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Reclamação Divina

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Reclamação Divina

Mensagem por Zeus em Dom 14 Jun 2015 - 13:40

Relembrando a primeira mensagem :


Reclamação Divina
Assim que chega ao Acampamento, a reclamação de um indefinido é feita em volta da fogueira, todas as noites. Quando o mesmo é reclamado, aparece-lhe sobre a cabeça um holograma - muitas vezes caracterizado com o símbolo divino de seu pai ou mãe-. Daí, ele é levado até o chalé respectivo e pode conhecer seus irmãos e irmãs, iniciando assim a sua vida de meio-sangue. Entretanto, nem todos são agraciados com um chalé só para si após à fogueira, podendo ficar indeterminado durante semanas, meses ou anos. Os Deuses possuem responsabilidades, afinal, e dependendo do tempo que demoram para cumpri-las, acabam esquecendo-se de certos indivíduos em sua numerosa prole.



Deuses disponíveis para fazer a ficha neste tópico:
Athena;
Deméter;
Dionísio;
Ares;
Afrodite;
Hécate;
Apolo;
Hefesto;
Hebe;
Lissa;
Hermes;
Íris;
Éolo;
Éris;
Macária;
Melinoe;
Quione;
Thanatos;
Phobos;
Deimos;
Selene;
Nêmesis;
Eros.


Para saber quem é o seu pai ou mãe basta preencher a ficha abaixo e esperar que um Deus atualize. Lembrando que para reclamação dos Três Grandes e Grupos Extras, há tópicos específicos!




Nome: Nome completo do personagem, sem abreviações.
Idade: Idade do personagem.
Deus(a) Escolhido(a): Especifique.
Porque quer ser reclamado por esse Deus:
História: mínimo de quinze linhas completas
Habilidades: (Conforme a lista daqui)
Presentes de reclamação: poste aqui os presentes que deseja ganhar de seu pai/mãe, juntamente com as descrições dos mesmos. Lembre-se de consultar o tópico aqui.




Última edição por Zeus em Dom 29 Maio 2016 - 23:40, editado 2 vez(es)
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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Zeus em Qua 25 Maio 2016 - 22:46


Avaliação


William – Aprovado
Eu ainda não sei como eu li tudo isso e ainda notei seus errinhos, vai ver foi macumba (devia ter jogado na mega hoje).

Bem sua história foi legal, bem descrita, interessante, me prendeu ao texto ( e olha que no pc é difícil), a forma como narras deixou uma coisinha comum, que qualquer um faz, MUITO mais interessante. Confesso que te shippei com a Alex, fazer o que, a gente se ilude(q). Notei vários errinhos, mas nada gritante, seja bem vindo.



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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Chelsea Daddario em Sex 27 Maio 2016 - 16:12

Nome: Chelsea Daddario
Idade: 17
Deus(a) Escolhido(a): Hermes
Porque quer ser reclamado por esse Deus:  


Geralmente quando jogava fóruns sobre tema ''Percy Jackson'' sempre decidia entre Apolo, Afrodite, Hades ou Zeus, não tinha muitas opções devido a falta de criatividade por história. Contudo, um dos desejos que sempre quis foi tentar como proler de Hermes, nesta conta que pretendo fazer como caçadora eu gostaria de misturar a agilidade + Arquearia, o que me parece ser uma boa escolha ao meu ver. Aliás, acabo de criar essa conta e noto a inatividade do grupo das caçadoras e gostaria de poder contribuir com a atividade do grupo.


História:  

Reino Unido - Londres, estava chovendo naquele dia, era noite de Natal, Chelsea estava voltando para casa e passar o Natal com seu pai, o adotivo, ela estava voltando do internato local, caminhava apressadamente ao sentir o pressentimento de está sendo seguida por alguma figura estranha. - Tsk. Acho que despistei. Dizia orgulhosa de sua velocidade e sua agilidade nata em despistar e fugir de encrencas, ou de brigas. Parou perto de um sinal, o local da situação estava vazio e com nenhuma ameaça de chuva. Olhou para o relógio de pulso para saber se não estava atrasada, mas, o frio que invadia sua barriga a obrigou a acelerar os passos e ignorar o sinal vermelho. - Dane-se!  

Em casa


Estava próximo de sua residência, em um bairro nobre da capital, seu pai era um famoso e rico cirurgião plastico, triste e sozinho, mas nunca impediu de criar sua própria felicidade. Seu pai não podia ter filhos, foi ai que decidiu adotar a jovem garota recém-nascida do Orfanato, uma história de muitos amores e brigas familiares. Chelsea sempre soube a verdade desde o início, Richard nunca a escondeu, e ela o considerava o seu pai mesmo assim, mesmo que não fosse de sangue.

Aproximou-se a passos largos de sua residência, passando pelo portão da frente e indo diretamente ao encontro de seu pai. Estava na cozinha, cozinhando algo, ele era um ótimo cozinheiro e um bom pai, ela que as vezes complicava a relação. Pai... você está ai? Respondeu com um sorriso amigável para a garota. Assim passou-se o dia, Chelsea conversou com o pai, abraçou, brincou com ele, abriu os presentes, e por fim, desejou boa noite.  
 
Descoberta
 

Era meio da noite quando a garota acordou com um barulho vindo da parte de baixo, estava assustador e alto. Chelsea vestiu o pijama e desceu para a parte térrea, onde o barulho começava a ficar mais forte. O cuco deixava o clima mais assustador. Chegou até a sala principal ouvindo a voz de seu pai conversando com algum estranho, parecia que estavam brigando. Richard: Não darei minha filha a vocês! Dizia ele ao demonstrar irritação. A visão foi melhorada, Chelsea começou a espiar pela brecha da porta e viu seu pai com um homem de roupa preta e óculos escuro. Estranho: Não tens escolha, Richard... lembre-se que o nosso pacto foi de você entregar a criança na véspera do seu décimo terceiro aniversário. Pelo que a garota via, Richard ignorou o homem ao tentar socar, uma ação inútil, que fez o soco passar pelo corpo do estranho. Chelsea tomou coragem ao invadir a sala e entrar na conversa.  

No começo foi difícil, achava que seu pai iria vender para pagar alguma espécie de divida, ou algo do tipo, mas a realidade era diferente. Richard tinha conhecimento sobre os Deuses, criatura mitológicas e etc. Porém, o homem explicou que uma vez ele havia feito um acordo com um Deus, O Deus Hermes. Este tinha notado o sofrimento de Richard e decidiu entregar o bebê a ele para criar, ao menos até ela completar a idade necessária para ir a um abrigo, um especial. O estranho iniciou uma longa conversa contando sobre os verdadeiros pais de Chelsea, disse que foi enviado para levar ela a um acampamento quando fosse a hora certa e o cheiro tivesse começado a ficar forte. A filha do Deus Hermes ficou em pânico. Sabia que era adotada, mas não sabia de tantos detalhes de sua chegada. A sua mãe estava morta por um monstro, seu pai pegou a criança e deu para um desconhecido, o seu verdadeiro pai, que a criou desde pequena. Não sabia como reagir a tantas reviravoltas de revelações... de qualquer forma cedeu a aceitar a proposta do homem, onde a levou para tal lugar, o acampamento meio-sangue. De inicio levou tempo a adaptar-se com o local, mas acostumou-se de forma surpresa, como se pertencesse aquele lugar.


Habilidades: Agilidade e Persuasão
Presentes de reclamação:

× Falcão Peregrino (MASCOTE) - Esta ave é o animal mais veloz do mundo alcançando a velocidade de 320 km/h. O mascote obedecerá apenas ao seu dono, nem mesmo com magia será infiel ao mesmo, além de servir como mensageiro também pode ajudar seu dono com distrações, arranhando, bicando ou dando mergulhos aéreos no oponente de prole de Hermes. A ave vem com uma leve armadura de prata celestial servindo como suporte e não interfere em seu voo.}

× Maia - Par de tênis All Star que em cada pé tem um par de asas. Ele fica da cor que o semideus quiser. Para voar só precisa dizer a palavra "Maia".

× Caduceu Junior - Assim como seu pai, as proles de Hermes, terão um cajado denominado Caduceu. Este por sua vez poderá se transformar de um simples celular a uma arma tecnológica.

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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Blake S. Baudelaire em Sab 28 Maio 2016 - 22:00

Nome: Blake Silver Baudelaire
Idade: 18
Deus(a) Escolhido(a): Hécate
Porque quer ser reclamado por esse Deus:
Hécate é a Deusa da magia e guardiã do lar. Sempre tive meus deuses favoritos no panteão grego, mas um lugar reservado a mim para a deidade da feitiçaria (tal como Eros, mas isso não vem ao caso).
Me senti por muito tempo deslocado. Meu mundo era muito diferente do que eu vivia. Foram momentos difíceis de minha vida, mas consegui atravessá-los. Hoje, ainda sinto como se eu fosse uma bruxa prestes a ser queimada, por questões que a sociedade julga como imorais, das quais prefiro me ater aqui.
Todos nós temos nossas crenças próprias e misticismos, pequenos rituais que fazemos, somos grandes manipuladores da energia do Universo que nos cerca. Inclusive é dito que uma vez bruxa, sempre bruxa, nessa vida e nas que se seguem. Foi nisso que me baseei para fazer a ficha: Experiências pessoais e ideias abstratas pessoais.
História:
É dito que a vida é uma caixinha de surpresas, um lugar comum. De fato, todos concordamos que ela é cheia de altos e baixos, são raros os que entram em discordância. Um desses é Blake Baudelaire, que por muito tempo fomentou seu ego com o que lhe cercava, cegado pelo orgulho e aparências.
De Manchester na Inglaterra, teve seu pai assassinado por agiotas, e como esse vivia sozinho, há um oceano de distância de sua família, o recém-nascido não teve muita opção senão ir para o lar para órfãos New Oaks.
Mas voltando um pouco mais ao tempo: Sua mãe era um sonho de inverno, sedutora e encantadora, conheceu o senhor Martell num dia de vendaval incessante, enquanto o rapaz trabalhava numa cafeteria local. Foi paixão à primeira vista, e por seis dias e alguns cappuccinos, ele foi para ela seu caso especial pós solstício.
Mas como os antigos costumavam dizer: Nada novo sob o Sol. O mortal não pode se relacionar com o divino, e isso é algo por todos conhecido. Assim sendo, no dia trinta e um de outubro, um escorpiano com ascendência em sagitário é deixado no anteriormente citado, New Oaks. Dormindo tranquilo sob um véu em cesta de madeira acolchoada, véu esse misterioso como a Deusa, nem imaginava o que o destino lhe aguardava.
Por causa de seus cabelos negros, ao garoto foi dado o nome de Blake, ideia de uma funcionária, que perdera um filho anos mais cedo. Era certo que o rebento precisava de um lar, podendo ser mais um desafortunado a passar a adolescência inteira no abrigo.
Não tardou muito até uma família conhecida na cidade vir o adotar, eram os Baudelaire, que o acolheu em seu quinto mês terrestre. Um detalhe curioso sobre a matriarca, é que ela nunca pôde ter filhos por ser estéril.
Teve, portanto, uma educação “boa” em linhas gerais, que falhou ao frear seu ego. Blake cresceu acreditando que podia fazer tudo, se safando, desde que se mostrasse um bom rapaz.
Durante sua vida escolar, o jovem se esforçou ao máximo em ser um bom aluno, mas ao mesmo tempo, tentou conciliar isso com seu lado exagerado, que o fazia se doar por completo as coisas, de forma não muito saudável. Por seu jeito furtivo e carismático, conquistou a atenção de seus colegas de turma.
Desde seus oito anos de idade, algumas coisas estranhas começaram a acontecer ao seu redor, não necessariamente associadas ao etéreo. Por exemplo, quando o Sol estava quase a completar seu oitavo ciclo após seu nascimento, o garoto quase colocou fogo na casa ao derrubar um candelabro de bronze na biblioteca de sua casa, que, misteriosamente, caiu no chão. Até o presente momento, Blake nega ter tocado no objeto.
Prestes a comemorar doze anos, seu pai adotivo morreu aos cinquenta e sete, num incêndio na sede de uma cooperativa, que deixou dezenas de pessoas sem suas vidas. Nesse momento, o infante percebeu que havia algo muito errado, como um carma com o fogo. Por vinte dias e vinte e uma noites se lamentou, até decidir que não precisava reprimir esse sentimento que expunha fraqueza.
Passado mais um período de doze meses, procurando na biblioteca de sua casa um livro para a prova, ele acidentalmente se depara com um livro intitulado “O fluxo da energia universal”.
Era um livro em francês, língua que acreditava conhecer apenas em nível médio, devido a incentivo de seu pai e suas origens. Entretanto, ao abri-lo, não houve nenhum mistério, tudo foi absorvido da forma mais natural possível, era como se aquele livro tivesse sido criado apenas para ele lê-lo.
Datado do Século XIV, com algumas páginas comidas por traças e outras com avarias diversas causadas pelo tempo, esse parecia ter sido tocado apenas por quem o possuiu durante sua vida inteira. Se tratava de um livro das sombras de um bruxo medieval, um verdadeiro grimório.
Escorpiano por natureza, ele tinha interesse no que era proibido, e sabia que isso não podia ver a público. É enigmático a razão pela qual os nascidos entre 23 de outubro e 22 de novembro são religiosos, mas à sua forma. Na maior parte do tempo, enquanto não era estudado, os manuscritos permaneciam ocultos em uma gaveta no quarto do rapaz.
☽---x---☾
"Querido Diário, estou em mais um daqueles dias que precedem meu aniversário. Eu realmente temo por algo que possa acontecer a mim e minha família, vou passar o dia inteiro a meditar e tentar me livrar de possíveis energias negativas ao meu redor. Espero que essa turbulência toda passe logo. E em breve, feliz dezesseis para mim."
- B.
19/09
☽---x---☾
Parado e sentado em posição de lótus, em cima de sua cama, Blake meditava há mais de duas horas, tentando atingir uma maior conexão com o etéreo. O quarto era bem arejado e de piso e cama em madeira, mas era muito acolhedor.
Em sua disposição estava um Athame, ao seu lado, que usara para delimitar um círculo mágico protetor, usando também de sal para isto. Em seu pescoço, um colar de ametista energizado para o proteger de eventuais conflitos com sua psiquê.
Para evitar interrupções, trancou seu quarto, o que não foi muito eficiente. Sua mãe batia na porta ao dar por sua falta. Ela ouvia barulhos estranhos vindo do cômodo e se assustou, ameaçou até chamar um exorcista. Na verdade, não havia nenhum barulho que Blake pudesse ouvir, afinal, estava protegido no círculo de magia.
Do lado de fora, forças malignas tentavam desequilibrar o garoto, inatingível. Eram dali que viam os barulhos inaudíveis ao herdeiro dos Baudelaire, um monte de ruídos atormentados de espíritos mal resolvidos.
Cansada de tudo, sua mãe, religiosa com fervor, abriu a porta com uma chave reserva e contemplou a tormenta. Fitou atenta uma névoa azul brilhando em neon ao redor de seu filho e pasmou com a cena que acabara de ver, seu filho estava servindo ao demônio, quando era justamente o contrário que o garoto fazia.
— Blake Silver Baudelaire, o que você pensa que está fazendo? — Gritou irritadíssima.
— M-mãe? — O garoto pegou o Athame e o soltou, por acidente. No passo que fez isso, o círculo desmanchou e sua energia protetora se esvaiu.
O jovem tentou tocar na névoa que se dissipava pelo quarto, enquanto sua mãe era possuída por sabe-se lá quantos diabos astrais. Pessoas normais tem seus momentos difíceis, é o que os astrólogos chamam de Inferno Astrológico (ou astral), mas não são tão desordeiros quanto o que o jovem sofria.
— Queimem a bruxa. — Bravou alterada, com o corpo totalmente dominado.
O Athame se direcionou às mãos de sua inquisidora por psicocinese, absorvendo toda “a energia azul” produzida anteriormente, botando fogo de chamas azuladas no cômodo.
— Céus, o que eu fiz?
— Você também será julgado. — ordenou-lhe a morte em chamas, com a adaga bruxa, tacando-lhe uma esfera cheia de labaredas.
— Sei que não fui a melhor das pessoas na minha vida toda, mas se alguém do outro lado está me ouvindo, eu peço uma outra chance. — Suplicou com toda sua vontade restante, agarrando-se ao seu colar.
A cena tomou uma cor cinza azulado para Blake, como se tudo tivesse congelando. Na sua frente, espíritos deixavam o corpo de sua mãe por algum motivo, mas essa, caía lentamente no piso, com seu vestido e corpo abrasados.
Uma díade surgiu a sua frente: A manifestação do seu animal espiritual, uma ovelha e um lobo. Essa primeira, tinha pelo branquinho e encobria seu rosto com uma máscara negra. Já o lobo, se assemelhava a um Ouroboros negro, com um sorriso devorador medonho. Na testa de cada um havia a runa nórdica de Othila marcada, tal como seus corpos, que tinham linhas estranhas a brilhar em azul.
— Parece que alguém cresceu, caro lobo. — inferiu a menor com sua voz sedosa, sempre acompanhada da resposta de seu companheiro.
— De certo, ovelhinha. — Completou o caçador.
— Quem são vocês? — Blake os questionou.
— Nós somos aqueles que sempre estiveram perto de você.
— Ignorados. — O lobo prosseguiu, enquanto rodeava o corpo do rapaz, com desejo de o amedrontar.
— Como eu vou saber? Eu nunca soube da existência de vocês! E muito menos o que está acontecendo! — O jovem reclamou aos seus protetores.
— Ingênuo.
— Imbecil.
— Já podem parar de me xingar, eu entendi! — Nesse momento, o adolescente Baudelaire notou que se tratavam de espíritos opostos em uma dualidade.
— Aqueles que estão para te aconselhar, mas hoje, para ceifar sua vida.
— Elementar, ovelhinha. — Terminou com uma risada que fez o semideus engolir seco.
— Por favor, eu não quero morrer assim! Que morte idiota é essa? Eu não sei nem quem eu sou direito, e porque tantas coisas estranhas acontecem comigo!
— Filho de Hécate, tecido do manto eterno da magia.
— Prole do etéreo. — Bufou na face do humano.
— Veja, eu estou em casa e simplesmente minha mãe entra no quarto e é possuída, enquanto eu sou queimado vivo ao passo que ela me ofende como se eu estivesse em Salém no Século XVII. E agora eu clamo por ajuda e me aparecem uma ovelha humanoide e um lobo-em-forma-de-cobra me dizendo que eu sou prole da Deusa da magia. Como eu deveria me sentir?
— Honrado, nós só apareceríamos uma vez na sua vida, na sua campa. — A ovelha discursou, mantendo-se calma.
— Não estamos aqui para interferir na sua vidinha medíocre, apenas dar uma chance para nosso protegido.
— Olha, eu agradeço, mas eu só queria ser um garoto com uma vida tranquila e normal. — Blake solicitou enquanto esfregava descontente a mão na sua face.
— Durma bem.
— Desperte para a morte que é viver uma vez mais. — O lobo encerrou o monólogo, dando vários giros ao redor do jovem, o fazendo adormecer.
☽---x---☾
“Querido Diário, já fazem alguns dias desde que escrevi para você na última vez, não é?.
Estou em um lugar denominado «Acampamento Meio Sangue», um lar de meio período para semideuses. As coisas aos poucos ficam mais claras, mas ainda não sei do que será minha vida por fora desses muros.
Aqueles que a mim apareceram, discorro que são de fato “meus anjos guardiões”, aqueles que estão do outro lado para me aconselhar. Mas parece que não vou poder mais contar com a ajuda deles no plano físico...
Meus pais morreram em chamas. E eu quase tive o mesmo destino. Será que é minha sina ser purificado pelo fogo, e levar comigo quem eu amo até a pira?”
A reclamar
-Kit de livros de feitiços e de preparo de poção drogas e venenos - Grimórios antigos, de aparência surrada que levitam, seguindo o filho de Hécate por onde precisam. (Obrigatório)
-Cajado de Ouro mágico - Um Cajado de ouro que quando não utilizado vira um anel, é utilizado para fazer feitiços e ataques (Obrigatório).
- Pantera Negra - Por conta de Hécate ser uma deusa da noite, os filhos da deusa podem ter uma Pantera por opção. (Opcional) (Nome: Noir)

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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Zeus em Sab 28 Maio 2016 - 22:44


Avaliação


Chelsea –  Aprovada
Sua história é curta, com alguns errinhos bem bobos, mas acho que soube entender o sentido de “História”. Bem Vinda Prole de Hermes.
Blake – Aprovado
Foi criativo, diferente, não teve muitos erros. Eu gostei, bem vindo prole da magia.




