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Treinos de Hwang YoonSun

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Treinos de Hwang YoonSun

Mensagem por Yoon Sun Hwang em Sex 3 Out 2014 - 13:32

Last Season


"
Hwang? Rum, bem que Dirgos disse que ia ser fácil te encontrar. Asiáticos ainda não são tão comuns por aqui.”

Se estava sol, ele não poderia dizer; mas se o tempo estava frio, ele sabia que não. Ainda sim, era essa sensação que seu nervosismo o causava: frio. Dentro da parte coberta da arena, o garoto esperava a pessoa que Dirgos, o sátiro que deixou sua marca no carro de seu pai, disse que mandaria. Sun não conhecia muito bem o híbrido, porém, nas horas que gastaram conversando na tarde do dia anterior, conseguiu apaziguar-se com a ideia de que Dirgos o entendia. Entendia seu motivo e seu estímulo. Então, mesmo que já tivesse com a bunda doendo de tanto esperar, o meio asiático sabia que alguém apareceria. Sabia que, a partir do momento em que os dois perceberam a obviabilidade de que um filho de Ares era o melhor para isso, qualquer coisa poderia acontecer e teria que se conter. Ao menos no começo.

Ele ergueu o olhar, e demorou alguns segundos para que seu sistema o fizesse levantar. As mãos foram enxutas no tecido da joggers preta assim como a camisa. Não disse ou fez nada, a não ser analisar a garota da cabeça aos pés. 'Para um brutamonte, ela até que é bonitinha', seus irmãos falariam isso somente para não dar o braço a torcer e dizer que, é, o rosto dela era tão perfeitamente uniforme quanto os deles. Que não se tinha o que falar do corpo dela, muito menos da postura. Era intimidadora, ainda que, na cabeça do garoto, ela tivesse soado delicada. Realmente, um alívio que ele fosse, pelo menos, maior que ela. Depois, foi impossível não mudar o olhar para o que foi jogado no jogado. Sun sugou o lábio inferior e prendeu com os dentes; um ato inconsciente enquanto tentava chutar o tamanho aproximado do saco de pancadas. Bem mais que um metro, com certeza.

“Marta.”, a voz da garota o fez retornar o olhar a ela e perceber a mão estirada em sua direção. Esta qual ele segurou e ignorou o modo brusco o qual foi cumprimentado – libertou-se do aperto o mais rápido possível.

“Hwang é meu sobrenome. Sou Yoon Sun. Sun.”

“Tipo, sol... o sol?”, a expressão na feição dela era, no mínimo, engraçada. Não para ele, na verdade, pois sabia que poderia vir alguma piada sem graça disso. Então, correu as mãos para os bolsos da joggers e assentiu devagar. “Você não é filho de Apollo não, né? Seria muito apelação. Enfim, eu gosto de Asiático e Florzinha. Qual você prefere?”

“Onde conseguiu o saco de pancadas?”, porque nada melhor do que ignorar e deixar leve sorriso no rosto ao curvar o canto dos lábios. A garota pareceu encarar seus olhos por mais tempo. Pare., ordenou a si mesmo. Quando havia usado alguma habilidade – ou seja lá como chamam isso – com Marta? Esta, então, piscou os olhos repetidamente, como se assim pudesse recobrar do transe e ter total consciência do que havia pensado há poucos segundos. Parecia sem jeito quando colocou dois rolos de ataduras no bolso da calça militar folgada.

“No meu chalé é o que não falta.”, ela aproximou-se até que fossem menos que quarenta centímetros a distância entre ambos. “Pode me falar o motivo de um filho de Afrodite querer aprender isso? Preciso de algo que explique o desperdício de meu tempo.”

Ouch!, com ironia, foi a única coisa que surgiu na cabeça do asiático. Claro que não foi isso o quê ele fez de palavras.

“Eu.. bem, eu só quero- Digo, em caso de não ter armas, por exemplo- Ah, qual é?!”, e então, seus olhos processaram o N e Y, sobrepostos, na camisa que a garota usada. Ele sorriu de lado, mostrando o pouco dos dentes, e não se segurou para usar os dons que sua mãe o deu. “Você gosta de beisebol?”, a pergunta pegou a garota de surpresa, claro, mas não foi só por isso que ela precisou pigarrear para responder.

“E você entende alguma coisa disso?”

