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Treinos do Tyson

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Treinos do Tyson

Mensagem por Jake B. Mortimer em Dom 22 Jun 2014 - 15:45

Me, my bow and a blond girl


Deixei o chalé de Hécate bem cedo o que foi com certa relutância, por que um treinamento de arco tem que ser tão cedo? Acho que devia haver uma regra que treinar fosse permitido apenas depois do almoço ou algo assim, onde estão os meus direitos? Nas costas eu já carregava meu arco e flechas mágicas na forma ativa, usava uma camiseta preta com os dizeres “ sou filho de Hécate e não realizo seus desejos...” nas costas em prata, além da minha calça jeans escura, até larguei o casaco na cama, o que não é costume meu.

Ao chegar á Arena, já havia o grupo armado com arcos esperando alguém para liderar a prática, para minha sorte essa pessoa chegara junto comigo. Não percebi antes, contudo quando entrei no recinto uma menina de cabelos loiros presos num rabo de cavalo viera junto, usava blusa laranja do acampamento e calça jeans clara, arco dourado e flechas do mesmo material pendiam numa aljava de couro presa a apenas um de seus ombros e seu olhar suave era tão comum que não suspeitei ser a tal professora, só descobri quando ela anunciou quem é:
- Meu nome é Lindsey e estou aqui para ensinar vocês, iniciantes, como usar esta arma perfeita. Todos escolham um alvo circular e posicionem acima da linha verde, que significa vinte metros e depois me observem.

A oratória da menina era bem convincente e charmosa, não aquele charme que seduz cegamente, mas sim aquele que faz com que você siga o pedido sem relutar tanto, talvez por isso eu tenha sido o primeiro a me posicionar com o arco em mãos acima da tal linha verde, Seguido dos outros campistas, ficamos na posição e a instrutora de cabelos dourados fez a pose básica de um disparo, mostrou como as pernas devem ficar, que o braço que segura o arco deve estar reto e firme e também que o dedo o qual segurar o penacho da flecha junto ao cordão deve vir até a reta da boca para um disparo potente e mira perfeita.

Enquanto fazia os meus dois primeiro tiros, que não foram tão ruins para as primeiras flechas que já atirei na minha vida, comecei a pensar que esse acampamento já deve ter passado por grandes problemas e com isso foi desenvolvendo estratégias não só de defesa, mas também de como ensinar melhor os novatos para que a metodologia seja passada, por que cada vez que alguém desviava do curso certo do treinamento, lá estava a Lindsey para ajudar, tanto que uma das vezes fora eu o errado. Estava curvando um pouco meu braço de apoio, com isso as flechas sempre erravam.
- Garoto, como é seu nome?
- Meu nome é Tyson... Por quê?
- Por que eu gosto de saber o nome de quem ajudo. Quando o seu braço de apoio fica curvo, as flechas tendem a subir por que sua mira sempre fica elevada, Se acertar esse braço e seu corpo irá melhor. As pernas também tem um grande trabalho, de base para seu disparo, então pense que todo o corpo atira e não só os braços.


Escutei tudo atento, durante uns dois minutos eu fiquei observando a menina até voltar a atenção para meu inimigo circular e parado chamado alvo. Disparei com maior precisão depois dos conselhos da professora, com certeza ela era filha de Apolo que já descobri ter os melhores arqueiros e enfermeiros do lugar, contudo a calma dela em ensinar era surpreendente, imagina esse bando de gente, mais ou menos quinze, sobre sua responsabilidade e você tendo que estar de olho em todo mundo? Eu ainda tive alguma facilidade por causa dos mentalistas, depois que fui aceito nesse grupo minha perícia com arcos, entre outras coisas, evoluiu drasticamente, ainda sim havia muito para ser aperfeiçoado, como minha mira.

Depois de quase quarenta minutos naquele exaustivo processo de atirar, errar ou acertar, pegar novo dardo, colocar no cordão, mirar, concentrar e repetir o ciclo, todos estavam já cansados daquele treino, graças aos deuses a Lindsey percebera isso e pediu que parássemos, nos liberou da prática e todos se preparavam para ir embora. Fiz com que meu arco e flecha virassem um cordão, o qual é mais fácil de carregar e esconder entre a gola da camisa, com passadas leves eu ia deixando o lugar quando uma mão me tocou no ombro:
- Então, Tyson, gostou do treino? Já havia feito isso antes?
- Eu gostei, porém nunca havia feito isso.
- Então temos um habilidoso ajudante...
- Na verdade deve ser um conjunto de sorte de principiante com uma pitada de perícia dos mentalistas, contudo obrigado pelo elogio...
- Na verdade...
- Disse a menina me imitando, fiquei um pouco vermelho, misto de irritação e timidez com o sorriso da menina- Existe um grupo para iniciantes que já tem alguma habilidade apesar de estarem a pouco tempo por aqui, eu também os treino, normalmente é duas da tarde atrás da Casa Grande, caso queira...
- Claro que quero, não vou ter que acordar cedo...
- Sempre se acorda cedo aqui, novato, aprenda isso...