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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Aaron le Blanc em Dom 29 Maio 2016 - 10:28


Ficha de Reclamação



LE BLANC, Aaron

Nome: Aaron le Blanc.
Idade: 20
Deus(a) Escolhido(a): Nêmesis.
Porque quer ser reclamado por esse Deus:

Nêmesis é uma deusa bem interessante a primeira vista, e só o nome já me chama bastante atenção. Dando uma lida em um artigo sobre ela, acabei me interessando ainda mais por ela, quero fazer um personagem dentro de meus padrões para não fugir do personagem sempre que for fazer um post, Justiça é algo simples para desenvolver ainda mais por mim que vivi de criar personagens com grande senso de justiça, Vingança me interessa desde uma personagem de League of Legends, Kalista. Justiça contra traidores por exemplo, é bem fácil de desenvolver e fiquei muito interessante em fazer uma junção disto, acredito que Vingança misturada com outras característica e bem elaborada se torna perfeito, quero tentar explorar isso de forma interessante e bem divertida.

História:
     Parecia ser mais um dia comum, comprar pães, toma café, ir para escola, voltar para casa, dormir. Poderia mesmo se um de meus amigos não tivesse sido alvo de um grupo de retardados na escola, isso me deixou furioso. Acabei suspenso mais uma vez, não deixei barato e fui para cima daqueles delinquentes, não tenho fama de menino bom na escola e sim de quem arruma confusão por justiça que o diretor da escola não aplica, isso não me soa mal mesmo que seja cafona, mas não posso permitir que pessoas de baixo níveis, covardes, e etc, façam oque bem entende sem ter uma consequência, o lado bom é que me dispensei mais cedo da escola e que os imbecis vão pensar duas vezes antes de zuar com alguém. Pensei em fazer algo assim que fui dispensado e passei o portão da escola, finalmente respirar ar puro e gostoso sem ter que me preocupar com a professora me dando bronca, minhas notas nunca foram menos de 8 então não me preocupei com minha média se na próxima prova já seria certeza de que teria uma pontuação boa, felizmente ou não esse dia da prova não chegou.

Então passear pela cidade era minha única opção naquele momento mesmo conhecendo todos os cantos. Levei comigo para o caso de ficar entediado no intervalo um livro sobre mitologia grega, me interessava bem mais do que a mitologia nórdica e egípcia, mas dentro da mitologia sempre tive uma paixão inexplicada por uma deusa, seu nome? Nêmesis. Sim antes de tudo mudar, achei que ela era apenas um conto mitológico. Lia qualquer livro angustiado por algum paragrafo que a mesma tivesse participação, lia seus feitos como se imaginasse-a em minha mente, sentia que meu coração acelerava e meu corpo esquentava bastante, apenas em ler o nome “Nêmesis” entrava em um estado de euforia tenebroso. Algumas horas se passavam e levei a mão ao meu celular, notava o horário de 13:28 - Já deveria estar em casa - Mas não dei muita atenção, meu pai me ligaria com certeza. Faltando poucas páginas para terminar de ler meu livro fui interrompido pelo menos grupo que havia apanhado de mim na escola, dessa vez com mais duas pessoas novas. Suspirei fundo e levantei a sobrancelha na direção daquele pobre rapaz, a raiva por me interromper deveria estar explicita, não sou uma pessoa que se estresse em ser interrompido, mas quando a pessoa tem uma personalidade de covarde por se aproveitar da fragilidade das outras eu não gosto nem de olhar na cara desse ser.

Imaginei que fossem começar uma briga, mas aqueles quatro eram frouxos para isso, me levantei e passei entre o meio deles de forma destemida só esperando que alguém toca-se em mim, felizmente nada aconteceu. Mais raiva do que isso só uma traição, confiança é uma das coisas mais importantes nesse mundo e realmente desprezo quem trai a minha confiança ou a de alguém, não caçaria alguém assim… Eu acho, mas faria um bom estrago para aprender a nunca mais pisar nos sentimentos de alguém dessa maneira, traição é algo opcional, não há desculpas e nem justificativa para isso. Poucos metros de onde estava tinha uma lan house, alguns fliperama repleto de conhecidos, não fazia muito tempo que havia aparecido ali para jogar um pouco, as pessoas me conheciam e me cumprimentava e mesmo assim não me sentia em casa, a ficha para jogar era barata, mas sem dinheiro deixei para pagar depois, bem que isso poderia ser apenas um dia normal com algumas horas no fliperama depois de uma confusão na escola.

Mas ai tudo isso mudou quando todos nós na lan house ouvimos gritos, pensamos que fosse um assalto que era comum na região, mas nós enganamos enquanto a isso, pequenos tremor como de pisadas era perceptível, soava estranho pois nunca ouvi e nem tinha visto nada desse tipo, muito alto e nem um jogador de basquete de 2,30 chegaria tão perto do seu ombro, musculoso como esses viciados em academia, falava coisas estranhas que não consegui entender como “Estou sentindo seu cheiro, estou com fome, apareça” alguns dos conhecidos tirava sarro da situação, mas estavam certos já que não tinha nenhuma lanchonete perto se ele queria pizza aquele era o local errado, assustados com aquela cena todo mundo ficou imprensado na parede onde ele não poderia ver, mas por causa de um lerdo que pensava ser brincadeira aquele monstro que mais parecia um ciclope notava não só o cheiro dele, mudou seu rumo na direção de todos nós, alguns correram quando perceberam que estava se aproximando e claro que fiz o mesmo, mas não contava com um pequeno detalhe, ele estava atrás de mim e me perseguiu por mais o menos cem metros, quando notei estava sozinho em um beco sem saída e deserto, as casas ali não estavam ocupadas pois faziam parte de um projeto do governo e mesmo prontas ainda a merce de documentações. - Deu ruim… Heheh, que Nêmesis me proteja - Depois da frase clamando por proteção me perguntava o por que falei na deusa da vingança, mas não estava em posição de pensar  e sim de me preparar para algo.

Tomei a minha posição básica de luta como no boxe, ele era grande e musculoso então não surtiria efeito algum bater naquela pele aparentemente grossa, me preparei mais para o impacto do que para um desvio, mas nós dois fomos surpreendidos por… Centauros?! É, realmente não estava no meu dia, minha cabeça se enchia de duvidas naquele momento e não conseguia raciocinar muito bem, tentei escapar pela brecha que o colosso abriu, mas fui surpreendido por uma mãozada dele, bati de costas na parede e sofri o impacto na cabeça, relaxei naquele momento e mesmo que quisesse me levantar não conseguia, a minha vista estava escurecendo, não senti mais o meu corpo… Apaguei. Quando me dei conta já estava em outro lugar, estava deitado em uma cama confortável e era o único deitado naquele lugar, as demais camas desocupadas com algumas pessoas andando do lado de fora, não entendi oque se passava então tentei me levantar, minha cabeça estava doendo então só consegui apoiar minhas costas na parede e passar a mão na cabeça na ilusão de aliviar a dor, ouvi uma voz ecoar avisando do meu despertar, me perguntava quanto tempo fazia que estava desacordado, mas parecia que tudo se resolveria quando um centauro?... Não, um sátiro apareceu diante de mim, foi confuso na primeira vez não sabia nem como olhar para aquele homem, diferente de tudo que já tinha visto, por muitas vezes olhava de forma estranha observando suas patas, ele parecia não gostar nada daquilo, mas que culpa teria se era estranho para mim.

Ele me chamou para uma conversa particular, primeiramente pensei que iria morrer, mas isso passava quando percebia um movimento tranquilo pelo local, algumas pessoas treinando com espadas e escudos, treinamento físico, tudo normal, claro. Perguntava ao homem o que era aquilo, mas ele me respondeu de outra forma, me dizia que logo entenderia, francamente estava demorando muito, seu olhar me dava medo era como se fosse um monstro com séculos de vida, era assustador então evitei ficar muito perto dele, meus passos lerdava um pouco ao focar em algum objeto, mas o medo de me perder era sempre maior e por isso me apressava a segui-lo. Quando cheguei no local que parecia ser uma sala de diretor, ele me amostrou uma foto de uma mulher. - Eu conheço de algum lugar… - Respondi no mesmo instante que meus olhos apreciava tamanha beleza, não conseguia me lembrar de onde e nem mesmo o por que era tão familiar, ele me olhava de maneira estranha, com pena, suas próximas palavras me abateu psicologicamente. - Ela é sua mãe, Nêmesis. - Decretou, sentado em sua poltrona parecia apreciar o espetáculo da minha reação, poderia fazer algum sentido? Gostava de acreditar naquilo, meu pai exitava sempre que o assunto era a minha mãe, sempre soube que tinha algo de errado, mas ao me ajoelhar diante da noticia senti como se alguém me abraçasse, olhei para aquele sátiro e decidi acreditar em suas palavras, não foi difícil e após conversar por algumas horas com ele, decidi continuar naquele local. Não me preocupava muito já que meu pai sabia onde estava desde o momento em que o ciclope me encurralou, o chalé que me apresentou me confortava bastante, as pessoas fora dele não me parecia más companhias, mas para um novato… Tudo seria devagar. Até que me tornar meio-sangue não foi ruim, posso falar que foi algo surpreendente e assim posso viver como quero.

Habilidades:  Defesa e Persuasão
Presentes de reclamação:

► Espada da Justiça - Nêmesis é a deusa do equilíbrio e da justiça, ao ser reclamado filho ou filha de Nêmesis uma espada aparecerá, ao mentir para o filho de Nêmesis enquanto ele estiver com a espada, ira fazer a mesma emitir uma cor vermelha, tão profunda como o sangue, também ao classificar como algo que quebraria o equilíbrio o mesmo tom ira ser transmitido. A espada é feita de Bronze celestial.

► Biscoito Da Sorte - Um Biscoito especial capaz de dar boa ou má sorte e uma dica ( Dependerá do narrador), só poderá ser usado uma vez por missão, mais voltará no final da missão.

► Corrente de Narciso - Uma corrente capaz de hipnotiza os adversários por um breve tempo, como Nêmesis fez para Narciso se apaixonar por ele mesmo.

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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Anastasia Ealdraed em Dom 29 Maio 2016 - 20:28


Ficha - Reclamação Divina.

Nome:  Anastasia Ealdraed
Idade: 19 anos.
Deus(a) Escolhido(a): Afrodite.
Porque quer ser reclamado por esse Deus:
Escolhi esse progenitor por uma questão de possibilidades a serem exploradas. Para muitas pessoas ela é apenas bela e sem qualquer sentido em suas formas, todos veem o amor que ela expressa puramente como algo existente entre um casal. Quando na realidade o amor não pode ser classificado ou mensurado se analisarmos a imensa gama de significados que ele pode atribuir. Logo por tal fato escolhi essa deusa.

História:

Por nove anos ela foi criada sem uma mãe, viveu sendo a princesinha da casa ao lado do pai e dos irmãos. Era uma vida calma, mesmo que parece-se diariamente que algo ali não encaixava ela seguia. Kim Ma Ri, ou Anastasia, sofreu um novo baque ao completar nove anos de idade. Seu pai, Kim Jong Yoo, já muito debilitado e doente faleceu na manhã de seu aniversario, deixando para ela uma caixa de metal com inúmeras cartas com diferentes títulos dentro.

Naquela manhã acordou com uma ideia de visitar seu pai rodeando sua mente, seu aniversário de dezenove anos seria naquele dia. Sua cabeça doía levemente por conta do estridente despertador que a acordará, respirou bem fundo e finalmente aceitou que devia sair da cama. Tomou um bom banho e se arrumou indo em direção a cozinha para um breve desejum. Não chegou nem a sentar na mesa pois seu irmão mais velho chegou com uma moça e estragou o dia. Mesmo sem conhecer, sabia quando as garotas buscavam apenas o dinheiro deles e isso a enojava. Pegou o sapato no armário perto da porta de saída e sai.

Corria para alcançar o terreio o mais rápido possível, se demorasse demais iria se atrasar. Desde os nove anos era apenas ela e seus irmãos mais velhos, por isso dava valor ao esforço de cada um deles para ajuda-la a continuar estudando. Durante muito tempo o tio deles Kim Yong Nam usava de vários artifícios para bloquear o dinheiro que por direito era deles.

Foram exatamente cinco anos para que eles conseguissem ter direito a herança de seu pai, mas uma coisa curiosa ficou neles. Kim Jong Yoo era dono de uma das maiores empresas de equipamentos médicos do país, seus filhos não estavam em postos altos da empresa, pelo contrario começaram de baixo. O tempo vivendo do dinheiro suado do trabalho deles os tornou mais humildes e tirou os mimos de suas vidas. Mesmo que agora eles se dessem a pequenos luxos.

A essa altura Anya havia recebido a carta de aprovação da Korea University para o curso de Medicina, por ser uma faculdade conceituada, ela estava orgulhosa bem como seus irmãos. De manhã se recusou a falar com o irmão pois não suportava a ideia dele trocar de namorada como trocava de roupa, era um dos poucos defeitos de Gong Nam seu irmão mais velho. Sempre escolhendo uma mulher pior que a outra.

Chegou no café que trabalhava em meio período e sorrio de lado, sua chefe para  variar poderia querer mata-la só não fazia por ser uma senhora muito gentil. O dia ia passando tranquilo, amarrou o avental e foi para cozinha quando o fluxo de cliente aumentou de repente.  A correria dentro do café aumentava gradualmente e para Anastasia e seus companheiros apenas restava correr de um lado pra outro arrumando tudo que podia.

Trabalhava tranquila ao lado do namorado, sorria para os clientes e fazia o melhor que podia. Quando seu turno acabou deitou um pouco no vestiário antes de pegar suas coisas para ir pra casa. Saiu acompanhada do namorado, estava sorrindo tranquila com ele. Em dado momento percebeu certo desconforto vindo do rapaz, Ma Ri simplesmente estranhou o fato. Virou para o mesmo e ficou olhando-o.


-Algum problema Oppa? questionou sem grandes pretensões. -Sua mãe adoeceu outra vez?

-Esta desejando que ela adoeça novamente? o rapaz estava irritado. - Não Ma Ri, apenas fique quieta okay.

-Eu jamais desejaria o mal de outra pessoa! falou em defesa mais ao ser repreendida de forma grosseira, soltou a mão do rapaz. -Faça como quiser, não estamos mais juntos mesmo.

Falou e saiu de perto, subindo pra seu apartamento visto que eles já haviam chegado. Para sua infelicidade eles moravam no mesmo prédio, agora que tudo havia finalmente acabado depois de uma nova briga onde ele a tratava de forma estupida, aquilo lhe doía. Não se despediu dele, apenas fingiu que era apenas do silêncio que ela sabia viver. Subiu os quatorze lances de escada chorando, estava com raiva só que jamais demonstraria isso ao namorado.

Assim que abriu a porta, tomou um susto com vários amigos e os irmãos gritando “Surpresa”. Sorriu e abraçou cada um deles com carinho, recebeu os presentes que lhe eram entregues com muita gentileza e até palavras de apoio. Seu irmão mais velho Joong Ho preparou um bolo de chocolate com damasco o favorito dela.

Tudo melhorou, pelo menos naquele momento, pois pouco depois do final da festa o irmão lhe trouxe uma das cartas do pai deles. Quando soube que morreria de câncer, o homem escreveu uma serie de cartas para cada um deles e para cada situação possível que eles pudessem passar. Na semana anterior ela se emocionou a ler a carta a parabenizando por passar na faculdade. Enquanto lia a carta, percebeu que havia algo no envelope ao ver o dinheiro dentro do mesmo estranhou. Ao fim da carta, chorava e apertava a mesma contra o peito, ler tudo aquilo era realmente doloroso.

Simplesmente resolveu seguir o que a carta dizia, arrumou sua mala em silencio. Quando terminou se despediu dos irmãos em meio ao medo do que viria e a ansiedade pela novidade. Os quatro sempre foram ligados e agora ela precisava ir buscar seu destino. Levou consigo as cartas restantes, que não eram poucas e ocupavam uma frasqueira inteira dentro de sua mala.

Chegou na frente do acampamento, olhou ao redor tomando todo cuidado do mundo. Estava preocupada em acabar machucando-se ou machucando alguém em meio ao susto. Abraçou o próprio corpo ao sentir um olhar pesado sobre si e entrou no acampamento em silencio. Iria buscar por sua mãe a questão era, quem poderia ser a deusa em questão.

Estava sozinha com seus pensamentos desde que deixara o aeroporto de Incheon, ainda enfrentaria pela primeira vez uma viagem de avião. Mesmo cheia de medo e receio tinha que faze-lo, o caminho até ali fora tortuoso. Ficou completamente desconcertada ao entrar no lugar, eram tantas pessoas diferentes. Podia ouvir com clareza que as pessoas falavam as vezes coisas que ela não era capaz de entender devido a velocidade das conversas. Foi informada que deveria ir até o Chalé Incógnito, local onde os filhos que ainda não sabiam sua verdadeira designação.

Mordeu o lábio deixando suas coisas num canto para não atrapalhar os outros. Observava a tudo com muita calma e cuidado, era tudo tão novo para si. Em primeiro momento seu pior problema foi o choque cultural. Todos ali pareciam próximos, mesmo que alguns grupos parecem se desentenderem com outros. Respirou fundo e ficou num lugar próximo ao chalé onde se instalará para observar as coisas. Por algum motivo aquela mudança de estação a deixava mais confortável, sempre preferiu o inverno talvez por ser o momento que as pessoas se mostrassem mais próximas umas das outras. Por mais que não quisesse admitir até que aquela primavera lhe parecia bem animada.