“Uma pena que você não pôde ver Jeter no último jogo da temporada dele. Valeu a pena, mesmo os Yankees tendo perdido.”

“Quem disse que eu nã- Pera. Você assistiu no estádio? Filho da puta!” , e com o empurrão no ombro, Sun fez uma anotação mental de quê não gostaria de empurrado por ela de novo. “Em qual  posição você joga? Se você jo-”

“Rebatedor.”

“Ótimo. A tarde verei o quão bom você é. E então, você estará no meu time como pagamento por meu tempo.”, ele conteve o sorriso. “Vou desconsiderar hoje.”

XXX

  Suas pernas queimavam e sua respiração era facilmente ouvida – ele arfava. Só sabia quantas voltas tinha corrido, porque foi a primeira coisa que Marta anunciou assim que ambo pararam próximo ao saco de pancada. Se ela tinha fadiga, sucedia muito bem disfarçando. E quando achou que talvez teriam pausa, a semideusa exclamou o próximo exercício: abdominais. Ao fim, o cabelo grudava no rosto livre de imperfeições do moreno, bem como a camisa no corpo bem feito, e o chão parecia ter sido criado para ele. Bem, pensou, teria que transformar os exercícios em hábito.

“Levanta. Lutar contra um monstro é pior que isso, Florzinha.”, mas Sun somente conseguiu sentar, os braços apoiados nos joelhos dobrados. Marta não repetiu. De algum modo, ele sabia que a garota tinha ciência de que até filhos de Ares precisariam de um intervalo e por isso ela pôs-se a se ocupar em pendurar o saco de pancada – a desculpa para não dar o braço a torcer e dizer: pode descansar. E como Sun não queria abusar, levantou-se assim que percebeu que ela havia terminado. “Okay.”, Marta deu uma leve batida no rosto moreno. “Me soque.”

“O quê?”

“Me soque. Eu quero ver o quão molenga voc-”, a fala foi interrompida por um punho em seu maxilar e substituída por um grunhido inaudível à Sun. A morena levou a mão para o queixo e o olhou com os lábios entreabertos. Sun balançava a canhota no ar, como se para aliviar a dor. “Okay. Doeu. Mas não quebrou ou deslocou nada, então não serve para nada.”

“Você queria que deslocasse?!” , incrédulo era o mínimo.

“Poderia ter deslocado se você não tivesse levantado o cotovelo.”, iniciou,“Ou aberto demais o braço.” ela se postou ao lado do outro e demonstrou, de modo lento, um soco no ar. “O braço continua com ângulo de noventa graus na hora de pegar impulso. O cotovelo aponta para trás, reto. E então, o punho vai para frente, também reto. Tudo acontece na mesma linha imaginária e esta linha tem noventa graus com seu peito, entendeu?” ,em seguida, Marta bateu na parte interna do ante braço. “Quando você puxa o braço para pegar impulso para socar, seu pulso fica voltado para cima. Porque quando você socar-”, por instinto, Sun afastou o rosto surpreso com o soco demonstrativo, inesperado, no ar. “Você somente gira o pulso. E então, seu braço termina com um ângulo de noventa graus com seu ombro. Você somente gira o pulso, consequentemente, claro, o punho. Você vai ter a sensação que seu antebraço vai soltar do seu braço. Agora, faz você. Canhoto, né? Faz com os dois braços.”

Uma, duas, quatro vezes. 'Continua afastando seu braço do corpo'; 'Tá socando em uma flor?'. Da sexta repetição à seja-lá-quanto, havia parado de contar, não ouviu mais nada a não ser a própria respiração. Então, uma batida nada camarada em seu ombro. Ele parou e virou o rosto na direção da menor.

“O que você tava fazendo agora é mais uma aula de Taekwondo. Mas 'tá vendo o saco? Aquilo é uma pessoa e ela pode te socar também. Por isso, seus dois punhos protegem a área de seu maxilar. Eles ficam na altura de seu nariz. O cotovelo não vai para trás aqui, porque o seu alvo é mais em cima. É o rosto da pessoa. Acho que você percebeu que o cotovelo ir para trás, o punho acerta mais embaixo. Sei lá, o estômago. Mas aqui,”, a semideusa armou os braços e demonstrou.

Ele não sabia que o punho que ia na direção ao seu rosto iria parar, e tudo o que conseguiu fazer foi apertar os olhos. Grande erro.

