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Relatos de Luke Blackwood

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Relatos de Luke Blackwood

Mensagem por Convidado em Seg 2 Jun 2014 - 23:04


Primeiro treinamento, aprendendo a usar uma lança...

SON OF ARES...



A primeira coisa que devo mencionar em meu primeiro treinamento é: Grande mistura de sentimentos. Realmente é uma coisa que eu jamais havia pensado em experimentar, claro que lutar contra monstros ou que meu pai é o deus da guerra não estava em meu diário( vale lembrar que comecei a fazer isso agora para lembrar o que fiz no Acampamento Meio Sangue, nunca fiz antes.)

Na verdade, agora que estou deitados depois de um pouco de música ao redor da fogueira e conversar com alguns irmãos, os detalhes daquele evento vieram com maior clareza, bem que o filho de Hermes que me deu essa brilhante ideia de registrar minhas atividades de alguma forma seria uma boa estava correto.

Como são quase onze da noite, há seis horas atrás eu me arrumava para minha primeira aula de combate armado, visto que cheguei ontem não demorei muito a participar do exercício preferido de meus irmãos, peguei uma haste de vinte centímetros que costumar ser uma arma longa e pontiaguda e coloquei no meu bolso de trás da surrada calça jeans, acertei o bracelete no pulso e deixei o chalé junto ao grupo de iniciantes do meu chalé. Um deles era Richards, um garoto com corpo de jogador de futebol americano e cabelo raspado como de um soldado do exército, ao meu lado esquerdo caminhava elegantemente a Samantha, com seu tradicional rabo de cavalo( visto que estou aqui a menos de 48 horas, ver uma pessoa como mesmo penteado, sendo menina, é algo tradicional) e a nossa frente um dos veteranos, George, que segurava a bainha de sua lâmina na mão esquerda, será que ele planejava enfrentar alguém ali mesmo?

Ao entrar na Arena, percebi que aquele lugar era com certeza o mais visitado do acampamento, por que quase todo o canto apresentava um grupo de semideuses, Uns conversavam nas arquibancadas, outros combatiam inimigos estranhos, escamosos, grandes ou horrendos, alguns até enfrentavam robôs de bronze. Eu acabei com outros campistas que estavam com no mínimo uma semana de combate, todos observando o George. Se fosse para lhe descrever com uma só palavra seria: Assustador. Mesmo sendo meu irmão, eu podia sentir que ele sempre tinha uma má impressão de todos( nesse momento eu escrevo observando ao redor para garantir que ele não está de olho...) ele usava uma camiseta vermelho-sangue justa, uma calça camuflada como do exército americano e coturnos negros bem engraxados, parecia mais um coronel da força armada do que um semideus de 18 anos.

Quando ele tomou a palavra, explicou que aqui era o lugar para aprendemos coisas que usaríamos para o resto de nossas vidas, por que se defender é algo que semideuses fazem quase toda hora para garantir que acordaram no outro dia, não posso negar que nesse instante eu não me lembrei dos seres que outros lutavam no interior das paredes circulares da Arena, como será que é lutar com um daqueles? Minhas dúvidas foram respondidas quando foi avisado que numa próxima vez nós poderíamos estar enfrentando um grupo de ciclopes, os quais, apesar de não ter tanto conhecimento de mitologia grega, sei que são grandes e têm apenas um olho.

Todos fomos encaminhados para um ponto com vários moldes de corpo humano cobertos por placas de metal e capacetes com penachos, as armaduras gregas se pareciam assim para primeira vista de um garoto de Nova York que nunca lutara antes. George pediu educadamente com um singelo berro que pegássemos nossas armas e atacássemos os bonecos com estocadas retas e firmes, eu retirei o cilindro metálico do meu bolso e graças às instruções de um irmão consegui expandir para sua forma correta, uma arma grande e letal. Eu esperava que a arma com haste escarlate e ponta negra fosse mais pesada, mas era como segurar uma caneta, cada movimento que fiz num teste rápido de como manejar saia natural de mim, até mesmo a primeira espetada no peito do adversário imóvel saiu como algo que faço todo o dia.
- Isso faz parte de você, garoto- Disse uma voz logo atrás de mim que forçou uma reação esperada de meu corpo, virar para ver quem era. Não foi uma surpresa ver o instrutor perto, que continuou a falar- todos aqui fomos feitos para lutar, um filho de Ares tem maior facilidade ainda, está em nosso corpo o conhecimento bélico.

