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Reclamação Divina

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Reclamação Divina

Mensagem por Zeus em Sab 14 Jul 2018 - 19:11


Reclamação Divina





Assim que chega ao Acampamento, a reclamação de um indefinido é feita em volta da fogueira, todas as noites. Quando o mesmo é reclamado, aparece-lhe sobre a cabeça um holograma - muitas vezes caracterizado com o símbolo divino de seu pai ou mãe-. Daí, ele é levado até o chalé respectivo e pode conhecer seus irmãos e irmãs, iniciando assim a sua vida de meio-sangue. Entretanto, nem todos são agraciados com um chalé só para si após à fogueira, podendo ficar indeterminado durante semanas, meses ou anos. Os Deuses possuem responsabilidades, afinal, e dependendo do tempo que demoram para cumpri-las, acabam esquecendo-se de certos indivíduos em sua numerosa prole.

O semideus que deseja ser, finalmente, reclamado por seu progenitor divino tem duas opções: A primeira é a ficha de reclamação, a qual pertence a este mesmo tópico, ou então, uma missão.

Mas Zeus, como é que eu vou fazer uma missão sem armas, poderes e blá blá blá?
Não sei, te vira.
Brincadeira.
Você poderá utilizar os poderes respectivos ao seu nível, ou seja, poderes de nível 1. Todo semideus recebe uma Adaga de Bronze Celestial, ela é sua arma, vai na fé. Pode usar uma frigideira também
Além disso, você será "resgatado" por outro semideus, então não vai ser tão difícil assim, de repente ele te leva uma espadinha e tal.


Para você que escolheu a 1ª Opção:

Você pode fazer a ficha para qualquer um dos deuses listados aqui (lembrando que os três grandes tem tópicos separados, assim como os grupos extras e os legados):

Afrodite;

Apolo;

Ares;

Athena;

Deimos;

Deméter;

Dionísio;

Éolo;

Eros.

Hebe;

Hécate;

Hefesto;

Hermes;

Íris;

Lissa;

Macária;

Melinoe;

Nêmesis;

Phobos;

Quione;

Selene;

Thanatos;



Para saber quem é o seu pai ou mãe basta preencher a ficha abaixo e esperar que um Deus atualize. Lembrando que para reclamação dos Três Grandes e Grupos Extras, há tópicos específicos!

Spoiler:

Nome: Nome completo do personagem, sem abreviações.
Idade: Idade do personagem.
Deus(a) Escolhido(a): Especifique.
Porque quer ser reclamado por esse Deus:
História: mínimo de quinze linhas completas
Habilidades: (Conforme a lista daqui)
Presentes de reclamação: poste aqui os presentes que deseja ganhar de seu pai/mãe, juntamente com as descrições dos mesmos. Lembre-se de consultar o tópico aqui.



Para você, pobre coitado que escolheu a 2ª Opção:

O player poderá realizar uma missão específica, ao final dela ele poderá ser reclamado pelo deus que escolheu. As regras são:

- A missão deve ser NARRADA e HEROICA.

- O player precisa ser “resgatado/encontrado” por alguém, esse alguém NÃO poderá ser um NPC.

- Dentre as recompensas por missões narradas heroicas NÃO haverá PRESENTE/BENÇÃO/MASCOTE para o player que solicitou a reclamação. O mesmo irá receber seus níveis e sua reclamação. Quanto ao semideus que irá resgatar, as recompensas seguem o padrão normal de missão.

- Aquele que deseja ser reclamado desta forma deverá solicitar uma missão, neste tópico linkado aqui, é só clicar nessa frase em negrito, especificar que o objetivo dela é ser reclamado, informar qual semideus irá resgata-lo e especificar qual deus quer que seja seu progenitor divino.

- Futuras proles de Zeus, Hades, ou Poseidon devem pedir a sua missão da mesma forma, porém devem especificar, na preferência de deus, um dos três grandes, preferencialmente seu progenitor (se houver ativo). A missão só poderá ser passada por um desses três.

- Ao narrador, lembre-se que o objetivo da missão é, única e exclusivamente, resgatar o player que ainda não é reclamado. No final da missão pode ter aquela cena do Percy com um tridente flutuando. Sejam coerentes, não esqueçam do sistema de missões e não matem os players... Ainda.


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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Rose Fair Armstrong em Sab 21 Jul 2018 - 19:49

FICHA DE RECLAMAÇÃO
Roselie Fair Armstrong
Filha de Lissa
Nome: Roselie Fair Armstrong.
Idade: 23 anos. (28/12/1994)
Deus(a) Escolhido(a): Lissa, Λύσσα, Lýtta, Λύττα.  Deusa da Insanidade.
Porque quer ser reclamado por esse Deus: É uma Deusa diferente das que normalmente escolho como progenitoras dos meus personagens e que pode abrir vários pontos na história e psique de Rose a serem explorados, tanto como semideusa como no quesito histórico pessoal.
História:

—Roselie... —
A voz vibrou e se desfez em pequenas e delicadas pétalas de dente de leão que o vento soprou delicadamente sobre meu rosto causando coceguinhas antes de destruí-las no ar. Estou deitada sobre a relva verde do alto de uma montanha, meus olhos azuis são quase um reflexo do céu sem nuvens e a voz feminina por trás do dente de leão continuava a me chamar; convidativa e familiar ao mesmo tempo em que é envolvente e misteriosa e então eu me levanto e uma palavra escapa de meus lábios infantis: —Mamãe... — Não há tom de dúvida na minha voz, não é um chamado, não estou surpresa; é apenas o que é e repito quase sem ar: —Mamãe.
Escuridão e gritos tomam minha mente causando uma dor de cabeça quase insuportável enquanto cenas sem direcionamento ou lógica se passam e eu vejo uma moça de cabelos negros e curtos e ela esta chorando, em seu colo um corpo pequeno e sem vida que outrora era dona de linda cabeleira comprida e loira; a cabeleira jaz vermelha, os fios cobertos de sangue. Um banho de sangue. Ela grita e suas lágrimas não cessam, então sinto as minhas próprias lágrimas escorrerem por minhas bochechas infantis e um grito me sufoca preso na garganta, quero por pra fora, mas não há modo e eu morro engasgada aos poucos junto com a escuridão que toma minha mente levando pra longe sangue, gritos e a dor. Loucura.
—Mamãe. — Repentinamente ela esta ali, nós duas a sombra de uma frondosa árvore e ao nosso redor rosas e mais rosas vermelho sangue. Delírio.
Sinto suas mãos quentes em meus cabelos, estou deitada com a cabeça em seu colo e enquanto ela trança madeixa por madeixa observo a vida em movimento ao meu redor; folhas sendo levadas para passear pela brisa e maças rubras balançando nos galhos. Uma maça cai do alto e rola até tocar a ponta do meu pé descalço e sujo de terra no mesmo momento que meu estomago ronca; arrasto com os pés a maça até o alcance de minhas mãos, esfrego a fruta no cetim do meu vestido e percebo o quanto seu rubor é convidativo, mas antes que consiga dar uma dentada em sua casca a vejo sendo levada de mim. Olho para mamãe enquanto ela abre a fruta com cuidado e a vira para que eu possa entender o porquê de ter tirado a maça de mim. Meu estomago se embrulha e a fome vai embora deixando no lugar a ânsia quando vejo que a fruta por dentro esta inteiramente podre e coberta de vermes. Eu encaro o amontoado de vermes e ânsia aumenta e eu já tenho que cobrir minha boca para não vomitar, quando não aguento segurar mais o fel vem pra fora e apaga qualquer resquício de luz.
—Mamãe? — Eu murmuro e agora posso ouvir o som da minha própria voz e dos passos pequenos de criança no chão de madeira. Olho para o piso de taco e noto que até ele esta coberto de sangue, a mulher a minha frente ainda chora e acalenta em seus braços a garotinha morta. Ela me olha e em seu olhar vejo raiva e não entendo. Realmente não entendo. —Mamãe? —
A expressão em seu rosto é de amargura profunda, os lábios estão ressecados e a pele rugosa; espero que ela responda, mas ao invés disso sua mão sobe e então desce direto ao meu rosto em um tapa dolorido. Meu coração palpita e as lágrimas voltam refrescando a bochecha ardente, soluços escapam de minha garganta seca; acaricio a pele marcada com minha mão e encaro a mulher a minha frente, ela vocifera, é quase como uma besta e o medo me possui.
—Você é um monstro como seu pai, não é minha filha. Olhe o que seu pai fez a minha pequena princesa. Eu não sou tola! Não darei espaço para que faça o mesmo a mim! — A mão se levantou de novo e desceu, mas dessa vez foi mais certeira, mais forte e eu; menininha, jogada pra longe. Sinto a cabeça bater com força no piso e relembro o quanto ele esta coberto de sangue, tão vermelho... Mas então não há mais vermelho, só o escuro. Estupidez.
Chuva. O cheiro e o barulho despertam meu consciente no escuro e ali estou eu com Mamãe de novo. Ela parece sorrir quando me levanto e começo a correr pela grama embaixo da chuva fria, mas eu duvido por que dificilmente mamãe sorri.
Abro os braços e corro e então sou um pássaro, as gotas começam a engrossar e sou borboleta tentando sobreviver. Quando olho para as rosas estaco em meu lugar e lágrimas sem significado brotam de meus olhos juntando se as gotículas de chuva. As rosas não são vermelhas, são brancas e seu vermelho derrete por completo. Mamãe toca em meu ombro. —A chuva lava o sangue.
Meus olhos embaçam em meio a lágrimas e gotas e eu caio no escuro do buraco da Alice de novo.
—Rosalie? Esta me ouvindo?— Um homem vestido de branco tenta chamar minha atenção, lanço lhe meu por breves segundos antes de decidir que prefiro continuar a ignorar. Minha cabeça esta confusa. É como se houvesse um grão vazio na minha mente. Mordo os lábios e faço sons com minha língua para ao menos me sentir viva. A quem engano? Isso não é vida.                              
—Rosalie, por favor. Não quero mais te manter presa na camisa de força ou a maca. Quero te levar pra um lugar com outros como você, mas tenho pouco tempo... Preciso que colabore comigo. —  Eu volto a olhar o cara que acredito ser mais um médico me tratando como um bichinho de laboratório, ele devolve meu olhar e eu noto o quanto os olhos dele são castanhos. Castanhos como os do meu pai.
—Olhos cor de chocolate. — Sussurro pra ele e vejo a face enrugada enrubescer e se animar.
—Consegue notar a cor dos meus olhos? — Balanço a cabeça confirmando que sim e ele sorri satisfeito.                                                                                                                        
—Bem, eu tenho que tirar isso de você agora... — E enquanto fala isso ele se aproxima de mim, então eu grito e me retorço na cadeira e ele para me fitando nos olhos.
—Eu não vou te machucar Rose. Eu prometo que não vou. Eu... Sei o que fizeram...
Engulo em seco sentindo meu entorpecimento lutando contra minha sanidade.
—Você... É um médico como eles... Eles... Eles me fizeram mal...
Ele balança a cabeça preocupado e se afasta.
—Não sou um médico. E eu prometo que não vou tocar no seu corpo. Só quero tirar você dessa camisa de força. Pode confiar em mim?
Mordo meus lábios enquanto a raiva sobe ao lembrar dos médicos asquerosos passando suas mãos nojentas pelo meu corpo enquanto eu estava anestesiada e amordaçada. Respondo com o ódio, querendo matar a todos aqueles nojentos.
—NÃO!
O homem estranhamente sorri, passa por trás de mim e solta meus braços amarrados pra trás na camisa e por fim se afasta. Eu me levanto e arranco a camisa do meu corpo em agonia, como se fosse uma segunda pele que eu quisesse me livrar, uma pele de cobra.
—Ok, não posso pedir que você confie em mim sem que eu você saiba quem eu sou e que estou ao seu lado. Vamos fazer assim, vou apenas te soltar e deixar você fazer seu show e então você decide se confia em mim e vem comigo para o acampamento. Fechado?
Meus olhos cintilam ódio quando aperto a mão que ele me ofereceu.
—Fechado...
...
O Hospício Jervam Blooke era consumido aos poucos. Todas as saídas haviam sido trancadas e tudo que podia ser alimento para o fogo fora embebido em álcool. Gritos desesperados de médicos, enfermeiras e pacientes podiam ser ouvidos e até os bombeiros foram chamados, mas tiveram que se contentar em assistir aquela tragédia de fora do local por que todas as portas foram soldadas.    As pessoas começaram a se atirar das janelas, o cheiro de carne queimada exalava fortemente pelo ar; tudo era só mais um motivo pra gargalhadas de uma jovem de cabelos negros e compridos.         Os olhos faiscavam assistindo a dança do fogo, a criança que fora outrora e a mulher desabrochando já eram as mesmas e aquele hospício seu verdadeiro campo de rosas. O homem que a acompanhava, agora todo vestido de preto, observava a cena satisfeito e com admiração quando um sinal brilhante apareceu sobre a cabeça da garota como se vindo junto a fumaça. Anoia, a demência, sorriu enquanto chamava Rosalie para que tomassem o caminho rumo ao destino dela.
—Venha pequena Rosa, sua mãe tem muitos planos para você.
A jovem abriu um sorriso inocente e falso ao ouvir as palavras dele. Ela não gostava de planos, fora mantida presa e agora era uma fera solta. Enquanto ela dava as costas a sua grande obra gotas molharam sua face, mas nem mesmo isso seria o suficiente para apagar o incêndio.
—As rosas mentiram mamãe. A chuva não lava o sangue.


Habilidades: Defesa e Persuasão.
Presentes de reclamação:
-Camisa de Força / Armadura [Armadura de ouro branco. Protege apenas o peitoral e os braços até os cotovelos. ]
-Burn Bitch / Alabarda [A lâmina é feita puramente de cobre chegando a ser vermelha, assim que entra em contado com a pele do inimigo provoca queimaduras de terceiro grau.]
-Lhama / Mascote [A lhama é o animal sagrado da deusa da loucura. Pode ser um animal comum aos olhos dos mortais, mas é para os filhos de Lissa que elas mostram seu verdadeiro poder.](Nome Dalai Lhama)
PODERES MASCOTE DALAI LHAMA:
PODERES DO MASCOTE:
1 ~ 5 - O caminho certo: A lhama sempre saberá por onde ir, evitando na maioria das vezes um encontro desagradável com algum monstro. Além de ser um belo transporte.
6 ~ 8 - Proteção: O mascote sempre cobrirá as costas do seu dono, muitas vezes participando das defesas e impossibilitando ataques surpresas.  
9 ~ 11 - Boca ácida: Esses animais tem uma péssima mania de cuspir uma sustância gosmenta... Que vem bem a calhar, quando a lhama atinge certo estágio de sua vida o resíduo fica tão ácido que chega a corroer certos objetos inclusive a pele, e é nessa hora que seu cuspo é usado como arma.
12 ~ 15 - Lutador: Aprendendo a ficar de pé nas patas traseiras. Ninguém escapa dos "socos" que se tornam bem potentes com o passar do tempo.
16 ~ 20 - Ser bestial: A transformação de lhama para besta é bem comum, asas negras e chifres pontudos deixam qualquer um confuso. Mas ainda sim ela será uma lhama - Com chifres e asas.
30 - A cura: Nesse ponto o mascote está tão ligado com o seu dono que faria de tudo para salvá-lo caso ele estivesse entre a vida e a morte. O sangue da lhama agora pode ser usado como um kit de cura, ambrosia e néctar não serão mais necessários.
OBS::
Se precisar que eu narre o simbolo aparecendo na fogueira, só avisar.


