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Treinos de Nathan Sinclair

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Treinos de Nathan Sinclair

Mensagem por Nathan Sinclair em Seg 6 Out 2014 - 21:58

Aqui postarei os treinos de Nathan Sinclair 'o'


Nathan Sinclair
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Re: Treinos de Nathan Sinclair

Mensagem por Nathan Sinclair em Seg 6 Out 2014 - 22:27



Primeiro Treino Com Tridente e Escudo

Uma coisa que não podia ser dito do Acampamento Meio-Sangue era que é um lugar parado. Desde meu desmaio na Colina Meio-Sangue (observação: para deixar claro, não desmaiei por qualquer coisa, envolveu um cão infernal, minha perna e muito sangue, detalhes á parte) até atualmente, não parei quieto. Vida de semideus é corrida. Afinal de contas, se molengar, os monstros te pegam. Temos que estar preparados para tudo. Acordar cedo, fazer várias atividades durante o dia - algumas bem mortais, diga-se de passagem – e tomar café da manhã, almoço e janta no refeitório. Por algum motivo, há um costume de jogar parte do alimento na fogueira. Estranho, eu sei, mas tem haver com “oferenda ao seu pai imortal” ou sei lá. Nesse caso, sempre jogo alguma coisa para meu pai, que bondosamente, após alguns dias de espera, me reclamou. Não fiquei sabendo na hora. Só vi todo mundo em volta de mim encarando-me como se vissem um fantasma e então percebi que tinha um tridente verde azulado flutuando na minha cabeça. Com medo, tentei tirá-lo, mas era um tipo de holograma. Quem diria. Filho de Poseidon. Deus do mar, dos terremotos e furacões, criador dos cavalos.

Voltando ao assunto, todos os filhos de deuses têm muitas atividades e elas variam muito dependendo de quem você for filho. E entre as minhas atividades hoje se incluía: treinamento em combate. Ao meio-dia, com o sol a pino e a barriga pedindo por um almoço, me dirigi á arena do acampamento. Era lá onde os treinamentos com armas geralmente aconteciam. Fui equipado com os presentes dados por Poseidon. Ao entrar pela primeira vez no chalé, encontrei-os sobre um dos beliches. De acordo com o bilhete junto ás armas, aqueles objetos eram meus. E os presentes eram: um tridente prata com um aura verde-mar á sua volta, que se transformava convenientemente em um anel; um escudo de prata revestido com corais e rochas, que se transforma em um relógio de pulso; uma armadura feito de escamas de Hidra, aquele bicho de muitas cabeças. Equipado com os três presentes, cheguei á arena. Vários campistas já haviam chegado ali. Como sempre, todos de camiseta laranja do Acampamento Meio-Sangue. A minha se escondia em baixo da armadura e eu vestia uma calça jeans com uma das barras da perna da calça rasgada (cortesia de um monstro medonho que enfrentei em uma noite de guarda nas barreiras místicas do acampamento).

Logo, um dos campistas mais velhos pediu para que os campistas formassem pares e que lutassem um contra o outro. O tempo máximo de luta duraria três minutos. Quem rendesse o adversário antes disso, receberia ponto. Após os três minutos, os pares trocariam e assim se sucederia até o termino do treino. “Sem mortes”, enfatizou o campista mais velho. Agora eu me sentia mais seguro. Meu primeiro adversário não parecia ser muito intimidador. Um garoto, aparentemente com a minha idade ou um pouco mais novo, tinha a aparência furtiva e era bem pálido. Usava duas adagas de bronze como armas. Ele se posicionou á minha frente e esperou por mim. Minha armadura, felizmente, era confortável ao corpo, portanto não precisava me incomodar em arrumá-la. Coloquei meu escudo no meu braço esquerdo e o posicionei á frente do meu corpo, em posição de defesa. Empunhei meu tridente colocando-o horizontalmente ao lado do meu corpo, com as suas três pontas um pouco mais á frente que o escudo, apontando para meu adversário. Esperava alguma reação dele. E pelo visto ele também esperava uma reação minha, porque ficamos nos encarando por quase um minuto, á espera de algum movimento.

