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Mensagem por Hylla K. Werstonem em Sab 26 Out 2019 - 14:32

i'm sorry
O corpo colocou-se rígido, por fim, após os passos delicados levarem-na pelo corredor extenso. Na solidão entre aquelas paredes retas e verticais, desprovidas de adereços, encontrou-se num dilema sepulcral. Fronte a si, a porta escura que a separava da moradia que estivera procurando por algum tempo; estivera ali apenas uma vez e mesmo aquele acontecimento parecia ser válido há eras. Por tal, permitiu-se o momento da dúvida ao fitar a madeira nobre e escura que compunha a entrada — o dedo ergueu-se no ar, rumo ao botão diminuto esbranquiçado na parede. Uma campainha. Vacilou, retraiu-se.

“Não quer vê-la?”, sussurrou aquela coisa fria nas suas costas. Uma presença antiga, invisível e muito pesada, que era arrastada pela garota aonde quer que fosse. Desejava bani-lo algumas vezes, ainda que se sentisse impedida a tal ação. A criatura lhe fazia bem quando estava sozinha. “Fácil, senhorita. Apenas cruze o limite e encontre-a”.

Não a vejo há algum tempo. Não quero ser rechaçada; o que essa garota passou nos últimos anos é uma atrocidade. Não somente a ela ou a quem a fez passar por isso, mas a todos nós que a assistíamos e não ajudamos; nós, eu. — passou-se a sombra da dúvida e do receio em sua face, quase sugando o rosado das bochechas pálidas e o vermelho dos lábios entreabertos. Esperava encontrar Brianna ali em Nevada, pelo menos tinha evidências esclarecidas da energia característica daquela aura específica no interior do apartamento. A menos que a filha de Hades houvesse posto na residência um poderoso feitiço de enganação, a probabilidade de estar ali era alta. — Não consigo vê-la nos meus sonhos, ou em meus encantos de adivinhação.

“O que está esperando?”, indagou o fantasma etéreo. Werstonem deu de ombros, sussurrando uma palavra visando a fechadura. As sílabas eram incompreensíveis, pareciam sequer pertencer a este mundo. Arranhadas, ancestrais e antiquadas como a magia que praticava, conhecida apenas pelos espíritos de outro plano. Como um ultraje à terra, o comando mágico atuou veloz, destrancando e fazendo a porta deslizar suavemente para dentro do recinto. “Uma filha do Imperador, isso é interessante”.

Interessante não lhe parecia a palavra mais apropriada para tratar de Brianna. Hylla não conseguia acessar aquela mente caótica, ou sondar as nuances de seu espírito errante sem que uma energia negativa se abatesse sobre si. Era um caso preocupante. Como olhar para uma pintura surrealista sem bases, tentar entender o inalcançável e bruto. Tentar ver uma paisagem sem possuir olhos.

Brianna?

Seu chamamento saiu mais baixo que deveria. Hylla não saberia o que dizer ao encontrá-la. Um pedido de desculpas soava suficiente? Para a feiticeira, não.



— brianna's house.
— las vegas, nevada.
— 21:33, night.

Hylla K. Werstonem
Hylla K. Werstonem
Feiticeiros de Circe

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Mensagem por Brianna W. Dellannoy em Sab 26 Out 2019 - 15:15

Fate
eyes blinded by the fog cannot see the truth


A pouca iluminação no apartamento era proposital. As sombras lhe curavam fisicamente, mas mentalmente ela estava destruída. Desde a visita que fizera a Ivy, parte de sua mente estava destroçada, vazia. Ela era vazia, Brianna estava vazia. Uma carcaça humanóide lhe definia mais do que alguém triste. Ao seu lado, não encontrava Radamanthys. O seu cão estava com sua irmã mais nova. Mas ao seu lado estava a imagem de Aldous Vanderboom, o Mr. Crow.

As orbes heterocromáticas rolaram para a figura de terno com cabeça de corvo. Ele a observava como se fosse um psiquiatra, mas não passava de uma mera ilusão da própria mente destroçada, corrompida, da semideusa de Hades.

