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Teste para Filhos de Hades

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Teste para Filhos de Hades

Mensagem por Zeus em Qua 30 Mar 2016 - 20:58

Teste para Filhos de Hades

Para ser reclamado pelo Senhor do Submundo, poste a ficha abaixo e o Respectivo Deus atualizará conforme a coesão e coerência disposta na narração que seus futuros filhos farão. No máximo três filhos a cada mês, sem mais.



Nome: nome completo do personagem, sem abreviações.
Idade: idade do personagem.
Porque quer ser reclamado por esse Deus: minimo de cinco linhas completas.
História: minimo de quinze linhas completas
Lute contra um monstro: Neste caso, o semideus deverá lutar com um monstro de nível mediano, atentem que a palavra é LUTAR e não MATAR. Um bestiário será disponibilizado no decorrer do mês de abril.
Habilidades:Você encontra aqui.
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Re: Teste para Filhos de Hades

Mensagem por Bell J. Cranell em Qui 31 Mar 2016 - 16:08

Ficha de personagem



Nome do personagem:


Bell  "Joker"  Cranell


Idade:


17 anos

Porque deseja ser reclamado?:


Três motivos: 1º Gosto da historia do deus e acredito que sem ele o deuses perderiam o que realmente importa e os torna dignos de temor, sua imortalidade.  2º Combina com a trama e personalidade do meu personagem em certa parte, permitindo que eu o desenvolvesse de forma mais eficiente. 3º Pelo poder de poder usar todas as armas que sejam feitas de ferro styx com certa habilidade, tal poder é agradável tanto para minha história como para o que planejo fazer para o personagem.

História:


Uma era de paz para os semideuses. Era isso que algumas pessoas diziam sobre o mundo depois da última guerra, como se tudo a partir daquele momento houvesse se tornado arco-íris, sorrisos e pessoas bondosas, como se toda a maldade do mundo houvesse desaparecido em um passe de mágica. As pessoas, principalmente os semideuses, tinham uma facilidade incrível para se agarrarem em qualquer ponta de esperança, em qualquer desculpa de paz e com isso esquecem como o mundo realmente é e que nele há aqueles que buscam a queda dos deuses, a morte de semideuses ou tantos outros interesses pessoais que podem causar a morte de tantos outros e trazer destruição ao mundo. E era por essas pessoas existissem que há minha família também existia.

Os Cranell’s haviam começado há muito tempo atrás, surgindo tão logo os primeiros semideuses haviam surgido e com o único objetivo de seguir as ordens dos deuses, matando aqueles que essas entidades considerassem perigosos para o equilíbrio do mundo, caçando monstros que estavam causando danos e problemas demais e até mesmo fazendo missões mais perigosas e arriscadas como participar de certos lados da guerra. O fato era que conforme o tempo foi passando e a família foi crescendo em número de membros, foi decido que cada nova linhagem que nascesse seria oferecida a um deus, de forma que todos os seres divinos sempre teriam o seu “semideus da família Cranell” ou em outras palavras, um escravo e assassino pessoal. E no caso "dele" a dona era Nyx, a deusa da noite e mãe de todos os medos que habitavam as trevas.

Tecnicamente aos doze anos, depois de ser treinado pela sua família, ele seria dado a ela como um presente. O único problema era que ele não queria, afinal de contas para aquela pessoa seguir as ordens de uma divindade anciã e arriscar sua vida por ela era idiotice, afinal de contas os poderosos seres não se importavam em nada conosco, por que deveríamos servi-los e arriscar nossas vidas para seguir as ordens que eles nos dessem? Para o outro “eu” enquanto ele tivesse a sua irmã gêmea, Alice, ele estaria feliz e não precisaria de mais nada, de nenhum dos seres imortais, pelo menos era o que pensava antes de seu mundo ser virado de cabeça para baixo.

Na linhagem Cranell aqueles que não cumprem suas missões, que fogem de seus objetivos ou se recusam a obedecerem aos deuses que possuem “posse” de suas vidas são eliminados sem piedade. Afinal em uma família de mercenários e assassinos aqueles que não seguissem as regras não eram nada mais do que lixo e não havia necessidade de lixo na família ou pelo menos era como deveria ser. Mas o que “eu” não sabia era que Alice havia feito um acordo com a própria deusa que tinha posse dele e com os líderes da família.

Nesse acordo estava decidido que se ela conseguisse cumprir a missão sozinha, seu irmão seria exilado da família, mas permaneceria vivo e poderia viver como quisesse, e para que isso acontecesse ela havia decidido que enquanto o irmão dormisse, ela cumpriria a missão. E enquanto a noite caia e a garota saia para cumprir seus objetivos, “ele” dormia tranquilamente em sua cama, mal sabendo os pesadelos que assombrariam sua noite não seriam nada comparado a dura realidade.


[...]


O sonho dele havia começado de uma forma normal, até mesmo feliz, mostrando ele brincando com a irmã em um campo verde e extenso. No sonho ele estava brincando de pique pega enquanto corria sem rumo com sua irmã, os dois se divertindo e rindo como bobos enquanto aproveitavam aquele momento simples e puro de alegria. Mas então o sonho mudou, enquanto o garoto perseguia a sua irmã correndo atrás dela, como se surgissem do próprio ar vários seres encapuzados surgiram, todos armados com longas espadas tão negras como a própria trevas e apunhalaram a garota, e enquanto o garoto corria inutilmente em direção a irmã, que caia em câmera lenta na grama daquele lugar, transformando o que antes era um belo sonho em um completo pesadelo.

O garoto acordou suado e olhou desesperado para o lado, esperando ver a sua irmã dormir em segurança em sua cama, mas ao invés disso somente encontrou uma cama desfeita, vazia e fria. Ela havia sumido e de algum modo ele sabia para onde sua irmã tinha ido e como se seu sonho houvesse sido um aviso, ele se levantou e correu, correu esperando chegar antes que o pesadelo se tornasse realidade, correu rezando pela primeira vez aos deuses, implorando para que aquilo que lhe era mais precioso continuasse em segurança, continuasse bem. Mas como em qualquer outra situação suas orações caíram em ouvidos surdos e ao chegar ao hotel abandonado que servia de base para aqueles que deviam ser seus alvos, a cena que o garoto encontrou foi quase a mesma de seus sonhos: Sua irmã jazia caída no chão, espadas perfurando todo seu tórax e peitoral enquanto diversos homens de capas pretas como as trevas a cercavam.

E diante essa cena o garoto não pode fazer nada além de cair de joelhos e chorar, chorar enquanto sentia tudo que lhe era importante desaparecer, chorar enquanto o mundo em si parecia se transformar em nada mais do que um lugar onde a existência dele não fazia sentido e nem sequer era necessária e enquanto os homens se aproximavam lentamente do garoto, suas espadas retiradas do corpo de sua irmã pingando o sangue ainda fresco, o choro se transformou em um riso. E foi naquele momento que eu nasci.


[...]


Algumas pessoas se perguntam o que é preciso para que as pessoas enlouqueçam e normalmente pensam que é necessária várias situações e variáveis diferentes que misturadas fazem com que se perca a sanidade. Bobagem, tudo que se precisa é um empurrão, e a morte de sua irmã foi o empurrão necessário para que “ele” enlouquecesse e com sua loucura eu nasci.

E enquanto os homens se aproximavam com suas espadas afiadas ainda pingando de sangue fresco, não pude evitar rir, uma risada aguda e alta que parecia ecoar por todo aquele prédio abandonado e parecia ter feito os homens congelarem em seus lugares, provavelmente se perguntando se eu havia enlouquecido. Ah, eles não sabiam o quão certo estavam e nem teriam tempo para perceber, pois ainda no meu surto de riso deixei a adaga que estava oculta em minha manga longa deslizar suavemente por minha pele e sorri, interrompendo meus risos e lançando a adaga em uma linha perfeita em direção a garganta do primeiro dos três homens que vinham em minha direção.
Antes que os outros dois homens pudessem se recuperar da surpresa do meu ataque repentino contra seu companheiro, eu avancei correndo a toda minha velocidade para o homem que havia caído de costas no chão, morto engasgado com o próprio sangue, sua espada caída ao lado de seu corpo, sem nenhum dono.

— Yuup! – Gritei quase como se estivesse brincando enquanto deslizava de joelhos no chão liso de madeira e pegava a espada caída no chão, girando imediatamente e segurando a espada (Aquela porra era pesada) usava o impulso do meu “escorrega” para erguer a arma e em um único movimento fazer com que a lâmina dela passasse pelo pescoço do outro homem de capa preta, fazendo ele literalmente “perder a cabeça” enquanto o peso da espada me obrigava a deixar meus braços caírem e fincarem a arma no chão.

Infelizmente para mim eu ainda era um garoto de doze anos e não importava o quão habilidoso ou ágil eu fosse, em uma situação desvantajosa como aquela, o terceiro homem deve tempo o suficiente para erguer a espada em um único movimento, pronto para me cortar ao meio e dar um fim a minha curta vida (Ainda mais curta, se for parar para pensar que eu devia ter vindo a vida há uns trinta segundos) de maneira rápida e eficaz. Ou era o que teria acontecido se uma flecha não houvesse se fincado nas costas dele com um baque surdo, fazendo ele parar seu movimento, olhar para trás atordoado e cair morto no chão, revelando a dupla que se encontrava atrás dele: Um homem da família Cranell e uma bela mulher de cabelos negros que logo que cruzou seus olhos com o meu andou a passos lentos em minha direção, parando a minha frente com um pequeno sorriso em seus lábios enquanto levava uma mão até o meu rosto e o acariciava lentamente.

— Você é meu – E quando a voz da mulher soou em meus ouvidos eu soube imediatamente quem ela era e não pude evitar voltar a rir novamente, uma risada alta e insana enquanto tudo aquilo me divertia até o mais amargo. Nyx havia ido buscar seu cão pessoalmente logo depois dele enlouquecer, aquilo só poderia ficar mais engraçado se eu a matasse, mas isso era impossível para mim naquele momento.

— Claro, mas sou um cão desobediente – Falei enquanto me levantava com um sorriso e olhei para o corpo da garota que de certa forma, também era a minha irmã. Junto a ela havia morrido o que todos os outros haviam conhecido, amado e talvez até mesmo odiado. A partir daquele ponto era minha vez e minha história, ou seria se a próxima palavra da deusa não me pegasse completamente de surpresa.

— Mas não preciso de você. – O sorriso da deusa só não foi maior que a risada que escapavam de meus lábios enquanto a deusa desaparecia em uma nuvem negra e me deixava sozinho com a linhagem Cranell, a linhagem que logo expulsaria a mim para viver na rua como um sem teto, fugindo de monstros e dos próprios seres humanos. Aos doze anos minha história realmente começaria e em um rumo completamente diferente do que eu imaginava. Mas isso podia ser divertido.

Luta contra monstro:





 New York, aqui os becos são meus playgrounds, as ruas minhas velhas conhecidas e os prédios são os meus brinquedos favoritos.   Desde que eu havia sido expulso de minha família por que eu simplesmente não era de utilidade nenhuma, essa cidade havia se tornado meu lar.  Traficantes, assassinos e estupradores agora eram minhas novas presas e pela primeira vez, desde que o outro “eu” havia nascido, eu soube o que realmente era liberdade.

— Essa cidade realmente é cheia de vermes...  – Lamentei enquanto saia de meus devaneios e prestava atenção a um beco não muito distante.  Nele um homem que devia ter por volta de quarenta a quarenta e cinco anos estava tampando a boca de uma linda ruiva enquanto a arrastava com um olhar cheio de desejo e malicia e mesmo se eu não fosse filho de quem eu era e tivesse uma tendência a saber quando os outros tem maus pensamentos, era obvio o que aquele homem estava indo para fazer.

 Sem perder tempo com outros pensamentos simplesmente usei a escada de emergência do prédio para deslizar até o chão e acelerei em direção ao beco em que o homem havia acabado de entrar, em minhas mãos havia uma pequena faca de arremesso feito de bronze celestial (Algo que peguei “emprestado” da minha família).

 — Ei campeão, já ouviu falar de site de namoro? – Perguntei com um sorriso enquanto entrava no beco, mas ao contrário da cena que eu havia imaginado, de um homem rasgando as roupas de uma ruiva e louco para se perder em desejos carnais.  O que esperava ao entrar no beco era uma mulher de cabelos vermelhos como fogo que possuía pernas.... Peculiares, afinal não era todo dia que se via uma perna de burro e uma de bronze certo?

— E você já ouviu falar de não atrapalhar a refeição dos outros? – Perguntou a ruiva com um enorme sorriso em seus lábios vermelhos como sangue. Infelizmente ela não havia me dado a chance de falar “bom apetite” e sair correndo antes dela continuar.

— Bem, você pode ser uma boa sobremesa.

  Sim, minha sorte é uma droga, mas meu cérebro nem tanto.  No momento em que a empousa terminou sua frase sobre sobremesa eu simplesmente usei minha faca de arremesso para fazer o que ela foi feita para fazer (Sim crianças, ser arremessada, estrelinha para vocês) e corri na velocidade mais rápida que podia, sequer olhando para ver onde a faca havia atingido para que a empousa gritasse de dor.

 Mas antes que eu pudesse sequer correr o suficiente para poder começar a me sentir seguro, os passos únicos feitos por um casco e uma perna de bronze soaram no chão em uma alta velocidade.

Só como você corre com essas pernas!?

 Esse foi o grito que dei do fundo de minha alma enquanto entrava em outro beco e me dirigia para uma rua, onde eu dei de cara com cinco jovens repletos de armaduras de bronze celestial que pareciam está a caçar algo.

— Ela está logo atrás! – Gritei sem nenhum outro pensamento e pulei por cima do jovem que liderava o grupo, deixando todos verem a empousa que minutos depois apareceu na entrada do beco.  Sua expressão antes maligna e cruel se transformando em medo quando via todos aqueles jovens juntos.

— Depois podem me dar uma carona para o acampamento? – Perguntei com um lindo sorriso inocente, como se tudo aquilo não tivesse nada a ver comigo.   Agora que eu havia encontrado um monstro que eu não poderia lidar com minha faca de arremesso e muito menos sem ficar mais forte, era uma boa hora para eu conhecer o acampamento dos semideuses, mas sinceramente, era só por que eu estava cansado de ficar sozinho.
Francês •  17 anos• Filho de  Hades • Iam Crazy!
Thanks Abbs


Última edição por Bell J. Cranell em Dom 3 Abr 2016 - 18:57, editado 1 vez(es)

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Re: Teste para Filhos de Hades

Mensagem por Zeus em Seg 4 Abr 2016 - 21:03

Avaliações



Vou ser bem sincera, você poderia ter passado, mas se essa ficha valesse 10 pontos, 7 deles você tinha perdido só com seus erros e mais um por faltar explicações no final da sua história.
Bell repete muito as palavras, muito mesmo, também faz parágrafos infinitos como eu já tinha dito e estou repetindo. Seus erros de concordância gramatical foram bem notáveis assim como aqueles erros que deixam as frases confusas, que apresentou vários.
São coisas extremamente fáceis de corrigir, é só ler e prestar atenção.
Deixou a desejar no final quando não deixa claro o que acontece com a Empousa, já que é obrigatório que tenha luta e embora eu queira, não dá pra considerar atirar a faquinha nela e esperar que o monstro fuja. Posso ter interpretado algumas coisas errado, afinal eu não me formei em português, mas tenho uma professora em casa que pode me tirar algumas dúvidas sobre os seus erros e me ajudar a corrigir isso.
Vou citar abaixo os seus erros e dizer por que está errado para que numa próxima isso não ocorra.