-E aí? – Perguntei, meio sem jeito. Que raio de luta era aquela? Concurso de encarar? – Não vai me atacar? – Perguntou o menino. – Vou e você? – Respondi e perguntei. O garoto concordou. Mais vinte segundos, sem qualquer iniciativa. – Me ataca – Mandei. O garoto negou com a cabeça e replicou: “me ataca você, oras”. – Não, você. – Recusei. O garoto novamente se recusou a atacar. Quando dei meu primeiro passo contra o meu adversário, senti algo me empurrar. Uma luta paralela á minha havia invadido o espaço do meu treino. Um garoto de armadura e com um elmo vermelho me empurrou e me desconcentrou. “Olha por onde anda”, rosnou o semideus, que voltou a se concentrar em sua luta. Onde eu ando? Ele que esbarrou em mim. Com a confusão, não percebi que meu adversário avançou contra mim e já estava bem próximo. O garoto aproveitou da situação e desferiu um golpe contra mim. Uma de suas adagas passou ao lado do meu rosto, cortando rasamente a minha bochecha. Sem esperar, o garoto utilizou sua segunda adaga para me atacar, mas protegi o golpe com meu escudo.

-Ei, eu não estava preparado. – Disse. “Problema é seu”, falou o rapaz que tentou outro ataque com uma de suas adagas. Dessa vez, repeli seu golpe com o cabo do meu tridente, desviando seu movimento para o lado. Aproveitando que a guarda do garoto estava aberta, usei a ponta não afiada do meu tridente e acertei o garoto no peito. O rapaz caiu no chão, pelo empurrão, mas se recuperou mais rápido que eu imaginei e novamente correu em minha direção. O rapaz deu um golpe só, utilizando suas duas adagas ao mesmo tempo, tentando acertar-me no torso. Ergui meu escudo no exato momento, fazendo as lâminas do garoto tinir contra a prata do meu escudo. Ergui meu escudo para que os braços do garoto, que tentaram desferir os golpes, também subissem e ele deixasse sua parte inferior do corpo desprevenida. Com o tridente, passei o cabo da arma, fazendo-o acertar bruscamente as pernas do meu adversário, desequilibrando-o e fazendo-o cair no chão mais uma vez. Meu adversário era rápido, mas imprudente com os ataques. Eu gostava de utilizar meu tridente. Era a arma que eu melhor sabia manusear. Provavelmente eu tinha herdado tal dom de meu pai, cujo símbolo é tal arma.

Deram-se os três minutos. O garoto, frustrado por ter levado a pior, me olhou de soslaio e, contra sua vontade, trocou de par. Então, eu enfrentaria um novo adversário e... É. Era o cara mal encarado de elmo vermelho. Esse sim era um adversário assustador. Era alto, forte e lembrava aqueles seguranças brigões de prédio. Era óbvio que ele tinha escolhido me enfrentar pelo nosso “esbarrão”. Empunhava um escudo e uma lança e ao contrário do meu primeiro adversário, não hesitou em me atacar. O grandalhão avançou contra mim. Seus olhos pareciam me analisar milimetricamente. Quando se aproximou de mim, utilizou sua lança que perfurou o ar na minha direção. Joguei a parte superior do meu corpo para o lado, escapando do golpe que por pouco não acertou a mesma bochecha que o meu outro adversário havia ferido. Após seu golpe inicial, prosseguiu, tornando a direcionar sua lança contra mim. Esquivei-me para o lado contrário de antes e então tentei acertá-lo com o meu tridente. O semideus bloqueou facilmente meu golpe com seu escudo e me atacou uma terceira vez. Dessa vez ele havia conseguido perfurar não muito profundamente a coxa da minha perna. O sangue começou a escorrer pela minha perna e a ferida ardia. Antes que eu pudesse me recuperar, meu adversário usou o cabo de sua arma em um movimento diagonal que acertou meu queixo lateralmente, me fazendo ir ao chão.