- Eu não preciso de você, Mr. Crow. Some. - Bria lambeu os dedos sujos de sangue enquanto levava aos lábios um cigarro. A chama que o acendeu fez a sombra de Mr. Crow sumir de sua vista, porém uma voz rouca e um pouco melódica ecoou na mente da Dellannoy, que paralisou por alguns segundos.

"Encare seu passado, Brianna. Você nos pertence agora."

- Eu não pertenço mais a vocês. Matei todos vocês quando eu destruí Rusty Lake e minha família..Me deixem em paz. - Tragou o cigarro e buscou a garrafa de vinho que estava ao seu lado, bebendo um bom gole para sentir as energias voltarem: - Ou vou ter que matar vocês de novo, estejam onde estiverem.

Recolheu as sombras e se ajoelhou no chão, fraca. Usar seus poderes ainda lhe cansava, não havia se recuperado da alma corrompida. Mais vinho foi ingerida pela semideusa. O vinho lhe alimentava desde que havia chegado da Europa. Lembrou-se do retorno que teve, de Hylla lhe socorrendo, e de uma outra semideusa na qual não se lembra o nome. Pensando na feiticeira, Brianna abraçou as próprias pernas. Como pôde ter escondido tantas coisas de alguém que ela considerava ser sua melhor amiga? Imperdoável sua atitude. Suja moralmente, não era mais bem vinda ao Acampamento, e atualmente, na Europa. O que ela diria quando encontrasse Justine, ou a Zoey? Elas não sabiam do seu retorno, nem mesmo a Isabelle, Kristhyne, Tayllor...

-Brianna?

A voz feminina era familiar. Não, não era algo de sua mente. Ela reconhecia aquela voz. Mas como Hylla lhe encontrara ali? Seria alguma ilusão? Levantou do chão e caminhou até a porta, vendo a figura feminina diante de si. A presença imponente da prole de Melinoe estava diante da porta, e Brianna estava embaixo de uma luz fraca da entrada e praticamente seminua, apenas de calcinha box e uma longa camisa da sua banda favorita.

- Hylla. - As bochechas avermelharam-se levemente ao se lembrar de como estava vestida, mas seu olhar vazio não demonstrava a suposta vergonha que sentia: - Não me avisou que viria... Mas que bom que você veio. Entre, precisamos conversar.


There will be blood
The past is never dead, it's not even past.
Brianna W. Dellannoy
Brianna W. Dellannoy
Filhos de Hades

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Mensagem por Hylla K. Werstonem em Dom 27 Out 2019 - 18:10

i'm sorry
“O que há entre nós e o céu? Talvez algo muito mais poderoso que ambas estas partes. Não imagino que pudesse compreendê-lo, mas entender as mazelas da terra não simboliza uma tarefa das mais árduas. Miséria, condenação, pragas que caminham em chão sagrado. Resta-me a profusão disso tudo; como um vórtice que suga as esperanças e leis dos homens e mortais”.
— Hylla.




O corpo foi dominado por uma rigidez ímpar, fria. Os olhos arregalaram-se, lúgubres poços de magia e confusão, memorizando cada pedaço do rosto que surgiu na escuridão. Branca como um fantasma, com um contraste exímio da magreza doentia àquela aparência mórbida. Parecia saída de um conto de terror cujas esferas permeavam a morte — olhá-la era uma tarefa árdua. Seminua, em oposição às roupas regias escuras que a visitante usava. Sua jovem Brianna, que parecia já ter perdido totalmente sua alma. Hylla sentia-se fitando uma casca desprovida de humanidade, e o que restava de sua mente era um conjunto de cacos afiados e cortantes.

