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— Treinos {Maccario Brunworn}

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— Treinos {Maccario Brunworn}

Mensagem por Maccario Brunworn em Seg 12 Maio 2014 - 17:37






Maccario Brunworn
THE BITCH SUPREME


ESPAÇO RESERVADO PARA A POSTAGEM DE TODOS OS TREINOS RELACIONADOS AO PERSONAGEM. CADA TREINO TERÁ ELABORAÇÕES DIFERENCIADAS QUE ENTREM EM CONSENSO COM A ATUAL TRAMA DO FÓRUM E RESPECTIVA DE BRUNWORN. DESEJO UMA ÓTIMA LEITURA À TODOS!

~ Macc

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Re: — Treinos {Maccario Brunworn}

Mensagem por Maccario Brunworn em Seg 12 Maio 2014 - 20:48



wake me up!


"I got one more problem with you girl!"
O ocaso já se encontrava presente no horizonte, irradiando em cores de dourado e magenta. Entre os limites geográficos do Acampamento Meio-Sangue – lar e morada de muitos dos semideuses gregos – alguns dos campistas se mantinham ocupados em atividades inatas como a canoagem, o hipismo e principalmente o aprimoramento de habilidades em batalha e ou, sobrevivência. Parte destes eram louvados com tamanha perícia e êxito de seus atos, sendo vencedores consecutivas vezes. A outra metade, bem, não era muito perita no assunto.

Continuei meu trajeto calmamente, recolhendo ambas as mãos para dentro dos bolsos traseiros da calça. Àquele dia completava minha primeira semana de estadia no camping. O clima estava ensolarado, não passando das quatro da tarde e os termômetros deveriam apontar mais ou menos 25°C. A atmosfera presente fazia-me sentir certa nostalgia de minha cidade materna, New Orleans, situada no EUA.

Aparentemente meu organismo não demonstrava nenhuma necessidade por alimento naquele momento. Um alívio para mim, já que a esta hora do dia o refeitório estava sempre lotado, principalmente pelos bastardos de Ares, a quem eu tanto odiava. Aspirei o ar fresco ao redor, relaxando os músculos. A decisão por fim, era ir aos estábulos para um breve treino de quitação junto ao chalé de Deméter. Para seguir meu caminho desejado, antes, tive que passar pela arena e claro, sem deixar de chamar a atenção de outros semideuses pelo caminho, acenando cordialmente aos conhecidos.


✶✶✶


Ao longe conseguira distinguir uma silhueta pequena e feminina de pouca idade, talvez um ou dois anos mais jovem que eu. Combatia uma enorme fera de pelugem bicolor, metálica, nas quais alternavam entre o vermelho-sangue e o escuro, como de fosse composto pelas mais sombrias formas. Do lugar onde julguei ser as narinas, puro vapor escapulia, o que me parecia ser bastante estranho, até. A garota levava a pior, e parecia que seus ataques nem surtiam tanto efeito quanto os da fera que usava toda a sua selvageria e brutalidade para com a semideusa.

Tomado pela insuportável necessidade de ajudar aquela pobre alma, decidi aproximar-se um pouco mais para poder ter uma visualização melhor do alvoroço. Os demasiados campistas que se apresentavam presentes estavam ocupados demais para prestar serviços, e assim que foquei meus orbes azulados sobre a figura que lutava contra a criatura, pude notar que era uma de minhas meias-irmãs – os traços físicos desleixados apontavam a perspectiva, além de que já a vira antes rondando o chalé XVI.

Aquela era uma novata, porém seu corpo emanava tal aura propícia a tragédias como qualquer filha de Éris veterana. Pressionei os dedos contra a luva negra, ornamentada por um couro fumê que circundava meu punho e calmamente, ao engatar o polegar sobre o compartimento, o apetrecho alongou-se em minhas mãos, donde garras douradas retráteis expandiram-se verticalmente, reluzindo à iluminação baça do ambiente.

A fera derrubara a minha irmã no chão e já se preparava para o seu suposto golpe final. Nesse momento, acelerei meus passos e quando dei conta, me encontrava entre o Cão Infernal e a semideusa – que estava visivelmente desgastada -, caída ao chão enquanto me olhava com seus olhos claros e confusos. Elevei a mão até uma altura significativa sobre a cabeça e girei o punho, transgredindo as garras embebedadas em veneno contra a cabeça da besta que urrou e cambaleou. Certamente, conseguia manejar o armamento com total facilidade, onde o mesmo parecia uma extensão de meu corpo, dando-me destaque em grandes manobras e movimentos com a arma em questão. Era como se tal arma fosse minha marca, minha companheira, o que ocasionava sempre num foco maior em meio objetivo em batalha.

▬ O que você pensa que esta fazendo, garoto? ▬ Indagou a garotinha, perplexa pelos meus atos.

▬ Ajudando a você. Oras. ▬ Revirei os olhos, focado na criatura mitológica, que parecia estudar meus movimentos. A besta recuou alguns passos e então liberou um latido que retiniu pelo âmbito. Uma máquina? Talvez, meus pelos eriçaram diante o seu tamanho e senti um leve arrepio pelas minhas costas. Nunca havia enfrentado tal criatura de igual destreza e altura antes, mas não poderia deixar uma de minhas irmãs, indefesa, ser massacrada e destroçada com tamanha facilidade.