Minha cabeça parecia girar e eu estava tonto, caído no chão. “Perfurar minha perna? Acho que ele não ouviu a parte de ‘sem mortes’”. Com receio de que o meu inimigo me atingisse caído e eu me ferisse mais ainda, me ergui, ainda meio bambo e fiquei em pé, retomando meu equilíbrio. Infelizmente perdi o equilíbrio novamente quando o meio-sangue me empurrou com o seu escudo, jogando-se contra mim. Eu fui empurrado brutalmente para trás, mas consegui permanecer levantado. O meu adversário não esperou. Usou sua lança para me acertar. Desviei dela por pouco e em contra-ataque, tentei acertá-lo com o cabo do meu tridente. Com facilidade, o meu adversário defendeu o golpe, girando sua lança. Ele então a apontou mais uma vez para mim e conseguiu abrir um corte no meu antebraço direito. Era incrível que, mesmo com minha armadura, o semideus conseguisse aplicar tais golpes com tamanha precisão. Sua lança era rápida como um raio. Movia-se antes que eu pudesse bloquear e quando eu estava desprotegido. De novo um golpe bem sucedido de meu inimigo, que perfurou de leve a região próxima ás minhas costelas. Percebi inclusive que ele sabia controlar perfeitamente a intensidade de seus golpes. Ele me feriu de leve, mas se quisesse, poderia ter aplicado um ataque fatal.

-Desiste, cria de Poseidon? – Indagou o semideus. Vendo que eu oferecia resistência, ele tentou outro golpe, mas esse eu consegui repelir girando meu tridente á frente do meu corpo. Ainda sim ele persistiu em outro golpe. Novamente bloqueei com o tridente. Mais um golpe e defendi com o escudo. O meu adversário não esperava, nem hesitava. Era rápido. Eu usava escudo e tridente para bloquear seus ataques. Mal tinha tempo de pensar direito. Então, ele lançou seu escudo contra mim. Utilizei meu escudo para bloquear o dele, mas a intenção dele não era me acertar com seu escudo. Descobri isso tarde demais. O semideus me deu uma rasteira com sua perna, me fazendo cair e antes que eu pudesse me levantar, colocou a ponta de sua lança em meu pescoço. – Perdeu, Peixinho. – Disse o brutamonte. Logo depois o campista líder pediu que trocássemos de dupla novamente. Se eu tivesse resistido mais alguns segundos, não teria sido rendido. O meu adversário me deu as costas e procurou por outro parceiro de luta. Antes que pudesse escolher, eu já havia sido escolhido. E não recusaria a oferta.

-Err... Oi. – Simplesmente disse, acenando de maneira, detesto admitir, boba. Uma garota acabara de me escolher como parceiro de luta. E que garota. A jovem parecia um ou dois anos mais velha que eu. Possuía longos cabelos louros e olhos azuis belíssimos que brilhavam como estrelas. Sua pele era perfeita, seus nariz e boca como a de uma supermodelo e suas curvas eram... Bem, muito atraentes. Mesmo á alguns metros longe dela, podia sentir seu cheiro que era semelhante á várias fragrâncias doces mescladas. Sentia-me envergonhado de estar ali com ela, suado após os treinos. Sentia como se estivesse flutuando. Era como se o mundo estivesse girando. Senti um frio em meu pescoço. A garota estava próxima a mim. Muito próxima. Estiquei meu pescoço para frente, tentando me aproximar do rosto da garota, mas senti que a sensação fria no meu pescoço não me permitia. Foi então que levei um grande susto. A sensação gélida no meu pescoço era a lamina de uma adaga pressionada levemente contra minha garganta. Meu mundo parecia ter girado porque realmente eu havia girado e caído no chão. A garota havia me derrubado e colocado sua adaga próxima a minha laringe. Como não vi isso? Claro. Filha de Afrodite. Deusa da beleza. A garota devia ter alguma habilidade hipnótica ou coisa do gênero. E havia utilizado seus dons contra mim.

-Espera aí. Assim não dá. – Protestei. Aceitei minha rendição e a garota saiu de cima de mim e guardou sua adaga. Ela sorriu para mim e deu de ombros.

-A culpa é minha se sou bonita demais? – Indagou a garota. Abri a boca para retrucar, mas era fato: ela era linda. Mas ainda sim, tinha a sensação de que a luta havia sido bem injusta. Não era normal eu me desconcentrar daquela forma. Nem mesmo com garotas muito bonitas e ainda por cima com meu déficit de atenção. Ela havia me passado a perna. Antes de conseguir falar algo, o campista mais experiente deu os treinos como terminados. Era hora do almoço. Aquele treinamento, comparado á outros que já tinha visto, foi rápido. Provavelmente porque todo mundo queria comer. Todavia, por mais que tenha sido meu primeiro treino, havia me saído no mínimo razoável. Quase rendi um garoto, mas perdi para um... Provável filho de Ares e para uma óbvia filha de Afrodite. Nada contra perder para o sexo feminino. Já havia visto muitas campistas que eram exímias lutadoras. O difícil era aceitar que havia sido rendido tão rapidamente. Teria que treinar muito mais para melhorar. Apesar do meu bom manuseio do tridente, eu era muito inexperiente nas batalhas. Pelo menos eu havia aprendido algumas coisas: ataque, ao invés de esperar demais; não enfrente um filho de Ares experiente; não se deixe seduzir por uma filha de Afrodite. Talvez na próxima oportunidade eu conseguisse evitar esses erros.
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Re: Treinos de Nathan Sinclair