“Três motivos: 1º Gosto da historia do deus e acredito que sem ele o deuses perderiam o que realmente importa e os torna dignos de temor, sua imortalidade. “

** Aqui você esqueceu-se do plural no “o”, apenas lembrando que existe mais que um deus por aqui. q

As pessoas, principalmente os semideuses, tinham uma facilidade incrível para se agarrarem em qualquer ponta de esperança, em qualquer desculpa de paz e com isso esquecem como o mundo realmente é e que nele há aqueles que buscam a queda dos deuses, a morte de semideuses ou tantos outros interesses pessoais que podem causar a morte de tantos outros e trazer destruição ao mundo.

** Você começou com a frase no passado “Tinham”, ou seja, não tem mais e logo ali você diz que eles “esquecem”, se eles tinham uma facilidade incrível para se agarrarem em qualquer ponta de esperança, em qualquer desculpa de paz e com isso esqueciam como o mundo realmente era e que nele haviam aqueles que buscavam a queda dos deuses, a morte de semideuses e tantos outros interesses pessoais que podiam causar a morte de tantos outros e trazerem a destruição ao mundo. Se você começa a frase no passado ela tem que continuar no passado.

E era por essas pessoas existissem que há minha família também existia.

** Não entendi muito bem essa sua frase, mas tenho quase toda a certeza que ali deveria ser “existirem” em vez de “existissem”. E “Há” é de haver.

Os Cranell’s haviam começado há muito tempo atrás, surgindo tão logo os primeiros semideuses haviam surgido e com o único objetivo de seguir as ordens dos deuses, matando aqueles que essas entidades considerassem perigosos para o equilíbrio do mundo, caçando monstros que estavam causando danos e problemas demais e até mesmo fazendo missões mais perigosas e arriscadas como participar de certos lados da guerra.

**Claramente não entendi o que quis dizer ali.


Tecnicamente aos doze anos, depois de ser treinado pela sua família, ele seria dado a ela como um presente.


** Esse seu “tecnicamente” está totalmente fora de contexto.

E enquanto a noite caia e a garota saia para cumprir seus objetivos, “ele” dormia tranquilamente em sua cama, mal sabendo os pesadelos que assombrariam sua noite não seriam nada comparado a dura realidade.

** “mal sabendo que os pesadelos que assombrariam sua noite, não seriam nada comparado a dura realidade”, vê como a frase soa mais harmoniosa?

Mas então o sonho mudou, enquanto o garoto perseguia a sua irmã correndo atrás dela, como se surgissem do próprio ar vários seres encapuzados surgiram, todos armados com longas espadas tão negras como a própria trevas e apunhalaram a garota, e enquanto o garoto corria inutilmente em direção a irmã, que caia em câmera lenta na grama daquele lugar, transformando o que antes era um belo sonho em um completo pesadelo.

** Ali você podia ter usado “ enquanto o garoto perseguia-a correndo”, você deixou a frase cansativa, se você está perseguindo a sua irmã não tem a mínima necessidade de dizer correndo atrás dela porque isso é totalmente obvio. E então você termina a frase já que o que vem a seguir não entra no contexto.
“Como se surgissem do próprio ar, vários seres encapuzados, todos armados com longas espadas tão negras como as próprias trevas, apunhalaram a garota.”


Ah, eles não sabiam o quão certo estavam e nem teriam tempo para perceber, pois ainda no meu surto de riso deixei a adaga que estava oculta em minha manga longa deslizar suavemente por minha pele e sorri, interrompendo meus risos e lançando a adaga em uma linha perfeita em direção a garganta do primeiro dos três homens que vinham em minha direção.

** Quem está certo? Eles. Então se eles é quem estão certos o plural deve ser usado.

Infelizmente para mim eu ainda era um garoto de doze anos e não importava o quão habilidoso ou ágil eu fosse, em uma situação desvantajosa como aquela, o terceiro homem deve tempo o suficiente para erguer a espada em um único movimento, pronto para me cortar ao meio e dar um fim a minha curta vida (Ainda mais curta, se for parar para pensar que eu devia ter vindo a vida há uns trinta segundos) de maneira rápida e eficaz. Um homem da família Cranell e uma bela mulher de cabelos negros que logo que cruzou seus olhos com o meu andou a passos lentos em minha direção, parando a minha frente com um pequeno sorriso em seus lábios enquanto levava uma mão até o meu rosto e o acariciava lentamente.

** Acredito que ali foi uma confusão de palavras, quis escrever “teve” e saiu “deve”, nada que uma leitura não tivesse resolvido.

*** O que a deusa cruzou? Os olhos, os, porque ela não é um ciclope, nem você. Então se ela está cruzando os olhos dela com os seus ali não é “meu” e sim “meus”, porque você tem dois olhos e não só um.

Traficantes, assassinos e estupradores agora eram minhas novas presas e pela primeira vez, desde que o outro “eu” havia nascido, eu soube o que realmente era liberdade.

** Aqui talvez tenha sido a minha interpretação, mas o primeiro “eu” não tinha morrido fazendo com que o “outro eu” tivesse nascido, fazendo então com que você fosse único agora??
Posso ter entendido errado.

O que esperava ao entrar no beco era uma mulher de cabelos vermelhos como fogo que possuía pernas....

**Primeiro você diz que esperava que ele é quem abusasse dela ai diz que o que espera, no casa você, era uma mulher[...].
Ou seja ali deveria ter um “me” ficando “O que me esperava”, você estava esperando algo, mas esse algo não estava esperando você.

Só como você corre com essas pernas!?
** E aqui eu novamente não entendi o sentido da frase.

Bell, a sua história é boa, você só tem que revisa-la antes de postar, são erros que poderiam ser facilmente corrigidos, evitando a sua reprovação novamente, não vou lhe desejar boa sorte, porque você não precisa.
Qualquer dúvida, qualquer questionamento estou no chat, nas mp's, fb e wpp.

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Re: Teste para Filhos de Hades

Mensagem por Pandora Aërsterien em Sex 2 Dez 2016 - 13:38

Hades
and all the kids cried out “please stop you’re scaring me” --------

Nome: Elektra Krohönem

Idade: 18 anos.

Por que quer ser reclamado por esse deus: Hades sempre foi considerado por muitos um deus mau. Em parte, talvez ele realmente seja. Entretanto a falta de compreensão é visível para com o mesmo, haja vista que está sempre relacionado à morte e às sombras. Alguns não observam também os fantasmas pessoais de Hades; a solidão que fê-lo raptar Perséfone, seu extenso poder sobre as preciosidades sob a terra. É um deus que tem potencial para exibir muito mais do que as pessoas se limitam a ver, e por esse motivo deu-se a escolha para a prole de tal. Há também a ambição pessoal pelos poderes disponíveis e as armas, de modo que a ascensão ao poder se torna muito mais interessante.

História: {luta inclusa}

Em uma terra de deuses e monstros eu era um anjo vivendo no jardim do mal.
– Lana Del Rey.


Scoil chónaithe do chailíní, dizia a placa de carvalho antigo. Sua visão se ajustou ao perceber as gotículas que escorriam pelo vidro embaçado, enquanto as árvores passavam  rapidamente em borrões. E através dele conseguia ver as lívidas e pesadas nuvens que traziam a promessa de mais chuvas.

Plúmbeo, no seio fechado do fim do outono, a natureza imergida parecia envelhecer e morrer num avanço gradativo, a paciência eterna, adormecida em um manso abandono. Ali o cenário bucólico parecia sem vida.

No esmero daquela visão, tudo o que se limitou a fazer foi encará-la de volta em uma contemplação secreta. Altos e antigos carvalhos erguiam-se aqui e ali, suas folhas que iam do verde vivo até o vermelho pálido caíam apenas para salpicarem o chão de terra entre as raízes protuberantes. A natureza sombria que agora parecia lhe engolir arrancou um suspiro involuntário.

Notou que os portões de ferro se abriam enquanto o carro negro passava entre os mesmos, enquanto o mar antes mirado por ela agora saía de sua vista assim que adentravam a propriedade. O motorista estacionou o veículo, saiu em seguida.

Em um profundo alento, a criança em seus braços esticou as mãos em sua direção, então a trouxe ainda mais para perto de si mesma. Beijou-lhe a testa, a mão acariciando os finos cabelos escuros no ápice. O corpo pequeno e delicado era um retrato do pai, apenas em uma forma feminina. Sua maior preciosidade.

A porta ao seu lado foi aberta do lado de fora enquanto ela se preparava para sair. Em um braço trazia a criança, enquanto o outro era responsável por segurar a única mala de tecido escuro. Seus olhos primeiro se atentaram ao guarda-chuva que o motorista particular abriu sobre elas; então decidiu analisar a construção.

O estilo neogótico chamou a atenção de imediato, enquanto as construções de pedra se estendiam para os lados e para o alto. Contou cinto torres se erguendo como dedos de uma mão, tentavam elas serem intrínsecas ao céu – apenas conseguiam acariciar as nuvens com suas cruzes no topo. Em uma torre viu um sino, e por todos os lados, corvos. Tal lugar se empoleirava em uma falésia, de modo que o som das ondas frias se chocando contra as pedras muitos metros abaixo formava uma sinfonia distante como um sonho.

Suspirou.

-Senhora Krohönem? – ouviu o chamamento baixo de seu nome sob os lábios de outra mulher. Levantou os olhos da recém-nascida em seus braços para visualizar o trio de mulheres que pacientemente aguardavam na entrada principal da construção.

Impecáveis em suas batas negras, blindadas de preto e armadas com sua fé. As freiras sorriam, enquanto as mãos cruzadas seguravam firmemente os crucifixos. Ellinor permitiu a si mesma ficar um pouco mais calma. O sotaque característico daquela região repuxou a última sílaba de seu nome, e a mulher não conteve o sorriso.

-Sim. – disse para aquela que havia lhe dirigido a palavra. Os sentimentos de aflição agora se tornavam algo novo em seu ser, aflorando em uma percepção do que o homem havia preparado com astúcia para guardar a pequena que nascera na semana anterior.

O local era afastado o suficiente para mantê-la escondida entre mortais. Mesmo que criaturas vivessem por todas as partes, aquele internato em especial era o esconderijo perfeito para mantê-la até que atingisse uma idade avançada para entender com perfeição o verdadeiro mundo em que vivia. Quando o vento soprou, frio, ela apertou ainda mais a sonolenta criança contra si.

-Ela estará segura aqui, senhora. – informou o motorista que ela sabia ser apenas uma forma assumida por uma das principais servas do homem que amava. Ellinor não só estava devastada por ter que abrir mão da filha, também teria que desistir do homem que amava profundamente. Os argumentos haviam lhe convencido, mesmo que não quisesse, e mais tarde a pequena teria mais um rumo para seguir.

Não ligou para o tal acampamento que o progenitor de sua filha havia falado, agora só podia se preocupar com o lugar onde estava. A Irlanda do Norte era fria, com paisagens que a mulher jamais sonhara em ver.

Evitou de chorar quando a freira retirou a criança de seus braços, deixando o bebê ir com a desconhecida. A necessidade levava àquilo, mesmo que sua única vontade fosse privar-se da própria vida para ver aquela criança bem – e estar ao lado do amado. Sabia ela porém que o plano do pai da criança era retirá-la dali apenas aos dezoito, para que passasse a vida segura e sem qualquer perturbação.

-Vamos, senhora. – o motorista disse quando fez menção em retornar ao veículo lustroso. Entretanto Ellinor fingiu que não o escutava; antes de entrar novamente no mesmo transporte que viera, pôde visualizar a freira fechar a porta com a criança em seus braços. O nome já fora escolhido, e dele jamais esqueceria.


~*~


A luz era uma intrusa. Indesejada, invadia o quarto em uma única barra dourada entre a fresta das cortinas. Tocava o chão de madeira, arrastava-se até a borda da cama, parecia também perverter o breu que antes reinava soberano ali dentro.

Elektra gostava da escuridão.

Enquanto deixava-se ser totalmente abrangida pelas sombras, sentia que todo o peso de seus ombros era removido. Deixava que aqueles dedos escuros tocassem sua pele, frios contra a epiderme pálida. Seus olhos azuis estavam fechados, e permitiu-se aproveitar daquele ambiente.

A porta foi aberta sem um aviso prévio, a luz amarela do corredor invadindo o recinto. As sombras recuaram, e a nova luz perturbou seus olhos. Abriu-os com cuidado, enquanto olhava para a silhueta parada na entrada.

-Atrasada.

-Me perdoe. – Elektra respondeu com cuidado. Era seu aniversário, e naquela tarde tudo parecia normal. Levantou, ajeitando o vestido liso e preto com as mãos. As botinhas logo tocaram o piso de madeira enquanto seguia a freira para o corredor apertado.

O interior da construção não contava com a luminosidade solar na maior parte das áreas, e o clima frio e nublado também tornava difícil a vista de um sol bem nítido. Seu mundo sempre fora algo sombrio, desde as paredes frias de pedras até o ambiente externo que ela só conhecia até onde os muros altos permitiam.

Elle não queria sair depois de tanto tempo, mas a simples ideia de ter o mundo lá fora a esperando era simplesmente algo incrível. Segundo o que se dizia entre os sussurros do internato era que fora deixada com uma semana de vida na Irlanda. Sozinha, detinha apenas dos fundos da mãe e do pai para seu sustento assim que saísse dali. E não era pouca coisa.

Deles não tinha nenhum registro, também não entendia porquê não podia ter crescido em meio à sua família. Tinha um pouco de ressentimento por ter sido mantida afastada, era fato, mas sairia dali. Seu aniversário, sua libertação.

A freira que ia na frente empurrou a porta de carvalho ao virarem num corredor. O frio e a pouca iluminação se dava ao fato que as lâmpadas fluorescentes tinham um espaço de dois metros entre elas, de modo que deixavam um vago de escuridão entre os focos de luz amarela.

Era como se pudesse senti-las em seu corpo, tocando-a com dedos frios. Sentia que por vezes estava conectada de tal modo com aquele elemento proveniente da natureza, mas os pensamentos sobre o fato logo se perderam ao penetrarem na capela baixa.

Distante, viu o altar. Estava mais do que acostumada a ajoelhar-se e rezar, enquanto a freira fechava a mesma porta atrás dela de modo que ambas ficaram sozinhas. A irmã Judith era curiosa em sua maneira de ser; havia aparecido dois meses atrás alegando ser da Geórgia, enquanto buscava um emprego na instituição para garotas.

-Deve rezar antes de ir embora, senhorita Krohönem. – alertou a freira quando assumiram seus lugares nos bancos todos vazios. O estranho silêncio que se fazia ali era quebrado apenas pelo ritmo de suas respirações enquanto se ajoelhavam, logo estavam rezando.

A noviça terminou logo, e sua voz soou baixa ao dirigir a fala para Judith.

-Como é lá fora? Estou ansiosa para ver tudo.– a pergunta chegou até a outra como uma brisa de inverno. Mesmo que agora fosse outono, como da primeira vez que Elle chegara ali, o frio era predominante.

-Não sei se você vai ver muito dele, querida. – confessou a mais velha. As palavras ecoaram até se distanciarem perdidas na acústica da capela, enquanto a própria Elektra tentava decidir se aquilo era bom ou não.

Digo, ela amava o Internato para moças onde vivia desde que se entendia por gente. Mas o mundo real a esperava agora que alcançara os dezoito, e pretendia sair dali.

A Scoil chónaithe cravada no meio da floresta pervertia o emaranhado de árvores e plantas que ali crescia, e tão afastada de tudo e todos, alguns até duvidavam de sua existência.

