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Enfermaria Central

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Enfermaria Central

Mensagem por Nyx em Seg 15 Jun 2015 - 17:19

Relembrando a primeira mensagem :

br>
Enfermaria Central
A enfermaria é um amplo espaço, com cerca de 60 leitos: 30 na parede norte, que dá vista para os campos de morango, e 30 na parede leste, que dá vista para a floresta. As paredes são brancas, assim como as cortinas e os lençóis e cobertas. Alguns quadros com pinturas de Asclépio, ou Apolo, encontram-se pendurados na parede sul. 
   Em um canto há prateleiras com várias poções, medicamentos, ingredientes e afins, utilizados por Elizabeth Sulivan, a curandeira-mestre, filha de Hermes e seguidora de Asclépio; Louis Pettershmith, um filho de Apolo; Lola Knight, uma filha de Quione e, assim como Elizabeth, seguidora do deus da medicina. 



Sobre os NPC's:

     - Elizabeth Sulivan
     Filha de Hermes
     19 anos
     Curandeira Geral da Enfermaria Central
     Personalidade: Elizabeth, ou Lizzie para os mais íntimos, é uma jovem de personalidade forte. Desde os cinco anos está no acampamento, e desde os dez atua na arte da cura. É a melhor curandeira do acampamento inteiro. Costuma estar sempre de cenho franzido, e é completamente cega sem seus óculos. Emana sempre uma aura de paz e tranquilidade, e costuma ser eficiente no trabalho que faz. Não é fã de piadinhas e brincadeirinhas bobas, mas não nega um sorriso ou dois. Por mais que não admita, é apegada à Louis e Lola, e cuida de ambos com carinho.



   - Louis Pettershmith
     Filho de Apolo
     15 anos
     Personalidade: Bobalhão ao extremo, como todo filho de Apolo. Talentoso na arte da cura, o jovem abandonou os campos de batalha para salvar vidas. Consegue ser sério e divertido ao mesmo tempo, e sempre leva tudo na esportiva. É um rapaz alto e magro, com madeixas cor de areia e penetrantes olhos azuis. Costuma usar roupas claras, jeans e tênis, além de gostar de tocar lira para os pacientes do lugar.



    - Lola Knight
    Filha de Quione
    17 anos
    Personalidade: Lola era uma garota sombria. Foi abandonada pelo pai, e cresceu nas ruas até ser atacada por um ciclope, mas foi salva por Elizabeth. Desde então, seu mundo virou de pernas para o ar ao descobrir que era uma semideusa, e descobriu no acampamento meio-sangue o que é um verdadeiro lar. Assim como descobriu em Lizzie o amor de um irmão, uma vez que nunca o teve. Acompanhando sempre a enfermeira-chefe, Lola abriu mão dos campos de batalha para auxiliar a mais nova amiga na arte da cura, virando assim seguidora do deus da medicina. Ainda é uma garota fechada, mas bem carinhosa e superprotetora com relação à Lizzie.


   - Regras:
   1. Vamos lá: enfermaria é um local de descanso, então nada de badernas, brigas e etc. Aqueles que o fizerem serão punidos.
   2. Ao entrar aqui deixe sempre bem claro em seu post o que sente, ou onde está ferido. Use os NPC's a vontade.
   3. Por favor, evitem usar templates com cores cegantes. Eles dificultam a leitura dos demais.
   4. O mínimo a se recuperar é 5 HP/MP.



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Re: Enfermaria Central

Mensagem por Freya Magnum em Ter 25 Jul 2017 - 14:58


Recuperação
Enfermaria, com Louis, enjoada.

Eu não me sentia muito bem e ainda estava com alguns machucados devido ao treino que havia feito no dia anterior. Me arrastei pelo Acampamento até chegar na Enfermaria Geral. Quando cheguei ao lugar desejado, sentei em um leito e aguardei pacientemente um dos responsáveis chegar, sorrindo. Era, claramente, um filho de Apolo e eu sabia que seu nome era Louis. Sabia que estaria em boas mãos e era melhor que eu contasse a ele tudo o que sentia e sobre os pequenos machucados para que o trabalho fosse completo.

Boa tarde! Como se sente? O que lhe trouxe a enfermaria em um dia tão belo quanto este? — Perguntou para mim e sorri de volta para o rapaz quando respondi, em um tom amigável e bem alegre.

Me sinto um pouco tonta e enjoada, um pouco cansada também. E tenho alguns ferimentos pequenos do treino de ontem.

O rapaz pareceu entender e, após pedir licença, trouxe para mim um chá de algo que não sabia definir o que era, porém era doce e refrescante. Tomei todo o chá e o semideus me deitar na cama. Tirei os sapatos e me acomodei na cama, Louis me explicou que o chá recebia menta e mel, que servia para dar mais energia e vigor a alguém, além de ervas próprias para tratar enjoos e tonturas. Disse que demoraria um pouco para ter efeito e que eu devia esperar ali, para o caso de precisar de mais alguma coisa. Para os ferimentos, ele usou uma habilidade de seu pai cuja essência me escapava, mas seguindo ele usava a luz e energia solar para fechar os ferimentos.