Colocou a ponta do dedo na boca e morde, pensava em como descobrir mais sobre sua mãe. Não era fácil como parecia, afinal ela não sabia por quem procurar ou qual lugar ir e isso a deixava meio frustrada. Um grupo de semideuses se aproximou dela e deu boas vindas, eram filhos de Demeter pelo que entendeu. Ao longe pode ver algumas pessoas com os mesmos traços que ela, tencionou ir conversar, mas elas não pareciam muito animadas em responde-la.

Fez uma pequena careta pensando no que fazer a seguir, quando ouviu uma voz suave atrás de si. Olhou e era uma jovem que parecia ter a mesma idade que ela. Sem muita delicadeza a recém descoberta semideusa avisou que ela devia ir pro refeitório ou ficaria sem comida. Anastasia e Jean haviam chegado juntas por isso, tinham o mínimo de contato uma com a outra. Não queria comer, logo se despediu da moça e foi para sua mala. Pegou as cartas do pai e uma delas tinha um titulo bastante interessante. “Sua Mãe”, resolveu tentar ler para ver o que acontecia.

Não sentia-se confortável de ler no meio daquele Chalé, era estranho e tinha a impressão de estar sendo observada. Trancando a mala pensou onde poderia ir, sem muito rumo saiu do chalé se preparando para ler a carta que mais esperou na vida. Por mais esperada que fosse a moça não se sentia preparada para le-la.

Seguiu sem rumo para o lado sul do acampamento. Estava com a carta apertada em sua mão, temia perde-la. Temia mais ainda não entender o que lhe fosse dito nela. Respirou bem fundo e chegou a conclusão que o melhor seria ler e ver no que iria dar. Andava sossegada, até que finalmente chegou ao local que lhe pareceu mais interessante e distante. O campo de morangos era muito bonito e parecia tranquilo.

Foi andando bem devagar, olhava as coisas em silêncio se questionando se haveria mais alguém ali. Procurou um pouco e achou um grupo de sátiros sentados tranquilos, tocando flauta e observando a paisagem. Aproveitou que estava ali e recolheu alguns morangos, com todo cuidado do mundo como sua vó fazia na fazenda quando ela era pequena. Aproveitou-se da caixinha vazia e limpa que tinha na bolsa e colocava os morangos lá com cuidado.

No momento que se viu satisfeita quanto a quantidade de morangos, sentou em cima de seu moletom. Pegou a carta e a abriu com cuidado, enquanto pegava um morango, visto que desde que chegou estava sem comer. Lia a carta com atenção e sorria as menções do pai. Por varias vezes ele falava sobre aquele ser o motivo de sua criação como tinha sido, que os irmãos dela sabiam a verdade. Citava na carta também o fato de sentir saudades da mãe dela, mas que por conta de pessoas cheias de intenções questionáveis nesse mundo a deusa preferiu deixa-la com o pai.

Mesmo após sua morte, Jong Yoo, sabia como sua filha estava e também como ela se sentia. Realmente ele havia a obrigado ler vários livros sobre mitologia grega, sobre as histórias das divindades e também sobre como poderiam os deuses se relacionarem com os humanos. Indiretamente ele a criou para encontrar a mãe quando fosse preciso, com as cartas ele apenas a guiou por um caminho no qual ela já estava destinada a trilhar. Um sorriso nasceu nos lábios da jovem, era triste, mas estava ali de qualquer modo.

-Sinto sua falta pai.

A noite chegou e ao redor da fogueira todos os recém chegados, alguns não tão novos ali, se uniram para a reclamação. O tempo foi passando, Jean já havia sido reclamada como filha de Dionísio e ela ainda esperava. Talvez demora-se mais do que poderia pra saber quem era sua mãe, mas a informação na carta a deixava revoltada.

Seu pai dizia que ela ficaria feliz em saber quem era sua mãe, naquele momento uma raiva devido ao abandono subia por sua garganta. Antes de vociferar qualquer coisa, o sinal de sua reclamação surgiu.

-Se tinha medo que nós nos machucássemos por que foi embora? Falou irritada agora já olhando pro chão meio afastada. -Ele morreu e você não a viu nunca mais, seu infeliz.

- Anastasia, minha filha eu estava lá quando ela morreu, apenas vocês não me viram. um voz alta e feminina se fez presente. - Seu pai partiu e eu sinto muito por te-la deixado sozinha por tantos anos. Embora perceba que seus irmãos a criaram bem.

-Agora você aparece? dizia brava. -Como pode ter estado lá? Alguém teria lhe visto!

-Sinto muito minha filha, mas existem coisas que nem mesmo os deuses podem mudar. a voz agora era calma. -Bem vinda a sua nova casa.

Irritada e batendo o pé, seguiu para pegar suas coisas. Andava com seus pertences em direção ao seu novo dormitório quando uma carta caiu de sua frasqueira. Pegou a mesma com cuidado e apenas ao chegar onde ficaria por um bom tempo, se deu ao luxo de ver qual era o titulo da mesma e a recolocar na ordem. “Quando se irritar com sua mãe”, ele realmente a conhecia tão bem, ele tinha preparado tudo para ela. Com cuidado leu a carta cujo o papel começava a dar sinais de sua idade, por final chorou uma vez mais ao ler que seu pai pedia a ela que fosse livre. Naquela noite ao deitar a cabeça no travesseiro, se permitiu chorar, até adormecer.

Habilidades: Defesa e Persuasão

Presentes de reclamação:
Fênix –  Um animal dócil, treinado e obediente.  Apesar de não representar a deusa do amor e da beleza, tem tudo para levar esse titulo já que só liberam suas lágrimas de cura quando são tratados com amor e carinho. As lágrimas de cura só poderão ser usadas uma vez por missão

Chicote Serafim(Dumah)  – Um metro e oitenta de tira de couro entrelaçado com finos fios de ouro, o cabo tem aparência de asas abertas, asas de anjo. O chicote pode receber um nome, mas apenas nome de anjos. Dependendo do nome do chicote esse será o poder que a arma terá.
Spoiler:
Dumah, anjo do silêncio. – Ninguém sentirá a presença do filho de Afrodite, muito menos o ouvirá, seus ataques sempre serão considerados como ataques surpresa.

Colar de ouro - Um colar fino de ouro reforçado capaz de cristalizar qualquer tecido desde que seja uma jaqueta, camiseta ou suéter – Armaduras já saíram de moda.



With: –x-
Where: –x-
Wearing: This
Ouvindo: [/url]This






Anastasia
Yeppeun geu misoga nunmuri doelkka bwa...

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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Anthony D. Law em Seg 30 Maio 2016 - 17:32

Reclamação Divina




Nome: Anthony Dresch Law
Idade: 16 anos
Deus(a) Escolhido(a): Éris.

Porque quer ser reclamado por esse Deus: De todos os deuses disponíveis no fórum, Éris é a que mais se adapta à personalidade e trama que planejo montar pro Anthony, além de ser a que mais se adapta ao que eu busco para ele no RPG.

História:

Primeiramente, a história do jovem não segue os clichês. Anthony não foi expulso de diversas escolas em sua infância, tampouco foi atacado por um monstro e salvo por um sátiro, sendo assim obrigado a se refugiar no Acampamento Meio-Sangue. Apesar de ser um filho da discórdia, não vivia se metendo em brigas, e não é nem de longe classificado como um valentão. A vida do rapaz foi muito além do considerado normal, até mesmo para os padrões de normalidade de filhos de um ser divino.

Para começar, Law soube o que ele era assim que teve idade o bastante para entender sua “superioridade” em relação a qualquer ser humano, como insistiam em lhe dizer. Tinha pouco mais de três anos de idade quando seus pais adotivos lhe explicaram tudo o que seu pequeno cérebro conseguia absorver a respeito do mundo divino. O casal, apesar de composto por mortais, sabia muito mais sobre o que se escondia atrás da névoa do que campistas com anos de treino. Como coordenadores do Projeto Alvorecer, eles precisavam saber.

Todos os anos, um grupo de sete semideuses com idades entre cinco e sete anos eram localizados pelo governo dos Estados Unidos e entregues à Amanda e Bruce, os pais de Anthony, que os escoltava junto de sua equipe para uma base de treinos especial. Lá, os meio-sangues passavam o restante de sua infância e adolescência preparando-se para servir ao país. Tanto o seu corpo quanto sua mente eram moldados, visando torná-los soldados perfeitos. Obedientes, disciplinados, frios, além de extremamente poderosos. Nisso consistia o projeto Alvorecer, e Amanda desejava que o filho da discórdia fosse o mais poderoso entre os semideuses.

Assim, Anthony foi levado para a base ainda naquela idade, e o seu treinamento se iniciou. Mesmo estando dois anos abaixo dos outros seis semideuses, o filho de Éris não ficou para trás, demonstrando grande aptidão mesmo nessa fase. Seu raciocínio era rápido o bastante para se comparar com crianças com o dobro de sua idade, e embora seu corpo ainda não aguentasse o treinamento físico pesado, em poucos meses ele já tinha conhecimento totalmente inesperado para alguém como ele, e com o passar do tempo suas habilidades apenas melhoraram.

Aos cinco anos, a idade certa para ele estar ali, foi quando o seu físico começou a ser desenvolvido. As sessões de treinamento eram extremas, mesmo para um semideus, e todos os dias o seu corpo era levado ao limite. Mesmo assim, Anthony nunca reclamava. Aquele tipo de coisa era absolutamente agradável para ele. Quase que familiar, na verdade. Dois anos mais tarde, ele já conhecia o bastante de artes marciais para se comparar a um humano levemente experiente no assunto, e já falava três idiomas diferentes, além do nativo. Mesmo tão novo, já era um dos melhores entre os sete.

Mas a principal característica, que realmente separava Anthony dos demais semideuses que já haviam passado pela base, era a sua disciplina. Como um soldado de verdade, o garoto colocava qualquer ordem que lhe fosse dada acima de qualquer coisa, mesmo que fosse sua vida ou a de seus companheiros. Seus sentimentos praticamente não existiam quando se tratava do seu treinamento. Para uma criança de onze anos, tal mentalidade era totalmente promissora, tratando-se dos objetivos do Alvorecer.

E foi por isso que Law foi o mais novo recruta a partir em uma missão de campo. Acompanhado de Alexia, uma das sete que com ele treinava, de treze anos, e de outro semideus desconhecido, esse em idade adulta, as ordens eram bastante simples, e igualmente perigosas: assassinar o líder de uma corporação que fornecia armamentos a terroristas, inimigos dos Estados Unidos. O trabalho não foi difícil para a dupla de espiões – visto que o jovem filho de Éris ficou como um mero espectador – e duas semanas depois os agentes voltaram para a base.

Mas não havia base alguma para voltar. Destroços, cinzas, e corpos carbonizados eram os únicos vestígios do local. Nenhum dos três soube o que havia acontecido com precisão, mas não precisavam saber. Todos haviam sido disciplinados para lidar com o lixo que era a humanidade, e mesmo com a perda de todos os companheiros – e familiares, no caso de Anthony – os três apenas abandonaram o que havia sido sua vida por anos sem qualquer hesitação. Quem quer que houvesse atacado a base, não sabia que o trio estava vivo, e eles preferiam que continuasse daquela maneira. Daquele momento em diante, eram fugitivos.

...



Nomes falsos, documentos falsos, vidas falsas. Erick - o semideus mais velho - usou de suas habilidades e contatos para criar novas identidades para os três, e assim começou suas novas vidas. Ainda agindo nas sombras, Anthony passou de espião a criminoso. Suas habilidades, somadas com a dos outros dois, permitiu que colocassem em prática crimes bem planejados e executados – em sua maioria, fraudes online e roubos a pequenas empresas e casas de aposta. Dessa maneira, as autoridades não dariam tanto valor aos crimes, mas ainda assim os semideuses faturavam milhares de dólares por semana.

Anthony era o único que não se sentia totalmente à vontade com aquilo. Havia sido treinado como um espião, um soldado sem sentimentos cujas únicas funções eram recolher informações e matar os inimigos do governo. O rapaz não precisava interagir com pessoas, não precisava viver como um ser humano normal. Ele apenas tinha que cumprir suas ordens, e pronto. Assim, ser jogado na sociedade não foi nada fácil para alguém como o filho de Éris, que aos poucos começou a descobrir lados desconhecidos de sua própria mente. Sentimentos começaram a se aflorar, e não demorou muito para perceber o quanto gostava de Alexia, além de desenvolver uma amizade que antes seria impossível para ele com Erick.

E assim os anos se passaram, e aos quinze a prole da discórdia já era um completo especialista nos crimes que praticavam, mas sua mente nunca deixou de viver um conflito interno, tendo que conviver com duas pessoas completamente opostas em um só corpo – não uma dupla personalidade, ou algum distúrbio desse tipo, era apenas o reflexo de um homem criado entre lobos sendo forçado a viver com humanos.

Foi pouco tempo depois disso que os três souberam a respeito do acampamento meio-sangue. Foi durante o primeiro ataque de monstros que sofreram desde que haviam deixado a base do Alvorecer. Os três estavam na casa que haviam alugado, após um dia normal. Ou ao menos o que poderia ser considerado normal para eles. Os três assistiam TV e comiam alguma besteira qualquer, rindo entre si, quando Erick pressentiu o perigo chegando. O rapaz tinha tal habilidade, embora nunca explicasse pros dois de onde ela vinha.

De qualquer forma, o trio se armou e não demorou para que duas dracaenae invadissem a casa em busca dos meio-sangues. A luta foi difícil para o filho de Éris, que há muito não se envolvia em um combate e estava completamente enferrujado, mas após algum tempo uma das mulheres-serpente já era pó no chão, e a outra estava completamente amarrada. Erick ficou sozinho com o monstro, de acordo com ele para descobrir como haviam sido encontrados, mas quando voltou a encontrar a dupla, tinha um assunto totalmente diferente a tratar. Sobre um lugar novo, em que pessoas como eles eram acolhidos e viviam em completa segurança.

Obviamente, nenhum dos três recusou a ideia, e, utilizando as informações adquiridas por Erick, não foi difícil encontrar a colina Meio-Sangue, onde a vida de Anthony mudaria completamente... De novo.


Habilidades: Agilidade e Persuasão

Presentes de reclamação:

— Chaos Armor [Uma armadura negra com o símbolo de uma maçã gravado em seu peito. A armadura é level, porém muito resistente, funcionando como uma espécie de escudo, semi-indestrutível. Quando desativada ela transforma-se em um broche com o símbolo da Deusa.]

— Garras Envenenadas [Desativada é uma luva de couro negra, porém quando ativa transforma-se numa luva de ouro celestial com garras resistentes onde ficam as unhas, cujas possuem um veneno. O veneno não mata, porém causa grande dor no oponente e vai consumindo a HP deste no decorrer dos turnos.]

— Chave Dimensional [Uma chave de ouro que pode abrir uma espécie de vórtice pequeno no ar, o qual serve para o semi-deus colocar objetos e armas, como uma bolsa ou armário portátil. O pequeno portal pode ser aberto em qualquer lugar no ar, além disso pode abrir qualquer fechadura na qual ela é colocada.]
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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Zeus em Seg 30 Maio 2016 - 20:27


Avaliação

Aaron – Aprovado
Sua história está muito boa, bem desenvolvida, com poucos erros. Bem Vindo prole da Vingança!

Anastasia – Aprovada
Gostei da sua história, mas muito cuidado com a concordância das frases e a troca do tempo verbal e embora eu não ligue muito para justificativa, acho que seria mais válida para Eros e não Afrodite. Bem Vinda prole de Afrobitch!

Anthony – Aprovado
Achei interessante, podia ter sido melhor, mas quase não vi erros. Bem Vindo prole de Érinha!




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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Connie L. Montgomery em Ter 31 Maio 2016 - 17:04

Nome: Connie Louise Montgomery
Idade: 13 Anos
Deus(a) Escolhido(a): Quione
Porque quer ser reclamado por esse Deus:  Bom, eu li um pouco sobre a deusa e tal. Achei ela bem bacana e tal e eu poderei ser a Elsa do CHB (okay, parei q). Podemos dizer que ela é uma deusa “esquecida”, desprezada pela mãe, e que com esse desprezo recebido poderia amar mais seus filhos, ser alguém que se importe (eu acho, neah?). E por que eu quis ser uma filha de Quione, uma vez que a deusa combinaria com minha personagem.
História:
 
Connie nunca fora uma pessoa fácil. Não que a mesma seja má ou algo do tipo, mas sim por que ela era, e ainda é, uma pessoa fechada e fria. Talvez seja por isto que seu apelido de infância ainda seja usado por muitos hoje: Snow White. A Branca de Neve. A garota de olhar frio e presença congelante e imponente, que por onde passa captura olhares de desejo ou de inveja.
 
Nunca quis ser assim, fato, mas não conseguia ser diferente. Era como se uma força maior se fizesse presente no interior da garota e a fizesse ser daquele jeito. Fim. Era isto.
 
Ah sim! Também havia o bizarro fato de, quando ficava nervosa, a temperatura ao seu redor diminuía. Como? Não sabia. Por quê? Bom, leia a resposta anterior. Não fazia idéia de onde vinha aquela “força congelante”, e até pensou que poderia ser uma Elsa da vida, achar Arendelle e virar rainha, mas infelizmente aquilo não passava de um conto de fadas criado por uma indústria babaca que quer vender produtos para crianças a preços absurdos (sim, Connie odeia a Disney).
 
- Connie. – Tatsuya chamou sua atenção, fazendo com que a garota parasse de ler o jornal matinal para prestar atenção em seu amado irmão.
 
- Sim, irmão? – perguntou, abrindo um sorriso que a vista era encantador. O rapaz tocou gentilmente o topo da cabeça da menina e fez um cafuné. Ele abriu um sorriso para a mesma, que corou e abaixou o olhar.
 
- Estou lhe chamando há cinco minutos. – continuou, puxando gentilmente o jornal das pequenas mãos que o seguravam, dobrando-o e colocando em cima da mesa. – Temos que ir à escola.
 
- Peço desculpas por não ter escutado, irmão. – a pequena falou, fazendo uma pequena saudação respeitosa ao seu irmão mais velho. Ele a tocou no rosto de maneira gentil e olhou a menor com ternura, o que fez o gelado coração de Connie amolecer. Ela amava o irmão, e somente a ele demonstrava qualquer expressão, qualquer sentimento. Qualquer coisa.
 
Tatsuya moveu sua mão para a de Connie e a conduziu gentilmente para fora da gigantesca cozinha da mansão da família Montgomery. O pai, Haruka Montgomery, é dono da Heart Corp, uma gigantesca empresa de tecnologia balística de ponta, vendendo armas para o governo americano, uma vez que moravam em Washington agora. O acordo com o presidente fez com que a família se mudasse do Japão para os Estados Unidos, com vantagens em proteção e afins.
 
Sinceramente a menina achava aquilo uma viadagem extrema. Começando com o fato de que era uma merda ser vigiada por sete caras de preto, todos armados e prontos para qualquer ataque. Continuando com o fato de que seu irmão fazia parte daquele grande sistema idiota de proteção à herdeira da família. Sim, Tatsuya era o mais velho. Mas não, ele não era o próximo na linha de sucessão de líder.
 