“Uma prisão real não começa atrás de um portão e sim dentro da mente. Em um mundo morto/morrendo”.

A frase de Charles Manson veio à sua mente naquele momento enquanto refletia os anos que passara ali. Elektra sabia que era por uma boa causa, sabia que tinha que ficar segura. Agora o porquê ainda lhe era uma dolorosa incógnita – havia sido privada do mundo em que vivia, arrancada deste logo que nascera para viver entre moçoilas e freiras em um internato no meio da floresta na Irlanda.

Entretanto, aquela prisão física onde estava com o passar dos anos foi apodrecendo ao seu ver, de modo que ficar isolada entre muros e paredes de pedras estava levando-a à síncope de sua sanidade mental.

-Por que diz isso, Irmã? – sua voz saiu baixa, enquanto ela se sentava no banco de mogno. As malas, ou melhor, a única mala com seus pertences a esperava no quarto. Estar ali rezando em meio à escuridão parcial lhe causava ansiedade para ir logo.

A Irmã Judith parecia odiar aquele lugar, e o jeito que olhava para a figura de Cristo no altar causava arrepios involuntários na morena.

-O cheiro é forte. – suspirou a freira ainda ajoelhada. – Eles vão sentir seu cheiro.

Naquele momento talvez ela tenha ruborizado com aquele comentário nem um pouco educado. O que a mais velha queria dizer com isso?

-O meu cheiro? – Elektra havia perdido o raciocínio e lógica daquele diálogo.

-Ainda bem que eu a encontrei primeiro. E devo admitir, Elle, que seu cheiro é o melhor de todos que já senti. – Judith virou para ela, apenas o rosto branco sendo visível entre as roupas pretas. Agora ela abria um sorriso de canto, e era muito raro a Irmã Judith sorrir. Aliás, Elektra sequer lembrava daquela expressão de felicidade alguma vez ter surgido na face alheia.

O monólogo continuou.

-Seus pais foram muito espertos escondê-la aqui. Isolada entre outras moças, em uma floresta fechada. – suspirou a freira quando jogou seu crucifixo no chão, como se aquilo fosse um objeto qualquer. – Mas eu te achei. E, embora você  saia hoje, não verá nada além daqueles muros de pedra. Eu mesma irei me certificar disso.

Elektra pôs-se de pé, a mão indo contra a face enrugada da Irmã Judith. O tapa ardeu tanto no rosto atingido quanto na mão delicada da moça, enquanto a noviça fitava a outra, lágrimas teimosas insistindo em borrar seus olhos. Perdida no abismo de um lago profundo que eram as íris verdes da outra, Judith se limitou a sorrir.

-Péssima ideia.

A expressão em sua face murchou quando se transformou, à medida que os olhos de esmeraldas brilhavam com um perigo oculto. A pele enrugada pareceu ganhar um tom espectral, enquanto seus dentes amarelos pelo excesso de café agora ganhavam finais pontiagudos. As unhas viraram garras afiadas, enquanto Elektra olhava com horror para aquela cena. A pele adquiriu um tom esverdeado, com escamas.

Saltou para o banco da frente quando aquela coisa riu, e logo se pôs a correr entre as fileiras de bancos até a enorme porta de carvalho. Seus pensamentos reclusos oscilavam entre sua própria razão danificada e aquilo que acontecia; a risada de Judith ecoou. Estaria ela enlouquecendo?

Puxou a porta pela grande arandela de ferro, mas não conseguia abri-la. Xingou a si mesma pelas mãos atrapalhadas enquanto tateava a madeira, à medida que a luz que adentrava pelos inúmeros vitrais vinha com esmorecimento até elas.

-Não adianta, senhorita. – a mais velha se aproximava, aquilo era um fato. Elektra imaginou a facilidade que suas garras poderiam parti-la, mas afastou os pensamentos quando sua mente focou em apenas uma palavra: sobreviver.

Estava prestes a virar e correr na direção oposta quando sentiu a mão fria apertar suas bochechas, as garras tocando a pele macia da face. Judith estava perigosamente próxima, fitando-a com seus olhos de um esquisito aspecto reptiliano com fendas verticais.

-Eu já matei semideuses antes, oh sim. – sibilante, a voz chegou até a menina. Seus olhos se fecharam enquanto estava paralisada pelo medo, seus braços e pernas não atendiam aos comandos que ela ordenava. – Demorei bastante pra te encontrar.

Finalmente Elle reagiu, empurrou-a para o lado de modo que libertou-se de suas garras cruéis. A noviça correu novamente para o altar, pegou o primeiro candelabro dourado que encontrou.

O rugido atrás indicou a vinda precoce de Judith, e girou de modo que a atingiu na bochecha com o objeto. A freira sibilou ao ser atingida, seu rosto virando para o lado em função do impacto sofrido. Não parou para contemplar qualquer estrago que pudesse ter feito, e chutou-a para longe.

O que faria? Rezar não parecia a melhor das opções, enquanto o monstro tornava a levantar-se com a língua percorrendo os lábios. Judith saltou, caindo de pé atrás da Krohönem; Elle mal teve tempo de virar antes que o tapa a atingisse na bochecha volúpia. Sentiu quase que de imediato o lábio inferior se abrir em um corte pequeno – tombou para o lado.

Rolou no chão ao notar mais uma vez o braço da mulher vindo em sua direção; desta vez já estava em movimento quando foi atacada de modo que as garras apenas criaram talhos no vestido de lã escura e fina.

Retirou o próprio sapato, lançou o calçado contra a freira com aspecto demoníaco. Atingiu a mesma na testa, mas aquilo não pareceu atrasá-la. Ao contrário, talvez estivesse mais irritada.

Rastejando para trás apoiada nos próprios cotovelos, a visão dos olhos verdes e abismais da freira levavam-na ao medo profundo e angustiante, mesmo que as sombras ainda presentes naquela capela lhe trouxessem um estranho reconforto.

Judith a pegou pelo pescoço, ergueu-a numa facilidade anormal enquanto a mão calejada apertava-se contra a epiderme pálida. Elektra balançou os pés tentando alcançar o piso de madeira, sem sucesso. Fez o que lhe era cabível naquela situação, e não pensou duas vezes ao erguer a perna em um chute contra a freira.

Desta vez empregou toda a força que tinha, e aquilo sim pareceu surtir efeito. Judith sibilou em protesto, caindo para trás e largando a própria noviça que antes tinha em mãos. Elle levou suas próprias mãos ao pescoço delicado, onde os dedos procuravam qualquer machucado.

Alcançou o candelabro que outrora havia pegado, e ao notar que a feira se  arrastava para ela, dirigiu-lhe um golpe em arco atingindo a testa da mesma; criou ali um pequeno corte decorrente da força que havia aplicado o ataque. O icor que se libertou era dourado, grosso, diferente de tudo que ela mesma já havia visto.

-De que inferno você saiu? – a voz embargada surgiu fraca no fundo de sua garganta enquanto Krohönem se punha em pé, as costas apoiadas contra o altar repletos de velas brancas.

-Saí do inferno que você estava prestes a entrar, semideusa. – o timbre era como uma faca ao raspar em pedra.

Retirou as roupas de freira quando se ergueu, e naquele momento Elektra afogou suas palavras. As pernas eram duas grossas caudas de serpentes, e detinham de um tom esverdeado como musgo. Os braços, tronco e face também adquiriram aquela coloração, os cabelos longos e pretos livres de seu véu.

Elle avançou ao reunir coragem suficiente para a tentativa de uma investida. Moveu o objeto em arco, da direita para a esquerda. O golpe direcionado para baixo atingiu a mulher nas costelas, de modo que arrancou um rugido de dor.

Não viu a aproximação rápida da verde e grossa cauda de serpente. Sentiu-a enrolar-se contra a perna, lisa, dura e fria. O puxão fê-la cair de costas, o escape do ar foi veloz de seus pulmões. A noviça ergueu-se a tempo o suficiente para evitar um golpe com as garras afiadas, de modo que com apenas um passo para trás ela conseguiu escapar do trajeto cortante.

Novamente deu outro passo enquanto recuava, a segunda cauda tentando agarrá-la enquanto aquele demônio para ela desconhecido tentava reivindicar sua carne. Quando a criatura ergueu o braço para mais um ataque a menina rebateu-a com o candelabro em mãos, percebendo então que até mesmo tal objeto chegava a ficar amassado.

Judith tentou fechar as mãos ao redor da pálida garganta da morena, as presas expostas em seu rugido. Por sua vez, Elle não se mostrou intimidada. Moveu novamente a mão em uma estocada firme, de modo que sua adversária cambaleou para trás criando uma distância entre ambas.

Elektra correu para cima dela, o candelabro levantado enquanto não evitou de soltar um grito que indicava sua fúria e determinação. Desceu o objeto contra a freira, que apenas se limitou em segurar seu pulso antes que fosse atingida. Com a mão livre, o soco dirigido contra a barriga da noviça arremessou-a para longe, as costas se chocando contra o altar baixo.

Algumas velas oscilaram e caíram, suas fracas chamas se apagando logo. Olhou para cima, onde visualizou os tantos golpes sangrentos no corpo de Cristo – localizou seu olhar compadecido.

-Ele não pode te ajudar. – talvez o som que se seguiu fosse um tipo grotesco de risada, enquanto novamente as mãos de réptil a seguravam pelos braços. Elektra notou que a mulher abria a boca, exibia os dentes grandes pronta para lhe fornecer uma mordida na face pálida.

Em desespero, sua mão direita encontrou uma vela entre tantas que serviam como iluminação. Apanhou o corpo de cera branca e levou-o até a face alheia, enquanto a chama encostava no enorme olho esquerdo e verde. O grito foi audível em todo o internato, enquanto a criatura a libertava.

Levou as mãos ao rosto, como se tentasse diminuir a dor de ter sido cegada em um lado. Elektra largou a vela no chão, e aquela pequena chama tocou o tapete.

Não demorou para o nascimento de algumas pequenas labaredas, que logo se arrastavam tanto no tecido quando no piso de madeira polida. Cresciam como belas dançarinas com véus de fogo, e o calor começou a agredir sua pele.

Correu, de modo que deixou o demônio lá atrás debatendo-se enquanto o fogo iniciava um gradativo processo famigerado, ansioso para consumir tudo o que pudesse. Não preocupou-se com o resto da instituição, visto que a capela era um dos únicos prédios que detinha de um piso de madeira, sendo que o resto era todo de pedra.

Agora alcançou a porta, e com mais facilidade conseguiu puxar o carvalho revelando o corredor silencioso e escuro. Fechou-a, correu pelo mesmo. Seus pés a levaram pelos caminhos por toda a vida conhecera; agora aqueles mesmos corredores pareciam-lhe estranhos.

Subiu tantas escadarias até alcançar seu quarto, de modo que a enxugou as lágrimas ao ver a pequena mala ali com seus pertences e roupas. Pegou-a pela alça, ouviu o badalo do sino principal. O incêndio já era notícia entre as noviças e freiras.

Aproveitando o manto de escuridão que se instalou nos corredores conforme o cair da noite lá fora, ela própria fez seu trajeto de volta para o hall de entrada, onde sozinha empurrou a porta de carvalho até deparar-se com o pátio do internato.

Os olhos pousaram no carro preto, enquanto o motorista estava firmemente parado sob as sombras. Seria essa a sua carruagem para ir embora daquele pesadelo? Parecia que sim, visto que o motorista logo puxou a bagagem de sua mão e a enfiou no porta-malas.

Com a neblina e o frio, viu que não tinha buscado um casaco na euforia de sua fuga até o momento clandestina. Despedir-se-ia? Não, talvez aquele lugar já a houvesse levado à beira de um abismo de loucura onde freiras se tornavam mulheres reptilianas.

Realmente estava ali a promessa de sua vida; o carro que a levaria dali para deixá-la em uma vida no mundo que a esperava. Com seus pais. Logo iria conhecê-los, e isso tornava a satisfação ainda melhor. Sejam quem fossem, eram cumpridores de promessas. Após dezoito anos, estava pronta para partir.

Enfiou-se dentro do carro enquanto sentia o gradativo avanço pelo terreno do pátio, à medida que seus olhos repousavam sobre a fumaça que se erguia na ala sudoeste do prédio. O sino badalava, sua cabeça parecia explodir. Quando alcançaram a única estrada aberta na floresta que dava acesso ao internato, ficou feliz ao ver que as sombras da noite e as neblina os envolveram – os corvos observavam seu carro do alto das árvores raquíticas. Elektra manteve neles os olhos fixos.

Então rápido se foi.


Habilidades: +1 Resistência +1 Persuasão

Presentes de Reclamação:

¢ Styx - Espada de ferro estígio, um metal negro e sem brilho, ao abrir um ferimento na pele, mesmo que superficial, causa dor intensa no local. Um golpe profundo pode causa falência de um dos sentidos por duas rodadas. Também possui a capacidade de absorver a alma daqueles a quem mata [Almas= 0]

¢ Cão Infernal (Etrigan) -[Temperamental, sempre disposto a defender sua dona. De pelagem escura e olhos vermelhos, tem a fúria comparada a de Elektra] O cão ainda é filhote e cresce de acordo com seu nível. 

¢ Escudo Submundano - Banhado no Rio Estíge, absorve o impacto dos ataques. (Opcional)






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Re: Teste para Filhos de Hades

Mensagem por Zeus em Sex 2 Dez 2016 - 19:21

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Reprovada - Elektra

Sua ficha foi impecável em ortografia, conteúdo, drama e tal. Porém, me corrija se estiver errada, uma semideusa filha de um deus mais “comum” é perseguida vagamente até os 11, 12 anos e raramente ela consegue sobreviver sem saber que é filha de um deus. Se ela for para o acampamento ok. Agora uma filha de Hades, segura, em um convento por 18 anos?!  
Não teve perseguição, manifestação de poderes, nada.
Além disso, depois de lutar contra um monstro, ver seu lar pegar fogo, ela entrou em um carro, que TALVEZ fosse o que a levaria para casa. Sem nem questionar.
Você pode fazer melhor, boa sorte na próxima vez.

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Re: Teste para Filhos de Hades

Mensagem por Adelaide Baudelaire em Dom 4 Dez 2016 - 10:57



ficha
teste para filha de hades


Nome: Adelaide Baudelaire
Idade: 14 anos
Porque quer ser reclamado por esse Deus: Hades é o deus do submundo, normalmente relatado como um deus maligno, mas é também um injustiçado. Por vezes é o esquecido, o deus invisível, e de fato, não é um deus cuja presença alegra aos outros, seu próprio nome trás esse significado. Mas é um deus de vontade inabalável, quando desejou algo, obteve, mas também é um deus compreensível, porque faz acordos quando necessário. É um deus inevitável, pois como humanos, temos uma vida relativamente curta, e mais cedo ou mais tarde, nosso tempo chega, e a morte é tudo que temos no fim.  É o Deus perfeito para ser o pai de Addy, cujas características pessoais se encaixam perfeitamente nas dele. Além disso, Hades sempre foi meu deus favorito, mesmo que seja retratado como um deus do sujo, do morto, e decadente, ele é na verdade o deus do pós-vida, das riquezas da terra, e vai muito além daquilo que achamos conhecer.