Thanks Tess
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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Nyx em Seg 23 Jul 2018 - 12:24


Rose


Hey Rose como vai o Jack? Morto, por que cabia vocês dois na porta ;-;

Brincadeiras à parte, eu gostei da sua ficha. Sinto que você vai se tornar um grande problema, se quiser umas aulas de como matar sem levar a culpa pode procurar a Zozo <3 Ela te ensina <3

AUHSUAHSAUSHAUSHAU

Aprovada! Seja bem vinda <3

Obs.: O mascote não poderá ser dado, já que o sistema de mascotes está passando por uma mudança. Então peço que, por gentileza, escolha outro presente e me envie via MP <3




Nyx 
♥️Primordial♥️Deusa da Noite♥️
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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Gowther von Degurechaff em Seg 23 Jul 2018 - 20:45




Gowther von Degurechaff

A Cabra da Luxúria



Nome: Gowther von Degurechaff
Idade: 18 anos
Deus(a) Escolhido(a): Hécate
Porque quer ser reclamado por esse deus: Além do mundo mágico que envolve ser filho dessa deusa, há o ar de sobrenatural que busco tratar com esse personagem. A personalidade dele combina perfeitamente, ou pelo menos os seus desejos, visto que destino, caminhos a se tomar e um certo domínio da realidade é intrínseco com a natureza de Hécate.
História:
Parte Um | O Curioso
Aos oito anos de idade, Gowther questionou aos pais sobre seu nascimento pela milésima vez. Ele ainda era muito novo para saber a verdade, mas sua persistência quando se tratava de informação sempre foi assustadora para adultos. Portanto, eles contaram o que sabiam.

“Como assim?” Ele não compreendia a razão para seus pais não terem total conhecimento de como foi o parto de um filho deles. Foi assim que descobriu inesperadamente uma verdade que não havia perguntado a respeito, ele era adotado. Anos a frente ele descobriu que sua mãe era infértil e, assim como ele, todos seus irmãos eram adotados. Uma família de sete membros e nenhum detinha laço sanguíneo.

De acordo com seus pais adotivos, seu parto foi testemunhado por nenhuma pessoa viva e que essas foram as palavras do seu verdadeiro progenitor. Incapaz de manter o olhar fixo, debilitado e com o corpo ensanguentado, foi assim que o seu pai se encontrava quando o entregou embrulhado em uma manta respingada de sangue e sujeira. Foi possível notar como aquela atitude foi difícil para ele e, ao mesmo tempo, um alívio, pois seu dever como pai, embora precocemente, estava completo.

“E a minha mãe?” Gowther não pareceu entender que sua mãe era um mistério ainda maior que seu pai. Todavia, os adotivos não estavam mais perplexos pela capacidade de questionar ainda mais a sua origem após a informação que já havia sido dada. Perguntaram-se pelo coração do menino, pelos sentimentos que não eram visíveis na face dele. Curiosidade era tudo.

Sem ajuda daqueles que cuidaram dele, o jovem descobriu sobre sua mãe. Infelizmente, essa descoberta somente o levou a mais e mais perguntas. Ele nunca ficou satisfeito, nunca soube tudo que gostaria de saber.

Parte Dois | As Cordas
A mãe de Gowther adoeceu como era de praxe. Sua saúde não era das melhores e todos sabiam disso, não houve surpresa até o dia de sua morte. Não havia sido a sua pior crise, mas ninguém podia saber o que o destino reservava, muito menos o momento que a Morte bate na porta. E isso incomodou o rapaz. Ele queria ter evitado, não pelo seu amor a falecida, mas para tomar as rédeas de sua vida, incluindo as daquelas a sua volta.

O filho não foi o único afetado com a morte. O marido da falecida, o pai adotivo de Gowther, sofreu as maiores mudanças com aquele dia. Devido ao trabalho, sua proximidade com os cinco filhos era pequena, ainda menor com o segundo mais velho, o menino dessa história. Suas personalidades não se davam bem, eles eram como água e óleo. O tempo os deixou mais separados, chegando ao ponto de ficarem dias sem trocarem olhares, meses sem falarem o nome um do outro e anos de mágoas.

Enquanto isso, os irmãos também sofriam de mudanças. O mais velho não demorou para deixar a casa quando chegou à maioridade. A terceira, a que foi adotada logo após Gowther, se tornou o orgulho da casa com suas boas notas e comportamento admirável. O caçula nunca se sobressaiu, pouco era falado sobre seus feitos, nada nele era ruim ou bom o bastante para chamar atenção de sua família. E, por fim, o segundo mais novo começou a sofrer mais com sua doença. Esquizofrenia que era pouco aparente durante a presença da mãe, tornou-se um problema imenso com a partida dela. Os três mais velhos eram quem cuidavam do pobre menino, embora ninguém quisesse de fato a ajuda do ruivo sem coração.

Gowther mais uma vez desejou saber o que ninguém sabia. Além do mais, do que adiantava tanto estudo aos livros que ele gostava se não fosse capaz de resolver problemas de dentro da sua casa? Isso o incomodava dia e noite, fazendo-o perder o sono inúmeras vezes. E sem o cuidado materno, nunca mais foi impedido de passar madrugadas inteiras se dedicando em pesquisas. Foi dessa maneira que acabou por adentrar o perigoso mundo da magia, abrindo um livro que não devia.

Ele testemunhou o que pode controlar a realidade, o que manipulava as marionetes. Todavia, estava muito longe de conhecer aqueles por trás das cortinas naquele momento.

Parte Três | O Feitiço
Ceticismo não o impediu de testar os símbolos e os rituais contidos naquelas páginas. Tempo ele tinha de sobra, assim como privacidade. Numa tarde sem Sol, aproveitou o barulho da tempestade para ler as palavras quando terminou os preparativos. O mantra estava em outra língua, mais antiga que seu inglês contemporâneo, nem sequer usava o mesmo alfabeto. Isso também não o impediu de continuar. De alguma maneira, ele entendeu o conteúdo.

“Sangue”, uma das palavras. Foi necessário um corte em sua mão para fornecer algumas gotas de si. Se sua mãe o visse, repreenderia-o após cuidar da ferida. Era por isso que ele fazia isso sem hesitar naquele momento.

“Sentimento”, o segundo ingrediente. Precisava fornecer a energia de algo que ele sentia. Quanto mais forte, melhor seria o resultado. Mas havia um grande e óbvio problema nisso. De acordo com todos que o conheciam, ele era uma máquina sem coração. E, no limite do possível para um ser humano, não possuía o suficiente para dizer que sentia algo. Exceto por uma coisa: amor. Ou, na realidade, empatia. Ele era muito novo para saber a diferença, mesmo assim, conseguiu sua capacidade de se colocar no lugar dos outros como ingrediente.

“Segredo”, mas o que Gowther teria escondido de todos? Ele era tão racional que quase era possível ver as linhas de sua programação ao encará-lo por poucos segundos. Sendo assim, ele não conseguiria o que queria. Todas as horas ali teriam sido um desperdício de tempo com uma brincadeira sem sentido. Em toda sua vida, essa seria sua primeira vez brincando. Contudo, recordou-se de algo que ninguém sabia. Um pensamento que ele guardava desde sempre, pois compartilhá-lo traria nenhum benefício; o seu ódio pelo pai adotivo. Apesar de parecer óbvio, ele nunca foi agressivo ou apresentou de fato carregar esse sentimento em relação ao pai, portanto, era um segredo de fato.

Para finalizar, bastava dizer o segredo em alto e bom tom após dizer o mantra do livro três vezes. Sem mais delongas, o jovem começou a falar, embora nada escutasse. Ele estranhou e logo percebeu que era efeito da “magia”, ou apenas estava embriagado com a fumaça das velas e confuso com os sons dos trovões, além do mais, a sala em que se encontrava era pequena e empoeirada devido aos livros altos que ele não alcançava nas prateleiras.

Ele repetiu a frase, agora com mais força. Nada pôde ser escutado das suas cordas vocais, mas as chamas que o rodeavam começaram a mudar de cor. Do típico vermelho, tornaram-se azuis, depois se alternaram em diversos tons de roxo. Em certo momento, eram verdes, em outro laranjas.

Os relâmpagos iluminavam o cômodo em que o ritual acontecia através da janela de vidro fechada. A última frase estava prestes a ser proferida, mas o clarão vindo das velas atordoou Gowther. Por alguma razão, o feitiço deu errado e as paredes começaram a queimar em labaredas comuns. E, das poucas sombras que se mantinham naquele incêndio, mãos esqueléticas começaram a se projetar. Um esqueleto conseguiu ficar de frente ao projeto de bruxo, encarando o rapaz como se fosse capaz de enxergar sua alma vazia através dos espaços que havia no lugar de olhos.

Um grito classificado como fantasmagórico pôde se ouvir quando a criatura abriu sua mandíbula, fazendo que o garoto agisse por instinto e fugisse dali. Por alguma razão, tentou levar o livro de feitiços consigo, mas três mãos sem carne agarraram o tomo.

Embora a saída mais curta e segura fosse pela porta da frente, caminho por onde poderia alertar sua família sobre o perigo, Gowther tomou a direção para os fundos da casa. Era possível ouvir ossos contra o piso, além do bater de dentes que o lembrava do bruxismo de sua irmã. E foi por conta desse devaneio que acabou por bater a cabeça numa porta, pensando que estava entreaberta. Tudo escureceu, os sons sumiram e somente uma silhueta humanoide com pequenos chifres foi a última coisa que ele viu antes de apagar.

Após três dias, ele despertou longe de casa. Foi explicado a situação dele, o motivo para ter sido atacado por esqueletos, a razão para ter conseguido quase executar por completo um feitiço complicado e o porquê de ser levado até o Acampamento Meio-Sangue. De fato, nenhum homem havia testemunhado seu nascimento, pois sua mãe biológica era uma deusa. No mesmo dia de seu despertar, ela o reclamou, Hécate, uma deusa complicada.

Agora Gowther sabia muito mais do que antes, embora ao mesmo tempo estivesse com o triplo de dúvidas. A eterna busca continuava.

Spoiler:
Gowther demorou a descobrir, mas seu feitiço funcionou parcialmente. O preço do sentimento foi realmente cobrado, sendo assim ele perdeu sua empatia e ganhou uma marca que lembra uma cabra em seu peito.

Habilidades: Resistência e Persuasão
Presentes de reclamação:  Cajado [Esse item é extremamente importante para a realização de magias mais complicadas. O cajado é cerca de 20 cm maior que o semideus e ao contrário dos cajados clássicos esse é de metal, na ponta do cajado há uma bola de cristal cujas cores podem variar entre: Azul, roxo e preto(dependendo da escolha da face), o cabo vai afinando até chegar a ponta assemelhando-se a uma lança, ou seja, o cajado pode ser utilizado para atacar. Quando não está em uso, o cajado toma a forma de lightstick.]


White Eyes / Canalizador [Ao utilizar magias que exijam muita energia, os olhos dos filhos de Hécate se tornam brancos, esse presente foi dado pela deusa para que seus filhos possam receber da lua energia para a conclusão de suas magias. Ao usar o White Eyes, independente do lugar em que o semideus está, ele sugará energia lunar, tal presente pode ser utilizado apenas 2 vezes por turno.]

Lua Minguante / Tiara [Essa tiara pode ser tida como “Sábia”, quando utilizada pelo filho de Hécate, o semideus demonstra ter uma sabedoria que abrange vários assuntos podendo ir desde magias/feitiços/rituais (embora não consiga realizá-los) até conhecimentos de batalhas, o jovem também pode entender de plantas e ervas venenosas. A tiara é invisível e pode ser utilizada o tempo todo já que quando utilizada parece apenas uma tatuagem, ou seja, não tem peso. Para retirá-la basta tocar a lua na tiara que ela se torna física.]

Marionete à procura das cordas.  



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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Poseidon em Seg 23 Jul 2018 - 21:19


Got


Got, meu jovem, gostei bastante da sua escrita, sem erros, diria que foi muito bem revisada. Você tem uma boa coerência, guia muito bem o leitor e consegue deixá-lo preso ao que quer transmitir, gosto disso em você. Gostei da sua história, Hécate não é um todo, são partes, assim como o que você escreveu. Você fez uma pequena jornada do herói, também gostei bastante disso: começo, meio e uma brecha para a continuidade da trama do seu personagem. Eu espero que você cresça e se torne um grande semideus, será um prazer tê-lo no Camp.

Bem vindo, filho de Hécate!


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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Eclipsa Lanthirhel em Qua 25 Jul 2018 - 1:28

simply beautiful
Nome: Eclipsa Lanthirhel
Idade: 19
Deus(a) Escolhido(a): Ares
Ares. Meu objetivo neste forum é partir para uma trama diferente do que sou acostumada. A personagem já estava pré-definida quando me inscrevi aqui, mas acabei mudando todo o rumo durante a escrita e a unica coisa que preservei foi o fato da personagem ser prole de Ares. A personagem vai ser trabalhada como uma guerreira que luta por uma causa, dona de uma personalidade forte, senso de lealdade e Ares é a opção perfeita.

História: Los Angeles, ou a Cidade dos Anjos, é conhecida por abrigar um estilo de vida extravagante e a família Lanthirhel não poderia ser diferente. Lissandra e Jace Lanthirhel possuíam um império farmacêutico glorioso, um casal de gêmeos e viviam uma vida invejável numa incrível mansão. Porém o que poucas pessoas sabiam era que a família escondia uma terceira filha: Eclipsa.

A menina de cabelos escuros passara a vida inteira em casa, escondida dos holofotes da mídia. Sem permissão para frequentar uma escola comum, recebia aulas de um tutor particular norueguês e tinha um segurança particular em sua cola 24 horas por dia. Mas porque todo esse segredo? Muito simples: A tradicional família Lanthirhel não poderia assumir uma filha vinda de um relacionamento extraconjugal, seria um escândalo!

A 18 anos, Lissandra encontrava-se numa péssima fase de seu casamento e durante uma viagem para visitar sua irmã na Virgina, e acabou tendo um caso com um veterano de guerra, o que resultou em uma gravidez indesejada.

Mesmo com inúmeras tentativas de abortar aquela criança, dia 5 de Março de 1998 Eclipsa veio ao mundo com uma saúde de ferro. Jace concordou em assumir a paternidade da bastarda, porém se recusava a deixar que a menina manchasse o nome de sua família, então criou-a em segredo. Seus irmãos. June a Adam eram indiferentes a sua presença, mas ao mesmo tempo eram o único contato com humanos que a jovem tinha e com o tempo, os 3 se tornaram bons amigos.

Quando completou a idade de 13 anos, Eclipsa começou a fazer perguntas. Começou questionando porque não podia frequentar a escola junto com seus irmãos.

- Você é muito frágil. – Respondeu a mãe de forma rude olhando-a por cima dos óculos.

Eclipsa sabia que era mentira, em todos os seus anos de vida, não havia tido uma única gripe. Algum tempo depois ela perguntou porque não podia ter um celular.

– Quer ser encontrada por um pedófilo? – Esbravejou o padrasto fazendo com que a menina pulasse da cadeira com o susto.  

Com o tempo Eclipsa percebeu que o melhor a fazer era ficar em silêncio e ser boazinha, mas mesmo assim um pensamento ainda martelava sua mente: “O que tem lá fora?”. Como nunca tivera permissão para sair, o máximo que conhecia além dos muros da sua casa era o enorme haras, onde passava a maior parte do dia.

Foi numa tarde de agosto que seu mundo virou de cabeça para baixo. O vento do crepúsculo varria os cabelos castranhos de Eclipsa enquanto ela e seu azarão disparavam pelo haras numa velocidade absurda. Os últimos raios de sol ainda lhe incomodavam a vista, mas isso não impedia que a jovem mantivesse os olhos cravados no horizonte com determinação. Os momentos que passava montando aquele cavalo eram sempre os mais valiosos porque era a coisa mais próxima que conhecia da liberdade que seu coração tanto almejava, mas como toda ilusão, aquilo tinha fim. Suas pernas estavam quase insensíveis e os pulmões em brasa quando Roger, o segurança particular, gritou seu nome.

Puxou as rédeas do quadrúpede que por sua vez empinou-se nas patas traseiras, relinchando em protesto. Eclipsa sabia muito bem o que ele queria, mas para ambos o desejo de liberdade era algo impossível.

Com dois tapinhas no pescoço do animal, ela desmontou e seguiu em direção ao homem de terno que a esperava. Roger era um brutamontes enorme com uma postura rígida, mas seu olhar era de quem não sabia nem contar 2+2.

A senhora Lanthirhel lhe aguarda. – Disse com a voz firme e a jovem apenas assentiu, seguindo-o sem hesitação. Enquanto cruzavam a mansão, Eclipsa tentou arrumar os cabelos num rabo de cavalo e limpar o suor de seu rosto para que sua aparência estivesse boa. Não queria receber olhares da mãe durante o jantar.

Quando colocou os pés na sala de jantar, os gêmeos já ocupavam seus lugares de costume na grande mesa de vidro, mas antes mesmo que Eclipsa pudesse fazer o mesmo, as silhuetas imponentes de Lissandra e Jace surgiram na porta e ela sentiu como se algo tivesse encolhido e congelado dentro de si.