Compeliu-se para frente. Sim, precisavam conversar. — O que fizeram com você? — um sussurro fúnebre deixou seus lábios. Tão rápido quanto percebera, os braços magros envolviam-na num abraço mais apertado que deveria. Hylla abraçou-a. Sentiu o coração momentaneamente congelar-se naquela atitude precipitada, mas não soltou-a. Ter aquele físico destruído junto ao seu, saudável e cheio de vitalidade e energia, parecia-lhe uma pintura digna de Caravaggio. Como lembrava (e já era de se imaginar), a epiderme de um filho de Hades era fria: pareciam passar a maior parte do tempo aprisionados em sepulturas. A diferença de agora era que Bria estava além da frieza habitual.

Como se já estivesse morta.

Me perdoa. — balbuciou. Pela demora, pela ausência. Pela desconfiança e pelo medo, pelo descaso.E-Eu...

Nada mais lhe saiu. A verdade era que se culpava; e não era como se Werstonem não pudesse ter feito algo para ajudar. Ela podia. Não o fez, contudo. Estivera mais ocupada estudando formas de trazer Adelaide Baudelaire do mundo dos mortos, ou cuidando dos preparativos do próprio casamento, ressuscitando Bree, despedindo-se de Aleksander e Sebastian no porto de Nova York na noite em que ambos secretamente fugiram juntos para a Europa. Hylla — aquela velha garotinha mesquinha e presa às sombras e ao limbo dos fantasmas. Não importasse como ajudasse as pessoas ou tentasse, ao menos, parecia incapaz de fugir das próprias raízes.

Desculpe ter chegado tão tarde, justo hoje. — murmurou após soltá-la. — Por onde esteve? Quando tentava encontrá-la em meus sonhos, nunca conseguia. Como se estivesse em constante movimento. Vi sangue, essa foi minha única certeza; você está bem? — a última pergunta soou estúpida. Obviamente ela não estava bem, mas já era tarde para reverter a questão.

Brianna estava solitária. Digo, por vezes era acompanhada de seu cão infernal, mas agora nem o dito cujo estava consigo. O que a mênade tinha consigo era um complexo de energias negativas quase parasitárias. O apartamento estava infestado delas — Hyl indagava a si mesma como os espíritos obsessores ainda não tomavam aquele lugar. Talvez a presença forte de uma semideusa de Hades os espantasse... Por enquanto.

Hylla K. Werstonem
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Feiticeiros de Circe

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Mensagem por Brianna W. Dellannoy em Dom 27 Out 2019 - 19:04

Fate
eyes blinded by the fog cannot see the truth


A priori, esperou uma atitude repreensiva da feiticeira, tanto pelo sumiço, tanto pelas atitudes erradas da qual não se arrependia, mas sentia em seu íntimo a culpa por todas as mortes que cometera. Por cada lágrima que fez as pessoas derramarem, e pelo massacre de sua família "mortal" na Holanda.

Mas a reação fora outra. Era um abraço, um ato fraternal e familiar que a própria semideusa sentia saudades. Brianna sentia saudades dos abraços de Hylla, mesmo que a mesma a irritasse algumas vezes. O calor emanado pelo corpo da outra era familiar, mas a sua mente agia como se fosse algo novo, algo que nunca havia sido sentido pela semideusa em sua vida.

- Eu consegui matar todos eles. Em troca, corrompi minha alma. São muitas coisas na qual eu preciso te contar, e não liga para a aparência, eu não me visto quando estou só em casa. - A semideusa apertou o abraço em volta da maior, apoiando a cabeça em seu ombro enquanto ouvia seu pedido de perdão.

Ao notar seu balbuciar, Brianna atingiu a face da outra com um tapa na cara. A mão magra não reuniu tanta força quanto queria desferir o golpe, como fora recebida pela própria prole de Melinoe.

- Isso foi pelo tapa que me deu quando nos encontramos naquela festa. - Saiu dos braços acolhedores para fechar a porta atrás de ambas: - São muitas desculpas que você emite, isso não combina com você.

Caminhou na frente da semideusa até um sofá e se sentou, fazendo sinal para a mesma se sentar. Acendera um cigarro enquanto escutava suas perguntas. Aquela quantidade de pergunta não lhe incomodava, não mais do que os espíritos que lhe atormentavam. Todos os Eilander e Vanderboom estavam ali, obsediando ela.