História: Adelaide Baudelaire e sua irmã viviam numa cabaninha de telhados amarelos numa cidadela de telhados vermelhos. Elas tinham um jardinzinho e uma pequena varanda, e uma cocheira aonde um pônei gordo descansava – e uma charrete para o pônei puxar; um gato magricela que se espreguiçava todas as manhãs na soleira da porta, e uma criada que mantinha tudo limpinho, como uma tela de pintura nova.  
Adelaide não tinha ninguém no mundo a não ser sua irmã, e ela não tinha ninguém a não ser Adelaide. A mãe delas havia morrido, e Alice, que era quinze anos mais velha que Adelaide e, na verdade, meia-irmã dela, sempre fora a única mãe que tivera. E ela nunca invejara a mãe das outras meninas, Porque Alice era tão boa, e inteligente. Ela dedicava quase todo o seu tempo à Addy; ensinava lições e brincava com ela, inventando os jogos mais maravilhosos. Assim, todas as manhãs, quando Adelaide se levantada, sabia que estava acordando para mais um dia de aventuras, e foi assim até completar seus dez anos –  e ela não tinha a menos sombra de dúvidas que sempre seria assim.
A mudança começou num dia em que elas tinham ido fazer um piquenique no bosque ao lado da cachoeira, quando estavam voltando, puxado pelo resoluto e velho pônei, descendo a última rua antes da travessa, aonde a casinha amarela – carinhosamente chamada assim pelas meninas – ficava, quando Alice disse: - Amanhã vamos cuidar do canteiro de flores, e tomar um chá no jardim, estava pensando também, em comprarmos um rádio, o que me diz?
- Maravilha – Respondeu Addy, e elas fizeram a curva e viram o portãozinho branco do jardim deles. Um homem saia por ali, um homem que não era nenhum dos seus amigos. Ele se virou, e veio ao encontro das donzelas. Alice puxou as rédeas – algo que ela sempre ensinara a Adelaide que nunca se deveria fazer – e o pônei parou. O homem, que era como Adelaide descreveu para sim mesmo como “sisudo e modorrento”, deu a volta pela frente do pônei e parou perto da roda ao lado de Alice. Ela trocou um aperto de mãos com ele e perguntou “como vai?” da maneira mais normal possível. Mas em seguida eles cochicharam. Cochicharam! E Addy sabia quanto era falta de educação cochichar, porque Alice lhe dissera isso muitas vezes. Ela distinguiu algumas palavras; “enfim” e “acabou agora”, e “esta noite que seja”.
Depois Alice falou:
- Esta é minha irmãzinha, Adelaide – e o homem apertou a mão da menina; por cima de Alice, outra coisa que Addy sabia ser falta de educação, e ele disse: - Eu espero que nos tornemos melhores amigos.
Adelaide respondeu:
- Bom dia meu bom senhor. – Porque era o mais educado a ser dito, mas pensou consigo “eu não quero ser sua amiga”.
Então com um aceno de chapéu o homem se foi, e as irmãs foram para casa. Alice parecia estranha, e Addy fora mandada para cama um pouco mais cedo aquela noite. Ela não dormiu por um bom tempo, pois ouvira a campainha tocar, e depois uma voz masculina e a de Alice conversando por um bom tempo na pequena sala de jantar. Por fim, dormiu e de manhã, quando acordou, estava chovendo e o céu era de um cinza escuro horroroso. Ela perdeu seu laço favorito, desfiou uma das meias ao puxá-la com muita força, e deixou a caneca de chocolate cair, quebrando o troço, que espalhou a bebida por todo o chão e molhou suas botinhas de camurça vermelha.  
Alguns dias são assim, cheios de uma nuvem negra de azar, e esse era um desses dias. Depois do desjejum, Alice lhe falou com a mesma voz alegre de sempre:
- Hoje o dia está chuvoso, então nosso chá está suspenso até ultima hora, e quanto às lições, poderemos tirar uma folga, podemos comprar um rádio novo amanha, assim poderemos ouvir aqueles rapazes que você tanto gosta os Beatles, não é?Então, o que vamos fazer hoje? – ela perguntou com um sorriso no rosto. – Podemos explorar o castelo, fazer um novo mapa. Quem sabe encontrar os piratas e seu tesouro dessa vez?
O castelo era uma das brincadeiras favoritas delas. Fingiam que a casa, era na verdade um enorme reino, cheio de diversões, piratas que viviam no sótão, e sereias que nadavam na fontezinha do jardim. O castelo delas, embelezado pela imaginação infantil, era um paraíso, um refugio aonde somente as duas conseguiam ir.
Mas naquela manhã, até mesmo o castelo parecia um lugar obscuro. Adelaide foi até a janela, e olhou desanimada para o jardim, para as flores encharcadas, para as árvores que balançavam ferozmente com a tempestade que desabava do lado de fora. Os trovões lhe davam arrepios, e sentiu-se mal.
- O que foi, Addy? – Alice perguntou. – Não me diga que você está com um terrível resfriado, ou uma gripe febril.
Ela foi até Adelaide, e colocou a mão em sua testa.
- Você está em chamas minha menina, porque não me disse que não se sentia bem?  - Arrastando Addy até o quarto, colocou a pequena em sua camisola de dormir, e lhe disse com sua voz, doce como maçãs na primavera. – Você irá descansar minha boneca, e eu lhe trarei um remédio, e um chá bem quente, para lhe fazer suar até que essa febre lhe deixe. Não se preocupe com nada, apenas durma.
- Não... – Disse Adelaide subitamente. – Diga-me o que há, entre você e aquele homem. Quem ele é?
- Dizer o que minha menina, não há nada entre nós. – Alice lhe passou a mão no rosto. – O que quer que eu lhe diga?
- Ah, Alice, não sou mais uma criancinha, e eu sei que vocês conversaram ontem à noite. A casa tem andado com um clima estranho desde então. Alguém está morrendo? – Addy se sentou na cama, o rosto ardendo em chamas. – Me diga, você está doente Alice?
- Meu docinho, eu não queria lhe contar antes que fossem acertados todos os detalhes. Ele  é o diretor de uma escola, uma ótima escola. – Alice começou a dobrar a blusa engomada. – E não é nada tão grave, ninguém está morrendo.
- Mas o que tem essa escola? Eu já estudo aqui em casa, com você. Não preciso ir para escola nenhuma. – Addy disse com lágrimas no rosto. – Eu não quero ir embora Alice, por favor.
Alice enxugou as lágrimas de seu rostinho infantil, e apertou uma de suas bochechas, com carinho:
- Eu sei que as coisas parecem incertas, mas eu estudei nessa escola quando tinha sua idade, e foi mamãe que fez sua inscrição. Você está matriculada desde que nasceu eu não posso ir contra a última vontade de mamãe, mesmo que eu queira ficar com você, mais do que já quis qualquer coisa no mundo.
- Eu o odeio! – Gritou Addy, muito alto. – Eu odeio esse homem com sua escola estúpida. E odeio você! – e com essas palavras terríveis, se soltou dos braços da irmã e saiu correndo do quarto, batendo a porta de propósito.
Bem, ela a encontro no sótão, ao lado de caixas empoeiradas, e antigos ursinhos de pelúcia. E elas choraram e se abraçaram, e ela disse que sentia muito por ter sido tão malcriada. Mas em seu coração, ela só sentia mal por ter feito Alice chorar, mas ela ainda odiava o homem e odiava ter que ir para essa tal escola.
E o dia de ir para o internato chegou, com a rapidez de uma lebre que corre dos caçadores. Alice a Adelaide se abraçaram, e choraram novamente. Sentiria muito a falta da irmã, mas era o certo a ser feito. Entrou na carruagem, puxada por um cavalo alto e de pelagem negra, e limpou as lágrimas na manga do uniforme, não queria que suas colegas achassem que ela era um bebê chorão.
A escola era do outro lado do país, e a viagem que a principio parecera uma aventura, agora se tornara completamente tediosa. Adelaide tentou ler um livro, mas o movimento dos cavalos embrulhou seu estomago. Depois tentou contar às árvores que via, e descobrir qual eram suas espécies, mas rapidamente esse jogo se tornou mais chato que comer sopa no jantar, então Addy cochilou. Sonhou com uma chuva de fogo, que descia sem piedade, recontando o solo em dois. Depois, esse fogo ascendia os céus, como se as nuvens fossem feitas de pólvora. Acordou assustada, sentindo seu corpo febril. Olhou pela janela da carruagem, e viu que a chuva era de água, mas os raios caiam cada vez mais perto, e ameaçavam acertar a própria Adelaide.
- Chegamos. – Disse o condutor com sua voz monótona. Em seu bigode lustroso, um pedação de presunto pendia meio torto. Addy desceu da carruagem, e olhou a paisagem. Estavam em uma estação, branca e brilhante. Mais ao longe se via um amontoado de lojinhas, elas estavam em Londres, e não mais em seu vilarejo. O homem pegou os pertences de Addy, o jogou-os no chão, sem cuidado algum. E ia subindo novamente na carroça, quando Adelaide grudou em sua casaca.
- Mas eu não vejo escola alguma meu senhor. Vejo a estação, vejo lojas, mas vejo nenhuma construção escolar por aqui. – Addy começara a se desesperar, os olhos ardiam, com a força que fazia para não chorar. – Me diga, por favor, onde estamos?
O homem se desvencilhou das mãos pequenas de Addy, e com um alto pigarro, falou com sua voz de lesma:
- O conde de Nabur, dono das fabricas textilmais, pagou-me para trazê-la até aqui. Agora, tu deves comprar um bilhete para a Escola Denvir, pode comprar no guichê 14. É só perguntar. – Sem mais delongas, ele subiu em sua carruagem, e seguiu pela estrada. Adelaide sentou-se em seu malão, e chorou por quase trinta minutos, quando finalmente ouviu o barulho de conversas femininas, que falavam sobre a tão famigerada escola.
- Estou ansiosa pelo retorno, sinto uma imensa falta de Denvir, e seus corredores acolhedores. Às vezes me canso de mamãe, e sua monótona vidinha. Ela nem conhece os Beatles, quanta falta de consideração com seu próprio país, eles são quase um patrimônio musical. – A menina que falava era alta, esguia e muito sardenta, como se sua pele fosse respingada de bronze liquido. As garotas ao redor eram todas loiras e gorduchas, tão pálidas que poderiam muito bem estar mortas. Todas elas usavam o mesmo uniforme laranja e marrom, e carregavam malotes como os de Addy. Tomada de uma coragem Adelaide foi falar com as garotas.
- B-bom dia, desculpe o mau jeito, mas ouvi que vocês estão a caminho de Devir, a escola só para meninas. Eu não se bem como comprar meu ingresso, nunca andei de trem... Vocês poderiam me ajudar? – A menina ruiva, se apressou em pegar em sua mão, e lhe deu um sorriso caloroso.
- Claro que podemos, e sim estamos a caminho de Denvir. Eu me chamo Berenice, às trigêmeas são Cat, Cid, e Celia, mas eu as chamo de C1, C2 e C3, é mais fácil. – Sua risada ecoava de forma gostosa, e seus olhos pareceram à Addy, como os de uma raposa. – Vem, não é seguro ficar esperando na porta de uma estação. Você já tem o seu ticket para entrar no trem? Porque se não tiver, tem que comprar no guichê 14, ele fica bem atas da plataforma 18, aonde tomaremos o expresso. – A menina falava muito, e bem rápido. Addy pensou em como era falta de educação, mas não disse nada, afinal era bom ter alguma ajuda.
- Ah, obrigada, vou comprar sim. – E juntas elas foram até o guichê.
 
O colégio era na verdade um internato, e ficava depois da praia, perto de um rochedo. Os assoalhos eram tão antigos quanto o próprio tempo, e rangiam a cada passo. Quando chovia, toda a escola parecia tremer, e a madeira gemia como se fosse um mau agouro. Addy passou dois anos inteiros sem retornar para casa, aprendendo línguas, lendo livros sobre mitologia, e descobrindo a magia da música. Trocava cartas mensalmente com sua irmã. Percebeu também, que comparada às outras meninas, ela era uma aluna no máximo, regular. Sentia dificuldades em ler suas lições em voz alta, e cada erro era uma pancada em sua mão. Errava tanto, que sua mão vivia escarlate. Era boa no piano, e era boa quando mexia com a terra. Colecionava pedras, de todas as cores, e às vezes tinha impressão de que a as próprias rochas respondiam ao seu toque. Não existiam televisões por ali, e a única diversão das meninas era a rádio, que chiava mais do que tocava uma música.
Suas colegas de quarto eram horríveis, e bem mais velhas que ela, por tanto sua única amiga era Helen, sua tutora, que andava com muletas, e tinha tranças de tamanho desiguais. As trigêmeas e a ruiva ficavam em outro quadrante, portanto quase nunca se viam.  Seu aniversário de doze anos foi uma chateação sem fim, e seu bolo tinha gosto de uvas passas, e chocolate velho. Comeu apenas uma garfada, e deu o resto à Melanie, a menina mais velha e mais alta que sempre roubava sua comida. “Eu não queria esse bolo mesmo” pensou Addy, que foi se deitar mais cedo, depois de escovar os dentes. Tentou se lembrar do poema que deveria recitar na prova do dia seguinte, e o pouco que se recordou, parecia errado.
Vi uma estrela tão alta
Vi uma estrela tão fria
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.
Quando lembrou o poema, duvidou que fosse algo infantil, mas antes que se perdesse mais em pensamentos, uma voz bem fininha lhe chamou:
- Eles planejam pegar você hoje. – Adelaide se levantou da cama com um pulo, e olhou todo o quarto, procurando pela dona da voz. No canto da parede, escondida nas sombras, viu uma menina bem magrinha, com olhos fundos, e cansados. Sua pele era tão branca, que parecia translúcida. “Estou sonhando?” Se perguntou em voz alta. A menina branco-giz se aproximou, e se sentou ao lado de Addy na cama, e falou com sua voz de giz. – Não, você não está sonhando. Eles me pegaram, e agora eu estou aqui, presa para sempre nesse inferno pessoal. Eu vagava pelos corredores quando ouvi a conversa do diretor. Ele quer pegar você, e depois que te pegar ele vai te jogar no lamaçal. Assim como fez comigo.
Adelaide não poderia acreditar em seus olhos e muito menos em seus ouvidos. Ela estava conversando com um fantasma. Um fantasma! E pior do que isso ouviu os passos que vinham do corredor. Não tinha mais nenhuma menina no quarto, e o homem estava vindo. Pular pela janela era impossível, pois estavam no quinto andar, e mesmo se sobrevivesse à queda, os espinhos da roseira que ficava abaixo de sua janela iriam rasgar sua pele. Enquanto pensava em uma possível forma de fugir, o diretor abriu a porta, com agressividade, se jogou em cima da menina. O cheiro do homem era intragável, de insanidade.
Adelaide tentou se libertar do firme aperto em seu braço, e começou a gritar, com a esperança de que alguém ouvisse seu pedido de ajuda, mas nenhuma ajuda veio. O homem não parecia humano, e sua pele começou a derreter, como uma vela acesa. No lugar da pele humana, um tecido enrugado, como uma bolsa de couro antiga. A mão que apertava os braços de Addy era de algum metal, cor de bronze, e tinha garras horríveis.
O animal parecia ser uma fêmea, que a todo custo tentava levar Addy consigo. Adelaide demorou a ter algum a reação. Aquilo não parecia real, ela precisava acordar. O animal começou a gritar de forma estridente, e Addy tentou se soltar novamente.
- Me deixe em paz seu monstro, eu não lhe fiz nada. – E com toda a força em um corpo adolescente de doze anos, Addy se joga contra um espelho. Esse se estilhaça, e a besta a joga contra a parede. Addy sente uma dor aguda em seu braço quando tenta se levantar. O animal parecia desnorteado com os reflexos no chão. O braço doeu mais quando ela tentou pegar um dos cacos de vidro espalhados no chão.  Se o braço não estivesse quebrado, seria uma sorte imensa.
O animal se jogou contra Addy novamente, querendo desmaiá-la. Respirou com dificuldade, a dor ainda a desconcentrava, e o cheiro de sangue sufocava todos os outros odores ali. Levantou-se com o apoio do braço bom, e tento se concentrar. Nunca fora preparada para aquilo, ela não era boa em lutas corporais. Na verdade, não era boa em luta alguma. O ser tentava a todo custo jogar a menina na parede, e prendeu-a pelos pés, com a ajuda de suas garras afiadas.
Sem ter muitas opções, Addy permaneceu imóvel. A mulher voava com asas de morcego, e parecia muito séria em seu objetivo. Quando saíram pela janela, Addy levou uma pancada na cabeça, e desmaiou. Voaram durante toda a noite, quando ela finalmente acordou, estava sobrevoando um oceano. Movimentou-se assustada, e percebeu que a besta ainda a mantinha como refém.  Pela primeira vez, o ser falou:
- Eu não me mexeria dessa forma, tenho certeza que o deus dos mares ficaria muito contente em devorar você, caso você caia em seus reinos. Já estou em perigo constante sobrevoando com você ao meu lado. – Addy não estava ao lado dela, estava na verdade abaixo. O braço machucado estava roxo, e a perna aonde as garras prendiam a pele alva de Addy, estava em tom de verde musgo. – eu não vou me alimentar de você, seu pai te encontrou quando você mexeu no jardim daquela escola. E eu vim buscar você pra ele.
Adelaide resmungou, cheia de raiva, e fome, e cansaço.
- Eu não tenho pai.