Com uma giga bagunçada de cabelo que a menina me deu ela saiu andando na minha frente ajeitando o cabelo, surpreendentemente foi aquele gesto que deu início a nossa amizade, vai se entender...

Código:
♦ Arco – Feito de titânio e entalhado com desenhos de serpentes cobertas de pedras d’água. O arco é resistente e pode ser perfeitamente manuseado pelos mentalistas. Trasmuta-se em um colar com a serpente desenhada.

♦ Aljava com flechas infinitas – As flechas feitas de titânio encaixam-se perfeitamente no arco, elas são quase transparentes e raramente são notadas. Transmuta-se junto ao Arco em colar.

♦ Son of Hécate♦ @ CG


Última edição por Tyson Mortimer em Seg 23 Jun 2014 - 20:21, editado 1 vez(es)
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Re: Treinos do Tyson

Mensagem por Íris em Dom 22 Jun 2014 - 15:50

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Última edição por Íris em Seg 23 Jun 2014 - 21:28, editado 2 vez(es)



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Re: Treinos do Tyson

Mensagem por Íris em Seg 23 Jun 2014 - 20:51

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Re: Treinos do Tyson

Mensagem por Jake B. Mortimer em Ter 24 Jun 2014 - 16:00

boy against machine...



Aqui vai uma boa dica para todo mundo que pretende treinar na Arena e já pensou em um adversário diferente, não aceitei experimentos de filhos de Hefesto em grau um de teste. Eu sou uma prova viva, por sorte vivo, que esse tipo de processo pode haver acidentes de percurso os quais podem vir a ser grandes problemas, contudo tive que viver para crer...

Normalmente meu treinamento é de dia, toda terça e quinta, com os aprendizes de esgrima iniciantes, mas como nosso instrutor fora em missão e não deu tempo de colocar alguém no lugar, nosso grupo resolveu ficar pela Arena golpeando alguns bonecos, confrontando uns aos outros ou os preguiçosos, como meu caso, ficar de conversa com colegas de atividades, esse colega era o Jeremy, filho de Hefesto que fez amizade comigo durante a fogueira. Lembro-me de que quando fui reclamado, ele fora um dos primeiros a me parabenizar, depois do Juan que me trouxera para o acampamento, todavia esse ato do menino das forjas nos aproximou e levou a uma amizade inesperada.

Trajado para treinar com uma bermuda negra larga, camiseta laranja do acampamento e um sapato de jogar basquete eu sentei ao lado de uma mesa grossa e velha de madeira que o menino também usava como cadeira, enquanto clicava em botões coloridos num teclado diferente, que percebi controlar um autômato de bronze muito bem feito. Cutuquei o menino sujo de graxa e fuligem, cujo tom destoava de sua pele alva e cabelos enrolados ruivos, e perguntei:
- Hey Jeremy, essa estátua de metal é sua?
- Oi Ty
– Disse o menino observando sua criação e depois fitando a mim com seu tradicional fungar de nariz, parece que ele tem problema de rinite crônico, contudo como não trata de vez em quando ele leva a palma da mão ao rosto e mexe violentamente no órgão olfativo, uma hora dessas ele o arranca.- Essa estátua de metal é um autômato e fora eu quem criei, estou terminando a fase de testes 1.
- E qual seria essa fase de testes?
- Ver se ele responde aos comandos básicos.
- Como esse troço funciona, tipo um computador?
- É complicado entrar em termos técnicos com você, digamos que ele tem uma inteligência artificial ligada a sua função, esse protótipo é para treinamento em três graus de dificuldade, iniciante, médio e veterano. Existem outros já criados por meus irmão, contudo esse é o meu primeiro.
- Bem legal... quer ajuda?


Vou dar uma breve parada aqui para explicar que minha última pergunta fora a pior escolha no momento, por que ela me levou a ser cobaia de um experimento diabólico para matar semideuses, ou pelo menos os atos futuros pareceram isso, graças aos deuses que nesses cinco dias de acampamento eu fui ensinado a segurar uma espada. Como ficou um pouco claro, o Jeremu pediu minha ajuda, iria colocar sua obra prima em funcionamento num estágio iniciante que não é nada nocivo aos campistas e realmente foi assim que funcionou.

Uni os dos fones mágicos que tenho que se transformaram em uma espada de titânio com uma cobra decorando o cabo, era minha única e mais poderosa lâmina longa que normalmente usava para golpear bonecos de madeira ou semideuses que treinam comigo, era a primeira vez que iria agir contra uma máquina, todavia já que era comanda pelo meu amigo não esperava problemas, olha ai outro pensamento errado.
O autômato tinha a altura de um homem maduro, devia ser bem pesado por ser feito de bronze e manejava uma espada sem fio, para não ferir seriamente ninguém, mas já que era feita de metal machucava bastante quando atingia forte. Eu comecei com arcos leves e estocadas, que eram defendidas ou tocavam a camada protetora dele com aquele barulho forte de ferro colidindo, mas a principal função do autômato era melhorar a resposta do campista com contra ataques, no nível iniciante elas não eram tão fortes ou mortais, alguns arcos contra o peito ou estocadas contra a perna para desequilibrar e piorar a movimentação para ataques posteriores.