Temos uma viagem de urgência para a filial em Ohio – Anunciou Jace olhando severamente para os presentes. – Ficaremos fora por uma semana, então sugiro que todos mantenham-se nas regras da casa. – Ele acrescentou a ultima parte especialmente para Eclipsa, que estava rígida em seu lugar. Sempre que estava na presença de Jace, sentia-se sob o olhar de um ditador.

Já os gêmeos não pareciam se importar, apenas olharam com displicência e assentiram antes de voltarem os olhares para seus aparelhos celulares.

Lissandra aproximou-se e beijou a cabeça de cada um dos filhos, exceto a de Eclipsa. Para a jovem ela preferiu lançar um olhar reprovador e apenas apertou seu ombro apenas por educação, e em resposta recebeu um sorriso forçado.

Lissandra tentava ao máximo não tratar a filha com desprezo, mas sempre falhava miseravelmente. Eclipsa já não se importava, não esperava nada daquela família de mentirosos.

Jace e Lissandra não participaram do jantar, depois das “despedidas”, ambos saíram apressados da sala de jantar, deixando os 3 filhos sozinhos. Os gêmeos eram tão parecidos que poderiam deixar qualquer um tonto. Ambos tinham cabelos acaju muito lisos, pele alva, sardas distribuídas perfeitamente na pele azeitonada e parecia que tinham saído de uma capa de revista. Qualquer um que visse Eclipsa perto dos dois saberia que a menina não pertencia aquela família. Ao contrario dos gêmeos, ela tinha um porte físico de uma atleta profissional, ombros largos e musculatura definida. Sua pele era bronzeada pelas muitas horas que passava andando de cavalo e seu cabelo era de um profundo tom de castanho, mas naquele momento estavam molhados de suor.

O jantar foi preenchido por conversas vagas, ninguém tinha um real interesse no que o outro tinha a dizer, mas Eclipsa gostava de observa-los interagir. Era a melhor maneira de saber como as pessoas da sua idade agiam lá fora, tendo em vista que seu conhecimento social se baseava em seriados e filmes que assistia na televisão. Ao fim da refeição, cada um tomou um rumo diferente e Eclipsa subiu para seu quarto ansiando por um banho frio.

Ao bater a porta atrás de si, Eclipsa começou a se despir de forma apressada. Não aguentava mais aquele tecido suado e quente grudando em sua pele e quando finalmente se viu livre do mesmo, suspirou aliviada.

O toque frio e gentil da água sobre sua pele parecia até um sonho, e foi naquele momento que a jovem percebeu como estava cansada. O dia poderia até ter passado rápido com a aula particular e tarde cavalgando no haras, mas seu corpo realmente cobrava o descanso que tanto merecia. Toda a musculatura estava rígida e a parte interna das coxas encontravam-se vermelhas e ardidas devido ao esforço e a falta de cela, mas a jovem não se importava. Valia a pena demais! Correr era sua paixão. Sonhava com o dia em que pudesse sair daquela prisão, queria comprar um carro esporte e ganhar a vida fazendo raxas ao redor dos Estados Unidos.

Aquele pensamento fez com que um calorzinho se espalhasse pelo seu corpo ao mesmo tempo que sua mente começou a formar imagens de si mesma correndo num Acura NSX, mas a sensação de melancolia não durou muito tempo, pois logo batidas na porta foram ouvidas e a jovem precisou encerrar seu banho.

Só um momento. – Falou enquanto entrava numa calça de yoga cinza e uma camiseta qualquer. Correu para abrir a porta ainda enxugando os cabelos e deu de cara com uma empregada com um imenso sorriso no rosto, segurando uma bandeja de prata com um copo de leite e uma pílula encima. Eclipsa franziu a testa.

O que é isso? – Questionou com a testa franzida.

Sua vitamina. – Disse numa voz esganiçada.

As rugas na testa de Eclipsa se aprofundaram mais ainda. Vitaminas? Ela não tomava nenhum tipo de suplementos ou remédios, tinha uma saúde invejável.

Eu não tomo isso. Deve ser da June.

A empregada insistiu.

Sua mãe ordenou que começasse a tomar... Suplementos para melhorar saúde.

Eclipsa revirou os olhos e pegou a pílula. Engoliria até pregos se aquilo fizesse com que aquela mulher a deixasse em paz, mas assim que o cilindro desceu sua garganta, um barulho de vidro quebrado foi ouvido, causando um engasgo na jovem, que cuspiu metade do leite na cara da empregada.

Tudo o que aconteceu em seguida foi muito rápido e muito surreal.

A empregada deu um grito de raiva e largou a bandeja, que caiu com um estrondo no chão ao passo que ela recuou esfregando os olhos. Passos pesados e apressados subindo as escadas foram ouvidos, mas Eclipsa estava ocupada demais tentando respirar para se dar ao trabalho de ver quem era. Envergou a coluna e tossiu com força afim de tirar os vestígios de liquido esbranquiçado das vias respiratórias.

Quando a jovem finalmente se recuperou, viu uma cena que julgava impossível: Um homem forte de cabelos escuros havia pulado na empregada, que guinchava em desespero. Primeiramente achou que se tratasse de um ladrão, mas era impossível qualquer pessoa normal passar pelo sistema de segurança da propriedade. Seria um terrorista? Antes que pudesse concluir qualquer tipo de raciocínio, a empregada criou asas. Literalmente.

Das costas da mulher que antes era uma simples empregada da família, saíram asas tenebrosas e sem penugem alguma. Pareciam mais serem cobertas por uma membrana de couro acinzentado, que combinava como o tom que a pele dela assumia.

Eclipsa tentou falar alguma coisa, qualquer coisa, mas seu raciocínio parecia mais lento do que o normal e ela começou a pensar se aquele comprimido não teria sido alguma droga pois seu corpo parecia mil vezes mais leve e sua visão começava a se tornar turva, o que a forçava a piscar com força e sacudir a cabeça severamente para que pudesse voltar ao "normal".

E então, como se não fosse nada, o homem desconhecido puxou o que parecia ser uma faca e cravou a lâmina cobre na testa da criatura, que imediatamente parou de se mover e começou a se desfazer em poeira.

Era demais para processar em tão pouco tempo. Eclipsa suava frio e suas pernas estavam grudadas no chão, mas quando o rapaz virou, seus ossos pareciam ter tomado a consistência de geleia pois ela caiu numa tentativa patética de dar um passo para trás. Era uma garota forte, mas mesmo assim era apenas uma garota desarmada contra um homem armado que acabara de esfarelar uma de suas empregadas. O que porra estava acontecendo?

Sentindo seu corpo cada vez mais mole ela percebeu que definitivamente havia sido drogada. Seu cérebro não conseguia nem atender aos instintos mais básicos de sobrevivência. “Corra” dizia para si mesma, mas suas pernas pareciam descordar daquela ideia.

Quis gritar por ajuda, mas seus lábios não respondiam aos estímulos enviados pelo cérebro, e provavelmente aquilo não ajudaria em nada pois June e Adam com certeza estavam com seus malditos fones de ouvido.

Seu nome é Eclipsa? – Perguntou sem rodeios, sua voz firme e descontraída fazia parecer que estavam numa situação cotidiana.

Quem caralhos é você? Sai da minha casa! – Respondeu numa voz gasguita e com o coração batendo dolorosamente contra as costelas.

Não houve resposta verbal naquele momento. Em vez disso, um brilho escarlate iluminou o aposento que ocupavam e Eclipsa levantou a cabeça apenas para vislumbrar o que parecia ser um estranho holograma de cabeça de abutre com duas lanças cruzadas atrás. O rapaz de cabelos escuros pareceu satisfeito consigo mesmo pois seus lábios esboçaram um sorriso.

É, você é sim. – Foi a ultima coisa que a jovem ouviu antes de tudo virar apenas um borrão multicolorido e em seguida seu cérebro se desligar.
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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Poseidon em Qua 25 Jul 2018 - 8:21


Eclipsa


Minha jovem, embora eu não tenha aprovado a sua motivação para ser filha de Ares, sua história fez com que eu a aprovasse. Você tem uma escrita leve e de palavras fáceis, o que torna a leitura ágil e boa, eu apostaria em colocar mais detalhes vez ou outra mas mantendo seu estilo original que é muito bom e da para ter um grande desenvolvimento em cima disso. Seja muito bem vinda ao acampamento e lembre-se de me mandar por mp os presentes de reclamação que você quer, pois você não os colocou na ficha.


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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Ramonna Völker Rothschild em Sab 28 Jul 2018 - 3:30

Reclamação Divina
O poder emana de suas veias...

Nome: Ramonna Völker Rothschild

Idade:21

Deus(a) Escolhido(a): Hécate




Motivo:

Ramonna será filha de Hécate por alguns motivos bastante significantes para mim, primeiramente, a patrona da feitiçaria já é uma conhecida de muitos anos, acredito saber o suficiente para interpretar um personagem que seja prole da mesma. Em segundo lugar, por ter esse contato com a divindade não só em termos mitológicos, acabei por criar uma afinidade e admiração grande pela mesma.

História:


04:45 P.M 15/01/1997 - New York, USA


James tinha nos lábios um sorriso maroto que a tempos não vestia no rosto, seus olhos miravam o corpo nu da mulher na cama de lençol branco. Ele coçava com uma das mãos o próprio abdômen nu enquanto na outra trazia o celular que acusava algumas chamadas perdidas de Madelaine, sua esposa - Desculpe querida, estou meio ocupado agora - O ruivo respondeu mentalmente antes de jogar o aparelho de volta na penteadeira em frente a cama.

— Você está pronto pra outra, James? — Os cabelos negros dela caiam sob as costas no momento em que a mesma se apoiou nos joelhos na cama, os olhos tão escuros quanto os fios encaravam o homem e sua voz soava em tom de desafio e um pouco de deboche, mas mesmo assim, não deixava de ser sexy — Ou o rapazinho já não dá conta?

— Mas você está falando com um Rothschild... — Ele riu sorrindo de forma maliciosa enquanto avançava pela cama de maneira lenta até alcançá-la —Nós não cansamos.

[...]

06:00 P.M


— Você me serviu bem, não tenho do que reclamar dessa vez — Ela se vestia com tranquilidade. Primeiro as peças íntimas, seguidas pelo corselet preto e enfim pelo vestido vermelho que deveras lhe caia muito bem.

James ainda se encontrava deitado na cama tomando fôlego. Aquela mulher fora incrível e ele ousava a compará-la com sua esposa em termos de “habilidade”.
Ele ergueu os olhos encarando ela quando a mesma alcançou a porta calçando os saltos, em sua cabeça, se perguntava se não devia contar sobre sua situação real, mas concluira que não, já que não estenderia aquele caso.

— Vamos nos falar denovo em breve, não se preocupe —Ela sorriu de canto abrindo a porta. Antes de sair, ela olhou sobre o ombro rindo para James — Eu sei da sua mulher, querido .

Ela passou pela porta e a fechou em suas costas. James arregalou os olhos e levantou-se correndo da cama,  escancarando-a novamente, porém já não havia sinal daquela mulher, era como se ela houvesse desaparecido no ar.


01:23 A.M 10/09/1997 - Estocolmo, Suécia


A campainha do Rothschild soava desesperadamente. Seja lá quem estivesse apertando, não tinha nenhum pingo de paciência e muito menos respeito, afinal, aquela era hora de se tocar a campainha de alguém?! Definitivamente não. Thason vestiu o robe às pressas, procurou na beira da cama pelos chinelos sem muito sucesso enquanto bocejava de sono.

Mas quem será uma hora dessas?! - O mordomo passou pela pequena porta do quarto de empregado, cruzou a cozinha e enfim alcançou a sala principal onde a campainha ainda tocava loucamente. Ele suspirou, piscou lentamente algumas vezes até que o som da campainha parou quando os dedos do homem rodaram a maçaneta da porta.
Os olhos de Thason miraram a varanda da casa vazia enquanto o vento começa a se fazer forte do lado de fora. Aparentemente, aquela confusão auditiva se tratou de uma pegadinha de muito mal gosto de algum adolescente que passara por ali. Ainda atento, o homem deu um passo pra fora com a intenção de verificar se não havia alguém escondido nos arbustos, porém fora impedido ao tropeçar em uma espécie de caixa larga que não tinha visto antes, afinal, não havia de fato olhando para o chão antes.
Ele suspirou alto uma segunda vez enquanto se abaixava, analisou a caixa que trazia a tampa cheia de furinhos e não sabia exatamente o que havia ali dentro, porém, seja o que fosse, estava começando a se mexer. Com o auxílio do guarda-chuva que se encontrava no suporte ao lado da porta por fora, Thason ergueu lentamente a tampa da caixa temendo haver algo horrível ali dentro. Os olhos do mordomo se arregalaram ao mirar o interior da caixa.

— Meu deus! — O homem arqueou as sobrancelhas levando as mãos para dentro da caixa. Ali estava uma menininha de cabelos alaranjados e pele clarinha que aparentava ter pouco dias de vida — Quem seria capaz de deixar uma coisinha dessa nesse frio!

Thason a pegou nos braços com cuidado, se esforçando para não acordar a pequena. Como já se era de esperar, os donos da casa haviam acordado com todo o escândalo da campainha assim como ele e, naquele momento, já se encontravam parados na escadaria encarando a porta aberta e as costas do mordomo.

— O que está acontecendo aí Thason? — A voz de Madelaine soava sonolenta e cansada. Mesmo naquele estado psicológico, a mulher de pouco menos de 30 anos conseguia manter sua pose elegante e firme ao lado do marido que assim como ela, também era repleto de sono.

Ela desceu os degraus amarrando o cordão do roupão vermelho, seus passos apesarem de serem lentos, ainda eram preocupados, afinal, algo estava acontecendo em sua casa. Sem muita demora, alcançou o mordomo que se virou, ainda com a porta aberta, para ela com uma expressão não muito clara. Thason, deu um passo para frente mostrando a pequena menina em seus braços que agora resmungava ainda de olhos fechados, aparentemente ela começara a sentir frio, considerando que o tecido onde fora enrolada era quase tão fino quanto uma folha de papel.

— Senhora, ela fora deixada na vossa porta, dentro daquela caixa ali — Com um balanço de cabeça, o mordomo apontou com os olhos para a caixa ainda parada na mesma posição em que fora colocada em frente a porta escancarada.

Madelaine contorceu os lábios, em sua cabeça processava a informação que acabara de receber. Para ela, aquilo era uma grande benção já que não podia ter filhos, mas ao mesmo tempo, a imagem de alguém abandonando uma criança tão pura, inocente e indefesa lhe assustava e revirava o estômago de uma forma que não viera acontecer antes. Sem pensar muito, tirou o roupão do corpo, tomou a criança nos braços e a enrolou no mesmo lhe mantendo aquecida.
Automaticamente, as bochechas da criança ruborizaram em resposta ao ato da mulher que começava instantaneamente a criar um vínculo materno com a menina. Madelaine aconchegou a pequena criatura em seus braço e lhe observou por um longo tempo em silêncio.

James vigiava os acontecimentos ainda da escada. O homem sabia que aquilo não havia acontecido por acaso. A mente de James viajava para alguns meses atrás onde se envolvera com uma mulher desconhecida em uma de suas viagens de trabalho. Tudo que conseguia pensar era no como aquela mulher conseguira encontrá-lo ali, tão longe dos Estados Unidos e por qual motivo não lhe procurou durante a gravidez que o mesmo nem imaginava existir.

Thason puxou a caixa para dentro da sala, fechou a porta atrás de suas costas e a vasculhou em busca de qualquer pertence da criança ou de seus pais biológicos. Com as sobrancelhas arqueadas, o mordomo tirou de lá uma manta lilás bordada com o nome Ramonna e um pequeno livro de capa preta protegido com tranca, porém, sem a chave. No fundo da caixa, havia também uma carta onde no envelope amarelado vinha em letras vermelhas em uma caligrafia impecável os dizeres “Para os Rothschild”.
Isso está muito suspeito para o meu gosto... - O mordomo pensava consigo mesmo enquanto segurava a carta em uma das mãos e com a outra entregava os objetos para James que já se encontrava ao lado da esposa.