Sobrevoaram por toda a manhã, e parte da tarde, quando Addy percebeu que não estavam sob o oceano, e agora a paisagem era outra. Passaram por montes, rochedos, gramados, e cidades. Quando se aproximaram do que parecia uma cidade parque de diversões, cheia de cores e luzes, elas desceram em um monte. A mulher agora usava uma máscara humana.
- Não chegamos ainda ao nosso destino. Estamos em Las Vegas, e vamos parar no Lotus, para recarregar as energias. Aquele lugar é perigoso, então se mantenha perto. Entendeu, ou quer que eu desenhe em sua pele com minhas garras?  
Addy não sabia o que fazer. A terra ao seu redor parecia respirar junto a ela, e reunindo todas as forças que restavam em seu diminuto corpo, ela se levantou, e concordou com o monstro. Ela sentia muita fome para discordar, e sua mente era um embaralhado de coisas. Não sabia mais o que era real, só sabia sentir raiva.
Ela era puro ódio. Seu sangue fervia como se fosse feito de lava derretida. Ela seguiu em direção ao cassino, seguindo o monstro de perto, sua mente estava enevoada, e seu único objetivo era fugir, e voltar para casa. Ela nem sabia onde ficava Las Vegas, sempre fora ruim em geografia.
Lotus era um hotel e cassino, e perder-se da criatura fora mais fácil que o esperado. A comida rapidamente preencheu sua fome. O lugar logo distraiu Addy de seu objetivo de voltar para casa. Jogos divertidos, comida da quantidade que você pudesse consumir. Luzes e cores. Parecia o paraíso. O tempo ali não parecia passar. E todo dia Addy prometia a si mesmo que voltaria para Alice, e para sua casa na Inglaterra.  Mas acaba deixando de se preocupar, porque parecia que estava ali há tão pouco tempo, poderia se divertir um pouco, antes de se preocupar com o que ela teria que lidar ao sair. Todos os jogos eram uma emoção, e a diversão nunca acabava, até que um grupo de meninos se aproximou dela.  
- Estávamos te procurando filha do príncipe infernal. – Addy não conhecera o pai, mas sabia com certeza que ele não era um príncipe. – Você precisa vir conosco, te levaremos para o acampamento, você está aqui há muito tempo.
Addy não sabia o que a assustava mais, as roupas dos rapazes, ou a palavra acampamento. Ela não tinha a menos idéia do que estava acontecendo, mas não conhecia mais ninguém por ali, não queria deixar os jogos para trás, e não estava ali há tanto tempo, talvez uma semana no máximo.
- Vamos amanhã, hoje podemos jogar mais um pouco. – Addy riu, e quando ia embora para a área de jogos, o menino mais alto segurou seu braço.
- Você vem com a gente, nossa missão é te levar para o acampamento. – Sem brutalidade, mas com firmeza, eles pegaram Addy, que era tão pequena e magra que não promoveu muita resistência. Já do lado de fora, seus olhos pareciam focados agora. Ela não estava no lugar certo, era outra cidade, só podia. O mundo não parecia igual.
- A-aonde estamos? Pensei que estávamos em Las Vegas... – Ela observou que as pessoas ao redor se vestiam de forma estranha, e não paravam de mexer em coisinhas quadrdas e brilhantes.
- Estamos em Vegas. Você está no Lotus ha quanto tempo? – o garoto loiro perguntou, com um olhar preocupado, enquanto analisava suas roupas.
- Não sei uma semana eu acho. Talvez menos. – Addy estava chorosa, seu mundo estava uma bagunça sem fim. O rapaz pegou em seu ombro, e com carinho, a abraçou, enquanto perguntou:
- Em qual ano nós estamos? – Addy tentou se lembrar, e respondeu rapidamente.
- Estamos em 1966. Eu sou da Inglaterra, e vim parar aqui voando. – O menino arregalou os olhos com a resposta, e saiu andando, com Addy em seu encalço. Agora ela precisava saber o motivo da surpresa.
- Me diga, porque a surpresa? – Ele a ignorava, enquanto conversava com os outros meninos do grupo. – Me responda, eu não sou uma criança, o que está acontecendo?
- Nós estamos em 2013. Você está no lótus há 47 anos, garota. Não me surpreende que eles não tenham te encontrado antes. Você é de outra década.
Adelaide sentiu as lágrimas em seus olhos, e dessa vez deixou que elas escorressem.  Isso não parecia certo, ela não tinha passado mais que uma emana ali dentro. E porque sua memória não funcionava como devia? Não se lembrava do que havia trago ela ali. Não se lembrava do nome da irmã. Interrompendo os devaneios da menina, o rapaz loiro se aproximou, e com uma voz calma lhe falou:
- Se vier conosco, eu te explicarei tudo, e podemos te ajudar a se lembrar. Mas temos que ir logo, antes que outra criatura apareça.


Habilidades: Resistência e Persuasão

Presentes de reclamação:

¢ Styx - Espada de ferro estígio, um metal negro e sem brilho, ao abrir um ferimento na pele, mesmo que superficial, causa dor intensa no local. Um golpe profundo pode causa falência de um dos sentidos por duas rodadas. Também possui a capacidade de absorver a alma daqueles a quem mata [Almas= 0]

¢ Cão Infernal (Mascote) -[ESCOLHA A PERSONALIDADE] O cão ainda é filhote e cresce de acordo com seu nível.
Sua mordida não é letal, o impacto dela tende a piorar com o passar das horas, por isso, deve ser tratado o quanto antes.

¢ Réplica do Elmo - Assim como o verdadeiro, torna quem o usar invisível por duas rodadas. É negro com penugem preta piano.





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Re: Teste para Filhos de Hades

Mensagem por Zeus em Seg 5 Dez 2016 - 23:16

Avaliações

Aprovada - Adelaide

Você teve alguns erros, esqueceu algumas letras, repetiu as palavras e até trocou de tempo verbal. Mas o jeito como fez a história, tão versátil, diferente, sem seguir o mesmo padrão, gostei muito. Bem Vinda Prole de Hades

Atenciosamente a Administração
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Re: Teste para Filhos de Hades

Mensagem por Pandora Aërsterien em Ter 6 Dez 2016 - 14:53

Hades
Ezria --------



Nome: Ezria Aërsterien.

Idade: 18 anos.

Por que quer ser reclamado por esse deus: Hades sempre foi considerado por muitos um deus mau. Em parte, talvez ele realmente seja. Entretanto a falta de compreensão é visível para com o mesmo, haja vista que está sempre relacionado à morte e às sombras. Alguns não observam também os fantasmas pessoais de Hades; a solidão que fê-lo raptar Perséfone, seu extenso poder sobre as preciosidades sob a terra. É um deus que tem potencial para exibir muito mais do que as pessoas se limitam a ver, e por esse motivo deu-se a escolha para a prole de tal. Há também a ambição pessoal pelos poderes disponíveis e as armas, de modo que a ascensão ao poder se torna muito mais interessante.

História:

“Em um mundo de deuses e monstros eu era um anjo vivendo no jardim do mal”.
– Lana Del Rey.


Em um avanço gradativo, viu o movimento do carro cessar ao estacionar frontal a casa. Entre as poucas estátuas de Cupido do jardim, as gotículas da chuva que antes predominava agora eram indícios de sua passagem; o céu nublado e cinzento podia formar um belo retrato àquele horário.

Quando a porta foi aberta ele claramente viu o vestido longo e preto que ele havia comprado; e como imaginava, ela ficava perfeita na vestimenta escura. Os cabelos pretos, os lábios fortemente pintados de vermelho sangue, as íris azuladas que pervertiam o visual romântico. A palidez em excesso, os traços longos e as poucas sardas nos vales de suas bochechas. Ela exibia uma beleza diferenciada entre todas as mulheres – algo mórbido, e provava que até mesmo na morte podia haver algo bonito para se contemplar.

Veio até ele, evitando como podia as rasas poças d’água que formaram-se. Assumiu uma cadeira de ferro na pequena mesa circular de mesmo material, enquanto ele próprio a observava no lado oposto. As íris claras repousaram sobre o roupão de veludo preto como a noite, enquanto ele alisava os finos e sedosos cabelos em sua própria cabeça. Ellinor sorriu.

-É uma bela tarde para um chá, não acha? – brincou quando ele mesmo notou a decoração feita com esmero. O vaso de flores ocupava o centro da mesa, com algumas rosas vermelhas entre as brancas. Havia uma gama de outros doces, bolos e biscoitos, tal qual o chá de camomila que ele havia feito também. Nunca fora bom na cozinha, e a mulher também sabia daquele fato. O importante era que estava se esforçando, enquanto aquela que possuía seu coração lhe deu um sorriso satisfatório. – Eu adorei.

Não sabia desde quando havia pulado naqueles abismos azuis que eram os olhos de outrem; a perda de sua própria essência em deleite daquela imagem fez a cabeça do mais velho girar. O sorriso entre os lábios vermelhos fê-la parecer uma vampira de filmes da década de 70, com um olhar perverso e a mais bela das faces.

-É uma bela tarde. – olhou de relance para o céu, onde os domínios de seu irmão agora remetiam ao humor do mesmo, enquanto as pesadas nuvens de tom cinzento se fechavam cada vez mais na promessa de mais uma chuva. – Temo que ele não esteja tendo o melhor de seus dias.

Novamente, risadas. Agora de ambos os amantes, não apenas dela. O raro momento foi breve, ainda que não fosse incomum quando estavam na presença um do outro. Percebeu a mão dela escorregar pelo metal frio da mesinha até segurar na sua própria – o anel de prata escura que lhe dera de presente agora entrava em contato com sua carne.

Talvez estivesse obcecado pela mesma. A menção a uma ideia de tê-la que ver partir era um princípio de dor que crescia onde antes ele pensava ter um vazio em sua alma. Mesmo que soubesse da impossibilidade de levar aquilo para frente, ainda não parecia preparado para deixá-la ir. Ellinor Aërsterien era um vício próprio, e toda a sua estrutura tendia à queda em uma rendição perante a mulher que tinha seu coração em mãos agora; dona de corpo e alma inebriantes.

Dizia para si mesmo através das eras que apegar-se era a pior maneira de perder a si próprio em prol de outro alguém. Agora aquele seu velho ensinamento parecia ter perdido o sentido em suas palavras ao perceber os olhos azuis sustentando suas íris negras.

-Amo você. – ela sussurrou como se aquilo fosse o segredo de ambos, e em parte, era. Os lábios vermelhos e fartos eram convidativos para um beijo, e ele não segurou o próprio corpo ao inclinar-se para frente para poder provar de Ellinor. Sentiu a mão dela contra sua nuca, os dedos adentrando nos cabelos pretos e emaranhados.

E enquanto o fazia, sabia por si só que estava adentrando em um caminho perigoso, trilhando a beirada de um suicídio amoroso.



~*~



O som se seguiu, apenas um apito constante e doloroso que parecia preencher o quarto de paredes brancas. Gradual, foi crescendo até atingir os mínimos cantos do compartimento, cada linha ou vértice. Um alento de morte se seguiu, enquanto os aparelhos registravam os batimentos cardíacos findados.

Lá fora chovia forte, enquanto um ou outro raio podia ser visto quebrando a imagem de um céu negro e sem estrelas, apenas com as luzes da cidade emanando um brilho artificial contra a noite.

O céu parecia chorar com tal perda, e aquela que amara em vida agora seguia seu trajeto para o mundo dos mortos.

A mulher deitada na cama nunca tivera uma saúde muito boa. Sabia que a gravidez era um risco, e mesmo assim optou por gerar o fruto de seu amor carnal com o homem que havia roubado seu coração. Ellinor não viveu para ver o quão a criança se parecia com ele.

Os cabelos finos que possuía eram pretos, e era um bebê que não se destacava entre os demais; ao contrário, Ezria era relativamente menor que a maioria dos recém-nascidos em tal hospital. Os olhos detinham de um tom escuro também, e aquela característica singular a identificava como filha do homem que aguardava no corredor.

O óbito foi confirmado minutos depois, enquanto a criança que fora naquela fatídica noite concebida ainda chorava, as mãozinhas de bebê fechando-se enquanto buscava o conforto de sua mãe. Desfalecido, ali não acharia nenhum conforto. E em uma plena amargura onde ele mesmo havia se fundido, sua dor aflorou em um sentimento de vingança – raiva por ter perdido a amante pela qual havia se apaixonado.

Culpou Ezria pela morte da mãe Ellinor, e deixou-a no hospital assim que saiu pelas postas de entrada do mesmo fingindo que aquela criança não existia mais.



~*~



Não podia afirmar que aquela criança era normal, ao contrário, sua suspeita era que a menor tinha uma grave doença mental. Alucinações ou pesadelos, tanto fazia, raras eram as noites em que Ezria acordava sem estar gritando sobre cadáveres ou torturas eternas.

A psicóloga acomodou-se na cadeira, o caderno de anotações em mãos. A equipe do orfanato introduziu a pequena na sala confortável, de modo que a deixaram sentada a uma distância segura da mulher. Percebeu as formas do corpo feminino que afloravam durante a fase da puberdade, as íris escuras sempre baixas.

Os cabelos eram sombras pretas e lisas, enquanto a pele pálida entrava em contraste com a cor. Tinha sardas no vale de suas bochechas, enquanto pôde perceber também que ela era mais magra que a maioria das outras meninas.

-Ezria? – chamou baixo. Com um mínimo movimento a moça ergueu os olhos para encarar a mais velha, enquanto a assistente social avaliava seus traços. Melancólicos, os olhos profundos lhe adicionaram uma aparência ainda mais madura, e quase não podia dizer que ela acabara de chegar aos 12 anos.

-Senhora. – sussurrou com a voz baixa. O vestidinho negro que trajava, tal qual os sapatos bem engraxados lhe davam um aspecto angelical. As olheiras profundas indicavam as noites mal dormidas.

-Conte sobre seus pesadelos. – a psicóloga pediu. Ezria não se pronunciou logo, olhou para a única janela que havia naquele cômodo. Lá fora podia ver as árvores secas e raquíticas agora desprovidas de folhas, enquanto um único carro passava pela rua. – Me disseram que você costuma sonhar...