O descanso combinado com o chá pareceu fazer efeito, além da paz da enfermaria ser grande o suficiente para que me fosse dado o direito de ter um descanso sem gritos, portas batendo e qualquer outra coisa que perturbasse a paz. Pedi mais um pouco do chá, pois após quase uma hora ali não havia visto nenhum efeito e, em geral, era mais ou menos esse tempo que medicamentos e chás levavam para funcionar. Tomei mais duas xícaras do chá enquanto aguardava o efeito.

Conversava com uma paciente na cama ao lado, em voz baixa. Ela havia retornado de uma missão bem ferida e doente, então estava sendo mantida ali para se recuperar totalmente dos danos físicos, mentais e energéticos sofridos na missão. Havia sido uma missão em Los Angeles e ela não me contou o que havia enfrentado, mas fora uma briga feia. Quando ela estava me contando detalhes da história, a prole de Apolo veio me perguntar como eu me sentia e disse que já me sentia bem melhor. Então fui liberada da enfermaria e sai do lugar, após me despedir dos dois e agradeci ao rapaz pelos cuidados. Desejei também a semideusa, filha de Macária, melhoras e fui para o meu compromisso com Astaroth.

Habilidade do filho de Apolo:
☼ Cura (Nível 22): Você poderá facilmente ter conhecimento e através de pequenos feixes de luz solar poderá se curar e curar outras pessoas.



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Re: Enfermaria Central

Mensagem por Nyx em Qua 26 Jul 2017 - 9:18

Bom dia, Freya ♥

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Re: Enfermaria Central

Mensagem por Kassandra Ivashkov em Qua 2 Ago 2017 - 20:10

Como foi que eu me machuquei?
Os olhos da filha de Zeus foram se abrindo aos poucos e se acostumando com a iluminação do local, seu peito doía e as pernas ardiam, mas ela não lembrava de nada.

Kassandra tentou se sentar na maca, mas uma jovem a impediu e apontou para o soro em seu braço.

-Se você se mexer, ele vai soltar-imediatamente Kass voltou a se deitar, ela odiava agulhas.

A garota tentava se lembrar do motivo que havia deixado-a naquele estado, mas ela não lembrava, os enfermeiros pareciam atarefados demais para dedicar alguns minutos de atenção a ela para explicar, mas por fim um pequeno garoto com cabelos encaracolados e dourados se aproximou:

-Desculpe-disse com a voz baixa.

-Desculpe? O que aconteceu?-perguntou ela, mas o simples abrir de sua boca fazia com que uma dor insuportável corresse por seu corpo.

O pequeno puxou um banquinho e se sentou, seus cachinhos caíam em seus olhos castanhos e Kassandra percebeu que ele era filho de Apolo.

-Eu e meus irmãos estávamos treinando com fogo, com... flechas de fogo-ele fez uma pausa e a memória de Kass começou a voltar.

Ela se lembrou de estar no chalé e de receber um chamado para comparecer até os estábulos porque era sua vez de fazer a limpeza, mas quando ela estava passando pelo campo de arquearia algo explodiu e ela não conseguiu se proteger.

-Nós resolvemos encher um barril com álcool e colocar uma maça em cima, nós não podíamos acertar o barril, mas daí o Henry...--ele fez mais uma pausa.

Kass estava começando a ficar irritada, mas ela não podia se mover por causa do soro e da dor.

-Quando Henry foi mirar, ele acabou espirando e a flecha acertou o barril bem na hora que você estava passando. Eu sinto muito! Não conte ao seu pai! -ele se levantou e saiu correndo.

A prole de Zeus olhou para o teto "malditos garotos" pensou, mas então sorriu e agradeceu aos deuses por estar viva.

-Vamos trocar os curativos - anunciou Lizzie.

A dor era grande, Kass teve de morder uma toalha para não gritar, as queimaduras em suas pernas eram bem feias e os panos e fitas havia colado na pele mole arrancando a pele que começava a nascer.

-Vamos precisar de anestésicos! Louis!-gritou Lizzie e a voz dela foi a última coisa que Kassandra ouviu, a dor fez com que ela desmaiasse.

Horas haviam se passado quando a consciência da filha de Zeus voltou, suas pernas estavam com novos curativos, mas não doíam, Lizzi estava deitada em uma maca exausta.

-Lo-Louis- chamou ela.

-Aconteceu algo com a Lizzie?

-Ah, não, ela só precisa descansar-ele sorriu acolhedoramente e explicou que ela havia usado seus poderes para acelerar a cicatrização nas pernas dela.

No final das contas, Kassandra havia ficado ali duas semanas até ganhar "a liberdade", suas pernas estavam curadas e sem cicatrizes, algo que apenas Lizzie seria capaz de fazer. Kass agradeceu aos cuidados e saiu da enfermaria indo direto para o chalé tomar um banho demorado.
thanks to



Kass
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Re: Enfermaria Central

Mensagem por Nyx em Qui 3 Ago 2017 - 20:50

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Re: Enfermaria Central

Mensagem por Hylla K. Werstonem em Dom 20 Ago 2017 - 9:24




medicine




enfermaria


† Após o evento "Attack on Titan"

Estava desacordada. Enquanto o movimento na enfermaria era constante e veloz, muitos tomavam-na por um cadáver. Pálida, sem movimentos, a não ser o mínimo subir e descer de seu peito — respirava, ainda que fracamente. Tinha perto de si o cão infernal, ainda sujo de lama e sangue, enquanto guardava o leito de sua dona. Curandeiros e espíritos da natureza tentavam ajudar como podiam os campistas sobreviventes ao último ataque. A vitória custara um preço caro: inúmeras mortes, uma quantidade de destruição nas construções mais próximas à Colina, além do surgimento de uma nova deusa.