Mensagem por Convidado em Qua 8 Out 2014 - 17:57


Avaliação
Particularmente, achei interessantíssimo sua forma de detalhamento relacionados ás atividades do Acampamento e ás suas novas experiências de semideus. A escrita é fluída, trazendo uma riqueza de conhecimento através de passagem escritas de modo simples e dinâmico.

O único ponto que me incomodou foi o template. Como sou cega -q como ele possui um fundo claro e a fonte pequena, o mesmo dificultou a leitura, contribuindo para que a releitura de alguns trechos. Ademais, houveram alguns erros de concordância, contudo, não foram tão graves. Para esses erros, lhe aconselho a utilizar o Word como auxiliar.

+ 50 de exp
- 30 de EP

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Re: Treinos de Nathan Sinclair

Mensagem por Nathan Sinclair em Sex 7 Nov 2014 - 21:29


Segundo Treinamento



Ok. Meu último treino não tinha sido um dos melhores. Entre três adversários, consegui ser derrotado por dois. Tecnicamente, venci minha primeira luta, mas não rendi o outro semideus, que era o intuito do treino. Se contasse pelos ferimentos ou desempenho da luta, eu teria ganhado. Apesar de minhas autocríticas, aquele havia sido o meu primeiro treino de semideus. Eu nunca havia sequer tocado um tridente ou qualquer arma grega. Então, de certa forma, não tinha me saído tão mal assim. E havia adquirido experiência. Tinha que parar de me culpar. Era um semideus iniciante em fase de treinamento. A vida segue. Isso se um monstro não encerrá-la.

Dirigi-me ao meu segundo treino com armas no Acampamento Meio-Sangue. Á duas semanas lá já havia aprendido coisas que jamais pensaria que iria saber. Monstros, deuses, técnicas de batalha. Talvez, não ir mais a escola, mas ser perseguido por criaturas mitológicas não seja uma troca das mais confortáveis, mas não sinto saudades da matemática. Após cruzar os gramados dos campos do Acampamento Meio-Sangue, me aproximei da área da Arena, onde geralmente ocorriam os treinos com armas. Vários semideuses se encontravam ali. Alguns praticavam antes da atividade principal, outros conversavam e outros brigavam. Eu vestia o que provavelmente eu vestiria pelo resto dos meus dias, assim como todos do acampamento: uma camiseta laranja do Acampamento Meio-Sangue. Trajava um tipo bermuda jeans, que antes de uma mordida de leucrota, era uma calça jeans. Calçava meu único tênis surrado cor cinza. Minha armadura de hidra estava sobre a camiseta laranja. Aquela era a única armadura com a qual eu já havia me sentido confortável. Devia ter sido feito á medida para mim por Poseidon. Bondade do papai. Em minha mão direita estava meu tridente de prata e na esquerda, meu escudo de prata.

Eu havia chegado um pouco cedo para o treino com campistas. Ninguém estava preparado ainda. Era minha chance de treinar um pouco com os bonecos de palha localizados em um canto da arena. Cerca de uma dúzia de bonecos alinhados um do lado do outro com intervalos de três metros entre cada um. Os bonecos não pareciam nada demais, o que me chamou a atenção. Com tantos campistas, os bonecos deveriam ser repostos constantemente, já que sempre após os treinos, eles acabavam destruídos. Aproximei-me de um dos bonecos e levantei minha guarda. Treinei então alguns golpes, ficando meu adversário de palha. Treinaria esses golpes mais letais nos bonecos, afinal, não poderia usá-los em campistas. Por mais que os jogos do acampamento pudessem ser mortais, eram proibidas mortes. Após fincar tanto o boneco que todo o seu corpo estava espalhado no chão, afastei-me do boneco. Iria treinar o arremesso de tridente. Quando encarei o boneco, ele havia voltado ao normal. Era como se eu nunca tivesse atacado o boneco. Quem diria? Bonecos de palha mágicos. Fiquei mais alguns minutos treinando sozinho quando uma voz chamou a minha atenção. Um dos campistas mais experientes chama todos para próximo dele. Despedi-me do meu caro adversário de palha e corri até a aglomeração de semideuses.