Eu desviava ou defendia o que era possível, a maioria dos golpes me forçava a rolar de lado e rapidamente me recompor para uma nova série de investida, porém não era nada desgastante ou cansativo, o embate corria controlado tanto por mim como do filho de Hefesto, até que o robô grego tentou uma estocada contra minha perna que foi defendida como outros golpes, mas logo depois já girou para um arco no meu ombro que quase acertou deixando sérios hematomas, por sorte os reflexos naturais de um semideus me livraram daquele golpe.
- Hey Jeremy, você aumentou o nível do autômato? Por que agora ele está mais rápido. – Disse buscando o meu amigo com o olhar, mas a cena que vi me assustou um pouco. Era nítido que o menino de Hefesto estava descontente com algo, observava o painel de controle mirim com certa preocupação e quando me escutou, me lançou aquele olhar de quem diz “ a coisa está feita agora”.
- Tyson, eu não fiz nada, vou ter que desligar para entender como ele mudou de estágio sem autorização.
- Tudo bem.


Disse colocando minha espada contra o chão o que faria o meu inimigo a parar a luta já que não tinha mais o comando de treinamento ativado, porém ele continuara a avançar e lançou um golpe contra meu corpo que só tive tempo e defender com o braço e me jogar para trás. O golpe não foi em cheio já que me movimento para trás diminuiu o impacto, mas agora meu membro superior esquerdo doía e tinha certeza que uma bela mancha roxa rondava ali agora, mas o pior era que ele não parava, continuava se mexendo e atacando, obrigando defesas e tentativas de ataque para o derrotar, e agora?
- Jeremy, faça algo logo.
- Estou tentando sequências de desativação, ganha tempo para mim...


Naquele instante pensei em três respostas diferentes para ele, uma era “ vou tentar, mas está complicado”, a outra era “ anda logo que está perigoso” e a pior era “ se você não parar essa coisa eu vou mandar ele para você”, porém nenhuma delas iria ajudar ao filho do deus do fogo a pensar numa solução para deter os avanços daquele ser. Desferi dois arcos alto em direção a cabeça dele, o único que acertou mesmo não teve efeito já que parara na carcaça metálica e resistente do meu inimigo, percebi então que a estratégia seria danificar seus movimentos.

Comecei então a fazer o que o Juan, filho de Dionísio e melhor amigo meu, disse que era a melhor solução quando um inimigo é ótimo defensor e precisa acertar pontos específicos de seu corpo, movimentação. Saltava de lado ou rodava ao redor do robô, que por ter peças de metal e dobradiças não tão maleáveis como minhas juntas, tinha maior dificuldade para acompanhar, até que fora uma escolha inteligente. Quando ele alcançava para atacar, eu defendia com a face da minha espada e desferia ataques contra seus joelhos e ombros, normalmente semicírculos rápidos, mas que não estava tento tanto efeito, até que um teve.

Girei no chão ficando no raio de ação do autômato o que o levou a escolha óbvia de tentar uma estocada no meu peito, como eu já havia percebido que sua primeira escolha era sempre espetar o inimigo, já estava com meus músculos prontos e adrenalina correndo a mil no meu corpo para poder girar e sair daquele ataque, meu plano deu certo. Ao mesmo tempo em que desviava, já projetava meu corpo para um único ataque mirando a perna á frente do inimigo, o golpe foi perfeito. Num só lance l joelho do monstro amassou e agora o metal afundado prejudicava as passadas da criação artificial, que mancava para tentar chegar a mim. Depois disso só tive que rodar e sair do raio de ação dele até o Jeremy desligar por completo sua obra falha.

Sentei no chão largando a espada que voltou a ser dois fones de ouvido “comum, enquanto eu recuperava o fôlego perdido naquele treinamento exaustivo. Fitei por ciam do ombro o meu amigo indo até sua criação e o avaliando, era nítido o olhar de culpa e desapontamento do rapaz, mas pelo menos ele sabia onde errou, provavelmente, e poderia fazer outro.


item usado:
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Re: Treinos do Tyson

Mensagem por Afrodite em Qua 25 Jun 2014 - 23:20

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Re: Treinos do Tyson

Mensagem por Jake B. Mortimer em Qui 26 Jun 2014 - 15:26

first tme against a cyclop...