Hylla havia desmaiado após o desaparecimento de Arissa, contudo em nada isso tinha relação ao seu estado clínico. Estava exausta por ter lutado com uma criatura inúmeras vezes maior que ela mesma, e acima disso, vencido.

Sua magia havia se provado essencial, mas e agora? Com gigantes e deusas do espaço-tempo, tudo o que queria era retornar à Ilha de Circe. Todavia, sua deusa patrona havia esclarecido: sua partida era necessária. Haviam mais problemas no mundo dos homens, problemas que em nada se comparavam aos ocorridos naquele oásis no oceano. Na escuridão atrás das pálpebras, revia os últimos detalhes da batalha. Semideuses gritavam, uns de fúria, outros de tristeza e medo. Havia fogo, fumaça e ossos de Titãs derrotados.

Ela também havia recebido um item: uma espécie de capa especial. Dizia-se que era de um material demasiado resistente e leve, um auxílio perfeito aos confrontos que viriam. Como se Hylla ainda quisesse estar intrínseca ao combate... Mas era preciso.

Querendo ou não, era uma guerreira. Alasca mesma lhe confirmara isso — seja com armas, magia ou com o próprio corpo, a irmã era uma combatente. Traiçoeira e venenosa, mortal como uma serpente, era assim que Hyl se considerava.

Abriu os olhos devagar, os sons enchendo seus ouvidos à medida que a visão correspondia. Moon, seu mascote, lambeu sua mão. Tinha ao seu lado um copo de néctar, mas já estava vazio, sinal de que um dos curandeiros a fizera beber momentos antes de sua perda de sentidos. Com as energias voltando aos poucos, precisava pensar nos próximos movimentos.






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Re: Enfermaria Central

Mensagem por Poseidon em Dom 20 Ago 2017 - 10:41

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Re: Enfermaria Central

Mensagem por Mufasa Hayes Reed em Seg 21 Ago 2017 - 8:46

PROCURANDO O NEMO

p sherman 42 wallaby way sydney



Após ter sido usado como experimento para o feitiço de Hylla, e, ter de ajudá-la quando, ao invés de ter êxito, paralisamos o Acampamento inteiro, devo confessar que fiquei bem destruído.

Veja bem, eu nunca havia lutado com nenhum monstro de verdade, assim, ao vivo e em cores, cem por cento real oficial. Já havia lutado por tabela, ajudando meus irmãos a me resgatarem em Fênix, mas, sozinho? Havia sido a primeira vez. Mas tudo bem, tudo começa de algum lugar mesmo...

Hylla havia paralisado o Acampamento e, ao buscar ajuda na Casa Grande, não só descobrimos que ela teria de desfazer aquilo logo, até por que não poderíamos deixar os campistas naquele estado para sempre, como também seríamos perseguidos pelas harpias do Camp até desfazermos aquilo tudo.

Se você acha que foi uma tarefa fácil deve estar pensando baixo, não pense dessa forma. Foram vinte e cinco harpias. Imagine-se no centro de um enxame de abelhas, imaginou? Agora substitua as abelhas por mulheres galinha voadoras. E aí, ficou bem pior, certo?

A questão só foi piorando. Hylla precisava ir até o punho de Zeus, pois de lá teria um maior alcance para reverter o feitiço. O problema era que lá era alto, e ela não podia me ajudar a afastar os bichos. Então já viu, não é? Além de ser atacado e rasgado, ainda caí lá de cima, ficando só o trapo.

Depois que revertemos a situação, Hylla me levou a enfermaria, onde fiquei desacordado por nem sei quanto tempo. Cuidaram de meus ferimentos e me deram algo com gosto de pudim, disseram que ajudaria a recuperar minha energia mas que eu não poderia comer muito. Ah, cara, eu queria tanto comer pudim mágico de novo...

Quando acordei, uma prole de Apolo estava ao meu lado, fazendo anotações e sorriu ao ver meus olhos abertos novamente.

— Muito bem, Mufasa. Está tudo ok com você. Já pode voltar as atividades.

Sorri para ela e levantei-me, pegando minhas coisas e saindo dali. Olhei para a moça por uma última vez e ela revirou os olhos sorrindo.

— Não, eu não vou mais te dar pudim mágico! — E riu voltando ao serviço.

ONDE ELE ESTÁ?



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Re: Enfermaria Central

Mensagem por Nyx em Ter 22 Ago 2017 - 12:17

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Re: Enfermaria Central

Mensagem por Hylla K. Werstonem em Sab 2 Set 2017 - 1:31

HEAL

A garoa fina que se apropriava do acampamento era como uma bênção. Durante o trajeto curto, desde a porta do chalé dezoito à Casa Grande, podia sentir as gotículas finas atingirem a face bem desenhada, botando as mãos dentro dos bolsos do casaco denso. Seu regresso ao refúgio dos semideuses se dera em pouquíssimo tempo e, mediante o ganho de mais poder após concluir uma missão específica, era válido lembrar: havia sido desgastante a ela. Além disso, o período de treino e as atividades obrigatórias aos meio-sangues também eram fatores que a deixavam exaurida.

