximo. Eram muitas vozes ali, muitas pessoas falando, a produção gritando ordens uns para os outros, o auto falante com a locução de York e Felton deixava todos os torcedores a par do que estava acontecendo. Meu coração batia alto no meu ouvido e senti minha mão suar segurando a minha prancha.

— Preparado para os caldos, perdedor? — Kyle estava ao meu lado. Ele era o garoto mais irritante e prepotente de toda a Newport Beach Elementary School. Era o valentão da 5º série e vivia mexendo com os garotos da minha sala, sempre acompanhando dos amigos babacas dele. Por mais que fosse 3 anos mais velho, ele não nos deixava em paz.

— Quem deveria estar se preparando para eles é você, Kyle. Eu vim aqui pra mostrar pra vocês como se surfa de verdade em Newport. — terminei de fixar o leash. Já estávamos na linha de saída, esperando todos estarem prontos e então a largada. Era a minha primeira vez no sub 11. Era o mais novo do campeonato e apenas havia conseguido um lugar porque já estavam cansados de me ver ganhando de lavada dos garotos da minha idade.

— Haha, como se um pirralho como você fosse capaz de algo. — Agora era Logan quem falava. Um dos babacas de Kyle.

— Estou na final, não estou? — encarei-o por alguns segundos, vendo sua expressão ficar preocupada.

Alonguei meus braços um pouco e deixei que todo o burburinho das pessoas da praia e dos outros competidores sumissem. Era apenas eu, minha prancha e o mar. Ao pensar nisso, senti uma tranquilidade passar pelo meu corpo. Eu simplesmente adorava aquela sensação. Alguém disse algo perto de nós, mas não entendi. Não tinha o que pensar, no segundo seguinte o sinal tocou e todos nós corremos para água. Fui o último a entrar no mar, porém em poucos segundos eu já havia passado dos outros três. Todos ali estavam cansados por causa das outras baterias, mas eu não. Me sentia renovado sempre que entrava na água. Já havia passado a arrebentação fazia uns minutos quando os outros chegaram perto.

— Que vença o melhor. — soltei virando a prancha. A corrente havia mudado e com meus pés havia sentido isso, mas nenhum deles viu. Algum falava alguma coisa, mas não prestei atenção porque no segundo seguinte estava remando. Não havia nada aparente, não tinha nenhuma onda ali, mas eu sentia, estava vindo e aquela seria importante. Alguém estava zoando comigo, mas não conseguiu terminar ao ver a bela onda se formando. Com o canto do olho vi Kyle tentando inutilmente entrar, porém eu já estava dentro e ele tomava o caldo mais bonito que já tinha visto.

*****

A praia estava uma loucura. Eram muitas pessoas gritando em comemoração, em raiva. A narração do auto falante agora demonstravam suas próprias opiniões enquanto os garotos voltavam a areia. Uma rodinha foi formada em volta de Maven, enquanto ele tentava sorrir e cumprimentar todos que estavam ali. Um repórter junto com um câmera se aproximaram, abrindo espaço entre as pessoas para conseguirem uma exclusiva com o mais novo campeão estadual. Era então seu sonho começando a se realizar. O título do circuito estadual lhe dava garantia de participação no circuito nacional do sub 11, o que consequentemente poderia abrir portas para um sub 13 e assim por diante. Lá no fundo o garoto sentia que poderia ser o próximo mais novo campeão mundial de surf na categoria profissional, esse era seu sonho.

Hannah observava de longe, sorrindo orgulhosa pelo filho. O garoto estava cercado, o barulho era completamente caótico e no momento seguinte, viu o rapaz ser erguido no ombro de alguém, enquanto o carregavam para o pódio. Era visível a felicidade de Maven, assim como o reflexo dela em sua mãe. O garoto procurou seu rosto familiar pela multidão por alguns segundos, para então encontrá-la acenando e sorrindo. Seu sorriso duplicou de tamanha, ela estava ali e ela tinha visto. Seus lábios formaram um "Eu te amo" tendo uma resposta igual de sua mãe. Aquele momento era do menino e ela achou que seria melhor deixo-lo curtir a sua própria maneira.

No meio da multidão que aplaudia e comemorava com os rapazes ao pódio, entre as vozes alegres do auto falante, uma moça se destacava. Seus roupas eram mais formais, seu expressão séria e seus completamente penetrados no garoto ao meio. Parecia alheia a toda animação e alegria ao seu redor, já que seu semblante não demonstrava nem um pouco de empatia com a multidão e sim uma grande e visível impaciência. Parecia com pressa, como uma mãe cansada de esperar que tudo aquilo acabasse logo para que pudesse voltar ao trabalho.