Pela primeira vez eu estava nervoso para um treinamento, pela primeira vez eu segurava mais forte minha espada de titânio com mais força para que ela se quer caia da minha mão, pela primeira vez eu depositava toda minha confiança na pulseira do meu pulso que viraria um escudo gravado com runas protetoras, droga de nervosismo para enfrentar um monstro. Tudo bem que já são uma semana de treinamentos duros em vários aspectos, com a Lindsay para aprimorar minhas habilidades com o arco, com o Juan que me ajuda no manejo do cajado e também com movimentos de combate seja lá qual arma for, contudo principalmente como Gabriel e o grupo que treinamos esgrima e agora era minha vez de dar um passo a mais.

Posicionei-me à frente da jaula já pronto para luta, com espada e escudo em posição defesa sem saber o que viria ali de dentro, até hoje a única lembrança de lutar contra monstro fora uma mulher cobra quando ainda mal sabia o que era, todavia dessa vez estou sozinho. O barulho do gradeado se abrindo liberando uma fera foi bem assustado, acho que isso aconteceu por que eu já especulava que um ser horrível sairia dali, tipo quando você vê filme de tubarão e já fica imaginado que toda vez que aquela musiquinha chega e se filma a água alguém vai morrer, vício de filme de suspense...

Quando um vulto corpulento começou a surgir na claridade eu prendi a respirei fundo, soltando devagar o ar enquanto focava meu olhar no meu adversário que tinha pelo menos três metros, usavas farrapos como roupa e carregava um porrete nas mãos, contudo o que com certeza é o chamariz de atenção é o único olho no centro da cara, esse monstro eu conheço, não é necessário ser um semideus, basta ler qualquer conto grego ou história de monstros que você encontra menções sobre ciclopes, agora eu vou enfrentar um. O monstro abriu a boca recheada de dentes amarelados e gritou para mim, se era para me assustar deu certo, porém não deixei que me intimidasse e já avancei lembrando-me dos ensinamentos de toda uma semana, eles terão que me manter vivos.

Nitidamente eu era mais rápido que a criatura, mais alta e gorda ela se movia mais devagar e apostava tudo num golpe único daquela massa de madeira desforme para me levar a nocaute, então me mantive em movimento contínuo, rodando ao seu redor para poder golpear e o primeiro ataque foi tentar espetar sua perna, sem sucesso. O monstro parecia esperar aquele ataque em seus membros inferiores e deu dois passos para trás jogando sua arma em um arco contra mim, no mesmo instante levantei meu escudo recebendo aquele impacto poderoso que me jogou alguns metros longe. Levantei um pouco desnorteado e com dores no braço esquerdo, afinal a força do golpe foi monstruosa e se recebesse outro movimento direto poderia até quebrar o membro, teria que tomar bastante cuidado.

Dessa vez a iniciativa era do monstro, que veio em passadas largas e um grito em grego que não entendi muito bem, provavelmente era algo relacionado a matar um filho de Hécate com uma pancada na cabeça, mas não dei esse gosto a ele, rolei para o lado e pensei até em gritar olé ao ver o touro de um olho só passando direto, não sei por que minha mente pensou nisso. Levantei correndo para cima dele com a espada trilhando uma linha na areia já que estava abaixada e quando cheguei, girei meu corpo com velocidade e desferi um arco horizontal que dessa vez penetrou na carne do ciclope e deixou um talho profundo em sua coxa. Antes que pudesse me sentir feliz pelo primeiro ataque efetivo eu já rolei por baixo da perna dele e me afastei para não receber um contra ataque, agora era esperar as tentativas de me matar.

O lance com inimigos maiores é que geralmente não têm tanta mobilidade como nós, isso leva a movimentos lentos e dificuldade em acompanhar um ritmo de luta acelerado, porém ferir seus membros inferiores e prejudicar ainda mais sua movimentação é uma estratégia formidável para o prosseguimento da luta, pelo menos o Juan me dissera que era uma tática funcional, hora do teste final. O ciclope veio para ciam mancando, agora eu poderia imprimir um ritmo mais rápido de combate para terminar com isso, avancei ficando fora do alcance do porrete do bicho e na hora certa me aproximei para atacar. Quando fiquei perto a figura grotesca tentou me acertar com sua arma de madeira, mas como já esperava isso eu desviei de lado e cravei minha arma na sua cintura, depois me afastei e saltei para um ataque final.

Tudo bem que o fim seria um movimento épico, cravar minha espada no peito da fera e ver o ser se desfazer em poeira, contudo meu plano foi frustrado com tapa no peito que me jogou de costas no solo, bem embaixo dos pés daquele bicho. A dor nas costas foi o de menos, minha espada ficou fora de alcance, pelo menos uns três metro de mim e o pé fedorento do monstro já vinha para me esmagar, fui forçado a colocar o escudo na reta e suportar o impacto com os dois braços, porém era bem pesado e não aguentaria outro golpe, tinha que fazer algo. O monstro então tirou o pé e veio para sua segunda tentativa de esmagamento, nesse instante eu girei meu corpo no chão saindo do ataque e me coloquei de joelhos, logo depois bati com a borda do meu escudo no joelho dele o fazendo rugir de dor.