— Senhor, a criança também trouxe uma carta remetida diretamente a vocês — Finalmente Thason entregou a carta nas mãos do patrão que lhe encarava com olhar preocupado, afinal, James já suspeitava do que se tratava, porém não se permitia contar a verdade para a esposa e tão pouco permitiria que ela soubesse por outras bocas.

— Obrigado Thason, mas agora você já pode se retirar, quero conversar a sós com a minha mulher — James tentou soar da forma mais tranquila possível e como sempre, o mordomo, obedeceu a ordem sem titubear.

[...]

02:10 A.M


— O que quer fazer com ela Madelaine?— O homem se sentou em uma das poltronas próximo de onde ela ainda estava de pé. Ele tinha em si o mesmo ar de preocupado que antes, porém dessa vez, não tão nítido o real motivo da preocupação. Seria esposa, a criança ou a traição?  — Vai entregá-la ao conselho?

— Claro que não! Vamos cuidar dela, James.— Os olhos de Madelaine não saiam do pequeno bebê em seu colo. Deveras, estava encantada e disposta a criar a menina — Ela será nossa herdeira.

Madelaine deu as costas para James e subiu as escadas indo para um dos quartos do primeiro andar.
James suspirou alto e emfim abriu o envelope que trazia a “carta” em si e um pequeno broche, de ouro em formato de lua minguante. Seus olhos correram pelo bilhete.

“Cuide da minha criança como se fosse totalmente de seu sangue.
Eduque, faça dela uma grande mulher, pois quando chegar a hora, ela virá até mim e seguirá o seu destino como filha de uma deusa.
Ramonna é seu nome.

Hécate”

O coração de James bateu acelerado. Aparentemente, a menina de fato era sua bastarda. Ele não sabia o que era mais inacreditável naquele momento, a mulher com quem se envolvera ser uma “deusa”, sua esposa ficar perdidamente apaixonada pela menina ou o fato dela ter surgido ali, tão longe de onde fora concebida ao mundo.
James guardou o bilhete e o broche de volta no envelope recolhendo os pertences da criança logo em seguida. Era tudo muito estranho pra ele, mas o ruivo teria de se acostumar. Iria criar sua própria filha como se ela não fosse legítima - Que grande merda você fez James…


03:50 P.M 20/09/2007 - Estocolmo, Suécia


Tenha calma Monnie, você precisa manter a classe mesmo com esses idiotas falando asneiras - Mentalmente Ramonna se repreendia enquanto o próprio corpo em si respondia mantendo a postura. Cabeça ereta, olhar adiante, os braços esticados e apoiados sobre sua carteira. Seu nariz mais afinado lhe deixava com um aspecto de superioridade todas as vezes que a menina tomava aquela postura.
A ruiva se encontrava na primeira carteira da terceira fileira de sua classe. Ao lado direito, sentava-se um garoto magricelo cujo os pais eram divorciados e o mesmo morava com o pai que, infelizmente passava mais tempo no trabalho do que na própria casa. Do lado esquerdo, as gêmeas Granger, Maggie e Makenzie, eram duas garotinhas de estatura média, cabelos loiros e metidas a besta. Supostamente, os pais delas eram donos das maiores empresas do ramo de laticínios na região de Estocolmo. Provando que boas condições de vida não significava bons modos, as duas eram nojentas, mimadas e mal educadas.

— Olhem só pra mim, meu nome é Ramonna Völks Rothschild e eu sou um robozinho perfeito — Makenzie imitava as feições da ruiva de pé em frente a turma enquanto andava de maneira mecânica de um lado pelo outro proxima ao quadro.

Monnie se esforçava para manter-se neutra e inabalável para com as risadas e chacota das outras crianças ali presente. Graças a educação que vinha recebendo de seus pais através dos anos, a menina tinha sucesso nessa tarefa, pois fora ensinada por Madelaine que as pessoas eram maldosas, mas que ela era alguém muito melhor, que não deveria deixar-se abalar com os comentários dos outros. Ela suspirou virando o pescoço com calma e graça ainda na mesma posição e vasculhou a sala com os olhos vendo cada uma das crianças que se deixavam rir.

— Ôh, o que foi Ramonna? Procurando papai e mamãe? — Maggie estava debruçada sobre a carteira da garota — Ah não, eles não são seus pais de verdade não é mesmo??

— Claro que meus pais são… meus pais — A menina sorriu de canto virando-se de lado ainda na cadeira com as mãos apoiadas em seu colo.

— Todo mundo diz que não! Você não tem nada da sua mãe e seu pai... — Maggie se ergueu novamente, olhou para todo o restante da sala voltando a tagarelar em tom alto para que todo mundo pudesse ouvir-lhe com clareza — O seu pai pinta o cabelo de ruivo para você acreditar ser filha dele.

A ruiva arregalou os olhos por um momento e se levantou da cadeira. Naquele instante, Ramonna começava a ser tomada pelo sentimento de raiva e ódio. Quem aquela garota pensava que era para falar mentiras como aquelas para ela e todo o resto da turma?!
Monna caminhou para cima de Maggie, seu rosto era vazio. A irmã Granger começava a recuar e a sentar-se na cadeira vazia a qual deveria pertencer a professora nos momentos de aula.  Enquanto isso, Makenzie afastava-se e se unia ao resto da turma, que começa a se amontoar em volta das duas em uma distância segura com a intenção de acompanhar uma possível briga.

— Você não sabe nada sobre a minha vida pessoal, você conhece apenas aquilo que nós deixamos que você saiba — Ramonna tremulava a voz de forma bastante assustadora para uma criança de dez anos. Suas mãos se apoiavam nos braços da cadeira e seu corpo projetava ao pouco para cima de Maggie — Não ouse abrir sua boca suja para proferir mentiras sobre a minha família.

Subitamente os olhos de Ramonna ficaram de um púrpura vivo, seu corpo estremeceu e as pilhas de papel que se encontravam amontoadas sobre as primeiras carteiras começaram a voar, espalhando-se mesmo sem qualquer ventilador ou janela aberta. Maggie acabou por se assustar com os olhos da ruiva. Choro e gritos desesperados que acabara por tomar conta das outras crianças.
Monna não conseguia compreender o que tinha acabado de fazer exatamente.  A menina sentia-se poderosa, porém a sensação que exalava de seu corpo deixava-lhe completamente amedrontada em união dos gritos das outras crianças.

Ela saiu correndo pelo corredor, desceu três lances de escadas e fora se esconder na biblioteca. Ali era o refúgio da menina.

[...]

06:00 P.M


— Onde está a minha filha?!— Madelaine urrava na diretoria. Cerca de duas horas atrás, havia recebido uma ligação do colégio de Ramonna. A professora parecia um tanto perturbada e não sabia explicar exatamente o que havia acontecido pela chamada, o que a deixou deveras preocupada com a menina — Eu quero ouvir a Ramonna. Encontrem-na.

Dyllan, o diretor da Sta. Delassie, suspirava observando Madelaine. Ela se encontrava de forma histérica. De fato, o homem se admirava pelo comportamento da filha se totalmente diferente da mãe… Bom, pelo menos quando as duas não se encontravam no mesmo lugar.
Com a expressão cansada o diretor se aproximou do microfone que ficava ligado no circuito interno de som.

— Ramonna Völks Rothschild, apresente-se na sala do diretor imediatamente -— A voz de Dyllan ecoou grave por todas as caixas de som espalhadas pelo colégio. Soou nas salas de aula, banheiros e pátios. Por fim sua voz se fez na silenciosa biblioteca onde a garota se encontrava — Madelaine Rothschild se encontra aqui.

Monnie estava  encolhida em dos cantos da sessão restrita quando escutou o chamado pelo auto-falante. Seu corpo teve alívio finalmente desde o episódio dentro da sala de aula.
De forma tranquila, a garota se levantou, ajeitou o rabo de cavalo e por fim bateu as mãos sobre as roupas na expectativa de livrar-se de qualquer sujeira. Em passos exatos Ramonna passou pela biblioteca com a cabeça erguida… Estava voltando a manter sua postura confiante, afinal, sua mãe estava lhe esperando e certamente gostaria de entender o que de fato estava acontecendo.

A diretoria se encontrava no primeiro andar, portanto, a ruiva não levou mais de 5 minutos para alcançar a porta de madeira e vidro fosco. Pela vidraça, conseguia ver a silhueta das pessoas que se encontravam lá dentro: Aparentemente, um homem e uma mulher. Ramonna entrou.
Dylan estava sentado em sua cadeira logo atrás da escrivaninha muito bem organizada onde uma placa brilhante de metal reluzia com o dizer “Diretor Dylan Rarpeer”, sua expressão era cansada como sempre, dava a impressão de que sempre passava as noites em claro. Madelaine se endireitava na desconfortável dos visitantes. Seus olhos se encheram de alegria imediatamente ao se deparar com a filha, porém por respeito a ela, tomou a postura de uma verdadeira lady e se permitiu apenas em dar um grande sorriso seguido de um suspiro de alívio.

— Ah querida! Fiquei preocupada quando ligaram dizendo que você havia sumido da sala de aula em meio de uma confusão com colegas — A loira deu toda atenção para a menina e demonstrava de fato seus sentimentos em suas palavras — A senhorita Morgan me disse que uma das alunas lhe contou que você havia ocasionado tudo. O que realmente aconteceu meu bem?

— Mamãe, eu me mantive controlada durante todo o momento que pude. Antes de sair, apenas pedi para que Maggie não falasse mentiras ao nosso respeito — Ramonna se sentou no banco próximo a porta e cruzou as pernas abaixando a cabeça se recordando dos fatos — Elas insistiam em me chamar de adotada e inventar mentiras sobre o papai.

Madelaine engolira seco, as palavras que Monna dizia lhe causavam arrepios na espinha. De fato, a ruiva não sabia da verdade ainda e agora Madelaine se encontrava numa posição desfavorável pois estava vendo diante de seus olhos que sua pequena filha estava descobrindo a verdade por outros.

— Sinto muito por isso, querida...— De repente, Madelaine perdera completamente a pose. Se adiantou até a filha abaixando-se o para que ficasse na altura da mesma enquanto sentada no banco. Ela tinha o rosto agora carregado de vergonha, não havia planejado contar a verdade para a menina daquela forma, mas ja não tinha mais volta — Elas não mentiram sobre isso.

Ramonna faltou o ar. Tudo tomara outra forma para a menina.
Em sua cabeça, tentava processar aquela informação. Não entendia o motivo de seus pais terem mentido por todo aquele tempo acabando deixar que fosse exposta ao ridículo. Seu coração apertava e uma lágrima escorreu pelo rosto, porém ela se recusava a chorar, se recusava a perder a postura ali.

— Quero ir embora— Ramonna se levantou e continuou parada esperando pela autorização.

— Querida, vamos conversar sobre isso, tudo bem?— Madelaine pousou as mãos sobre os ombros da garota lhe encarando com preocupação — Só queríamos proteger você.

— Eu só quero ir para casa… Mamãe

09:27 A.M 17/03/2015 - Estocolmo, Suécia


Tinha tudo pra ser um dia maravilhoso já que fazia sol em Estocolmo, porém para Monnie aquela manhã era cinza. Uma das mais tristes de toda sua vida… Madelaine não conseguira vencer o câncer e naquela segunda, deixou de respirar.

Pela primeira vez, Ramonna chorou em público. A garota tentava manter-se firme, mas ao ver o caixão de Madelaine ser abaixado as lágrimas não se continham e lhe molhavam a face. James tentava manter a garota sob controle, mas em cada momento a dor apenas aumentava para ela.
Ramonna deixou cair sobre o caixão uma rosa vermelha enquanto seus joelhos iam ao chão ao lado da cova - Mamãe… - Todos já davam as costas e se afastavam do funeral, sobrava ali apenas a jovem e seu pai.
O peito da garota doía, seu coração estava despedaçado e queimava cada vez mais. Em sua cabeça surgia todos os momentos bons que vivera com a mãe e o sentimento de ódio me tomava… Por que tinham que ter tirado Madelaine dela?!
Cada soluço e lágrima, fazia com que a energia de Ramonna se acumulasse. Como se fosse uma explosão invisível aquele poder veio a tona antecedido por grito de dor da garota. Ela estava de olhos fechados, James deu alguns passos para trás protegendo o rosto do vento que agora soprava sem dó.Terra se erguia no ar, as flores dos túmulos próximos eram carregadas para longe.
Ela chorava desesperadamente.

— RAMONNA! — James se exaltou gritando com a jovem. Ramonna se ergueu ainda de olhos fechados e o vento parou instantaneamente.

[...]

DUAS SEMANAS DEPOIS


Ramonna estava encolhida sentada na claraboia de seu quarto, seus olhos miravam a rua pela janela no segundo andar da casa. Na rua, crianças brincavam em suas bicicletas e patins, a jovem sorriu brevemente com a lembrança de quando ganhara seu primeiro patins de Madelaine… Mal acreditava no que havia acontecido.

James adentrou no quarto sem nem mesmo bater, em suas mãos trazia uma caixa razoavelmente grande. Ele encarou a própria filha por um tempo antes de chamar a atenção da garota com um chiado da garganta.

— Querida… Gostaria de mostrar uma coisa que a sua mãe não mostrou— O homem suspirou colocando a caixa sobre a cama dela e a abriu tirando os objetos que foram entregues junto dela quando fora adotada — Isso é seu.

Ramonna se virou ainda sentada na claraboia, seus olhos miravam os objetos. Uma manta, um livro e um envelope.
Em passadas lentas e cansadas a garota alcançou a cama, examinou mais de perto cada um dos itens. Primeiro a manta macia e que cheirava a roupa guardada. Trazia seu nome bordado de forma cuidadosa e elegante. Depois o livro preto de capa surrada que infelizmente não conseguia abrir, aparentemente havia se colado as páginas já que a tranca havia se soltado dele com os anos. Por último, tomou o envelope em mão se sentando na cama acompanhada de James.

— Por que mamãe não me deu isso antes?

—  Madelaine tinha medo de você se juntar a sua verdadeira mãe— James engoliu seco e suspirou olhando para o envelope nas mão da filha — Ela tinha medo de você descobrir que os seus “dons” são coisa da sua mãe… Eu sempre achei que ela deveria ter te contado quando mais nova. Nós sabíamos mas mesmo assim permitimos que você sofresse e passasse por todos os momentos ruins em que  seu poder se espalhava, mas foi para tentar te proteger, querida.

— Me proteger?! — Ramonna não conseguia acreditar no que estava ouvindo. Todos aqueles anos tentando lidar com seu “problema” sozinha, tentando ser uma garota normal com medo de seus pais não a quererem mais, para no fim, descobrir que eles sempre souberam até mesmo o motivo dela ser diferente — Vocês fizeram com que eu me achasse louca!

James não disse nada, sabia que a garota tinha razão e por mais que se lamentasse por isso, não podia desfazer a situação. Ele se levantou e caminhou até a porta do quarto.

— Me perdoe, minha filha — O homem se retirou batendo a porta em suas costas.
Ela suspirou com os olhos fechados absorvendo aquele momento antes de finalmente abrir o envelope que já estava em estado de deterioração. Com cuidado, tiro de lá de dentro o broche de ouro em meia lua que, de fato lhe encantou à primeira vista. Com as pontas dos dedos Ramonna puxou para fora o papel da carta.
Os olhos da garota percorreram cada palavra daquele bilhete diversas vezes… Seria mesmo possível que fosse filha de uma deusa? Era confuso, porém, explicava bem a diferença da jovem. Um suspiro escapou pelos lábios, sabia que a  partir daquele momento sua vida mudaria.

Habilidade:

Resistência e Persuasão

Presente de Reclamação:

Cajado [Esse item é extremamente importante para a realização de magias mais complicadas. O cajado é cerca de 20cm maior que o semideus e ao contrário dos cajados clássicos esse é de metal, na ponta do cajado há uma bola de cristal cujas cores podem variar entre: Azul, roxo e preto(dependendo da escolha da face), o cabo vai afinando até chegar a ponta assemelhando-se a uma lança, ou seja, o cajado pode der utilizado para atacar. Quando não está em uso, o cajado toma a forma de lightstick.]

White Eyes / Canalizador [Ao utilizar magias que exijam muita energia, os olhos dos filhos de Hécate se tornam brancos, esse presente foi dado pela deusa para que seus filhos possam receber da lua energia para a conclusão de suas magias. Ao usar o White Eyes, independente do lugar em que o semideus está, ele sugará energia lunar, tal presente pode ser utilizado apenas 2 vezes por turno.]