Ali, o campista mais velho passou informações ao grupo: nada de mortes – como já havia dito -, nem desmembramentos, decapitações ou habilidades oriundas de seus pais divinos (essa última regra todos ignoravam). Assim que as normas foram passadas á todos, foram pedidos que as duplas fossem formadas. Dessa vez, decidi que eu escolheria com quem lutar. Analisei os semideuses ao meu redor e encontrei uma garota que ao invés de ela estar com suas duas espadas empunho, lia um livro grego antigo. Uma garota leitora, quieta e meio nerd. Teria que facilitar para ela. Não queria feri-la, afinal, eu escolhi a garota para enfrentar. Ao me aproximar dela, encarei-a. Tinha cabelos negros entrelaçados em uma trança. Seus olhos eram cinzentos como uma nuvem. Não sabia de quem ela era filha. Aproximei-me dela e estendi minha mão.


-Boa sorte. Prazer, Nathan. – A garota observou minha mão com tamanha ferocidade que parecia tentar explodir meu braço com o poder de seu pensamento. Depois ela subiu o olhar, fitando-me olho no olho. Ela parecia me analisar.

-Parece um tanto seguro demais. Talvez até esteja debochando de mim. – Ela deu um sorriso de leve para mim e fechou seu livro com força e o deixou de lado, no chão. Senti-me culpado por ela ter percebido que eu a havia escolhido porque achei que eu poderia derrota-la fácil. Cocei o topo da cabeça e abri a boca para falar, mas a garota prosseguiu a falar. – Desleixado, não lento, mas preguiçoso. Seu pé direito não está bem apoiado. Cairia facilmente á uma investida brusca.

-É, valeu pelo preguiçoso e desleixado, mas sobre a escolha, desculpa, eu...

-Peso de consciência. E esse tridente... – A garota desaprovou minha arma. Um momento. Agora quem está subestimando quem? O tridente era a arma com a qual eu me saia melhor nas batalhas. Coisa de filho de Poseidon. Sem esperar que ela continuasse, corri na direção da menina. A semideusa foi rápida e desembainhou suas espadas á tempo de bloquear meu golpe de tridente. Usei meu escudo para afastar a garota, que foi empurrada e recuou. – Força combinada com a raiva. Potencial, mas descontrolado. Tem que se focar, filho de Poseidon. – Fiquei inquieto, imaginando como ela sabia que eu era filho de Poseidon. Eu a conhecia? – Por franzir o cenho, deduzo que está surpreso pelo meu palpite. Olhos da cor do mar, o óbvio tridente em mãos e... Pelo seu jeito lerdo.

-E você? É filha de Sherlock Holmes? – Indaguei.

-Atena. Agora pare de falar e me ataque. – Gritou a garota.

-Mas é você que está fa... – A semideusa avançou contra mim, me interrompendo novamente. As duas pontas de suas espadas tiniram contra meu escudo de prata. Usei o cabo do meu tridente para tentar acertá-la, mas agilmente, a menina abaixou-se. Girei meu tridente, efetuando um segundo golpe seguido e a filha de Atena aparou o golpe com sua espada. Minha adversária movimentou sua espada esquerda circularmente e conseguiu travar meu tridente. Ela conseguiu girar a arma da minha mão e com tal movimento, me fez derrubar o tridente. Havia sido desarmado. A garota aproveitou sua vantagem e começou a me atacar. Protegia-me com meu escudo de prata que eu mal tirava da frente do meu corpo, para bloquear os velozes golpes da semideusa. Foi então que ela conseguiu encontrar o momento certo de atacar. Ela tentou me acertar no rosto, erguendo sua espada sobre a cabeça e elevei o escudo á altura, para bloquear o ataque. Simultaneamente, ela desferiu outro golpe, na parte inferior do meu corpo, criando dois cortes, um em cada perna. Os ferimentos começaram a sangrar e pela dor, acabei agachando-me no chão. Derrotado mais uma vez? A filha de Atena colocou a ponta de uma de suas espadas no meu pescoço e me fez levantar a cabeça para encará-la.