Maven desceu, as pessoas começaram a se acalmar na comemoração, a organização a arrumar tudo e a mulher se aproximou. Barrou o caminho do garoto e o pegou pelo braço. Ninguém ali pareceu notar que uma mulher arrastava o campeão pelos braços. O garoto tentou se soltar, mas seu aperto era muito firme, mal houve tempo de tentar gritar, já que estavam longe demais das pessoas para tentar ser ouvido, ainda mais com todas as vozes ainda presentes.

— Não vamosss nosss demorar, certo semideusssss? — seu sotaque era estranho, um sibilo como o de... Ela se virou para o menor e seus olhos se arregalaram. A mulher não era mais uma mulher. Ou melhor, era, mas era algo mais também.

— O que tá acontecendo? — foi o que conseguiu falar antes que fosse atacado. Ele correu, se desviando das unhas do que antes era uma mãe executiva. Seu corpo humano agora era metade réptil. Onde ficam suas pernas finas e cumpridas, agora davam lugar para dois troncos de serpente. Seus olhos, antes humanos, eram fendas escuras em uma íris amarela, como felinos.

A Dracaenae atacou novamente fazendo um rasgo no braço de Maven que não conseguiu desviar rápido demais, porém não foi pego. Ele ainda tentava entender o que estava acontecendo, não conseguia ver as pessoas na praia mais e agora se perguntava onde estava sua mãe, com certeza ela saberia a resposta para aquilo, ela sempre sabia. Uma das pernas do monstro se adiantou, fazendo o garoto tropeçar. Sangue quente molhou seus cabelos escuros enquanto tentava inutilmente se levantar.

— Mãe! — gritou atordoado, se arrastando no chão. A Dracaenae riu, sua língua sibilando enquanto se aproximava lentamente, saboreando no ar o gosto de semideus tão fresco quanto aquele. Os mais novos costumavam ser uma delícia. — Mamãe! — o garoto choramingou, sentindo o sangue escorrer em sua testa, seu rosto. Sua visão começou a ficar embaçada, sentiu a pele fria reptiliana do monstro tocando suas pernas e então seu corpo foi virado, dando visão dos olhos famintos de sua perseguidora, enquanto suas unhas cravavam fundo em seus braços.

— Você é meu, garoto. — sua boca se contorceu no que parecia ser um sorriso, porém aquela visão era completamente assustadora. Sua língua para fora, a centímetros da ponta do nariz de Maven, era aquilo, era o fim.

— Mamãe... — um último suspiro saiu de sua boca, antes de tudo ficar preto.

*****

A enfermaria estava em silêncio, como de costume. Os campistas responsáveis por aquele turno caminhavam pelo local, checando os que já haviam acordado, enquanto no fundo na sala um gemido era audível.

— A quanto tempo ele está assim? — perguntou o sátiro ao adentrar a enfermaria.

— Desde que o deixou ai ontem. Acredito que deva estar em choque, está resmungando sobre o ataque, chamando pela mãe. É um garoto muito novo esse que conseguiu. — Octavia deu de ombros. Estava acostumada com aquilo, muitos campistas novos chegavam daquela forma, mas um simples olhar para Klub demonstrava que o sátiro não se sentia da mesma forma.

— Sim, ele é. Quase não chego a tempo para resgatá-lo... — sua voz saiu dolorosa ao se lembrar da cena.

— Está tudo bem agora. — a prole de Apolo tocou em seu ombro, confortando-o e continuou a andar, voltando ao trabalho.

Klub foi até a última maca e se sentou na cadeira ao lado. O garoto ainda se mexia muito, como que preso em um sonho ruim e aquilo pareceu mexer com o sátiro. Se ele tivesse chego só um pouco mais cedo, talvez... Ele nunca havia falhado em uma missão, mas estava com medo de perder aquele. Não parecia justo perder um garoto tão novo.

— MAMÃE! — Maven gritou, levantando-se tão rápido que o sátiro não conseguiu acompanhar. Mas no momento seguinte, o garoto já estava sendo acalmado e colocado de volta a cama por Octavia. — O que tá acontecendo? Quem é você? Cadê minha mãe? MÃE?! — o mais novo ofegava, seu corpo doía e ele sentia sua cabeça pulsar tão alto que quase podia imaginar que era assim que um prego se sentia ao seu martelado.