Corri para pegar minha espada enquanto o monstro já vinha logo atrás, assim que a tomei dei um salto girando meu corpo e lancei uma estocada na reta do meu rosto na intenção claro de acertar o que tivesse na frente, por sorte era o peito da criatura. A lâmina metálica entrou quase toda no ciclope, que caiu de joelhos e aos poucos se desfez em pó enquanto eu mesmo me sentava no chão para recuperar o fôlego. Minha primeira experiência com monstros sozinhos não foi tão ruim, mas me deixou bem dolorido.

itens usados:
-Pulseira que vira escudo protetor - Um Escudo de ouro que quando não é utlizado vira uma pulseria. Quando é escudo, possui o desenho de runas variadas.

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Re: Treinos do Tyson

Mensagem por Convidado em Qui 26 Jun 2014 - 15:30


Avaliação e Atualização da Arena
Okay Tyson vamos lá, o seu texto teve coerência embora eu ache que matar ciclopes não deveria ser algo para novatos. Vou citar alguns de seus erros que se repetiram bastante como o fato de você iniciar a frase no passado, usar o futuro/presente e de repente voltar pro passado.
“Pela primeira vez eu estava nervoso para um treinamento, pela primeira vez eu segurava mais forte minha espada de titânio com mais força para que ela se quer caia da minha mão, pela primeira vez eu depositava toda minha confiança na pulseira do meu pulso que viraria um escudo gravado com runas protetoras, droga de nervosismo para enfrentar um monstro.”
Além de haver repetição do “pela primeira vez” o que não está totalmente errado, mas faz com que a leitura seja cansativa.
Houve também uma falta de palavras ao meu ver.
“Posicionei-me à frente da jaula já pronto para luta, com espada e escudo em posição defesa sem saber o que viria ali de dentro”
Acredito eu que deveria haver um ‘de’ ali no meio. Uma boa parte de palavras ficaram incompletas ou estavam em outra pessoa, não vou citar porque senão isso vai ficar ENORME. Houve erros gramaticais também.
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Re: Treinos do Tyson

Mensagem por Jake B. Mortimer em Sex 27 Jun 2014 - 16:16

wet pratice...


Assim como escrito no mural de atividades do chalé de Hécate, caminhei lentamente para o treinamento de esgrima que fora deslocado para beira do lago por que a Arena seria usada para um evento de veteranos, um combate contra monstros que ocorreria na parte da tarde, porém era necessário ser preparado tudo para as lutas. Chegando ao local marcado eu já entrei no meio do pessoal que se alongava para não perceberem que estava atrasado, por sorte já era fim do aquecimento e o treinamento começaria em breve.
- Semideuses, por estarmos sem bonecos hoje, pensei em treinamento em duplas, então peguem as armas e escolham um parceiro.

Seguindo as ordens do Gabriel, filho de Ares que comanda o grupo de treinamento, todos fomos para uma caçamba de madeira com algumas espadas de bronze sem fio e escudos, além dos peitoral de couro reforçado, praticávamos com armas o menos letal possível para não resultar em ferimentos graves e idas desnecessárias ou pelo menos que poderia ser precavidas à enfermaria, sempre cheia de campistas os quais retornaram de missões. Vesti o colete protetor, apertei bastante as tiras do ombro e das costelas para não dificultar o movimento e peguei as armas. Enquanto guardava a espada na minha cintura, um rapaz tocou meu ombro e convidou para ser sua dupla no exercício, de prontidão eu aceitei.

Seu nome era Nicolas, franzino, olhos castanhos, cabelos negros, rosto fino assim como o corpo, diria que ele é um filho de Hermes que chegara há pouco tempo, por isso treinava conosco e eu não me recordava de ter visto no tempo que passei no chalé mais bagunçado desse lugar. Cada dupla se posicionou ao redor da beira do lago, nosso público hoje era composto por ninfas do lago que nos fitavam curiosas e prontas para escapulir para águas fundas caso você fosse até elas, contudo minha atenção já era do meu companheiro de exercício por que a coisa logo ficaria séria.

Ao comando do líder, o brandir de espadas e escudos foi ouvido por toda parte, inclusive a arma do Nicolas acertando a face do meu escudo enquanto me defendia do primeiro ataque do dia. Forcei meu escudo para frente para abrir espaço para um contra ataque, mas não tive sorte nem impulso necessário já que meus pés derrapavam na grama, acabei tendo que partir para algo mais seguro e lento, recuar um pouco e tentar uma estocada, que fora aparada sem dificuldades. Realmente a mudança de ambiente influenciava nos aspectos de luta, principalmente na mobilidade e base para defender ataques, contudo era necessário se adaptar. Defendi mais dois arcos baixos e tentei uma estocada no peito dele, que fora aparada pela própria lâmina inimiga sem tantos problemas e o treinamento continuava.