Todos desprezavam seu irmão e a menina não sabia os motivos. E, sinceramente, com todos os parentes loucos que possuía ela não queria nem saber e apenas tacava o foda-se para as opiniões da família. Não passavam de um bando de idiotas.
 
********************************************
 
- Connie, o que acha? – Érika, a presidente do corpo estudantil do colégio Mackinley, perguntou. O colégio o qual estudavam era de alta classe, o melhor entre todos os colégios no estado inteiro, desde métodos de ensino até nos clubes existentes. Tentaram convidar a menina para ser uma chefe de torcida, mas ela recusou. Disse para Quinn, a líder, que era uma atividade superficial que fazia com que as garotas daquele clube tratassem outras como lixo só por terem um rostinho bonito, mas que na verdade eram garotas solitárias e que gostavam de dar para atletas para se sentirem maneiras.
 
Cruel? À vista sim, mas Connie não ligava. Era sua opinião, e por mais que as chefes de torcida tenham dito que se vingariam ela não se sentiu ameaçada. Pelo contrário, riu na cara de todas e falou que elas podiam tentar, mas que se arrependeriam amargamente se levantassem um dedo para a mesma.
 
A garota meneou a cabeça, encarando o grande cartaz colorido anunciando o baile da escola, uma coisa inútil na sua opinião, mas se a maioria do grêmio votou a favor, quem era ela para boicotar? Não era a presidente, somente a vice. Suspirou pesadamente.
 
- Muito colorido não é legal. Façam um ajuste de cores. – o tom de voz era frio e cortante, como sempre foi, e aquilo não era surpresa para ninguém. – Façam uma combinação de duas ou três cores, no máximo. E então mandem imprimir os cartazes em uma boa gráfica. Temos fundos o suficiente para isso.
 
O olhar gélido voltou-se para Kurt, o tesoureiro, que se encolheu em sua cadeira e afirmou lentamente com a cabeça.
 
- Ótimo. Deixo minha decisão por aqui. O resto é com você, Érika. – falou, ficando de pé e retirando da sala do grêmio estudantil. Tinha mais o que fazer do que ficar decidindo esse tipo de coisa.
 
********************************************
 
- E como andam as coisas no grêmio? – Haruka perguntou, fazendo Connie erguer uma sobrancelha em um claro sinal de “por que você quer saber?”. O pai pigarreou e voltou a atenção, à contra gosto, para Tatsuya. – E como foi o seu dia, Tatsuya?
 
- Normal. – o rapaz respondeu ao pai no mesmo tom desgostoso o qual as palavras do velho soaram na mesa. A pequena apenas limitou-se a fechar os olhos e ignorar o comportamento infantil e idiota do pai. Não queria odiar Haruka mais do quer já odiava.
 
De maneira brusca levantou-se da cadeira de almofadas vermelhas, derrubando-a com estrondo e retirou-se da sala de jantar a passos largos e firmes. Saiu do conforto de casa e foi até o jardim, o vento congelante da noite balançando seus cabelos lisos agressivamente.
 
Não que o mesmo incomodasse a menina. Estranhamente ela nunca, repetindo, nunca, se sentia incomodada com o inverno. Neve? Adorava. Os dias que a jovem sempre sorria eram aqueles os quais a fofura branca erguia-se a pelo menos trinta centímetros do chão e ela podia ficar em contato com a neve o tempo que queria, mesmo que depois esta viesse acompanhada por febre e uma gripe.
 
Andou pelo jardim, os pés descalços queimavam no frio chão de pedra e a sola estava ficando levemente avermelhada quando chegou ao balanço preso a um galho do velho carvalho plantado no centro do jardim, com várias rosas brancas plantadas em volta (ela queria rosas vermelhas, mas o pai havia dito que as brancas lembravam a mãe, e ordenou que fossem plantadas as desta cor, para aborrecimento de Connie).
 
Ali ficou por pelo menos meia hora. Tatsuya não fora atrás dela, pois sabia que a morena preferia ficar sozinha em situações como aquela. Seu irmão a conhecia muito bem. Um suspiro saiu pelos lábios finos, e estava se preparando para voltar para a mansão quando viu.
 
Era uma mulher, tinha certeza, afinal tinha peitos (e maiores que os dela, como era possível?). Os cabelos eram brancos como a neve e extremamente longos, a pele era pálida e os olhos... Dourados? Quem possuía olhos daquela cor? Usava uma túnica branca, curta e que a deixava extremamente sexy, não de um jeito que faria a pequena desejar dar uns pegas nela, mas sim de um jeito que... Bom, faria os homens enlouquecerem.
 
- Connie. – a mulher falou, a voz suave mas ao mesmo tempo forte. – Precisamos conversar. Mas não aqui, e nem agora... – ela estendeu a mão na direção de Connie, que sentiu o corpo pesar, assim como os olhos, e tudo ficou escuro.
 
********************************************
 
- Isto está um saco. – murmurou, encarando os casais dançando na pista. As luzes coloridas lançavam-se para todas as paredes e o globo de vidro girava de forma hipnótica, refletindo ainda mais o jogo de cores. De uma coisa Connie tinha certeza: se houvesse algum epilético ali, ele teria sérios problemas.
 
- Bom, imagino que esteja mesmo. Não tem par, Montgomery? – ouviu a fina voz de Quinn soar à sua esquerda. O trio de idiotas que comandavam as Cheerios, as chefes de torcida, estava encarando a pequena com olhares desdenhosos. A loira estava linda, era fato, os longos cabelos cor de ouro estavam soltos e caíam como cascata em seus ombros. O vestido azul combinava com as orbes de safira, e ela lembrava muito a Cinderela. E Connie odiava a Cinderela.
 
- Olha só, se não são as três graças. – a menina falou, fazendo com que elas se empertigassem. – A sem graça, a desgraça e a nem de graça. – zombou, e as bochechas de Quinn inflaram e ficaram tão vermelhas quanto a faixa de cabelo de Brittany. Ela bateu o pé e retirou-se junto com suas sombras, para alívio da morena.
 
Podemos dizer que ela não estava de bom humor naquela noite. Primeiro aquela aparição da mulher de cabelos brancos, depois ela desmaia e ao cair trincou uma de suas costelas. Além de passar dois dias com uma dor extrema, ela ainda teve que ficar presa dentro de casa e foi obrigada a escutar seu pai gritar com Tatsuya, como se a culpa fosse do irmão. Velho desprezível.
 
- Tsc. – a pequena mordeu o lábio inferior e se retirou do ginásio. O vestido preto era simples, e balançava com o andar desajeitado dela. Ir para fora e pegar um ar seria a melhor coisa a fazer.
 
Ao passar pelas portas do ginásio e sentir a brisa fresca da noite a menina sorriu. Mas tão logo se arrependeu de ter saído. Algo a acertou em seu lado bom e lançou-a ao ar, ao encontro de uma árvore. O grito fino ecoou na noite e lágrimas de dor embaçaram a vista de Connie.
 
- Mas que merda... – murmurou, a voz por um fio. Olhou para o lugar onde estava antes e nada viu. O que a atingira? E por que a atingira? E caralho, que força incrível aquilo tinha! – Quem está aí? – perguntou, a voz um pouco mais alta.
 
Uma brisa extremamente fria assolou o lugar, deixando a pequena gelada até os ossos e fazendo um calafrio percorrer sua espinha. Aquilo não ia acabar bem.
 
Tentou se erguer mas não conseguiu. As pernas tremiam e o corpo doía demais, a cabeça girava como as Xícaras Malucas de parques de diversões. Mas apesar da vista um tanto quanto embaçada pelas lágrimas ela conseguiu ver: um lobo.
 
- Cacete, um lobo normal não tem esse tamanho. – murmurou. Sim, era um lobo, mas não um lobo comum, ou pelo menos assim ela julgou. Ele era branco, possuía olhos vermelhos e raivosos e era gigante, como se tivesse sido modificado geneticamente para ser um monstro. Fora aquela coisa que a atingira?
 
O animal ficou em posição de ataque, pronto para avançar, mas foi detido por algo que brilhou aos seus pés. Um clarão de luz fez com que a pequena desviasse os olhos e assim que a intensidade diminuiu e julgou seguro, os olhos azuis voltaram-se para o que havia em sua frente.
 
A mesma mulher de cabelos brancos e longos estava ali, de costas para ela e de frente para o lobo. E ao lado do animal havia um homem de cabelos negros e olhos tão azuis quanto safiras, usando roupas de gala. A pequena não o reconheceu, nunca o havia visto.
 
- Volte para o seu lugar, Magnus. – a mulher de cabelos brancos falou, o tom de voz ameaçador. – É melhor vocês ficarem longe da Connie, ou juro pelo Estige que vou chutar a bunda de vocês para o Tártaro. Minha senhora está de olho em seus movimentos. Mande Uller desistir do plano, e para que ele dê esse recado para todos os Aesir.
 
- Só você para falar algo assim, Cornélia. – Magnus riu e encarou Connie, que sentiu um calafrio percorrer sua espinha. – Diga para a Senhora das Neves que a moça faz parte dos nossos planos. O inverno está chegando, pode ter certeza. Vamos, Skoll.
 
O lobo uivou e rosnou para a morena, que se encolheu no chão, e então desapareceu junto com o tal de Magnus em um clarão branco. O que acabara de acontecer ali? A tal de Cornélia suspirou audivelmente e virou-se para a pequena com um sorriso amarelo nos lábios.
 
- Eu sinto muito, Connie. – ela falou, caminhando até a menina e ajoelhando-se em sua frente, os olhos dourados encarando os orbes de safira da garota. – Mas percebemos os movimentos deles tarde demais. Sua mãe estava lhe observando, mas um lapso a fez desviar a atenção para outras coisas e eles aproveitaram.
 
- Espera, minha...
 
- Ela quer que você vá para um lugar seguro. Um lar novo, claro, e um pouco assustador, mas...
 
- Pare! – Connie falou, a voz firme. Cornélia calou-se, mas continuou encarando a menina intensamente. – Quem exatamente é você? E como... Você conhece minha mãe?
 
- Conheço. Mas é muito mais complicado do que isso, querida. – Cornélia soltou um novo suspiro e ofereceu a mão para a pequena, que aceitou sem hesitar. A moça a colocou de pé, amparando-a para que não caísse e começou a andar para longe do ginásio. Em direção à floresta. – Você é uma semideusa. Sua mãe é Quione, a deusa das tempestades de neve e afins ligados ao mau tempo. Lhe explico melhor quando chegarmos em nosso destino.
 
Connie concordou com a cabeça. Tão fácil? Ela não tinha dúvidas. Era como se dentro dela houvesse um “mentirômetro”, um ‘termômetro’ para mentiras e as palavras de Cornélia não dispararam nada na pequena. Além disto, quando a moça de madeixas brancas lhe falou sobre Quione, um brilho sobre a cabeça da garota lhe chamou a atenção e, ao olhar, conseguiu ver um floco de neve branco girando antes de sumir totalmente.
 
Só teria que fazer uma coisa: falar com Tatsuya. Cacete, a menina nunca pensou que sua noite terminaria assim. E mal tinha noção do quanto sua vida estava para virar um grande inferno.
 
Habilidades: Agilidade e Resistência
Presentes de reclamação:
Katana Perdida - Aparentemente é uma Katana normal, porém ao toca quando a Katana toca em algo congela instantaneamente, porém em semideuses não funcionara ao menos que seja mais forte.


— Cover Lost - Uma capa medieval totalmente branca, quando o usuário bota o capuz consegue se camuflar no cenário.
 

— Cajado das Neve - Ao utiliza os seus poderes para manipular a neve/gelo, o dano aumenta 25%.


Connie Louise Montgomery
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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Zeus em Ter 31 Maio 2016 - 22:27


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Connie – Aprovada
Sua história foi boa, nada cansativo de ler, embora tenha dado 4 páginas no meu Word ¬¬. Bem vinda Prole de Quione!

~ATT


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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Convidado em Qui 2 Jun 2016 - 18:07

coming down


Nome: Eileen Louise Christiansen

Idade: 19 anos

Deus(a) Escolhido(a): Nêmesis

Porque quer ser reclamado por esse Deus: A minha escolha por essa Deusa foi por admirar e gostar da história dela. Nêmesis é uma das deusas mais completas de toda a esfera mitológica, e a que mais me cativou para escolher tanto os poderes como os presentes. Nêmesis tem uma personalidade que combina com a da personagem em questão, visto que a sua sede de poder é justamente para ter vingança e ter justiça. Fora que seria uma honra ser filha de uma divindade tão perfeita quanto ela.

História:

6 de Junho de 1996, Copenhague, Dinamarca

– Caramba, isso dói. – resmungou a jovem de vinte e dois anos sentada no banco de carona da caminhonete velha de seu melhor amigo. O homem ao seu lado riu, enquanto Jean ria também, não adiantava negar, o riso de Laurent era contagiante, tal como teu sorriso. Por que não ficara com ele oito meses antes? Perguntava-se. Fora o homem de pele olivácea ao seu lado, que dirigia com maestria a velha caminhonete de seu pai, que cuidou da moça até aquele momento, não a deixando desistir de ter as filhas no meio do caminho.

Jean se pegou olhando para seu jovem amigo de infância com gratidão, seu olhar transformado em uma careta em poucos segundos graças a uma contração. – Ai. – resmungou, colocando a mão na barriga contraída. As contrações agora se tornaram mais fortes, a medida que o tempo entre elas se tornara mais curto. Então abriu a boca, sentindo algo molhar a parte interna de suas coxas. – Laurent, acho que a bolsa estourou. – falou a moça, olhando para sua calça jeans molhada.

O riso do jovem se esvaiu quando ele olhou para a mulher ao seu lado, uma expressão de desespero perpassando seu rosto e, então, acelerou o carro, costurando entre os carros. A mulher arregalou os olhos com a velocidade do carro, mas logo os fechou, a contração forte atingindo-a em cheio.

Com a velocidade do carro, chegaram ao hospital quase sem quaisquer transtornos. Enquanto Jean se sentava na cadeira de rodas que lhe era oferecida – assim que foi vista em sua situação – Laurent preencheu todas as suas fichas médicas, de forma a agilizar o processo. A jovem foi levada até a sala de cirurgia e, após toda uma preparação necessária para o parto cesariano, o obstetra chegou e fez o parto.

Jean permanecia acordada quando as duas nasceram, mas, cansada e grogue por causa da anestesia que tomara, adormecera pouco tempo depois. Quando acordou, perguntando por suas filhas, recebeu somente uma em seus braços. O calor da filha nos braços não a fez esquecer de que tivera gêmeas no parto. No cobertor em que a recém-nascida estava enrolada estava escrito, em uma letra bem elaborada, Aimée Susan. – E onde está Arabella, Laurent? – perguntou ao amigo, que abaixou a cabeça, sua expressão tornando-se desolada. A expressão da jovem arquiteta se tornou inquisitiva em poucos instantes. – Laurent, cadê a minha outra filha?

Enquanto seu amigo lhe contava toda a história que os médicos lhe contaram. Uma mulher loira com roupa de enfermeira segurava um bebê conforto com uma criança, recém-nascida, que dormia enrolada entre seus cobertores. A mulher estava vestida com um sobretudo negro que a cobria até seus joelhos. A fina chuva caía sobre sua sombrinha transparente que protegia a ambas – adulta e criança. Fez seu caminho até o carro, colocando a criança no banco de trás e saindo do hospital naturalmente.

Nos cobertores cor-de-rosa da criança que dormia num sono tranquilo no banco de trás do carro estava escrito, numa caligrafia elaborada e pequena, Arabella Louise.

7 de abril de 2003, Copenhague, Dinamarca

Eles novamente brigavam no quarto ao lado, a garota podia ouvir os sons dos tapas na pele de sua mãe e seus gritos. Aprendera desde cedo que não podia entrar na frente de seu pai quando este se encontrava cambaleante e com uma garrafa de bebida na mão. Aprendera que quando ele estivesse com cheiro de álcool era para se trancar em seu quarto e não abrir a porta até que a casa estivesse em silêncio.

Tinha noites que o homem não bebia. Tinha noites que ele chegava a casa sem o cheiro ruim da bebida em suas roupas sujas de graxa. Sim, tinham noites tranquilas naquela casa. E naquelas noites, Arabella podia sentar-se a mesa e fingir que eram uma família feliz, apesar dos problemas, apesar das inúmeras marcas e hematomas no rosto da mãe, que já fora bonita um dia. Mas essas noites se tornaram tão raras que não mais pareciam reais.

Naquela noite a menina se espreitou pela casa, sentia sede e queria somente um copo d’água, mas, atraída por um som alto vindo da sala, foi para lá com as piores expectativas. O que viu a aterrorizou.

Arabella viu a poça de sangue se espalhando pelo carpete, pontilhado com pequenos cacos da mesa de centro que ficava a frente da poltrona de couro, de frente para a tv. Sua mãe estava com os olhos fechados e os cabelos loiros e quebradiços empapados com seu próprio sangue. As marcas roxas se evidenciavam em seu rosto pálido e em seus braços. A garota sentiu-se nauseada com a imagem, mas estava paralisada, encarando a mãe morta. – Que que foi garota? – seu torpor foi interrompido pela voz de Herrick, brutal e fria. O homem tremia em suas bases, ainda embriagado pela bebida. – Limpa essa merda no chão. – disse, com mais calma, o homem, mas ainda violento, voltando a si.

A garota olhou da mãe para o homem que a matou aterrorizada, com os olhos marejados. – Vai logo antes que tenha o mesmo destino que a sua mãe, garota! – gritou o homem, tirando-a de seu torpor, fazendo-a deixar as lágrimas contidas em seus olhos derramarem. Ela correu para buscar um pano enquanto o homem, no outro lado da casa, dava-se conta do que acabara de fazer e se abaixava, tremendo e chorando. Abraçou a mulher ensanguentada e chorou em seu corpo. Quando levantou a cabeça novamente, Arabella estava na porta da sala, com o pano e um produto de limpeza qualquer na mão.

– Sai daqui! – gritou o homem, apontando para a porta. A garota pulou, assustada, e correu em direção ao seu quarto, encolhendo-se na cama. Sua mãe estava morta e seu pai a havia matado, tinha certeza desse fato. Agora ouvia a voz de Herrick falando no telefone, ouviu coisas que ela não queria ouvir. Durante a noite, o homem era todo amores, quando a polícia chegou. Acordou-a com carinho, dando-lhe beijinhos na testa e sussurrou, entredentes, quando achou que os oficiais da perícia não podiam ouvir: – Vê se não faz nenhuma besteira. – então beijou sua cabeça.

Arabella engoliu o seco ao sentir o cheiro de álcool em seu hálito e ficou olhando para a retirada do corpo de sua mãe. Naquela noite a menina teve pesadelos horríveis com seu padrasto tentando mata-la enquanto dormia. No dia seguinte, não foi pra escola.


8 de abril de 2010, Atlanta, Geórgia

Podia ter sido pior. Ele podia tê-la jogado contra a mesinha de centro, como fizera com sua mãe. Ela podia estar morta agora.