Future / Esfera [Uma esfera presa a uma pulseira inquebrável, o interior da esfera está cheio com uma espécie de névoa negra, mas para um semideus que não é filho da deusa a esfera tem uma cor dourada e se parece com uma jóia comum. O semideus tem visões do futuro, visões de situações que irão acontecer, mas ele não sabe quais decisões/ações que fizeram com que aquelas cenas acontecessem.]
Tag: Somewhere + Words: 666 + Outfit: here


Ramonna
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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Hera em Sab 28 Jul 2018 - 3:44


Ramonna


Olá querida. Antes de mais nada, queria dizer que seus motivos são ótimos, achei eles bem convincentes, mas o foco real não é esse, e sim a sua história. Ela é bem longa, bem construída, fácil de não se perder. Tem alguns erros de digitação como um "denovo" no início da história, a ausência de travessões em algumas falas. Tirando esse template que a fonte é horrível e fez meus olhos doerem a ponto de eu ter que diminuir o brilho de minha tela, eu não vi nada incoerente ou que eu pudesse reprová-la. Mas se atente a esses erros ortográficos, um bom editor de texto como o word facilitaria e muito o seu trabalho, está bem? Seja bem vinda ao Acampamento, está aprovada.

Ps: Att por Zeus
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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Jace Lanthirhel em Sab 28 Jul 2018 - 22:01

JACE LANTHIRHEL
Ficha de reclamação
Nome: Jonathan Christopher Lanthirhel
Idade: 22
Deus escolhido: Ares, deus da guerra.
Porque quer ser reclamado por esse deus: Sempre tive afinidade com Ares e sua esfera de poder, referente à guerra e violência. Pra ser sincero, em quase uma década de RPG, o deus da guerra sempre foi meu favorito. O favoritismo é tão forte que, com o passar dos anos jogando, eu adquiri uma compreensão melhor de narrações que visem perícia em combate e armas. Além do mais, o personagem fará parte da trama de Eclipsa como irmão mais velho, o que automaticamente já o torna filho de Ares. Será uma boa dinâmica, já que a única coisa em comum entre eles, além do sangue, será o deus que carregam dentro de si — já que, ao contrário da irmã, Jace é desleal e manipulador.

História:

Jace não foi desejado, não totalmente. Lissandra, sua mãe, não imaginava que uma simples noite com um veterano resultaria em sua primeira gravidez, em mil e novecentos e noventa e seis. Ainda assim, cuidou da criança, mesmo que a simples presença do primogênito a incomodasse. Não demorou para que a mundana descobrisse a verdade acerca do soldado com quem havia tido um filho: ele era um deus. Aterrorizada, quando Jace tinha apenas dois anos de idade, ela o abandonou em um orfanato pobre. Afinal, ser mãe de alguém metade deus era uma pressão que ela preferia dispensar.

Dessa forma, o rapaz literalmente viveu a maior parte da vida longe de qualquer influência parentesca, passando de orfanato a orfanato. Com o passar dos anos, a personalidade agressiva e incompreensível do semideus tornou-se ainda mais acentuada, revelando o lado que ele naturalmente carregava dentro de si, desde o nascimento. Era quase impossível o órfão passar mais de seis meses em uma única instituição de ensino.

E, aos doze anos, o inevitável aconteceu.

Jace estava entediado, acendendo o isqueiro a cada cinco segundos enquanto sua perna não parava quieta. Sentado no fundo da sala, seria impossível que a professora Pinkman notasse o fogo, ainda mais porque ela parecia interessada demais no vídeo em que passava no quadro, mais do que os próprios alunos. Era de se esperar, já que a maioria daqueles garotos e garotas eram meliantes, com idade o suficiente para viverem afastado da sociedade comum, mas não o suficiente para serem encarcerados. Já o vídeo-aula era uma besteira qualquer acerca dos deuses do Olimpo, iniciação em mitologia greco-romana, uma porcaria desinteressante para o rapaz.

Dessa forma, completamente entretido na chama do isqueiro, Jace mal notou que a Srª Pinkman havia pausado o documentário e estava prostrada diante da sala, falando algo relacionado à aula.

— Então, Jonathan, pode me dizer o que sabe sobre os deuses? — Questionou ela, retorcendo os lábios sempre que estava furiosa com algo. Provavelmente odiava o fato de que aquele pirralho nunca prestava atenção em suas explicações.

Já Jay, odiava ser chamado pelo nome real. O garoto revirou os olhos ao ser encarado por todos os outros e apagou o isqueiro.

— E por quê deveria? — Respondeu ele de forma seca.

Ela pigarreou, desenhou um sorriso forçado no rosto e caminhou em direção ao garoto. Pelo modo em que se aproximou para falar, não queria que o restante escutasse.

— Porquê você deve a sua vida a um deles, meio-sangue estúpido.

Aquilo foi novo. Não era a primeira vez que trocavam insultos, mas a palavra dita por ela, ele nunca tinha escutado antes, de ninguém. Não compreendia o significado mas algo em sua mente apitava, como se estivesse tentando avisá-lo que alguma coisa importante aconteceria a partir dali. Ele sentiu o sangue ferver, seu impulso foi de agarrá-la pela cabeça e jogá-la contra a mesa, mas segurou. Ao invés disso, sorriu de forma debochada.

— Sua boca fede a merda, professora.

Os poucos alunos que puderam escutar a troca de ofensas, resistiram em rir diante da cena. A mulher, constrangida, cheirou profundamente o ar ao redor de Jace, voltou a caminhar até o início da sala e olhou o relógio na parede. Um minuto para o fim da aula. Ela desligou a máquina de vídeo, acendeu as luzes e olhou profundamente para o semideus.

— Estão dispensados. Jonathan, querido, você fica.

Ele cerrou os dentes em um sorriso de ódio, assistindo todos os outros saírem da sala. Ergueu a mochila no ombro e saiu de seu lugar, caminhando em direção à senhora Pinkman, que estava sentada em sua mesa. Mas ao contrário das outras vezes, ela não estava escrevendo nenhuma ocorrência e punição, apenas o encarava com toda calma do mundo, o que era estranho. Assim que ficaram frente a frente, ela ligou novamente a máquina e parou em um slideshow. Eram imagens de esculturas greco-romanas antigas, representando os deuses.

— É sério? Um reforço? Puta que me pariu, o que houve com as ocorrências?! — Questionou ele, irritado.

— Estou tentando descobrir qual deles é seu pai, antes de te devorar.

Jace engoliu em seco. A forma como ela havia dito aquilo, com tanta calma e plenitude. Não era uma simples troca de insultos, era uma ameaça real. No mesmo momento, ele sentiu uma adrenalina tomar conta de seu corpo, cabeça e mãos ferviam e ele se atentava a tudo ao redor, até mesmo ao mosquito. Era como se estivesse tendo reflexos e tinha o pressentimento de que algo ruim aconteceria.

— Não foi difícil te rastrear. O seu cheiro é comum, mas forte, muito forte... imagino como seja o gosto. — Disse ela, levantando-se e tirando a piranha que prendia seus fios ruivos. Caminhava calmamente em direção a Jace, lambendo os lábios de forma sedutora, mas como se estivesse com fome. — Na realidade, eu tenho suspeitas sobre seu pai. Forte, esquentado, impulsivo... e essa necessidade de se enaltecer.

Ele estava completamente confuso. O que ela queria dizer? Uma daquelas estátutas com braços quebrados era seu pai? Nem fodendo. Jonathan, mesmo confuso, tentava se manter atento aos detalhes. Sua professora, ao contrário do comum, estava tentando... seduzí-lo?! Os cabelos soltos entraram em chamas e flutuavam, mas logo a atenção do semideus foi levada ao busto quando a mulher passou a desabotoar a blusa, deixando um decote. Não demorou para ele notar as mudanças físicas: a pele da professora estava branca como mármore, ela tinha presas e garras e uma de suas pernas tinha um casco no lugar do pé.

Quando viu o rosto enfurecido da srª Pinkman, ele quis reagir, mas foi agarrado sem dificuldades pela mão da mulher monstruosa.

Tsc, tsc... não quer brincar com sua professora? Vamos, eu sempre quis descobrir que gosto carrega um filho do deus da guerra. — Disse ela, erguendo o moreno pelo pescoço e passando a língua por seu rosto. — Você será o primeiro.

Enquanto se debatia, ele sentia a respiração interrompida pela força da mão da criatura. Ainda assim, teve força o suficiente para deixar a mochila despencar até a mão e jogá-la com força contra o rosto de sua professora. Pega de surpresa, ela o soltou e debruçou-se sobre a mesa. Mesmo cambaleando, o garoto quis continuar a acertá-la, dessa vez usando uma própria cadeira para arremessá-la no monstro. Foi interrompido, no entanto, ao sentir o braço de outro rapaz em seu peito. Era Vince, um rapaz negro, mais velho e seu melhor amigo. Carregava um crossbow e acertou uma flecha em cheio no ombro da criatura.

— Bem, ainda estou treinando. Vamos! — Gritou Vince, puxando Jace para fora de sala e correndo pelos corredores.

Antes de chegarem à saída do colégio, no entanto, o filho de Ares não conseguiu segurar os impulsos. Agarrou o amigo pela gola da blusa e o pressionou contra a parede.

— Vai se foder! Que porra é aquela?! — Jonathan jogou o braço contra o pescoço do rapaz, mas logo sentiu uma joelhada na boca do estômago.

Ficou sem ar, mas evitou cair ao chão. Enquanto isso, o monstro que havia assumido o lugar da professora Pinkman, corria em direção a eles. Novamente, Jace foi puxado por Vince até a área de estacionamento. Procuraram por um carro acessível, onde facilmente conseguiram invadir e fazer ligação direta. Jace olhou o retrovisor e viu a professora furiosa, esbravajando palavras estranhas e cabelos flamejantes ao ar.

— Agora... me explica essa merda... — Pediu Jace.

— Porra, JC, não ouviu ela?! Tu é surdo? — Debochou Vince, visivelmente irritado. Acendeu um cigarro e, ao dividi-lo com Lanthirhel, voltou ao assunto de forma calma. — Você é filho de Ares, deus da guerra. É um semideus e estamos indo a um lugar bonitinho onde todas as porras de semideuses podem viver sem essas porras de monstros nos caçando.

Habilidades: Força e Agilidade
Presentes de reclamação: Caos / Lança[Essa é uma replica da arma do deus da guerra, seu cabo é vermelho sangue e sua ponta é negra, quando o semideus a usa, seu poder intimida qualquer adversário e fortalece os filhos de Ares sua ponta foi banhada com sangue envenenado que quando penetrado transmite o veneno para o oponente perdendo 5 HP por turno, na parte inferior do cabo tem um pequeno contador que indica o número de adversários derrotados pelo semideus, quanto mais vitórias mais forte a arma se torna. Ela pode ser compactada em um bastão de vinte centímetros.]

Guerra / Elmo [Elmo de guerra feito de bronze, foi forjado no estilo espartano, com um penacho vermelho sangue. Quando usado em batalhas, espanta todo o medo e faz com que o filho de Ares fique com os olhos vermelhos, cheios de raiva. Quando o filho de Ares usa o elmo e alguém o fita nos olhos, esse alguém fica com uma sensação de temor e receio, tornando-se assim um alvo mais fácil.]

Mars / Espada [Um pedaço de pedra vindo do planeta Marte (cujo nome é uma homenagem ao deus Marte, equivalente romano de Ares) foi moldado nas forjas dos ciclopes, tornando-se assim um metal escuro, extremamente afiado e resistente. Desse metal, é feita uma espada de 90 centímetros, tendo 75 centímetros de lâmina e 15 centímetros de cabo. No sulco da lâmina, uma listra em forma de chamas feita de ouro vai do cabo até a ponta. Seu cabo é feito de magnésio, um material resistente e extremamente leve. Tem tiras de couro de javali enroladas no cabo para um melhor manuseio.]
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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Hera em Seg 30 Jul 2018 - 1:10


Jace


Olá querido. Primeiramente gostaria de te desejar boas vindas. Vamos lá. Gostei de sua escrita, ela é direta, sem muita enrolação e seus motivos foram convincentes. Sua narrativa é boa, deu para ver muito de uma prole de Ares em seu comportamento durante a fase de não saber que era um semideus. O completo desinteresse, o mau humor, a agressividade. Enfim. Não encontrei erros gritantes ou que fossem muito chamativos, seja bem vindo, filho de Ares.

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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Kcalb Nakine Monoke em Qua 1 Ago 2018 - 14:43


nome; Moyra Nakine Monoke.
idade; 18 anos.
deus(a) escolhido(a); Hipnos.
porque quer ser reclamado por esse deus; Ainda que às vezes pouco explorado nos cenários de RPG e afins, Hipnos se mostra um deus de grande importância na mitologia grega, geralmente retratado como a divindade a levar o descanso para todas as criaturas vivas do planeta. Um ser realmente muito interessante, que permite uma boa adaptação em combate além de personalidades distintas, não necessariamente caindo na monotonia do jovem preguiçoso e dorminhoco, mas, às vezes, mais tranquilo, quem sabe. Enfim... Considero-o um novo de destaque entre os deuses menos conhecidos, evitando um número assombroso de irmãos e, ao mesmo tempo, auxiliando na criação de uma boa trama pessoal.
história; Ao contrário da maioria dos semideuses, a história de Moyra é pouco traumática e aventureira.  Nasceu em Kaneohe, no Hawii, filha de um deus que não era dos mares e uma surfista que não fazia sucesso. Ambos morenos, ela com a pele mais queimada pelo sol, ele sem qualquer traço de bronzeado... Um casal incomum, mesmo a se considerar os padrões modernos. Um romance curto, de apenas um mês, que logo teve seus frutos na forma de uma criança. 9 meses na barriga, um ano mamando, mais três para conhecer a mãe... Apenas um dia para se despedir, no enterro, e mais um antes de ser adotada.

As vezes quatro anos passam rápido demais. A Monoke realmente queria conseguir se lembrar pouco mais de sua história - não raro são suas reflexões intendas e infrutíferas do período - antes de Gael e Diadorim... Mas não tinha muitas escolhas e também não tinha culpa. Ninguém tinha, na verdade. Merida tinha tomado a própria decisão, escolhido o que considerava ser a melhor opção entre as tantas que tinha: suicídio ainda aos vinte e quatro anos, com uma vida toda pela frente. Quer dizer... quase toda.

Os exames de rotina da mulher apontaram a doença terminal, estágio avançado. “Não sabemos como não descobriu antes”, foi o consolo do médico medíocre, vestido em seu traje verde-água. Merida, que já não tinha mesmo medo de morrer, simplesmente ponderou o mais justo. Oras, se a filha tinha que ir para outra família, era injusto que fosse mais tarde. Não dizem que as crianças pequenas são mais fáceis de adotar?

A ideia martelava na cabeça e a certeza de que morreria de maneira deplorável se unia à de que teria que entregar a filha o quanto antes para uma família mais preparada e durável. Parece bastante óbvio que não demorou muito para entrar em depressão. Não conseguia abandonar a criança, cortou o contato dela com o pai para garantir que ele não interferisse, deu-lhe a melhor festa de aniversário que uma criança de quatro anos poderia ter: gastou toda a herança em palhaço, companhia de teatro, uma decoração profissional, um aquário gigantesco e um bolo que imitava o mar. Chamou a todos, muitos presentes, brincadeiras, sorvete a vontade.

E, no dia seguinte, após colocar Moyra na fila de adoção, chamou os bombeiros para a própria casa antes de cortar ambos os pulsos durante a aula da menor. O resgate veio rápido como um foguete... Mas a morte foi tão rápida quanto um piscar de olhos ou o fluir incessante do sangue que escapava pelas veias. Tranquila, sem toda a dor e a pressão da própria vida. Pareceu resolvido... E na verdade estava mesmo. Apesar de todos os destinos traumáticos que a semideusa pudesse ter, com a morte da mãe seu progenitor automaticamente tomou providências, ordenou ao acampamento mentores para sua criança... E após uma pequena tradicional burocracia, no dia seguinte ao enterro de Merida, no qual Hipnos compareceu para estar junto à filha, apresentando-se como um amigo antigo da família, Moyra já tinha a papelada de doação preenchida, permitindo sua mudança para a casa de Gael e Diadorim, o satírio e a ninfa, enviados pelo acampamento.