Foi então que escutei as dicas do instrutor sobre usar o ambiente ao seu favor, que nem sempre as lutas serão em locais abertos ou muito menos em condições iguais aos dois, que em uma missão real você deve estar pronto para enfrentar qualquer coisa em qualquer lugar, porém a maior das armas que teremos é nossa mente. Belas palavras de um cara que nos vigiava gladiar ao redor de uma margem de lago. Defendi um ataque direto no meu rosto, para isso tive que levantar por completo o escudo, bloqueando a minha visão, não pude perceber um chute por baixo que me desequilibrou. Nesse momento cai sentado no chão que Nicolas já vinha para brandir sua espada contra meu peito, tive tempo apenas de sair rolando e levantando aos trancos e barrancos para fugir de sua investida, só depois que consegui me posicionar para continuar a luta.

Ataquei com um semicírculo na direção do ombro esquerdo dele já sabendo que seria aparado por sua espada, ele tinha esse vício de parar, sempre que possível, os golpes com sua arma ofensiva, por mais que tenha um escudo em mãos, talvez seja costume de usar duas lâminas ao invés do tradicional equipamento de luta. Com isso, seu flanco direito, onde ele segura sua espada, ficou aberto e propício para meu movimento seguinte, um giro rápido já impelindo um arco com minha espada que acertou em cheio as costelas dele. Se minha arma tivesse fio ele teria sido gravemente ferido na barriga, morreria com o sangramento em poucos minutos, mas como as condições são outras ele apenas tinha fortes dores na lateral do abdômen e grunhia um pouco a cada vez que levantava a espada para um ataque.

Continuamos a bailar pelo local, desferindo e defendendo ataques, porém os movimentos dele eram mais lerdos e previsíveis já que para atacar ele grunhia um pouco, claro que isso não era regra, por que a mente do menino de Hermes provavelmente processara um ataque surpresa, usar o escudo como arma e atingir meu rosto com a face de seu item defensivo, um golpe direto na têmpora que me deixou desnorteado. Com o ataque eu provavelmente xinguei a mãe dele em voz alta, o mundo parecia um desenho infantil, borrado e tremendo, nada estava parado inclusive meu adversário que vorazmente corria para cima de mim. Com tanta concentração para me colocar de pés eu não consegui controlar minha defesa, numa tentativa insana eu lancei um ataque em arco para tentar afastar o inimigo, sem sucesso nenhum.

O último ataque fora um pouco vergonhoso, com a noção de espaço perdida, não percebera que eu mesmo estava na margem do lago e com um forte chute no peito que eu recebi do Nicolas, cai de costas na água. Com o líquido gélido no meu rosto e corpo eu recuperei completamente os sentidos, mas quando olhei para cima percebi a espada do menino no meu pescoço, fim de jogo.
- Acho que perdi Nicolas...
- Eu tenho certeza... Vamos, levanta.


Com a ajuda do meu colega de treinamento, levantei-me ainda chateado por estar molhado e todos nos reunimos para devolver as armas emprestadas, logo depois eu fui para o chalé para tomar um banho decente e me preparar para o almoço.




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Re: Treinos do Tyson

Mensagem por Éris em Sex 27 Jun 2014 - 16:30

Avaliação:
Seu treino foi bem escrito. Mas isso não significa que eu o achei esplêndido ou coisa parecida. Ele foi razoável, teve uma boa coerência na luta e de como você ficou adaptado no cenário. Sem mas delongas, confesso que gostei de como escreveu, e estarei de olho em você.

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Re: Treinos do Tyson

Mensagem por Jake B. Mortimer em Dom 29 Jun 2014 - 23:35

another training against toys...


Quando eu cheguei à Arena eu esperava encontrar o Grace, filho de Ares que aceitou me ajudar a praticar comigo, usando um peitoral de batalha e uma espada para lutando me ensinar algumas coisas, mas quem estava vestido para combate era um exército de bonecos de madeira. Eles estava posicionados:


____1____2____
______3_______
______4_______
______eu______


Em dúvidas, eu cheguei mais perto do semideus e disse:
- Por que eles estão alinhados assim?
- Para você treinar com eles.
- Isso eu suspeitava, mas por que as armaduras?
- Para ser similar a um combate real, assim terá noção da defesa inimiga.
- Quando eu vou parar de praticar com esses bonecos? Eu já estou sonhando com eles...
- isso realmente é verdade, noite passada eu tive um pesadelo de que o acampamento estava sendo invadido por bonecos armados com espadas, lutei com a maioria ao som dos comandos do Grace, bem estranho quando eles eram feridos e deixavam cair serragem.
- Provavelmente hoje será o último dia, boa sorte.

Enquanto meu professor de combate se sentava na arquibancada mais próxima eu fui para perto dos meus "inimigos". Peguei minha espada que estava presa a minha cintura hoje, havia deixado ali para facilitar o manuseamento. Avancei contra o boneco número 4 com vontade de finalizar apenas com um corte, mas para testar sue peitoral eu descrevi um arco horizontal que atingiu seu peito certeiramente. Para minha surpresa apenas risquei a armadura dele, era de um material resistente e daquela forma não faria muito dano.
- David, golpes diretos com a ponta podem conseguir penetras, mas tente atacar onde tiver brechas.

