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Treinos de Alexia Watts Schratter

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Treinos de Alexia Watts Schratter

Mensagem por Convidado em Sab 27 Set 2014 - 14:11

treinos de alexia
Local destinado para postagem dos treinos realizados por Alexia Watts Schratter, semideusa filha de Nyx. O acesso é restrito, exceto para divindades, a responsável do tópico ou players autorizados.



by nephelis at ops


Última edição por Alexia Watts Schratter em Ter 4 Nov 2014 - 15:53, editado 1 vez(es)
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Re: Treinos de Alexia Watts Schratter

Mensagem por Convidado em Sab 27 Set 2014 - 17:26

Night's Daughter
O sono havia me abandonado cedo, oque é simplesmente detestável, pois não conseguia ficar deitada na cama fazendo nada graças a TDAH. Levantei-me e tratei de me vestir decentemente, trajando roupas confortáveis e me leves, boas para treinos ou qualquer outra coisa que eu decidisse fazer ao decorrer do dia. Arrumar algo para fazer não seria um enigma, poderia ir para a cozinha fazer meu desjejum matinal, ou simploriamente poderia achar alguém para me divertir na arena. O sono não habitava em meu corpo, me deixando exageradamente agitada e empolgada para qualquer coisa, até mesmo para treinar espadas logo de manhã cedo. Ao colocar os pés para fora do chalé das proles de Nyx pude perceber que o acampamento estava quase que devastado; não tinha tantos campistas à vista, a maioria deveria estar no refeitório. Desci os três degraus da varandinha do chalé enquanto prendia meu cabelo num prático rabo de cavalo e me direcionava para a arena. Ultimamente, eu estava apenas levando a minha vida, a empurrando a ponta pé para ver oque iria dar. Eu descobri que deuses gregos existem, e que eu era filha de um deles. Com certeza essa informação mudou muita coisa, eu era filha de Nyx, uma deusa primordial. Isso explicava toda a minha vida praticamente, principalmente os horríveis sonhos.

Para minha total surpresa eu encontrei três campistas já na arena. Dois deles estavam lutando, e um estava assistindo. Aproximei-me devagar do local em que uma garota estava sentada, a mesma nem pareceu prestar atenção na minha aproximação, então tive que fazer um comentário para que sua atenção fosse transferida para mim. – Hm... aceita um duelo amistoso? – digo, com um mínimo sorriso de lado, tão mínimo que nem meus dentes apareceram. Cruzo os braços sobre o busto e suavizo a expressão facial, analisando o comportamento estupefato da garota. Ela realmente estava bem concentrada na luta entre os meninos, de modo que eu praticamente lhe dei um belo susto. – Sou Coraline, prole de Nyx... e não gosto de ser ignorada – reviro os olhos e me viro, saindo andando a caminho da parede onde as armas eram guardadas. Sabia que meu ato havia a pegado de surpresa, mas era irritante toda vez tentar criar um laço de amizade com alguém e acabar sendo ignorada. A menina arrependida veio atrás de mim, apresentando-lhe como Aline, cria de Atena, e dizendo que estava a fim de treinar comigo. – Ok – respondi a menina, pegando uma espada comum e logo em seguida um escudo. Deixei a irritação de lado, ou pelo menos tentei, pois até agora a pouco eu estava bastante animada para um treino. Eu poderia usar a alabarda que minha mãe me deu de presente, mas não queria ser injusta. Caminhei até o centro da arena e esperei Aline me acompanhar. Cansados, os outros dois campistas foram se assentar e acompanhar a luta que ocorreria. – É só um treino... não é como eu fosse te devorar com escuridão reviro os olhos encarando Aline na minha frente. Ela retrucou dizendo que não estava com medo, mas eu podia ver em seus olhos, ela aparentemente era bem frágil, porém o maior desafio que eu teria com ela seria sua estratégia. Eu não sabia se era boa estrategista, eu apenas lutava, fazia oque minha cabeça mandava. De 10 lutas eu acho que consigo ganhar 6, oque já é uma coisa boa. Ela perguntou se eu estava pronta, percebi o tom esnobe e superior que os filhos de Atena portavam, tão sabichões, dava até enjoou. Engoli em seco e inclinei o queixo para cima – Sempre – dou um sorriso pseudo-confiante e dou um passo para trás, posicionando a espada e o escudo. Aline fez o mesmo; um dos meninos sinalizou o começo da luta com um assovio mesmo que nenhuma de nós duas tivesse pedido para o mesmo fazer tal coisa, de qualquer modo eu o agradeci mentalmente.

Ergo a espada dando inicio ao meu primeiro ataque insano, talvez para não ficar minutos encarando meu oponente como muitos faziam. Dou uma investida contra Aline, batendo bruscamente a parte plana de minha espada contra a espada da filha de Atena; o som de metais colidindo foi estridente e desconcertante, mas não poderia me dar o luxo de perdes as linhas logo no início, porém só cerrei os dentes e recuei. Eu sabia que Aline não iria pegar nem um pouco leve comigo, ela queria mostrar o como os filhos de Atena não são apenas nerd. O olhar que ela me lançou foi desafiador, e fiz questão de que tal coisa fosse recíproca. Depois da brusca colisão entre as lâminas, eu arrisquei um golpe superior em seu ombro esquerdo, que foi repelido pelo escudo de Aline. O impacto do gume da espada contra a face do escudo me causou nervos, mas logo virei à mão, e consequentemente a espada, contra a espada de Aline, um golpe defensivo e evasivo que poderia ter me dado algum ponto de vantagem se tivesse usado o escudo e não a espada para me defender. Obriguei-me a recuar o braço que portava a espada, uma vez que aquele ataque contínuo não resultaria numa vitória. Empurrei a espada de Aline com meu escudo e utilizei a minha força contra a dela, isso me deu vantagem. Ela usava a espada, e eu o escudo. Dei uma investida com minha espada contra suas pernas, mas com sagacidade e reflexo ela percebeu eu movimentando a arma e deu um salto alto o suficiente para evitar o golpe. De novo estávamos numa considerável distancia. Respirei fundo, enquanto encarava Aline. Se eu conseguisse tirar seu escudo poderia ter uma boa vantagem nessa luta. Tento novamente um ataque em Aline, desta vez tendo o tronco como alvo, não foi algo impensado e com cem por cento de chance de defesa. Avancei com a espada, porém tentando a sorte de ataca-la externamente na guarda, eu previa que ela defenderia por dentro, mantendo a lâmina numa posição vertical/diagonal e o punhal para baixo; quando Aline ergueu a sua espada para defender-se de meu contra-ataque, habilmente virei o punhal de minha arma para baixo e deixei o escudo colidir contra sua espada, não daria tempo de absorver a ideia, até que o sabre de minha espada lhe acertasse na parte de trás do joelho, fazendo uma Aline surpresa cambalear, o suficiente para eu ver o corte que havia feito na área atingida e para que eu tentasse um novo ataque. Todavia não consegui ser tão veloz ao fazer com que sua guardo do escudo dela oscilasse, e a mesma defendeu o ponto abaixo da costela, local de destino para meu ataque.