Era a terceira vez naquele ano que Arabella parara no hospital por causa de uma fratura em um osso qualquer. Supostamente, para a polícia e para todos os outros moradores de seu bairro, ela tinha caído da escada na noite anterior, mas a verdade era muito pior. A morena não podia contar, porém seu pai era um assassino, que a maltratava desde a morte da mãe, sete anos antes. Ela tinha medo de contar que ele quebrara seu pulso porque tinha feito algo que o homem não gostara. E tinha medo de contar, pois todos os dias Herrick a ameaçava de morte, pouco antes de deixa-la na escola.

Nos fins de semana, homens iam a sua casa jogar pôquer, o jogo que fazia o pai perder todo o seu dinheiro. Criara dívidas impagáveis as quais os homens queriam que ele pagasse oferecendo sua filha a eles. Mais de uma vez Arabella fora assediada por mais de um desses homens. Nesses dias, se trancara no quarto e colocava os fones de ouvido, com a música no iPod no volume máximo e se encolhia deitada em sua cama.

Naquela noite Herrick espancara sua porta até a madeira sair das dobradiças e a puxara pelos cabelos até a cozinha, onde os homens mal encarados tomavam sua cerveja com cartas de baralho na mão. Eles não fizeram nada quando o homem, bêbado, chegara com a menina reclamando alto e ela soube que eles não se importavam com ela, a não ser para levar a cerveja em suas mãos.

A morena tinha medo, mas apesar de tudo, naquela noite, recusara-se a fazer o trabalho de garçonete para aquele bando de marmanjos. – Não. – disse, quando seu pai pedira mais uma cerveja para seus amigos. Herrick a encarou com um olhar assassino que fez seu sangue gelar, mas não recuou. Cruzou os braços e empinou o nariz. – O que disse, garota? – perguntou o homem, num tom mortalmente calmo. – Não. Tenho dever de casa pra fazer e não vou ficar aqui... – o riso do homem a interrompeu. Os outros somente observavam, calados.

– Agora ela quer fazer dever. – falou o homem, rindo ainda mais, com as mãos na barriga. Seu riso pareceu contagiante aos seus amigos, que o acompanharam na risada. Arabella continuou com os braços cruzados e sem recuar, mas o medo fazendo seu sangue gelar em suas veias. Então a risada de Herrick, que ecoava pela cozinha, parou subitamente e o homem se levantou, batendo suas cartas viradas para baixo na mesa coberta com a toalha de pôquer. Todas as fichas deram um surto salto e todos pararam de rir. – Deixe de brincadeira e pegue outra cerveja pra mim. Ou...

– Ou o quê? Vai quebrar meu braço de novo? A perna? Ou vai me jogar contra a mesinha de centro igual você fez a minha mãe? – a voz da morena tornou-se altiva e mais alta ao interromper o pai que a encarou, o olhar de ódio tornando-se mais brando. Herrick afastou a cadeira com um empurrão, se aproximando da garota. Essa recuou um passo, encostando-se à parede gelada. Sua expressão corajosa deu lugar ao medo e o ódio tornou a se intensificar no olhar do pai.

Um sorriso maquiavélico surgiu em seus lábios, e o homem tocou o rosto e Arabella, passando o indicador levemente em sua bochecha. – Cadê sua coragem, agora, hein, vadiazinha? – disse, e pegou-a pelos cabelos, aproximando seu rosto do dela. A morena sentiu o jantar subir-lhe a garganta e se encolheu. Seu pai riu. – Ficou covarde agora, é? – falou, entre a risada e meneou a cabeça. Empurrou a cabeça da garota para trás, fazendo-a bater a cabeça na parede com força. Ela fechou os olhos, sentindo o gosto de sangue na boca, então ele a soltou.

– Deixe de brincadeira e pegue outra cerveja pra mim. – disse Herrick, soltando a menina, que caiu no chão com a mão na cabeça e lágrimas enchendo seus olhos. Então se levantou e meneou a cabeça, com os olhos semicerrados. – Não. – disse, quase que num rosnado, toda a sua raiva e força de vontade colocadas naquela singela palavra. O grande homem que estava a meio caminho de sua cadeira se virou. Arabella deu mais um passo a frente, afastando-se da parede, encarando o pai.

E então tudo aconteceu rápido demais. O homem se aproximou e lhe puxou pelos cabelos até a sala de estar, enchendo-a de tapas até ela desmaiar.

Na manhã seguinte ela não se lembrava do que havia acontecido. Estava em sua cama com o som irritante de seu despertador tocando ao seu lado, mas, ao desliga-lo, sentiu toda a extensão de seu corpo doer. Sua boca latejava e seu braço, recém-curado de uma fratura, estava novamente doído quando o mexia. Quase não conseguia abrir o olho direito que estava roxo e inchado e então o viu parado sob a batente da porta que quebrara na noite anterior.

Herrick tinha um olhar de culpa não usual, enormes bolsas roxas sob os olhos castanhos e um curativo na sobrancelha. Mesmo com o corpo dolorido, Arabella recuou, o medo claramente estampado em seus olhos azuis. O homem abriu a boca para falar alguma coisa, mas desistiu antes que o dissesse. Virou-se e saiu do quarto da garota, virando a direita.

Naquele dia a diretora da escola ligou e perguntou por que a morena não tinha ido à escola. A morena ouviu seu pai dizer que ela tinha sofrido um acidente enquanto andava de bicicleta.

16 de Julho de 2012, Atlanta, Geórgia

Era uma noite de chuva fina naquele momento. Os pés revestidos por um allstar de cano longo desmanchavam algumas poças de água pela calçada deserta. Muita coisa havia mudado dentre dois anos. Desde os ataques dos monstros e a morte de Herrick por uma Dracaena, a morena dinamarquesa conhecida agora por Eileen, sobrevivia cada dia roubando comida e lutando ao lado de Sigmund, um amigo negro da cidade de Phoenix, no Arizona.

Eileen passara por várias cidades, e em todas elas fora perseguida, obrigando a mesma a ter um estilo de vida nômade. Assim como Sigmund, muitas vezes dormira nas ruas, e em alguns albergues. Mas agora, a dinamarquesa estava em seu antigo lar.

O ambiente velho e sujo da pequena casa tinha o aroma de mofo e umidade. Eileen observara a sua bicicleta favorita, ainda em um perfeito estado, quase intocada. Seus olhos claros fitaram o espelho empoeirado preso a uma parede suja de sangue e mofo.

- Não deveríamos estar aqui. A gente deveria estar em Long Island. - Comentou baixo o garoto negro, fazendo a garota revirar os olhos. - Eileen, vamos embora, por favor.

– Não. Eu quero saber o que aconteceu realmente com o meu– - Sua reclamação fora interrompida por um sibilar. As respirações pausaram, assim como quaisquer movimentos que fora realizados antes do som. Eileen e Sigmund caminharam para perto da porta de novo, e outro barulho, dessa vez metálico, ecoou por toda a casa. A morena encarou a porta e logo olhou para a cozinha. Uma silhueta de uma mulher metade cobra foi se formando. Sigmund passou na frente de Eileen e gritou: - Corre, rápido!

A chuva havia aumentado a sua intensidade quando os dois corpos saíram da casa rapidamente. Os pés ágeis da morena pisoteavam com completa fúria as poças maiores de água. A criatura armada por uma lança, rastejava em uma perseguição predatória. Os ventos frios doíam o nariz da semideusa, e suas mexas grudaram na sua pele molhada.

Sigmund começou a rasgar a sua bermuda, e deixou as pernas de sátiro a mostra. Eileen arregalou os olhos assustada e tentou falar, mas o monstro jogara a lança na perna esquerda de Sig. – Não! Sigmund, levanta, rápido! - Gritou a menina, preocupada. O monstro ia avançando, pronta para o combate.

O sátiro empurrou a dinamarquesa para frente, e um carro se chocou com a mulher metade cobra. Eileen se levantou e tirou a lança da perna do sátiro, enfraquecido. – Respira fundo, acho que a ajuda chegou para gente, Sig.

- Ajuda para você, Leen. - Sussurrou o sátiro, enfraquecido pelo ferimento. Do carro saiu uma morena bela e de olhar forte, que fez a dinamarquesa abaixar o olhar por alguns segundos: - A Emily vai lhe levar pra Long Island, para um local seguro. Fique sempre a...

O silêncio invadiu o local. Sigmund estava morto nos braços de Leen. Os olhos claros da garota se arregalaram em fúria. O monstro estava atordoado com o choque, e Emily puxou o corpo vivo da semideusa para dentro do carro, sem falar nada. Acelerando, as duas deixaram o local.

– Para aonde vai me levar? - Perguntou Leen, seriamente. Emily encarou a menina e apenas sorriu de canto: - Acampamento Meio Sangue. Em Long Island.

Inconformada, Eileen observou suas mãos sujas de sangue e sussurrou: – Pelo seu sangue, eu irei vingar a sua morte, Sigmund.

Habilidades: Defesa e Persuasão

Presentes de reclamação:

► Espada da Justiça - Nêmesis é a deusa do equilíbrio e da justiça, ao ser reclamado filho ou filha de Nêmesis uma espada aparecerá, ao mentir para o filho de Nêmesis enquanto ele estiver com a espada, ira fazer a mesma emitir uma cor vermelha, tão profunda como o sangue, também ao classificar como algo que quebraria o equilíbrio o mesmo tom ira ser transmitido. A espada é feita de Bronze celestial.

► Biscoito Da Sorte - Um Biscoito especial capaz de dar boa ou má sorte e uma dica ( Dependerá do narrador), só poderá ser usado uma vez por missão, mais voltará no final da missão.

► Escudo da Libra - A Balança(Libra) é o simbolo do equilíbrio, O Escudo da Libra, é uma arma bastante resistente feito de Ouro imperial.

Convidado

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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Chaos em Qui 2 Jun 2016 - 18:27


Avaliação

Eileen Louise Christiansen — Apesar de sua ficha estar bem barroca (cheia de cultismos e outros elementos desse texto) com isso sendo um elemento que deve melhorar mais pra frente já que muitas vezes isso pode ser considerado como um tentativa de "encher linguiça", o contexto foi explorado de maneira razoável e não vi muitos erros de ortografia e gramática. Você tem bastante potencial e sempre gosto de pessoas que escolhem os deuses menos "comuns".
Aprovada










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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Mystina Lezard Armstrong em Qui 16 Jun 2016 - 20:09

“Eu não sou arrogante, arrogante é você que pensa estar no mesmo nível que eu”
Ficha de Reclamação
Nome: Mystina Lezard Armstrong
Idade: 22 anos
Deus(a) Escolhido(a): Hipnos
Porque quer ser reclamado por esse Deus: Escolhi Hipnos por conta da grande Criatividade que tenho e por adorar dormir muito. Além de ser bem calma e pacifica, preso muito a família e amigos. Além do fato de Hipnos ser um dos deuses mais "fortes" pois com um simples estalar de dedos poderia colocar o mais bravo dos guerreiros em sono profundo.

História: Nasci exatamente a dezenove anos atrás. Na cidade do Texas. Sou filha da desing Neriady Lezard, dona da empresa Lotus Darkness. Não somos exatamente unidos, desde que eu nasci, ela tem se empenhado cada vez mais ao trabalho, deixando-me sempre sozinha.
Minha infância fora muito conturbada. Nunca tive amigos, minhas notas, sempre horríveis, nunca passei mais de um ano em uma escola, os garotos sempre mexiam comigo. Tudo fora marcado em minha vida, da pior maneira possível.
Sempre tentei ser o melhor possível, não queria decepcionar a minha mãe. Solteira, vivendo apenas pelo trabalho, acho que não seria justo impor tantas dores de cabeça a uma única pessoa.

Mas a questão era, eu não conseguia simplesmente ser normal.
Todos esses fatos levaram a uma atitude desesperada vinda por parte de minha mãe. Foi a fase mais marcante da minha vida. Ela não aguentava mais todas as minhas atitudes, as expulsões, as suspensões, as brigas, os desentendimentos, não daria mais para aguentar, eu imagino. Ela procurou então por todos os cantos, todas as cidades até encontrar, um internato.
Aos doze anos, fui mandado para viver em um internato ao sul de Chicago, um pouco longe de casa, mas era para o meu próprio bem, segundo a minha mãe. Isso causou uma enorme revolta dentro de mim, não por ter sido mandado para fora de casa, mas sim, por decepcionar a única família que até então eu conhecia.Os anos no internato foram bons, não tive como reclamar, não tinha inimigos, as pessoas não me tratavam como um diferente, era como se ali, eu tivesse construído uma nova família. As aulas eram interativas, consegui aprender muito. Não só intelectualmente mas sim, espiritualmente.

Antes pensei que fossem ser os piores anos de minha vida, mas aquele tempo, foi o melhor que eu já tive.

Sorrisos e lágrimas vieram, junto com mortes e chegada de novas pessoas ali. Tanto tempo se passara, pareciam dias, mas já eram anos. O tempo não tinha piedade por mim, passava como as águas correntes de um córrego. Mas enfim, depois de três anos ali, algo aconteceu comigo. Algo comum, porém inexplicável.
Me apaixonei.
Sim, um sentimento tão devastador, tão mortalmente assassino, porém inevitável. O garoto era simplesmente magnifico, seus longos cabelos ruivos e olhos azuis, chamavam a minha atenção, sua pele cor de neve, parecia congelar os meus batimentos.Os dias que passavam rápido, começavam a voar enquanto eu ficava perto dele, dias passaram a ser horas, meses, semanas. Era inexplicável. Nós simplesmente nos amávamos.Finalmente mais um ano se passou, era meu aniversário de dezesseis anos. Meus amigos me rodeavam ao redor de um enorme bolo, era algo que eu não estava acostumado a presenciar, mas era feliz.
Meu sentimento de euforia deu lugar ao algo mais parecido com pânico quando um estrondo seguido de uma explosão cercou o lugar. Tossindo devido a poeira eu levantei sem conseguir ver nada nitidamente.

Quando a poeira baixou eu me dei conta do que estava acontecendo. Parecia um sonho, ali havia uma criatura terrível, uma especie de leão com asas, seu rosto era de águia. Eu conhecia aquela criatura de alguns sonhos passados, seria um... Um.. Um grifo.

Um grifo estava atacando todos os meus amigos, destruindo meu aniversario, acabando com as minhas lembranças. Isso não poderia estar acontecendo. Paralisado, eu desperto quando ouço o grito de uma voz familiar, era o de Lyon. Um sentimento de fúria começou a correr por minhas veias, corri até aquele mostro que o segurava firmemente, cravando suas garras no corpo pálido da garoto, transformando-o de um doce branco á um terrível vermelho sangue.A criatura então o atirou no chão, corri até ele. Ajoelhei-me ao seu lado, mas era tarde. Seu corpo já estava sem vida. Um ódio maior começou a jorrar dentro de mim, um grito de fúria saiu de minha garganta. Olhei para a criatura e caminhei sem temer até ela. Precisava de algo, mas o que? Continuei a procurar pelo chão, mas fui interrompido quando a criatura me jogou para trás, cravando as suas garras em mim. Tentei me levantar, mas o peso da criatura estava jogado sobre mim.

Um barulho de metal quebrou o silêncio tortuoso de meus pensamentos. Um garoto havia acertado a criatura com uma barra de ferro. Levantei zonza sem reconhece-lo.
A criatura se levantara novamente. Peguei a barra de ferro e comecei a bater em sua cabeça, a criatura frustrada voo para longe;
Caí ali de joelhos e comecei a me lamentar por tudo o que havia acontecido. Foi daí que um garoto com andar esquisito se aproximou de mim falando.

- Myst, tem de partir. Vá para Long Sland. La, encontrará o acampamento, aqui não estarás seguro.

Não sabia se acreditava no garoto, mas não tinha escolha.  Antes de me arrepender eu saí dali, andando, só com as roupas do corpo. Fui andando de Chicago até Long Sland. Uma dura e cansativa jornada, perseguido mais e mais vezes por criaturas cada vez mais repugnantes. Com medo, com frio, com fome. Sem achar uma saída, começando a enlouquecer e me xingar por ter acreditado num estupido garoto, eu finalmente chegou ao estreito de Long Sland.

Por ali começo a avistar uma enorme vista, um acampamento, realmente existia! Não estava louco. Mas sim cansado, muito cansado.

Subi todo o estreito pedindo para morrer a cada passo, não aguentava mais andar. Quando cheguei no topo eu caí de joelhos exausto, um homem de cadeira de rodas me esperava na entrada, vendo o meu estado ele me levou para dentro. Apaguei a partir de então.

Dormi a sono solto por um tempo que eu não saberia se não houvessem me contado, porém quando acordei me disseram, três dias.

Eu estava em uma especie de enfermaria, haviam macas e outros garotos e garotas por ali. O homem que eu havia visto antes estava ali, junto com o garoto que me mandara ir até o acampamento.

Ele então me explicou toda a verdade, compreendi tudo a partir de então. Minha mãe achava que eu tinha morrido no ataque e perdi meu namorado , não havia mais nada a perder se ficasse ali e treinasse para me tornar um poderoso semideus.

Hoje, estou aqui, passaram-se um ano desde que tudo aconteceu, meus amigos e Quíron esperam-me na arena. Então depois conto-lhes como foi o treino, adeus.

Presentes de reclamação: • Espada Oneirica -  - O filho de Hipnos pode escolher como o seu inimigo irá sofrer caso entre em contato com a lamina da espada. O inimigo pode ter uma boa visão de sua morte como se tudo não passasse de um sonho ou ele poderá cair em um pesadelo profundo.
• Flauta do sono -Olhos caídos, movimentos retardados, pronto. Seu inimigo só precisará de uma cama, mas a partir do momento que o belo som da flauta se extinguir seu inimigo volta a ativa, como se nada tivesse acontecido.



"O desejo egoísta de querer manter a paz provoca guerras"; Thanks Maay From TPO.

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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Nyx em Qui 16 Jun 2016 - 20:37


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Mystina – Aprovado

Miga, boa noite :>
Enfim, vamos lá: eu quase te reprovei. Quase. Mas não seria justo.

Você cometeu alguns errinhos de vírgula - e peço que preste mais atenção a essas coisas, ok? -, assim como alguns errinhos bobos de digitação, como "Long Sland" em vez de "Long Island".

Atente-se a isso. Estarei acompanhando seu desenvolver de perto sz

Bem vinda! 




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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Luke D. Miller em Sex 17 Jun 2016 - 20:11


 


 

Ficha Luke




Nome: Luke Damian Miller
Idade: 17
Deus(a) Escolhido(a): Afrodite
Porque quer ser reclamado por esse Deus: Sempre gostei dela, já que ela é minha deusa favorita, e mentalmente sou igual a ela, já que gosto do amor e vejo beleza em tudo.
História: Lá estava eu, em um show da Katy Perry, varias pessoas estavam no local, gritando e cantando junto com a cantora, estava acompanhado de meu melhor amigo Frank, éramos fãs da Katy Perry, e foi muita sorte a gente conseguir aquilo, tudo graças a Frank, aquele foi o melhor dia de nossas vidas.