Com os conselhos do Grace, eu recuei um pouco e refiz minha investida com uma espetada direta no coração, minha lâmina de titânio penetrou a defesa ainda sem tanta intensidade para matar ou perfurar seu órgão vital, porém a dor seria grande. Retirei minha arma e chutei o joelho dele por dentro o que desequilibraria meu inimigo e minha espada cortou o pescoço dele fora a fora, morreria sem sangue. Na hora eu esperava que, assim como no meu sonho, serragem saísse de seu vaso sanguíneo, mas apenas ficou marcado pela minha arma então prossegui.

Olhei por cima do ombro o meu instrutor, eu sempre acho que minha ação está sendo errada, porém dessa vez recebei um continue pelo gestual feito com as mãos, como quem diz " prossegui". Corri alternando o lado para qual eu iria, se fosse um adversário vivo o número 3 pelo menos ficaria confuso de onde viria o golpe e mais tarde descobriria que era da direita. Com um impulso eu estoquei por baixo do seu braço em sua axila, descobri uma brecha clara em sua armadura. Retirei minha arma e cotovelei a lateral do rosto dele e dei uma joelhada na altura dos rins, seriam dois golpes contundentes para abrir espaço para um último golpe, um ataque direto no rosto com minha espada.

Dessa vez eu ultrapassei meu inimigo mais feliz, percebi uma evolução apenas na troca de adversários e meus olhos agora já analisavam meu oponente buscando um ponto fraco. Agora eram dois guerreiros alinhados de lado, teria que dar golpes simultâneos por que se deixar um de fora do combate eu receberia um movimento por trás ou que não estivesse percebendo. Levantei minha arma em um arco contra o 1 e logo depois desci minha arma em estocada contra o 2, até que crave minha lâmina na perna de um deles enquanto já começava um rolamento para ficar por trás do outro.

O outro em questão é o número 2, infelizmente ele não teria mais tempo de vida, mesmo que seja estranho falar isso para um boneco inanimado. Cravei minha arma em suas costas, onde se amarra a armadura e existe uma abertura, girei minha arma com força e retirei chutando as costas dele o jogando no chão. Voltei para frente do último soldado e abaixei descrevendo um arco em sua coxa e voltei a ficar de pé fincando minha espada na axila esquerda dele.

Sentei no chão após derrotar todos os desafios, mesmo sendo imóveis eu me movimentava bastante, parecia que acabara de derrotar quatro guerreiros espartanos. Grace se aproximou e estendeu o braço dizendo:
-Ótimo treino Ty, amanhã quem sabe não terá mais dificuldades. Estará preparado?
-Com certeza-
Respondi levantando com sua ajuda e indo para meu chalé já curioso como seria o próximo dia de aula.
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Re: Treinos do Tyson

Mensagem por Convidado em Seg 30 Jun 2014 - 13:01

Avaliação:
PERA QUE EU ME PERDI!
Quem é David? Quem é Grace? Você não é Tyson?! Isso me deixou confusa no seu treino, que poderia conter mais detalhes, foi cansativo de ler e sem graça, bote mais emoção nos seus treinos colega.
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Re: Treinos do Tyson

Mensagem por Jake B. Mortimer em Seg 30 Jun 2014 - 14:33

almost a war...

Esperei sentado na arquibancada da Arena pelos outros campistas que treinariam hoje, ainda era cedo e sentia o cansaço da noite mal dormida graças ao pesadelo com uma mulher cobra que me caçava pela estrada enquanto o peso do mundo parecia ter caído sobre meus ombros, por que me movia tão lento quanto uma tartaruga. Sinceramente eu pensei se isso era um presságio ou uma lembrança modificada do dia que descobri ser um meio-sangue, qualquer uma das duas opções não me agradara muito, talvez por isso tenha vindo ao turno matutino para derrotar alguma coisa ou alguém.

Sai do meu cômodo descanso com minha espada já em mãos, olhar saltando entre os semideuses desconhecidos os quais eu me juntaria nessa prática inesperada logo pela manhã. O instrutor era um cara grande e musculoso que carregava nas costas um martelo de guerra, provavelmente era filho de Hefesto já que eles tem uma predileção por armas pesadas que poderia esmagar ossos em apenas um movimento rápido. Além de provavelmente ser filho do deus das forjas, ele certamente era mal educado já que sem nem um bom dia ou algo cordial ele mandara que escolhêssemos um adversário e começássemos um combate por que hoje seria um treino na prática.

Antes que pudesse escolher alguém que eu simpatizasse ou pelo menos já tivesse visto antes, um rapaz tocou meu ombro com um sorriso torto, camisa branca e uma longa espada de duas mãos querendo que fosse seu parceiro de exercício, seu nome era Frank. Antes de tentarmos acertar um ao outro numa dança de lâminas, ele se apresentou como filho de Nêmesis e desejara sorte, pelo menos alguém nessa manhã estava sendo educado. Depois das apresentações necessárias e troca de cordialidade, iniciamos nosso treinamento comigo na posição defensiva aparando os golpes surpreendentemente rápidos daquele garoto alto.