-Com o diabo? Sim. – a fala simples pareceu gelar aquele ambiente. A luz que adentrava já não parecia tão forte como antes, e mesmo naquele começo da manhã de Sábado, as sombras pareciam ganhar vida. – Ele vem falar comigo de noite. Oh, eu vejo o que ele guarda sob seu castelo.

A caneta correu pelo papel, os espaços entre as linhas do caderno agora sendo preenchidos por letras e palavras em tinta preta.

-O que você vê? – arriscou a pergunta para a órfã. Ezria se reclinou sobre o encosto de sua própria cadeira com estampa floral, as mãos repousando no colo.

-Eu vejo três mulheres com asas e chicotes. Cães pretos correndo, ou melhor, caçando pessoas. Eu vejo fogo, mas também consigo ver apenas um campo desolado e escuro onde as almas passeiam sozinhas em seus lamentos. – a voz da menina era um suspiro. Seu olhar intenso recaiu sobre a mulher que a avaliava, mesmo que não estivesse concentrada na Dra. Moon. – Eu vejo morte por toda a parte. Há um rio, e uma besta de três cabeças. E demônios, sim, vejo muitos demônios.

-Desde quando você tem esses pesadelos, Ezria? – a doutora se inclinou para a frente quando a criança pediu, e a entrevistada se limitou a rir baixo.

-Vejo os demônios nos sonhos desde que comecei a vê-los na vida real. – segredou. Moon não entendeu o que ela queria dizer com isso, e talvez sua expressão confusa tenha denunciado isso visto que a menor se apressou para explicar. – Eles também se parecem com pessoas. E eu acho que o padre Eliot seja um deles.

-Do que está falando? – a mulher havia se perdido na conversa. A porta foi aberta quando o homem citado entrou, a bata escura escondendo o corpo. Sorria, os olhos claros se dirigindo entre a psicóloga e a criança. – Ah, padre. Que bom que chegou, nós já encerramos por hoje. Na semana que vem eu voltarei para continuar o trabalho com a senhorita Aërsterien.

Padre Eliot deu passagem para a mulher, acompanhando a mesma entre os corredores com outras crianças e freiras. Na saída, Moon deu mais uma olhada para a construção encravada na periferia de Nova York; perturbada estava com os sonhos de Ezria.

Havia sido adotada um ano depois da visita da Dra. Moon ao orfanato. Uma família do Queens que prometia-lhe uma vida de paz e afeto, mas entre eles só encontrou dor. A mãe era uma bêbada no fim das contas, e o pai não tinha um emprego fixo. O irmão mais velho era seu único conforto.

Na maior parte do tempo não estavam em casa, e sempre contou com visitas indesejadas de desconhecidos que na verdade eram seres de outro mundo. Criaturas que ela nunca havia visto antes, algumas com pouquíssimos aspectos humanos, em sua maioria eram híbridos de pessoas com animais. Havia aprendido a se defender sozinha, já que de sua família não tinha qualquer apoio.

Exceto Noah. O irmão mais velho era seu fiel protetor, e ela não entendia como ele também via aquelas coisas. O garoto dizia ser atormentado, falava que sempre viu coisas fora do normal – e pensava até mesmo que estava enlouquecendo quando Ezria foi adotada, e ao descobrir que a garota também os via, foi um alívio para ambos.

As noites em que ela usava o demaquilante para tirar camadas de maquiagem que escondiam machucados e olhos roxos devido às agressões que sofria – tanto físicas quanto psicológicas. Ezria preferiu um isolamento de sua vida em meio aos sonhos que antes ela condenava.

Visitar aquele mundo de morticínio era um bálsamo para ela, e descobrira que em meio às sombras ela podia se sentir completa. Enquanto a maioria das pessoas tinha medo ou aversão à escuridão total, Aërsterien havia aprendido a abraçá-la em reconforto.

E é claro, havia procurado sua família verdadeira. Descobrira a morte da mãe no dia do seu nascimento quando voltou ao orfanato para interrogar as freiras. Havia ido ao hospital onde nascera, e os registros de sua mãe estavam ali. Atestado de óbito, apenas. Ellinor não resistira – o pai não havia registrado a criança.

E por ele Ezria nutria ódio.

Culpava-o por levar a vida que tinha, sobrevivendo como podia com pais agressivos e criaturas que ela não era capaz de compreender. Sabia que não podia fugir; se o fizesse não seria mais do que um alvo fácil para tantas bestas. Sabia que não podia ficar, ou não resistiria a sua própria loucura pessoal.

“A obsessão por uma única pessoa é corrosiva, e se duradoura, leva-nos diretamente ao suicídio indireto”.
– M. M. Bellucci



~*~

Lute contra um monstro:

Poucas eram as suas escapadas para o mundo, visto que qualquer deslize poderia atrair sobre ela criaturas indesejadas. A noite estava fria, enquanto a luz amarela de um poste próximo piscou algumas vezes.

O bar, àquele horário, estava estranhamente vazio. Enquanto cruzavam rapidamente o recinto, Ezria manteve-se colada ao irmão. Usava jeans, tal qual o mais velho, porém ele havia lhe emprestado o casaco de couro. Comprimida contra a peça escura, viu-o alcançar o bar onde a garçonete o olhou com um sorrisinho.

-Boa noite. – disse a moça para o rapaz. Noah enfiou a mão no bolso tirando dali vários dólares amassados, colocou-os em cima do balcão entre ambos. Ezria olhou ao redor, notando o espaço pequeno com algumas mesas circulares de madeira.

Um pequeno corredor levava aos banheiros, enquanto ela notava a mesa de bilhar esquecida em um canto. Tão vazio...

-Ezria. – chamou o irmão de modo que a menina teve de lhe dar atenção. – Vai querer alguma bebida?

-Sim, qualquer coisa. – respondeu rápido ao notar os olhos azuis da balconista parados nela. Sentiu um arrepio subir por suas costas, enquanto os pés batiam de forma consecutiva no chão.

Finalmente a loira entregou uma garrafa de vidro para Noah, e o moreno sorriu. Entretanto, a simples ida ao bar transformou-se em um horror.

A mulher segurou-o pelo braço quando a transformação se deu como iniciada. Os olhos que antes eram azulados agora ostentavam um tom vermelho como sangue, e os cabelos loiros brilharam como ouro derretido; transformados agora em chamas quentes. A pele já branca adquiriu um tom pálido como a própria Ezria, enquanto o sorriso provindo dos lábios do monstro exibiam suas presas afiadas.

-Ezria! – ele gritou. – Corre!

Naquele ínfimo momento ela se sentiu culpada. Noah era o único que podia ver aquelas criaturas, e sempre estava se arriscando por ela. Tinha duas opções: deixá-lo e correr ou ir ajudá-lo e arriscar a si própria.

Foi libertada de seus pensamentos ao ouvir o som de vidro se quebrando, e logo Noah vinha em sua direção. A mão que antes segurava sua garrafa de bebida agora estava vazia, enquanto o balcão estava repleto com cacos de vidro. A criatura parecia atordoada, e tinha alguns cortes superficiais em seu rosto. Sentiu as mãos do irmão apertando seus braços, o par de íris castanhas focadas nela.

-Precisamos ir! – ele gritou, e ela só teve tempo de gritar ao perceber que o monstro agora vinha na direção de ambos. Viu com clareza as pernas com características singulares, uma feita de bronze, a outra com o aspecto equino. As garras vinham na direção de ambos quando Noah a jogou no chão, e foi atingido pelo frenesi cortante.

Três talhos foram abertos em sua camisa, e o garoto caiu para trás. A criatura voltou seus olhos para Ezria, que agora tinha lágrimas nos olhos, enquanto se aproximava bem devagar da menina. Rolou para o lado quando a criatura investiu tentando esmagá-la com a perna de bronze, e logo estava correndo em direção ao balcão.

Pelo menos estava, isso foi antes de as garras partirem o casaco e a camisa, fazendo três cortes diagonais em suas costas. Cambaleou para a frente, a dor trespassando seu corpo. Gritou, caiu para a frente. Engatinhou um pouco até chegar ao balcão, os machucados estavam em brasa.

Virou tempo suficiente para ver aquele demônio segurá-la pelo pescoço, a erguendo do chão. Ezria tentava alcançar o piso com seus pés pequenos, mas não obteve êxito na tarefa. O ar agora parecia lhe faltar com o aperto na garganta, e ela mesma segurou o braço reto da outra tentando inutilmente se libertar. A mulher sorriu, as presas que facilmente rasgariam a pele do pescoço de Aërsterien.

-Seu cheiro... Nunca senti nada igual. – Ezria levantou a perna com força, atingindo-a de forma quase inútil no queixo. Aquele demônio feminino apenas sorriu assim que sua cabeça tombou para trás, voltando a fitar a garota. – Eu já matei semideuses antes.

De relance Ezria viu uma sutil movimentação. Pouco depois, ouviu o grito de Noah – agora um grito de fúria. A cadeira que o moreno havia pegado desceu sobre as costas da criatura, e chegou até mesmo a quebrar-se em função da força aplicada no golpe.

Ezria caiu de costas, sentindo uma fisgada dolorosa em seus machucados. O monstro estava ocupado demais se defendendo de outro ataque de seu irmão, e aquela brecha foi perfeita para que a garota buscasse uma rota de fuga. Girou com cuidado, se pondo de joelhos. Engatinhou com cuidado até encontrar um dos pés da cadeira que o parceiro usara como ferramenta de ataque. Viu que a ponta irregular do objeto podia servir muito bem como um objeto de ataque perfuro-cortante. Segurou a estaca improvisada com força e se pôs de pé.

Enquanto isso, Noah se virava como podia. Tinha em mãos um canivete suíço, enquanto tentava realizar um ataque para que pudesse desmaterializar a criatura. Haviam aprendido da pior forma que monstros como aquele, quando mortos, viravam nada mais do que poeira dourada. O irmão tentou um ataque vertical, descendo sobre a cabeça da criatura a ponta afiada do objeto.

Tal demônio apenas segurou o braço do rapaz, vedando a aproximação do canivete. Então atacou, a perna de bronze o atingindo no peitoral. O rapaz voou para longe atingindo uma parede, caiu em cima de uma mesa e ali ficou, atordoado.

A mulher ia em sua direção quando Ezria interveio, agora atacando por trás. Talvez seus passos tivessem denunciado sua aproximação; apenas viu o monstro mitológico virar o corpo em um único e pálido giro, dando um passo para trás.

Por sorte a ponta irregular de sua estaca improvisada atingiu o ombro esquerdo alheio, e a menina ficou felicitada quando ouviu um grunhido de dor. Puxou a estaca, percebendo que o sangue existente ali era dourado e incomum. Sentiu os olhos raivosos alheios sobre si, e investiu novamente.

Agora a criatura estava mais preparada, e esquivou-se para o lado quando Ezria tentou um ataque. Atingiu-lhe um único tapa com as costas da mão, e logo a menina cambaleava, o lábio inferior com um filete sangrento. Bateu as costas contra uma mesa circular, e antes que pudesse se recuperar do golpe, o monstro branco com cabelos flamejantes já estava na sua frente.

Pegou-a pelos cabelos pretos e puxou, enquanto a mão livre se direcionava para seu estômago em um soco. Quando foi atingida Ezria perdeu todo o ar, e aquela sensação fê-la gemer.

Entretanto, algo agora parecia crescer dentro de Ezria. Uma conexão antiga que nunca havia usado antes. À partir daquele novo sentimento, deixou que seus pensamentos aflorassem em um único cântico, um agouro de morte.

Toda a sua necessidade e suas emoções negativas que ela canalizara a vida inteira agora vinham à tona.

Seu corpo gelou, sua alma se esforçava naquilo. Enquanto os lábios se mexiam ao ritmo da música fúnebre, as sombras pareciam se intensificar. O chão foi ferido quando a fissura criou rachaduras, abrindo-se como a ferida causada por uma espada.

O calor e a aura infernal que saiu dali pareceu completá-la naquele chamamento. A mão esquelética agarrou a superfície seguida pela outra, de modo que o cadáver se ergueu com a pele pútrida deslocando-se de sua face esquelética.  

Quando o morto-vivo se ergueu o chão voltou a fechar-se. No piso, uma estranha marca agora era deixada como uma cicatriz, e o ambiente nefasto tinha um cheiro inconfundível de morte.

O demônio feminino largou-a, os olhos vermelhos focados no homem que agora surgira. Suas energias haviam sido minadas, e ainda assim Aërsterien não conseguia desviar os olhos da cena; não era um sonho. Era muito real por sinal, ela apenas despertou de seus pensamentos quando os braços de Noah a puxaram do chão.

-Precisamos ir! – sua voz soava distante. Parecia que Ezria estava sob a água quando ouviu as palavras do menino. Enquanto seu servo cadavérico avançava contra a criatura que antes a atacava, de modo que o caminho dos irmãos estava livre para uma escapada.

Mesmo machucado e sangrando Noah alcançou a porta do bar, e quando esticou a mão para abri-la, alguém a empurrou antes. Ao lado de fora chovia, com raios cortando o céu negro. Parado ao lado de fora o garoto todo molhado tinha um semblante assustado, e nas mãos, uma flauta de bambu.

-É você! – exclamou ao perceber a menina que quase desmaiava nos braços do irmão adotivo. – Eu senti cheiro de semideus aqui por anos. O uso de seus dons revelou sua localização.

-Do que está falando?! – Noah gritou de volta. Ezria encostou a testa contra a camisa meio manchada de sangue do outro, sem assimilar direito que no lugar de pés o garoto tinha... Cascos?

-A podridão do Queens é o suficiente para mascarar o cheiro de um monstro e de um semideus, e tudo virou uma confusão de odores. – os olhos grandes e castanhos do garoto desceram para a moça. – Desculpe não ter chegado antes. Como ficou viva durante tantos anos?

-Eu a ajudei. – Noah olhou por cima do ombro ao ouvir o som de uma mesa se quebrando, e logo souberam que o zumbi não demoraria para ser derrotado.

-Um mortal que vê através da Névoa? – o garoto indagou mais para si mesmo do que para os fugitivos. – De qualquer modo, leve-a para fora.

O irmão adotivo avançou pela chuva deparando-se com uma rua extremamente deserta e molhada, enquanto voltava-se para encarar o novo rapaz ainda ocupado com sua flauta. Logo começou a tocar uma melodia doce, enquanto os gritos da criatura se iniciavam. Em poucos segundos estava se juntando à dupla.

-Preciso levá-la para um lugar seguro, o único lugar para pessoas como ela. – disse para Noah. – Eu aluguei um carro, está a poucas quadras daqui.

-Certo, vamos...

-Você não pode ir. Não é como ela! – o rapaz falou para Noah em meio à chuva. Ainda no bar, um grito estridente começou após um doloroso alento. – A hera venenosa não irá segurá-la por muito tempo, e não podemos demorar. Raras vezes eu vi um poder como aquele...

Ezria fechou os olhos, e só voltou a abri-los quando sentiu seu corpo ser deitado contra o assento traseiro de um veículo. Noah, entretanto, permaneceu na chuva. O rapaz desconhecido assumiu o banco do motorista.

-Cuide dela. – ouviu a voz do irmão mais uma vez. A porta foi fechada, e ela deixou-se ser dominada pelas sombras.

Habilidades: Resistência e persuasão.