Subiu os degraus da varanda da residência principal com alguns pulinhos ligeiros, adentrando-a, seguindo por um trajeto específico que deixava-a à entrada do espaço amplo e reconfortante. Aquela hora reservava uma calma incomum ao recinto, instigando-a a aproximar-se como um cervo. Precipitou-se adentro, as íris claras vagueando ao redor, mas não havia uma alma viva por ali exceto...

— Ei. — ouviu a voz doce ecoar pelas vigas altas da enfermaria, enquanto a mão morena afastava uma cortina que dividia os leitos. Revelou a mocinha de plantão, usando um jaleco característico aos médicos e curandeiros, trazendo à tiracolo inúmeros utensílios mágicos que poderiam ajudá-la a remendar alguém. Hyl pôde sentir a ressonância proveniente daquele ser, tão logo a designava como filha da magia. — Precisa de ajuda? — indagou, os enormes olhos castanhos em choque aos azuis.

Tinha a pele negra, de aparência tão suave quanto os tapetes de renda árabe. Os cabelos – fartos cachos de um castanho médio – caíam-lhe, diminutos, pelos ombros retos. Moveu a mão, dando alguns tapinhas numa cama próxima, fazendo Hylla sentar ali quase que automaticamente. Examinou-lhe, erguendo uma sobrancelha ao final da inspeção, afastando uma mecha de fios cor de mel da Feiticeira antes de reparar na fissura em sua testa. O golpe não fora profundo, mas causava um latejar que a deixava incomodada, além de macular a aparência angelical da face de boneca.

Sou do chalé de Melinoe. — engatou uma conversa quando viu-a girar, apanhando uma caixa com um kit completo de primeiros socorros. Molhou um chumaço reduzido de algodão em uma substância de aspecto incolor, porém com uma fragrância curiosa, um possível composto conhecido pelos descendentes de Hécate. Os dedos esguios ergueram o queixo de Hylla, enquanto o beijo macio do algodão resvalava a pele branquinha. A priori, frio, antemão a ardência supria aquela primeira sensação. Fez uma careta. — O que é isso? — perguntara a ela, curiosa. Era uma assídua estudante de poções e apetrechos magistas, todavia aquela solução lhe parecia desconhecida.

— Eu mesma criei essa receita. — respondeu, deixando-se notar o tom orgulhoso em seu timbre. Fora necessário um trio de aplicações do produto antes de tê-lo declarado como limpo, livre de qualquer ameaça patológica que pudesse afligir seu corpo mortal. Sentira a dor pela pancada que levara na testa ir diminuindo, não de forma rápida, mas de forma gradativa o suficiente para que pudesse aproveitar a dor que partia.

A curandeira repousou as mãos em concha sobre o lanho de seu machucado, os lábios mexendo-se conforme sussurrava – Hyl nem prestara atenção no grego antigo perfeito, falado com exímia habilidade. Então retirou as mãos da testa da loira, revelando a cura total: fora fácil fechar um ferimento pequeno daqueles, extinguindo a possibilidade de cicatrizes naquela região. Ergueu-se da beirada da cama, percebendo ser da mesma altura que sua atendente. Com um aceno de cabeça sutil como a brisa outonal, agradeceu-lhe pelo tempo que fora disponibilizado à Werstonem para ter seu machucado recuperado cem por cento.

É muito boa, afinal. — elogiou, coçando a nuca antes de bagunçar propositalmente os fios longos que douravam as feições pequeninas. A morena mirou-a com os olhos sábios, ainda jovens, entendendo o contexto de sua vitalidade. Era como um mosquito numa pedra bruta de âmbar: tinha, em média, vinte e um anos. Contudo, a aparência de menina denunciava sua maior virtude – a imortalidade. Ainda assim, sua visita à enfermaria remontava a teoria de que nem mesmo aquilo poderia preservá-la, vide que se tombasse em batalha, estaria fadada à morte. — Vejo que herdou a calmaria de sua mãe. Dizem que, além de ser uma divindade cheia de sedução, é deveras inteligente. — deixou pairar o comentário sobre Hécate.

— Eu tento deixá-la orgulhosa. — a menina fechou a caixinha de seu kit de primeiros socorros para semideuses, ao passo que pigarreava para limpar a garganta: — Assim como você e a sua deusa patrona. Ou estou enganada?

Não, não está. — confessou. Ainda assim, lembrava das palavras de Circe no instante em que fora mandada ao acampamento por tempo indeterminado. “É lá a sua missão, minha semideusa”, podia ouvir sua voz ecoando no vale de suas memórias. Respirou fundo, acariciando a pele onde antes havia um machucado feito a partir de um golpe violento. Agora, a tez quente e branca voltara ao grau de maciez condizente aos tecidos de seda. Seu olhar lúcido focou a porta da saída, sentindo o calor dos raios solares que adentrava por uma das janelas daquele ambiente. — Tenha um bom trabalho.