O Autômato Infernal investiu, erguendo a grande pata e movimentando-a de cima a baixo contra o meu rosto. Consegui passar o peso do meu corpo de um pé para o outro, desviando-me do ataque devido a minha boa forma excepcional, mas sabia que não tardaria para a criatura tentar investir novamente. Minha agilidade ainda era amadora e não poderia me livrar sempre.

Estiquei o pulso, movimento a lufa retrátil, fazendo-a cortar o ar e alvejar a corcunda do animal. Ao entrar em contato com a pele do cachorro as garras pontiagudas liberaram um líquido esverdeado que possivelmente enfraqueceria um pouco o cão. Deslizei meus pés para o lado, realizando movimentos circulares do pulso novamente. A criatura de Hefesto balançou a cabeça e movimentou-se mais uma vez em minha direção, só que dessa vez, dissipou-se em uma espécie de sombra, desaparecendo de meu ponto de vista. Pisquei um pouco atordoado e tentei localizá-lo rapidamente, sem êxito.

▬ CUIDADO! ▬ Alertou-me a moçinha, mas antes que eu pudesse compreender, fora tarde demais. O cão havia surgido às minhas costas e me pegara de surpresa, passando sua pata enorme contra as minhas costas, obrigando-me cambalear para frente, sentindo uma queimação constante no local atingido.

Trinquei os dentes e pisquei um pouco mais forte, tentando conter a dor do local. Era uma de minhas melhores camisas. Bufei e mesmo com a pouca mobilidade causada pelo ataque, me virei e impulsionei meu braço para frente, infincando as garras da luva contra o calcanhar do bicho, deliberando outro punhado de veneno no golpe que o exauria de mais energia. Segurei a base da luva com a outra mão e puxei a arma com um solavanco, desprendendo-a e deixando um visível estrago nos pelos da pata do monstruoso cachorro de metal. Era cômica a forma de como minha mente formulava tais insultos em horas tão inapropriadas e foi por tal linha de raciocínio que abanei o rosto, afastando tais pensamentos sutis.

▬ Se você quiser ajudar maninha, eu não me importo, sabe! ▬ Ironizei, franzindo o cenho e lançando um olhar severo para a semideusa. Voltei minha atenção ao monstro, pensando em alguma coisa em que poderia fazer.

O monstro latiu novamente, aparentemente enfurecido, porém, já mancava da pata alvejada. Correu novamente em minha direção, sem tanta velocidade quanto ao ataque anterior, abrindo a mandíbula e tentando abocanhar a região de meu pescoço. Prendi a respiração e impulsionei meu corpo para trás, desviando do ataque funesto. Apertei a base da luva entre os dedos e deferi a parte não laminada contra o crânio do animal com toda a minha força latente no momento, acertando um dos seus olhos entreabertos. O cão infernal urrou de dor, girando o corpo, batendo com o dorso contra o meu peitoral, impactando-me para trás. Cai sentado, quase sem fôlego.

A garotinha aproximou-se com um chicote empunhado em mãos – na mesma cor dourada de meu armamento. Aparentemente recuperada. Poderia ser pequena, mas era bastante veloz para alguém de sua idade. Deferia várias chicotadas contra as costas do cachorro, fazendo-o recuar, liberando ruídos e lamentações dolorosas. Enfim, a filha de Éris parecia bastante focada no que fazia e acabou por não perceber que o cão desaparecia novamente em sua espécie de teleporte das sombras e reaparecia ao seu lado após alguns minutos, pegando-a de surpresa e cabeceando a lateral do corpo pequeno da semideusa, jogando-a longe, caída ao chão, desnorteada.

Filetes de sangue deslizavam pelo local tomado como alvo em meu peito, onde pareciam que três garras afiadas havia regressado por ali. Senti uma grande dor no ferimento e acabei por pausar a mão livre sobre o local que ardia ferozmente. A criatura infernal ainda se contorcia pelo chão, tentando recompor-se devido ao ataque deferido em seu olho leitoso completamente carmesim. Suspirei pesadamente, sentindo os músculos contraírem e ficarem tensos devido ao tamanho esforço.

Tentei colocar-me de pé, sentindo as pernas bambearem um pouco. Segurei firme a empunhadura de minha arma, passando os olhares pela figura monstruosa a minha frente. Teria que fazer alguma coisa e rápido, antes que o Autômato Cão Infernal reivindicasse e investisse novamente contra mim ou minha irmã, talvez ambos, causando estragos piores. Rodopiei o braço e a garras metálicas da luva enlaçaram diretamente no pescoço do cão que uivava e latia, tentando se livrar. De hora em hora, liberava leves doses de veneno, enfraquecendo a vítima, até provocando alguns curtos circuitos no sistema tecnológico. Contudo, minhas forças eram quase nulas comparadas ao do monstro que chacoalhava a cabeça para todos os lados. Segurei firme com mão livre contra a lombar do animal, exercendo minha concentração no toque. Uma de minhas habilidades inatas era a capacidade de provocar dores ao tato, bastava apenas minha vontade, e assim o fiz. O bicho contorceu-se novamente, visivelmente agoniado e, acoplado à sua nuca, um botão avermelhado se mostrava desprotegido. Arfei, içando a mão destra até ele e ameaçando ativá-lo, esticando todo o corpo para que pudesse fisgá-lo.