“Estava na sala de aula, minha mochila estava em cima da mesa, tudo estava dentro dela, era segundo, o pior dia de todos, a professora de Historia estava dando aula, falando sobre Roma e sua historia, aquilo era um tédio, ela não parava de falar e cada vez meus olhos fechavam, até que caio no sono, e acabo tendo um sonho estanho, estava em um lugar que parecia ser um templo antigo, em minha frente havia  uma bonita mulher, ela tinha uma cara serena e calma, a luz que entrava no local iluminava seu belo rosto, então a mesma me dizia algo

- Tome cuidado meu pequeno, a maldade se aproxima de você, se prepare para uma grande luta meu pequeno. – Então a mesma se desfez, junto com o lugar, logo fui acordado pela professora.
– Luke você não pode dormir na aula, se eu pegar você dormindo novamente, irei te tirar da sala de aula. –

Então ela voltava a explicar a matéria e ouvia alguém me chamando baixinho, então olhava para trás e via Frank me chamando

- Sim Frank? – Em seu rosto se abriu um sorriso e então  me mostrou sua mão, na qual tinha dois ingressos para o Show da Katy Perry - Frank, como você conseguiu isso? - Disse dando um grande sorriso

- Não importa, iremos para o Show dela e nada mais importa - ele sorriu, nossa amizade era tão grande, e nosso sonho era ver algum show da nossa cantora favorita, foi isso que formou nossa amizade de 6 anos , então voltei a olhar para frente até a aula acabar.

Quando a aula acabou, fui andando com Frank até a entrada da escola, fomos conversando sobre o show, até que chegamos, avistei a minha limusine e logo fui na direção dela, e logo adentrei, indo para minha casa, no caminho fiquei olhando  pela janela, vendo a vista passar rápido, sempre fazia aquilo para matar o tempo, até que chegamos em casa.

Sai da Limusine e entrei em casa, subindo as escadas para meu quarto... Quando meu pai aparece, pouco antes de eu abrir a porta. Podia se ver em seu rosto um olhar de alegria e um grande sorriso, acho que estava esquecendo de algo importante.

- Você vai fazer alguma coisa hoje a noite? - Ele perguntou, e logo lembrei que hoje ele teria um desfile e queria que eu fosse com ele.

– Err...Então pai, eu vou em um show com o Frank, e eu disse que iria... – Então sua alegria de desfez, uma cara triste ficou em seu lugar.

– Ok filho, entendo, bom se divirta. – Ele deu um sorriso forçado e se retirou, então entrei no meu quarto e me joguei na enorme cama, e então esperei ficar de noite.

Dando 19:00 horas, tomei um banho e comecei a me arrumar, saindo pronto do banheiro. Usava uma camiseta vermelha, jaqueta jeans preta, calça jeans escura e all star branco, então sai do meu quarto, em casa só estava os empregados, meu pai já havia ido para seu desfile. Me dirigi, então, para a residência de Frank, que ficava um pouco longe... Mas fui para a janela e fiquei vendo a vista passando rápido, acompanhando a velocidade do carro. Depois de 30 minutos, chegamos na casa dele, que estava esperando na porta. Convidei-o para o carro, recebendo um sorriso, e logo ele estava sentado ao meu lado.
– Então vamos? – Disse ele com um tom de alegria na voz.

– Vamos!! – Rebati, permitindo que a limusine começou a se mover, indo em direção ao show.”

Então é aqui que a gente se encontra, no Show da cantora, junto com milhares de outras pessoas, gritando e cantando as musicas com alegria... Até que um estouro vir do palco, algo como uma explosão, mas ninguém se importa, a não ser eu e Frank. Pareciam nem notar. Na verdade pareciam nem notar a criatura de aparência demoníaca que surgiu local da explosão, voando em nossa direção.
Não sabia o que era aquilo, mas estava vindo para mim em alta velocidade. Quando a estava quase a me atingir, Frank me empurra e fica no meu lugar, sendo levado pela besta para alguns alguns poucos metros a frente, jogando para mim um objeto bronze-prateado.

– Mate essa Empousa!!! – Gritou, parecendo desesperado.

Peguei o que me foi arremessado, avaliando rapidamente o projétil. Parecia uma adaga feita de algo estanho, porém teria de servir. Corri, tentando acompanhar a criatura que voava segurando meu amigo em suas garras, sem saber o que fazer para derrotar-la. Felizmente, não precisei. Antes que tivesse alguma reação, o monstro soltou Frank no ar, apresentando um novo problema: a queda do menino. Não estava tão alto, mas talvez fosse o suficiente para quebrar alguma coisa... Em um desespero crescente, disparei em meio aos outros meninos e meninas que se espremiam na plateia, conseguindo por pouco me adiantar para o moreno e amortecer sua queda com meu próprio corpo numa tentativa de pegá-lo. Caímos ambos e ele parecia surpreso e apavorado.. Mas não com a criatura. Algo me dizia que ela ele já estava esperando e por mais louco que parecesse, em minha mente eu consegui designar um nome para aquilo. "Empousa".

Frank saiu de cima de mim, entreabrindo os lábios para começar a falar... Seus olhos me diziam que estava prestes a tentar me tranquilizar... Mas antes que pudesse fazê-lo, meu ódio espalhou pelas veias. A besta quase havia machucado meu melhor amigo. Varrendo a paisagem com os olhos, encontrei-a novamente, voando baixo e buscando no chão a sua presa. No fundo já sabia que era eu quem ela procurava.. Mas então decidi que ela iria me achar.

Em um impulso de ódio, corri na direção dela, recebendo vários palavrões por parte daqueles que eu empurrava no trajeto, entretanto o monstro pareceu não me notar. Focado em sua busca, foi desatento e antes que pudesse reagir pulei o mais alto que pude, usando a mão esquerda para puxá-lo ao solo. Gritou, um berro gutural surpreso e selvagem, mas ignorei seu desespero e as garras que se cravavam em minha pele como um suspiro de últimas esperanças, empurrando a arma que Frank me dera contra o peito do bicho, transpassando-o sem muita dificuldade, fazendo-o gritar e explodir em uma nuvem negra.

Quando dei por mim, suando e sem reações, apavorado demais para entender a sequência de acontecimentos, Frank me olhava passivo, preocupado, porém comigo e não com tudo o que acontecera.

– Temos que te levar até o acampamento meio sangue– Murmurou somente, me puxava pelo braço e me levanto até a Limusine que estava estacionada sem ninguém por perto.

– Você sabe pilotar? E o que seria esse acampamento? – Ele deu uma leve risada e ligou o carro.

– Não, mas não parece ser difícil. Sobre o Acampamento... é um lugar onde... Onde pessoas especiais vivem em segurança e, claro, você é um deles. – Então deu a partida no carro, guinando em uma confusão de pedais até pegar o jeito. Naquele momento não queria saber de nada, só fiquei a olhar pela janela e me acalmar, esperando chegar nesse tal acampamento meio sangue.

Presentes de reclamação:

Opcional:

Colar de ouro - Um colar fino de ouro reforçado capaz de cristalizar qualquer tecido desde que seja uma jaqueta, camiseta ou suéter – Armaduras já saíram de moda.

Obrigatorio:

Fênix –  Um animal dócil, treinado e obediente.  Apesar de não representar a deusa do amor e da beleza, tem tudo para levar esse titulo já que só liberam suas lágrimas de cura quando são tratados com amor e carinho. As lágrimas de cura só poderão ser usadas uma vez por missão

Chicote Serafim  – Um metro e oitenta de tira de couro entrelaçado com finos fios de ouro, o cabo tem aparência de asas abertas, asas de anjo. O chicote pode receber um nome, mas apenas nome de anjos. Dependendo do nome do chicote esse será o poder que a arma terá.



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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Zeus em Dom 19 Jun 2016 - 17:37


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Luke D. Miller - Reprovado

Sua história está um tanto fraca, você repete muito as palavras, prolonga as frases e esqueceu o ponto em um parágrafo ali. Até ai okay. Só que você matou uma Empousa. Sugiro Empousa para teste para filho dos três grande, porque não é FÁCIL matar uma, e até onde lembro, até fiz uma pesquisa rápida, Empousai não voam. Corrija esses seus erros, de uma melhorada na história e se quer continuar com um monstro forte e difícil sugiro que não mate-o.



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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Clara L. Kaplan em Qui 30 Jun 2016 - 1:20



Ficha Clara


Nome: Clara Lorie Kaplan
Idade: 19 anos, porém na reclamação ela tinha acabado de fazer 18 anos.
Deus(a) Escolhido(a): Hermes, o deus dos ladrões, da velocidade e das viagens.
Porque quer ser reclamado por esse Deus: Eu escolhi esse deus pois realmente gosto muito dele, é meu deus favorito deis de que comecei a ler Percy Jackson (isso dois anos atrás) e deis de então ele consegue me conquistar mais a cada novidade que eu descubro sobre sua história. Acho que essa personagem que eu tinha em mente vai combinar muito com o jeito de Hermes e seus filhos.
História:
Voltando ao terceiro colegial com alegria em dobro esse ano, é assim que se começa um ano!
O caminho de minha casa até a escola é consideravelmente perto, não sei como mas consigo acordar as sete da manhã para ir a escola caminhando rapidamente. Está ai uma coisa que eu gosto, velocidade, tanto que agora que fiz dezoito anos estou pensando em finalmente tirar minha carteira de motorista para poder chegar no colegial mostrando a todos o meu lindo carro enquanto eles só podem apreciar de longe afinal ainda não tem idade para tirar sua carteira. Estava tão distraída com meus pensamentos que bem na entrada da escola eu acabo esbarrando em um grande amigo, Alex sem sobrenome, pelo menos é assim que eu chamava já que o mesmo insistia em não contar seu sobrenome, diz a lenda que são poucos que sabem qual é realmente o sobrenome do rapaz. O esbarrão não foi nada demais apenas alguns cadernos de Alex caírem no chão, me abaixe ao mesmo tempo que ele pegando um caderno e rapidamente roubando uma nota de cinco dólares que se encontrava dentro do caderno que eu tinha pegado, devolvi o caderno com um sorriso travesso e cumprimentei o garoto do meu jeito Clara Kaplan de ser.
- Boa tarde meu caro amigo sem sobrenome, pelo visto hoje eu dei sorte de encontrar você logo na entrada da escola.
Alex não parecia estar muito contente hoje, o que não é comum afinal todos acabam se divertindo ao meu lado, sem exceções. O adolescente me olhou no fundo dos olhos, com um olhar preocupado.
- Se prepare.
Depois dessa frase extremamente dramática, bem filmes de ação/mistério/aventura, Alex saiu andando em direção a sua sala. Vejo que não tem ninguém no corredor além de mim e corro em direção a minha primeira aula do dia que no caso infelizmente é história com a professora que eu sempre soube que não é humana e sim um demônio pois coisa pior que aquela mulher não existe nem em filmes...
Acordo no meio da aula da professora demônio com a mesma gritando meu nome e falando muitas coisas que eu não consegui ouvir afinal acabei de acordar. A professora aponta seu dedo para a porta e já sabia o que aquele sinal significa, saio da sala e espero no corredor vazio por ela, quando a mesma sai da sala eu já vou logo interrompendo qualquer coisa chata que ela ia falar e digo meu ponto de vista da situação.
- Professora eu estava extremamente cansada pois fiquei estudando até tarde e não tive muito tempo pra dormir, está vendo essas olheiras aqui?
– Aponto para meus olhos que estão com olheiras não tão notáveis afinal acordar cedo me deixa assim, mas a parte de eu ficar estudando até tarde era pura mentira, incrivelmente eu tenho uma ótima lábia com todos. – Minhas olheiras são até parecidas com as suas né professora? – Obviamente não perco uma chance de ofende-la e depois fingir que era só uma brincadeirinha de uma adolescente travessa.
Quando finalmente encaro ela, afinal antes estava olhando para os lados para a professora não notar meu sorriso, levo um grande susto e só não grito pois ia piorar mais minha situação afinal iam vir vários professores reclamando pra minha mãe que eu fico gritando no corredor. Não me assusto por ela estar feia, pois antes estava até melhor, me assusto por que ela simplesmente virou uma mulher dragão com duas pernas estranhas e parece uma cobra, difícil descreve-la.
- Venha até miiiim garota – Na parte do “mim” a professora acaba sibilando como uma cobra e mesmo estando num momento crítico eu dou risada, que esperaria que eu estaria conversando com minha professora dragão que sibila? Eu pelo menos não. – Acha que estou rindo dessas suas brincadeirassssss?– Sinceramente eu acho que estava dando risada pois achava que era alguma brincadeira da professora, mas agora que eu vi que ela simplesmente está tentando-me atacar eu entendi que tem alguma coisa de errado.
O que fazer quando sua professora de história se transforma num daqueles bichos estranhos que ela contava quando falava de mitologia grega/romana/nórdica/egípcia, acho que o primeiro ponto seria pensar em como tentar deter ela. Sinto ela pulando sobre mim e me derrubando no chão, agradeço a Deus e a minha mãe por ter-me colocado pra fazer algumas aulas no hapkido pois se não eu já estaria morta, usando o pouco que sei sobre a arte marcial inverto as posições ficando por cima dela e a prendendo segurando os seus pulsos contra o chão. Preciso chamar alguém pra me ajudar mas não posso sair daqui com essa feiosa embaixo de mim, enquanto estava distraída pensando sobre como chamar alguém a professora me joga contra a parede e só sei que eu desmaiei.
Acordo gritando e olhando desesperadamente para os lados a procura da minha professora, porém só encontro vários adolescentes deitados em um tipo de maca e outros adolescentes de pé fazendo coisas típicas de hospitais. Entro em desespero procurando saber aonde eu estou mas sinto uma mão tocar meu ombro, olho para o lado e lá está Alex, porém ele está diferente, agora está mais alegre e suas pernas....
- MEU DEUS O QUE ACONTECEU COM AS SUAS PERNAS?! ISSO É FALTA DE DEPILAÇÃO NÉ SEU NOJENTO! – Começo a gritar e logo escuto vários daqueles adolescentes rindo e sorrindo, e outros fazendo caretas e cara de bravos. Olho para Alex que faz um sinal para eu falar mais baixo, tento evitar olhar para suas pernas para fingir que ele nem tem pernas de bode.
- Sabe aquelas aulas de história sobre mitologia? Então, é tudo real. Resumidamente: eu sou um sátiro e você uma semideusa. – Dei mais risada ainda depois dessa fala de Alex, acho incrível como a imaginação do garoto é boa eu não teria tanta criatividade para inventar tantas coisas loucas.
- Claro, então vamos fazer assim eu acredito nesse seu conto de fadas apenas se você me mostrar um desses deus gregos. – Devo admitir que é sonho de qualquer um, incluindo eu, conhecer deus de qualquer tipo de mitologia, imagina você estar andando na rua e aparece Afrodite demonstrando toda sua beleza e tudo mais, eu ia pirar. Alex da risada da minha fala e me puxa para fora daquele estabelecimento.
Me sinto até que bem apesar de sentir um pouco de dor nas minhas costas e nas minhas pernas, alguns cortes e arranhões aqui e ali mas nada que eu deva me preocupar. Alex continua me puxando, enquanto caminhamos vi vários adolescentes brigando ou seria treinando? Eu não sei, mas continuei caminhando ao lado do meu amigo “sátiro”, boa desculpa pra não falar que não se depila, vou usar essa quando voltar para minha escola em Long Island, falando na minha escola aonde será que eu estou?
- Aquilo que te atacou foi uma dracaenae, uma criatura extremamente irritante, você para uma semideusa não treinada se saiu muito bem, ainda bem que você insistiu para sua mãe te colocar em aulas de luta. – Alex está viajando nisso de mitologia, será que ele realmente acredita nisso, são muitas perguntas para poucas respostas. Acho que eu dormi nessa aula em que a professora falava sobre essas criaturas estranhas.
Caminhamos mais um pouco e então Alex me explicava mais e mais sobre esse local que eles chamam de Acampamento Meio-Sangue, além de me explicar os deuses gregos e tudo mais. Quando estávamos passando por um lugar cheio de campistas eu percebo que todos olham para algo em cima de mim e se ajoelham, não sei se eu deveria fazer o mesmo ou apenas ficar parada, escolhi a segunda opção.
Escuto um menino extremamente bonito, de acordo com Alex meninos muito bonitos são filhos de Afrodite, ele olha para mim e fala em voz alta fazendo todos escutarem. – Hermes, filha de Hermes. – Faço uma cara confusa e logo sinto uma sensação inexplicável. Não sei dizer se foi agora ou se foi durante minha conversa com Alex, mas estou começando a acreditar nisso de mitologia grega.

Habilidades: Agilidade e Persuasão
Presentes de reclamação: × Maia - Par de tênis All Star que em cada pé tem um par de asas. Ele fica da cor que o semideus quiser. Para voar só precisa dizer a palavra "Maia".
× Caduceu Junior - Assim como seu pai, as proles de Hermes, terão um cajado denominado Caduceu. Este por sua vez poderá se transformar de um simples celular a uma arma tecnológica.
× πάντα - Bolsa aonde cabe o que o filho de Hermes quiser. Porém isso terá que ter no máximo 1 item de ataque, 1 item de defesa, 7 poções e 2 itens aleatórios (sendo estes 2 itens que podem ser considerado de defesa, ataque, qualquer um.}
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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Nyx em Qui 30 Jun 2016 - 12:36


Avaliação


Clara – Aprovada

Miga, bom dia :>
Cara Clara (Zeus, o que foi isso? q), você cometeu errinhos bobos de digitação — como "deis de" em vez de "desde". Atente-se a isso. Digite seu texto no word, afinal lá há o corretor. Fora isso, não deixou a desejar na história. 

Bem vinda! 




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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Morgana Mophergarst em Seg 3 Out 2016 - 16:10


does that make me crazy?
possibly.



”I scream, you scream, we all scream, ‘cause we’re all terriefied of what’s around the corner.



Consultório da dra. Morrison, 14h30 PM
Aquela sala era conhecida. Réplicas menores dos quadros mais famosos de Salvador Dalí perfeitamente alinhados com a parede creme, duas confortáeis poltronas cinza no canto e uma porta branca no fim do corredor. Era ali que Morgana passava as tardes de terça-feira: conversando com a doce, simpática e compreensiva doutora Katherine Morrison. A jovem, agora, dava três batidinhas leves na porta, esperando a confirmação para entrar. Katherine abriu a porta e seu rosto com rugas foi tomado por um sorriso.

— Morgana! — A psicóloga tomou-a em seus braços, dando um abraço longo  e desnecessário aos olhos da menina. Quando finalmente foi solta, ela viu que a dr. Morrison parecia cansada. — Venha, entre.

O consultório parecia uma versão menor de qualquer sala de estar no mundo. Um sofá bege com algumas almofadas de um brechó qualquer, uma estante de madeira clara, uma mesinha de centro e uma cadeira. Dr. Morrison se sentou na cadeira, enquanto Morgana ficou no sofá e segurou uma das almofadas, colocando-a em seu colo.

— Conte-me tudo, não esconda nada — A psicóloga tinha olheiras profundas e dentinhos tortos. — Como foi sua semana? Escreveu algo? — O interesse brilhava nos olhos azuis.