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Re: Enfermaria Central

Mensagem por Poseidon em Sab 2 Set 2017 - 20:13

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Re: Enfermaria Central

Mensagem por Poseidon em Dom 3 Set 2017 - 18:59

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Re: Enfermaria Central

Mensagem por Astaroth Magnum em Seg 4 Set 2017 - 20:18

Após a batalha com os titãs, havia sido feito um acordo silencioso entre mim e os semideuses em que eu poderia me recuperar dos machucados e cansaço antes de partir de volta para Chicago. Era o mínimo que podiam fazer para agradecer a ajuda. Após derrotar eles, Freya me ajudou a ir para a enfermaria do Acampamento e me fez companhia e ficou ao meu lado esperando que nos atendessem. As trevas caiam e as sombras lançavam-se sobre nós. Velas e tochas foram acessas para iluminar um pouco, mas ainda haviam sombras - incluindo aqueles que eu mesmo criava. Criei apenas um pouco, no extremo sul da Enfermaria Central, para manter aquela parte completamente cheia de trevas e só aquela. Outros semideuses que usavam trevas para se curar estavam por ali e pude ouvir o alívio deles com a quantia de trevas que se formou.

Minha morena se acomodou em meus braços e pediu permissão para me ajudar. Concordei sem saber o que planejava, mas sabia que queria meu bem. Senti mibha energia regressando e os ferimentos se fechando ainda mais rápido. Envolvi a cintura dela e beijei sua testa, agradecendo a ajuda e perguntando como ela estava, mas antes de obter uma resposta um rapaz se aproximou, após eu parar a criação de trevas no ambiente. Ele perguntou como nós nos sentíamos e falei do cansaço físico, os ferimentos e o mal estar. Os problemas de Freya eram similares e a morena insistiu que ele cuidasse de mim primeiro. Tentei resistir a isso, mas a Sacerdotisa se recusou a me escutar ou fazer o que eu queria.

Quero que entenda como é estranho ser curado por uma criança de Apolo, mas permiti o fizesse sob o olhar vigilante da Sacerdotisa que parecia querer me ameaçar de morte se não o fizesse. Após ambos sermos cuidados, fomos para o Chalé de Hécate para passarmos a noite e, na manhã seguinte, voltei para Chicago após tomar o café da manhã no aeroporto.


Observação:
Freya me permitiu usar a personagem na postagem.

Passivos:
Darkogenese – Os herdeiros do criador das sombras possuem a capacidade de gerarem escuridão, infestando um ambiente com sombras.

Recuperação Trevosa – Ao manterem contato com as sombras são capazes de ter suas feridas cicatrizadas, e dependendo da intensidade e quantia de trevas você irá recuperando sua vida gradativamente.

Regeneração noturna I: Hécate também estava ligada a lua e a noite, e portanto, seu filhos recebem 5 de hp e mp por post enquanto estão na noite.
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Re: Enfermaria Central

Mensagem por Poseidon em Ter 5 Set 2017 - 10:07

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Re: Enfermaria Central

Mensagem por Amélia E. Blanchard em Sab 16 Set 2017 - 16:36

A drink for the horror that I'm in
Three cheers for tyranny

Amélia andava com dificuldade até a enfermaria, deixando um rastro com o sangue que escorria de sua perna esquerda. Tinha sido uma idiota por tentar enfrentar um monstro mais forte que ela mesma, e agora estava quase desmaiando. Se Elizabeth não tivesse ido até a porta para ajuda-la, a garota provavelmente teria caído ali mesmo.


— Por Apolo, Lia! O que você aprontou? — seus olhos ficaram arregalados ao ver o tamanho do ferimento de Amélia. Com a ajuda de Louis colocou a mais velha em uma maca.


— Um encontro bastante amigável com um  Javali de Erimanto. — a ruiva disse quase que em um sussurro. — Tenho concerto, doutora? Ou vou ter que me mudar para o mundo inferior?


— Você é louca, garota. — a curandeira deu um sorriso fraco para a amiga, começando a dar algumas ordens para Louis e Lola.


Alguns segundos depois a filha de Quione apareceu com ataduras e gaze, enquanto o garoto carregava uma poção, um copo com água e outro com néctar. Elizabeth cortou a calça de Amélia ao redor do ferimento, fazendo com que pequenos choques percorressem todo o corpo da garota.


Amélia tomou o néctar todo em um só gole, o gosto de suco de uva relaxando-a aos poucos. Com seus poderes de cura e o copo de água, Lizzie começou a se concentrar no ferimento na coxa da filha de Poseidon, que gritava com a dor, apertando a mão de Lola com cada grito. Aos poucos o buraco foi se fechando e o sangramento parando, deixando Amélia fraca.


— Beba isso, vai te dar energia. — e obedientemente a ruiva bebeu a poção, fazendo uma careta por causa do gosto azedo. — Você precisa descansar um pouco, Lia. Vamos, eu te ajudo a ir até o seu chalé. Lola, cuida de tudo por mim enquanto isso?


A filha de Apolo ajudou a jovem a se levantar, indo juntas até o chalé 3. Amélia precisava urgentemente de um banho, suas roupas estavam encharcadas de suor, e o sangue seco irritava sua pele. Se despediu de Lizzie com um abraço, agradecendo por mais uma vez ter curado um de seus vários ferimentos, e entrou no chalé de Poseidon.