Um chicote rimbombou o ar e prendeu-se às duas patas traseiras do animal mitológico, fazendo-o tombar de barriga. Desviei meus olhares um momento, em direção ao portador da arma e acabei por me deparar com minha irmã novamente, que me ajudava usufruindo das poucas forças que lhe restara. Como uma dupla, medimos forças; um sorriso de júbilo brotando em meus lábios devido a cena caótica. A fera tentava lutar, remexendo-se no solo arenoso da arena, porém transparecia ser inútil. Estalos eram advindos da base superior do robô, seguidos de tilintos metálicos que ostentavam a base das patas animalescas – estas se desprenderam-se, desmontando parte do corpo.

Enfim, soquei o botão e a fera caiu em óbito, nocauteada. Os olhos néons piscavam freneticamente e em questão de segundos, explodiu. Movimentei o pulso e as garras se retrairam, recolhendo-se para a luva que novamente adquiriu a pigmentação negra, desativada. Vestígios da lataria partiam para todos os lados da arena e tive de proteger o rosto e o corpo com auxílio de meus braços para que não fosse atingido. Flexionei os joelhos e sentei-me no solo da arena, arfando e liberando gemidos que se mesclavam entre dores e cansaço.

▬ Enfim, conseguimos! ▬ Deixei um pequeno sorriso esboçado em meus lábios, virando o rosto lentamente em direção a semideusa.

▬ Sim. Embora eu não precisasse de ajuda. Estava indo muito bem sozinha, para sua informação. ▬ Revirei os olhos, colocando-me de pé calmamente enquanto o chicote que a meia-irmã empunhara voltava a sua forma normal; um pomo de ouro reluzente e, por final, um pigente.

▬ Venha. Vou leva-la para a enfermaria, ou você dá conta de ir sozinha? ▬ Franzi o cenho enquanto passeava meus olhos pelo corpo da garota. A filha de Éris tinha um corte na testa, esfoliações leves nos braços e uma roupa totalmente suja e desagradável.

▬ Eu estou bem, sei me virar sozinha. ▬ Ergueu-se, demonstrando boa vitalidade.

▬ Olha aqui garota, você deveria agradecer... ▬ Tremi um pouco. Elevando o palmo até o local ferido em meu peito que ainda jorrava filetes de sangue. Fiz uma careta, expressando dor, ainda que o local queimasse.

▬ Você está bem? Vamos, deixe que eu irei ajudá-lo. ▬ A garota colocou-se ao meu lado, enlaçando um de seus braços em minha cintura e colocando o meu braço direito ao redor do seu pescoço.

Caminhamos para fora da arena, passando pelos demasiados campistas que nos olhavam com expressões indecifráveis. Indignação; assombro; enfim. É, parecia que as proles de Éris nem sempre poderia ser apenas "encrenqueiros", mandavam muito bem no combate também.

Armas/Poderes Usados::
> Passivos:
✴Aura do Caos — Filhos desta deusa assim que recebidos por ela criam uma aura poderosa que causa à qualquer um certo medo e aflição, como se tudo tivesse prestes a se tornar um caos do nada.

✴Maestria com armas de batalha — Éris, como guerreira nata consegue manusear qualquer arma de batalha mortal, como adagas, espadas, lanças, arcos, escudos, etc.

> Ativos:
✴Dor I — É capaz de infligir dor através do pensamento em humanos, porém precisa tocar em semi-deuses e monstros para que cause efeito. A dor é aguda e incomoda bastante, mas não chega a causar desmaios ou nada sério. Não funciona com pessoas cinco leveis mais alto que o filho de Éris.


> Armas:
— Garras Envenenadas [Desativada é uma luva de couro negra, porém quando ativa transforma-se numa luva de ouro celestial com garras resistentes onde ficam as unhas, cujas possuem um veneno. O veneno não mata, porém causa grande dor no oponente e vai consumindo a HP deste no decorrer dos turnos.]
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Re: — Treinos {Maccario Brunworn}

Mensagem por Apolo em Seg 12 Maio 2014 - 21:04

Avaliação

Um treino perfeito. Bem detalhado e claro, embora extenso. Bem, não muito a dizer a não ser parabéns e que continue assim.

Ganhos:
+ 1 nível

Perdas:
- 50 HP
- 20 EP.


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Re: — Treinos {Maccario Brunworn}

Mensagem por Maccario Brunworn em Ter 13 Maio 2014 - 23:19



thanks for making me a fighter


"'Cause it makes me that much stronger."
Completava-se pouco mais que uma semana de minha estadia no acampamento. O clima fresco e o céu límpido daquele dia permitiram-me colocar em prática outra atividade física onde eu pudesse exercitar o meu corpo da melhor maneira que me parecia favorável; o aperfeiçoamento de minhas técnicas em combate. E fora agarrado a essa ideia que deixei o chalé pela manhã bem cedo, tomando rumo para a arena de treinamento.