-Boa luta para um novato. Mas fique ciente, eu não estava tentando chateá-lo. Estou lhe dando dicas, afinal, sou filha da deusa da sabedoria. Sei do que falo. – Ela então me ajudou a me levantar e eu a observei novamente. Estava sorrindo, como uma amiga. Há poucos segundos, possuía uma fúria nos olhos como se quisesse ver meu sangue jorrar. – O tridente é símbolo de Poseidon. Percebi que consegue manuseá-lo bem, mas ele pode ser difícil de utilizar com uma mão, como se fosse uma espada. Experimente deixar o escudo de lado e utilizar o tridente com as duas mãos. – O campista responsável pelo treino ordenou que mudássemos de pares. A filha de Atena me deu as costas observou que sem querer um semideus havia cortado seu livro deixado no chão ao meio. Pobre alma.

-E então, vamos lá? – Perguntou uma voz.

-Pode ser, cara. – Virei-me para o semideus e notei que ele não usava armas. Na verdade, tinha um arco e uma aljava cheia de flechas ás suas costas, mas sem nenhuma espada, lança ou adaga aparente.

-Espera. Utilizar arco não é um pouco desleal? – Perguntei ao garoto. Olhos azuis, cabelos louros. Já havia visto muitos garotos parecidos com ele saindo do chalé de Apolo.

-Não sou bom com outras armas. – Confessou o rapaz, com uma risada baixa. – Mas não se preocupe. As flechas não vão te machucar. – Ele puxou uma das flechas de sua aljava e vi que no lugar de uma ponta afiada, havia uma esfera avermelhada, como uma pequena bola de dodgeball. O garoto se aproximou de mim e me cumprimento. Respondi ao seu cumprimento e nos afastamos para iniciar o treino. O rapaz de Apolo fez seu primeiro movimento: encaixou a flecha que estava em suas mãos em seu arco e mirou em meu peito. Antes mesmo de ele soltar a flecha, eu coloquei meu escudo á frente de meu corpo. Senti um projétil colidir com a superfície pedregosa da frente do meu escudo. Assim que tive tempo de observar meu adversário, notei que preparava uma segunda flecha. Mal tive tempo de tentar um novo movimento. Protegi-me da segunda flecha que o semideus lançara. Sem esperar, decidi avançar. Abaixei a parte superior do meu corpo, encolhendo-me atrás do meu escudo e avancei correndo na direção do filho de Apolo. Mas então, tive uma surpresa. Uma flecha surgiu aos meus pés. Era diferente das demais. Tinha um pequeno compartimento na ponta que ao se encontrar com o chão, espalhou uma gosma cor cinza que grudou em meus pés e na grama ao chão. Não faço a mínima ideia do que aquilo era, mas era grudento e resistente. Quando tentei levantar meu pé, tombei no chão, com os pés presos á terra e a gosma cinza. Quando olhei para cima, o garoto louro tinha uma flecha apontada para a minha cabeça.


-Essa foi fácil. – Disse o filho de Apolo, se gabando da vitória. Após meio minuto de força e tentativa, consegui libertar meus pés do chão. Observei o semideus que me olhava e esperava o tempo das equipes para mudar de parceiro. Ainda tínhamos tempo, ele havia me derrotado rapidamente, quem sabe eu não poderia ter uma segunda chance.