Não lembro ao certo qual fora nossa conversa( Na verdade eu apenas concordei um pouco surpreso e voltei a atacar o inimigo, mas não queria mencionar aqui o rosto de idiota que fiz ao saber que sabia lutar), mas voltei a treinar o manuseio da lança com golpes rápidos e certeiros, cada vez mais eu aprendia que meu corpo influenciava na força e velocidade de meus golpes assim como a pressão implicada pelos meus músculos. Não vou negar que foi prazeroso atacar algo com minha arma, talvez seja esse o sentimento que todos dizem ver nos filhos de Ares, o prazer em lutar.

Depois de aprender como espetar algo, que era fácil, foi nos ensinado como fazer golpes cruzados formando semicírculos no ar para acertar os oponentes, os golpes em arco. Esses foram um desafio maior para mim que, mesmo sabendo usar melhor a lança do que imaginava, não conseguia acertar com contundência o alvo inanimado. Meus golpes riscavam a superfície do peitoral prateado e resistente, algumas vezes até amassava, contudo apenas faria hematomas no inimigo, se quer o tombaria. Antes que eu pudesse pedir ajuda, George mostrou a todos nós como atacar com maior força, provavelmente por que não só eu tinha dificuldades. Realmente o modo de segurar a arma e impelir meu corpo para frente que o instrutor mostrou era bem mais fácil, não demorou que conseguisse fazer tudo com mais leveza e agilidade, além de abrir talhos na proteção do azarado boneco.

O dia de treinamento acabou com aquela mistura de sentimentos, curiosidade antes de pisar no solo arenoso da Arena, confusão ao pensar que aquela agora era minha realidade a partir de agora, cansaço após um dia árduo de trabalho de prática com algo novo e principalmente com uma vontade enorme de ter novas experiências. Como não sei quem vai ler esse relato ou como terminar isso, vou apenas dizer tchau.

Tchau.




OBSERVAÇÕES

ARMAS

♦ Escudo Ares - Escudo circular feito de titânio e com detalhes em ouro. Assim como o escudo do deus da guerra ele tem esculpido nela as cenas das principais batalhas da história. Em seu interior, possui tiras de couro de javali, para melhor segura-lo. Quando em repouso, transforma-se em um bracelete feito de titânio cravejado com rebites de ouro.

♦ Lança do Caos - Essa é uma replica da arma do deus da guerra, seu cabo é vermelho sangue e sua ponta é negra, quando o semideus a usa, seu poder intimidar qualquer adversário e fortaleza os filhos de Áres sua ponta foi banhada com sangue envenenado que quando penetrado transmite o veneno para o oponente perdendo 10 Hp por turno, na parte inferior do cabo tem um pequeno contador que indica o número adversários derrotados pelo semideus quanto mais vitórias mais forte a arma se torna. Ela pode ser compactada em um bastão de vinte centímetros.


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Re: Relatos de Luke Blackwood

Mensagem por Ares em Qua 4 Jun 2014 - 18:04

Avaliação

GANHOS/PERDAS: +1 Nível / -20 EP

Observações: Boa construção e clímax, não notei muitos erros gramaticais durante a trama e acima de tudo achei bem digno.

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Re: Relatos de Luke Blackwood

Mensagem por Convidado em Dom 8 Jun 2014 - 18:03


Like Captain America...

SON OF ARES...



Quando minha mãe mandou que fizesse uma mala rápida com algumas roupas e itens indispensáveis para passar um tempo fora, nenhuma de minhas ideias malucas se igualavam a descobrir que meu pai é o deus da guerra e que eu moraria num acampamento com outros adolescentes que são heróis poderosos, até quando menciono isso nesse meu diário improvisado parece estranho... só não parece se você é um de nós.