Aline de modo astuto se arriscou a se aproximar mais de mim; ambas as espadas se bateram no ar de modo contínuo e insistente por parte de Aline, o estridente retinir de aço contra aço fazia-me piscar toda hora. Não consegui entender o porquê de ela estar fazendo isto, mas o ataque seguinte da garota me fez compreender de uma maneira desagradável. Ela usou a empunhadura de sua espada para bater em meu pulso, fazendo com que o mesmo perdesse a força e soltasse o escudo por conta da dor. Ouvi o escudo cair no chão, e tal ataque de Aline me surpreendeu. – Nada mal, novata – murmurei, enquanto continuava a bater minha espada contra a dela. Os movimentos dela se tornavam acelerados cada vez mais, e muito mais agressivos. A dosagem de força que ela aplicava era oque mais complicava; cada vez que ela batia sua espada contra a minha, um passo eu dava para trás para impedir que a ponta de sua espada atingisse meu rosto. Me desconcentrei por um segundo e pronto, sua espada fez um corte em minha testa. – Não guarde ressentimento – falo suavemente, surpreendendo até a mim mesma por falar daquele jeito naquela situação. Como se tivesse jogando golfe, eu invisto minha espada contra a dela, não com a intenção de defesa ou ataque, mas sim para desarmar; por isto ao deferir o golpe eu o apliquei bem perto da empunhadura. Não consegui desarma-la, mas senti que ela se sentiu um tanto desconfortável e aquele golpe havia tido um efeito ruim para ela. Dei um passo para trás e dei um golpe com o pé que vulgarmente as pessoas apelidam de “voadora”; chutei seu abdômen com força e precisão, me lembrando que teria que manter o outro pé firme no chão. Não sai impune, ela tentou praticamente cortar minha cabeça, aplicando um golpe na diagonal com a espada, mas eu me abaixei habilmente. Ela pediu desculpa em falsete, e eu apenas ri. Eu sabia que ela estava com dor, e precisava usar isso contra ela. Mas eu também estava com dor, mas não a deixava saber disso. Aline segurou meu pulso que portava a espada com tanta força que pensei que ela queria arranca-lo fora, senti o formigamento vindo e minha mão gelando por conta da falta de circulação. – Meninas, calma, calma. O treino acabou – disse um dos garotos, correndo para nos separar. Ele havia percebido que o treino estava ficando, digamos, quente demais.

Um deles tirou Aline de perto de mim, o outro me ajuda a ver se minha mão ainda estava no lugar. De certo ela estava quase ficando roxa, nunca pude imaginar que Aline tinha tanta força assim. Minha mão estava dormente, ela ainda segurava a espada, mas eu não conseguia sentir. O garoto que me ajudava tirou a espada de minhas mãos e eu comecei a massageá-la, sentindo o irritante formigamento. Olhei com ferocidade para a prole de Atena, guardando bastante ressentimento da garota. Agradeci aos garotos e me virei, retirando-me da arena.
Convidado

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Re: Treinos de Alexia Watts Schratter

Mensagem por Deimos em Seg 29 Set 2014 - 7:46


Avaliação.
Oh deuses, queria que tivessem mais como você por aqui. Seu treino teve tudo que um treino precisa: introdução, treino físico — a batalha de espadas — e treino psicológico — o convencimento da garota. A introdução ficou um pouquinho desanimada, pra não dizer que está tudo perfeito. Enfim, continue neste caminho, menina.

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Re: Treinos de Alexia Watts Schratter

Mensagem por Convidado em Qua 1 Out 2014 - 12:13

Night's Daughter
Já conhecia o suficiente do lugar para chegar a ala de espadas e escudos em menos de cinco minutos, havia mandando um recado para minha "tutora", que na verdade era uma campista veterana que sempre me ajudava em meus treinos. A Zoey, minha tutora, já estava no local me esperando. Eu já estava acostumada com todo aquele ambiente e com as pessoas, mas não com as espadas, odiava espadas e vinha tentando ignora-las até então, mas eu iria ser morta em batalha por causa disso (chances bem pequenas, mas é bom pensar), então não poderia amarelar. Me dirigi para um caixote grande e organizado no canto da sala, ali todos pegavam um exemplar de espada, com dois gumes, sem nada para prevenir que acontecesse acidentes desagradáveis. Esgueirei-me entre os garotos e garotas e peguei uma espada, a primeira que encontrei, constatando depois que esta pesava o suficiente para desequilibrar o peso de meu corpo.

Minha colega de treino, a Zoey no caso, disse que era difícil encontrar o perfeito equilíbrio com qualquer espada, portanto poderíamos começar daquele jeito e esperar que eu tivesse mais sorte da próxima vez. Tive a ligeira impressão de que eu estava precisando da sorte para agora. Comecei a dizer com um tom de cautela. A garota prole de Ares me disse que os movimentos vinham do nosso instinto de sobrevivência, como animais, e que eu ficasse calma. Começaríamos com ataque. Segurei a espada com a mão direita, tendo vergonha de admitir que tivesse melhor movimentação caso segurasse a empunhadura com ambas as mãos, e então avancei um passo para diminuir a distância entre eu e Zoey. A garota tinha concordado em só defender e me orientar – por hora . De espada em riste, ou seja, posicionada da maneira que eu julgava adequada, avancei outro passo e investi descende a lâmina contra o braço da treinadora. Admito que meu movimento fosse obvio, muito obvio, afinal a espada descia na vertical, mas mesmo assim não desisti de desferir o golpe.