-De novo. – Pedi, me colocando em posição de expectativa de combate. O filho de Apolo riu e decidiu aceitar o segundo desafio. Eu estava disposto á seguir a dica que a filha de Atena havia me dado em meu primeiro combate do dia. Coloquei meu escudo no chão ao meu lado e me preparei para a flecha que o meu adversário já havia preparado para mim. Ao ver a flecha voando em minha direção, cortando o ar, pensei em como repeli-la já que eu estava sem escudo. Girei meu tridente á frente do meu corpo e quando a flecha se encontrou com o metal da minha arma, foi repelida para o lado e não me acertou. A flecha do filho de Apolo caiu ao meu lado, próximo ao meu escudo. Tanto eu quanto o meu adversário parecemos impressionados. Havia conseguido me proteger com meu tridente. Realmente, segurá-lo com duas mãos, ou mesmo deixar uma das mãos livres para usá-lo, me dava um amplo leque de movimentos. E sem o peso do escudo, conseguia me movimentar mais rapidamente e de maneira mais livre. Fui á direção do meu adversário. Mais uma flecha que foi atirada na minha direção. Girei o tridente com meu braço direito, fazendo movimentos diagonais, que novamente, impediram da flecha me acertar. Uma terceira seta foi lançada contra mim e mais uma vez, consegui bloquear o ataque com meu tridente.
Já próximo do semideus, desferi um golpe em horizontal, visando acertar suas costelas, mas o filho de Apolo abaixou-se. Tentei acertá-lo com o cabo do meu tridente, mas ele passou por baixo do meu braço durante o golpe e efetuou um golpe nas minhas costas com seu arco. Senti uma leve dor pelo golpe, mas nada que me fizesse parar. Sem olhar para trás, girei meu corpo, junto á minha arma e desferi outro golpe em horizontal. O filho de Apolo já havia tomado distancia, portanto não consegui acertá-lo. Ele preparou uma flecha e a atirou. A flecha era diferente das outras. Parecia ter cabos que quando se encontraram com a minha perna, se enroscaram na mesma, fazendo-me cair mais uma vez. Não seria derrotado dessa vez e de novo daquela forma. Quando o garoto usou uma flecha para tentar me acertar no peito, bloqueei, girando o tridente á frente do meu corpo, formando círculos completos com o cabo dele. Depois, rapidamente, enquanto o filho de Apolo tentava pegar outra flecha, dei um golpe em seu peito com o cabo do meu tridente. O garoto caiu no chão, com a dor e aquilo havia me dado tempo para me levantar desengonçadamente pelas minhas pernas unidas uma á outra pela flecha amarrada nelas e colocar as pontas de meu tridente no peito de meu adversário.


-Ok. Agora está um á um. – Disse o filho de Apolo. Afastei o tridente do meu adversário caído e estendi minha mão para ajuda-lo á levantar. – Vamos desempatar? – Perguntou o semideus. Afaste-me dele e me preparei para um terceiro confronto, mas então, o campista que cuidava do treinamento pediu que trocássemos de dupla novamente. Sem descobrir quem ganharia a disputa, outro semideus me escolheu para lutar. O filho de Apolo já havia sumido de vista e havia sido substituído por um garoto... Macabro. Trajava vestes negras no lugar da camiseta laranja do Acampamento Meio-Sangue. Era bem pálido e em mãos possuía uma foice, o que era bem assustador. Parecia ser filho da personificação da morte. Com meu nada amplo conhecimento sobre mitologia grega, só conhecia Hades como deus do Mundo Inferior e dos mortos, mas não me lembrava dele usar foices. Mas, claro, não quer dizer que seu pai é tal deus que você é forçado á utilizar a arma dele. Se bem que... Eu uso um tridente. Igual a Poseidon. Parei de pensar nesse assunto quando o primeiro golpe do garoto quase cortou minha cabeça. Inclinei a parte superior do meu corpo para trás, dobrando minha coluna, pouco antes da parte de ferro da foice do semideus passar por onde antes se encontrava meu pescoço. Com aquele movimento eu havia me imagino no filme Matrix. Só que uma versão fajuta, pois tentei me equilibrar, mas acabei cambaleando para trás. Aquele semideus realmente havia tentado me acertar ou era só bom em golpes? Pelo visto, a regra “sem poderes” não era a única que era quebrada.

-Ei. Relaxa, Puro-Osso. É um treino. – Disse ao meu adversário que ignorou minhas palavras e tentou me golpear, mirando meu pescoço novamente. Esquivei-me, afastando-me do alcance da lâmina, porém antes de poder me preparar, o semideus me empurrou com o cabo de sua foice. A arma tocou meu peito, sem me ferir, mas fez pressão suficiente para me derrubar. Cai de costas na grama. Meu adversário me observou, sem alterar suas emoções, e girou sua foice ao redor do corpo, fazendo espécies de malabarismos com ela, mostrando sua maestria com o instrumento. Quando o meio-sangue parou de se mostrar, ergueu a foice sobre a cabeça e a abaixou com tudo, no intuito de cravar a ponta da foice na minha barriga. Aparei o golpe com o meu tridente, impedindo o golpe. Sem pensar muito, o semideus ergueu a arma novamente sobre a cabeça, o que me deu tempo para usar o cabo do tridente para dar uma rasteira no adversário. O semideus caiu de costas, assim como eu e pareceu ter ficado um pouco desnorteado por ter batido a cabeça na terra. Levantei-me rapidamente e apontei as pontas de meu tridente para o meu adversário.

