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[RP] - Astrid Raimann Lehner

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[RP] - Astrid Raimann Lehner

Mensagem por Astrid Raimann Lehner em Ter 2 Dez 2014 - 22:47


i don't wanna play

■ HISTÓRIA

      Loucura é qualidade. Só os loucos possuem uma visão perfeita do mundo. Eles enxergam o que os anormais seres humanos não conseguem. Eles aplaudem o que para os estranhos não há graça. Eles são loucos e os estranhos são apenas humanos.
-Não sinta vergonha. Vamos, sente-se - Cabelos grisalhos muito bem aparados, nenhuma falha. O jaleco branco muito bem passado por sinal tinha uma marca do lado esquerdo com os dizeres de seu nome. Dr. Elberan - A garota deu o primeiro passo para dentro do consultório. Uma dose de coragem a cada três minutos percorria seu corpo como se toda a carga elétrica que era enviada para os seus neurônios se espalhasse pelo o corpo todo.

Os trajes da menina eram feitos sob medida, nenhum dedo a mais nenhum a menos, vestido preto de gola branca bem dobrada, sobretudo de veludo vermelho, meia-calça preta, sapatos de camurça, luvas brancas com enfeites de renda nos punhos. Repousava suas mãos agarradas uma na outra bem na frente de seus quadris. Por fim tomou coragem suficiente para se deitar no divã preto. Seu cabelo, os mais perfeitos cachos cor de ônix emolduravam sua face, olhos fundos davam a entender que a menina passava noites em claro, mas isso era apenas a sua genética.
Podia escutar a caneta do doutor rabiscando o grosso papel, e só agora ela tinha se dado conta da ambientação. Grandes cortinas grossas da cor verde impediam a passagem dos raios de luz no local, a escrivaninha de carvalho envelhecido estava disposta na frente do grande divã onde o corpo da menina estava repousado, o chão do consultório era enfeitado por grandes tapetes dos mais variados tamanhos e desenhos, quadros de paisagens e retratos, pendurados nas quatro paredes, um grande candelabro de cristal iluminava o local. Era isso que ela conseguia ver de onde estava....
-Muito bem, senhorita... Raimann - A voz do doutor era rouca e áspera, seus olhos examinavam bem a prancheta. -Sabe por quê está aqui?  

A garota olhava para o teto, era bem arquitetado, com vários detalhes e desenhos de anjos e santos. Respirava fundo e pesadamente, não demoraria para que as lembranças preenchessem sua mente, eram como milhares de vozes gritando ao mesmo tempo, passando coordenadas.
-Não sou louca, não sou mesmo - Por fim ela sussurrou e fechou os olhos.

"Encontrava-se em seu quarto, parecia uma solitária. Paredes brancas a mobiliá também tinha essa mesma cor de depressão, os primeiros flocos de neve caíam lentamente. Ainda sonolenta girou seus quadris para fora da cama, seus pés entraram em contato com o granito frio do chão. Seu pai se encontrava no mesmo lugar de sempre, na sala assistindo um canal fora do ar. Astrid rumou para fora da casa, ela queria brincar como uma criança normal. Seus ombros foram puxados violentamente, seu rosto fora de encontro com o rosto de seu pai, aquela figura já não tinha mais seu ar paterno, havia se perdido."

Ela estremecia só de lembrar dos olhos arregalados do pai, olhando furiosamente para ela, como se tivesse quebrado uma das piores regras. Olhou mais uma vez para o doutor, logo abaixo do bordado do seu nome - Psiquiatra - letras cursivas davam um ar mais chamativo.

"-Ela não pode me tirar de você. Três já se foram. Eu não posso, NÃO POSSO! Astrid se debatia, ela ainda se lembrava que uma vez ou outra uma mulher vinha visitar seu pai, mas as visitas pararam e o estado da casa tinha ficado deplorável, e então o governo interviu. Foi quando a mulher loira apareceu novamente, estava descontente com o que via e ameaçou o pai da pequena menina. Era como se uma selvageria crescesse dentro da menina e ela sabia exatamente o que fazer naquela hora, ela sabia que aquela mulher iria afastá-la de seu pai. O chá da tarde já não existia mais, agora era o banho de sangue da tarde."

Então era por isso que ela estava aqui, de alguma forma tinha bloqueado aquela cena. Mas algo ríspido falava em sua mente que essa era sua natureza.

