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Cozinha

Mensagem por Floyd Donovan em Seg 30 Jun 2014 - 22:10








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Re: Cozinha

Mensagem por Zoë Roman em Qua 28 Dez 2016 - 21:51




back home, all alone

Zoë estava em casa.

Depois de quantos anos ela não saberia dizer, mas estava em casa. Tirou os sapatos e as meias antes mesmo de pisar na sala e o contato dos pés no piso frio fizeram um arrepio percorrer sua coluna.

Aquela casa nunca estivera tão vazia.

Não havia sinal de vida no local, tudo estava impecável como há tanto tempo atrás. Ela não tinha ideia de quando precisara sair, nem muito menos quanto tempo ficara presa no Cassino, mas seus filhos não estavam ali. Meu filho pensou sozinha, lembrando dos lábios roxos e bochechas pálidas da pequena Rubídea morta em seus braços. Enquanto caminhava em direção à cozinha, lágrimas já desciam incessantemente pelo seu rosto, deixando molhado o chão por onde passava.

Era a mesma cozinha que havia decorado ao lado de Floyd, o mesmo fogão e a mesma geladeira. E tudo continuava sem vida. Recostou-se aos poucos à bancada no meio da cozinha. A pedra era tão gelada que nem mesmo sua camisa foi capaz de protegê-la daquela sensação de morte e aos poucos ela foi escorregando encostada na madeira. Sentada no chão, as pernas dobradas e coladas ao peito, sua cabeça estava consideravelmente longe da pedra e seu reflexo distorcido a fez soltar um grito de dor. Estava suja, os cabelos desgrenhados e sentia-se perdida, sozinha.

- Levaram meu filho de mim - tomou conta de si assim, olhando-se no metal do objeto à sua frente. - Amaldiçoado seja quem levou meu filho daqui.

A casa toda era fria, e nem mesmo o marido estava ali para ajudá-la.

- Malditos sejam todos! - Gritou sozinha, a visão já embaçada pela quantidade de lágrimas e os soluços começando a se formar. Envolveu a si própria com os braços ao redor das pernas e apertou-se o mais forte que conseguia no momento. - Os deuses levaram o amor da minha vida, e alguém levou meu filho - sussurrou, mesmo sabendo que não havia ninguém que pudesse lhe ouvir.

O que seria dela agora? O que seria daquela casa enorme sem uma família com quem dividir? Recusava-se a acreditar que ambos estavam mortos, mas sentiu medo mesmo assim, e num surto rápido de lucidez, gargalhou sozinha pensando no rapaz de cabelos negros como a noite e no que ele diria.

- Uma filha de Phobos, com medo? - E ela podia ouvir a voz dele em seu ouvido. - Qual é, Zoë, eu te conheci melhor que isso.

Depois que a lucidez passou, ela voltou a soluçar e chorar sem cessar. Seu corpo já estava quente, mas ela continuava com frio, e em meio à sua dor, adormeceu no chão sujo frio da cozinha de sua própria casa.