Cumprimentando os poucos conhecidos que avistava pelo caminho, não tardei a chegar a meu destino, reparando em alguns campistas que já marcavam presença ali. Eram louváveis as capacidades visíveis de cada um que gastava suor à sua maneira; alguns até causava-me certo espanto devido a ferocidade de seus golpes em combates corpo a corpo, algo no qual eu não era muito perito. Filhos de Ares. Os julguei, devido à selvageria latente.

Abanando o rosto para me desprender dos devaneios, enlacei passadelas até uma área pouco afastada, aproximando-me de uma fileira de três bonecos confeccionados em pano, cujo em seu interior era preenchido de palha. Percebi pelos gravetos secos apontados para fora dos tecidos, ainda mais quanto estes não deviam estar muito bem costurados.

Engatei o polegar da minha mão esquerda contra a luva ornada à minha destra – presente de minha progenitora divina, Éris -, qual havia trago comigo todo o tempo. Ao me concentrar profundamente, garras retráteis materializaram-se das pontas de cada dedo, reluzindo veemente. A luva adquiriu um tom dourado, similar às joias da realeza, o que era muito bonito de se ver.

- Vamos lá, Macc! – Suspirei, tomando certa distância de um dos bonecos, escolhendo-o como primeiro alvo. Flexionando os joelhos em uma postura similar a de um velocista, lancei meu corpo para frente em uma corrida, erguendo o punho revestido pela luva repleta de garras a uma altura significativa a cima da cabeça e, ao chegar próximo o bastante do fantoche de tamanho humano, deferi um potente golpe contra um dos seus braços, onde as garras ali perfuraram, ocasionando no rasgo remoto do tecido e por consequência, no decepamento do membro. Fardos de palha caiam no chão, implodindo do rombo.

Arfei um pouco após utilizar da força natural, cortando o ar outra vez com as garras, dessa vez, mirando na cabeça do boneco alvejado. As garras retalharam a cerne do fantoche, maculando-o do ombro até o pescoço. Devido à fenda profunda, a cabeça dele pendeu e então sorri vitorioso. – Opa! – Mordisquei o lábio, virando-me agora para o oponente conseguinte. Remexendo os dedos, fiz com que as garras metálicas tilintassem.

Icei o joelho na direção de suas pernas, próximo o suficiente para que o ataque obtivesse êxito e com isso ele bambeou para trás, ostentado por uma haste prateada que o segurava pelas costas, fazendo-o servir de “João-Bobo”. Quando o boneco de palha voltou para a frente com certa velocidade, estoquei duas das garras contra o sei peito, transpassando o corpanzil frágil. Por sua vez, acabei acertando o soco na base que o segurava, derrubando-o de vez no chão com um enorme buraco grafado em seu peitoral inumano.

- Urf! Urf! – Um pouco de minha energia havia sido consumida até ali, entretanto, estava apto a continuar sem muito esforço, focando-me agora no último boneco centralizado no campo.

Lambuzei os lábios com minha língua, concentrando-me intensamente. Minha mente arquitetava mil e uma maneira de nocautear o boneco, porém, não queria fazê-lo de forma rápida. Retesei alguns passos, piscando freneticamente, sentindo gotículas de suor passearem pelo meu rosto. Ao julgar estar em uma distância perfeita, coloquei em ímpeto uma corrida desenfreada, balançando meus membros durante o trajeto, sincrônico.

Ergui o punho esquerdo em direção a costela do fantoche, deferindo-lhe um soco munido de toda a força de um filho de Éris, lançando-o com brutalidade para trás. Soerguendo o outro punho armado, cravei as garras contra seu queixo, forçando-o para cima numa perícia abrupta, adquirida eficientemente como uma de minhas habilidades naturais. Com a força surpreendente consegui arrancá-la fora, empalando-a entre os projéteis da luva. Cambaleei ao pousar do outro lado, apoiando-me de cócoras no chão.

Um longo suspiro escapou por entre minhas narinas dilatas. Meu peito subindo e descendo, eufórico. Ergui o queixo, espiando o que havia acontecido às minhas costas. Um rastro de palha havia se estendido por todo o chão daquela parte da arena, sem contar que os bonecos estavam totalmente destruídos, inutilizáveis, de certo modo. Rolei os glóbulos, voltando a atenção para a luva que brilhava, retornando a sua forma original; uma luva aparentemente comum, de couro enegrecido.

- Isso! - Tomei a cabeça do boneco que eu mesmo havia arrancado anteriormente; a única parte inteira e chutei-a para longe, fazendo-a cair do outro lado da arena. Com um sorrisinho de júbilo enfiei as mãos nos bolsos, já recuperando o fôlego. Alguns de meus músculos ainda estavam doloridos, mas não importava muito. O que me surpreendia era minha aptidão em combate. Nada muito sobrenatural, visto que como meio-sangue e, por definição, prole de uma deusa guerreira, era até justificável minha destreza em batalha.