Presentes de reclamação:
¢ Styx - Espada de ferro estígio, um metal negro e sem brilho, ao abrir um ferimento na pele, mesmo que superficial, causa dor intensa no local. Um golpe profundo pode causa falência de um dos sentidos por duas rodadas. Também possui a capacidade de absorver a alma daqueles a quem mata [Almas= 0]

¢ Cão Infernal (Etrigan) -[Temperamental, só atende aos comandos de sua dona e comunica-se com a mesma através dos pensamentos]. O cão ainda é filhote e cresce de acordo com seu nível. 
Sua mordida não é letal, o impacto dela tende a piorar com o passar das horas, por isso, deve ser tratado o quanto antes. 

¢ Réplica do Elmo - Assim como o verdadeiro, torna quem o usar invisível por duas rodadas. É negro com penugem preta piano.

Poder Usado (1):
LEVEL 1
Necromancer I – Com um cântico, o filho de Hades consegue invocar espíritos ou mortos (como “zombies”). Neste nível o máximo permitido é um “invocado”. (Tem 100HP/EP)





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Re: Teste para Filhos de Hades

Mensagem por Hades em Ter 6 Dez 2016 - 20:56

Avaliação
APROVADA - Ezria

Por mim! Menina, que ficha maravilhosa. Adorei sua escrita, estou com um bolo no peito até agora por causa dela. Tudo foi muito lindo de ler, parabéns. Sinto muito pelo transtorno que lhe fiz passar, espero poder compensar de alguma forma -q Bem vinda ao acampamento, filha!
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Re: Teste para Filhos de Hades

Mensagem por Alex R. Fabbri em Sex 16 Dez 2016 - 20:19

Ficha de personagem



Nome do personagem:


Adrian Ebert Kohls


Idade:


27 anos

Porque deseja ser reclamado?:


Ser reconhecido como príncipe das trevas ou filho do mundo inferior, ser perseguido e encontrado por qualquer monstro em um raio de 9km, ser subestimado por interação fraca, conversar com espíritos de pessoas que nunca vira na vida… É, ser filho de Hades não é um mar de rosas, e, não é como se Adrian morresse de amores por meu pai, mas, ele que o dera a vida, o jovem deve isso a ele, no mínimo. Além de tentar compreendê-lo, Hades tem uma personalidade difícil, assim como o mesmo, e muitas vezes pode ser mau interpretado. Ebert não quer ser uma das pessoas que vão julgar-lhe assim. Afinal, é seu filho.

História:


Características Físicas: Adrian possui a pele pálida e o corpo levemente definido, devido aos exercícios que fez em sua juventude, ajudando sua avó a manter a horta saudável enquanto morava na Itália. Seus olhos, levemente acinzentados, encontram-se em duas crateras negras, suas olheiras crônicas. Seu rosto também possui uma aparência cadavérica, deixando os ossos do maxilar expostos, assim como os das maçãs. Dono de cabelos castalhos e rebeldes o jovem tem 1,88m. Seu rosto, fora as sobrancelhas e barba, é desprovido de cor, nem seus lábios possuem coloração. Aqueles que o veem andando pelas ruas podem jurar que o garoto é um recém saído do cemitério, pois, possui a aparência de alguém que já poderia estar morto.

Características psicológicas: Como dito anteriormente, Ebert fora criado na Itália, mais precisamente no interior, por sua avó. O jovem nunca teve muito contato com a tecnologia e tudo o que aprendera veio da própria parente e dos livros que a mesma possuía em casa, por isso, o jovem prefere, muitas vezes, ficar sozinho a ter de socializar com as demais pessoas. Pode ser considerado frio, por isso, e, até mesmo, calculista, por pensar sempre antes de agir, levando em consideração se obterá, ou não, vantagens em suas ações futuras. Por ter sido criado de forma tão arcaica, Adrian não tem uma visão de mundo muito jovial, e, trata as pessoas como se ainda vivesse no século passado. Pode-se dizer que o garoto é, literalmente, das antigas.

História:

Eram meados de 88 quando Maria – a mãe de Adrian – conheceu Hades, lógico, sem saber que era o deus do mundo inferior. Naquela ocasião ele se apresentara para ela como Fernan. Na ocasião, Maria estava passando em frente ao Castel Vecchio, eram meados de novembro, as pessoas já ansiosas para o mês seguinte em que haveria o natal. Fernan estava caminhando na direção oposta, apreciando a noite quando esbarrou com ela, derrubando suas sacolas no chão. O deus pediu-lhe desculpas e, ao observar sua face, ficou encantado com a beleza da mesma.

Mesmo sabendo que não era algo ideal a se fazer, Fernan continuou procurando-a após o encontro. Em pouco descobriu que a família da moça era dona de um pequeno restaurante na cidade de Verona, e, começou a frequentá-lo, aproximando-se cada vez mais de Maria. Logo conheceu os pais da moça e, pouco tempo depois, começaram a namorar.

Maria não demorou a se entregar para Fernan e logo veio a grande descoberta: estava esperando um filho do homem. O esperado é que, apaixonado como parecia estar, pedisse a mão dela em casamento e, logo após a cerimônia, a prole viesse a nascer. Não foi isso que aconteceu. O homem lhe contou que sua vida era muito complicada e que não poderia assumir o compromisso do filho com ela, pouco depois sumiu e nunca mais fora visto nem em Verona nem nos arredores do lugar.

Após esse fato, Maria caiu em uma profunda depressão e foi morar no interior de Verona, junto com sua mãe. O restaurante ficou nas mãos de seu pai, que, pouco tempo depois, veio a falecer, deixando o local falir. O único meio de ganho da família se tornou a agricultura, mantido pela mãe de Maria, os produtos sendo vendidos para restaurantes e mercados da cidade.

***

Julho chegara e, com o mês, o nascimento do garoto. Maria não estava nem um pouco ansiosa em ver o rosto da prole, pois, sabia que lembrar-se-ia de Fernan e não queria nada ligado ao homem, por mais que sentisse sua falta. Mas, as contrações do parto foram muito intensas para que a mesma aguentasse e perdesse o bebê, em pouco tempo, estava deitada na cama de sua mãe ao berros enquanto sangue saía de suas intimidades combinado a placenta e o cordão umbilical.

O jovem bebê nascera saudável, pesando aproximadamente 3,860. A avó, então, levou o bebê aos braços da mãe que sorriu ao vê-lo dando o último suspiro de sua vida. Em desespero, a mãe de Maria começou a gritar seu nome, fazendo o bebê em seus braços começar a chorar. A jovem mulher havia morrido com o nascimento da própria prole.

Então, após o enterro da filha, a avó de Adrian levou-o até o cartório e o registrou apenas com o nome da família, dando-o o nome do próprio avô, que morrera antes mesmo de conhecer o neto: Adrian Ebert Kohls.

***

Adrian nunca fora uma criança muito ativa, não gostava de brincar ou de correr, pelo contrário, preferia ficar em casa lendo os livros da biblioteca da avó, ou, nas plantações, colhendo e plantando novos frutos. Uma vez por semana o jovem acompanhava a idosa até a feira e a ajudava a vender os alimentos para os restaurantes e mercados, voltando para casa com um pouco de dinheiro e outros mantimentos.

O jovem nunca teve amigos ou namoradas, assim como nunca frequentara uma escola de verdade. Tudo o que aprendera sua avó o ensinara. Desde a leitura até a escrita. A fala e os passos. Tudo, absolutamente tudo ela quem o ensinara.

Mas, a quem pensa, a vida dos dois não era algo calmo e sem preocupações. Sua avó sabia que coisas sobrenaturais aconteciam na região em que moravam. Parte dela acreditava ser devido a antigas lendas urbanas, mas, não se cansava de encontrar o neto conversando sozinho, ou melhor, achava que o mesmo estava conversando sozinho. Quando perguntava Adrian apenas dizia que era um conhecido ou algo do gênero.

A velha mulher nunca quis levá-lo a um médico ou algo do gênero, tinha medo de o cogitarem louco e que o separassem dela, já estava no fim da vida e não pretendia passar seus últimos momentos sozinha no meio do nada. Adrian, por mais calado que fosse, era sangue do seu sangue e cuidava dela, apesar do jeito frio e distante.



Luta contra monstro:





 Ebert já havia deparado-se com criaturas estranhas antes, mas, nunca ficara frente a frente com uma. Ao menos achava que eram pequenos demônios que habitavam a terra, perseguindo os pecadores. Como evitava fazer coisas erradas e o máximo que fazia era responder sua avó quando estava brigando com ele, não achava que os mesmos fossem algum dia atrás dele. Mas, estava errado e no fundo sabia disso.

Era um dia como outro qualquer, uma quarta-feira, dia de levar os produtos para a cidade. Avó e neto estavam voltando com as poucas mercadorias que a renda deu para comprar quando o carro sofreu um forte solavanco e capotou três vezes na destra do garoto, descendo um pequeno barranco que havia na estrada.

Apesar de ter chocado a cabeça contra o volante o jovem conseguiu recuperar a consciência de forma rápida e observar sua avó largada, de qualquer jeito, ao seu lado. Seu corpo havia saído pela janela e o para-choque do carro, arrancado pelo impacto, acabou indo em direção ao rosto da mesma e o machucando seriamente. O jovem cambaleou até onde a mais velha estava, sem dar-se conta de que uma criatura os espreitava, e retirou o material dali, observando com mais atenção os ferimentos da avó e começando a entrar em desespero e pensar em como chamaria ajuda.

Kohls começou a olhar a sua volta e foi então que ouviu, antes mesmo de ver, as passadas de um grande animal vindo em sua direção. Devido a sua experiência rural o jovem sabia que se tratavam de cascos, mas, algo dentro de si gritava para ele que era algo muito maior que uma vaca. O que poderia ser?

Adrian aproximou-se novamente do para-choque e o segurou firmemente nas mãos, observando atentamente a clareira a sua frente, de uma ponta a outra, atento a qualquer movimento possível, mas, o animal, ou melhor, a criatura que surgiu a sua frente era muito maior que qualquer pensamento do garoto.

Foi então que o viu pela primeira vez. Era uma criatura cadavérica, as costelas a mostra em sua pele gasta e rasgada. Sua face era esquelética e os dentes pontudos, encardidos pelo sangue de vítimas anteriores. Seus olhos eram de um cinza leitoso, indicado que a criatura era cega. Mas, afinal, o que seria aquilo? Um cavalo zumbi? Um demônio carnívoro?

O queixo do jovem praticamente foi ao chão quando viu aquela monstruosidade se aproximando. Nem os livros da avó continham uma descrição capaz de fazê-lo imaginar uma criatura como aquela. Com as mãos trêmulas e ainda segurando o para-choque, Adrian começou a andar para trás, se afastando da criatura que relinchava a sua frente. Mas, com a atitude, acabou esbarrando no corpo de sua avó, praticamente pendurado na janela do carro.

Olhando de um corpo para outro, sem saber o que fazer, e sabendo que ninguém acreditaria nele mesmo que desenhasse a cena, Ebert largou o para-choque no chão e levou as mãos até as costas da avó, segurando firmemente em seu vestido e a retirando do automóvel. Colocou-a em suas costas de forma que seus braços ficassem ao redor do pescoço do mesmo e pegou o para-choque novamente, começando a correr em direção a sua casa.

Podia ouvir o som dos cascos atrás de si, trotando abertamente, como se a criatura se divertisse em meio a perseguição. E, talvez, realmente fosse aquilo mesmo. Mas a criatura pareceu se cansar da brincadeira muito antes do jovem conseguir atingir vinte metros de corrida, ou melhor, de passos rápidos cambaleantes.

A criatura aproximou-se dos dois dois corpos em movimento com tamanha facilidade, e, em um piscar de olhos, mordiscou uma das pernas da avó do garoto, fazendo-a despertar em um grito agudo muito próximo aos ouvidos de Adrian, o que o fez assustar-se e afrouxar um pouco a força com que a segurava.

O jovem agora encontrava-se em meio a um dilema: de um lado a criatura puxava sua avó e do outro a velha mulher segurava-se em seu pescoço com as unhas, rasgando-lhe a pele. Ele não poderia deixá-la morrer daquela forma, mas, se tentasse puxá-la em um cabo de guerra, acabaria sufocado e viraria ração de cavalo sem nem ao menos lutar.

Ebert, então, virou-se para a avó, ficando frente a frente com ela, e ergueu o para-choque, golpeando sua cabeça e fazendo-a explodir em uma grande porção de carne moída de miolos.

— Desculpe-me. — Falou, seus olhos não possuíam lágrimas. — Sobrevivência do mais forte.

A criatura, em pouco tempo, aproximou-se da mulher e, com os dentes encardidos, começou a rasgar-lhe a carne. Aquela era a distração perfeita para que Kohls pudesse começar a correr e sair daquele lugar. A criatura ainda demoraria um pouco alimentando-se do corpo da avó e, talvez, perdesse o interesse nele.

Utilizando-se desse raciocínio, Adrian começou a correr – ainda com o para-choque em mãos – na direção da mata fechada que cercava a clareira. Mas, sua atitude acabou chamando atenção da criatura que, em pouco tempo, corria atrás dele, perdendo totalmente o interesse em sua presa inacabada.

O rapaz praguejou baixinho e continuou a correr rasgando o rosto e os braços nos galhos soltos pendurados entre as árvores. Seu coração batia a mil dentro do peito chegando a queimar, praticamente. Mas não era suficiente. Nunca era.

A criatura conseguiu segurar-lhe ao mordiscar suas costas, conseguindo pegar apenas a camisa e rasgando-a. Com o impulso da parada brusca o jovem foi lançado ao chão e saiu rolando na destra do cavalo enquanto o para-choque caía do lado oposto. Adrian agora estava frente a frente com a criatura, desarmado.

Percebendo o hálito morno da criatura próximo a sua perna o garoto se mexe com rapidez e recua um pouco erguendo o membro e o golpeando na região do peitoral. A criatura parecia não sentir dor alguma, sua aparência também indicava ao garoto ser alguma coisa morta. Não era muito diferente de alguns animais que já vira erguer-se do chão, provavelmente animais de estimação enterrados, mas, nunca os vira comer carne. Ao menos não carne humana.

Mas não era hora de ficar se perguntando de onde a criatura viera. Adrian lançou o golpe novamente, agora, com um pouco mais de força e recuou tentando levantar-se, mas, a criatura conseguiu segurar em sua panturrilha e puxá-lo para mais próximo a ela. Então, girando o corpo e apoiando-se no chão com a mão livre, o garoto deu-lhe uma cotovelada na altura da cabeça, fazendo o cavalo soltar sua perna, agora ensanguentada.

Cambaleando, Ebert consegue chegar até o para-choque bem  a tempo que o cavalo lhe alcança e, lançando-se ao chão como impulso, penetra o material no corpo do animal de forma que atravesse seu peitoral e saia pelas costas, mas, o animal parece não sentir absolutamente nada, pelo contrário, parece manter-se intacto e ficar com mais raiva e ânsia pelo sangue do garoto.

Adrian, então, recua arrastando-se pelo chão e deixando um rastro de sangue pelo chão de terra batida. Suas costas batem contra uma árvore e ele se vê sem saída, provavelmente a morte viria buscá-lo mais rápido que o planejado.

Foi então que, não só ele como a criatura a sua frente, ouviu um som de mais cascos. Ebert já estava se perguntando se seria outra criatura sedenta de sangue quando viu um homem metade burro. Ele ergueu a sobrancelha ao observar o humanoide se aproximar com uma garota de pele pálida e, juntos, conterem o cavalo.

O jovem homem se aproximou de Kohls e lhe estendeu a mão.

— Desculpe a demora, Adrian. — Sorriu. — Vamos, vou te tirar daqui.