A garota me repeliu facilmente, impondo sua espada contra a investida. Por possuir menos força, cambaleei para trás, um sorriso animado no rosto. Eu não era esse tipo de garota que desiste fácil, o oposto disso, a verdade é que gostava de desafios. Após retomar o equilíbrio, apertei os dedos em torno da empunhadura lisa e investi novamente, tão rápido quanto podia, indo diretamente em direção ao ombro de minha adversária. Tentei fazer diferente, não parecer obvio, por isso fui com a lâmina na diagonal e só nos últimos segundos mudei a posição da mesma para a vertical. Meu golpe foi rechaçado tal qual o primeiro, mas parecia que a garota aprovava minha troca de técnica. Dei um sorriso de expectativa e ela balançou a cabeça de modo que entendi que poderia continuar. Armada, parti para cima, embora já estivesse bem próxima, e tentei atacar o flanco direito de Zoey, sendo repelido ali por um golpe contra meus dedos em torno da empunhadura da espada. Não recuei choramingando, ao invés disso mudei de flanco, indo tentar atacar o outro que tinha ficado – ao meu ver – desprotegido. Fui repelida como da outra vez, só que parecia que a tutora começava a ter trabalho. Ao invés de recuar totalmente como vinha fazendo de início, agachei-me e tentei acertar os joelhos da prole de Ares com a espada, ficando meio surpresa quando ela deu um pulo tão alto que a lâmina cortou somente o ar. Fiquei de pé e fiz um golpe de cima para baixo, como fazem os lutadores de boxe. Ao subir quase acertei o queixo de Zoey, mas ela recuou um passo e encaixou sua própria espada contra a empunhadura da minha, fazendo algum movimento com os dedos que fez com que minha arma caísse há metros de distância – Tudo bem, me rendo... Até que não foi tão ruim – Ergui as mãos para o alto, me rendendo. Peguei a espada jogada, agora era a vez de investir.

- Cadê o escudo? – Perguntei de sobrancelhas arqueadas quando Zoey ergueu sua espada. Ela tinha técnica, prática, conseguia se livrar facilmente de ataques efetuados por alguém como eu. Pés separados, olhos atentos e mãos prontas para qualquer movimento. A prole de Ares não aguardou muito tempo, logo partiu para cima e, cara, ela era muito rápida. Fiquei tonta só de tentar acompanhar os passos dela. Em um minuto ela estava á minha esquerda, a espada levantada na vertical, pisquei e ela já tinha chegado ao meu flanco oposto e fingiu que acertava ali o lugar. Ela me chamou a atenção, por ter baixado a guarda. Murmurei qualquer coisa e tratei de me virar e lá estava a espada ameaçando-me. Dessa vez consegui também erguer meu armamento, jogando-o contra a lâmina antes que essa rachasse meu crânio ao meio. Ficamos naquela medição de forças, até que tive a brilhante ideia de jogar todo o peso do meu corpo para o lado do braço e a garota recuou. Resultado? Quase cai de cara no chão. Cambaleei e depois recobrei o equilíbrio.

Minha tutora investia de todos os lados, sumindo aqui e reaparecendo ali, e eu nunca conseguia acompanhar seus movimentos em tempo de evitar as pancadas – ela estava pegando leve. De espada na mão, apertei os lábios, irritada, e dei um giro de 360º graus, no objetivo de acertar qualquer coisa ao meu redor. Escutei um arfar baixo e uma risada, parecia que eu tinha deixado de acertar alguém por pouco. Tonta graças ao giro, cambaleei um passo desequilibrado e retomei o controle de minhas articulações, agindo em tempo de golpear o punho da treinadora antes que ela terminasse o golpe que tinha planejado. Ao acertá-la, dei um sorriso de expectativa e avancei, esquecendo-me da tarefa de defensora que devia exercer. Tentei bater a espada contra seu ombro, errando por alguns centímetros, e nesse momento a treinadora acertou um belo de um chute na parte de trás do meu joelho direito. Vacilei e caí ajoelhada no chão. Antes que pudesse fazer algo, a espada foi pressionada contra meu pescoço pelas mãos de Zoey que estava logo atrás de mim. Por instinto eu quis me render novamente, mas invés disso usei a mão armada para acertar as canelas da garota atrás de mim. Ela uivou com o impacto e o aperto em meu pescoço sumiu. Fiquei de pé imediatamente, o sorriso animado sempre presente, e aderi à postura de defesa. A prole de Ares investiu, fazendo chover golpe após golpe e dessa vez eu conseguia acompanha-los; não com perfeição, claro, mas ao menos sabia onde ia ser atingida. Esquivei para direita e rolei no chão para evitar os golpes. Antes que pudesse ficar de pé, a mulher foi mais rápida e desferiu um golpe em forma de parábola. Deitada no chão, só tive reflexo o suficiente para fechar os olhos e impor a espada frente a mim na posição horizontal. Aço contra aço, o som estridente fez meus ouvidos doerem. Abri os olhos, um de cada vez, e constatei que a treinadora estendia sua mão para mim, sorrindo e dizendo que eu não era tão ruim. O treino tinha acabado, pelo visto. Graças, pois pensei que iria virar picadinho em minutos. Guardamos as espadas e agradeci por ter paciência em treinar comigo; logo saio do local.

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Re: Treinos de Alexia Watts Schratter

Mensagem por Convidado em Qua 1 Out 2014 - 13:31


Avaliação.
Confesso que, assim que comecei a ler seu treino, achei-o maçante. Contudo, o mesmo melhorou á medida que o treino avançava. A narração fora bom, com detalhes e emoções colocados estrategicamente em ordem, sem grande fuga ao tema proposto. Embora acredito que você poderia ter colocado mais ação no texto, ele foi razoável para uma boa avaliação.
Seria interessante, todavia, diferenciar as falas do texto em si, para uma melhor organização.