Contente com minha experiência, tomei rumo para fora do âmbito, visando chegar até o chalé. Era mais que merecido um bom banho, e bom descanso.

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✴Maestria com armas de batalha — Éris, como guerreira nata consegue manusear qualquer arma de batalha mortal, como adagas, espadas, lanças, arcos, escudos, etc.

— Ativos:
✴Força — Sua força é enorme, pela deusa que segue ter sido uma guerreira, podendo até mesmo levantar um ciclope como se ele não pesasse menos de 1 kg. No entanto, se forçado demais a MP do semi-deus começa a diminuir exageradamente.


— Armas:
— Garras Envenenadas [Desativada é uma luva de couro negra, porém quando ativa transforma-se numa luva de ouro celestial com garras resistentes onde ficam as unhas, cujas possuem um veneno. O veneno não mata, porém causa grande dor no oponente e vai consumindo a HP deste no decorrer dos turnos.]
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Re: — Treinos {Maccario Brunworn}

Mensagem por Apolo em Qua 14 Maio 2014 - 8:38

Avaliação

Novamente um bom treino, porém este chego a julgar mais fraco. Admito que esperava um pouco mais de você. De qualquer forma, parabéns, filho de Éris.

Ganhos:
+ 90 EXP

Perdas:
- 60 EP.


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Re: — Treinos {Maccario Brunworn}

Mensagem por Maccario Brunworn em Qua 14 Maio 2014 - 21:40



bad warrior


"'Cause it makes me that much stronger."
Como o habitual, a arena do acampamento encontrava-se parcialmente lotada, principalmente àquela hora do dia. O clima fresco e o céu límpido eram ótimos fatores que contribuíam para a prática de exercícios revigorantes, algo ao qual eu já estava bastante habituado, de fato. Cruzei os braços defronte ao tórax, perscrutando o recinto com auxílio de meus olhares criteriosos, intuindo por fim encontrar algo que fosse interessante realizar.

Não demorou muito para que avistasse uma espécie de monstro humanoide trancafiado em uma jaula – possuía um corpo divergente, metade mulher e metade águia, garras pontiagudas e asas colossais -, dando a impressão de estar altamente esfomeada, uma vez que atarracava sem piedade restos mortais de algum animal qual não pude identificar. Um sorriso perverso brotou em meus lábios fartos e então empunhei a luva dourada que já trazia ativada em minha destra – garras luminosas e pontiagudas materializando-se em cada dedo -, realizando alguns rodopios das lâminas brevemente, acostumando-me com seu peso.


Impeli alguns passos, pisoteando em algo que aparentava ser um galho seco, provocando ruídos ranzinzas que acabaram chamando a atenção da Harpia em minha direção. Lambendo os filetes de sangue que deslizavam pelos lábios, a criatura focou-se em minha presença, encarando-me de um modo aterrorizante, como se eu fosse a próxima presa. Arqueei uma sobrancelha, tenso com a situação. O medo latente que ainda nutria por certos monstros deveria ser finalizado, visto que, periodicamente, à medida que ficava mais velho, muitos deles se sentiriam no embalo de me exterminar e, era de extrema importância que detivesse coragem e ousadia para enfrentá-los.


- BU!!! – Aticei-a, propelindo o pé contra o solo de forma que produzisse um estalido. Sem esperar por rodeios a portinhola da jaula abriu-se com um ranger metálico, libertando a fera que avançou com selvageria, estendendo as enormes asas peroladas. Um arrepio percorreu minha pele.

Ergui a luva dourada até a altura do peito, aplicando um golpe solene contra uma de suas asas. O ataque passou no vácuo, pois ao ar, a Harpia tornava-se deveras veloz, não dando tempo para que captasse sua investida contra meu ombro, desequilibrando-me no solo arenoso.


Senti o local arder pelo impacto, mordiscando os lábios para ocultar a expressão de dor. Ela então se aproximava mais uma vez, arquitetando outro golpe. Tratei de levantar-me ligeiramente, usufruindo de minha agilidade natural e ergui as garras, aguardando tempo suficiente para estocá-las em um ato perfeito contra seu tórax, arrancando-lhe um punhado de plumas. Em contato com sua derme, os projéteis metálicos injetaram uma pequena dose de veneno em seu organismo cujo principal efeito era o retardamento de seus movimentos.

A Harpia libertou um garnido de dor, aparentando uma fúria excessiva por conta de ter sido ferida. Seu ódio alimentava-me, deixando-me mais forte e compenetrado na luta. Acelerou os batimentos de suas asas e contra-atacou com uma bela solada em direção do meu rosto, fazendo-me bambear outrora e cair, agachado. Deteve mais um pouco de sua velocidade aérea, ocasionando um corte superficial com o seu bico em minha lombar.