Esperando a sua queda.

Tragou o cigarro e soltou a fumaça antes de tomar o resto de uma garrafa de vinho. O líquido roxo a alimentava, mas não o suficiente. Ela precisava de outra bebida, algo que ela não teria ali.

Precisava do Elixir.

- Eu estava na Europa. Achei que a Zoey havia lhe contado. - Tragou o cigarro de novo, e soltou a fumaça para o lado oposto da outra, para que não a incomodasse: - A princípio, fui matar toda a minha família. E eu o fiz, mas no caminho, eu corrompi minha alma, e preciso de um elixir que pode me matar ou pode me dar esclarecimento, seja lá o que isso signifique. Deve ser imortalidade. - Apagou o cigarro e se virou para a outra, focando toda a atenção nela: - Não me viu, porque eles não deixam. Eu não dei um sacrifício a eles ainda. Mas me diga, quer ouvir a história desde o início, ou um resumo bem resumido? Eu preciso te dar algo ainda.


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Brianna W. Dellannoy
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Mensagem por Hylla K. Werstonem em Seg 28 Out 2019 - 6:35

i'm sorry
A mão chegou-lhe ao rosto de forma tão abrupta, seca e bivalente, que propiciara mais desentendimento que reclamação pela dor surgida. Sentiu as bochechas corarem, a atingida deturpando um avermelhado concentrado antes que a menina a acariciasse suavemente. Fora como um balde de água fria, ancorando-a de volta às questões presentes. Piscou algumas vezes, atônita.

Não me recordo de Zoey ter me dito algo sobre o seu paradeiro, não a vejo há algum tempo. Mas pelo que você me conta, imagino que sua rotina não tenha sido das melhores. — vagueou pela sala de estar, as botas produzindo som nenhum conforme os saltos esmagavam a superfície do carpete. Desceu o corpo sobre uma poltrona escura, onde finalmente começara a tirar as luvas de couro preto de viagem. Repousou-as sobre as coxas antes de desabotoar os três primeiros botões do sobretudo, deixando uma parte da camisa de renda negra à mostra. — Então... Carnificina familiar. Não sei porquê não estou surpresa. — a ironia advinda de um sorriso lateral era quase culpada. Não era como se a jovem Werstonem estivesse condenando as atitudes da amiga.

“Família”. Brianna tinha uma?

Hylla respirou fundo. Pelo que sabia, a morte dos filhos de Hades parecia cada vez mais frequente, ou no mínimo seus desaparecimentos misteriosos. A última vez que vira a francesa fora na festa de gala de Isabelle, e mesmo aquilo não havia sido um encontro apropriado. Desde então — após seu novo sumiço e nenhuma pista —, as coisas pareciam ter desandado. Visões, presságios, derramamento de sangue. Parecia uma era caótica aos semideuses, mais que qualquer outra.

Pandora acha... Acha que você perdeu o controle.“e no fim, é o que todos nós tememos. Perder o que somos”.Vim aqui para alertá-la; não cruze o caminho dela. A senhorita Aërsterien pretende matá-la, Brianna. — Hylla suspirou. Surpreendentemente, não estava assustada em verbalizar aquilo. Por algum tempo, ela própria havia nutrido aquele plano emergencial. Dellannoy estava instável, era perigosa. Imaginou se no lugar mais recluso e triste do Submundo, sua mãe estaria vendo aquilo. Se estivesse, provavelmente estaria rindo também. — E não acho que podemos culpá-la por essa postura. — findou.

Mas a verdade era lida em seu rosto. Não queria Brianna morta — longe disso. Queria curá-la do que quer que a incomodasse agora, mas Hyl não sabia como. Um feitiço parecia banal demais para resolver todos aqueles problemas. Carnificinas também não seriam soluções aos fatos. O que Brianna havia dito? “Alma corrompida”. Aquilo fora suficiente para causar-lhe arrepios.