— Está tudo bem, Maven. — Klub falou e o garoto pareceu vê-lo pela primeira vez. — Você está seguro, está num hospital, estamos tratando da sua cabeça, você lembra que caiu e bateu? — Octavia dava um pouco de néctar e ambrósia misturado com um soro que o faria dormir, enquanto o garoto o encarava assustado. — Descanse um pouco, assim que acordar responderei todas as suas perguntas, agora relaxa. Você está seguro. — foi o que ouviu antes de ver os olhos do garoto pesarem e então se fechar.


Habilidades: Defesa e Resistência.

Presentes de Reclamação: ♆ Tridente de Atlantis — Forjado pelos ciclopes com um metal raro encontrado apenas no fundo do oceano, sendo uma réplica da famosa arma de seu pai. As três pontas do tridente representam três tipos de armas diferentes: a ponta esquerda representa uma espada, a do meio representa uma lança e a da direita representa um punhal. A arma poderá ser escolhida pela prole de Poseidon e, em questão de segundos, o tridente ganhará a forma escolhida. Além de poder ser utilizado em sua forma original. Só pode ser manuseado pela prole do deus, caso outro semideus ou criatura o empunhe, será consumido por várias chamas de fogo grego.

♆ Escudo Oceânico — Um escudo circular forjado com o mesmo material do tridente. Pode suportar até os mais fortes impactos, diminuindo a capacidade do contato em até 30%. O escudo, a cada choque de armas contra ele, reproduz uma onda de tremor de terra em direção ao seu inimigo, conseguindo, dessa forma, desequilibrá-lo e, com sorte, abrir uma abertura de ataque para a prole.

♆ Armadura de Hidra — O grande Herácles (talvez o mais poderoso semideus da história) derrotou a Hidra, deixando-a presa debaixo de uma enorme pedra. Como a Hidra é um monstro de natureza marinha (mesmo que se apresente, as vezes, em terra), Poseidon tem domínio sobre ela. Dessa maneira, uma armadura foi feita para os filhos do mar, usando couro e escamas da Hidra. Extremamente confortável, se adapta ao corpo de seu dono, não ficando nem folgada ou apertada e muito menos pesada. É quase como uma segunda pele. Além de proteger de qualquer ataque desferido com qualquer metal que não seja ferro estígio, a armadura ainda protege contra as ações do clima, resfriando quando for muito calor, e aquecendo em temperaturas baixas.
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Re: Teste para Filhos de Poseidon

Mensagem por Poseidon em Sex 9 Dez 2016 - 17:33

Avaliações
Vamos lá, primeiramente vamos analisar a sua escrita que não conteve erros ou incoerências, mas, pude perceber alguns erros de digitação e falta de algumas palavras que seriam necessárias para a compreensão da frase, mas, nada alarmante. Quanto a história, achei interessante sua escolha em narrar algo que acontecera no passado, foi bem pensado, e, me deixou com vontade de saber mais sobre a história de seu personagem já que isto foi apenas um recorte, espero por BMO's suas, rapaz.

Bom, queria dizer que você foi aprovado. Seja bem vindo, filho.
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Re: Teste para Filhos de Poseidon

Mensagem por Lilith Stavros em Dom 8 Jan 2017 - 2:06

M E R M A I D

NOME: Lilith Stavros

IDADE: 22 anos

DEUS(A) ESCOLHIDO(A): Poseidon

PORQUE QUER SER RECLAMADO POR ESSE DEUS: ”Sereia”, eles dizem, ”Com certeza ela deve ser filha de Poseidon”

Como uma devota assídua do Deus dos Mares, Lilith sempre está a orla da praia, admirando agradecida as belezas que a imensidão azul proporciona. Ensinada desde criança a amar os deuses gregos e a eles orar, pedindo proteção, aprendeu também a importância de Poseidon especialmente em seu cotidiano. A personalidade cativante, sedutora e deveras misteriosa, fazem marinheiros de todas as partes, abarcarem seus barcos na praia onde reside na Grécia, desejosos por experimentar os lábios daquela sereia. Como o pai, a morena jamais deixaria uma paixão ou as águas sedutoras perderem um voluptuoso romance, deixando rastros de corações atingidos por todos os lados. Além do mais, seu temperamento imprevisível é visto por muitos como um empecilho e irrepreensível, fazendo-a acreditar de que esse era o ponto chave que a conectava com o deus.