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Re: Cozinha

Mensagem por Túlio R. Donovan em Qua 28 Dez 2016 - 23:55


Oh yeah, I'll tell you something

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Túlio jogava Just Dance na sala de jogos do grande castelo onde ficara nas últimas duas semanas, às vezes a prole de Ares dançava com ele, outras vezes Henry vinha e os dois se divertiam. Quase sempre sua mente era invadida pela pergunta que talvez nunca tivesse resposta, “Porque seus pais o deixaram?”, “Como chegou ao acampamento?” e por fim “Quem o criou?”. Só sabia que agora tinha alguém pra lhe mimar, mesmo que fosse temporariamente, Isabelle o enchia de presentes e ele no fundo sabia que ela estava em uma situação pior que a dele, toda a família dela estava morta e o que ela via em Túlio era a irmã mais nova.
Aquilo era algo mútuo, ele ajuda-a e ela o ajudava, mas Túlio sentia como se algo faltasse e ainda tinha esperança de ver seus pais, que ele talvez não reconhecesse, mas algumas fotos estavam guardadas em sua malinha. Sabia que seu pai era arrasador e que os shows que fizera eram sempre espetaculares, também sabia como os dois acabaram noivando e tendo ele e Rubi. A irmã gêmea que ele nunca havia visto e nem sabia se ainda vivia no meio de toda aquela confusão, se ela estivesse viva estariam juntos.
A mênade entrou no salão e o jeito que ela olhava-o já demonstrava que alguma coisa iria acontecer e naquele momento tudo que ele estava fazendo foi parado para sentar-se ao lado dela no sofá.
- Túlio... Eu recebi uma mensagem – ela falou sorrindo – Quíron me chamou para dizer que sua mãe está bem e aqui pertinho.
O coração do mais novo acelerou de tal modo que ele teve de conter as lágrimas enquanto Isabelle terminava de falar. James apareceu na porta segurando as malas do garoto e ela abraçou-o.
- Vou te levar pra ela, finalmente vai ter um lar e uma família – as lágrimas da outra escorreram pelo rosto, mas ela sorria mesmo assim – Quero que saiba que podes vir me visitar quando quiser, se precisar de ajuda, de treino ou se quiser só sair pra tomar um sorvete me liga.
Por fim ela limpou as lágrimas e o levou até a porta e ele abraçou James com força, era um ótimo mortal e nos olhos dele Túlio pode sentir a tristeza pela ida. Isabelle seguiu logo atrás dos dois em direção ao barco. Logo que desceram um carro esperava pelos dois e o caminho foi um silêncio eterno que deixava a criança ainda mais ansiosa para saber o que ocorreria, como a mãe parecia e como ela reagiria ao vê-lo.
...
O legado observou a casa lembrando dos poucos dias que passara ali, eram memórias fracas, mas que o marcaram por tanto tempo que ainda estavam presentes em sua mente. Desceu do carro junto com a garota que o acompanhou até a porta da casa abraçando-o fortemente.
- Túlio eu espero que você seja muito feliz e que de tudo certo, por favor, não hesite em me pedir nada se precisar – ela beijou a testa dele e o mesmo agradeceu-a.
Sentiu-se ainda mais ansioso quando a morena foi para o carro e ficou apenas observando-o entrar, ele girou a maçaneta da porta da frente após colocar a chave, que por algum motivo ainda tinha, entrou vagarosamente e fechou a porta tentando não emitir som algum. Observou aquela enorme TV empoeirada, assim como os móveis, deixou-se escorar um pouco no sofá encarando tudo, deixando suas malas ali e então seguiu para a cozinha. Túlio deu a volta na bancada lentamente cuidando cada detalhe até encontrar uma jovem no chão, seus olhos encheram-se de lágrimas, sabia que aquela era sua mãe.
Ele sentou-se no chão pegando-a cuidadosamente e deitando-a em seu colo, ele acariciava as bochechas dela enquanto as lágrimas caiam no piso imundo da cozinha e ele fitava o rosto dela sem acreditar que aquilo estava realmente acontecendo. Ele limpou as lágrimas e resolveu criar coragem para chamá-la.
- Mãe – falou rastejando o som do “m”, não conseguia crer, nunca imaginara que um dia poderia dizer aquilo para ela – Vai ficar tudo bem, estou aqui.



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Re: Cozinha

Mensagem por Zoë Roman em Qua 4 Jan 2017 - 23:08




back home! all alone?

Houve uma movimentação. Algo a deslocou do chão e em seu inconsciente, ela esperava que fosse Floyd. Ou seu filho. Mas Túlio era um bebê, não era?

- Mãe - disse a voz masculina e infantil, e aos poucos Zoë recobrava a consciência. Seu corpo ainda tremia, mas agora parecia estar sendo aquecido por um outro corpo. Quente, embora pequeno. Havia braços finos a sua volta e brancos. Brancos como os de Floyd. “Mãe?” - Vai ficar tudo bem, estou aqui.

E a mulher não podia acreditar no que ouvia. Sentia dedos passeando por sua bochecha, e ainda de olhos fechados a lembrança de Floyd lhe aqueceu. Eram quase raros aqueles momentos com o marido, mas quando existiam eram os melhores possíveis. A pele na maçã de seu rosto formigava com o toque. Era confortante.

Seu cérebro estava desperto, contudo ela ainda se recusava a abrir os olhos. Algo lhe dizia que ela devia se preparar para a aceitação, mas ela não queria. Não poderia. Não conseguiria. Forçando-se, foi aos poucos abrindo os olhos. Sua cabeça repousava no colo de alguém, os dedos que lhe tocavam eram brancos, magros e longos, ainda que a mão lhe parecesse pequena. Sentiu algo próximo ao medo, mas não era. Ela sabia que não era, pois não conhecia o medo. O que sentira antes não fora nada mais que um acesso de loucura, estava mais do que certa. Com relutância, foi levantando o olhar sem retirar a cabeça das pernas que a apoiavam, estava receosa que o momento fosse sumir caso fizesse algum movimento brusco.