Era tão pequena que hoje não se lembra de absolutamente nada da época... Com exceção ao aniversário com a mãe, a chegada no acampamento ainda muito miúda, é a imagem do pai no enterro da mãe. Foi criada, diferente da maioria dos campistas, já com a naturalidade de viver próxima ao meio, estudando em casa com a mãe adotiva e, mais tarde, com a permissão do acampamento, acompanhando o pai adotivo em algumas pequenas e curtas escoltas. O contato com Hipnos, que reclamou-a muito jovem, também foi essencial para a construção de sua história e personalidade.
habilidades; Força e Persuasão.
presentes de reclamação;
+ Dream / Espada [A arma dos sonhos do filho de Hipnos. Ao ser tomada por qualquer outro, queima-lhe a pele intensamente, nunca perde o fio no caso de lâminas, possui flechas ou balas infinitas no caso de armas de longo alcance. Dream é, basicamente, o ideal ao usuário. Assim que é reclamada, a prole do deus recebe em sua nuca uma tatuagem azul escura, com o formato de sua arma ideal - sendo ela diferente para cada semideus -, nunca mais podendo ser alterada, sem chances de erros. Tem o tamanho e equilíbrio perfeito ao usuário, forjada em prata celestial e prata comum, podendo ser invocada a partir do pensamento como em sonho, de modo que se torne impossível perde-la e, caso quebrada, seja só imagina-la inteira na próxima invocação, com intervalo de 5 turnos.]

+ Polemistís Ypnou / Pijama de Guerra [A armadura completa, forjada em misto de ouro celestial, carbono e ferro, é constituída por minúsculos hexágonos, unidos magicamente. Ao receber ataques, seu material condensa-se nas áreas específicas, como se atraído pela energia cinética de movimentos contra si. Ao condensar, as áreas específicas ganham um tom azul escuro e brilhante, mas, no geral, a armadura apresenta a cor azul claro, podendo chegar ao cinza elétrico a depender das emoções do usuário. Quando não usada, transforma-se em um pijama da preferência do usuário.]

+ Omani / Travesseiro [O travesseiro flutuante que acompanha o filho de hipnos tem seu exterior em verde claro com algumas varias manchas desuniformes em verde escuro. É extremamente confortável, possuindo um metro e quinze centímetros de comprimento por noventa centímetros de largura, e, além de poder ser usado no transporte de seu usuário, obedecendo-o por comandos mentais, é indestrutível e não obedece ninguém além de seu dono. No mais, ao comando do usuário transforma-se em um urso de pelúcia de 2m, mantendo a cor original, que pode combater inimigos ou segura-los, permanecendo na transformação por seis turnos, ou em uma kusarigama que, a cada golpe, injeta pequenas quantidades de água do rio Lete em seu oponente, fazendo-o esquecer o motivo de atacar.]
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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Hera em Qua 1 Ago 2018 - 15:09


Moyra


Olá Moyra. Antes de mais nada, seja muito bem vinda. Vamos para a sua avaliação.
Seus motivos me fariam aprovar a sua ficha sem nem precisar ler a história. Gosto de semideuses que fogem dos esteriótipos de seus pais, dos que fazem a diferença. Isso é bem importante.
Sua história eu achei curta, um pouco confusa em alguns parágrafos sobre quem é quem, quem tinha tal idade, com quantos anos você foi pro Acampamento, esses detalhes nos quais me fizeram reler mais de uma vez para conseguir entender. Ela poderia ser ótima, mas está uma história bem razoável, mas aceitável.
Seja bem vinda, filha de Hipnos.




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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Kael K. Schmütz em Sab 4 Ago 2018 - 17:43

Son of Phobos


Nome: Kael Kennedy Schmütz

Idade: 25 anos

Deus(a) Escolhido(a): Phobos

Porque quer ser reclamado por esse Deus: Talvez pela poesia por trás dos gritos, vislumbres e toda a perturbação que o cérebro humano tende a criar. a escuridão humana é uma das mais fantásticas áreas a ser explorada, descobrir as maiores fraquezas do seu inimigo, brincar com seus sentidos e com a realidade presente em seus piores temores. Esse tipo de poder, ora tendencioso e ora macabro, chama a atenção do jovem, querendo fazê-lo adentrar na perturbação mais profunda e delicada de seu ínfimo através da natureza de seu progenitor.

História:

Nasci numa cidade pequena ao sul do Canadá chamada Oxbow. Morava em uma casa pequena com minha mãe e com meu pai, um drogado que vivia na bandidagem. Minha mãe passava roupas para os caras ricos das empresas locais, conseguia ganhar alguns trocados para poder nos alimentar. Meu padrasto, Josh, era traficante e também ganhava alguma grana em suas vendas, mas, gastava tudo com o próprio consumo, ou seja, não servia de nada.

Minha mãe não falava muito do meu pai, apenas dizia que era um homem terrível e repugnante, que eu não deveria procurar em hipótese alguma. Nunca questionei o porque, mas, no fundo, sempre mantive um certo rancor por ver minha mãe daquela forma. Não sabia se Meredith falava isso pois lembrar-se dele era doloroso ou porque ele realmente havia sido um filho da puta com ela.

Preferi não descobrir e seguir minha vida. Aos quinze anos o meu padrasto morreu, vítima do ataque de algum animal selvagem que nos perseguiu pelo beco onde ficava minha casa. Era uma espécie de cão mas ao mesmo tempo parecia demoníaco, quando expliquei o que havia acontecido para minha mãe ela só disse que deveria ser um cão que havia adquirido alguma doença degenerativa, no entanto, nunca nem vi alguma doença assim no google.

Continuei vivendo no mesmo lugar de sempre com minha mãe, mas, com o passar dos anos o dinheiro que ela ganhava era muito pouco e sua mente ficava cada vez mais perturbada com as lembranças de meu pai. Minha raiva por sua pessoa também crescia cada vez mais, me deixando enojado com tudo aquilo.

Optei por começar a trabalhar e ajudar minha mãe tanto nas tarefas domésticas quanto no dinheiro que ganhamos por mês, mas, ela sempre deixou claro que não queria que eu parasse de trabalhar. Consegui um emprego de meio período em uma loja de conveniência, onde recebia os clientes mais estranhos possíveis e consegui atrair quinze assaltos, dos mais bizarros possíveis, apenas no primeiro mês: mulheres com dreads que pareciam cobras, velhas com penas, homens com caninos afiados demais... O chefe acabou me demitindo pela onda de azar repentina. Continuei procurando emprego e conseguia um trampo aqui e outro ali, nada que me fizesse morrer de fome.

Minha mãe continuava mais doente e chegou a óbito um mês antes da minha formatura no ensino médio. Aquele acontecimento certamente acabou com meu psicológico, me deixou sem chão e sem apoio algum, agora eu estava por mim mesmo.

Para minha sorte, minha mãe guardava algum dinheiro de reserva, e, graças as minhas notas, consegui uma vaga em uma universidade pequena nos EUA, onde consegui cursar psicologia.

Com o dinheiro que minha mãe havia guardado eu investi na bolsa de valores, consegui algum dinheiro a mais com isso e, após me formar na universidade, pude abrir meu próprio escritório e consultar pacientes.

Em uma terça feira qualquer, quando abri o escritório, percebi que tudo estava revirado, era muito estranho de se ver. Peguei o taco de baseball que deixava pendurado atrás da porta, como souvenir e comecei a explorar o lugar atrás de alguém que ainda poderia estar ali.

— Me surpreende que você tenha conseguido viver por tanto tempo no mundo mortal sem nunca ter… morrido.

Era um homem de aparência sádica, porém, levemente familiar. O que me deixava enojado. Sua pele era pálida e os olhos profundos e negros, assim como seus cabelos. Trajava apenas de uma camisa cinzenta e uma calça negra, mas, mesmo assim, ainda conseguia estar extremamente elegante.

— Quem é você? — Foi uma pergunta idiota, eu já sabia.

— Está na hora de conhecer um lugar, Kael. Vai ser bom para você.

— E desde quando você se importa, pai? — Esbravejei.

Ele apenas se aproximou e encostou dois dedos em minha testa, quando acordei já estava no acampamento, onde tudo começou.


Habilidades e Presentes:
Habilidades: Defesa e Resistência


Presentes de reclamação:

♦️ Lança do Medo - Lança preta com a ponta feita de bronze celestial, quando corta o inimigo faz ele ver na prole de Phobos o seu maior medo, dura apenas alguns minutos, vira uma caneta quando não está em uso.

♦️ Escudo do Medo - Escudo indestrutível, seu desenho muda de acordo com o medo de cada oponente, fazendo-os verem seus maiores medos esculpidos nele, vira um bracelete quando não está em uso.

♦️ Lâminas Medonhas - São lâminas cortantes como outras quaisquer, mas ao envés de passarem no inimigo machucando-o, param na frente de seus olhos, refletindo seus piores medos um por um, fazendo com que ele se distrai por alguns minutos.

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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Eros em Sab 4 Ago 2018 - 18:10


Kael


Kael. Começando na análise pelo motivo que fora proposto, alego que compartilho de seu interesse quanto à perspectiva de jogabilidade com um filho de Phobos. Expressá-lo de forma sucinta e direta, sem preponderar qualquer nuance negativa a tal, fez-me pensar que a sua certeza em construir esse personagem fosse se revelar na história. A priori, o enredo proposto pouco correlacionou-o ao deus, mas esse detalhe fora praticamente camuflado pela escrita líquida de vocábulo simples; fator esse que determina um senso de um bom escritor, cuja acessibilidade no texto fora impecável. Embora curta, foi uma história suficiente para deixar-me intrigado no desenvolvimento de sua trama pessoal — a qual espero ver em postagens futuras e afins. Você, sem dúvidas, tem um grande potencial.
Aprovado.



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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Valerie L. Evans em Sab 4 Ago 2018 - 18:52




Ficha de reclamação  
I can stay here
I am not the girl who runs and hides
Afraid of what could be
___________________________________________________________________
Nome:  Valerie Lou Evans

Idade: 19 anos

Deus(a) Escolhido(a):  Phobos

Porque quer ser reclamado por esse Deus: O medo é o principal aspecto do deus, que no caso é o que Valerie mais sentiu no começo de sua vida, até se acostumar com ele e aprender a domina-lo.
Sua vida é toda envolvida pelo medo, que ela sentiu, que ela provoca. Logo, Phobos seria o mais adequado deus para ser pai de Valerie.

História:
1999, Nova York
- Hora da morte, três e quarenta e sete.
O médico se retira do quarto enquanto os enfermeiros levam o bebê para longe da sua mãe, que acaba de partir.
A sensação de temor atingia a todos no hospital, como uma garotinha tão pequena ia sobreviver sem sua mãe? O pai nem apareceu no parto, quem poderia cuidar do bebê?
O peso da culpa: uma mulher grávida em perfeito estado simplesmente morreu, mas antes deu a luz a uma linda menina de 8 meses e meio. Como alguém pode simplesmente morrer, seria um erro médico, algo que eles não tenham notado?
A mulher havia chegado desesperada ao hospital, vinha a pé e parecia apavorada com algo, todos acharam normal pois as vezes gestantes acabam se desesperando na hora de dar a luz, mas com essa mulher era diferente. Ela estava em pânico.

---

O ar fresco sempre foi uma das melhores partes do dia da garota. Sair de perto do cheiro de asilo que era seu “lar” para passear pelos becos perigosos da rua onde mora é uma decisão estranha, mas, como dito antes, é a melhor parte de seu dia.
Hoje era um dia estranho, o beco estava praticamente calmo. Geralmente tem algumas pessoas estranhas por ali, óbvio que todos já conhecem Valerie, logo nenhum se aproxima da morena.
O caminho para o puteiro de Evans, mais conhecido como escola, era um pouco afastado do bairro onde morava, na maior parte do tempo pegava um ônibus ou um táxi para poder chegar na escola, já que sua disposição física era bem pequena.
Chegando lá os novos alunos, já bem avisados, se afastaram discretamente da garota. Alguns meninos tentaram se aproximar para ver se conseguiam algo com ela, mas Valerie estava cansada e resolveu apenas ignorar a todos e dormir um pouco nesse tempo em que seu professor não chegava porque estava dando em cima de alguma aluna.
- Valerie.
Todos se espetaram ao ouvir alguém chamar em alto e bom som a garota mesmo vendo que ela estava dormindo, fazendo-a acordar. Segurou em sua faca que sempre levava no bolso e pensou em atingir a pessoa, mas ao ver que era o menino esquistinho, Owen, que gostava de dar comida para ela as vezes resolveu apenas seguir ele.
- O próximo que fizer isso não vai voltar para a escola tão cedo. – Murmurou enquanto deixava a sala.
Passaram por várias salas, inclusive na frente da diretoria, o rapaz estava apreensivo e estava deixando a morena um tanto quanto irritada. Revirou os olhos ao notar que ele ficou desse jeito por causa da professora de biologia.
Seguia seu caminho até chegarem à sala de estudo, sentia que alguém os observava, o que a deixou mais embravecida. O local vazio, exceto pelos dois, era bem aconchegante e era extremamente calmo.
- Um bom motivo. – O garoto arqueia a sobrancelha tentando entender o que Valerie disse. – Qual é o seu bom motivo para ter me acordado?
- Precisamos conversar sobre algo.
– Ambos não eram próximos, a garota apenas suportava ele porque sentia que ele não sentia medo dela, ao contrário dos outros.
Um estrondo interrompeu eles, o barulho vinha de uma estante repleta de livros que tinham magicamente caído. Owen puxou a menina pela mão para longe da sala, porém ao tentar abrir a porta notou que estava trancada, ambos estavam presos dentro da sala.
- Era sobre isso que eu queria conversar. - Valerie fica confusa com a fala do rapaz, até olhar para o local onde ele apontava, um tipo de ave sobrenatural voava pela sala e parecia querer devora-los. – Fique para trás, eu cuido disso.
Pensou em questiona-lo, mas não sentia vontade alguma de quebrar suas unhas em uma luta corporal, então apenas deixou ele se foder até que ela tivesse que fazer algo. E isso não demorou muito.
Depois de ele arremessar alguns livros, e até uma mesa, no pássaro, Owen foi atingido bem na cabeça por uma cadeira que a ave jogou nele.
Retirando sua faca do bolso, deixou a ave se aproximar dela até que estivesse em uma boa mira. Quando a mulher levantou sua pata para arranhar Valerie, foi surpreendida por uma enfincada no peito. A faca estava cravada e fez o monstro transformar-se em pó na frente de Valerie e Owen. Ela conseguiu desfrutar do medo do bicho, que a fez sentir-se momentaneamente mais forte. Até notar que o monstro tinha desaparecido.
- Que merda é essa? Cadê o sangue? - A morena encarava o resto de pó, furiosa por não saber o que tinha acontecido com o animal.
Mais uma vez, Owen arrastou a garota para longe da sala. Mas surpreendentemente, ela desmaiou antes de ter sua devida explicação.

---

Um cheiro novo, não era igual da rua onde vivia ou então de sua casa.
Hospital, morangos, grama. Uma mistura dos três, esse era o cheiro. Até então desconhecido por Valerie.
- Valerie Lou Evans? – Uma loira se aproximava dela, parecia médica ou coisa do tipo, vestia um jaleco e tinha uma prancheta em mãos. – Sou sua enfermeira, filha de Apolo.
- Prazer, eu sou filha do Belzebu.
– Estendeu sua mão para a sua enfermeira louca. Deuses gregos? Já ouviu falar sobre pessoas que viam fantasmas, mas não deuses.
- Não, você é filha de Phobos. Coisa parecida com Belzebu. - Deu risada ao ouvir a piradona falar, apenas ignorou ela e deitou-se na maca em que estava antes dormindo.- Você pode não acreditar em mim agora, mas veremos quem está certa.
A morena não aceitava ouvir esse tipo de coisa, porque ela nunca está errada, nunca. Seu olhar para a garota amedrontou a imediatamente, pode sentir o medo que ela sentia. Sorriu então, ao notar que novamente tinha seu respeito.
Novamente todos tinham medo dela.