HISTÓRIA:
Carmélia e Lourenço jamais imaginavam que tamanha alegria chegaria aos seus corações ao verem a pequena Lilith em seus braços, logo após o nascimento da pequena. Os sentimentos de proteção e carinho pela pequena pareciam aumentar ainda mais quando a mesma abriu levemente os olhos, conectando-se pela primeira vez no mundo com aqueles que ela logo aprenderia a chamar de pais. Em suas mentes, o passado lhes enviava as preciosas e dolorosas memórias que os levaram ao fatídico dia. Eram uma pequena e simples família, oriunda de Irapetra, na Ilha de Creta. Haviam sido ensinados por seus pais sobre o Olímpio e sabiam da importância que oferendas, orações e pequenos rituais tinham em suas singelas vidas. Por isso, tinham em sua casa pequenos santuários para os deuses do Olímpio, jamais esquecendo-se das bênçãos recebidas. Sua felicidade transpassava o trabalho de Lourenço, braçal como pescador, e de Carmélia, uma árdua tarefa de ensinar as crianças de seu humilde bairro a ler e escrever. Entretanto, mesmo diante de tanto amor, devoção e esforço, nunca tiveram seus próprios filhos. Ano após ano, os pedidos para que a esposa engravidasse e pudessem ter esta dádiva dos céus jamais havia sido atendida, até aquele momento.

Lilith cresceu de graça em graça, preceito sobre preceito. Seu peculiar interesse sobre os deuses era notado por todos os que passavam por sua vida, mas em especial, por Poseidon. Os pais a incentivavam a continuar suas orações pelos outros para que a ira deles não recaísse sobre sua cabeça, e a morena fazia, mas não da mesma forma que pelo Deus dos Mares. Era uma menina agradável, que gostava de auxiliar o pai em suas viagens de pescaria, ficando grande parte do tempo admirando as águas e imaginando o que existia em suas profundezas. Lourenço, mesmo sendo amado pela menina, às vezes sentia-se desconfortável e até mesmo trocado por Poseidon, quando a mesma parecia ter mais interesse em realizar pequenas oferendas para serem entregas ao mar do que presentes ao mortal. Aos poucos, sua própria desconfiança fora sendo passada de lado, ao questionar um dos amigos que supôs que a menina havia sido abençoada de alguma forma pelo deus e agora estava somente recompensando.

Com o tempo, o corpo começou a desenvolver-se e com ele a percepção infantil do mundo começara a se tornar mais realista. Sua voz de anjo e melodiosa, olhar misterioso e um sorriso impossível de decifrar atraiam aqueles que estavam desesperados por mais do que uma noite de amor intensa. Contudo, ela vivia estes momentos intensamente e logo estava envolvido com outro, da mesma forma e desejo que vivera com o anterior. Aos desavisados, os homens rancorosos lhes davam o doloroso aviso: Lilith era uma perfeita sereia. Ela os seduzia até si, tirando-lhes proveito ao seu máximo, para depois jogá-los nas profundezas e seguir para o próximo, impenetrável. Entretanto, mesmo tendo seus amores e paixões, era sempre vista sozinha. Seu caminhar pela areia, com os pés tocando a água ou até mesmo com metade do corpo imerso, a desconectava completamente do mundo ao seu redor, deixando-se prender pelo barulho das ondas e o cheiro salino do mar. Sua personalidade paradoxal e cheia de entrelinhas confundia até mesmo os mais avançados na arte da sedução, dando a ela a sensação de estar ainda mais conectada a Poseidon do que nunca.

Devido seu amor pelo mar, havia dado o seu melhor para aprender tudo o que o pai sabia sobre o mar, navegação, preparo de nós dentro dos barcos e também pesca. Com prática, a grega já era capaz de guiar o barco de seu pai até o grande oceano, jogar sua rede e, ao fim do dia, trazer a porção de peixes necessária para a subsistência de sua família e comercio. Ainda mais quando seu pai começara a ficar muito doente e cismava não querer ir visitar um médico ou curandeiro. Preocupada tanto com o homem quanto com o comércio da família, sugeriu de ir ao mar para pescar. Já estava com dezessete anos e sabia muito bem se virar e havia feito tantas vezes antes e em todas elas o sucesso tinha sido a sua vitória. Nada poderia dar errado, pensou ela quando sugeriu – Vai dar tudo certo, papai. Nunca tive problemas antes. Pode deixar que voltarei com o que precisamos para o comércio e comida - Comentou, entoando uma pitada de orgulho pelos seus feitos anteriores. Lourenço deixara de relutar, concedendo a permissão para a menina que já estava lhe dando um beijo rápido na bochecha e corria, descalça, pela areia até o barco.