"O cutelo estava bem visível na cozinha, a mulher discutia com seu pai na sala, dizendo que já estava na hora de sua filha ir para um lugar melhor. Quando suas mãos agarraram a base do cutelo e sua pele percorreu a lâmina, um sorriso sádico e familiar se fez presente em seu rosto, - Tudo vai ficar bem, papai - A menina pensou antes de esconder a arma atrás das costas, seus sapatos de verniz faziam barulhos estranhos quando entravam em contato com o chão de madeira. Quando o pai viu o brilho da lâmina assim que a garota o retirou de onde escondia, era tarde demais, com um único movimento  impetuoso, o fio já havia feito um corte longo no pescoço da assistente social, o sangue jorrou no rosto da menina e na mobiliá  da sala. Era algo quente e familiar ela só conseguiu pensar em uma palavra... -Mamãe    

Astrid achou que seu pai não iria fazer nada a respeito, mas ele fez. Internando-a numa clinica para doentes mentais e ela estava ali, em sua consulta diária.

-Você vai ficar aqui por muito tempo - Então ela percebeu que o tempo havia passado, e sempre que ela não falava algo era um dia a mais naquele lugar.

Astrid levantou-se rapidamente, ficando em cima do divã. Eram as vozes, elas estavam gritando alto demais. O doutor estava exasperado, mas ela não permitiu que ele se movesse, retirou a caneta de suas mãos enfiando o máximo que podia em sua garganta. Elberan lutava pela sua vida, jogando seu corpo para o chão na tentativa de ter alguma salvação. Nos últimos segundos de sua vida ele olhou nos olhos da menina tudo o que ela fez foi rir da cara dele enquanto seu sangue se espalhava pelos tapetes. A porta do consultório bateu com violência, o vento furioso invadiu a sala  e uma figura trêmula estava parada na soleira da porta... Era uma mulher... Era sua....
-Mãe. Era como se o peso que estava em seu peito não estivesse mais lá, ela estava livre.

■ CURIOSIDADES

■ Quando criança seus cabelos eram negros, mas foram mudado quando seus poderes foram aparecendo, tornaram-se loiro escuro e passaram a ser ruivos.
■ Não teve uma boa adaptação no acampamento, ainda mais depois do choque de saber que tinha irmãos de puro sangue, com quem convive muito bem depois de ter crescido com eles e aprendido boa parte do que é agora.
■ Em sua primeira missão aos quinze anos, ela vomitou nos pés do monstro que lhe apunhalou entre as costelas, há uma marca funda que se alongou ano após ano e hoje é uma linha fina de dez centímetros.  
■ Conhecera Scott aos dezessete anos, um ano antes de ir para os Espectros. No mesmo ano ela engravidou de Frâncio.


■ RELATIONSHIPS

■ Lissa - O relacionamento com sua mãe com toda certeza ela pode dizer que é um dos melhores, mesmo na ausência da progenitora aprendera todos os ensinamentos que uma mãe deve ter, principalmente a proteção.
■ Scott Lehner - Conhece Scott desde seus dezessete, teve os melhores momentos de sua vida ao lado do rapaz, e com ele o maior acontecimento de sua vida, um legado. Ter um filho em plena adolescência não fora problema para eles uma vez que suas vidas resumiam-se em proteção e proteção. Casou-se com o semideus assim que teve Frâncio, saíram do acampamento e estão juntos até hoje.
■ Frâncio Lehner - O relacionamento é um pouco complicado, não vira o filho crescer, mas isso não quebrou o elo que tem com ele, apenas a afastou de alguns acontecimentos. Astrid sempre colocou e sempre colocará a vida de seu legado em primeiro lugar.
■ Levi Raimann - O mais velho de seus irmãos. Fora ele que a alertou sobre o plano que Lissa tinha arquitetado para a família e também a advertiu sobre odiá-la, o maior ensinamento de seu irmão fora: "não odeie a mulher que a colocou no mundo" desde então, a ruiva passou ver sua mãe com outros olhos.  
■ Quinton Raimann - Fora difícil conseguir uma aproximação com seu irmão do meio, uma vez que esse fora usado como experimento por Lissa, as sequelas consistem em um ritual banhado por carnificina e outros afazeres, Astrid mantem contato com ele, mas só para coisas extremas.
■ Zoey Montgomery - Conhecera a prole de Apolo em um evento que consistia em ajudar e logo apos atacarem-se, bem, as duas trabalham muito bem juntas e depois que esse ato fora comprovado Zoey passou a ser uma das melhores amigas de Astrid.


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