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Presentes de reclamação:
▲ Lança do Medo - Lança preta com a ponta feita de bronze celestial, quando corta o inimigo faz ele ver na prole de Phobos o seu maior medo, dura apenas alguns minutos, vira uma caneta quando não está em uso.
▲ Escudo do Medo - Escudo indestrutível, seu desenho muda de acordo com o medo de cada oponente, fazendo-os verem seus maiores medos esculpidos nele, vira um bracelete quando não está em uso.
▲ Lâminas Medonhas - São lâminas cortantes como outras quaisquer, mas ao envés de passarem no inimigo machucando-o, param na frente de seus olhos, refletindo seus piores medos um por um, fazendo com que ele se distrai por alguns minutos.




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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Hera em Sab 4 Ago 2018 - 20:45


Valerie


Olá Valerie. Antes de mais nada, seja muito bem vinda. Vamos para a sua avaliação.
Sua escrita é muito boa, mas esse seu template é horrível para ler. Tive que ler seu texto sem ele. Não encontrei nada grave para te reprovar, sua história eu achei muito boa.
Seja bem vinda, filha de Phobos.



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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Gwenhwyfar C. Weast em Seg 6 Ago 2018 - 15:34



Was I made from a broken mold?


Nome: Gwenhwyfar Cavendish Weast

Idade: 19 anos

Deus (a) escolhido: Melinoe

Por que quer ser reclamado por esse deus: O Submundo sempre me chamou atenção, especialmente seus deuses. Juro que nunca parei para prestar muita atenção em Melinoe, mas pesquisando consegui descobrir mais sobre ela e me interessou bastante sua história e o que ela representa para os gregos. Todo tem um fantasma para carregar, seja ele uma pessoa morta ou algum tipo de pensamento que assombra nossa mente e nos pertuba de alguma forma. Para mim Melinoe consegue mostrar várias faces, dentre elas o terror psicológico, o paranormal e um em especial que me chamou muita atenção, o respeito que se deve ter pelos mortos já que ela também representava as cerimônias fúnebres. Acho que fiz uma boa escolha dentre os deuses que sempre foram meu foco.
História:

– Você deveria parar de se meter em confusão, Gwenhwyfar. – Dei um grande sorriso encarando a garota ruiva na minha frente, ela ajeitou os óculos e me encarou escondendo a boca com a mão.  Ri ao escutar ela falando meu nome, já não era um nome muito comum, o aparelho apenas dificultava ainda mais. Balanço as pernas e jogo o corpo para frente ficando próxima dela. Vi que pegou um algodão e molhou no álcool, fechei a cara indo para trás.
– Eu caí andando de skate Allie... Não precisa disso. – Digo tentando fugir do algodão que ela aproximava de mim. Franziu a testa me encarando com seus belos olhos azuis. – Ok, talvez eu tenha caído de skate e dado de cara em algum punho alheio. – Disse para ela virando o rosto, senti seu tapa em meu ombro e um pequeno empurrão. Viro o rosto para ela rindo meio baixo. Alessa passa o algodão por cima do corte da testa limpando. Passa o pano para limpar o sangue que escorreu de meu nariz e o canto da minha boca que também estava cortado.
– Não pode mentir pra mim mocinha... – Alessa passou a ponta do dedo no meu nariz, mordi seu dedo e a encarei com um enorme sorriso. Balançou a cabeça se afastando um pouco de mim, franzi a testa descendo da mesa em que estava sentada e a segui. Olhei para o lago e depois para ela com certa preocupação. – O que aconteceu? Eles estão procurando por mim de novo?
- Está tudo bem, já dei um jeito nisso. – A abraço por trás, deito minha cabeça em seu ombro e respiro fundo. Olho em volta e paro meus olhos em cima do amontoado de folhas secas perto da nossa árvore. – Allie, você se sente melhor? – Pergunto com a voz um pouco falha. Dou alguns passos para trás passando a mão no meu rosto, minha vontade era de chorar, mas precisava ser forte. Caminhei até a árvore, passei os dedos por cima da marca que fizemos ali a pouco mais que três anos, dei um riso fraco e encostei minha testa.
- Eu... Eu... – Virei para ela ao escutar sua voz falha, ela não parecia estar tão bem, seu sorriso não era mais como antes e parecia que cada dia que eu a visitava ali estava mais distante e vazia. – Eu estou bem, G. – Alessa disse tentando manter a voz firme, mas simplesmente não consegui acreditar. Abaixei perto do amontoado de folhas e passei a mão por cima às tirando de cima. – Não precisa fazer isso, você sabe. – Andei até minha mochila retirando a única rosa branca que havia comprado no caminho, olhei para a cruz de madeira mal feita. Alessa Karnstein, entalhei seu nome ali da maneira delicada que consegui. Deixei a rosa em cima do que era pra ser seu tumulo e a encarei. Senti minha barriga doer um pouco e virei o rosto não conseguindo olhar em seus olhos.
- Eu pensei que você ficaria melhor, sabe? – Disse tentando ao máximo segurar minhas lágrimas, desviei o olhar para minhas mãos e apertei o pano do moletom sujo de sangue com força. – Eu não podia perder você, você parecia tão fraca, tão vulnerável... – Mordi minha boca engolindo o choro. Senti a mão de Alessa em meu ombro e me afastei. Olhei para a margem do lago, parecia que a cena estava acontecendo de novo bem na minha frente. Me encarei entregando o pequeno punhado de sementes para uma versão mais nova dela, ainda com seus belos cabelos ruivos e óculos fundo de garrafa e ainda com aquele tubo de oxigênio continuava bela como sempre. Ela pegou as sementes de mamona da minha mão e me encarou antes de engolir tudo. Ainda podia escutar sua pergunta em minha mente. “ Tem certeza que vai funcionar? “ “ Ouvi dizer que quatro ou cinco dão pro gasto, mas trouxe mais por precaução. “ – Eu só queria ficar com você pra sempre...
- Eu estava doente G. Você sabia que não tinha jeito. – Vi a imagem da margem do lago se desfazendo e encarei Alessa que agora parecia ter voltado a sua aparência doente. Passei a mão no rosto e senti o sangue na minha mão. Era como se tudo aquilo fosse uma ilusão que eu me forçava a manter todos os dias desde o que aconteceu. Levantei e chutei a mesa com força em direção a árvore. Vi ela indo para trás como se estivesse com medo. Abaixei um pouco apoiando as mãos no joelho e gritei o mais alto que pude. – Gwen... – Ouvi a voz de Alessa um tanto fraca e a encarei, eu não podia continuar com aquilo mais.
- Eu vou garantir que você tenha um enterro decente. – Disse virando de costas para ela. Coloquei as mãos no bolso do moletom e abaixei a cabeça deixando a tristeza tomar conta de mim. Podia escutar seus gritos de protesto enquanto eu saia do lugar que costumava ser nosso. Tudo aquilo causava um aperto em meu coração, mas a culpa vinha falando mais alto nos últimos tempos e eu sabia que aquilo era para o bem de Alessa.

ALGUMAS HORAS DEPOIS

Encaro a a caixa de correio sentindo os pingos de chuva caírem na minha pele, aperto um pouco o envelope na minha mão e engulo seco. “ Que seja... “ Penso abrindo a caixa e jogando o envelope dentro o mais rápido possível. Coloco meu capuz e enfio as mãos no bolso saindo dali, mas não sem antes olhar para a pequena casa de subúrbio dos Karnstein. Respiro fundo apertando o passo para ir em direção a cidade. “ Quanto tempo tenho? Dois ou três dias? Tempo o suficiente para sair de Louisiana... “
Caminho sem rumo pela cidade, sempre a procura de alguma sombra pra me esconder, aperto a alça da minha mochila e olho para trás. Aquela era a cidade onde cresci, onde passei o maior tempo de minha vida. O que fiz me consume por dentro, me mata a cada dia e acho que o melhor a ser feito é buscar redenção. Dou alguns passos para fora do beco até sentir uma grande dor na minha perna. Olho para trás vendo uma pelagem negra e olhos vermelhos assustadores de um grande cão que me puxa cada vez mais para as sombras. Tento dar alguns chutes em sua cabeça sem resultado algum, seu cheiro forte me desnorteava. Escudei um rosnado forte do meu lado e quando encarei, lá estava outro dele. Soltei minha mão do cano de ferro que havia encontrado para me segurar, sinto meus olhos pesados e fraqueza tomando conta de mim. “ Então esse é o preço pelos meus atos? Acho que a morte sempre foi uma boa amiga. “ Penso e formo um pequeno sorriso em meus lábios me rendendo aos cães de aparência fantasmagórica.
Abri meus olhos, mas logo os fechei com força por conta da luz, coloquei a mão na frente e os abri novamente tentando me acostumar com a claridade. Senti uma pontada de dor em meu braço e o abaixei olhando em volta. Tudo era branco e a janela dava para uma floresta. Apoiei na maca resmungando um pouco e vi alguém se aproximar de mim. Encarei bem a mulher, era loira e tinha um ar meio louco, parecia estar falando sobre um tal de Júnior. Respirei fundo e juntei um pouco de forças para falar.
- Já estou no Inferno? – Eu queria que aquela resposta fosse sim e que eu pudesse me livrar de todo peso que sentia dentro de mim, mas as coisas só pioraram quando tentaram me explicar o que é um meio-sangue.
Habilidades:

Agilidade e Resistência

Presentes:

Ghost Whisper / Açoite [Um açoite totalmente negro com três pontas. Cada ponta contém uma cabeça de morcego feitas de ferro estígio. O Açoite pode se esticar a quantos metros o seu dono quiser. Ele também pode prender no seu oponente e sugar pedaços da alma dele, o deixando mais lento e morrendo aos poucos. A cada sucção da alma, o açoite fica mais forte. Se transforma em uma tatuagem em forma de serpente nas costas da mão, e quando ativada fica presa ao pulso do seu portador.]


Nexus / Escudo [Feito de platina, banhado em ouro branco, o escudo ajuda a prole a defender-se de ataques mágicos ou de fantasmas, o desenho de um fantasma desaparece e deixa a prole de Melinoe invisível, transmuta-se em um anel com um diamante.]
Spectral / Espada  [Feita de ferro estígio e de empunhadura de couro. A espada é leve nas mãos de seu portador e com um M desenhado na base da lâmina. Extremamente afiada, essa lâmina pode realizar cortes cujo seu oponente tem dificuldades de defender, já que aparenta ser um vulto. Essa espada, ao ser fincada no chão, cria uma ilusão ao seu inimigo de que ele está em uma sala fechada e cheia de fantasmas o rodeando e querendo destruí-lo. Até a própria aparição do semideus ali é uma miragem. Dura 3 turnos em uma missão. Se transforma em um anel com um G de Ghost.]

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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Hera em Seg 6 Ago 2018 - 19:29


Gwen


Olá Gwen. Antes de mais nada, seja muito bem vinda. Vamos para a sua avaliação.
Sua narrativa é formidável para alguém que está em sua primeira passagem em um fórum. De verdade, eu gostei muito dessa primeira parte, me faria lhe aceitar logo de cara. Porém, algo me deixou um pouco... Como posso dizer... Confusa, e me fez ler, reler, e até lhe consultar depois. Você me deu seus motivos, e eles foram muito bons. Encontrei só alguns errinhos de digitação, como Escudei, mas nada que me fizesse ter desprezo por sua ficha. Só tome cuidado com a sua narrativa. Sendo em primeira pessoa, busque formas de detalhar algumas partes que são importantes para seu texto, como foi no caso do seu resgate.
Seja bem vinda, filha de Melinoe.



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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Sasha Ivanovna em Sex 10 Ago 2018 - 21:36


ficha de reclamação
As pessoas são solitárias porque constroem muros ao invés de pontes.
Nome: Sasha Ivanovna
Idade: 16 anos
Deusa Escolhida: Hécate
Por que quer ser reclamado por esse Deus: A deusa grego romana da magia, uma deusa que mescla a incompreensão e admiração das pessoas. Na Grécia antiga, a deusa era uma das patronas comuns as cidades, pois dava bênçãos aos humanos - o que, alias, foi retratado na série Os Heróis do Olimpo, quando ela atendeu ao desejo da mãe de Hazel -, como boa colheita e boa navegação. Era dito que até mesmo Zeus respeitava sua opinião e lhe consultava antes de decidir algo. Essa aura de poder e respeito que a deusa possui me motivou a escolher tal divindade, além da trama que tenho em mente para a personagem.
História: Nascida em Londres e criada por druidas que viviam nas próximidades, Sasha é descendente de uma antiga linhagem celta ou pelo menos sua parte não divina é. Filha de William Ivanovna com a deusa da magia, o homem via o bebe como uma recompensa a sua devoção a verdadeira cultura e sua fé na Velha Religião. Todavia jamais poderia ver o que sua filha viria a se tornar quando mais velha. Um trágico acidente de carro acabara roubando-lhe a vida e a jovem semideusa foi criada por seus avós em um apartamento ainda na capital inglesa. Com a busca por augúrios comum entre os praticantes da Velha Religião, os avós da criança buscaram um sacerdote dos deuses antigos para saber o que aguardava a criança. Aquela noite de primavera nunca sairia da mente dos dois.

“Uma criança marcada pela magia, posso sentir”, disse o druida que os recebera, “quem sabe as maravilhas que poderá fazer...”. Por trás da declaração do toque da magia, percebido inicialmente por alguém contanto sangue divino quanto a garota, havia também uma antiga marca que os druidas costumavam procurar. Aquela cor exótica nos olhos, com aquele azul elétrico e incomum as pessoas comuns. Em algumas culturas e civilizações, era sinal que uma criança fora escolhida pelos deuses. Não era o mais comum entre os celtas, mas ainda havia aqueles que acreditavam que cores exóticas era um sinal dos deuses para marcar aqueles que queriam consigo em seus cultos.

Foi um começo para uma vida dedicada aos deuses e a fé, uma vida dedicada aos ensinamentos dos druidas. Uma vida tão dedicada aos deuses e a natureza quanto possível, com uma dura hierarquia e uma estruturação maior do que aquela que os de fora achavam existir ali. Uma aprendiza tinha seu prestigio, é claro, mas ainda estava abaixo dos iniciados e dos druidas de verdade. Desde muito pequena, aprendera a tomar para si apenas o que de fato precisava e a respeitar a natureza.

A principal lição que aprendera junto com aqueles mortais? A natureza era poderosa e soberana, presente em tantas coisas, e os deuses ligados aos aspectos da natureza recrutavam aqueles sábios como seus campeões. Druidas eram sacerdotes quase primitivos, ainda que na cultura celta tivessem um papel fundamental como poetas, juízes e curandeiros, quase sempre reclusos e misteriosos que dominavam e entendiam os mais primordiais aspectos do mundo. Sábio e poderosos, os druidas são os guardiões dos mistérios que a civilização ignora e agora mais do que nunca eram fundamentais para manter a velha religião viva.

Mas havia outras coisas a aprender e os exemplos mais claros eram a realização de rituais e festas de passagem de estações, os costumes antigos, as regras que o povo céltico ainda mantinha... E em meio aquela loucura toda jovem começava aos poucos a testemunhar fatos exóticos, como pequenas coisas levitando quando ela pesou em que algo podia voar para a mão dela, luzes e objetos mudando de cor, pequenas luzinhas surgindo e apagando... Era assustador e ao mesmo tempo encantador e quando a jovem contara ao druida responsável por seu treinamento ele apenas sorrira e dissera para aguardar em seu quarto que logo iriam conversar sobre aquilo. Quando chegou ao guardo instruiu-a a arrumar suas coisas enquanto conversavam, pois o arquidruida havia os liberado por alguns dias para algo importante.

Se não houvesse visto pessoalmente todos aqueles sinais e já acreditasse na existência de deuses, ainda que ser filha de um fosse estranho para ela, não teria aceitado de tão boa vontade viajar para os Estados Unidos da América para conhecer o Acampamento e receber outro tipo de treinamento. Mas, durante a viagem, percebera que fazia mais sentido do que gostaria. Druidas-Filid eram ditos muitas vezes como filhos do cosmo, então tinha alguma lógica que ela tivesse sangue divino correndo em suas veias. Era por isso que se encaixara tão bem naquela função e porque não foi difícil achar para ela um lugar, no fim das contas. Mas não achava que se acostumar a um novo estilo de vida que com certeza viria com mudança em seu lar.