— Calma, dra. Morrison. Digo, Katherine — a mais nova dá uma risadinha e brinca com os dedos. — Não escrevi nada de interessante, e essa semana não foi interessante. Nada é interessante.

E então a sessão continuou. Durante uma hora, Morgana falaria sobre seus problemas (principalmente sobre sua pai e a ausência de um pai) e, toda vez que a dr. Morrison a perguntasse como ela se sentia, ela responderia: aterrorizada.


Casa das Mophergarst, 04:47 AM
A floresta era densa e escura. O ar não passava pelas folhas, nem pelos troncos. A noite pairava no céu, impune como sempre foi. Uma coruja piava ao norte e, se você ouvisse com atenção, uma respiração ofegante ecoava por entre as árvores.

Morgana Mophergarst corria. Ela não era de se assustar, mas aquilo era aterrorizante. E, de repente, a garota bonita não estava tão bonita assim.

O cabelo negro estava embaraçado, o rosto coberto por pequenos cortes e folhas. O vestido branco que usava estava encardido e suas pupilas estavam dilatadas.

Chegou, então, a hora que ela não aguentou mais, e caiu no chão.

Lágrimas corriam pelo rosto.
Pânico. Ela gritou no escuro.

— Papai! Papai! — a voz era rouca. Os lábios estavam ressecados. — Cadê você? — Ela clamou. Nada. Por mais que agisse como uma rebelde na frente do pobre Joshua Mophergarst, no fundo, ela a amava. — pai!

E Morgana desmoronou. Olhos cheios d'água, um soluço preso na garganta, os dedos agarrando a terra. Onde estava sua pai quando mais precisava? Onde? Onde?

Uma figura surgiu em sua frente. “pai?”, ela pensou, respirando pesadamente, enquanto olhava para a frente. Um homem que aparentava estar na casa dos trinta e poucos olhava para ela, os olhos negros fuzilando a garota.

— Não tenha medo. Você não pode ter medo, minha querida.

E, assim como aparecera, o homem foi embora, deixando uma  névoa de terror para trás.



North Woods High School, 8:50 AM

— E aí, Smurfette? — Harriet Lakemann cutucou o braço de Morgana assim que saíram da aula de história. — Escrevendo muito?

— Cale a boca, seu bastardo — estava com raiva. Tivera um pesadelo, acordara suada e cansada e não dormiu nada depois daquilo. Aquele mesmo sonho todas as noites, o que significa? Não sabia.

— Ai, credo — Harriet se distanciou uns centímetros da garota, que pisava forte. E a conversa acabou ali.

A oitava escola de Morgana em dezessete anos era a pior. Não fora receptiva, pelo contrário: todos a repudiaram, julgando-a por causa do cabelo, do corpo, das atitudes. Obvia e claramente, a filha de Deimos ignorou — nada que uma revirada de olhos não resolvesse.

Quanto à Harriet, ah, aquele garoto era especial. A pele escura estava sempre cheia de cortes, consequência de estar sempre treinando boxe. Harriet fora a única pessoa amigável que conversou com Morgana, e desde então, se tornaram amigos.

Não, não são e nunca seriam namorados.

Ele era alguns anos mais velho que ela. Repetiu uns anos no ensino fundamental, então estava na mesma série que a garota. Morgana sempre fora inteligente — nada acima ou abaixo da média, mas o bastante para passar de ano com notas boas. E quando o moreno pediu uma ajuda em Biologia, ela queria negar, mas não pôde. Harriet é extremamente protetor em relação à amiga (e ela agradece).


North Woods High School, 12:45 PM

— Morgana. Morgana. Ei! — Alguém estava chutando sua cadeira. A menina revirou os olhos e olhou para trás. — Ugh, até que enfim. Vamos naquela loja de milkshakes hoje? Você não me parece bem — uma ruga de preocupação estava entre as sobrancelhas grossas do menino de dezenove anos.

Morgana ficara feliz. Alguém se tocou.

— Ok, vamos sim — ele acenou com a cabeça e ela voltou a copiar a matéria de matemática em seu caderno.

Não era como se algo importante fosse acontecer. Certo?


Sor and Bet's Milkshakes, 14:07 PM

— Me diga, sweet cheeks, o que está acontecendo com você? — Harriet perguntou, enquanto tomava o milkshake de baunilha, fazendo barulhos excessivos com o canudo.

Morgana pegou um cigarro e o acendou, ignorando totalmente a placa de "NÃO FUME" na parede ao seu lado. Imediamente, um garçom veio até ela.

— Com licença, senhorita, mas não é permitido fumar nesse estabelecimento. Há uma placa informando isso — o homem apontou.

A menina de cabelos azuis riu, deu uma tragada no cigarro e assoprou a fumaça no rosto do atendente, que saiu dali o mais rápido possível. Tomando-se por satisfeita, o apagou.

— Acho que é mais fácil falar tudo de uma vez, certo? — Tomou um gole do milkshake de banana com chocolate, que pagara mais dois dólares por cobertura extra. Um absurdo.

— Sim, sim, exatamente. Diga-me.

— Eu estou sonhando com a mesma coisa há cinco dias. Primeiro, eu entro em uma floresta com o meu pai, depois ele some — enquanto falava, Morgana gesticulava, tentando transformar em gestos o que não conseguia em palavras.

“Então, é uma floresta escura, é noite e algo tipo um monstro soa atrás da gente. Depois meu pai some como fumaça, e eu começo a correr. Só que não é aquela corrida fácil, sabe? O ar lá é rarefeito e eu não sou uma pessoa de fazer muito exercício…

“Nos sonhos, eu sempre uso o mesmo vestido: branco como uma noiva, mas depois que começo a correr, ele fica sujo e rasgado. Eu começo a chamar pelo meu pai mas ele não atende, e eu caio sempre no mesmo lugar. E, de repente, aparece uma mulher de trinta e poucos anos, e ele diz para eu não ter medo. Aí, ele some e eu acordo.”

Morgana queria outro cigarro. Bem, ela precisava de outro cigarro. Seus dedos tremiam, só de pensar em reviver todo aquele pânico de novo. Harriet a encarava, confuso, e balbuciava palavras avulsas.

— O que foi? — perguntou, trazendo os fios azuis para atrás dos ombros.

— Acho que é hora de eu te contar tudo — ele suspirou. — Por favor, jure pela sua vida que não vai enlouquecer ou dar gritos, muito menos me chamar de louco. Ok? — Morgana juntou as sobrancelhas em confusão, mas acenou com a cabeça. — Na verdade, eu sou um sátiro enviado do Acampamento Meio Sangue, que é um…

— Acampamento Meio o quê? — a voz fina da garota ficou ainda mais fina.

— Me deixa falar! Continuando, eu fui enviado pelo Quíron para te proteger. Você nunca percebeu, mas todas as vezes que você mudou de escola, eu estava lá — o moreno coçou o queixo. — Lembra daquela vez que algumas meninas tentaram te bater no oitavo ano e alguém foi lá e te “salvou”? — Harriet fez aspas com as mãos. — Era eu. Você não se lembra, mas era eu. E só consegui falar e manter uma amizade com você agora. Eu praticamente vi você crescer, Morgana.

— Harriet… — Ela estava sem palavras; não era de seu feitio se emocionar e toda essa baboseira, mas não conseguia emitir nenhum som.

— E eu tenho que te proteger. Você é uma semideusa e, consequentemente, atrai monstros. Falando nisso, você precisa de alguma arma.

— Ah. Uau. Uma… semideusa? Tipo, aqueles filhos de deuses com mortais? — Ela piscou em sequência, soltando o ar pelo nariz de uma forma irônica. — Isso é loucura… — Encostou a cabeça na mão direita.

— Isso mesmo — levantou as sobrancelhas. — Resumindo, provavelmente alguma deusa desceu aqui em Nova York e encontrou seu pai, o resto você já sabe — Harriet olhou para o relógio de pulso. — Opa. Precisamos ir.

A única coisa que rondava a cabeça da menina era a frase “o quê?”. Parecia que, quanto mais tentasse encaixar os pedaços, mais desconexos eles ficariam. Sendo assim, se manteve em silêncio enquanto Harriet pagava pelos milkshakes e a levava em casa.


Casa das Mophergarst, 14:30 PM

— Vamos, Morgana. Monte uma mochila com o essencial, pegue seus remédios enquanto eu escrevo para o seu pai. Rápido — Harriet Lakemann procurava por papel e caneta na sala. A morena encarava o amigo sem saber o que fazer. — No caminho eu te explico melhor.

O mais alto foi até ela e segurou seus ombros. Os olhos castanhos se encontraram e ela se deixou levar pela onda de calma que o menino emanava. Seus lábios se moveram sem fazer nenhum som, “confie em mim”. E Morgana confiou, se desvencilhando das mãos do amigo e indo em direção ao quarto.

Tudo era azul, as paredes, os jeans surrados que tinha no armário, as pílulas que tomava para se controlar. Tudo era azul e cinza. Tirando todos os cadernos e estojos da mochila da escola, ela pegou os primeiros pares de calças que achou e algumas blusas e roupas íntimas, enfiando tudo de um modo desleixado. Se livrou do uniforme, vestindo as roupas mais confortáveis que achou em sua cama. Procurou pelos frascos brancos.

— Depakote, depakote, aonde está? — murmurava enquanto olhava os rótulos com rapidez. Aqui. Colocou-o no bolso da frente da mochila e fechou, saindo do quarto e batendo a porta.

Harriet estava terminando de escrever a carta.

— Pronta para mudar totalmente, Morgana Mophergarst? — ele perguntou, estendendo o braço. A menina segurou-o.

— Harriet Lakemann, eu mudo de humor todos os dias. Já me acostumei, sweet cheeks.

E com isso, eles saíram porta à fora, de braços dados, prontos para enfrentarem qualquer mal.


Alguma estrada que leva à Long Island, 17:10 PM
Harriet dirigia. Morgana estava ali, encarando a janela, pensando em tudo que tinha acontecido até aquele momento. O rádio tocava alguma música dos anos 80, que a garota não conhecia; não era muito fã. Uma garrafa de meio litro de refrigerante estava na metade, e ela dava goles à medida que escrevia em seu bloquinho de notas.

— O que está escrevendo? — Harriet perguntou suavemente, seus olhos se desviando da estrada por apenas alguns segundos.

— Uma música — sua voz estava um pouco trêmula, o esforço de falar sendo maior que o habitual — chamada Gasoline.

— Hm, isso é interessante — Lakemann já estava acostumado com isso. — E fala sobre o quê?

— Sobre mim mesma.

A visão de Morgana estava um pouco turva, e seus pensamentos, nebulosos. E ouvindo a doce voz de algum cantor aleatório nos auto-falantes do carro, ela adormeceu, sonhando com um mundo onde não havia incertezas.


♔♔♔

Morgana fora acordada por algo batendo no teto do carro.


Os olhos saltaram para fora das órbitas e ela bateu com a cabeça no vidro, reclamando da dor, mas imediatamente parando quando viu um corpo ser jogado contra a janela do automóvel. O corpo de Harriet. A garota reconheceria a silhueta magra de qualquer lugar.

— Harriet! — um grito fraco saiu de sua garganta, que se tornou cada vez mais forte quando viu uma sombra maior.

Ela estreitou os olhos para enxergar melhor, como não conseguiu, saiu do carro. A porta estava destrancada. Gemeu quando finalmente teve a chance de esticar as pernas e as costas, mas seu queixo caiu quando viu a cena à sua frente.

Harriet lutava contra uma… o que era aquilo? Parecia uma mulher, mas tinha asas saindo de suas omoplatas e garras no lugar de pés. Morgana não conseguiu ver o rosto. O menino desferia golpes com a ajuda de uma lâmina curta, porém, o monstro não se mostrava ofendido.

A garota queria gritar. Gritar por ajuda, gritar porque seu melhor amigo estava sendo morto, gritar porque não aguentava aquilo.

E ela o fez.

Gritou, gritou, gritou até não poder mais. Gritou até sua voz se mesclar em um choro, gritou até aquela figura horrorosa virar de costas e a olhar. E se calou quando começou a correr à mando de Harriet. Tudo que ecoava em seu cérebro era a palavra corra.

E ela correu.


♔♔♔


Seus olhos demoraram a se acostumar com a claridade. Quando tentou se levantar, foi impedida por braços fortes que a seguraram contra um colchão macio. Tentou reclamar, mas sua voz não saía. Um dedo foi colocado sobre seus lábios, e ela se acalmou. Finalmente conseguiu enxergar, e viu um garoto de mais ou menos dezesseis anos vestindo uma camisa laranja.

— Oi, eu sou o Michael Chase, estou aqui velando seu descanso já tem um tempo... Provavelmente você deve estar se perguntando “o que diabos aconteceu?” — Morgana assentiu com a cabeça. — Então, um campista ouviu seus gritos e foi até o local. A harpia já foi derrotada e seu amigo sátiro está em repouso, graças aos deuses. E você chegou aqui com muitos machucados por causa da floresta, por isso está aqui se recuperando.

Novamente ela assentiu e estreitou as sobrancelhas quando viu o olhar de Michael ligeiramente hesitante sobre o que estava prestes a contar.

— Você é filha de Lissa, foi reclamada enquanto corria pela floresta. A névoa avermelhada e a . Sou um curandeiro e encontrei alguns remédios para transtorno bipolar em sua mochila. Pode me explicar?

— Eu… sim, eu tomo esses remédios desde os quinze anos — disse, a voz saindo fraca.

— Ok, entendo. De qualquer maneira, seja bem vinda.

Quando o garoto loiro saiu de seu campo de vista, Morgana pensou em fuga.






adendos:

Nome: Morgana Mophergarst

Idade: dezessete primaveras.

Deus(a) Escolhido(a): Lissa.

Por que quer ser reclamado por esse deus: O fato de Lissa ser uma deusa original do fórum já chamou minha atenção, então eu descobri que ela era a deusa da loucura e simplesmente decidi que seria ela. Não olhei presentes ou poderes; apenas escolhi e comecei a escrever. E, bem, ela se encaixa perfeitamente na personagem.

Habilidades: defesa e persuasão.

Presentes de reclamação:

♦ Gás hilariante (Bracelete com um pingente em forma de sorriso cômico) -  Leva a pessoa de uma alegria extrema para o desespero profundo da loucura em segundos , deixando-a apenas atordoada e seus ataques em batalhas ficam confusos por cinco segundos.
♦ Alabarda – A lâmina é feita puramente de cobre chegando a ser vermelha, assim que entra em contado com a pele do inimigo provoca queimaduras de terceiro grau.
♦ Mascote - Lhama - A lhama é o animal sagrado da deusa da loucura. Pode ser um animal comum aos olhos dos mortais, mas é para os filhos de Lissa que elas mostram seu verdadeiro poder
♦ Fio da loucura – O nome refere-se ao fio da lâmina da espada. Uma espada longa de bronze e ferro Estígio, a cada golpe, retalho ou cortes mínimos o inimigo enta em estado de loucura extrema como se estivesse drogado. Quando o mesmo morre leva sua loucura até o submundo, para onde quer que vá a loucura nunca o deixará.




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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Zeus em Seg 3 Out 2016 - 18:44


Avaliação


Bem Morgana (minha irmã se chama Morgana q)
Sua história é boa, foi na medida certa, gostei de como escreve. Você confundiu muitas vezes o feminino com o masculino e tem partes que não ficaram suficientemente claras, tem um momento que citas que é filha de Deimos, coisas assim. Mas eu gostei e acho que foi falta de atenção, então bem vinda prole da loucura.
 ~ATT


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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Convidado em Seg 21 Nov 2016 - 17:18



Ficha de Reclamação..



Nome: Renee Forseti Korhonen.
Idade: 20.
Deus(a) Escolhido(a): Hipnos.

Porque quer ser reclamado por esse Deus:

Hipnos, como muitos pensam, não é um deus simples, na verdade, é bastante complexo. O universo onírico se divide de várias formas distintas, alcançando desde os pesadelos até as coisas que materializamos neles. Sono, em si, é a forma de repor as energias, e, através dele, pode-se saber coisas que se vão acontecer e se preparar para o pior, como também pode-se ser torturado psicologicamente, até ser fadado a loucura. Todas as criaturas, vivas pelo menos, devem dormir para se recuperar e é nesse exato momento, o momento perfeito, que deve-se atacar. Hipnos, como muitos pensam, não é um deus frágil e inofensivo, pelo contrário, é silencioso e fatal.

História:

O vento zunia de forma constante naquela noite, a mãe da criança que estava para nascer tinha uma aparência pálida e demasiadamente desgastada. Fazia muita força para que a criança nascesse mas algo não queria que isso acontecesse. Ao seu lado, um padre fazia uma oração qualquer enquanto duas irmãs tentavam, com dificuldade, realizar o parto. Quem era a mãe da criança? Irmã Romanov. Sim, a que havia jurado que nunca se deitaria com um homem na vida, perante o deus que acreditava. Tolice.

Agora, segundo o padre ao seu lado, estava sofrendo as consequências. Deveria ter o filho e ser fadada a morte. Assim foi profetizado, assim aconteceu. Magias antigas são poderosas demais para serem vencidas. Ao primeiro ar em contato com os pulmões de sua filha – sim, uma garotinha – sua mãe fechara os olhos, para sempre.

Sem saber o que fazer, sem ter como criar, o padre ordenou que as irmãs dessem um banho na criança e levassem-na para um lugar seguro. Dito e feito. As irmãs deixaram-na em uma grande casa, aparentemente de pessoas ricas, e, no dia seguinte, os donos da casa a encontraram e resolveram criá-la.

***

17 anos depois.

Se fosse para dizer que a garota, de 17 anos atrás, tinha uma família, poderíamos classificá-la como: mais ausente impossível. Sim, os pais eram empresários que viviam viajando o mundo, nunca presentes em aniversários ou coisas do gênero. Nem sabiam se tinham realmente uma filha ou filho, pois, ao passar dos anos, a garota foi se vestindo de forma andrógena, conseguindo enganar desde as pessoas nas ruas, até seus pais, que, se formos comparar, não querem dizer muita coisa.

Sempre gostara de ler e ficar sozinha, com suas músicas aleatórias. Festas? Eram divertidas, não deixava de frequentar, mas, preferia ficar em casa, no silêncio de seu quarto, fumando um cigarro e fazendo algum tipo de meditação. Sempre gostara de espaços apertados, lugares escuros e tinha um estranho fascínio sobre a morte, coisa que a fazia não ter amigos e sofrer muito bullying.

Se ela se importava? Nem um pouco, tinha coisas mais importantes com o que prender a atenção, como por exemplo, seus livros e sonhos. Não quero que pense, leitor, que estou dizendo que a jovem Renee ignorava todo o bullying que sofria por aí, nem um pouco. Ela simplesmente resolvia da maneira mais fácil: sem rebater, apenas espancando as pessoas. Tinha uma força mediana, gostava de correr mesmo que fizesse um sacrifício muito grande para tal, sempre estava em forma.

Até então, uma adolescente normal, concorda? É, acho que sim. Mas a merda toda veio acontecer poucos anos depois, aos seus dezenove.