Ao pisar dentro do barco, fechou os olhos, respirando fundo - Poseidon. Deus dos Mares. Proteja esta viagem. Que eu meu caminho seja claro e eu consiga obter os peixes para a nossa subsistência e comércio - Colocou as mãos juntas, recitando algumas palavras em um grego arcaico. Quando terminou sua prece ao deus com quem mais se conecta, ligou o motor, dando ré no barco, girando o leme com cuidado para não bater em ninguém. Acelerou o permitido dentro da baía e quando se afastou do modesto porto, acelerou o barco, seguindo em direção ao mar aberto. O sol estava magnífico para navegar e a quantidade de vento ideal para que movesse o mar, fazendo com que os peixes pudessem passar por suas correntes e fossem envolvidos pela precisa rede. Olhou para trás por alguns segundos, vendo os outros barcos que também começavam a seguir seus próprios rumos de pesca. Não estava interessada em ir tão longe e pela distância da baía para onde havia atracado, parecia ser o ideal. Afastou-se do leme, seguindo em direção as redes do barco, começando a organizar os nós necessários para quando fosse necessário puxar ela conseguisse sem precisar estragar as mãos para isso. Em meio ao seu trabalho e focada no mesmo, não percebera que houvera uma mudança de peso no barco. Muito menos que algo se rastejava pelo convés e seguia em sua direção, sem olhar para trás. Lilith começou a puxar a rede para cima e estava prestes a enrolar a corda na haste da enorme “vara de pescar”, quando sentiu algo puxar o seu pé com força.

- AAAAH! - Gritou assustada, antes de bater sua cabeça no chão de madeira. Tateou com a mão uma corda ou qualquer coisa que a impedisse de continuar sendo levada, mas o que encontrou fora somente uma das afiadas facas. Fincou o metal afiado na madeira e se segurou com ambas as mãos, enquanto o que parecia ser um ser envolvia suas pernas, prendendo-as com firmeza. Seu coração batia apavorado, mas ela não poderia ser sequestrada, não mesmo! Lilith tinha uma família para cuidar e precisava ter certeza de que estavam bem e voltar para casa com peixes. Conseguiu, por alguns segundos, mover a cabeça para baixo, vendo que era uma espécie de escama que envolvia suas pernas. Brilhava contra o sol e as diversas tonalidades de verde e azul misturavam-se em uma assombrosa pintura – Sinto muito - Grunhiu a morena sentindo os nós dos dedos começarem a arder devido a intensa força depositada sobre eles - Não estou interessada - Começou a sacudir as pernas, tentando afastar-se, mas parecia ser ainda pior, já que o corpo musculoso do monstro envolvera seu quadril e abdômen, não dando outra opção a jovem. Arrancou a faca da madeira e deixou-se levar para as profundezas do mar gelado.

A primeira coisa que fez fora prender a respiração. O mar onde estavam parecia mais denso que o comum, impedindo Lilith de ver a distância que estavam dos outros barcos. ”Caramba!”, exasperou-se em pensamento, ”Preciso sair daqui. Voltou a debater as pernas e o tronco, podendo agora tocar na fria escama que envolvia firmemente seu corpo, apertando cada vez mais. Decidira mudar os movimentos, girando o tronco de um lado para o outro, quando algo movera em sua direção, aumentando ainda mais a sensação de perigo à sua frente. A figura, extremamente similar à uma serpente, tomou forma à sua frente e a jovem arregalou os olhos. Jamais havia visto monstros do mar e havia, claro, ouvido falar sobre os mesmos e sabia que suas lendas eram fatais. Pensou em como havia orado para Poseidon, pedindo proteção antes começar esta viagem e sua mente lhe dizia para esperar que ele a livraria, mas seu coração mandou fazer algo. O monstro tinha olhos amarelados, guelras medonhas e um aspecto doentio, quase faminto, como se estivesse usando suas últimas forças para prendê-la e, assim, matá-la.

Sem mais delongas, a serpente parecia já haver decidido seu ponto final e começou a prendê-la ainda mais, enrolando seu corpo em volta ao da morena. Já imaginando que estava ficando sem alternativas, olhou para a faca em sua mão direita, arregalando os olhos. Essa era a solução! Girou a faca que ainda estava em suas mãos e fincou no corpo do monstro. Sentiu as escamas sendo rasgadas e chegando até os músculos. O sangue negro começou a flutuar e a serpente afrouxou o cerco, dando a grega a única chance que tinha de nadar até a superfície, pegar o barco e voltar para a praia. Seus braços começaram a puxar seu corpo já cansado da batalha para cima e seus pés batiam o mais rápido que conseguiam. Ainda assombrada com as imagens que havia visto, não conseguia imaginar como iria explicar aos pais que havia voltado à orla sem peixes. Estava prestes a chegar a superfície quando foi atingida pela mesma serpente, na cabeça, perdendo instantaneamente a consciência.