-Terminamos por aqui, Ceifador Sinistro? – Indaguei. Em resposta, meu adversário retirou meu tridente de sua direção com sua foice. Ele o segurou pelo cabo com uma das mãos, impedindo que eu o movesse. Após isso desferiu um golpe que cortou meu antebraço do braço que eu estava segurando o tridente. O corte havia sido profundo, o que me fez largar o tridente imediatamente. O sangue fluiu pela minha pele, pintando parte do meu braço de rubro e fazendo alguns pontos vermelhos no chão. A dor era forte. O corte devia ter acertado uma boa parte da carne. Por sorte não parecia quebrado, mas estava bem ruim. O adolescente observou meu braço, sem esboçar qualquer sentimento. Enquanto eu ainda me recuperava do ferimento, o moleque, sem hesitar, voltou a me golpear, agora, acertando minhas pernas, na altura dos joelhos, que já haviam sido golpeados no treino com a filha de Atena. Mais sangue escorreu de minhas pernas. Apesar dos ferimentos, me mantive em pé. Respirei fundo e encarei o adversário, sério. O semideus preparou mais um golpe. Ao executá-lo, abaixei-me, sentindo a foice cortar o ar sobre mim. Sem pensar duas vezes, avancei contra o meio-sangue e investi contra seu corpo. Empurrei-o com os braços e com uma cabeçada, desequilibrando-o e jogando-o para trás. Aquilo me deu tempo suficiente para apanhar meu tridente. Apesar de estar armado, não sabia se conseguiria me sair bem na luta. Meu braço parecia fraco com a perda de sangue, e a dor ainda era ardente.

O semideus se ergueu e veio contra mim. Tentou um golpe, mirando minhas costelas, mas bloqueei com meu tridente. Ele tentou outro golpe, dessa vez mirando meus joelhos novamente, mas aparei sue golpe antes que me acertasse. Empurrei a foice do semideus com meu tridente e girei o cabo do mesmo, acertando o rosto do meu adversário com o lado oposto do meu tridente. Sem parar, troquei o lado da minha guarda, girei novamente o meu tridente e desferi um golpe na diagonal contra meu adversário, que formou três cortes no torso do semideus. O Puro-Osso me encarou, dessa vez demostrando preocupação. Respirei fundo e endireitei minha postura, engolindo as dores e tentando não parecer fraco, apesar de não saber se eu conseguiria aguentar mais golpes sem que meu braço cortado pedisse arrego. Dei um passo na direção do meu adversário e então ouvi um grito. O grito que alertava o fim do treinamento. Apesar de minhas desavenças com o garoto que parecia ter tentado me matar em três minutos, estendi meu braço não ferido para ele. O garoto me deu as costas, limpando o sangue da sua foice em suas vestes pretas. Ele não era tão bom em combate. Não era rápido. Mas vacilei ao permitir que ele me desarmasse.

Ao perder meu adversário de vista, cedi á dor e me joguei no chão, deitado de barriga para cima, observando o céu. Meu braço ainda sangrava e eu precisaria de ajuda médica. Meus outros cortes não doíam mais, mas minhas pernas sim, pelos múltiplos golpes nelas. Quando consegui reagrupar coragem e força, levantei-me do chão e me dirigi á enfermaria, á procura de ajuda. Nem todos estavam dispostos á serem bons durante os confrontos no Acampamento Meio-Sangue, mas com alguns semideuses era possível confiar. Havia me divertido e aprendido muito com a filha de Atena e o filho de Apolo. E aquele era o intuito do treinamento.


Day: Que dia é hoje?    Place: Arena    With: Muitos semideuses NPCs que ajudam pacas nos treinamentos    Humor: Treinativo?               Clothing: Link  
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Nathan Sinclair
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Re: Treinos de Nathan Sinclair

Mensagem por Convidado em Seg 10 Nov 2014 - 11:23


Avaliação.

Gostei da narração, principalmente por que não foi cansativa, embora tenha sido em primeira pessoa.

60 de exp
-30 de ep
Convidado

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Re: Treinos de Nathan Sinclair

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