Não esperava que um lutador com uma arma tão pesada e grande pudesse ser ágil e astuto como ele fora, com estocadas nos membros inferiores ou semicírculos tão rápidos como se manejasse uma adaga pequena. Cada defesa que eu era forçado a fazer eu tinha que andar para trás para amenizar a pressão e dano que poderia fazer ao meu braço, não conseguia brechas para um contra ataque contundente por que não tinha equilíbrio ou ângulo para isso. Logo passei alguns instantes apenas me defendo já cansado de ter que antever os golpes e posicionar para o tal enquanto meu adversário se divertia em me atacar.

Desviei de uma estocada mirada no meu estômago e sem esperar levei uma cotovelada no rosto que me deixou, além de irritado pelo golpe, tonto pelo impacto, isso valia? Olhei para o garoto sem entender o movimento, às vezes durante treinos nós usávamos do corpo para empurrar ou para tombar um adversário, porém não cotoveladas já que era apenas para praticar esgrima.
- Hey, por que essa cotovelada, isso é treino de esgrima.
- Cada um luta como sabe garoto, para de chorar.

Escutei aquilo calado, mas por dentro eu fervi a pela maldade do rapaz que antes fora até cordial, contudo já que era para jogar com o que eu sei, irei apenas cumprir com as regras do jogo. Avancei esquecendo a perícia do meu inimigo que rapidamente voltou a lançar seus arcos rápidos, mas percebi que apesar dos movimentos ágeis ele tinha dificuldade de se movimentar, sempre estava estático para golpear, sua velocidade era apenas nos braços, não nas pernas. Nossos golpes se cruzaram formando uma cruz no ar, não deixei de fitar os olhos do menino vendo que ele levava aquele treinamento para um patamar de combate ou luta, não apenas um exercício, será que era coisa de filho de Nêmesis ou apenas desse tal de Frank?

Empurrei minha espada usando a força corporal, impulsionei a mim mesmo com minhas pernas e o garoto não aguentou a pressão e se desequilibrou para trás. Nesse momento eu agradeci por ser pequeno e esguio, rolei no chão sem dificuldades e bati com o cabo da minha arma contra o joelho do menino, não iria o cortar ali já que era apenas um treinamento, ao menos para mim. Com o golpe ele se colocou de joelhos bem perto de mim, levantei já girando minha arma para lhe cortar no peito com a ponta de titânio de minha espada, mas esse meu movimento fora parado pelo face do item inimigo, então retrocedi.

Se antes já havia uma densa névoa de rivalidade naquele combate, agora que ele estava machucado no joelho isso piorara, o garoto veio como um touro para me acertar com seu chifre, que no caso era uma longa arma de pelo menos um metro de comprimento pronta para ser cravada em meu peito. No mesmo instante eu percebi que desviar não era uma opção pela velocidade que vinha ou defender, então usei do meu sangue mágico, espalmei a mão mirando suas pernas e uma esfera de plasma brilhou e fora lançada na perna dele. Com o ataque direto nos membros inferiores ele tropeçou e caiu de cara no chão soltando sua espada, luta acabada. Guardei minha espada em forma de fones de ouvido e senti uma mão tocar meu ombro e ao olhar descobri ser o próprio instrutor do treinamento, o filho de Hefesto.

- Boa luta garoto, você é filho de Hécate certo?
- Notou pela magia?
– Disse ironicamente percebendo que meu adversário se levantava sorrindo. Nesse momento voltei a fitar o instrutor lembrando da forma que meu parceiro havia tratado o treinamento.- Esse cara é louco, ele estava levando o treino além dos limites.
- Isso é uma instrução que dei a ele e também a outros nesse grupo. Ele é um semideus mais experiente e o coloquei, junto a outros campistas de longa data para além de impelir maior pressão no seu treinamento, colocar em parâmetros reais esse exercício. Usou bem suas habilidades semideus.
- Entendi. Obrigado.


Disse com um sorriso e ficando um pouco surpreso com o Frank se oferecendo para apertar minha mão. Retribui aquele gesto e até agradeci pelo treinamento, logo depois estava saindo da Arena para descansar um pouco.

habilidade usada escreveu:Lvl 2 – Esferas plasmáticas: Pode criar esferas de plasma e projetá-las. Em contato com o corpo do oponente, deixa uma sensação de queimadura. (-20 energia)


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Re: Treinos do Tyson

Mensagem por Convidado em Seg 30 Jun 2014 - 15:09

Avaliação:
Cuidado com frases muito extensas, pois, elas fazem o texto ficar cansativo, confuso e enfadonho. Cuidado também com o tempo verbal no texto. No mais, foi um bom treino.

+25 XP
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Re: Treinos do Tyson

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