Renee acabara de sair do ensino médio e entrara em uma faculdade qualquer, apenas para não ficar em casa fazendo vários nadas, o que era realmente costumeiro. Então, decidira entrar no curso de artes e fazer pituras e esculturas, sempre gostara de observar os detalhes das coisas e passar isso para suas obras era algo que mantinha sua mente acordada, poucas coisas o faziam.

Foi lá que conheceu uma garota chamada Axl. Era uma jovem como outra qualquer, se não considerarmos sua aparência realmente atraente. Curvas perfeitas, cabelo perfeito e principalmente: não era uma completa idiota como a maioria das pessoas.

Não demorou muito para que a pequena Renee investisse nela, e, para sua surpresa, conseguira. Era estranho para Axl no início, pois, não sabia ao certo como tratar a namorada, como mulher ou homem, mas, aos poucos, se adaptou ao jeito da jovem e tiveram um relacionamento aparentemente tranquilo.

Tranquilo até demais. Renee não era burra para não perceber que havia algo errado em tamanha perfeição, e, quando descobriu, ficou realmente furiosa. Alguns garotos tinham feito uma aposta com a garota para que ela namorasse com Renee (a estranha) por três meses, se conseguisse, poderia ficar com o cara que quisesse, sempre que quisesse, até o fim do curso. E assim, a puta ambiciosa, fez. Havia um porém, um clichê, eu sei, Axl começara a se apegar a Renee – não de maneira amorosa, não se engane – e realmente estava muito mal por tudo o que tinha acontecido.

Resolveu então terminar tudo, antes que ela descobrisse por outras pessoas. Mas era tarde. Renee havia ouvido uma conversa entre Axl e os apostadores e simplesmente estava fora de si, destruindo tudo e todos a sua frente. Pegou um taco de baseball na ala de esportes da faculdade e saiu machucando todos até encontrar o alvo final: a garota.

Renee amarrou-a em uma cadeira, dentro de uma das salas de aula, e começou a espancá-la até que todos os músculos de seu corpo estavam fadigados com a força exercida. Foi então que parou, ofegante, e viu que a sua frente jazia uma garota que um dia já foi bonita, mas que agora estava morta e desfigurada.

A polícia chegou logo em seguida, prendendo-a e levando para um lugar longe, segundo eles, de segurança máxima. Renee já sabia que ficaria lá até o resto de sua vida, quando, novamente, foi surpreendida. O policial a sua frente, dentro do comboio, retirou as calças mostrando umas patas estranhas, peludas e curvadas.

— Mas que merda é essa? — Ela conseguiu perguntar.

E logo depois já sabia. Era filha de um deus e blá blá blá.
Seu rosto ainda estava estampado nos jornais, uma fugitiva. Mas para onde iria, ninguém a encontraria.

Habilidades:

Habilidades:
Hipnos – Força e Persuasão


Presentes de reclamação:

Presentes:
• Espada Oneírica – O filho de Hipnos pode escolher como o seu inimigo sofrerá caso entre em contato com a lâmina da espada. O inimigo pode ter uma boa visão de sua morte como se tudo não passasse de um sonho ou ele poderá cair em um pesadelo profundo.

• Flauta do sono – Olhos caídos, movimentos retardados, pronto. Seu inimigo só precisará de uma cama, mas a partir do momento que o belo som da flauta se extinguir seu inimigo volta a ativa, como se nada tivesse acontecido.


Renee Korhonen.
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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Hécate em Seg 21 Nov 2016 - 17:59


Avaliação


Querido(a) Renee.

Devo dizer que você conseguiu com louvor me deixar confusa a respeito de sua sexualidade ao observar seu avatar, li sua ficha com a pergunta "Ok, mas é um menino ou uma menina?", até o meio da sua história.

Encontrei apenas um erro de digitação, você escreveu "pitura" e não "pintura", mas sua ficha ficou tão boa que é fácil ignorar.

Seja bem vinda, filha de Hipnos.



Hello

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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Nicholas H. Fiard em Ter 29 Nov 2016 - 21:42

REclamação divina


Nome: Nicholas Hooks Fiard

Idade: 23 anos.

Deus(a) Escolhido(a): Melinoe.

Porque quer ser reclamado por esse Deus:

Melinoe é reconhecida como a deusa dos fantasmas e é um ponto muito importante na história de Nicholas: o contato com fantasmas e seres que os demais não conseguem ver. Além disso, tem uma enorme afinidade com a deusa e com as forças sobrenaturais, acho muito incrível o mundo por trás da morte e acha-o real.

História: mínimo de quinze linhas completas

Nicholas sempre fora um garoto muito antenado, sempre comunicativo e nunca teve medo dos supostos fatos sobrenaturais aos quais os mais velhos sempre lhe falavam. Era filho de um coveiro no interior do Texas e sempre viveu por ali, com seu pai, no meio de muita gente morta.

Viu humanos de todas as idades irem para a tumba: dos recém nascidos até mesmo aqueles com mais de cem anos. Ajudava o pai, desde garoto, a cavar as tumbas e carregar o caixão. Algo que o jovem apreciava muito era levar flores para pessoas desconhecidas e conversar com elas. Sim, conversar. Muitos o tachavam de louco por ir ao cemitério conversar sozinho, o que eles não viam era que o jovem conversava com os mortos que ali residiam e apreciava muito o fato de não estar realmente sozinho.

O pai do garoto nunca achou o comportamento do mais novo estranho, pelo contrário, parecia ficar orgulhoso pelo desempenho do jovem, como se fosse algo que desse trabalho a ser conquistado. Dizia que o jovem lembrava muito a mãe, que, segundo ele, fora embora no seu terceiro ano de vida. E falou que toda a capacidade e o amor pelos mortos era devido sua mãe.

De alguma forma o jovem Nicholas achava interessante ter algo em especial com a mãe, mesmo não tendo conhecido-a. E, aos seus vinte anos, veio a grande revelação.

Seu pai já estava ficando um tanto velho e não poderia mais protege-lo, por isso, chamou-o para conversar e contou-lhe a verdade. Revelou que sua mãe se chamava Melinoe, a deusa dos fantasmas e era devido a isso sua grande afinidade com os mortos que residiam no cemitério. O garoto ficou surpreso e ao mesmo tempo reconfortado por não achar-se um completo louco.

O pai também o informara que deveria partir, ir ao famoso Acampamento Meio Sangue, e foi então que o  garoto partiu para o lugar onde aprenderia a conviver com aquilo que realmente era: um semideus.

Habilidades: Melinoe – Agilidade e Resistência

Presentes de reclamação:

PRESENTES:



► Spectral Sword - Espada feita de ferro estígio e de empunhadura de couro. A espada é leve nas mãos de seu portador e com um M desenhado na base da lâmina. Extremamente afiada, essa lâmina pode realizar cortes cujo seu oponente tem dificuldades de defender, já que aparenta ser um vulto. Essa espada, ao ser fincada no chão, cria uma ilusão ao seu inimigo de que ele está em uma sala fechada e cheia de fantasmas o rodeando e querendo destruí-lo. Até a própria aparição do semideus ali é uma miragem. Dura 3 turnos em uma missão. Se transforma em um anel com um G de Ghost.

► Ghost Wishp - Um açoite totalmente negro com três pontas. Cada ponta contém uma cabeça de morcego feitas de ferro estígio. O Açoite pode se esticar a quantos metros o seu dono quiser. Ele também pode prender no seu oponente e sugar pedaços da alma dele, o deixando mais lento e morrendo aos poucos. A cada sucção da alma, o açoite fica mais forte. Se transforma em uma tatuagem em forma de serpente nas costas da mão, e quando ativada fica presa ao pulso do seu portador.

► Nexus - Feito de platina, banhado em ouro branco, o escudo ajuda a prole a defender-se de ataques mágicos ou de fantasmas, o desenho de um fantasma desaparece e deixa a prole de Melinoe invisível, transmuta-se em um anel com um diamante.

thanks to ★



Última edição por Nicholas H. Fiard em Ter 29 Nov 2016 - 21:56, editado 1 vez(es)
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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Henry P. Friedrich em Ter 29 Nov 2016 - 21:45



Ficha de Reclamação

Nome:Henry P. Friedrich
Idade: 17
Deus: Hefesto
Porque quer ser reclamado por este deus:
Escolhi Hefesto como deus pai, pois me chamou atenção o fato de não haver muitos filhos ativos e filhos de Hefesto, de várias maneiras, são úteis, tanto para fazer armas como para fazer dragões robôs como Festus. Além, é claro, de se encaixar na trama de Henry.


História:

Meu avô era um velho ferreiro que me criou sempre me ensinou tudo que podia até achar que eu já estava pronto para saber da verdade. Não sei bem ao certo o que lhe fez contar tudo, mas pode ter sido o fato de eu ter mais problemas de visões do que se possa imaginar, além de encontrar criaturas estranhas que tentaram me matar.
Quando o sol deixou a lua chegar meu avô sentou-se comigo na sala de sua casa e começou a me contar tudo o que ele achava necessário.
- Henry, devo contar-lhe agora a história de como você veio parar aqui. Não espero que entenda tudo e fique calado então se tiver duvidas pergunte – ele olhou-me com seus olhos já cansados da vida que levada – Bom quando sua mãe tinha 18 anos ela conheceu um garoto, um pouco mais velho que ela, ele gostava de passar as manhãs me ajudando quando, ela sentava-se e ficava admirando-o e quase nunca tirava os olhos, comecei a notar que ele também a olhava, um tempo depois eles começaram a sair, mas ele era muito ocupado tinha que estar toda hora em casa e dizia que logo não poderia mais estar aqui. Foi nesse ‘logo’ que sua mãe descobriu que estava grávida, foi uma surpresa e sua avó não queria que ela se envolvesse com ele outra vez. O tempo foi passando, seu pai raramente vinha lhe ver e quando você nasceu ele esteve aqui por poucos minutos e explicou tudo. Seu pai era um Deus Henry...
- Meu pai era Hefesto? – Perguntei já imaginando que a resposta seria um sim, havia sido criado naquela cultura de rezar para os gregos e quando via todas aquelas coisas só conseguia pensar na chance de ser um semideus.
- Exatamente, Hefesto esteve aqui e explicou tudo e disse que não poderia ficar, mas que queria que você, aos 15 anos fosse mandado para um acampamento, sua mãe não aguentou e teve um infarto... Ela era tão nova – Disse ele derrubando várias lágrimas - Então eu fiquei encarregado de que quando chegasse a hora você fosse levado para lá, nem que fosse a ultima coisa que eu fosse fazer.
Ele se levantou e foi buscar algo no quarto, voltando após alguns longos minutos, que demoraram a passar.
– Aqui está meu neto, este é um presente para que nunca se esqueças de mim e espero que seja feliz lá. – Ele entregou-me uma caixa grande enrolada em um papel de presente azul, eu a abri com cuidado, havia uma espada, uma das mais belas espadas que eu já havia visto e fora forjada pelo meu avô, então era muito especial.  
- Muito Obrigada! Mas não me sinto bem em ter que deixar o senhor – Ele entregou-me um papelzinho com os dizeres “Long Island, Acampamento Meio Sangue”  e junto ao papel havia uma dracma. Quando olhei o só pude dizer tchau, ele já estava morto, não sei como conseguira aguentar todo aquele tempo. Mas agora era comigo.
Fiz uma mochila com comida, água e algumas roupas. Coloquei minha espada nela e minha dracma no bolso. E parti de NY até Long Island não era muito longe, mas achei melhor pedir um táxi. Comecei a chamá-los, mas todos me ignoravam, foi quando olhei para trás e me deparei com alguma coisa mitologia não identificada. Foi automático, meus pés começaram a se mover e eu só conseguia pensar em correr até tropeçar deixando minha dracma cair no meio da rua. Com a mesma rapidez que pensei em pega-la a mesma desapareceu dando lugar a um táxi. Não pensei duas vezes e entrei.
Fiquei perplexo com o que vi: Três velhas, verdes com um olho só. Não sabia qual seria o pior então só disse Acampamento Meio Sangue e senti meu estômago embrulhar. As velhas corriam mais do que um avião, fechei meus olhos, podia jurar que estavam quebrando as leis da física, dei uma espiada rápida e para minha surpresa eu já estava sendo jogado para fora do carro e as mesmas já haviam sumido.
Ao longe pude ler a placa onde dizia “Acampamento Meio Sangue”, foi naquela direção que segui, rezando que os deuses me protegessem.



Habilidade: Força e Resistência.
Presentes:
► Martelo das Forjas - Um Martelo feito de Bronze celestial, aço e um pouco de prata, com ele o filho de Hefesto pode criar muitas coisas, também é eficaz na batalha, o Martelo só pode ser erguido por um filho de Hefesto.

► Kit do pai - Uma Maleta com Bronze celestial, Prata, Ouro, Rubis e Ouro Imperial, para o filho de Hefesto criar armas.
► Escudo Pirotesco - Aparentemente um Escudo comum, porém é capaz de pegar fogo para poder defender o filho de Hefesto.
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Re: Reclamação Divina

Mensagem por Pietro S. Mazzinni em Qua 30 Nov 2016 - 10:10


COME WITH ME
Give me your sanity
Nome: Khalil Phills Strauss

Idade: 23 anos

Deus(a) Escolhido(a): Deimos

Porque quer ser reclamado por esse Deus:

Existem vários campos de poder, inimagináveis, para falar a verdade. Existe o campo da destruição, guerra, forças da natureza entre muitos outros. Os campos que mais mexem com o ser humano são aqueles que são próximos de si. Sendo estes o sono, a dor e claro, o medo. Mil espadas poderiam ferir um homem e ele continuaria são, mas, ao mexer com sua mente você facilmente o faria implorar pela morte, completamente louco.

A ânsia por controlar esse medo e seguir o deus do pânico fazem o garoto ser grato por desejar esse deus como pai. É o campo de poder que ele mais deseja, um dos poucos, para ser sincero.

História:

INÍCIO

Era uma noite comum, a mãe estava em casa assistindo a novela com o pai sentado ao seu lado, lendo um jornal. O filho? Aquele bastardo adotado? Estava nas ruas fazendo o que sabia fazer de melhor: roubando. Era um hobbie, entrar nas casas a noite e sair pegando objetos aleatórios, com ou sem valor simbólico.

Seus pais haviam adotado o garoto, filho de uma mulher estranha que estava a caminho do hospício. Sempre tiveram pena dele por tal fato, mas, ao vê-lo crescer e tornar-se um marginal, começaram a pensar que era apenas um castigo para si próprio. Khalil sempre soube. Sempre soube que aqueles não eram seus pais verdadeiros e sempre desejou encontrar o pai de verdade.

Mas isso não acontecera. Ao menos não naquela noite. O jovem havia saído com um amigo, Calvin, em busca de uma nova casa para assaltar. Estavam sedentos de sede pelos pertences e até já tinham uma casa em mente: a nova mansão da cidade. Havia ficado fechada por muito tempo mas um estranho casal a comprara e, após isso, sempre viam-na em movimento, com muitas coisas interessantes lá dentro. Coisas que dariam dinheiro.

As coisas as vezes não saem como planejado. Ou melhor: raramente saem como o planejado. Os garotos chegaram a casa e observaram-na por um certo tempo, até perceber que estava realmente vazia. Sendo assim, foram até a janela mais baixa e ali abriram um buraco, destravaram a tranca e abriram-na. Um ponto de acesso.

Khalil foi o primeiro a entrar e deparar-se com a grandiosidade da mansão. Era simplesmente enorme. O jovem pôde notar várias coisas e aparência cara como eletrônicos, estátuas, pinturas e vários outros. Esperou Calvin entrar e quando o fez disse-lhe o plano.

— Você fica aqui em baixo e eu vou verificar as coisas lá em cima.

O outro apenas assentiu e retirou o saco da mochila, começando a fazer o rasta nas coisas da mansão. Após um tempo, Khalil já estava subindo as escadas em direção ao piso superior. Começou checando as portas: trancada. Trancada. Trancada. Aberta. Era a porta do escritório. O garoto entrou e se deparou com uma sala escura. Tateou em busca da luz e quando a acendeu ficou surpreso com a magnitude do lugar. Eram estantes e mais estantes de livros, todos de capa dura e de aparência muito cara. O garoto chegou a jogar uns três exemplares dentro da sua sacola antes de dar-se conta de que não estava sozinho.

Virou-se para a mesa que havia no centro do escritório e encontrou — sentado na cadeira atrás dela — um homem. Era o homem mais estranho que vira na vida. Sua pele era pálida e cabelos estupidamente negros. Vestia um terno de aparência muito cara mas, o que era mais estranho, era que Khalil não conseguia olhar nos olhos do outro. Era como se fossem duas órbitas negras e vazias.

— CALVIN, EMBOSCADA! — O garoto gritou e começou a correr em direção a porta mas o homem era muito rápido e chegou até lá primeiro, fechando-a atrás de si.

— Khalil Phills Strauss. Seus pais sabem o que está fazendo? — Perguntou. — Sabem que é errado? — Ele riu. — Você faz parte da escória da sociedade e a sociedade tem de ser punida. Sabe o que fazemos com jovens criminosos, não sabe?

O jovem sentiu um calafrio subir por sua espinha, fazendo-o se desestabilizar na mesma hora. Sabia o que aquilo significava: Furnace.

— Mas é só um furto! Furtos não são tão graves! Posso ficar em um reformatório! — Falou o garoto, desesperado.

— Será mesmo que foi só um furto? Que eu saiba, você matou seu amiguinho. — O homem riu a sua frente e deu espaço para que o garoto passasse pela porta, correndo em direção ao andar de baixo.

Ao chegar lá pôde ver mais três ternos pretos, estranhamente iguais ao que estava no andar superior, porém, conseguia olhar nos olhos deles. Eram como moedas de prata. Os três apontavam armas para a cabeça de Calvin, ajoelhado ao chão. Sem hesitar, atiraram na cabeça dele.

Khalil começou a chorar e, em última saída, correu até a janela que estava aberta e saltou-a podendo ouvir um dos ternos pretos falar ao longe:

— Deixe-o ir, não irá muito longe.

***

Khalil não fazia a menor ideia de onde estava indo. Só corria e corria sem parar. Seus pés o conduziam mais que sua própria mente e, quando finalmente acordou de seu topor percebeu onde estava: em frente a sua casa. Sua mãe estava na porta, abraçada com seu pai e chorava no ombro dele. O homem olhava para o filho adotivo com total desaprovação.

— Eu deveria tê-lo deixado para morrer. — E então puxou a mulher para dentro e fechou a porta, deixando Strauss do lado de fora, cercado de ternos pretos, que já se aproximavam dele.


CONTINUA...

Habilidades:

Deimos – Força e Defesa


Presentes de reclamação: :


× Panikós - Um açoite com correntes de bronze. A haste é envolvida com tiras de couro vermelha para melhor aderência nos ataques, na ponta das correntes há uma bola de ferro com espinhos.

× Mamba negra - Uma das cobras mais venenosas do mundo, rápidas, ágeis e só obedecem as proles do pânico.

× Efiáltiis - Chamada também de elmo do pesadelo. Cobre todo o rosto, o inimigo vivência seus piores pesadelos deixando brechas em todos os ataques
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