+ 40 XP
- 30 de EP | - 10 de HP

Convidado

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Re: Treinos de Alexia Watts Schratter

Mensagem por Convidado em Dom 5 Out 2014 - 10:26

Night's Daughter

Bem, que comece o sofrimento, né? As maiorias dos treinos coletivos eram de manhã, e eu precisava comparecer. E não importava o quanto eu me sentisse desconfortável com isso. Tinha que treinar e ponto. — Mas porque? - murmurei, com o humor melodramático. Bufei um tanto quanto exasperada, os primeiros indícios do mau humor matinal começando a aparecer em minhas ações e em minha expressão. Deixei as cobertas que cobriam meu corpo de lado, e me levantei da cama, esticando os braços para cima e soltando um longo bocejo. Estava ciente de o primeiro treino coletivo seria arco e flecha, digamos que eu era uma pessoa bem perigosa nessa modalidade, e o fato de eu estar em um grupo de pessoas que não gostam muito de mim ajuda no fato de eu estar com uma péssima expectativa sobre essa aula. Depois de realizar a higiene matinal eu trajei vestes confortáveis; uma calça legging preta que se estendi até meu tornozelo e uma bata verde escura bem folgada, que cobria dois palmos acima de meu joelho. – Hora de tentar não acertar a bunda daquela filha de Atena com uma flecha – digo com um sorrisinho nos lábios, referindo-me a Aline, uma prole de Atena que havia tentado arrancar minha mão num duelo. Ao colocar os pés para fora do quartel pude perceber que o acampamento estava quase que devastado; não tinha tantos campistas à vista como geralmente se ver a tarde, oque fixa que devem estar em seus treinos. Desci os três degraus da varandinha enquanto prendia meu cabelo num prático rabo de cavalo; tratei de me direcionar para o local onde se era dado os treinos coletivos de arco e flecha.  

Caminhava tranquilamente e, como sempre, sozinha. Não via hora de chegar logo ao treino, parar de receber aqueles olhares incômodos que sempre recebia enquanto andava [...] Ao me fazer presente no local onde teríamos arco e flecha pude notar que já tinha bastante campistas presentes, e isso é significativamente bom. Quer dizer... a possibilidade de ter gente mais desastrada do que eu é bem maior. Encostei-me a parede e cruzei os braços, dando maior atenção a minhas unhas cortadas bem curtas e sem nenhuma camada de esmalte. Com todas as atividades que eu fazia diariamente era quase que impossível a camada de esmalte permanecer nas minhas unhas por mais de dois dias. Assim que uma garota começou a falar, a reconheci como filha de Ares. Não me recordava de seu nome, mas isso não importa uma vez que a mesma se apresentou como Harmonia. Para uma filha de Ares ter esse nome é um pouco irônico, não? Filhos de Ares tendem a não ser nem um pouco harmoniosos, mas enfim, ainda não a conhecia. Minha primeira impressão dela foi que ela parecia ser uma pessoa legal, sem mais. – Hm... – murmuro, ainda com os braços cuidados enquanto ouvia com cautela. Eu precisava me soltar... eu era tão doida, extrovertida, tão amigável, pelo menos em minha cidade, mas aqui tudo mudou. Quando Harmonia comunicou que essa aula seria bem divertida eu me forcei a ficar bem animada, chega de depressão, né? Observei a garota se dirigir para uma área da arena ativar um sistema fazendo com que pudesse ver vários alvos sem locomovendo com velocidade uniforme, inicialmente pelo menos. Franzi o cenho, observando todo o ambiente e a atividade proposta. Até mesmo com toda a minha lerdeza era possível saber que teríamos que acertar o alvo com a flecha. Harmonia explicou que teríamos que fazer essa atividade em trio e acertar todos os alvos em cinco minutos, oque inicialmente achei quase que impossível. Quis protestar, mas como não estava muito afim de chamar atenção e não tinha tanta liberdade ali para isso, apenas fiquei quieta.

Enquanto todos continuavam formando trios eu permanecia quieta em meu canto, insatisfeita demais em ter que formar trio com pessoas desconhecidas. Talvez essa seja uma chance de eu me socializar com alguém por aqui, por mais que fosse bem complicado. Uma garota pareceu notar meu deslocamento, ela estava sozinha e parecia mais perdida do que eu. Tinha grandes olhos azuis e cabelos negros e parecia bem amigável. Fiquei meio rígida a sua presença, mas tentei me controlar e tentar ser eu mesma. Se apesentou como Juliet, prole de Dionísio, o deus dos vinhos, da loucura, e do teatro. Dei um pequeno sorriso e apertei sua mão erguida para mim formalmente. – Me chamo Coraline Watts, pode me chamar de Cora... – me apresento e termino a frase com uma careta engraçada. Percebi que ela esperava que eu falasse mais, mas como eu continuei calada ela deve ter percebido que meu progenitor divino ainda era um mistério. – Hmm... então, prazer Juliet, venho aqui convidar a garota renegada para se juntar ao seu grupo? – indago num tom descontraído e humorado, saindo da parede a qual eu estava encostada e descruzando os braços. Juliet riu e começou a andar para o local onde se encontrava as aljavas de flechas e os arcos; eu a acompanhei. Ela fez uma piada em cima de comentário, que me fez ri também. Ela era legal, e pareceu não se importar do fato de eu ser filha da Noite; talvez essa barreira só exista na minha cabeça mesmo. – Ainda falta mais um renegado para completar nosso time, Juliet – digo, já me sentindo super intima da garota, eu tinha essa facilidade, só essa. Agora eu me sentia uma daquelas garotas loucas para fazer qualquer tipo de amizade. Ela disse que nem precisava se preocupar, que a última integrante havia acabado de chegar. Segui seu dedo que direcionava para o lado leste e minha boca se formou um oval ‘0’, assim como minhas sobrancelhas ficaram franzidas, demostrando minha surpresa. Era quase como se eu gritasse: “WHAT THE FUCK?”. Isso mesmo, a coisa era tão séria que mereceu caps e negrito. Soltei o ar que estava preso em meus pulmões e Juliet perguntou se eu já conhecia a garota. Eu carreguei a frase com sarcástico e respondi: - Uhum, claro, nunca me esqueceria de alguém que tentou arrancar minha mão! – solto uma gargalhada ao final, observando a aproximação apressada de Aline, filha de Atena, que treinou espadas comigo ontem.