Pelo menos agora Amélia havia aprendido sua lição: nunca mais tentar lutar contra um monstro mais forte que ela.


For the good guys and the bad guys

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Re: Enfermaria Central

Mensagem por Poseidon em Sab 16 Set 2017 - 17:00

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Re: Enfermaria Central

Mensagem por Lizzie Fernández em Dom 24 Set 2017 - 14:28

smoky girl

Meu corpo se sentia exausto, como se tivesse sido atingida por mil socos. Na verdade, foi quase isso. Meu corpo estava desgastado depois de diversos machucados sem que eu fosse dar as caras na enfermaria. Não tenho medo de receber tratamento, mas fico constrangida com outras pessoas encostando em mim, ainda que não seja de forma sexual.  

Sem mais opções além de morrer de dor ou finalmente procurar ajuda, caminhei até a enfermaria com dificuldade, meus pés em especial estavam lesionados. Além de claro, meu abdômen, que me causava uma dor infernal toda que eu fazia algum movimento envolvendo ele. Suspirei enquanto a filha de Hermes vinha me atender. Se bem me lembro se chama Elizabeth, não que eu a conheça, apenas já ouvi falar.  

-Bom dia! Como posso ajudá-la? -Ela disse gentilmente, e parecia notar o quanto eu estava perdida. Também analisava com seus olhos observadores meu corpo machucado, apenas não guardava uma preocupação preocupada porque deveria ver o mesmo todos os dias.

-Bem, eu fui atingida diversas vezes na perna, e também no estômago. Como não procurei vir aqui imediatamente, talvez as feridas estejam um pouco complicadas. Tem como dar um jeito nisso, por favor? -Esperei sua resposta ainda nervosa sobre o pensamento de ter alguém tocando minha pele.

-Levante sua blusa para que eu possa ver o ferimento. -Gelei por alguns segundos, mas sem outra opção, acabei levantando-a até a altura de minha costela. Apenas com seu olhar a outra já sabe o que deve ser feito, o que me deixa impressionada. Ela passa um algodão com tipo de mistura que tem cores fortes, não pergunto nada para ela, embora me pergunte porque os outros da sala estavam recebendo tratamento diferente. E como se lesse minha mente, ela diz:

-Suas feridas já infeccionaram, então preciso usar algo mais forte do que nos outros. -Assenti enquanto ela passava o algodão delicadamente sobre minha pele. Ainda assim, o remédio ardia, provavelmente por ser forte. Suprimi minha dor mordendo meu próprio lábio.  

Agora ela fazia a mesma coisa em minha perna, passando suavemente a mistura nos ferimentos que se estendiam por quase toda parte inferior do meu corpo. No caso do meu pé, que eu havia torcido recentemente, ela enfaixou, antes fazendo uma massagem meramente terapêutica.  

-Você está muito fraca, tome isso. -Ela me forneceu um chá, e eu tomei sem questionar sobre o que era feito. Bem, alguém como Elizabeth com certeza sabia o que estava fazendo. O gosto amargo do líquido me dava arrepios, mas sabia que tinha que tomar até o fim caso quisesse melhorar. A enfermeira finalmente disse: -Pronto. Agora já pode ir.  

-Obrigada. -Desci minha blusa e saí, agora conseguindo caminhar de forma normal, e não prestes a ter um desmaio.  
Her hair shines in the lights



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Re: Enfermaria Central

Mensagem por Nyx em Qua 27 Set 2017 - 16:53

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Re: Enfermaria Central

Mensagem por Ephrain L. Black em Qui 28 Set 2017 - 21:24




Aquele era um ambiente ao qual Ephrain não estava familiarizado. Faziam quase quatro meses que o semideus chegara ao Acampamento e aquela era a primeira vez que ele visitava a Enfermaria Central para cuidar de seus ferimentos, não que ele precisasse, mas achou melhor que alguém especializado fizesse os curativos.. apenas por desencargo de consciência.

Um rapaz alto e magro veio em sua direção com um sorriso radiante, algo que Ephrain estranhou já que estava em uma enfermaria e a maioria das pessoas estavam ali para curar suas feridas, e assim que parou frente ao filho de Atena começou a analisa-lo:

- Bom dia, sou Louis - Ele estendeu a mão - No que iremos trabalhar hoje?

Os olhos cinzas de Ephrian eram questionadores, como se o fato do rapaz mais alto ser tão alegre fosse uma prova de que não era tão bom. Mesmo assim, suas feridas não eram graves o bastante para precisar de alguém hábil: - Oi, sou Ephrain - O semideus de Atena cumprimentou o outro - Só tive pequenos ferimentos no treino de ontem. Achei que era bom vir ter a palavra de uma outra pessoa apenas para ficar tranquilo.

Louis continuou a observar o filho de Atena e logo começou a analisar a constituição física, como se estivesse o examinando. Os ferimentos, alguns cortes no braço, eram a única coisa evidente no corpo e sem demora o loiro se afastou, retornando com algumas azeitonas:

- Coma e ficará melhor.