Lágrimas encheram seus olhos assim que os mesmos encontraram com os da criança que a acariciava o rosto. A pele alva e os cabelos escuros, as feições tão parecidas com as de Floyd. Algo na linha do queixo do rosto acima do seu a alertou e seu coração deu um mortal dentro do peito. Aquele era Túlio. Mas não podia ser. Podia?

Sentia o chão imundo sob si e sentia-se parte dele. Imunda. Por quanto tempo ficara presa naquele Cassino?

- Tu… - Começou a falar, a voz falhando, sua mão indo de encontro a mão em seu rosto e tocou a mão do menino devagar, apertando-a com uma força que ela esperava não incomodá-lo. - Túlio? - Perguntou por fim, ouvia-se com o tom embargado, a visão voltava a turvar pelas lágrimas.

Não podia ser.


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Re: Cozinha

Mensagem por Túlio R. Donovan em Qui 5 Jan 2017 - 0:08


Oh yeah, I'll tell you something

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Por alguns momentos o garoto pensou nas milhares de possibilidades, sua mãe não reconhecendo-o, rejeitando-o, ou ainda pior, talvez aquela não fosse ela. O coração da criança acelerava e voltava a bater normalmente várias e várias vezes, até que finalmente ela segurou a mão dele firme e forte.
Túlio pode sentir a pele macia que uma vez o havia acariciado, apertou a mão dela também, limpando suas lágrimas com a direita, por um momento ficou apenas fitando-a. Não sabia o que dizer, passara tanto tempo observando-a, tempo que podia ter sido usado para que ele se preparasse para dizer algo, mas era tão estranho ver ela, como era estranho ter ficado longe da mesma e o garoto queria aproveitar cada segundo porque ele não sabia o que viria depois.
Tudo que fez foi depositar um beijo na testa dela lembrando como era bom estar tão próximo de sua mãe, limpou as próprias lágrimas e resolveu dizer o que viesse a cabeça naquele momento.
- Sou eu mesmo – sua voz saiu baixa, mas ele sorria observando-a - Túlio. Vai ficar tudo bem, estou aqui por você e sempre estarei... Se me quiser.




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Re: Cozinha

Mensagem por Floyd Donovan em Qui 5 Jan 2017 - 12:27

Where is my Mind

Não sabia dizer como havia escapado, seus pés retravam bem o significado de um escravo que tinha como principal atividade dançar a chula em um salto trinta. Sua aparência tinha mudado, mas não lembrava de muita coisa, não lembrava de sua vida no acampamento como um campista que lutava para sua sobrevivência. Sentia falta de ter suas mãos acalentadas pela haste de uma espada.
Mas havia outra coisa que o incomodava, sentia que seu peito abrigava um buraco, uma parte que fora arrancada, um pedaço de sua existência. Como um filho de Nêmesis sua cabeça gritava com a necessidade de lembrar-se e assim praticar o ato mais comum de um filho da vingança. - O que aconteceu comigo? - Sabia que Afrodite havia mexido com sua cabeça, suas vontades foram trocadas para apreciar a deus e apenas ela, amar a performance sobre todas as coisas.
Com a ajuda de outros campistas Floyd fora levado para casa, sua expressão poderia ser de surpresa ao saber que tinha um lar, mas seu corpo estava tão cansado, seu condicionamento físico estava tão debilitado que apenas agradeceu quando fora deixado na porta da pequena residência. O aroma inebriante do interior bastou para ele despertar do encanto da deusa da beleza, aos poucos as imagens apareciam na forma de um trailer de sua vida.
Sua mulher, seus filhos. Apertou com forças seus olhos e as lágrimas foram libertadas, aos poucos deixou que seus passos o guiassem pela casa, a sala, os corredores... Passou seus dedos pela parede, respirou fundo antes de passar pela divisória da cozinha, o momento que se seguiu logo depois que seus olhos repousaram nas duas figuras que preenchiam o local tinha sido o momento mais doloroso. A dor em seu peito era latente, sentia que o buraco em seu peito estava sendo curado, seus joelhos encontraram o chão e nenhum som saia de sua boca, estava surpreso demais.
Reuniu os últimos resquícios de força que seu corpo ainda possuía, era uma miragem? Levantou-se com dificuldade e fora para perto de sua mulher, deuses, ela era tão magnifica. Seus dedos tocaram a pele alva do rosto dela com uma certa relutância, não queria que aquela imagem de desmanchasse. E o menino? Era como olhar para sua própria imagem, era seu filho, seu bem mais precioso. - Me digam que isso não é mentira.       