- Depois eu explico isso melhor, Juliet, vamos treinar – digo, fuzilando Aline pelo olhar. Aquela garota não podia ser filha de Atena, cara. Infelizmente teria que aceitar o fato de que Aline fazia parte de meu trio no arco e flecha hoje. Quanto mais próxima ela tiver, mas chances de eu acertar “sem querer” a flecha na bunda dela. Oque foi? Estou apenas treinando para futuramente ser um cupido de Eros. Sorri angelicamente para Aline enquanto pegava um dos arcos disponíveis. Ajustei a aljava de flechas em minhas costas, deixando a alça pender em meu ombro. Briguinhas a parte, voltei minha atenção para a instrutora que começava a falar. Dissera que no treino passado, o qual eu não havia comparecido por motivos óbvios – não estava no acampamento, dã – aprenderam a atirar com uma flecha, coisa que eu sabia bem, não com perfeição, mas sabia. Acontece que o meu lance é usar lanças, eu sou muito boa em usar lanças, e a única coisa que eu posso levar dessa habilidade para o arco e flecha é a pontaria perfeita. Quando Harmonia comunicou que hoje atiraremos com cinco flechas e depois atiraremos com o oponente em movimento; tal informação me fez engasgar, não pelo fato de ser muito difícil, pois sinceramente era fichinha para mim, mas sim pelo fato de que teria que fazer tudo isso com Aline do meu lado. Garota i-n-s-u-p-o-r-t-á-v-e-l! Ignorei todos os meus sentimentos pela prole de Atena, e fiz oque Harmonia havia pedido: formar uma fileira horizontal, com todos os campistas em posição de ataque. Estava bem familiarizada com o arco e seu formato curvo de madeira, com uma corda aparentemente bem firme nas duas extremidades finais do arco. Avaliei o arco por um momento, rodando-o por entre minhas mãos e ponderando de seu peso e tamanho. Era estranho e mais pesado do que as armas que eu costumava usar, deve ser porque a maioria das armas brancas que eu usava eram feitas para pessoas de meu peso e altura. Enquanto Harmonia continuava a inspecionar os campistas, endireitando-os, continuei a analisar os objetos sobre minha posse. Felizmente Harmonia nem implicou comigo, pois meu arco estava sendo corretamente segurado. – Sério isso? Como vou conseguir acertar o traseiro de Aline de forma hilária se as flechas são emborrachadas? – [/b]digo bem provocativa, balançando uma das flechas em minhas mãos para Juliet ver. Aline fez um comentário corrosivo, mas não retruquei, agora minha concentração estava ligada ao arco. E em tentar colocar duas flechas no arco, como Harmonia pedira.

Segurar o arco na maneira correta já era automático para mim, o pequeno probleminha que eu tenho é com as flechas que pareciam implicar com minha pessoa. Meus braços estavam bem firmes, fechei os dedos da mão esquerda em torno da estrutura do arco, não depositando força, mas sim firmeza. Meu cotovelo estava reto diante a linha de tiro, como se deve ficar. Ângulos, impulso e força. Lembrei-me, respirando fundo. Peguei duas flechas, normalmente com haste longa e fina, com seção circular, feita de madeira, as pontas das flechas eram de borracha para meu desapontamento. O engaste para fixação na corda do arco era a parte mais complicada da flecha para mim, não conseguia colocar com firmeza aquele treco de jeito nenhum, mesmo não demostrando isso. Com pseudo-habilidade eu coloco o nock das flechas na corda do arco, as duas de uma vez só, de modo que não atrapalhem uma a outra e que permaneçam unidas. Seguindo as instruções de Harmonia, segurei a ponta das duas flechas entre o dedo indicador e médio, permaneci assim por um tempo, tentando achar alguma firmeza na posição. Não me sentia confiante, de modo que tentei até colocar a ponta das flechas entre o dedo médio e anelar, mas também não deu certo e eu voltei para a posição de início. Parecia que a flecha ia escapar de minhas mãos, sei lá. Olhei para o lado e vi que Juliet estava indo muito bem ajeitando sua flecha, enquanto isso Aline já estava com a flecha no nock faz tempo. – Sabichona – resmunguei comigo mesma, endireitando a flecha entre os dedos. A caçadora prole de Ares dizia que era bem normal a flecha não ir na direção esperada, acho que foi quase como se ela estivesse antecipando consolo para os fracassos que viriam a seguir, mas acho que não era de feitio dela fazer tal coisa.

Coloquei tensão mais nos músculos, no antebraço especificamente. Depois de ver como é, abaixei o arco, pois já me sentia desconfortável por estar tanto tempo naquela posição. Além do mais, Harmonia iria demostrar para todos os campistas presentes. Ouço o comentário de Juliet, dizendo que Harmonia era realmente ótima. – É sim– digo com um sorriso companheiro. Harmonia deu umas explicações que sinceramente fizeram um grande nó em minha cabeça, apenas me aliviei quando disse que demonstraria. Chamou a frente um garoto o qual eu não conhecia, nem ao menos de vista; pareceu ter uma relação íntima com o garoto, e logo deduzi que talvez fossem namorados. Mesmo que tal coisa esteja na cara. Observei com os braços cruzados ao peito a cena que ocorria entre Harmonia e o garoto que havia chamado, ambos já se movimentavam, dando inicio a demonstração surpreendente. Quando a mesma acabou com a flecha de Harmonia apontada para a testa do garoto todos os campistas fizeram questão de bater palmas, entrei na mesma e congratulei com palmas também. Por fim Harmonia nos deu algumas instruções para a atividade prática, oque me deixou ainda mais confusa, pois ela falou bem depressa e eu não pude acompanhar, mas fiz o melhor que pude para entender. – Ahn, então... nós somos um trio, certo? – pergunto para Juliet e Aline, mordendo o interior da bochecha, notando que não daria certo aquela parceria. Aline não ia muito com a minha cara; deve ser porque eu sou muito mais bonita que ela e ela fique meio intrigada com isso, ok, não. Ambas acenaram com a cabeça e logo fomos trocar rapidamente nossas flechas para fazer a atividade. Tentando amenizar a tempestade e raios entre eu e Aline, Juliet decidiu que ficaria no meio de nós duas, ficando assim eu na direita e Aline na esquerda.  “Temos que acertar todos os alvos em cinco minutos, vamos nos acostumar primeiramente com duas flechas, mas só sei que alguma vez teremos que usar cinco flechas, como Harmonia dissera no começo da aula”, disse Aline com aquele ar Sabe-Tudo, posicionando seu arco na maior pose. Fiz uma careta de deboche que a mesma nem viu, mas que arrancou algumas risadas de Juliet. Os alvos começaram a se mexer, numa velocidade inicial bem lenta, mas sabia que tudo iria piorar. Ergui o arco em posição, e posicionei o nock de duas flechas (minha aljava estava em minhas costas, pois era mais fácil de alcançar a flecha com rapidez). Tentei me esquecer das garotas ao meu lado e concentrar apenas nos alvos móveis. Não é tão difícil, é como usar uma lança... só que usando um arco. Respirei fundo e deixei a respiração controlada, tentando não ficar nervosa pelo fato de sem querer fazer algo vergonhoso. Segurando o arco fundo e mirando para o alvo, soltei a corda e esperei o resultado. Uma das flechas se desvio do caminho e foi diretamente para o chão, já a outra foi seguindo reto até passar por cima do alvo. – Ah! Que ótimo! – murmuro.