Balancei as pestanas, aturdido, um gemido dolor escapando de minha garganta. Aproveitando da aproximação da criatura, realizei um corte no ar com a arma em questão, totalmente hábil, conseguindo alvejar o membro alado do humanoide, mutilando-a gravemente. Um piado surdo ecoou pelo âmbito e, zonza por ter recebido outra boa dose do líquido nocivo, ela cambaleou, meio mongoloide. Desfrutando do seu momento de imponência, saltei, empunhando firmemente a base das lâminas.


Cravei-as em um único golpe certeiro munido de perícia iniciante na região lateral do monstro, provocando um rombo em sua silhueta animalesca, de onde filetes de sangue começaram a escorrer. A oponente, por outro lado, gingou a pata e acertou-me com assombro na virilha, ocasionando-me numa dor abrupta que me fez recuar, planando a mão no local alvejado.

Era bastante impressionante o modo que aquela pequena batalha tomava seu curso. A Harpia negava-se a recuar ou tão pouco a desistir. Naquele momento, consegui pensar em apenas duas situações que pudesse resultar em seu comportamento voraz: ainda deveria estar faminta e, por isso, almejava incansavelmente por meu sangue ou era adestrada de tal modo que resistia veemente à batalha, tornando-se um oponente digno de um filho de Éris.

Suspirei exasperado, conseguindo notar a sensação de dor esvair. Empunhei firmemente a luva, preparando-me ao assumir uma postura ofensiva. Deslizei meus solados contra a areia cristalina, pronto para aplicar outro ataque. A criatura também investiu, utilizando da pouca mobilidade que possuía para alçar voo rasante, capturando-me pelos ombros com suas presas.

Meu coração estremeceu em uma batida, acelerando rapidamente, bombardeando jatos de adrenalina e pânico para minhas veias. Possuía um medo incondicional de altura, sim, e a luta grotesca estava ficando cada vez pior à medida em que ganhava altitude; as garras da fera pressionadas contra meus ombros, não dando sinal algum de fraqueza. Não podia deixar aquele breve treino ir tão longe – assim pensei, mesmo que a altura ainda não fosse tão elevada, pois a besta permanecia enfraquecida devido o veneno proveniente de minha arma presenteada por minha progenitora divina, Éris.


Embrenhei as lâminas douradas com toda a rapidez e força de um filho da discórdia, ocasionando em um rasgo transversal de baixo para cima contra a besta – suas patas avícolas na rota proposta pelas lâminas, decepando-as. Instantaneamente a criatura transformou-se em pó e, fui agraciado com a liberdade, caindo em um rolamento mal feio no chão e tombando contra um grupo de semideuses que estavam parados a um lado adverso da arena.

- Aaah! – Arfei ao perceber o corpo de um rapaz abaixo do meu, qual serviu de aparato para queda, amenizando meu baque. Delineei um sorriso repleto de cinismo, erguendo-me rapidamente, ignorando as pontadinhas dolorosas de meus músculos cansados. – Desculpas?! – Inquiri meio indeciso, semicerrando os olhos. Realmente minha intenção não era desculpar-me e o fiz somente por educação. Como o esperado, o caos estalou-se ali e então os semideuses iniciaram uma discussão sobre o porquê de terem sido idiotas o suficiente para terem ficado àquele lado, apontando-me também como o principal autor da ocorrência.

Toda a cena me divertia bastante, e me revigorava, absurdamente. Era como se a energia negativa da discórdia entre aquele grupo fosse sugada para dentro do meu corpo, restaurando cada gotícula de energia e forças gastas na batalha anterior. Ostentei o risinho maldoso, receptando a luva dourada voltar a sua forma original – uma luva comum feita em couro negro, perfeitamente ajustável à minha mão.

Deixando-os balbuciar sozinhos, apenas maneei a cabeça em despedida, estapeando as vestes para me livrar de quaisquer vestígios de sujeira. À medida que inseria novos passos para fora do âmbito, a discussão parecia se amenizar e com isso, a aura sombria natural que emanava de meu corpo fazia novas vítimas. Parecia que minha herança divina aumentava cada vez mais. E eu estava adorando.


Armas/Poderes Usados::
— Passivos:
— Maestria com armas de batalha (Nvl. 1) — Éris, como guerreira nata consegue manusear qualquer arma de batalha mortal, como adagas, espadas, lanças, arcos, escudos, etc.
— Discussões (Nvl. 3) — Sempre que pessoas estão discutindo ao seu redor sua MP aumenta gradativamente até chegar ao valor máximo.
— Aura do Caos (Nvl. 1) — Filhos desta deusa assim que recebidos por ela criam uma aura poderosa que causa à qualquer um certo medo e aflição, como se tudo tivesse prestes a se tornar um caos do nada.

— Ativos:
— Força (Nvl. 2) — Sua força é enorme, pela deusa que segue ter sido uma guerreira, podendo até mesmo levantar um ciclope como se ele não pesasse menos de 1 kg. No entanto, se forçado demais a MP do semi-deus começa a diminuir exageradamente.