Dias Depois...


Os barulhos e som de conversas causavam uma intensa dor de cabeça. A luminosidade parecia ser também outro fator determinante para a irritação maior que a habitual. Moveu os dedos, na esperança de levar a mão ao seu rosto e criar algumas sombras. Para diminuir o desconforto, iniciou um doloroso processo de mover o corpo para a lateral, mas foi impedida. A voz, que informava que ela deveria respirar fundo e relaxar, não conseguia fazer com que Lilith se sentisse mais segura mas sim, confusa. Abriu os olhos, piscando diversas vezes e pode ver estranhas pessoas que pronunciavam o seu nome e explicavam de forma rústica o que ela precisava saber: estava segura e dentro do Acampamento Meio-Sangue. O que quer que isso fosse, não parecia ser boa coisa. ”O monstro me levara para outra parte do mundo?”, questionou-se, antes de se entregar mais uma vez às trevas, pedindo para que os deuses não a deixassem ir ainda.


HABILIDADES: +1 Resistência | +1 Defesa

PRESENTES DE RECLAMAÇÃO:
♆ Tridente de Atlantis — Forjado pelos ciclopes com um metal raro encontrado apenas no fundo do oceano, sendo uma réplica da famosa arma de seu pai. As três pontas do tridente representam três tipos de armas diferentes: a ponta esquerda representa uma espada, a do meio representa uma lança e a da direita representa um punhal. A arma poderá ser escolhida pela prole de Poseidon e, em questão de segundos, o tridente ganhará a forma escolhida. Além de poder ser utilizado em sua forma original. Só pode ser manuseado pela prole do deus, caso outro semideus ou criatura o empunhe, será consumido por várias chamas de fogo grego.

♆ Escudo Oceânico — Um escudo circular forjado com o mesmo material do tridente. Pode suportar até os mais fortes impactos, diminuindo a capacidade do contato em até 30%. O escudo, a cada choque de armas contra ele, reproduz uma onda de tremor de terra em direção ao seu inimigo, conseguindo, dessa forma, desequilibrá-lo e, com sorte, abrir uma abertura de ataque para a prole.

♆ Armadura de Hidra — O grande Herácles (talvez o mais poderoso semideus da história) derrotou a Hidra, deixando-a presa debaixo de uma enorme pedra. Como a Hidra é um monstro de natureza marinha (mesmo que se apresente, as vezes, em terra), Poseidon tem domínio sobre ela. Dessa maneira, uma armadura foi feita para os filhos do mar, usando couro e escamas da Hidra. Extremamente confortável, se adapta ao corpo de seu dono, não ficando nem folgada ou apertada e muito menos pesada. É quase como uma segunda pele. Além de proteger de qualquer ataque desferido com qualquer metal que não seja ferro estígio, a armadura ainda protege contra as ações do clima, resfriando quando for muito calor, e aquecendo em temperaturas baixas. .
@mih

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Re: Teste para Filhos de Poseidon

Mensagem por Poseidon em Sex 13 Jan 2017 - 19:39

Avaliações
Devo dizer que gostei bastante da sua forma de escrever, me deixou preso durante toda a leitura de sua ficha. Mas, percebi vários furos na história que você não explicou muito bem.

Ficou meio confuso se você já havia ou não vistou outros monstros, caso não, é meio difícil uma jovem de dezessete anos, sendo filha de um dos três grandes, não ter se deparado com nenhum monstro. MAS, vou considerar que você deixou isso implícito e que já tenha se encontrado.

A parte da batalha ficou interessante, mas, não entendi ao certo o motivo da serpente, vou considerar que ela tenha sido enviada por mim e tenha levado-lhe para o Acampamento a meu pedido.

Para finalizar, eu vou reclamá-la, pois, acho que sua ficha tem potencial e pode ter um bom desenvolvimento. Em suas próximas narrações evite deixar furos que podem levar o avaliador a ter uma outra percepção.

Sem mais delongas: Bem vinda, filha.
Atenciosamente a Administração


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Re: Teste para Filhos de Poseidon

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