Aline estava usando três flechas e já tinha acertado um alvo. Enquanto Juliet lutava para tentar colocas as flechas no arco ainda. Nossa, somos péssimas. Peguei três flechas na aljava dessa vez, a juntei e coloquei no mesmo tempo na corda. Fechei apenas um olho para poder mirar melhor, direcionei a flecha no centro do alvo; a medida que o mesmo se movia eu fazia o mesmo, até conseguir acompanhar seu ritmo e poder prever seu próxima passo. Com o tempo de 2,5 segundos antes de o alvo chegar no lugar em que eu mirava agora eu soltei as flechas, duas delas chegaram a tempo de acertar um pouco abaixo do centro, a outra flecha não teve a infelicidade nem de chegar a metade do percurso, e eu não sei oque fiz de errado. O alvo se desfez. – Menos um. EEH! – disse bem animada com minha conquista. Juliet pendeu a cabeça para meu lado e perguntou com um sorriso no rosto como eu fiz aquilo. Fiquei com receio de responder, pois não foi nada demais mesmo. – Hm... é que eu costumo ser boa em usar lançar e, bem, requer pontaria – digo sorrindo. Aline se vira para nós despejando seu veneno sábio. Na verdade ela apenas olhou. Qual é o problema dessa garota? – Não temos muito tempo e temos muitos alvos para acertar ainda – digo num muxoxo para as garotas, posicionando mais três flechas na corda e endireitando-as em linha reta, bem juntinhas. Acompanhei o movimento do alvo, agora mais rápido, e logo soltei a corda para um espaço vazio, mas que logo foi ocupado pelo alvo que passou por ali com rapidez. Apenas uma flecha conseguiu acertar o alvo, fazendo o mesmo se desfazer. As outras duas flechas foram mais lentas e quando chegaram no lugar o alvo já tinha passado, mas para minha surpresa uma das duas flechas conseguiram acertar um alvo mais lento que passava atrás. Fiz uma careta e fiz uma dancinha com o arco – CARA, EU SOU DEMAIS! SOU DEMAIS, SOU... desculpa, Harmonia... só tava, ahn, limpando o arco – digo diante a careta de Harmonia, alisando o arco e fingindo limpar grãos de poeira em sua superfície de madeira. Dei uma risada junto com Juliet e ignorei a careta de desaprovação de Aline. Peguei cinco flechas na aljava, pois não tínhamos tanto tempo e Harmonia estava de olhos bem atentos para conferir se a atividade estava sendo feita de modo certo. O alvo em que eu “seguia” se movia bem rápido, e quanto eu fui pensar em soltar a flecha eu vi algo atravessando o centro do alvo e o fazendo se desfazer. Olhei espantada e olhei para minhas flechas. – Não fui eu que fiz isso! – digo, confusa, conferindo se acidentalmente uma de minhas flechas tivessem voado em direção ao alvo. “Claro que não né, garotinha”, disse Aline para minha total surpresa. Perai, perai, perai! Como ela ousa a me chamar de garotinha? Bem, ela não me chamaria desse apelido ridículo e infantil se não quisesse me provocar e é claro que ela conseguiu. Sou facilmente explosível. Apertei os olhos lançando-a um olhar de raiva e desafiador, Juliet nem prestava atenção, oque era bom. Virei-me para frente passando a ignorar a garota a partir daí. Do nada os alvos que tinham se desfeito foram regenerados, oque me causou decepção e uma onda de preguiça.

Concentrei-me num alvo e passei a seguir seus movimentos, repetindo aquele processo todo. – Muito bem... agora! – digo a mim mesma soltando a corda e vendo as cinco flechas dispararem na direção que eu apontei. Duas delas acertaram o alvo, e as outras três só Zeus sabe onde foram parar. Quando já ia abastecer a corda com mais cinco flechas Harmonia chamou a atenção de todos, dizendo que o tempo havia acabado, os cinco minutos que tivemos já tinham sido esgotados. Normalmente ela congratulou aos que conseguiram alguma coisa e pediu para aqueles que tivessem dificuldade para perguntar, e treinar mais. – Então, quantos alvos vocês conseguiram? – perguntei para Juliet e para (blagh!) Aline enquanto colocava no lugar certo o arco e as aljavas. Juliet disse que conseguira acertar quatro alvos, Aline disse que usou sete flechas de uma vez e acertou no total oito alvos. Que garota esnobe, santo Poseidon! O treino havia acabado, e diga-se passagem que eu estava morrendo de fome, pois tinha vindo direto para cá e não tomado o café da manhã. Despedi-me de Juliet e Aline, juro que tentei ser amigável, mas Aline não facilita para meu lado também. Por fim segui em direção oposta das garotas.
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Re: Treinos de Alexia Watts Schratter

Mensagem por Orfeu em Dom 5 Out 2014 - 14:05


Avaliação.