— Armas:
— Garras Envenenadas [Desativada é uma luva de couro negra, porém quando ativa transforma-se numa luva de ouro celestial com garras resistentes onde ficam as unhas, cujas possuem um veneno. O veneno não mata, porém causa grande dor no oponente e vai consumindo a HP deste no decorrer dos turnos.]
OBS:
Gostaria de pedir para que considerassem principalmente o efeito da habilidade "Discussões" utilizado no final do post como forma de restaurar todo o HP/EP gastos durante a luta e tal, se possível. Grato.
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Re: — Treinos {Maccario Brunworn}

Mensagem por Hermes em Qua 14 Maio 2014 - 22:01

Avaliação
Meus parabéns, sua escrita é perfeita, você tem tudo para ser um dos mais fortes.

Ganhos:
+ 1 Nível

Perdas:
- 15 HP

Atualizado por: __Hera diwa fina



Why so serious?
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Re: — Treinos {Maccario Brunworn}

Mensagem por Maccario Brunworn em Sex 16 Maio 2014 - 15:47



like a warrior


"I got one more problem with you boy!"
Não tardei a chegar à arena. Diferente de todas as outras vezes em que já estara ali, havia um propósito; uma luta passional, combinada entre um rapaz, filho de Ares, e eu, no intuito de poder deslocar habilidades de guerra de forma que pudéssemos ensinar um ao outro táticas solo. O sol já manifestava-se de acordo ao tempo corriqueiro que circundava os campos do acampamento, seu calor escaldante de início de tarde.

Enfim, o filho do deus da guerra havia aparecido, sorrindo de forma irônica e intimidadora, mantendo a tal habitual aura de superioridade como se fosse invencível. Sorri, postando-me na extremidade do perímetro designado a combates entre campistas.

- Achei que estivesse com medo e acabado fugindo. – O instrutor manteve o risinho de deboche, subtraindo do coldre uma espada cinzenta que retinia a luz em direção ao meu rosto, atrapalhando um pouco minha visão. Bufei, rolando os orbes.

- E perder a oportunidade de te dar umas boas pauladas? Pufft! Sem chances. – Enquadrei a luva dourada na mão destra, sentindo as garras laminadas se deslocarem para fora das pontas dos dedos magicamente. Um sorriso hostil florescendo em meu rosto; se comparada à minha postura defensiva e meu semblante tétrico, seria aceitável me assimilarem ao Freddy Krueger.

Naturalmente, movimentei o palmo para melhor me acostumar com meu armamento, adquirindo uma perícia inicial, como se já a tivesse usado antes – o que não era mentira. Rodopiei as lâminas no ar, conseguindo ocasionar ruídos metálicos quando uma chocava-se contra a outra. Meus olhos fixos aos do garoto.

O filho de Ares liberou um grito para poder extravasar a raiva e então correu em minha direção, manuseando a espada em mãos numa velocidade que me deixou aturdido e, descendo a parte não laminada da arma, rosnando, ocasionou um corte superficial em meu ombro direito. Senti o local arder, aproveitando da sua aproximação para propelir a base da luva contra sua testa, impactando-o devido ao revestimento do acessório, lançando-o para trás. Assim que o fiz, o filho de Ares recuou um pouco zonzo, sacolejando a cabeça para os lados.

Com uma baforada, esbravejou um grego antigo, tornando a avançar. Sua força era estupenda, conseguindo me desequilibrar quando girou a lâmina na diretriz do meu rosto e o tentei aparar o golpe, elevando o antebraço em diagonal contra a espada. Deslizei um passo ao lado e investi o punho livre contra seu queixo, usufruindo de meu vigor natural para impactá-lo novamente. O ariano cuspiu, os olhos faiscando de ódio. Tremi, receoso.

Lancei meu corpo a frente e induzi as lâminas de minha luva contra seu tórax. Porém, o rapaz fora mais rápido e deslizou o cabo da espada até a área toráxica, repelindo meu golpe e com a mesma agilidade impulsionou a empunhadura para cima, deferindo uma coronhada da haste contra a lateral do meu corpo. Cambaleei, nauseante, tombando sentado.

- Hehehe! E eu achando que você era mesmo tão bom quanto diziam. – Provavelmente o tom de escárnio que ele utilizava era apenas um método de me deixar ainda mais revoltado. Se fosse certo, funcionara, pois meu corpo todo fervia em contra-resposta ao insulto.

Arrepelei um bom punhado de terra entre os dedos da mão que não segurava a arma e me ergui, lentamente. Esperei que ele se aproximasse outrora, pronto para me atacar e logo me esquivei de seu ataque ao flexionar os joelhos e me arremessar para o lado oposto ao que sua espada passara, deixando-a acertar o vácuo. Ergui o punho até a altura de sua cabeça e lancei a areia contra seus olhos, causando-lhe uma baita irritação ocular.

- Aaaaaar! Golpe sujo, golpe sujo! – Coçava os olhos com o punho esquerdo enquanto o direito maneava a lâmina da espada de bronze para todos os lados, acertando o ar diversas vezes como se quisesse me manter afastado. Sua voz trovejava e podia jurar conseguir ver uma aura avermelhada ao redor de seu corpo másculo.