Como uma estudante das artes necromantes, Hylla sabia melhor que ninguém que para aquilo, as soluções eram poucas. A alma é o principal ponto de convergência de um ser — junto à mente. Ter um desses pilares corrompidos significava uma contagem regressiva a uma hecatombe pessoal. A jovem Werstonem, vendo o estado de sua companheira, não somente indagava-se em quanto tempo aquele colapso aconteceria, mas como. Fitar aqueles olhos vazios a pouco mais de um metro de si era como fitar a entrada do Tártaro, seu maior pesadelo. Desconfortável, ainda que necessário.

Conte-me tudo, eu tenho tempo. — decretou. — Se esse Elixir puder tirá-la desse estado deplorável, então o localizaremos.“nós”.

Hylla K. Werstonem
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Mensagem por Brianna W. Dellannoy em Sex 8 Nov 2019 - 19:24

Fate
eyes blinded by the fog cannot see the truth


Brianna ficou muda por alguns segundos. Pandora queria matá-la. Não culpava ela, se tivesse uma irmã que ficou mentalmente louca que fizera uma chacina mortal e semidivina também iria querer matá-la. Mas Pandora havia visto ela matar sua namorada no chalé de Hades, e não interviu em nada. Porque agora ela acha apto matar?

Brianna queria chorar. As lágrimas desceriam e limpariam sua face de um pouco da culpa que ela sentia. Mas a situação era mais importante do que demonstrar sentimentos na frente de Hylla. Afinal, tinha uma imagem para demonstrar.

- Eu vou te explicar tudo. Tudo sobre o segredo da imortalidade que minha família havia descoberto. - Respirou fundo e bebera outro gole de vinho, terminando totalmente a garrafa:- Pandora não interviu quando eu matei Aiko no chalé de Hades. Porque ela quer me matar agora? De qualquer forma, tome.

Ao estender a mão, o corpo todo da semideusa ficou escuro e seus olhos brancos. Um grito levemente estridente ecoou por toda a sala de estar, e aquela massa negra se condensou em um cubo tão negro como a noite sem lua e estrelas. Ofegante, Brianna estendeu o cubo para a mulher à sua frente, mostrando ainda mais a apatia que lhe dominava:

- Essas são nossas memórias. No caso, as minhas memórias com você. Quero que guarde isso, pois você vai precisar para fazer meu elixir. - Os dedos magros tocou o joelho de Hylla, e um contato visual demorado se manteve: - É meu presente para você, Hylla. É o que eu tenho para ti.

Se afastou e encolheu as pernas, abraçando-as como se estivesse com frio. E talvez estivesse, estava praticamente seminua.

- O elixir é uma bebida de cor esverdeada que pode me dar a imortalidade, ou pode me matar. - Tamborilou os dedos nos joelhos marcados pelo tapete, ainda mantendo o contato visual com a feiticeira e melhor amiga: - No elixir conta com minhas memórias, com pertences pessoais que você tenha de mim, uma parte de meu corpo, como sangue ou fio de cabelo, e um ovo de corvo. - Coçou os olhos e arrumou os cabelos escuros: - Seguido de um sacrifício, seja de alguém que eu conheça ou total desconhecido. Segundo os diários da família, é assim que eu preciso fazer para ficar melhor. E eu não sei nada de magia, então...

Brianna se levantou e caminhou até uma foto antiga de sua mãe. Usaria aquilo na fabricação do elixir, mas precisava de ajuda mágica para isso. Entregou a fotografia velha de uma mulher de cabelos castanho escuros grávida perto de um grupo de pessoas nas mãos da prole de Melinoe, e deu de ombros:

- Essa era minha família. A mulher grávida é minha mãe. Tudo sobre minha família e o que eles fizeram comigo eu já lhe contei, e infelizmente eu só preciso de uma mão mágica. E essa mão mágica vai ser sua. Você vai fazer o elixir para mim.


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