“Ei! Nunca mais faça isso! Não feche os olhos, Asiático. Aberto, sempre abertos. Se você quer desviar, você precisa ver de que direção está vindo. Entendeu?”

“S-sim.”

“Sabe como colocar?”, ela perguntou quando estendeu as ataduras – quais Sun não hesitou em pegar. Sim, ele sabia. “Se não, se vire. O resto do treino é você socando o saco até você ver sangue na faixa, falou? Espero que sua mão não fique tão roxa ao ponto de conseguir segurar um bastão de beisebol.” ,e outro tapa no ombro. Ele inspirou, cansado, e seguiu a garota com o olhar. “Ah! Quer uma dica? Imagine que aquilo é a pessoa que você sempre quis socar. Até mais, Florzinha.”, Marta, enfim, não mudou a direção que seguia para fora da área coberta da Arena. Agora, ele estava sozinho.

 Com passos devagar, Sun encaminhou-se para mais perto do saco. Passadas lentas suficientes para que ele pudesse perceber o quanto relaxava com a simples atividade de enfaixar as mãos. Infelizmente, isso não o livrava de pensamentos. Felizmente, o fazia pensar com mais razão – e esta lhe dizia: não pare.

'Se livre das amarguras, é o primeiro passo. Soque-as até sangrar.'

Ele colocou os canos de plástico, o qual as ataduras estavam enroladas, no bolso e bateu com ambas as palmas das mãos no saco. Um zoada abafada. Fungou, então, e montou-se na posição.

Um, dois; um, dois; um, dois, era a marcação dos socos. Esquerda, direita; esquerda, direita.

Vazios, não carregavam nada em específico. Eram só para familiarização. Repetiu-se em duas séries de dez.

Um, um, dois; um, um, dois; um, um, dois. Esquerda, esquerda, direita.

A frustração começava. Quando aquilo tinha começado? Não, não ele socando os desaforos. Mas os próprios desaforos. Quando ele havia começado a juntar tanta mágoa? Foram duas séries de dez.

Um, dois, um, um, dois, dois, um. Esquerda, direita, esquerda, esquerda, direita, direita, esquerda.

Não contou, não tinha séries. Eram socos em diferentes rostos. Foram incontáveis socos. Seus dedos doiam, assim como seu peito apertava.

Um, dois, um, um, um, um, um.

Os ossos dos dedos doíam tanto, e ainda sim, era uma sensação tão boa. Prazerosa. Por que nunca havia pensado em fazer aquilo antes?

Um, um, dois, um, um e dois. Um e dois.

Ele segurou o saco com ambas as mãos e deixou a testa encostar no mesmo. O som de seu punho batendo parecia ter ficado em sua mente, o distraia de modo que não percebeu que seu rosto estava molhado não só com suor, mas com lágrimas. Apesar do arfar, não conseguiu conter o gemido de dor ao esticar ao máximo os dedos. Queimava; ardia. Finalmente, tinha sangue.

Ele deixou o saco pendurado e deixou a Arena com a atenção para a atadura que era desenrolada. As lágrimas continuaram – mas tudo bem, porque sua razão havia deixado claro que seria a última vez que choraria por isso. Finalmente, estava satisfeito consigo.

Antes de mais nada, observações:

Bem, o treino mesmo começa depois dos três X's. Desculpe-me o tamanho da 'enrolação', mas acontece que pretendo que todos os posts estejam ligados com a trama. Como se em um livro e, nesse livro, vai ser importante que ele pratique tal esporte. E como americanos, não achei que seria macabro eles jogarem no acampamento.

Também tem a escolha do treino... eu receio que ele valha, pq os que eu li... era, tipo, sei lá... era batalhando, usando armas e tals. Espero que não tenha problema isso, pq, de novo, é trama. Preciso que ele seja bom com luta corpo à corpo. > _ <

Por último, desculpe-me o modo que eu escrevo. Digo, usando aspas para determinar as falas.. Acontece que eu me acostumei a fazer assim. É uma configuração americana/inglesa, e eu acho mais fácil para mim assim. Mas se incomodar, claro que mudarei.

É, é isso.


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Re: Treinos de Hwang YoonSun

Mensagem por Convidado em Sex 3 Out 2014 - 14:51


Avaliação.
Boa narração e desenvolvimento com detalhes nas horas certas e boa estratégia, o que me fez ficar preso do início ao fim. Parabéns.

+75Xp
- 20Ep
att por Selene

Convidado

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