Não era como se Ephrain não confiasse em Louis, mas já comera azeitonas antes e isso nunca lhe curou sequer uma dor de cabeça, quanto mais ferimentos abertos. Mesmo assim, ele pegou as azeitonas e as comeu de imediato. As azeitonas estavam sem caroço, e assim que a prole de Atena engoliu o produto seus ferimentos começaram a se fechar. O outro semideus expressou um sorriso divertido ao ver a cara de pânico que Ephrain começava a fazer, enquanto os dedos passeavam por cima da pele antes aberta.

- Não sabia né? - Ele se virou de costas - Filhos de Atena conseguem se curar ao consumir azeitonas. Não serve para feridas grandes mas para coisas pequenas assim nem precisa vir aqui - Ele fez um positivo com o polegar - Só pedir uma pizza!

A prole de Atena levou algum tempo para raciocinar o que lhe fora informado e naquele instante se sentiu enormemente feliz por ter procurado um serviço especializado para suas feridas. Sozinho, ele não saberia que tinha poderes de cura com coisas especificas. Enquanto retornava para o chalé, passava em sua mente um filme de acontecimentos que faziam aquela informação ter sentido, afinal, sua mãe tinha a oliveira como árvore sagrada. Bastava ter raciocinado, não?

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Re: Enfermaria Central

Mensagem por Poseidon em Qui 28 Set 2017 - 22:06

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Re: Enfermaria Central

Mensagem por Violett Ashford em Qua 4 Out 2017 - 21:02

It’s


Hurt
Cada arranhão e hematoma havia sido recompensado, cada gota de suor e dor no corpo que sentia eram uma lembrança do quão difícil havia sido o treino e do quão satisfatória havia sido “lutar” ao lado de seu cão.

Crow estava deitado do lado de fora da enfermaria em um lugar estratégico para que pudesse ficar de olho em sua dona. Violett repousava em uma maca próxima a uma janela, seus pequenos olhos observavam a movimentação de campistas que pareciam se deslocar para a Arena levando com sigo suas armas e mascotes.

-Logo estará com eles- dizia Elizabeth enquanto trocava os curativos das pernas da semideusa.
Beth havia sido bem direta em seu diagnóstico: Repouso e poucas doses de uma poção de cura. Felizmente os ferimentos da prole de Afrodite haviam sido “simples”, alguns arranhões e um tornozelo ferido, nada que a curandeira não pudesse resolver com um pouco de magia, mas ela estava decidida a deixar Vio se recuperar lentamente.
Com o passar dos dias um de seus arranhões infeccionou, Beth parecia intrigada com aquilo e passava horas lendo um livro branco com escritas gregas, ela não entendia o que estava acontecendo e nem o motivo para a secreção saindo ser verde.

-Acho que terei de abrir- ela olhava de Vio para seus assistente com uma seriedade fora no normal.
- O que quer dizer?-perguntava a Violett assustada.

A equipe da enfermaria se juntou em uma sala reservada e quando voltaram, Louis estava sério e isso era extremamente estranho. Crowley começou a uivar do lado de fora e até mesmo Kira estava piando ao longe.
A semideusa foi levada até uma ala reservada, Beth ajeitava uma pequena lâmina negra enquanto Louis molhava um pano com um líquido mal cheiroso.

-Está tudo bem- o pano foi posto no nariz de Vio e ela aos poucos foi adormecendo.
Um, dois, três dias depois e os olhos multicoloridos voltaram a se abrir, um de seus irmãos levantou-se da cadeira ao lado da maca e prontamente lhe serviu água.

-Vio! Finalmente- não demorou para que Beth se aproximasse com um sorriso nos lábios.

-Retiramos a infecção, mas não achei que fosse dormir por tanto tempo.


Vio observou o curativo em sua perna, sem dúvida uma cicatriz apareceria ali após a cicatrização, mas ela não se importava. Beth ordenou que ela permanecesse em repouso por mais dois dias até que ela julgasse-a recuperada para sair. No final do primeiro dia, Louis se aproximou com um prontuário assinado e o entregou para Vio.

-Está livre para ir- ele ajudou a garota a se levantar e entregou algumas peças de roupa.

-Assim que se trocar, pode voltar ao chalé. Seu cão a espera.




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Re: Enfermaria Central

Mensagem por Hera em Qua 4 Out 2017 - 21:31

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Re: Enfermaria Central

Mensagem por Dorian Blenöger em Ter 10 Out 2017 - 19:03

living like Jim Morrison

O júbilo do toque alheio fê-lo estremecer. Ligeiros, os dedos delicados escorriam pelas maçãs protuberantes da face queimada pela sol, uma vez ou outra limpando alguns grãos de areia que alojavam-se aos poros. Após um dia a fio na praia, era esperado que os ombros e a face ardessem, embora as mãos geladas pudessem trazer um conforto maior que a própria água marítima. Enquanto isso, deixava os olhos recaírem sobre as íris grandes, pretas e sábias, mesmo que sua protegida fosse, teoricamente, mais nova que si. Perguntava-se se aquela beleza já atraía os olhares diversos; provavelmente, já que valia ressaltar a transição do corpo de menina para o de mulher. De certo, Nyx lhe fizera bem: arrancava de si a fêmea perigosa, mas ainda deixava evidente no semblante a inocência angelical que a tornava ainda mais feiticeira do que poderia o ser naturalmente.