- Ainda bem que ao menos isso, você sabe. – Mordi o lábio inferior, saboreando minha provocação. Instintivamente, rodeei a arena até poder ficar às suas costas e sem escrúpulos, inferi as pontas das lâminas contra a musculatura dorsal do adversário, abrindo um corte horrendo em sua pele após rasgar a parte traseira de sua camiseta avermelhada. Urrou de dor, gingando o corpo e, por consequência, acertando minha bochecha com a ponta da espada, ferindo-me.

Praguejei um grego antigo e agachei-me, apoiando a mão livre contra o local alvejado. Ardia e gotículas de sangue respingavam pelo arranhão não tão superficial. O filho de Ares conseguiu abrir um pouco os olhos, localizando-me distraído ali, próximo aos seus pés e sem titubear elevou o joelho, propelindo-o contra a lateral do meu rosto. Arfei com o golpe e tombei de costas contra a terra, gemendo.

Desceu a lâmina em horizontal, pronto para aplicar um golpe letal contra meu peitoral, mas logo graças aos meus reflexos apurados em batalha, consegui retinir seu golpe contra um ponto aleatório qualquer ao içar a estrutura dourada da luva contra a lâmina e, erguendo o pé, apliquei uma solada contra seu baixo ventre, fazendo-o recuar.

Meu corpo já sinalizava cansaço, entretanto, devido ao ambiente sangrento em que estava e por direta linha de raciocínio as constantes brigas que eram desencadeadas ao meu redor, a energia sombria era sugada para o interior do meu ser, revitalizando todo o desgaste físico parcialmente. Consegui retomar minha postura, perscrutando a postura do meu inimigo com meus olhares criteriosos. Não desistiria tão fácil.

O filho de Ares arfava, depauperado, lembrei-me de que meu armamento era munido também de substâncias tóxicas que deixava as vítimas bastante atordoadas com o passar dos minutos e não pude conter o riso de júbilo revestindo meus lábios. Estalei a língua e impeli passadas longas em linha reta contra o instrutor, ziguezagueando pelo campo – a distância entre nossos corpos diminuindo à medida em que avançava, singelo.

Quando este estendeu a segura da espada de bronze, um tanto lento, consegui encontrar um ponto perfeito para atacar e o fiz, resvalando a ponta de uma das lâminas de minha luva contra o seu punho, provocando um rasgo mediano da derme. O ariano gemeu e com isso deixou a espada cair, visto que a mão armada havia sido ferida. Suspirei e elevei o joelho, atingindo seu abdômen e lançando-o com brutalidade para trás, fazendo-o cair, desarmado.

- Fim de jogo, cara. Ganhei! – Mostrei-lhe a língua como ofensa, porém, ele riu e então o acompanhei nas gargalhada. Estendi a mão livre, ajudando-o a se reerguer novamente. A luva dourada em minha outra mão crepitava, voltando ao seu estado original.

- Meus parabéns! Até que foi divertido bater em você. – Estapeou as vestes e por fim, tomou novamente a espada, acoplando-a no coldre. Cruzou os braços defronte ao busto, exibindo os músculos definidos, avaliando-me por um momento. A postura firme mascarando possivelmente a dor muscular e o demais desgastes que ele poderia estar sentindo - ou não. – Revanche, amanhã, talvez?

Franzi o cenho, tenso. Não estava mais na menor vontade de gastar tempo por ali. Não que me achasse o máximo por ter se sobressaído bem em uma ou duas batalhas na arena, mas é que aquela rotinha estava ficando cada vez mais monótona. Toda via, gesticulei a cabeça, dando uma resposta positiva enquanto deixava a arena. Iria tentar ficar longe de encrencas por um bom tempo.


Armas/Poderes Usados::
— Passivos:
— Maestria com armas de batalha: (Nvl. 1) Éris, como guerreira nata consegue manusear qualquer arma de batalha mortal, como adagas, espadas, lanças, arcos, escudos, etc.
— Discussões: (Nvl. 3) Sempre que pessoas estão discutindo ao seu redor sua MP aumenta gradativamente até chegar ao valor máximo.

— Ativos:
— Força: (Nvl. 2) Sua força é enorme, pela deusa que segue ter sido uma guerreira, podendo até mesmo levantar um ciclope como se ele não pesasse menos de 1 kg. No entanto, se forçado demais a MP do semi-deus começa a diminuir exageradamente.
— Reversão: (Nvl. 3) Uma luz emana de sua palma e quando direcionado à um inimigo que o esteja atacando o seu ataque muda de direção não acertando o filho de Éris, seja um ataque mágico ou físico. (Duas vezes por evento)

— Armas:
— Garras Envenenadas [Desativada é uma luva de couro negra, porém quando ativa transforma-se numa luva de ouro celestial com garras resistentes onde ficam as unhas, cujas possuem um veneno. O veneno não mata, porém causa grande dor no oponente e vai consumindo a HP deste no decorrer dos turnos.]
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Re: — Treinos {Maccario Brunworn}

Mensagem por Hermes em Sex 16 Maio 2014 - 17:01

Avaliação
Não há o que dizer, apenas continue assim.

Ganhos:
+ 1 Nível

Perdas:
- 10 HP

Atualizado por: Éris



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