E, ao se levantar, percebeu que o mundo girava. Em pouco tempo seu corpo foi de encontro ao chão. Estava apagado.

***

Não sabia ao certo quanto tempo passara adormecido, mas, quando acordou viu que estava numa espécie de cabine de um hospital, ou, algo do gênero. Uma garota de cabelos da cor dos raios do sol se aproximou dele e o examinou, pondo uma lanterna próxima a seu rosto e examinando suas pupilas.

— Parece que está melhor, Ebert. — Sorriu. — Bem vindo ao Acampamento.

PRESENTES:

¢ Styx - Espada de ferro estígio, um metal negro e sem brilho, ao abrir um ferimento na pele, mesmo que superficial, causa dor intensa no local. Um golpe profundo pode causa falência de um dos sentidos por duas rodadas. Também possui a capacidade de absorver a alma daqueles a quem mata [Almas= 0]

¢ Cão Infernal (Kael) -[O cão sempre fica ao lado do dono, não importando para onde o mesmo vá. Kael é um cão extremamente calado, nunca late ou grunhe para alguém, a menos que seu dono o ordene. Pode-se dizer que é o único amigo da prole de Hades, sempre o ouvindo e o ajudando a fazer coisas rotineiras. ] O cão ainda é filhote e cresce de acordo com seu nível. 
Sua mordida não é letal, o impacto dela tende a piorar com o passar das horas, por isso, deve ser tratado o quanto antes. 

¢ Escudo Submundano - Banhado no Rio Estíge, absorve o impacto dos ataques. (Opcional)  
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Re: Teste para Filhos de Hades

Mensagem por Hades em Sex 16 Dez 2016 - 22:02

Avaliação
APROVADO - Adrian

Bom, vamos lá. Adorei sua ficha. Ela foi bem simples mas bem explicada, não encontrei erros e sua luta foi convincente sério que precisava mesmo matar sua vó? Que coisa mais feia!. Bem vindo ao acampamento, filho!




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Re: Teste para Filhos de Hades

Mensagem por Benjamin E. Blackhell em Ter 27 Jun 2017 - 22:24




Nome: Samwell Blackhell.

Idade: 19 anos.

Porque quer ser reclamado por esse Deus: 1º - Estou querendo voltar às origens do Samwell Backhell 1º (conta que foi excluída). 2º - Hades combina muito mais com a personalidade que Sam tem/terá. 3º - A história desse Deus muito me interessa, principalmente ao se pensar que ele é um deus excluído do Olimpo.

História: Samwell cresceu e viveu até os seus 9 anos num local barra pesada no subúrbio de Nova York com sua mãe Liz. O garoto foi muito bem educado alá educação Inglesa graças à sua descendência, porém sempre fora muito calado. Aos 3 anos de idade começou a fazer aulas de esgrima e artes marciais. Aos 4, sua mãe começou a lhe dar aula de grego antigo e mitologia. Nunca foi a escola normal e nunca teve nenhum amigo. Era fechado em si mesmo, abria-se apenas com sua mãe e gostava disso. Cresceu sendo independente dela, era muito responsável com suas coisas, sabia cuidar de si mesmo desde sempre e aos 7 anos começou a participar de campeonatos e amostras de artes marciais afim de ajudar com as despesas da casa. Embora muito adepto à lutas, Sam nunca gostou de se envolver em uma, gostava de ficar quieto em seu canto sem ter que se envolver com ninguém, fato que o fez alvo número um das gangues de seu pequeno e fétido bairro. Ágil como sempre, o garoto conseguia se livrar dessas confusões e nunca levou brigas para dentro de casa.

Ao longo dos anos sozinho com sua mãe, o menino alimentava um ódio profundo por seu pai toda vez que via o quanto sua mãe trabalhava para cuidar dos dois. Porém gostava da ideia de ser o homem da casa e ter que protegê-la dos perigos. Aos 11 anos toda a identidade de Samwell lhe foi entregue, mas mesmo conhecendo toda a sua história e todos os perigos que corria, o ódio pelo homem que os abandonou - que naquele momento já possuía nome em sua cabeça, Hades - não diminuiu. Sua vida começou a mudar e ele percebeu isso. De repente, não podia mais sair de casa sem sua espada, na verdade nem possuía mais vontade de sair, o garoto só queria poder estar ao lado de sua mãe 24 horas a fim de protegê-la. Os estudos sobre mitologia começaram a fazer sentindo e ele começou a levá-los mais a sério, sempre tentando aplicar aquilo à vida real, tentando convencer-se da veracidade de que tudo o que estava naqueles livros.

Aos 17 anos Samwell perdeu sua mãe enquanto ia até a padaria no final da tarde. Seu mundo caiu ao vê-la caída na cozinha sem respirar. Ele nunca descobriu os motivos que levaram à sua morte, mas deu-lhe um enterro no qual ele sabia que ela queria. Um deserto afastado de tudo e de todos, o lugar preferido dos dois e onde ela dizia ter conhecido Hades. Foi ali que ele a enterrou e lhe deixou ser livre. Na volta para casa no meio da madrugada ele se viu num impasse. Não sabia aonde ir, mas sabia que não poderia ficar com a casa. Decidiu então deixá-la, pegando seus pertences pessoais, roupas e um pouco de comida pronta que possuía dentro de casa. Sabia que não conseguiria viver muito tempo com os 19 dólares que possuía na carteira, então a caminho de lugar nenhum assim que amanheceu e os estabelecimentos abriram, retirou todo o dinheiro existente na conta de sua mãe. Poderia sobreviver uns cinco meses no máximo com aquele dinheiro, contando comida e a gasolina do carro, portanto saiu dali satisfeito. Passou 6 semanas revezando as noites no carro ou em algum motel furreca de estrada, não por ter abandonado Nova York, apenas porque nesses lugares sua estadia sempre saia mais barato.

O dinheiro já estava quase no fim e ele sabia que precisava de algo para se sustentar, mas nunca iria se entregar às gangues e venderia drogas. Pensou em servir no exército, porém nunca havia conseguido se imaginar em um local como aquele. Foi então ao único lugar em que saberia que não teria problemas em arrumar dinheiro, afinal, poderia muito bem fingir ter idade suficiente e mesmo que não acreditassem nisso, um menor de idade chamaria muito a atenção de alguns clientes. Desenvolveu um vício em sexo durante o tempo em que trabalhou como prostituto nas casas noturnas, assim como aprendeu maravilhosamente bem a arte do bdsm. Não havia nenhum cliente que saia de sua cama insatisfeito e Sam simplesmente adorava ter diversos em sua cama todas as noites, sem folgas.

Depois de um ano trabalhando em casas noturnas diferentes - por conta de "acidentes" que aconteciam na que trabalhava por muito tempo -, um cliente um pouco diferente dos outros que estava acostumado, se apresentou como sátiro e levou-o ao que mais tarde ele conheceu como Acampamento Meio-Sangue.

Lute contra um monstro: Fechei a porta atrás do último cliente da noite ou da madrugada. Já eram 5h30 da manhã e eu sabia que o clube embaixo já devia estar fechado. Tranquei a porta de meu quarto e olhei em volta para a bagunça que ele estava. Era sempre assim, entre um cliente e outro alguém sempre arrumava tudo e eu acabava nem vendo o que havíamos feito com o lugar, mas o último sempre ficava em minha visão.

Peguei algumas roupas que acabavam ficando para trás, as minhas que estavam espalhadas, tirei o lençol da cama, as capas dos travesseiros e joguei tudo no cesto ao lado da porta. Fui para o banho, queria aproveitar um chuveiro bom antes de voltar para o limbo que era o período entre a minha demissão e encontrar uma nova casa norturna.

A água quente caia por minha pele, ardendo todos os arranhões e cortes que eu havia adquirido nessa noite de uma forma muito boa. Fiquei embaixo dela sem me mexer por alguns minutos, sentido a dor gostosa que me fazia lembrar do prazer que havia sentido, aproveitando aquela água quente e todos os produtos bons que aquele local oferecia para mim.

Sequei meu corpo e meu cabelo rapidamente, deixando-o espetado para todos os lados, completamente bagunçado. Uma cueca, minha calça jeans surrada e a regata preta. Minha mochila já estava pronta - sempre ficava - no armário, peguei-a junto com a espada que carregava e a coloquei em cima da cama. Voltei ao banheiro e escovei os dentes, para então guardar a escova e duas pastas na minha mochila. Passei o desodorante e o guardei também. Olhei em volta a procura do meu tênis e alguém bateu em minha porta.

— Já encerrei! — respondi e encarei o relógio indicando 5h58. Isso era estranho, ninguém vinha me procurar essa hora, era para ser nosso tempo de descanso. As batidas voltaram a se repetir. — Estou ocupado! — ninguém bateria em minha porta aquela hora, ainda mais porque o aviso que usava para indicar quando estava com um cliente ainda estava lá fora... Droga.

Foi automático. Ao mesmo tempo que entendi que aquilo não era um chamado de qualquer pessoa da boate, me joguei em direção a cama onde estava minha espada e o barulho da porta caindo invadiu o pequeno quarto.

— Caralho, não precisava ter destruído a porta. — reclamei baixo ao levantar a espada para me proteger. Não havia tempo para respirar, isso era fato e completamente diferente do que estava acostumado. Normalmente esses monstros costumam gostar de conversar e demorar um pouco em seus ataques, mas pelo jeito, essa não estava afim de uma conversa.

O barulho do metal da espada contra as garras afiadas da Empousa foi alto, o típico som que te deixa bastante agoniado, mas não havia tempo. Ela disse algo que eu não escutei, minha cabeça estava ocupada por muitos pensamentos aletórios para não deixá-la a controlar. Seu sorriso era maligno, ao mesmo tempo que completamente assustador e por mais horrorosa que ela era em sua forma original, eu ainda sentia um pouco de vontade de fodê-la ali mesmo. Droga. Senti o quente do meu sangue escorrer em meu braço esquerdo e suas garras se fechando em meus ombros. Afinal, em que momento ela tinha conseguido ir para as minhas costas e me prender entre suas unhas (se é que aquilo era uma unha). Lutei contra a vontade que eu estava de sentir seus lábios em meu pescoço e joguei meu braço para trás com a maior força que consegui reunir, sentindo suas unhas afundarem ainda mais em meus ombros e então se soltarem. O sangue começou a sair de meus omrbos, porém a Empousa estava no chão.

Não demorei, assim que percebi seu corpo inconsciente, peguei minha mochila em minhas costas e corri para a janela. O quarto em que eu estava era no segundo andar, mas graças a experiência desses anos fugindo, meu carro estava estacionado bem embaixo. Ótimo... Olhei para trás em uma fração de segundos para ter certeza que o bicho ainda não havia levantado, joguei minha mochila e então pulei. Senti o impacto com chão de concreto rapidamente antes de terminar o pulo com um rolamento, amenizando o perigo daquilo tudo. Levantei do chão pegando a chave em meu bolso, peguei a mochila e abri meu carro, jogando-a lá dentro e entrando em seguida. Já havia feito aquilo tantas vezes, que a partida já era automático para o meu corpo e logo já estava na rua, indo para longe dali.

— Ótimo, fiquei sem meu tênis graças a esse desgraçado! — reclamei, sentindo a adrenalina começar a passar e as dores da recente luta aparecerem.

Obs. adicionar a marca: ¢ Sedução — Quatro cicatrizes em forma de buraco em ambos os ombros feitos por uma Empousa em sua última luta antes de ir para o acampamento meio-sangue.

Habilidades: Hades - Resistência e Persuasão.

Presentes de reclamação:
Presentes de Hades:
¢ Styx - Espada de ferro estígio, um metal negro e sem brilho, ao abrir um ferimento na pele, mesmo que superficial, causa dor intensa no local. Um golpe profundo pode causa falência de um dos sentidos por duas rodadas. Também possui a capacidade de absorver a alma daqueles a quem mata [Almas= 0]
¢ Cão Infernal (Mascote) -[ESCOLHA A PERSONALIDADE] O cão ainda é filhote e cresce de acordo com seu nível.
Sua mordida não é letal, o impacto dela tende a piorar com o passar das horas, por isso, deve ser tratado o quanto antes.
¢ Réplica do Elmo - Assim como o verdadeiro, torna quem o usar invisível por duas rodadas. É negro com penugem preta piano.

Gostaria de fazer um pedido: Já que eu já possuo algumas coisas em meu arsenal, queria fazer algumas junções com o que já tenho.
  • Retirar Escudo Pirotesco, Martelo das Forjas e Kit do pai, além de todo material de forja.
  • Atualizar: Elmo e Armadura de Bronze Celestial PARA ¢ Réplica da Defesa — Aparentemente uma dog tag de metal fosco contendo nome, tipo sanguíneo (A-) e progenitor (sendo este só visto por semideuses). Transforma-se em uma armadura de Bronze Celestial e em uma réplica do elmo de seu pai, Hades, sendo este negro com penugem preta piano. Pode ser ativado tornando quem o usar invisível por duas rodadas.
  • Atualizar: Espada de Bronze Celestial PARA ¢ Anel de Styx — Aparentemente um anel preto de madeira antiga e liso. Ao ser ativado, uma espada de ferro estígio, um metal negro e sem brilho. Ao abrir um ferimento na pele, mesmo que superficial, causa dor intensa no local. Um golpe profundo pode causa falência de um dos sentidos por duas rodadas. Também possui a capacidade de absorver a alma daqueles a quem mata [Almas= 0].
  • Adicionar em M²: ¢ Cão Infernal (Nymeria - F) [Filhote] - Nymeria é uma cadela da raça Husky Siberiano. Seus pelos são completamente negros, possuindo apenas a ponta das patas em branco. Seus olhos são vermelhos (típicos de cães infernais). É uma cadela bastante obediente e carinhosa com seu dono. Estranha facilmente qualquer um que se aproxime de Samwell e é extremamente leal à ele. Sua mordida não é letal, o impacto dela tende a piorar com o passar das horas, por isso, deve ser tratado o quanto antes.

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Re: Teste para Filhos de Hades

Mensagem por Zeus em Qui 29 Jun 2017 - 21:23

Avaliação
APROVADOSamwell

Adoro.
Não achei muitos errinhos, mas acho que você podia ter se aproveitado dela e depois a matado qq, sua ficha estava bom, bem vindo ao grupo Summertime Sadness. q Apenas lembrando, sua conta é zerada.
Adeus armas cry

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Re: Teste para Filhos de Hades

Mensagem por Poseidon em Sab 19 Ago 2017 - 12:03

Avaliação
Kyros,

Começaremos a avaliação pelo primeiro ponto: o motivo ao qual escolheu o deus desejado. Eu, particularmente, não gosto de motivos que envolvam a trama em off, ou seja, o planejamento do personagem ou o gosto pelo deus, como você mesmo falou que já é filho do mesmo em outros fóruns. Também encontrei alguns erros ortográficos e marcas de oralidade, minha dica é ler o post antes de postá-lo, reparando essas coisas.

A sua história é bem envolvente e construída, gostei da forma como inseriu um cavaleiro de Hades, me lembrou bastante a relação de Nico Di Angelo com Hazel, na saga. Também reparei em alguns erros mas a trama foi suficiente para suprir eles.

Em relação a batalha, digo o mesmo.

Meu relatório final é que você foi aprovado, contudo, foque em minhas observações, evite cometer os mesmos erros futuramente. Queremos a sua evolução, não o regresso.

Aprovado.

OBS.: As medidas de avatar do forum são 250x400, peço que mude seu avatar ou deixe-o de acordo com as medidas, caso contrário, será removido sem aviso prévio.

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so got me looking crazy in love
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