Dedilhou o queixo pequeno e macio, branco demais, diferente do seu que agora exibia um tostado bonito na tez quente. Adelaide, ainda envolta no manto das seguidoras da Noite, lhe indicou com um olhar a enfermaria central, situada no interior da Casa Grande. Ignorava o cochichar aleatório sempre que eram vistos juntos, primeiramente por um Espectro ter a audácia de permanecer naquele refúgio por mais tempo do que lhe era aconselhável, também por sua empatia se dar com uma menina cuja ascendência olimpiana não lhe era tão diferente: seu tio, Hades, era dono da semente da Baudelaire. Primos legítimos que provinham de pais cuja relação nem sempre era das melhores, ainda que a desconfiança do Blenöger fosse acentuada pelas crias de Zeus — o Senhor dos Mortos poderia reprovar sua proximidade com uma filha sua, visto que Érebo lhe era um inimigo consagrado, mas isso tampouco dava vazão ao ódio que o Senhor dos Céus nutria por ele. Além de seu sobrinho, mais um menino-peixe para lhe atormentar, ainda era aliado de seu maior inimigo. Talvez fossem esses os motivos que o levavam a despejar sua raiva contra Poseidon e, consequentemente, trazer desavenças entre pai e filho.

— Vá logo. — atentou, dando-lhe um tapa fraco no ombro. O mais alto sorriu, mas não a contestou: os passos apressados guiavam-no à enfermaria, dona de uma gama de leitos e curandeiros dispostos a ajudar aqueles que fossem até o local. Chegando lá, percebeu que o movimento era escasso, talvez pela movimentação pacata dos últimos dias. Aprumou-se, como sua Sacerdotisa sempre lhe dizia para fazer, enquanto os pés descalços criavam pegadas contra o piso de madeira, deixando rastros molhados de alguém que acabara de sair do litoral praiano. Vestia somente uma bermuda cáqui, também úmida, quando sentou-se na borda de uma das primeiras camas que viu. De forma descontraída, balançava a perna direita para frente e para trás, vendo o fugaz brilho dos raios solares adentrarem pelas janelas e tocarem os pelos loiros da canela, também sujos com a areia soprada pela brisa.

— Olá. — ouviu a voz masculina ecoar, firme, atrás de si. Olhou sobre o ombro, chocando violentamente as íris azuis contra as castanhas do outro alguém. Avaliou-o, desde os chinelos à camisa laranja e desbotada do acampamento, sob um jaleco branco. Os cabelos de chocolate estavam bagunçados, enquanto o moreno retirava o estetoscópio simples que estava ao redor do pescoço. Dorian sentiu os pelos dos braços se eriçarem no instante em que o curandeiro deu a volta na cama, parando frontal a si, fazendo o filho de Poseidon erguer o rosto para encará-lo, as alturas desniveladas. Encostou a ponta do mecanismo médico contra seu peito enquanto colocava as outras extremidades nos ouvidos, conferindo os batimentos cardíacos enquanto o loiro nada tinha a dizer. Pigarreou, atraindo de propósito a atenção do rapaz para si.

— Eu estou bem quanto ao coração, eu acho. — sorriu. Percebeu que o olhar alheio recaiu sobre seu corpo bronzeado, descendo pelos gomos no abdômen e pelo peitoral duro. Findou-se, ao final, na bermuda molhada que o marcava na intimidade. O paciente, por sua vez, sentiu o rubor lhe tomar as bochechas rosadas, sob o olhar atencioso do homem. — Venho sentindo uma dor nos pés. — mentiu com um sorriso cínico, recebendo outro em resposta, enquanto seu curandeiro ajoelhava-se frontal a si. A sugestão daquilo fez algo ganhar vida, mesmo que lentamente, vendo o de cabelos castanhos morder o lábio inferior. Pegou seu pé direito, o massageando com firmeza, enquanto o menino mantinha os olhos fixos como estacas no outro.

Aquilo tinha um tensão sexual tremenda.

Os pensamentos sodomitas vieram em sequência, fazendo-o sequer tentar esconder a ereção aparente. O curandeiro olhou para trás para certificar-se que estavam realmente sozinhos, sorrindo para Dorian quando os olhares se tocaram novamente... Então percebeu algo não tão comum entre os campistas: um corvo de penas escuras e bico afiado, uma tatuagem perfeita e de beleza incomparável, tão natural quanto a epiderme bronzeada. Ainda assim, aquele animal passava uma aura hostil e gelada, tremulando fracamente como uma miragem se olhado por muito tempo. Afastou-se, de súbito, recompondo a postura séria cabível a um agente da saúde.

— Tome isso. — após uma saída breve, retornou com um pedaço pequenino de ambrosia. Deu para ele comer, remetendo ao gosto de um delicioso hambúrguer, como aqueles dos fast-foods da Califórnia, sua terra originária. Num instante, sentiu-se melhor da falta de sono que o consumia nos últimos tempos, além de garantir maior vigor ao corpo magro, cansado pelos treinos ou tarefas. Calado, saiu dali o mais rápido que pôde, enquanto a fluência de sangue em seu íntimo se reduzia. Frustrado, bufou.

Espectros...


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Re: Enfermaria Central

Mensagem por Nyx em Dom 15 Out 2017 - 18:33

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