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Re: Cozinha

Mensagem por Zoë Roman em Qui 5 Jan 2017 - 14:22




O menino respondeu afirmativamente que sim, era ele, mas Zoë ainda não podia acreditar no que via. Como tão grande? Quanto tempo realmente havia passado? — Mas, como? — Perguntou a mulher, tão atordoada quanto realmente se sentia. Se era Túlio, e ela queria acreditar que sim, como poderia aquele pequeno embrulho já estar tão grande assim. De toda fé, não tentou negar, aquele era seu filho, o toque daquela pele era o mesmo toque das mãos pequeninas de bebê que ela guardara em sua memória.

Não poderia não ser. — Tão grande… — Sussurrou ainda olhando a criança de baixo, e lembrando-se instantaneamente de levantar-se. É claro que era seu filho. Não poderia negar. Ergueu o tronco com cuidado, não queria afugentá-lo, queria abraçá-lo. Colocá-lo em seus braços mais uma vez.

E assim o fez.

Sentou-se de frente a ele, olhando em seus olhos negros. Segurou-lhe primeiro pelos ombros e apertou levemente. Pela primeira vez até então temendo que fosse tudo um sonho. “Se for um sonho, não me acorde, por favor”. Com pressa, puxou a criança para si, para seu peito. Seus braços cruzaram completamente nas costas do menor, e ela o apertou. Lágrimas ainda corriam-lhe o rosto, molhava a camisa que o menino vestia.

Túlio.

A euforia fora tanta que não pudera ouvir a porta abrindo. Os passos foram inaudíveis e apenas o baque de um corpo caindo perto de si a acordou do sonho de seu filho, sua criança ainda estava ali. E outros dedos tocavam seu rosto. Levantou o olhar, e seu corpo inteiro travou. Era como ver Túlio mais velho. Era Floyd. A imagem do rapaz fez seu coração bater ainda mais rápido, se é que era possível. Os mesmos cabelos negros de anos atrás, aquela feição tão superior e ainda mais bela que os deuses continuava ali, embora parecesse cansada e desgastada. Seu marido estava em casa. Eram os mesmos dedos longos que faziam seu corpo ferver que agora tocavam seu rosto.

Não havia uma palavra que pudesse ser dita. Sua família estava, enfim, casa. Seu ventre doeu pela lembrança da filha que perdera, mas seu coração se alegrava pela presença dos corpos que a prole de Phobos tanto sentira falta. Dizia-se que filhos do medo não temem a nada, mas nada nunca lhe doera tanto quanto a possibilidade de perdê-los e por tanto tempo achara que os perdera. E agora estavam ali. Uma família.

Tirou a mão esquerda das costas de Túlio e levou ao rosto de Floyd. Era de carne e osso. Ela não podia estar sonhando. Percorreu todo o rosto do marido com a ponta dos dedos. Contornou lábios, nariz, queixo. Suavemente tocou seus olhos e mexeu em sua orelha. Levou a mão até a nuca do rapaz, ao ponto exato onde acabava o cabelo e se transformava em pele. Acariciou o local fielmente, e entranhou os dedos nos cabelos negros do maior. Sorria. Um sorriso lhe tomara os lábios, um que nem mesmo ela esperava. — Meu amor… — Sussurrou para Floyd, e voltou o olhar para Túlio, deixando os dedos nos cabelos do marido, e levando a mão direita ao rosto do filho. — Meus amores — disse com a voz mais firme, o mais firme que conseguia ser naquele momento. — Estamos em casa.
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Re: Cozinha

Mensagem por Túlio R. Donovan em Qui 5 Jan 2017 - 16:24


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Por um longo momento Túlio ficou pasmo, pálido encarando os dois, os olhos dele iam de Floyd para Zoë e não deixou que uma única lágrima escorresse. Mexeu no cabelo dela e no de Floyd, estava sendo um tanto complicado de acreditar naquilo tudo, era muita informação ao mesmo tempo para o garoto.
Colocou as mãos no próprio rosto. Cada traço da face de Floyd se parecia igualzinha a de Túlio, o cabelo, o nariz, exceto os olhos e a boca que se pareciam mais com Zoë. Aquilo claramente não era um sonho, estava acontecendo, eles finalmente estavam juntos, unidos como uma família. Era tudo que o garoto sempre quis.
Deixou as lágrimas escorrerem por todo o rosto e abraçou os dois ao mesmo tempo, apertando-os e sorrindo para ambos.
- Vocês não conseguem imaginar quantas vezes sonhei com esse momento – falou em meio ao choro.