Narração regular e treino entediante, nada mais a comentar.

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Mensagem por Convidado em Sex 10 Out 2014 - 18:08


Eu precisava treinar, bastante, não que eu fosse ruim, o problema é que eu tinha que ser a melhor; naquele lugar, no acampamento meio-sangue, só sobrevivem esses, os melhores. O que seria hoje? Estratégias? Espada e escudos só poderiam ser de manhã... E o de armamento de armadilhas já tinha feito há pouco tempo. Ah, claro. Não sei se já comentei, mas minha mira é regular, estou tentando melhora-la. “Isso me faz lembrar que posso treinar arco e flecha...”, pensei. Seria aquilo então. Arco e flecha, uma arma perfeita para ataques a longa distância. Com os pensamentos perdidos, me decepcionei quando cheguei ao local destinado para o treino e não encontrei sequer alguém conhecido. Espere. Eu não dependia de ninguém. Não precisava sempre ter alguém comigo, oras. Revirei os olhos com meus pensamentos e peguei um arco e uma aljava de flechas, que coloquei nos ombros. O sol parecia ainda mais quente embaixo daquele local, mas não me dava o luxo de reclamar, estava bom; algumas poucas nuvens pairavam no céu, e eu sabia que iria demorar para chover, talvez só semana que vem. Segurei o arco com uma mão, alisando a superfície do mesmo. Ergui o olhar e encarei os alvos, que na verdade eram bonecos de palha; no peito, onde fica o coração, estava um círculo vermelho, sinalizando que ali era o ponto a ser acertado. Tinha outro círculo vermelho na cabeça, mas era muito difícil de acertar ali.

Coloquei a mão para trás, alcançando a ponta de uma flecha entre os dois dedos e a colocando, delicadamente, no descanso da flecha. Segurei com a mão esquerda na volta que o material fazia na frente, como arrumei a flecha em meus dedos e a sobrepus no batente (corda).  Estiquei a flecha junto a corda com a mão, enquanto segurava o arco com a direita. Meus dedos encostaram em meu queixo, e meus braços dobrados já haviam passado da calça. Fechei um dos olhos, tendo em vista um único ponto vermelho, no coração do boneco, no coração do meu inimigo. O ponto em que eu poderia matar mais rápido do que qualquer outro lugar. Relaxei os músculos, inspirando e respirando, calculando pela balística para saber qual seria a altura e força certa para a flecha acertar bem o centro vermelho. Agora era o momento de ver como estava minha mira.

4...3... 2...

- Começou sem me chamar? - Um murmuro surgiu próximo de meu ouvido. Com o susto, acabei soltando a flecha e vendo-a voar para bem, bem longe dali. Voltei-me para encarar de quem era a voz, mesmo já tendo a certeza de quem a possuía. Encarei a senhorita Bruckeimer tentando esconder o meu rosto extremamente irritado, tentando colocar em palavras o que estava sentindo no momento, mas de tanta raiva só saia sons como “Flhu dsf phuftas, knrlhrlo”, etc. – Não te vi em lugar nenhum – eu disse. Ela deu de ombros, mas apenas se sentou num tronco de árvore, dizendo que estaria me observando. Que ótimo. Tinha pedido para Lettie me acompanhar nos treinos, pois, internamente eu queria ser boa em tudo igual a ela. Revirei os olhos enquanto pegava outra flecha com a mão esquerda, tentava não ficar pensando que Lettie era mandona e se achava a tal só por estar dez anos no acampamento e ter feito várias missões importantes; mas afinal, ela era minha única amiga e quando não fazia coisas que me irritava ela era bem legal.

Mesmo fazendo meditação e me controlando para ser uma menina comportada, eu sempre conseguia estourar meu pavio. Tentei não pensar no fato de estar sendo observada, mas não ajudou muito, não me sentia a vontade. Me concentrei na atividade, mantendo distância do círculo e modelando o perfil para atirar outra flecha. Fechei um dos olhos e apontando novamente para o círculo. Eu não estava conseguindo me concentrar bem, e isso era um problema. Puxei a flecha novamente, fazendo o caminho todo até meu queixo. Respirei fundo, sentindo o silêncio do lugar, o vento inexistente, e a pouca luz iluminando todo o local. Fechei meus olhos por alguns segundos, relaxando meu corpo e tentando parar de tremer.

Quando abri meus olhos novamente, calculei a distância e a altura da flecha, soltando-a e vendo-a atingir o terceiro círculo vermelho depois do centro. - Você deveria ter relaxado mais. Tem que sentir para onde o vento está indo... deveria ter acertado o centro – disse Lettice, como se aquilo fosse muito fácil, mas realmente, para ela, era bastante fácil. Perguntei-me mentalmente onde estava o vento antes de notar uma pequena brisa, tão suave que meus cabelos mal dançavam. Murmurei qualquer coisa e peguei mais uma flecha, a coloquei no arco abaixado. Me virei para frente novamente, erguendo o arco na altura do pescoço. Respirei fundo, tentando realmente manter o controle. Passaram-se alguns segundos, até dois minutos enquanto não ouvi a voz de ninguém novamente. Pude realmente relaxar nesse tempo, fechando meus olhos e inspirando fundo. Era incrível como aquilo era tão bom, como relaxava. - Mantenha sua mente vazia... só assim poderá se concentrar plenamente em algo – Após o dito, fiz o que ela mandou.

Tentei não pensar em nada, nem em momentos felizes, nem nos tristes. Desocupei minha mente de todas as preocupações para tentar me concentrar em apenas um ponto fixo. A mira... era tudo o que precisava para acertar a flecha onde queria. Respirei, me concentrando ainda mais, sabendo que não estava completamente limpa. Relaxei, pensando no nada, literalmente. Mas eu não poderia nem no nada pensar, então simplesmente deixei meu corpo agir sozinho, ouvindo o silêncio da sala, sem gritos, sem falas, sem campistas irritantes, só a mira e uma flecha.