Hoje foi um dia bem difícil, não por que Quíron colocara um grupo dos filhos de Ares para cuidar dos pégasos durante a manhã, mas sim por que tive minha primeira experiência com um adversário que deseja minha cabeça decorando sua mesa de jantar. O chamado para esse confronto pela minha vida foi inesperado, apesar de estar praticando e aperfeiçoando minhas habilidades há uma semana, uma batalha contra monstros estava agendada apenas para dez dias depois, não para intervalo de leitura, melhor eu explicar com mais detalhes...

Nós semideuses aprendemos muito mais do que lutar contra qualquer desafio ou ameaça, adquirimos conhecimento sobre mitologia e conhecimento geral sobre o mundo real, o mundo de monstros e entidades divinas que estão por ai. Por isso eu levei, além de minha lança retrátil e meu bracelete mágico, um livro sobre os grandiosos heróis gregos da antiguidade, já que a maioria dos monstros do passado foram derrotados ou confrontados por eles. Levei isso tudo comigo para arquibancada da Arena, alguns acharam essa uma escolha bem estranha, contudo quando o dia esta se findando e todos começam a se preparar para o jantar, aqueles assentos brancos e duros são bem calmos, infelizmente hoje havia um grupo desajeitado.

Um filho de Dionísio, Barron, comandava um habitual treino contra grupos inimigos, algo como um jogo de guerra reduzido. O herdeiro do vinho comandava três semideuses contra outros cinco, ensinando formações de combate como um circulo fechado com escudos na proteção ou uma formação triangular. Isso não é comum para soldados gregos, que são melhores batedores solitários do que estrategistas em grandes exércitos, porém com os perigos atuais, os meio-sangue adquiriram esse costume de andar em grupos para se proteger. Então esse exercício encerrava a rotina de treinamento na Arena, a qual tinha, além dos guerreiros, eu lendo um livro. O problema é que o time rival ao filho do deus da loucura usava também flechas, as quais uma delas acertou milimetricamente uma tranca.

O barulho da explosão provocada pelo dardo retirou totalmente minha atenção do capítulo sobre Teseu e levou meus olhos a encarar a jaula agora escancarada. Seres rastejantes saíram devagar de sua prisão, tinham dois corpos de cobra no lugar das pernas, corpo coberto por escamas verdes e ásperas além de olhos ofídicos, amarelos com fendas negras. Eram apenas quatro delas( realmente só percebi que eram mulheres por que usavam peitoral de couro com formato de seios, por que são bem feias...), contudo elas rapidamente agiram, astutamente atacando aqueles que sentiram maior temor e pegando suas armas.

Por sorte, Barron era experiente e orientou o grupo de semideuses que ainda conseguiam lutar num contra ataque imediato, eu senti meu corpo quente com a adrenalina correndo por ele, talvez para correr ou para ajudar os meus irmãos de sangue, mas era certo enfrentar essas coisas que nunca vi? Isso tudo mudou quando uma menina solta do grupo de combate, durante sua fuga, foi cercada. Uma das mulheres cobras usou sua própria cauda como chicote e num único movimento acertou o joelho da semideusa que caiu no chão já reclamando de dor, será que quebrara algo? Sem hesitar tanto larguei o livro caído no chão, em saltos dignos dos sátiros avancei pelas arquibancadas e sem pensar tanto( o que foi um erro) me joguei contra aquele ser com força.

Senti duas coisas extremamente diferentes, o chão quente já que o Sol não sumira ainda e as escamas gélidas daquela mulher serpente. Rolamos até nos desgrudar, sentia uns cortes nas minhas costas que não foram profundos, todavia ardia um pouco. O principal problema foi ver o cilindro metálico que vira minha lança ter ficado longe de meu alcance com minha queda, atrás do monstro que me fitava mortalmente e sibilava com sua língua bifurcada.
- Semideussssss, voccccê atrapalhou meussss planossss, agora vou ter que jantar vocês doissss...- Disse uma voz feminina bem estranha e grossa, como se toda sua vida tivesse tomado esteroides.
- É o que você pensa, mulher esssstranha.