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Re: Cozinha

Mensagem por Floyd Donovan em Qui 5 Jan 2017 - 22:47

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Eram muitas perguntas, mas manteve esse lado trancado para aproveitar cada segundo daquele momento que o revigorava, era real. Tinha sua esposa e seu filho em seus braços, mas podia jurar que Túlio era apenas um bebê, e sua mulher... Por onde esteve? Usou sua respiração para se acalmar, queria coloca sua mente no lugar, esquecer o que havia passado e deixar que aquele momento fosse seu novo começo. - Estamos juntos e ficaremos assim para sempre.  
Tomou o rosto de Zoë em suas mãos, talvez tivesse perdido o tempo assim que seus olhos encontraram os da mulher, era como olhar para um tela renascentista que consegue passar a mais bela das emoções. Ele poderia ficar acordado só para ouvi-lá respirando, poderia passar sua vida nessa doce rendição. Não ousaria fechar os olhos. Não ousaria pegar no sono "Porque eu sentiria sua falta".
Mas sua família não estava completa, seu filho estava bem ali ao seu lado, mas... - Rubi... - Sua expressão de felicidade deu espaço para que a face séria despertasse certo desconforto, onde ela estava? - Túlio, meu filho. - Floyd puxou o garoto para perto de si. - Onde ela está? - Não estava preparado para receber a noticia que seu cérebro de semideus processava rapidamente, não queria aceitar, estava errado. - Ela está bem, não é mesmo? - Sua voz saia entrecortada pela emoção que avisava sobre a chegada das lágrimas. - Ela vai chegar a qualquer momento, eu sei. Ela vai.   

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Re: Cozinha

Mensagem por Zoë Roman em Qui 5 Jan 2017 - 23:08




As duas mãos de Floyd envolviam seu rosto agora, e ela não sentia mais frio. Túlio abraçava aos dois e ela achava incrível como ele conseguia ser uma criança tão forte, apertou mais o menino enquanto acariciava os cabelos do marido. — Não precisa mais imaginar nada, meu pequeno. Estamos aqui. — Disse, o sorriso alargando em meio às lágrimas de felicidade. Olhou para o homem a sua frente na mesma intensidade com a qual ele a encarava, sentira falta daqueles olhos negros sobre si. Olhos que não a intimidavam, e que na verdade faziam com que ela se sentisse em casa.

Contudo, aos poucos, ela observou a expressão no rosto dele mudar. De um sorriso largo e que só o verdadeiro Floyd seria capaz de dar, a uma feição severa e dura. Algo estava errado e ouvir o nome da outra criança fez o coração dela parar por um breve segundo. Seu sorriso se desfez e olhou para o ponto crítico entre o pescoço e o ombro do marido. Queria afundar o rosto ali, perder-se na noite escura daqueles cabelos, se aquecer na pele clara de neve que só ele tinha a capacidade de possuir. Queria não ter que proferir as próximas palavras. Queria poder dizer que Rubídea só estava tão perdida quanto eles estiveram um tempo atrás e que eles a encontrariam, mas a lembrança dos lábios arroxeados na pele fina da bebê em seus braços não deixaria que ela mentisse. — Rubi… — Repetiu ela, enquanto ele parecia atordoado e perguntava à Túlio onde estava ela. A pobre criança também não saberia. Apenas Zoë guardava aquela memória. — Rubi está morta. — E seu coração pesou, e puxou Túlio para o peito de Floyd, encolhendo-se ali ao mesmo tempo em que rompia de sua garganta um choro compulsivo que a fazia soluçar.
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Re: Cozinha

Mensagem por Túlio R. Donovan em Sex 6 Jan 2017 - 13:16


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Naquele momento foi como se o tempo parasse e dissesse, nada mais importava, era como se não estivesse vivendo aquilo, como se fosse acordar e aquilo não fosse nem uma memória. Rubi estava morta. A irmã gêmea de Túlio não passava de um cadáver, um corpo apodrecendo em algum lugar e isso não passava pela garganta da criança, ele não podia aceitar que Rubi estava morta, que nunca mais a veria.
Levantou-se em um pulo e colocou as mãos na testa andando de um lado para o outro. Não olhava para nenhum dos pais, só sabia que aquilo não estava certo, Rubi não podia estar morta, ele sentia-a, tinha esperado tanto tempo para rever sua irmã que não aceitaria aquilo. Ela tinha que estar viva em algum lugar.
- Rubi não está morta, não pode ser! – falou olhando-os em meio às lágrimas – Ela vai voltar pai! Eu vou trazer Rubi!
A criança caiu de joelhos no chão, soluçava enquanto tentava limpar as lágrimas, mas cada vez parecia pior.  





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