Ergui o arco para cima, puxando a linha junto a flecha pela terceira vez, e ficando assim por um tempo. Ouvi o barulho da corda sendo puxada e do meu coração e respiração. Tudo estava em uma sintonia só, parecendo até o ritmo de uma música. Meu coração estava constante, assim como meus pulmões, que inspiravam ar. Lettie fez silêncio, e eu abri meus olhos. Apenas vi o círculo vermelho no boneco a 10 metros de distância, e nesse momento, larguei a corda. A flecha atingiu bem a risca do círculo vermelho. Ainda não estava bom, é claro, mas já era um avanço. Sorri internamente com a vitória. Coloquei o arco e a flecha no arsenal novamente, guardado onde deveriam estar. Acho que já estava ótimo de arco e flecha por hoje, tinha outras coisas para treinar também, e na verdade, estava ansiosa em lutar contra Lettie. - Vamos treinar combate corporal? - a pergunto, sorrindo de lado e tirando os grãos de poeira do arco que haviam ficado em minhas mãos. Ela sorriu e concordou, então saímos daquela "ala" e fomos para um lugar mais adequado para os treinos de combate.
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Re: Treinos de Alexia Watts Schratter

Mensagem por Convidado em Sab 11 Out 2014 - 7:45


Avaliação.

Um treino comum com nada relevante, sua escrita nos permite ler mas acho que poderia fazer algo para prender-nos mais ao texto.

+35Xp





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Re: Treinos de Alexia Watts Schratter

Mensagem por Convidado em Ter 4 Nov 2014 - 15:25




— Acho que foi uma péssima ideia nos dispor a montar guarda – comentou Megs, torcendo o nariz e deixando a voz arrastada de jeito melancólico. A prole de Apolo gostava de dramatizar tudo, e tal mania um tanto me irritava. — Cala a boca, Megs – respondi num sussurro, os olhos cravados na movimentação abaixo.
Revirei os olhos, me concentrei em não cair em cima da árvore. É uma história confusa, uma vez que eu e Megs deveríamos estar paradas em frente a uma colina, vigiando a entrada do Acampamento Meio-Sangue com aqueles bastões ridículo de madeira com pontas de ferro; não em cima de uma árvore dentro do bosque.

Estávamos a três metros do chão, Megs estava em pé num galho abaixo do meu, com o arco pronto para o ataque, carregado com 5 flechas. Eu estava em pé também, boquiaberta encarando um grupo de monstros que estava rondando por ali. Tinha empousais... que eram simplesmente os monstros mais estranhos que já vi; aquela pele mármore, uma perna de bronze e outra de jumento, seus olhos vermelhos-sangues, garras e dentes longos e afiados... Dava calafrios. Me ajeitei desconfortável em cima do galho. A armadura estava me atrapalhando, e o elmo grego emplumado que éramos praticamente obrigados a usar ficava grande demais em minha cabeça. E ah, não combinava nada com jeans claro e tênis azul, então, caso não queira ser atacado por uma filha de Afrodite, aconselho a não usar, experiência própria.

— Que comece o massacre — digo sorrindo de lado com expectativa de finalmente ter um pouco de ação. Sabia que assim que matasse uma as outras iriam prontamente fazer de tudo para nos derrubar da árvore. Precisávamos ser rápidas. Encaixei o nock de 5 flechas na corda do arco.  — 1... 2... 3... Já! - assim que termino eu largo a corda, apontando para um aglomerado de monstros, talvez seis, que sibilavam entre si. Consegui transformas 2 em pó, as outras 3 flechas se desvaram do caminho. Não queria saber como que Megs estava se saindo, só precisava nos defender naquela árvore. Comecei agilmente a atirar flechas nos monstros que se aproximavam da árvore, lançando 3 de cada vez e conseguindo acertas as 2 flechas em 2 monstros. — Megs, dê preferencia aos monstros mais próximos! — grito para a garota, eu já não estava dando conta do recado, as criaturas já estava com pedras e outras coisas que eu não gostaria de descobrir nas mãos. Arco e flecha era a melhor maneira, mas como Megs já estava dando conta do recado, talvez um combate corpo a corpo fizesse bem.

— Megs, fique aqui e continue atirando, não se preocupe comigo — dito isso eu deixo o arco ali na árvore em segurança e tiro minha espada da bainha. Ele era completamente feito de bronze celestial e tinha o tamanho de uma espada comum.  Desço da árvore com agilidade, pulando quando o espaço entre mim e o chão se tornara razoável.

Sai por entre os monstros, girando loucamente o punho com a espada, atingindo quem se metesse em meu caminho. Cortar monstros com bronze celestial é como cortar gelatina: mole, mole. Eu estava fazendo um grande estrago naquele lugar, juntamente com Megs. Nenhum daqueles monstros eram treinados para lutar até o fim, dava para ver isso perante o jeito que eles morriam. As empousais até que tentaram, mas agora nada mais adiantava. (...) Conseguimos matar os monstros da colina, o ato merecia honra; de acordo com meus cálculos, devia ter quase 20 monstros ali e duas soldadas havia eliminados todos eles.

— Conseguimos, nada melhor que uma luta pra aquecer os ossos do frio - Megs disse, sorrindo. Ela até que estava bastante empolgada, para sua primeira batalha de verdade.

Eu estava com fome e com sede, sem falar que a batalha me deixara um pouco exausta. Meus ombros doíam assim como minha perna, meus olhos se fecham para o mundo arredor, eu precisava dormir. Nós sentamos embaixo de uma árvore para comer um dos sanduíches frio e cheio de coisas estranhas, bebíamos néctar para repor as energias; aquilo realmente me animou, já que parecia que todo o cansaço foi embora junto com a dor. Eram 5:30 da manhã! Nossa, o tempo realmente voa. Nos levantamos depois da pausa e começamos a caminhar colina abaixo; não tinha percebido o quanto nos afastamos do mesmo até fazer o caminho de volta.


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Re: Treinos de Alexia Watts Schratter

Mensagem por Convidado em Qui 6 Nov 2014 - 14:43


Avaliação.

Treino rápido, sem relevância, seu template dificulta a leitura, pois "come" algumas palavras. Sugiro que organize isto.

+40Xp


- 20 hp
- 15 ep.



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Re: Treinos de Alexia Watts Schratter

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