Com esse comentário infortuno eu cutuquei a mulher cobra com vara curta, ela mostrou as garras e impeliu seu corpo contra mim num arranque não esperado, tive tempo apenas de abrir meu escudo e defender-me firmando bem as pernas contra o chão e suportando a pressão do ataque. Um passo para trás foi o suficiente para livrar meu rosto de ter as unhas curvas daquele ser marcadas em mim, abaixei para defender outro golpe e usei a borda do meu escudo de titânio para acertar a cintura dela. Ouviu um ruído abafado que provavelmente fora um gemido de dor, mesmo assim não me surpreendi quando senti a lambada de sua cauda em minha coxa.

Um misto de dor na perna e poeira no meu rosto não impediu que, depois de cair de cara no chão, rolasse para longe e colocasse de joelhos para me movimentar, era uma reação básica ensinada por um irmão meu mais velho, uma das grandes lições que usaria nessa batalha pela minha vida. Fitei a serpente híbrida com humano correr( ou sei lá o nome do movimento rápido que aquilo fazia) para cima de mim, então fiz o mesmo colocando o escudo a frente do meu corpo e avançando como um jogador de futebol americano. O impacto foi forte, mas o dano maior foi da mulher que recebeu a face gravada com cenas de guerra feita de titânio contra seu corpo, com isso cambaleou para trás abrindo espaço para um ataque rápido. Claro que essa abertura foi brindada com um giro meu e eu um golpe forte em sua têmpora com a borda de minha arma defensiva, que se mostrava muito boa para ataque.

O monstro caiu de costas no chão provavelmente desnorteada, consegui instantes preciosos para recuperar minha lança e cravara réplica da arma principal de meu pai no peito daquele ser, perfurando couraça, peito e ossos, parando apenas ao transpassar o corpo morto e sendo cravada no chão. A poeira do meu primeiro inimigo repugnante virou poeira, como já havia ouvido antes que era comum para seres do Tártaro. Sentei no chão pelo cansaço eminente, olhei ao redor vendo que as outras mulheres víbora já foram derrotadas antes e que a menina ferida estava se levantando e agradecendo a ajuda.

Depois disso tudo, fui parar na enfermaria para tratar dos arranhões que apesar de não tão profundos doíam bastante e da perna esquerda, graças ao hematoma causado pela chicotada da inimiga, por isso hoje escrevi esse relato da maca desse lugar calma e tranquilo. Hoje eu já sei como terminar meu relato.

Tchau( achou que ia ser diferente? Te enganei,kkk).





OBSERVAÇÕES

ARMAS
♦ Escudo Ares - Escudo circular feito de titânio e com detalhes em ouro. Assim como o escudo do deus da guerra ele tem esculpido nela as cenas das principais batalhas da história. Em seu interior, possui tiras de couro de javali, para melhor segura-lo. Quando em repouso, transforma-se em um bracelete feito de titânio cravejado com rebites de ouro.



♦ Lança do Caos - Essa é uma replica da arma do deus da guerra, seu cabo é vermelho sangue e sua ponta é negra, quando o semideus a usa, seu poder intimidar qualquer adversário e fortaleza os filhos de Áres sua ponta foi banhada com sangue envenenado que quando penetrado transmite o veneno para o oponente perdendo 10 Hp por turno, na parte inferior do cabo tem um pequeno contador que indica o número adversários derrotados pelo semideus quanto mais vitórias mais forte a arma se torna. Ela pode ser compactada em um bastão de vinte centímetros.

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Re: Relatos de Luke Blackwood

Mensagem por Convidado em Seg 9 Jun 2014 - 20:27



Avaliação

Ótimo treino, bem detalhado e criativo. Não encontrei erros gramaticais ou de pontuação ao decorrer do texto.
+ 1 nível e 25 dracmas
- 20 de EP
Atualizado por Ártemis <3




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Re: Relatos de Luke Blackwood

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