Quando chegara ao Acampamento e fora apresentada a Quíron, a calma e aparente passividade em seu olhar não denunciavam o quão ansiosa e assustada estava. Ouvia com atenção o que o centauro falava, tomando tantas notas mentais quanto podia e assentindo com a cabeça quando adequado. Sua reclamação, como o de costume, ocorrera na fogueira do Acampamento. Hécate, a deusa da magia, lhe assumira como filha. Era um sinal? Quem sabe... Diziam que as antigas sacerdotisas eram dotadas de magia, o que explicava sua ligação com aquela deusa, e também poderia ser por isso os truques estranhos. Agradecendo a mãe por não abandonara, saíra do chalé de Hermes semanas após chegar ao Acampamento e agora podia morar junto de seus irmãos em seu chalé.
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Presentes de reclamação: Cajado [Esse item é extremamente importante para a realização de magias mais complicadas. O cajado é cerca de 20cm maior que o semideus e ao contrário dos cajados clássicos esse é de metal, na ponta do cajado há uma bola de cristal cujas cores podem variar entre: Azul, roxo e preto(dependendo da escolha da face), o cabo vai afinando até chegar a ponta assemelhando-se a uma lança, ou seja, o cajado pode der utilizado para atacar. Quando não está em uso, o cajado toma a forma de lightstick.]

White Eyes / Canalizador [Ao utilizar magias que exijam muita energia, os olhos dos filhos de Hécate se tornam brancos, esse presente foi dado pela deusa para que seus filhos possam receber da lua energia para a conclusão de suas magias. Ao usar o White Eyes, independente do lugar em que o semideus está, ele sugará energia lunar, tal presente pode ser utilizado apenas 2 vezes por turno.]

Lua Minguante / Tiara [Essa tiara pode ser tida como “Sábia”, quando utilizada pelo filho de Hécate, o semideus demonstra ter uma sabedoria que abrange vários assuntos podendo ir desde magias/feitiços/rituais (embora não consiga realizá-los) até conhecimentos de batalhas, o jovem também pode entender de plantas e ervas venenosas. A tiara é invisível e pode ser utilizada o tempo todo já que quando utilizada parece apenas uma tatuagem, ou seja, não tem peso. Para retira-la basta tocar a lua na tiara que ela se torna física.]
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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Eros em Sab 11 Ago 2018 - 12:14


sasha


Sasha, welcome. q
Primeiramente, preciso elogiar a criatividade na qual sua história fora erigida, mesclando culturas diferentes em um único ponto de ligação que, ao meu ver, propiciou o encaixe perfeito aos fatos descritos: Hécate. Seu motivo, assim como a história da personagem, agradaram-me em demasia pela escrita fluída apresentada, com vocábulos simples que tornaram o entendimento fácil e irrestrito. Desenvolva seu enredo em missões e postagens pelo fórum, eu peço.
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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Anya Nikolaeva em Dom 12 Ago 2018 - 23:06

Nome: Anya Nikolaeva
Idade: 18 anos
Deus(a) Escolhido(a): Hefesto
Porque quer ser reclamado por esse Deus: Quantas pessoas são capazes de olhar para uma garota bonita que passou anos como modelo e dizer "ela só pode ser filha de Hefesto"? Quantas pessoas olhariam para essa mesma garota e diriam "ela pode ser mais fisicamente capaz do que eu"? Poucas ou nenhuma, se formos responder com sinceridade. Esse é um dos principais motivos para ter escolhido o deus da tecnologia e da forja como meu pai: ir contra os esteriótipos de personagem que involuntariamente criamos e as vezes nem sequer notamos. Hefesto é deus das forjas, tudo bem, mas também é da tecnologia e dos artesões, por exemplo, e não é por ser uma garota de quase dois metros de altura e três de largura que alguém não pode ser filha dele. Não é porque uma garota tem um belo par de seios que precisa ser obrigatoriamente filha de Afrodite ou Eros. Existem exceções em todos os chalés, existem outras coisas que atraem os deuses além de beleza física, sucesso ou sei lá o que acham que atraí eles. De restos, são motivos de trama da personagem.
História: Anya nunca teve problemas com sua aparência ou capacidade de fazer amizades, um talento claramente herdado de sua mãe, Sônia. Nascera sem nenhuma indicação de que seu pai biológico não era o ex-marido de sua mãe, Vladimir Nikolsky, mas trazia consigo uma marca em seu pulso esquerdo com uma lua negra e um falcão branco como a neve por cima. O homem nunca saberia o real significado e mesmo a garota não compreendia o que vinha junto com a marca. Uma promessa a alguém importante, dissera sua mãe, mas nunca dissera quem era essa pessoa. Seja lá quem fosse, parecia significar muito para a mulher ou pelo menos o suficiente para que arriscasse seu casamento com um juramento feito a uma deusa que resultaria em algo não esperado pela russa.

A verdade por trás da marca era simples, na verdade. Outrora, a mulher havia feito uma barganha com a deusa da feitiçaria, Circe, e a mulher concordara em lhe dar a capacidade de ter filhos se sua primeira filha mulher fosse entregue a divindade para ser sua devota. Desesperada para ser capaz de dar herdeiros ao seu marido, a morena concordara com a barganha. Só não esperava que iria acabar se deitando com um deus e o único feto que vingara fosse uma garota e com sangue divino. Talvez a divindade soubesse, talvez fosse mera coincidência... Sônia não fazia ideia, mas não queria arriscar a fúria de Circe. Todavia, mesmo tendo uma criança que poderia perfeitamente se passar por filha de Vladimir tivesse nascido, o homem divorciou-se da esposa e se casou com a amante. Sônia agora tinha que criar sua filha única sozinha.

Ainda pequena, a jovem frequentava boas escolas e começara a participar de concursos de beleza e desfiles de moda, fazendo-a precisar viajar ocasionalmente em decorrência dos concursos. Apesar de atrapalhar um pouco sua vida estudantil, o dinheiro que a garota ganhava ajudava a mãe nas despejas e ainda pagaria sua faculdade quando se formasse na escola... Mesmo que Sônia duvidasse que fosse realmente frequentar uma. Como a vida da garota estava sendo normal, a russa preferira não contar a filha o destino que lhe aguardava e deixou-a no escuro até começar a se aproximar de seus doze anos, quando o sangue divino começou a atrair atenção de monstros.

O risco de vida que ambas corriam agora que o sangue divino começara a se manifestar obrigou Sônia a mudar-se para os Estados Unidos e buscar um abrigo seguro para a filha. Ouvira falar através da mulher com quem fizera o pacto sobre um Acampamento para semideuses, onde sua filha poderia ficar até estar pronta, mas não fazia ideia de onde ficava ou como chegar. Procurara a esmo junto da garota enquanto tentava convence-la da verdade sobre si. Eram ambas tarefas dignas de Héracles e a humana estava levando a pior nos dois casos... Até os deuses parecerem ouvir suas preces e um sátiro sentir o cheiro semideus de Anya e guia-la até o Acampamento Meio-Sangue.

A confusão daquele lugar misturava-se a sensação de agora não estar totalmente deslocada e a garota podia respirar um pouco sem ser a pessoa mais chamativa de um recinto. Claro que suas curvas ainda chamavam a atenção quando começaram a se formar e trabalhar como modelo quando não estava no Acampamento não ajudava a passar desapercebida, mas era melhor do que vários humanos olhado você e lhe desejando nu na cama. Semanas após ser levada ao Acampamento, em um combate a um cão infernal filhote na floresta, Anya acabara sendo reclamada por Hefesto por sua bravura e determinação ao combater um monstro sem hesitação para proteger alguém quem estimava.
Habilidades: Força e Resistência
Presentes de reclamação: ► Martelo das Forjas - Um Martelo feito de Bronze celestial, aço e um pouco de prata, com ele o filho de Hefesto pode criar muitas coisas, também é eficaz na batalha, o Martelo só pode ser erguido por um filho de Hefesto.

► Kit do pai - Uma Maleta com Bronze celestial, Prata, Ouro, Rubis e Ouro Imperial, para o filho de Hefesto criar armas.

► Escudo Pirotesco - Aparentemente um Escudo comum, porém é capaz de pegar fogo para poder defender o filho de Hefesto.
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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Hera em Seg 13 Ago 2018 - 23:33


Anya


Olá Anya. Antes de mais nada, seja muito bem vinda. Vamos para a sua avaliação.
Gostei de seus motivos, essa ideia de acabar com esteriótipos é algo muito bom. A construção de sua história, a trama que envolve ela também são boas e bem escritas. Espero poder ver mais dessa sua trama em missões e BMOs. Não encontrei erros gritantes, nem coisas que não me fizessem te aprovar.
Seja bem vinda, filha de Hefesto.



Your victory is our desire. Hera, Queen of the Gods! Curve Immortals. Bow, mortals. We love and revere. Forever protected in thy bosom. Ave, Hera!

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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Atlanta Mitchell em Dom 19 Ago 2018 - 19:33

Smile


Nome: Atlanta Mitchell

Idade: 20 anos

Deus(a) Escolhido(a): Deméter

Porque quer ser reclamado por esse Deus: Eu gosto muito da Deusa, acredito que ela seja uma divindade fundamental para a vida, tem uma história e mitos muito bons, fora que para a personagem, uma deusa como a Deméter é a melhor escolha para o desenvolvimento da trama.

História: Atlanta estava diante uma mesinha pequena que só tinha um diário com seu nome, uma caneta verde e uma luminária pequena cuja luz brilhava no centro dela. Já estava segura dentro do tal Acampamento fazia alguns dias, porém pelo medo de morrer, decidiu começar a escrever sua trajetória.

“Milwaukee, 1998”

“Era um dia ensolarado de verão no estado de Wisconsin quando eu vim ao mundo. Não me pergunte como eu sei disso, pois a resposta óbvia é de que meu pai me contava isso. Ele dizia que eu tinha sido deixada em uma caixa no meio de uma plantação de trigo. Estranho eu me lembrar do que meu pai dizia, não é? Eu tenho uma memória muito boa, lembro-me de de muitas coisas, mas isso é irrelevante aqui e agora.
Meu pai dizia que minha mãe tinha fugido quando estava grávida, e quando deu a luz a mim, uma das parteiras me deixou lá. Isso faz algum sentido para você? Pois para mim não, mas é nesse tom agridoce que minha vida começou.”

“Milwaukee, 2003”

“Eu tinha cinco anos quando meu pai me viu ficar parada diante da janela sem conseguir respirar direito. Quando eu tinha feito quatro anos, eu já não conseguia respirar bem, mas meu pai pensou que não poderia ser nada demais. Ah, se ele tivesse descoberto que era algo pior do que isso, talvez eu não tivesse desmaiado.
Tudo tinha ficado preto por um instante, e quando eu retornei, eu estava na cama de um hospital. Era um local bonito, tinha um balão colorido também no pé da cama. Meu pai estava ali do meu lado me encarando com um sorriso carinhoso. Aquele sorriso que me fazia sentir que todos os problemas do mundo poderiam ser resolvidos. Uma moça loira de olhos verdes entrou no quarto e então disse algo que na época eu não entendia bem, que era sobre meus pulmões não funcionam direito por alguma coisa na qual eu não ouvi bem. Apenas fechei meus olhos e dormi.
Quando eu acordei, meu pai estava me preparando para ir para casa. No meio do caminho, ele me entregou uma bombinha e disse que eu precisava usar aquela bombinha sempre que eu ficasse sem conseguir respirar direito. Na época eu não entendia como uma bombinha iria me ajudar. Mas eu te confesso que essa bombinha me ajudou bastante.”

“Milwaukee, 2013.”

“Muita coisa aconteceu durante esse tempo. Além das crises respiratórias que eu tive, e muitas, eu sofri alguns ataques estranhos na rua. Da última vez, acabei ferida, mas fui salva por uma dupla de gêmeos. Estranho, mas aconteceu. Era uma noite de lua cheia quando uma mulher com pernas de bode me atacou. Eu não me recordo de como terminou a luta porque eu desmaiei devido aos problemas que eu já disse que tinha.
Meu pai me abraçou forte e chorou de preocupação. Ele era um homem forte, o típico homem do campo, que só não era um fanático religioso. O de cabelos pretos como a noite começou a falar que precisavam me levar dali enquanto o de cabelos brancos ficava olhando para fora em sinal de vigia. A conversa e discussão deles duraram meia hora. Meu pai não queria que eu soubesse que eu era uma semideusa, pois não queria que eu ficasse longe dele. Sendo sincera, eu era a única família dele, pois minha avó e minha tia tinha morrido quando eu era criança. Mas eu sei que a maior preocupação dele era pelo fato de eu ter essa doença que me falaram que no tal Acampamento Meio Sangue eu iria ter uma chance de cura maior do que estando na cidade. E eu não pensei duas vezes em arrumar minha mochila com roupas e com meus remédios e fui com eles, me despedindo em um longo abraço, que eu não sei se seria o último.”

“Long Island, 2013”

“Minha chegada ao estado de Long Island durou meses. Longos meses de se esconder, comer mal, dormir mal, se proteger, usar remédios, etc. Durante o caminho, fui aprendendo mais sobre o mundo dos Deuses, os semideuses a qual pertencia, dos monstros que queriam me matar, entre outras coisas nas quais qualquer ser humano normal iria pirar. Quando estávamos perto da entrada, um ciclope nos atacou. Para piorar a situação, eu senti meu peito doer e o ar não começar a vir. Tentei pegar meu remédio, mas na fuga do golpe do ciclope, ela caiu no chão. Eu realmente tinha os deuses contra mim, porque sinceramente…
Os gêmeos me davam cobertura enquanto eu procurava a bombinha, mas era mais difícil com o ar falhando toda hora, até que meu corpo tombou no chão. Eu senti que realmente, dessa vez, eu iria morrer, mas eu fui salva na prorrogação por outra semideusa que apareceu ali. Ela tinha os cabelos loiros e me arrastou para dentro da barreira enquanto os gêmeos mataram o Ciclope. Depois de ver a explosão de pó dourado, eu só vi a escuridão.”


Atlanta bebeu um longo gole do seu chá e passou os dedos pelas folhas, decidindo parar de escrever ali e só retornar quando tivesse algo para contar.


Habilidades: Agilidade e Instinto de Sobrevivência

Presentes de reclamação:

Plant and Harvest / Foices de Colheita [Um par de foices feitas em bronze celestial, com detalhes em prata - há o desenho de um trigo no cabo de ambas. Possuem o tamanho de uma foice de colheita normal e liberam uma toxina quando em contato com a pele. Essa toxina é chamada de Peiote - um cacto que obtém sua energia alucinatória da mescalina -, e produz no adversário sensações elevadas e visão caleidoscópica. Em função dessas consequências, o atingido não consegue se movimentar por três turnos, que é o tempo que leva para passar os efeitos. Transformam-se em anéis.] {Presente de Reclamação de Deméter}

Seed Bag / Saco de Sementes [Um saquinho feito de veludo, com dez centímetros de comprimento e inteiramente preto, com um fecho em dourado. Dentro dele há sementes de todos os cereais existentes na face da Terra, de trigo a centeio. Uma vez por missão, ao se consumir uma semente, o semideus recupera 50EP. O saquinho possui cerca de 50 sementes, que são magicamente repostas assim que chegam a 5.] {Presente de Reclamação de Deméter}

Narcissus / Katana [Uma katana feita de bronze celestial, desde lâmina até cabo - o mesmo é revestido com uma fita negra. O protetor de mão tem o formato de um Narciso, o a bainha é inteiramente composta por desenhos de narcisos brancos. Uma vez por missão, ao girar a espada 360º à frente do corpo, um "espelho" de luz é formado e, caso haja algum adversário, assim que seu reflexo aparece, o atingido se "apaixona", ficando incapacitado de revidar ou se defender - porém, se atacado, o mesmo sai do transe. Dura dois turnos.] {Presente de Reclamação de Deméter}

©️ Haymon Derrier para Lotus Graphics
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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Eros em Dom 19 Ago 2018 - 22:22


save the weed


Atlanta;
Reconheço, primeiramente, que a forma como descreveste a narrativa em um enredo inovador fora um fator de exímia importância para o sucesso de seu texto. Juntamente ao motivo, que em minha concepção fora plausível, corroborou para que o que fora proposto atendesse a todos os requisitos necessários para seu êxito.

Aprovada!


• Att by Hera.


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